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Espírito Natalício, onde andas tu?

 Este ano, apesar do meu esforço, ainda não consegui encontrar e entrar no espírito de Natal.

Tinha por hábito fazer a árvore de Natal a 1 de Dezembro. No ano passado antecipei uma semana e este ano acabei por fazer ainda mais cedo, logo a 15 de Novembro, para ocupar o primeiro Domingo de confinamento parcial. Decorei a casa toda, incluindo cozinha e quartos-de-banho, mas não consigo alegrar-me.

Também já comecei a comprar as primeiras prendas, já tratei dos brinquedos dos quatro miúdos. Não sou muito adepta de encher as crianças de brinquedos, mas sei reconhecer que, para eles, a magia do Natal também passa por receber novidades neste capítulo.

Mas ando tão desmotivada, tão sem saber como isto vai correr, que ainda não consegui entrar no espírito. Já temos os nossos calendários de Natal, o do pequeno é da Kinder, patrocinado pela senhora minha irmã. 

Ligo a árvore mal chego a casa, vejo as luzinhas a piscar, mas ainda não me sinto a brilhar com o aproximar da época mais maravilhosa do ano. Falta um mês e sinto que o raio da pandemia agora me começa mesmo a afectar. Já me roubou tantos momentos, mas é uma agonia pensar num Natal sem o encanto de sempre.

Comentários

  1. Não acredito muito que estejamos confinados no Natal. Iria causar uma grande revolta e solidão em muita gente. Ninguém quer os seus a passar o Natal sozinhos e psicologicamente isto afectaria imensa gente.
    Por aqui tenho feito o esforço para também entrar no espírito, mesmo tendo cancelado os planos para passar o Natal em Portugal este ano. E isso sim, está a custar-me. Porque tenho saudades, porque adoro o Natal com a minha família, porque andava a contar os dias, porque só vi os meus avós no Verão num ano inteiro (e já têm
    uma idade em que pensamos que não sabemos bem quantas vezes mais os poderei ver) e quero tanto dar-lhes um abraço, porque sei que os meus pais e o meus sogros morrem de saudades da Mini-Tété. O Natal este ano será seguramente diferente para todos mas pensa que irás passá-lo com a tua família, e não sozinha, e como isso já é maravilhoso. :)
    Mas concordo que faltam as luzes na rua, as músicas de Natal nas lojas, e todo o ambiente que por esta altura já existirá. E isso não ajuda a entrar no espírito. :)

    Tété

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    1. Se passamos o Natal confinados ou não, dependerá da responsabilidade de cada um. Não acho que será proibido deslocar-nos, mas cada família saberá se quer colocar os seus e a si próprio em risco. Nós já decidimos que só passaremos com os meus pais (com quem já estamos diariamente agora).

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    2. Anónimo das 07h46

      Nem eu digo o contrário. Por alguma razão a minha decisão foi nem sequer viajar para ir passar o Natal com a minha família quando na verdade ninguém me impede que o faça. Mas no caso da S* ela está frequentemente com a família pelo que não faria sentido pôr-se sequer a hipótese de passar o Natal sozinha. E como acho que não estarão confinados, nada a impedirá de ter um Natal familiar e isso já é muito bom (dado que nem toda a gente terá este luxo).
      Quanto ao risco, entendo o que diz. Ainda assim que cada caso deve ser avaliado. Deixar alguns idosos por exemplo passarem o Natal sozinhos em casa será psicologicamente muito duro para os mesmos e para quem os deixará assim. Acredito que haja casos em que será preferível estarem juntos com o devido cuidado. Não me refiro naturalmente a trazer pessoas de risco para uma festa de 30 pessoas (ou sequer a fazer uma festa de 30 pessoas).

      Tété

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    3. Verdade, a minha família é peculiar. O meu irmão trabalha com o meu tio. A minha irmã, cunhado e sobrinhos vivem com os meus tios. Eu almoço todos os dias na loja da minha irmã (prefiro almoçar com ela e com o cunhado do que no trabalho, com colegas, num momento em que tiramos as máscaras). A minha mãe também está quase todos os dias com os meus sobrinhos, porque a mana trabalha até tarde e a avó entra a jogo como baby sitter. Somos uma rede familiar que se junta todos os dias, por isso o Natal não será diferente... Se houver novo confinamento, irei viver para a casa de família, visto que agora vivo sozinha. É uma tristeza toda esta situação...

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    4. Sim, acho que quem já está junto normalmente, não será um risco acrescido estar junto no Natal. Eu e o meu marido estamos em teletrabalho desde março e com a nossa filha em casa, com contacto diário com os meus pais (que vivem a 2 ruas de distância) e que estão reformados e também não têm contactado com mais ninguém. Só aligeirámos os contactos no verão, quando os números estavam mais baixos. Aí estivemos com tios, primos e amigos (sempre em grupos de apenas um casal/família de cada vez e ao ar livre). Mas agora não nos sentimos confortáveis e fazê-lo. Normalmente fazíamos um almoço de Natal em dezembro com parte da família (umas 30 pessoas), na noite éramos uns 12 e no dia uns 15, tudo isto pessoas diferentes. Jamais faria isso agora. Por isso digo que apenas faremos o Natal com os meus pais, com quem já estamos normalmente. Sinceramente já só quero que o tempo passe, chegue a vacina e se vá vacinando aos poucos a população até atingirmos a imunidade de grupo e alguma normalidade volte às nossas vidas (coisa que dizem que só acontece daqui a 1 ano, mas ok...). Já nem quero pensar nas restrições e no que custa, só cumprir e que isto passe rápido.

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    5. Pois eu e um tio somos os únicos que estamos fora, da família mais chegada com quem costumamos passar o Natal.
      Ele é solteiro e mora sozinho e eu sou solteira e moro no Porto.
      Ou seja, se não formos passar o Natal à terra onde a família está significa que vamos passar o Natal sozinhos (!?)
      Lamento, mas vou passar o Natal em família.

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    6. Nós temos evitado o contacto com tudo e todos. Incluindo no verão quando todas as pessoas estavam a ser condicionadas para saírem, fazerem férias, etc... Incluindo pelo governo.

      No natal não vamos passar separados da nossa família. Não vejo o meu irmão há 1 ano e nunca estive com o meu sobrinho que nasceu em julho. Como disse, fizemos todos tudo para evitar colocar qualquer um de nós em risco e os outros mas não vamos confinar no natal.

      Não vamos pagar ou ser responsáveis pela estupidez e irresponsabilidade do nosso Estado que só decidiu meter medidas extremas quando já era tarde demais em vez de garantir que nunca se extrapolava os números.
      Não faltam gravações com o Antônio Costa a promover atitudes completamente irresponsáveis em plena pandemia na altura do verão.

      Vamos ficar todos em quarentena profilática uma semana antes do Natal e vamos estar todos juntos nessa fase, sendo que a única coisa que nos poderá impedir é se um de nós tiver sintomas.

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    7. Atenção que ter "aligeirado" no verão não quer dizer que tenha sido sem responsabilidade, pelo menos no meu caso. Estive com amigos mas em espaços abertos (jardins) e sempre com máscara. Estive de férias em hotéis em que estávamos em unidades individuais e nós espaços públicos toda a gente usava máscara, havia gel desinfetante por todo o lado, etc.

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    8. Eu não estive em hotéis de férias porque nem de férias fui, de propósito. Repito, de propósito!

      Realmente os cuidados já vão da responsabilidade de cada pessoa!

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    9. Não me parece que o ter ido de férias para hotéis com os critérios de escolha que tive e cuidados tenha sido qualquer tipo de irresponsabilidade. Aliás, tanto não foi, que não ficámos doentes (nem eu, nem o marido nem filha), nem tivemos notícia de qualquer pessoa que lá tenha estado (porque não recebemos qualquer alerta nesse sentido). Bem como os estudos demonstram que não é nesse contexto que as pessoas ficam infetadas.

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    10. Cuidado porque sei de casos que ficaram infectados precisamente nesse contexto.
      Eu não fui por receio e porque gosto de andar à vontade em férias. Este ano decidimos adiar e foi a melhor decisão, na nossa opinião.
      Não fomos para fora mas ficamos mais tranquilos, em segurança e de consciência tranquilo.
      São decisões.

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    11. Sim, claro, são opções. Mas como lhe digo, escolhi alojamentos rurais em que estávamos em unidades independentes (uma casinha com tudo, incluindo cozinha), longe das zonas comuns, inseridas em propriedades grandes, com imenso espaço ao ar livre e poucos hóspedes, perto de praias pouco frequentadas (Alentejo em junho e outubro, tínhamos praias só para nós), pelo que o contacto com pessoas diria que até era menor que em Lisboa (onde vivo). Bem como os hotéis foram exemplares no cumprimento das medidas de segurança. Por isso sempre me senti segura.

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    12. "Aliás, tanto não foi, que não ficámos doentes (nem eu, nem o marido nem filha), nem tivemos notícia de qualquer pessoa que lá tenha estado (porque não recebemos qualquer alerta nesse sentido)."

      ate fico chocada com estes comentários. La por no seu caso por sorte nao ter sido infectada significa que ninguem fica infectada em hoteis? olhe eu tenho sempre vindo trabalhar e nem eu nem nenhum dos meus colegas no trabalho alguma vez teve infectado (que se saiba), mas isso invalida o facto de que houve varios surtos em empresas e de infecções que passaram de colegas para colegas?

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    13. Eu não ataquei ninguém que decidiu fazer férias.
      Disse que o nosso governo promoveu atitudes complemente irresponsáveis e pensou apenas nas questões económicas durante os meses de verão. E as medidas das férias é a pontinha do icebergue das medidas acéfalas.
      Foi necessário chegar praticamente à ruptura com a segunda vaga (que todos os especialistas já sabiam que é muito mais provável ser pior do que a primeira) para começarem a ter algum tipo de medidas de contingência.

      No verão não houve um aligeirar de medidas com conta peso e medida. Houve uma total deserção de medidas e não só a autorizar como houve inclusivamente um apelar a sair, a frequentar bares, restaurantes, praias; a fazer festas, a juntar-se centenas de pessoas. Houve inclusivamente autorização para se realizarem casamentos com centenas de pessoas... das quais muitas acabaram com testes positivos.... oh que surpresa...
      Não há economia sem saúde pública.

      Cada um fez o que bem entendeu consoante as liberdades que foram autorizadas. Não vamos culpar o povo que seguiu aquilo que a pessoas que supostamente devia ter 2 dedos de testa mandou fazer quando a maioria da nossa população não é propriamente muito letrada relativamente à área cientifica.

      No entanto, é bastante óbvio que muitas pessoas não tiveram cuidados nenhuns nas férias (nacionais e estrangeiros) e isso está mais do que registado... basta ver a valente vaga que se expandiu depois disso mesmo.
      Aliás passar férias é tão seguro que, na primeira vaga se conseguiu perceber que milhares de infectados estavam directamente ligados a uma única pessoa infectada, a trabalhar em Ticino (Suiça).
      Por cá nunca saberemos até porque enquanto o PM promovia a irresponsabilidade ninguém andava a traçar o perfil dos infectados e o registo ficou no local da habitação e não naquele que estavam a frequentar quando ficaram infectados (conveniente, não é? Assim ninguém consegue provar por A+B que as medidas tiveram impacto desastroso ou se correu "tudo bem"...).

      De qualquer forma, eu não estou aqui para apontar dedos a ninguém. Cada um fez o que bem entendeu no verão. Eu é que vou fazer precisamente o mesmo no natal - até porque não reconheço qualquer moralidade ou autoridade ao PM depois de tantas decisões hipócritas e irresponsáveis (e convenhamos que a decisão de promover férias em plena pandemia com um SNS já completamente em ruptura é apenas a ponta do icebergue das medidas completamente acéfalas tomadas nos últimos meses).

      Vamos fazer quarentena profilática e a única coisa que nos poderá impedir de estar juntos é se alguém tiver sintomas ou algum teste positivo.

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    14. Não acho que tenha havido essa irresponsabilidade do Governo como aponta. O Governo está sempre de mãos atadas nesta questão. Ou adopta medidas mais restritivas e contém o número de infetados, ou liberaliza um pouco em nome da economia e chovem críticas do outro lado. Por exemplo, os proprietários de restaurantes que estão em greve de fome na AR seriam totalmente contra o que está a dizer e argumentariam que esse incentivo no verão é que lhes permitiu "salvar" uma parte do ano. Pois se nem com o SNS em rutura esses queriam que se adotassem as medidas dos fds anteriores! E que se provaram benéficas porque estamos a reduzir o número de casos.

      Acho que independentemente do que o Governo decida, a responsabilidade está em cada um. No que eu usei de serviços este ano, não achei nenhuma bandalheira como descreve. Tudo com regras e as pessoas a cumprir.

      Já quanto ao Anónimo2 de dezembro de 2020 às 11:51, não foi "sorte" não ficarmos infetados em hotéis. Foi porque ficámos em hotéis que cumprem as regras e que preenchiam determinados critérios de espaço e separação de hóspedes e porque nós também tivemos o cuidado de não contactarmos com pessoas durante essas estadias. Se há quem faça férias sem esses cuidados e regras, claro que aumenta o risco de ficar infetado, mas isso vale para as férias, como para a vida do dia-a-dia.

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    15. A anónima sabe como é que conseguiam os stickers a dizer que era "safe" ? Dizer que se cumpria os requisitos e imprimir.... zero inspecções.
      Muito seguro...

      Tanto houve bandalheira que não faltam filmagens a comprovar isso mesmo. Desde praias com pessoas umas em cima das outras, como pessoas nas noitadas sem máscara , como restaurantes a abarrotar.

      Claro que os donos dos restaurantes vão dizer que é possível estar lado a lado com dezenas de desconhecidos sem máscara a comer no mesmo espaço, a partilhar os mesmos funcionários que circulam livremente, etc... as pessoas estão a pensar no seu ganha-pão em vez de pensarem no bem comum. O que é compreensível pois obviamente não estão a ver qualquer tipo de compreensão ou ajuda do Estado (para o qual contribuem há muitos anos).

      Já agora, se o Novo Banco, TAP, BPN, etc não nos estivessem a sugar o dinheiro dos portugueses provavelmente havia forma de garantir que as pessoas poderiam fechar os negócios durante algumas semanas para o bem comum sem morrer à fome mas para isso era preciso que os nossos politicos parassem de privatizar lucros e fazer com que os prejuizos sejam sempre pagos pelos portugueses... mas isso era pedir que trabalhassem para o bem da população e era pedir demais.

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    16. Os empresários a fazer greve de fome?
      Aqueles que têm Bugattis, jets privados e mansões e que aparentemente são tão bons a gerir dinheiro que vão ficar sem restaurantes por faltar lucros meia dúzia de meses?!?!?!
      E vender os carrinhos de luxo, não??

      Os próprios dizem na entrevista que não querem perder o que é deles.... LOL
      É muito mais importante garantir os luxos deles do que garantir que nenhum português cai na miséria obviamente... Deve ser para rir ...

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    17. Não fui a restaurantes, mas nos hotéis onde fiquei, independentemente da certificação, vi os requisitos a serem cumpridos. Não frequentei praias em época alta, mas quando fui também não vi qualquer aglomerado e cheguei a estar em praias desertas. Se tivesse chegado lá e visse aglomerados, voltava para trás. Mais do que as regras, depende da responsabilidade de cada um. Mas é possível usufruir das coisas em segurança.

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    18. Ainda para mais os restaurantes podem estar abertos a semana toda e aos fds/feriados até às 13h, bem como funcionar depois em take away/delivery. A restrição é assim tão dura e leva a morrerem à fome? Pelo amor de deus. Toda a gente está a fazer restrições. No feriado passado passei de carro pelo centro de Lisboa (Alvalade) e estavam carradas e carradas de pessoas na Avenida da Igreja (por volta das 12h), filas enormes à porta de restaurantes para pessoas levarem comida para casa e já pessoas a comer lá dentro. Eu tenho encomendado sempre pelo uber eats / glovo e até acho que consumo mais de restaurantes desde que estou em casa. Quando vou à varanda de minha casa é só motos dessas empresas a passar. Usar algo como a greve de fome para isto é diminuirem a vossa causa...

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  2. QUE DEUS ILUMINE AS NAÇÕES QUE,EM BREVE, NOS SALVARÃO DO CORONAVIRUS!
    VENHA TORCER CONOSCO NO BLOG DO SEU ANTIDO SEGUIDOR: "MUSICA É FELICIDADE".
    OK?
    UM ABRAÇÃO CARIOCA.

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  3. Desde que perdi uma pessoa de família que vibro menos com o Natal.

    Este ano também não estou com grande espírito natalício. Só me lembro que é época natalícia porque também já fiz a árvore de Natal cá em casa.

    Presentes comprei tudo online.
    Este é um ano diferente para todos nós,

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    1. A propósito de compras online, aproveito para dizer que o ano passado mandei vir uns artigos da loja da tua gémea (mana) nesta altura de Natal 🎄 e os embrulhos da loja, pelas mãos da tua irmã, são um mimo para os olhos.

      O ano passado ainda fui espreitar as lojas, mas este ano comprei mesmo tudo online. Só falta receber uma encomenda, de resto está tudo.
      Um descanso, portanto.
      Em época de pandemia acho que foi a atitude mais sensata.

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  4. Por aqui decidimos em família que este Natal ia ser diferente. Cada qual em sua casa talvez por isso continue no espírito natalício. Tive tempo para me habituar à ideia. Mas o confesso que começo a sentir o cansaço do confinamento.
    Esperemos por dias melhores. 😊

    Beijinhos

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  5. Melhores dias virão S* . Por aqui tentamos não desmotivar, e tentamos ver, em toda esta situação os aspectos positivos.
    Um abraço apertadinho *

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  6. Também ainda é cedo, eu por exemplo só costumo entrar no espírito de natal em força no dia 1 de dezembro, para mim novembro ainda é demasiado precoce :).
    Beijinhos
    Blog: Life of Cherry

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  7. Normalmente sou muito Grinch e demoro muito a entrar no espírito de Natal. Este ano está a ser o contrário. Tivesse eu a minha própria casa e já estava toda em modo natalício. Mas, ainda é cedo e entretanto vais ver que o teu espírito de Natal está a bater à porta ;)

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  8. E os idosos no lar? A mim dói -me o coração pensar que em breve a minha avó irá começar a perguntar e que teremos de lhe explicar que não poderá vir a casa. Ainda não há ordens oficiais, mas com horas de visita super controladas que sentido faria agora deixar toda a gente ir a casa na consoada?

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    1. Ainda não disseram que seria proibido. Primeiro aguardem as ordens antes de dramatizar antecipadamente.
      É sim, sei o que é ter familiares no lar de idosos, sei o que é falar apenas pelo vidro e ver lágrimas do outro lado... tenho dois avós no lar.
      Vamos aguardar e tentar não fazer mais alarido.
      Já temos que chegue.

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  9. Não percebo muito bem as pessoas só falarem em passar o Natal juntas à vontade ou passarem o Natal separados. Mas porque não um meio termo? Porque não seguir as mesmas regras de distanciamento e higiene como fazemos nas empresas, nas escolas, nas cantinas no dia a dia?
    Eu trabalho todo o dia de mascara e vou almoçar na cantina da empresa todos numa mesa individual e separados os 2m.

    No Verão fui a casa dos meus sogros. Estavamos num quarto num piso diferente, com WC exclusivo. Nas refeições a minha sogra colocou na sala 2 mesas em cada ponta, eles comiam numa e eu e o marido noutra. O resto do tempo andavamos sempre de mascara e afastados dentro do possivel. Quem cozinhava tambem o fazia de mascara e a desinfectar as maos.

    Este Natal pretendo fazer algo semelhante. Claro que no meu caso com familia pequena fisicamente é possivel fazer espaçamento na sala, compreendo que quem junta 30 pessoas é quase impossivel. Mas vejo tanta gente a dizer que não vai estar com os avós, e os lares e tal e não percebo. Não é melhor eles virem nem que seja para estar num canto da sala a comer na sua mesa individual?

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    1. No meu caso não somos muitos mas dado haver pessoas de risco (sendo que uma delas se apanha este vírus tem uma
      enorme probabilidade de vir a ter complicações graves, para não pensar sequer no pior), achamos melhor não correr o risco de todo. Infelizmente ao meu redor, há demasiada gente a não ter cuidados, iria andar de avião, levo comigo uma criança em idade escolar que não vê os avós e bisavós há meses e a quem obrigar a não abraçar e a manter distâncias, seria apenas um grande sofrimento para ela e para os mais velhos. Claro que estas pessoas não passarão o Natal sozinhas. Se fossem passar, provavelmente teria de arranjar um plano cheio de segurança. :)

      Tété

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    2. Anónimo, louvo a sua disciplina e ainda bem que conseguiu ter esses encontros familiares mais controlados. No entanto, do que vejo é que no trabalho ou no dia a dia (tipo idas a lojas e supermercados) as pessoas mantêm as regras, mas num ambiente familiar ou com amigos as pessoas tendem a relaxar. A maioria das pessoas não aguenta horas ou dias seguidos com os seus familiares mais próximos á distância ou com máscara, há sempre situações de descuido e aí está no grande risco.

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  10. Sinceramente, eu não quero ser a profeta da desgraça... não pensei que fosse preciso neste momento... mas acho impensável que estejam à espera de "ordens" sobre as restrições do Natal. Falta menos de um mês, estamos com mais de 6000 novos casos por dia e uma média diária de 70/80 mortos... o que precisam que vos digam?? Cada um tem que ser consciente e pensar no que faz sentido para si e a sua família e ponderar o risco-benefício... assumindo esse risco.
    Como no caso da Sónia, a família próxima vive perto e convive diariamente, parece-me lógico que passem o Natal juntos, não sem tentar algum distanciamento nas conversas e abraços mas não me parece que o risco vá aumentar em relação ao dia-a-dia.
    Famílias que não têm estado em teletrabalho ou que tenham crianças na escola e não estejam juntas habitualmente... poderão juntar-se, assumindo o risco se vão estar com familiares de maior risco (ou mesmo que não sejam de risco)... é uma responsabilidade individual e têm que a assumir!! Ainda que não houvesse restrições impostas, parece-vos lógico que o Natal se passe como se nada fosse? Fico a achar que, se o governo não impusesse regras claras, então fariam tudo como nos anos anteriores...

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    1. Há pessoas à espera de saber se podem viajar entre conselhos por exemplo. Nem todas as famílias vivem no mesmo concelho e uma regra destas (ou ausência da mesma) pode levar a planos de Natal bem diferentes.

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    2. Nem mais. E eu sou uma dessas pessoas.

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    3. Algumas pessoas falam tanto mas esquecem-se que as famílias não são todas iguais.

      Algumas estão mais próximas diariamente e outras não.
      Algumas pessoas vivem em diferentes concelhos ou até países.
      Outras só no natal é que conseguem reunir-se e se não conseguirem depois só em 2021.
      Outras há que tem idosos em lares ou bebés e crianças pequenas ou pessoas em cadeiras de rodas e não dá para mudar tudo à última hora.
      Outras se não vão ter com a família passam o Natal sozinhos.
      E nem todas famílias trabalham juntos em negócios de família.
      Também nem todos tem espaço em casa para o devido distanciamento.
      Há famílias pequenas e outras grandes.
      Há quem tenha casas minúsculas, médias ou grandes.
      Há quem tenha que fazer muitos quilómetros para estar com a família e ainda gerir tudo o resto... filhos, animais, despesas, risco de contaminação...
      E ficamos por aqui.

      Falam como se estivéssemos todos em semelhante situação.
      É normal que se aguardem “regras” não?
      É normal que se pense nos idosos que estão em lares, não?
      Isto para quem tem coração, claro!

      E tudo isto não invalida que cada qual tenha cabeça para pensar na melhor solução de modo a que todos estejamos bem.

      Mas, as coisas não são sempre tão lineares como algumas pessoas julgam.

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    4. Fui eu que fiz o comentário acima e há ali um erro no primeiro "concelho".

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    5. Porque é que quem está junto mais vezes e se expõe mais vezes ao potencial de infectar a família toda deveria ter mais direto a passar o natal com os seus familiares e quem não tem estado para tentar evitar a propagação do vírus deveria continuar a sacrificar-se?
      Esta teoria não me parece lógica de maneira nenhuma.

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    6. É mesmo, concordo consigo.
      Eu passei a primeira quarentena sozinha, passei também a Páscoa sozinha e todos estes fins-de-semana praticamente por casa.
      Cumpri sempre, por mim e por todos.
      O Natal, como já referi em comentário aqui no blog... o Natal vai ser em família, também tenho direito.

      Quando foi com o Avante foram todos felizes e contentes, portanto, sem Natal não passo... temos pena.

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    7. Acho piada as pessoas estarem com este "temos pena", como se as consequências de irem passar o Natal com a família fossem para o governo ou para os outros. São para elas e para a sua família... Já que ninguém pode ter 100% certeza de não estar infetado e não estar a passar aos outros. Quando a vossa avozinha de 90 anos morrer de covid sozinha num hospital porque jantaram todos o bacalhau à mesa, também os médicos vos dirão "temos pena".

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    8. Quem escreveu esse “temos pena”, fui eu... devia era também ter lido as partes em que já me fartei de escrever que tenho cumprido ao máximo.
      Cumprir ao máximo inclui fazer sacrifícios vários...
      ao contrário de várias pessoas que andam por aí na boa.
      Temos pena foi uma expressão como qualquer outra onde para bom entendedor meia palavra basta.
      Mais, esse seu exemplo da Avozinha de 90 anos é de muito mau tom.
      E se eu lhe disser que vou passar o Natal com família incluindo uma avozinha de 90 anos que terá o seu último Natal connosco?!
      Será o último bacalhau da vida dela, veja lá.
      E o nosso na companhia dela...

      Às vezes mais vale estar calada, digo-lhe já!
      Olhe, feliz natal para si também!

      Continuo a achar que a quarentena não fez efeito para alguns!

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    9. Continuo sem perceber a preocupação com as regras de forma generalizada.
      Eu mantenho o devido distanciamento da familia por opção, não é o governo que obriga, sou eu que quero. E se o meu vizinho opta por estar à vontade com a familia é a decisao dele. Claro que cada um faz o que quer, mas o ponto é que as pessoas vão fazer aquilo que acham correcto independentemente das regras do governo. Tirando casos pontuais em que não podem tirar ferias do trabalho e não conseguem ir para outro concelho se o governo proibir deslocações, de resto não estou a ver o que é que as regras do governo interessam.

      Resumindo: obvio que todos têm situações diferentes e têm de ser analisadas e ponderadas caso a caso. Eu nunca disse que todas as familias sao iguais. O que eu não percebo é qual o impacto tao grande no que o governo diz que estejam à espera disso para decidir o que devem fazer. Tirando exceções como o anonimo de 27 Nov às 23:40, que eu acredito serem excepções, a larga maioria das pessoas tem ferias na semana do Natal por isso se quiserem contornam facilmente as proibições de deslocação.

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    10. Eu estive em isolamento sempre, cumpri sempre, já fiz isolamentos profiláticos por uma pequena tosse, contactei sempre as autoridades ao mínimo sintoma para garantir que não ando a espalhar coronavirus por aí. Os meus filhos ficaram em casa à minima coisa - já fizemos todos o teste várias vezes por termos sintomas que poderiam ser... sempre negativo.

      Não fui de férias.
      Não vou a um restaurante ou bar desde que isto começou .
      Não estou com familiares há meses e com outros há mais de 1 ano.
      Não vi o membro mais novo da familia.
      Não vou passear e não invento estratégias para estar mais tempo na rua do que é suposto.
      Os meus filhos têm estado privado de contacto com amigos, de saídas nos parques, de noites passadas em casas alheias.
      Etc
      etc
      etc

      Sacrifiquei-me o ano todo enquanto vejo uma grande maioria a fazer a sua vidinha como se nada fosse.
      São os cafézinhos porque "ai custa tanto evitar"
      São as 10x à rua com o cão, que habitualmente só ia 2 vezes por dia mas agora dá jeito como desculpa para poder sair (e dezenas de pessoas com esta ideia que se cruzam todos os dias na rua. Uns com máscara. Outros sem.)
      São as pessoas na rua a fazer jogging com amigos, sem máscara
      São as pessoas na rua a ver montras em grupos largos, sem máscara
      São idosos a jogar cartas, sem máscara
      São adolescentes a juntar-se às dezenas...

      Durante o verão as únicas vezes que saímos para passear perto de zonas habitualmente mais procuradas foi de carro. Isto é entrar no carro, andar de carro e voltar para casa sem sair do mesmo.
      Uma vez passamos no Cais de Gaia. Um dos restaurantes estava de tal forma a abarrotar que tinha a explanada completamente cheia e as pessoas todas a comer sem máscara. As mesas entre as diferentes pessoas não tinham sequer 1 metro de distância e obviamente quem andava a servir não se desinfectava depois de estar com cada um dos seus clientes...
      Não foi a única explanada que vi cheia pelas costuras e com dezenas de pessoas a respirar umas em cima das outras mas foi a primeira que vi depois da quarentena e foi algo que comentei com o meu marido: "nós com tantos cuidados e esta gente aqui assim?!" ... Parecia que estávamos num mundo à parte.

      Portanto, agora que me desculpem mas é a minha vez de ser egoísta.
      De pensar no meu bem-estar mental e no da minha familia. É a nossa vez de não querer saber e como a anterior anónima disse de dizer "temos pena". Todos nós temos o nosso limite e eu cansei-me de me sacrificar pelo bem dos outros quando muitos desses outros passaram meses a c*g*r para o bem-estar da sociedade. Muitos continuam com todas as suas atividades e hábitos anteriores e nunca se privaram de absolutamente nada.

      Não vou sair com dezenas de pessoas. Não vou comer com dezenas de desconhecidos dos quais não sei absolutamente nada das suas medidas ou cuidados de higiene...
      Somos muito menos do que aqueles desconhecidos que se encontram todos os dias a comer num qualquer restaurante e que retiram a máscara para comer no mesmo espaço.

      Vamos fazer quarantena profilática uma semana antes do natal (temos todos férias para isso) e depois vamos estar juntos. Nenhum de nós faz parte de um grupo de risco.
      Como diz a anterior anónima "temos pena". Eu no natal não vou deixar as minhas pessoas sozinhas.

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    11. Anónimo2 de dezembro de 2020 às 14:37, nem 8 nem 80. Pelo que relata, adotou medidas extremas durante meses e por isso está agora tão revoltada e com essa atitude de "é a minha vez". Todos tivemos de nos cuidar durante este tempo, alguns com mais e outros com menos cuidados, mas não era preciso chegar a extremos desses que relata. Já se demonstrou que não há problema nenhum em fazer atividades ao ar livre em locais onde não haja pessoas em seu redor, em estar com amigos/família também ao ar livre com algum distanciamento e até com máscara, etc, não é necessário privar-se de tanto para agora achar que vai obter isso tudo num jantar de natal. Até que atinjamos a imunidade de grupo com a vacinação vai ser quase mais 1 ano, vai andar assim durante esse tempo? E a sobrecarregar os serviços de saúde a ligar para a Saúde 24, como refere, "ao mínimo sintoma" e a fazer testes do mesmo modo? Desculpe, mas isso já não é cuidado, é desinformação e obsessão.

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    12. O engraçado disto é que cada um acha que quem teve mais cuidados exagerou quem teve menos foi negligente. Depois concordo com que disse que não faz sentido dizer temos pena. Cada um que faça o que acha indicado e de acordo com a sua consciência agora temos pena? De que se contaminem e às suas famílias? Cada um saberá o que é melhor para si e que riscos valem a pena correr e fazer correr.

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    13. Mais uma que só leu a parte do “temos pena”.
      Convém ler os comentários devidamente.
      Claramente há pessoas que desconhecem o que é estar longe dos familiares.

      Além disso, esquecem-se que além do covid-19, infelizmente, as doenças que já cá existiam, continuam.
      De repente a nossa vida é apenas o covid.
      E quem tem doentes oncológicos na família (ou outros) e se vê obrigado a estar longe e proibido de circular?
      Enfim.
      Boas festas para todos.

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    14. Quem teve menos cuidados ou quase nada ê óbvio que é negligência, desculpe!

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    15. Por acaso está comprovado que fazer exercicio na rua sem máscara pode infectar os outros, sim.

      Quem andou a fazer tudo aquilo que a anónima disse que não fez não foi negligente?
      Medidas extremas? A pessoa fez aquilo que é recomendado pela OMS e DGS mas para quem acha que isso é "exagerado" provavelmente é aquele tipo de pessoa que anda a espalhar a Covid e a não promover o fim da pandemia.

      Mas os outros é que são exagerados...

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    16. Eu não disse exercício físico, disse ir passear a um parque a sítios onde não está ninguém á volta. Vivo no centro de Lisboa, todos os fds de manhã vou com o meu marido e filha bebé a algum jardim, vamos de carro até lá, entramos de máscara e quando estamos bem longe de pessoas, tiramos. Temos parques gigantes com muitíssimo espaço (Monsanto, por exemplo), bem como praias, onde conseguimos estar a passear/brincar e só ver pessoas a passar para aí a 50metros. E mesmo assim, sempre que avistamos alguém mais "perto", pomos logo a máscara. E quando estivemos com amigos, foi também nesses ditos parques, apenas 2 amigos, todos sempre com máscara e afastados entre nós. Se vir as recomendações da DGS e da OMS e o que dizem sobre ar livre + distanciamento + máscara (esses 3 critérios cumulativos) verá que são as atividades com menor risco possível, não é aí que ocorrem as transmissões nem reside o problema.

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  11. É muito fácil atirar postas de pescada...

    Eu se não for passar o Natal com a família vou ficar sozinha, moro sozinha em concelho distinto dos familiares.
    E se fosse consigo?
    E conheço mais pessoas nestas condições.

    Das duas uma, se houver restrições: falto ao trabalho e vou mais cedo para outro concelho, lol.
    E depois quem paga as contas? Os comentadores pragmáticos?! Lol.
    Ou fico sozinha no Natal.
    Pois é...

    Natal para mim é em família.

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