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Cinzentos

Se há coisa que realmente a vida me tem ensinado é a não fazer grandes planos. Ir vivendo, sem tentar organizar tudo à minha volta - que é uma mania chata que as pessoas com Transtorno Obsessivo Compulsivo têm. Gosto muito dos pretos ou dos brancos. Sim é sim. Não é não. As zonas cinzentas deixam-me ansiosa, nervosa, atarantada.  Mas depois vem a vida e volta-me a inundar de tons acinzentados, só para me deixar os nervos em frangalhos. Foge-me do controlo, escapa-me por entre os dedos, já não depende só de mim. Relaxar - dizem que é o segredo. Ando mesmo a tentar deixar-me levar. Custa, mas também entusiasma. Pensar menos e sentir mais. 
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Shine a Light

Estava aqui a pôr o correio electrónico em ordem antes de terminar a pausa para almoço. Sentada na mesa grande da sala de jantar que só usamos de vez em quando e que se tornou o meu escritório improvisado neste início de semana. O meu cão deitado aos meus pés, como sempre. O meu filho no quintal da casa de família com o primo mais velho, aos gritos e frenético, como criança vibrante que é. Um dia de sol. Novos motivos para sorrir. Posso só estar feliz? 

O Forte

Nunca me considerei uma pessoa particularmente desconfiada. Nem particularmente resguardada. Por feitio, sou muito transparente, muito aberta em relação a mim mesma. Falo claramente de mim, do bom e do mau e tenho tendência a ser um livro aberto, a contar tudo e mais alguma coisa. Nunca o vi como defeito... No entanto, hoje em dia reconheço que pode ser algo perigoso e que joga contra mim... Mas continuo a sê-lo, porque não sei ser de outra forma e porque acredito que se digo a verdade, se mostro a realidade, não deve provocar-me muito dano. Gosto de acreditar que assim é. Inocente, provavelmente. Ultimamente sinto que estou muito mais céptica, a construir barreiras que nem sabia que tinha, a desconfiar, a duvidar. Sei que faz parte das aprendizagens da vida, mas acho lamentável ter de ser assim. Significa apenas que a vida já me abriu os olhos... E é triste.

"Trolaró"

Eu, que não sou uma mãe galinha, fico sempre emocionada quando ouço o meu ratinho a cantar. Agora anda a cantar o "trolaró de Viana" e é a coisa mais fofa de sempre. Deus sabe que as semanas de teletrabalho com ele em casa são duras e exasperantes... Uma fonte inesgotável de ansiedade... Mas depois acabamos por viver tantos momentos a dois, a fazer as tarefas escolares, a cantar as músicas do jardim-de-infância, a partilhar refeições demoradas... Que uma pessoa até se arrepende (durante alguns minutos) de estar a contar os dias para terminar a semana de trabalho. Seguimos na luta!

Insta last MONTH

Eu antes fazia um apanhado das fotografias do Instagram todas as semanas... Mas agora a vida é tão repetitiva que não se justifica. Fica então um apanhado do último mês, que é o que faz mais sentido! Antes da entrada em 2021, um registo dos cães da família. Na frente, o louco Tufão. Depois, a velhota Rosinha. O trio negro completa-se com a Bina, que é a cadela mais doce de sempre. O branco, claro, é o meu Pirata.  Aquela cumplicidade com os animais que tanto orgulho me provoca. No início do novo ano, ainda tivemos direito a um passeio de bicicleta a quatro. Traumatizante, só vos digo. Birras e ciúmes com fartura! A primeira manicure caseira. Foi óptima a intenção. Consegui manter o tom vermelho durante duas semanas, depois mudei para rosa/nude... E entretanto fiquei com o miúdo em casa e roí as unhas todas. Paciência! Aquele que está sempre ao meu lado. Seja para estar no sofá, seja para caminhar... Sempre juntos. O meu rapaz. Já se nota que começa a ficar mais aborrecido por não usufr

I'm getting too old for this shit

Supostamente a idade torna-nos mais pacientes e mais tolerantes... Mas eu estou a sentir exactamente o oposto. Acho que a idade, as experiências de vida, o positivo e o negativo daquilo que já vivi foram-me tornando mais desconfiada, mais céptica, mais inquieta. Sempre me considerei uma pessoa frenética, mas ponderada e paciente. Hoje em dia, estou muito mais intempestiva. Estou cada vez mais emocional. Muito mais dada  a "repentes"  - seja em decisões, conversas ou acções.  Com tudo o que isso tem de bom e de mau...  Hoje em dia, se não gosto, ponho logo na beira do prato. Se não me agrada, não repito. Se não me faz feliz, não procuro. Se não me satisfaz, dispenso. Se não gosto, não disfarço. Se não me transmite confiança, não insisto. Se não me faz sorrir, não permito. Se não corresponde às expectativas, não perco tempo.  Estou mesmo a ficar demasiado velha para certas merdas. E ainda bem.

Volta, Sol, que estás perdoado.

(tudo H&M, que veste sempre o mesmo número e é aquisição garantida) E então? Já se pode começar a pensar na Primavera? Assim como assim, se as compras têm de ser on-line, podemos já despachar o assunto. Uma pessoa tem de fazer algo para contrariar este tempo ranhoso... Nem que seja sonhar com dias mais alegres, de temperaturas amenas e vestidos vaporosos.

Divagações

Tenho de admitir que isto do confinamento convida a uma maior introspecção. De repente, dou comigo a pensar no tanto que perdi e no tanto que ganhei no último ano. Não sou saudosista, mas é um pouco inevitável parar para pensar no que a minha vida mudou. A 28 de Setembro de 2019 casei-me. Casei-me com a plena convicção de que estava a dar um passo firme e correcto, apesar de conseguir reconhecer que os problemas na relação já eram antigos. Posso dizer, sem qualquer margem para dúvidas, que foi o dia mais feliz da minha vida. Não foi perfeito, teve duas situações que até me mexeram um bocadinho com os nervos, mas foi um dia de amor, de amizade, de família, de diversão, música, boa comida e até o São Pedro me abençoou com uma temperatura agradável.  Casei a achar que seria para a vida toda. Acho que sou uma daquelas românticas incuráveis que acredita que o amor dura para a vida inteira. E talvez dure. O amor ficou diferente, perdeu a componente do romance, mas o meu ex-marido é alguém po

(não respira)

Hoje estou-me a safar. O herdeiro costuma acordar ainda mais cedo do que eu, mas hoje são 9h25m e ainda está no vale dos lençóis, mas a despertar. Acordar. Passar um duche. Fazer o mínimo barulho possível para conseguir ligar os telemóveis à internet e o portátil para ver os e-mails antes que a cria acorde.  Isto do teletrabalho com o pequeno em casa é sempre uma enorme emoção! Apura os sentidos, que estamos ocupados, mas sempre de orelha arrebitada. Torna-nos mais ágeis, para despacharmos tarefas mais rápido. E torna-nos pessoas de fé, que estamos sempre a rezar "só mais uns minutos, dá-me só mais uns minutos" . Boa sorte por aí, malta!

Mimalha

No início de uma semana que promete ser do caraças por muitos e variados motivos... E que começou com um stress imenso, com ansiedade, nervosismo...  ... Ainda por cima ajudando pequenos negócios da cidade. Neste caso, a  Kotka ... ... E para variar das discussões sérias (e muito válidas) que o post anterior gerou... (fotografia da loja) Bem... Não é que precise de motivos... É mesmo só porque eu quero e mereço.  Boa semana. Projetam-se e protejam os vossos.