domingo, 17 de novembro de 2013

Da Dignidade

Nos últimos dias, a questão dos sem-abrigo voltou a ser falada. Chegou o frio, chegou o real Outono, e a preocupação com os que vivem na rua naturalmente aumenta. A minha cidade nunca foi uma cidade com muita gente a dormir ao relento. Tínhamos algumas pessoas a viver nestas condições, é certo, mas eram sem-abrigo principalmente por causa dos vícios, não propriamente por não terem emprego e dinheiro (coisa que também não tinham, por causa dos vícios). Infelizmente, tenho reparado em mais pessoas a viverem na rua, até na minha cidade.

Esta semana, Pedro Crispim publicou uma fotografia que funciona como uma verdadeiro abre-olhos. Um sem-abrigo de Lisboa construiu um quarto, com direito a plantas e tudo, por debaixo de um qualquer prédio lisboeta. Tiraram-lhe tudo, mas não lhe tiraram a vontade de se sentir aconchegado. É de partir o coração.

Ler mais aqui: Sapo Fama


35 comentários:

  1. Deu, ontem, uma reportagem sobre este caso, na SIC...o sem-abrigo vive lá com outra senhora, também sem-abrigo, que acolheu para junto dele... uma história comovente... um verdadeiro murro no estômago...

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  2. é mesmo uma situação complicada :/

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  3. é uma situação complicada, infelizmente por aqui há imensos sem-abrigo :x

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  4. Não ouvi a noticia, não sei de nada,( mas já vou pesquisar) mas só pelo que contas e pela foto, dá que pensar.

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  5. Exacto, na SIC ontem deu essa reportagem :(

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  6. Não é relente, é relento.
    Beijo!

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  7. Certas pessoas realmente merecem mais. Sinceramente não sei qual foi a causa que levou esta pessoa a tornar-se um sem-abrigo. Mas sem dúvida tem muita coragem e muita força. É de louvar.

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  8. Deu na SIC ontem. Achei lindo o amor que eles tinham um pelo outro mesmo naquelas circunstâncias. Sinto-me mesmo mal por todas as pessoas e animais que em todos os invernos não têm comida quente e um local para ficar :(

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  9. Isto está demais!
    Não há por onde se passe que eles não estejam; só não vê o estado a que chegámos, quem não quiser.
    Se não for a sociedade civil a fazer alguma coisa por esta gente (tomar conta dos que estiverem mais próximos de nós ( http://www.osexoeaidade.com/2013/10/na-minha-rua.html ) )não sei como será...

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  10. Realmente aqui em Viana aumentou o número, inclusive junto ao shopping costuma haver lá algumas pessoas a dormir, é realmente uma situação muito complicada e para quem tem coração ver aquela situação ainda pior, mas mesmo assim ainda há pessoas que tentam ajudar, pois sei de um stand na cidade que durante o Inverno cede o espaço para um sem-abrigo com direito a aquecimento e televisão, o que na minha opinião é sempre de louvar.
    Beijinhos

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  11. Já tinha comentado noutro lado. A força de vontade das pessoas ... pena só nos lembrarmos, muitos, nesta época.

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  12. Até me deu um arrepio na espinha. Aqui na minha cidade, nunca vi um sem abrigo, mas verdade seja dita, infelizmente irão aparecer mais casos destes, pessoas dignas, que se esforçam e que se vêm sem saída =(

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  13. Até me deu um arrepio na espinha. Aqui na minha cidade, nunca vi um sem abrigo, mas verdade seja dita, infelizmente irão aparecer mais casos destes, pessoas dignas, que se esforçam e que se vêm sem saída =(

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  14. Só um reparo: escreve-se "relento" e não "relente".

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  15. Acho que para além dos sem abrigo devido aos vícios que lhes estragaram a vida, parece que está a aparecer mais gente nas ruas por não ter perdido o emprego e não poder pagar uma casa. É muito triste, então agora com o frio, nem é preciso imaginar...:-(
    xx

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  16. Impressionante. Leio e releio os textos duas ou três vezes e mesmo assim passam-me gralhas. Obrigada, gente.

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  17. deu ontem na sic esse caso , espero que tenham um final feliz
    * beijinho

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  18. Aqui na minha cidade (Bauru) temos um alberque muito bom "Centro Espírita Amor e Caridade" que sempre tem cama e comida para os desabrigados, mas alguns não aceitam e preferem dormir na rua.
    Maria do Brasil

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  19. Eu vi ontem a reportagem, é arrepiante...

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  20. Eu vi a reportagem na SIC sobre o casal e fiquei arrepiada e emocionada.
    Assim como fico sempre com estas histórias. Ainda por cima a "casa" é na Avenida da Liberdade. Maior contraste não poderia haver: luxo e pobreza lado a lado.

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  21. Uma realidade dura...Ainda bem que escreves sobre ela.. Acredito que sensibiliza muita gente e talvez um ou outro, vá fazer o dia destas pessoas um cadinho melhor!!!

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  22. Já alguns tempos li num blog que uma rapariga quando viajava de transportes públicos conseguiu perceber debaixo de uma ponte o espaço de um sem abrigo, que via que havia espaços distintos. É a triste realidade e cada vez mais vivemos isso.

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  23. A referida noticia já tem mais tempo o que quer dizer que desde a altura em que se falou pela primeira vez nada de relevante foi feito, agora esse mesmo sem abrigo, abrigou outra pessoa no espaço que tomou para si e onde tem os seus parcos pertences, restos de uma vida despedaçada. Na reportagem inicial até referiram que "ele se sentia feliz apesar de tudo". Dá mesmo muito que pensar, mas o que parece é que ninguém vai fazer nada. Feliz????

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  24. Os sem-abrigo de antigamento, sou franca, não me causavam dor. Não queriam trabalhar, preferiam não ter obrigações, nem sentiam necessidade de cumprir regras era uma opção de vida. Agora, perante a situação actual do país, esta realidade é preocupante. As pessoas tinham, pouco, mas tinham. E neste momento há muitas que não sabem o que fazer à vida, desprovidas de quaisquer recursos e sem meios para sobreviver condignamente.

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  25. Há pessoas que mesmo lhes tirando tudo possuem grande capacidade de ser resiliente. Espero que este consiga. Me dói imenso a miséria humana. A que habita dentro da alma e a que é externalizada.

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  26. Muito mau mesmo, mas ao mesmo tempo é encantador a forma como as pessoas se tentam adaptar com garra ao que o presente lhes trouxe... Nem que seja desta forma tão dura: decorando um pedaço de rua que agora passou a ser a sua casa...

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  27. É mesmo um abre olhos. Hoje em dia cada vez há mais pessoas nesta situação e não é por quererem. A foto é comovente.
    beijinhos grandes.

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  28. É aterrador, ver que o número de pessoas nesta situação continua a aumentar...muito triste

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