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Insta Last Days

Aquela cumplicidade ao final do dia. Conseguimos concluir o nosso Lidl. Não foi fácil, mas conseguimos. O miúdo adora os seus supermercados (tem um na mãe e outro no pai). Se ele diz que somos a Minnie, é porque somos a Minnie. Halloween na casa de família = criança feliz. Este ano a cidade iluminou-se muito mais cedo. É uma alegria, um conforto para a alma. Fãs assumidos das decorações natalícias! Prenda de eleição neste aniversário: as sapatilhas Victoria que a minha irmã me comprou. Amor de perdição. A 20 de Novembro, depois de mais de quatro semanas de luta, o meu pequeno Faísca partiu. Esteve connosco tão pouco tempo que parece irreal. Ficam as memórias do melhor gato de sempre. A casa de família também já foi decorada com a incrível colaboração dos quatro terroristas.  Tardes de trabalho cheias de sol, à beira-mar. Que bênção! Bom resto de semana!
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Espírito Natalício, onde andas tu?

 Este ano, apesar do meu esforço, ainda não consegui encontrar e entrar no espírito de Natal. Tinha por hábito fazer a árvore de Natal a 1 de Dezembro. No ano passado antecipei uma semana e este ano acabei por fazer ainda mais cedo, logo a 15 de Novembro, para ocupar o primeiro Domingo de confinamento parcial. Decorei a casa toda, incluindo cozinha e quartos-de-banho, mas não consigo alegrar-me. Também já comecei a comprar as primeiras prendas, já tratei dos brinquedos dos quatro miúdos. Não sou muito adepta de encher as crianças de brinquedos, mas sei reconhecer que, para eles, a magia do Natal também passa por receber novidades neste capítulo. Mas ando tão desmotivada, tão sem saber como isto vai correr, que ainda não consegui entrar no espírito. Já temos os nossos calendários de Natal, o do pequeno é da Kinder, patrocinado pela senhora minha irmã.  Ligo a árvore mal chego a casa, vejo as luzinhas a piscar, mas ainda não me sinto a brilhar com o aproximar da época mais maravilhosa do

Contesto!

“Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor , está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos 'Bom dia', quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são". Sarah Westphall Roubado à Eunice. Acho que poucas coisas me fizeram tanto sentido.

Mommy Needs Vodka

Mommy neeks Vodka é a minha página de eleição do momento. Nunca tive uma visão romântica da maternidade. Nem antes de engravidar. Nem enquanto estava grávida. Muito menos depois de a criança ter saído cá para fora. Três anos e meio depois, continuo a ser uma mãe relaxada, uma mãe despreocupada, que enche de mimos e de beijos, mas que é disciplinadora e pouco paciente para birras e faltas de educação. Não sou uma mãe unicórnio, não vejo tudo colorido e com purpurinas. O meu filho é filho único, é mimado e sinto que as recentes alterações da nossa vida têm colaborado para que ele fique um pouco mais ansioso e nervoso. Os pais estão menos tempo com ele e obviamente acabam por dar um bocado mais desconto quando têm oportunidade de passar tempo com ele.  Da minha parte, tenho evitado à força toda comprar-lhe coisas e ser mais permissiva. Nem sempre consigo. Ele faz aqueles olhos de carneiro mal morto, diz "só cinco minutos, por favor, eu prometo" e, às vezes, lá me vence. Na esc

Friends at work

Ter um bom ambiente no local do trabalho é muito mais que meio caminho andado para que as coisas corram bem. Trabalho com três mulheres fabulosas (a quarta mulher mudou para outra "casa" há uns meses). São colegas, são amigas, são confidentes. São as minhas parceiras das pausas para chá. Aquelas que me apoiam e me ajudam dia após dia. Hoje deram-me uma prenda de aniversário e, mais uma vez, me fizeram sentir que, de facto, tenho uma sorte imensa por tê-las comigo. Trabalhar, com elas, é muito mais fácil.  Dizem que a quem muda, Deus ajuda. A mim ajudou e bem.

Abraçada

Abraça a tua família e nada te faltará. Acho que podia ser o meu resumo das últimas semanas.  Em tempos de agravamento da pandemia, cortei os encontros com as amigas e suponho que só volte a ver os colegas de mestrado no Natal se a situação melhorar entretanto. Vai daí, o foco tem sido mesmo a família.  A minha irmã, que é o meu suporte, o meu braço direito (e, muitas vezes, o esquerdo), a minha pessoa favorita em todo o mundo, ex aequo  com o meu filho. A minha mãe e a sua comida de conforto, que me convida para jantar com muita mais regularidade do que era habitual. Uma mãe que mais parece irmã, a quem confidencio tudo e mais alguma coisa, que me dá nas orelhas, mas sempre me apoia. Os meus tios, segundos pais, com aquela discrição tranquila de quem não precisa dizer muito para se fazer sentir.  O meu cunhado, que é o verdadeiro faz-tudo da família, que nos faz rir com todos os disparates que faz, mas que a todos acode e ajuda. Os três sobrinhos, que dão uma trabalheira desgraçada a

Baby It's cold outside

Eu bem andava a adiar, a adiar, mas hoje foi dia de vestir um casaco quente de Inverno. Já passei a fase do "quem tem brio não tem frio" . Quando me recordo da minha adolescência, de ir para a escola de mini-saia e camisa no pico do Inverno... Até me benzo. Agora estou mais velha e mais rezingona. Gosto é dos meus casacos quentes, dos cachecóis, das 1001 écharpes às costas durante o trabalho. Com uma caneca de chá nas mãos, para aquecer o corpo, de preferência.

Keep changing

O meu próximo plano é instalar um escritório / quarto de brincar / camas dos animais no terceiro quarto cá de casa. Tenho lá um roupeiro montado que posso desmontar e arrumar. A secretária que está na sala será enviada para este "escritório" improvisado, porque na sala não está a fazer nada e só ocupa espaço.  O pequeno já tem quase três anos e meio. Está na altura ideal de tentar que comece a brincar noutro espaço, para deixar a sala mais livre dos seus 1090343 brinquedos. Na verdade, não me importo nada que brinque na sala, só não quero ter lá a banca de ferramentas, os camiões e tudo mais exposto. Tem um móvel de gavetas do IKEA, já chega e sobra. Preciso de novos porta-retratos, de quadros para colocar fotografias novas, aproveitando os furos já existentes nas paredes. Também já "contratei" o Mestre Biscateiro (AKA meu cunhado) para me vir resolver umas questões pendentes, mas a agenda dele é preenchida face às inúmeras solicitações. Dos candeeiros novos do me

Work in progress

Aprender a lidar com a solidão não é um processo mesmo nada fácil. Ando a diversificar as minhas formas de entretenimento, mas, convenhamos... A COVID não é muito minha amiga. A chuva rouba-me as caminhadas. Valham-me as amigas que me telefonam para ir apanhar pinhas ao monte e as colegas sempre presentes.  Comecei a dançar às segundas-feiras à noite - com a vantagem de achar a professora uma simpatia. A amiga Netflix tem-me feito muita companhia. Estou a ver a primeira temporada de Outlander e sei que tenho série para umas semanas. Os livros também prometem ser grandes amigos, mas sinto-me sempre com tanto sono e com tanto cansaço que tenho evitado a palavra escrita. Estou bem, mas estou a adaptar-me. Com dias melhores e dias menos bons. Obrigada a todos os que, de uma forma ou de outra, demonstraram caminho.

Ai pandemia, pandemia...

 Já cheguei àquela fase em que me sinto mal se andar na rua sem máscara.  Felizmente, na minha cidade vêem-se muitas pessoas de máscara, mesmo na rua, em espaço público. Não todas, claro, mas acho que talvez metade. Hoje tive a brilhante ideia de mudar as coisas da mala antes de sair de casa e esqueci-me da bolsa onde coloco as máscaras. Sabia que no local de trabalho tinha máscara reutilizável para colocar, mas teria de entrar pelas traseiras, para não passar por qualquer local de trabalho a não ser o meu gabinete (a porta é directa, pelas traseiras). Mas senti-me mesmo mesmo mal ao andar na rua, naquele percurso de 10 minutos, sem máscara.  Senti-me irresponsável e egoísta. Entendo que muita gente evite usar máscara na rua, mas acho que 2.608 novas infecções e 21 mortos só no dia de hoje justificam em pleno a eventual obrigatoriedade de usar máscara na rua. Da minha parte, ando sempre com ela no rosto e tiro apenas para "ganhar fôlego" ou quando estou em locais mais isolado