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Ahhhhhh!

Isto do isolamento voluntário é difícil a todos os níveis, mas desconfio que a nível romântico possa ser ainda mais problemático. O marido ficou ontem em casa pela primeira vez (mas está a trabalhar) e já nos pegamos uma data de vezes. Eu ando irritada e ele anda nervoso por ter de trabalhar nesta fase.

Stress, incerteza quanto ao futuro financeiro, preocupação connosco e com a família, cansaço, teletrabalho (meu), o facto de não podermos sair nem estar com quem mais gostamos, o miúdo impaciente, o cão de funil a bater em todo o lado e sem me deixar dormir... Enfim! 

Perdoem-me o provérbio (de um pouco mau gosto, admito)... Mas se não morremos da doença, morremos da cura!

A imagem pode conter: cão e ar livre

Comentários

  1. Por aqui, felizmente, até tem sido tranquilo.
    Saúde!!

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  2. Por aqui tem sido tranquilo. Eu também ando nervosa com a ideia de apanhar este vírus e ainda por cima o marido tem dias que trabalha em casa e outros em que tem de sair e contactar com pessoas que não têm qualquer consciência da fase que atravessamos. Mas no que toca ao dia-a-dia, isto é quase um retorno aos primeiros 3 anos da Mini-Tété (tem 4 anos, não foi assim há tanto tempo :P) em que eu estava em casa com ela. Por isso, isso não mexe muito connosco nem nos causa grandes problemas, e até estamos a apreciar estarmos os dois (mais criança) por casa. Mas só passou uma semana. Se calhar daqui a um mês já estaremos a esconder as facas para não haver nenhuma desgraça.:D

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  3. A situação já é má que chegue. Convém lidar com isto de maneira mais calma, o pessoal tá todo no mesmo barco e vai ter de ser assim durante X tempo.
    Para alguns casais vai correr mal, no fim já nem se podem ver! 🌪😝

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  4. Mas tem de ser, esperemos que a "cura " não nos mate ;)

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  5. São tantas, mas tantas as vezes que dizes que te irritas com ele, que se pegam, que discutem, que amuam, que passam dias amuados... Antes era por umas coisas, agora é por essas e pelo Corona. Há sempre uma razão.
    A vida não é perfeita, bem sei. Aliás, para ninguém. Todos os casais discutem. Esta fase é difícil para todos (eu estou grávida, a empresa dele mergulhou em plena crise Corona, ainda não comprei nada para o bebé, nem sei como vai ser) e não discutimos com essa frequência. Nem de perto nem de longe.
    Cada casal é um casal, mas para quem se diz uma pessoa tão alegre e positiva, isso nunca transparece em nada do que escreves sobre a tua relação. Bem pelo contrário, passas uma imagem de alguma forma tóxica.
    Desculpa o que digo, mas é o que transmites. Porque não trabalham mais nisso?

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    1. Tenho tendência a falar muito do mau, claro. Mas a minha relação não é só o que eu escrevo. Somos felizes, graças a Deus. :)

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    2. Eu não conseguiria estar numa relação assim.. Mas se a Sónia não vê qualquer problema, penso que não há muito que se possa fazer. :/

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    3. eu tenho discutido com o meu marido todos os dias. a vida nao é facil. estamos os dois em teletrabalho, é menos eficiente logo gastamos muito mais horas para fazer a mesma coisa que antes faziamos em 8h. antes iamos comer muitas vezes fora aos fins de semana e os almoços semanais eram sempre na cantina e agora temos de cozinhar todas as refeições, todos os dias. tinhamos alguem que vinha fazer a limpeza e passar a ferro e agora temos de fazer essas tarefas que ainda sao maiores porque se estamos mais em casa, sujamos mais, vamos mais vezes ao wc etc. estavamos habituados a sair muito, ir ao cinema, ver espetaculos, jantar fora com amigos, fazer caminhadas, e agora estamos fechados em casa 24h por dia. estamos super desgastados, stressados, sem paciencia para nada, sem vontade de trabalhar e ainda so passou uma semana :-(
      nem imagino a S* que ainda tem 1 filho.

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    4. Eu sinto muita pressão. Porque tenho de trabalhar e tenho um filho. Ainda esta manhã trabalhei...

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  6. Há que ter calma e muitas doses de paciência e entendimento. Estou em casa (apartamento) com o meu marido e duas crianças. Estamos ambos em teletrabalho. Temos de gerir o dia a dia com regras, auto disciplina e calma... sempre a remar na mesma direção. Temos a consciência que, se assim não for, isto descamba! Estamos juntos há 20 anos e isto é um grande teste que tem de ser ultrapassado com união e amor. E apoio mútuo. Isso é essencial. Cada dia será mais um, de vitória. Há 11 dias que não saímos, que não vejo a família, que não contactamos com ninguém. Custa? Sim, custa, muito. E isto vai durar meses. Mas é o que tem de ser feito. E respeitado... para não nos arrependermos mais tarde...

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  7. Não estou nessa fase da relação de morar junto (muito longe, só tenho 22 anos xD), mas no meu caso é o facto de não saber quando vou voltar a ver o meu namorado :(. Se morássemos juntos, não sei como seria, nós nunca discutimos, temos pequenos desentendimentos que são normais mas resolvemos tudo depressa. Mas imagino que para alguns casais seja assim, e é normal, estamos em tempos difíceis.
    Beijinhos
    Blog: Life of Cherry

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  8. O teu marido não te deve suportar, está ctg só mesmo pela criança

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    1. Deixe lá que ele também não deve ser nada fácil de aturar.

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    2. O marido tem muito bom feitio. Só fica mais chatinho quando anda nervoso - que é o caso.

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    3. Normal S*, nesta altura andamos quase todos meio ansiosos, logo reagimos de forma mais irritadiça.

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    4. Normal. Pelo que dizes ele continua a trabalhar fora de casa, logo está muito mais exposto.
      Por muito stress que tenhas com o teletrabalho e estar com o miúdo em casa, devias tentar arranjar forma de acalmar esse estado mais alterado que já se fez sentir...
      Põe-te também no lugar do teu marido (e ele no teu, claro) e tentem gerir a coisa da melhor forma.
      Observa mais as tuas ações e reações.
      Conversa contigo própria.

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    5. S, não sei se estás a falar a sério ou a responder ao anónimo na mesma moeda, mas não te deixes ir abaixo. Estamos todos a passar pelo mesmo, é saturante para todos e em todas as casas haverá momentos de tensão. Não fiques triste com isto e logo logo retomamos a rotina. Quem vem aqui ser maldoso quando sabe que muita gente está frágil nestes momentos e usa a internet para espairecer (porque não há grande alternativa) deve ter uma pedra no lugar do coração.

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    6. Não há casais prefeitos.
      Todas as pessoas têm arrufos e problemas de vez em quando. Não sei em que terra vivem mas os unicórnios não são reais.

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    7. Estou a exagerar, claro. Mas reconheço perfeitamente que ando muito irritada aqui em casa. Tenho-me controlado bastante, mas é como me sinto interiormente. Mas vai correr bem.

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    8. Eu também S*. E neste momento que escrevo este comentário já estou por tudo. Já dei mil passos em casa porque parece que estou enervada e nem no sofá consigo estar muito tempo.
      Já nem sei mais o que inventar para fazer.
      Dias e dias assim é desgastante.
      Bem sei que não temos outra hipótese mas... bolas! Haja paciência para esta “prisão”.

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    9. Nao sabe o q fazer?

      Tem a casa toda limpa? Tirou moveis do sitio p limpar por tras? Tirou e limpou gavetas? Lavou vidros? Esfregou tectos? Ha tanta coisa de limpeza profunda que havendo tempo se pode fazer numa casa q nao percebo quem diz q está aborrecido sem nada p fazer.

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  9. Com cada comentário anónimo mais triste... enfim, aguenta S* . O tempo passa e a caravana também. É seguir as recomendações e fazermos o melhor que conseguimos em cada momento.
    Os altos e baixos fazem parte. O principal é manter a calma e irmos ocupando a mente e o corpo com actividades diversas (falar nisso ainda ontem fiz uma aula online de zumba em casa - há ginásios que estão a colocar aulas gratuitas no facebook.. fica a dica para descomprimir). Cuidem-se.
    Beijinhos, Anouk
    Tropa do Batom

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  10. Saudades de ler este cantinho. Já fazia tempo desde que me conectava e pena que seja numa altura tão bizarra. Mas espero que passe depressa e todos se aguentem o melhor possível ai por casa.
    (E ai como conheço bem o som do cone do cão a dar contra as paredes...tão melódico...)

    Força!

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    1. Olá Nada! :) Há uns anos (talvez 4/5) tinha um blog e lembro-me que costumavas ir comentar sempre de madrugada. Eheh

      Tudo bem?

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  11. Este relato é muito comum por estes dias e,juro, faz-me muita confusão.
    Eu e o meu marido estamos juntos (entre namoro e casamento) vai fazer 15 anos daqui a uns meses. Ainda ontem comentamos que se não fosse termos um filho pequeno que precisa de atenção e distração constante, esta quarentena ia ser uma lua de mel exclusivamente de cama e sofá.

    Nunca fomos de grandes discussões. De vez em quando, claro, temos os nossos arrufos, lá rosnamos um bocadinho mas é claramente a excepção. Estamos em casa fechados desde sexta-feira à tarde com o miúdo (ainda temos que trabalhar fora durante parte da semana) e não fosse a comida acabar a uma rapidez fulminante e termos que ir trabalhar, assim ficaríamos tranquilamente por muitos mais dias.

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    1. Cláudia, o teletrabalho faz toda a diferença. Tenho ainda bastante trabalho... E o pequeno... Antes só cozinhava à noite (e uma vez por semana comíamos sandes) e agora cozinho ao almoço, ao jantar, tenho de adormecer o miúdo no mesmo horário em que estou supostamente disponível para trabalhar... E às vezes ligam-me e eu ouço, mas não atendo, mas o menino nunca mais adormece... Ou estou a passear o cão e ligam-me e eu fico logo a stressar. Não é fácil, vivo sempre a olhar para o telemóvel, não paro relaxadamente para ver uma série ou filme, porque estou sempre fisgada no trabalho. É uma chatice. Ao menos antes sabia que era de X em X horas... Agora as coisas estão diferentes, mais urgentes, e o pequeno exige atenção e carinho.

      Se não fosse isso, claro que estava em lua de mel. Mas tenho o trabalho. Tenho o pequeno. Vivo em stress. Já para não falar do marido que lida diariamente com dezenas de pessoas e cujo futuro é incerto.

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    2. Aconselho-te a tentares respeitar o teu horário de trabalho. Uma coisa é teres de adormecer o teu filho durante o teu horário, outra é ires passear o cão... Se estivesses fora de casa a trabalhar não o ias fazer a essa hora, correcto? Não estou a criticar, mas vai-te poupar muito stress se definires que das x às x horas estás em modo trabalho e não te podes distrair com outros afazeres.

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    3. Não sei se estavas em lua-de-mel. Nos primeiros dias aguenta-se na boa mas depois começa a ser aborrecido por demais e ainda nem vamos a metade.
      Acordar já a saber se que vai estar em casa.
      Deitar a pensar que vamos acordar e... ficar em casa!!!

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    4. Anónimo das 18:04, eu dei o exemplo do cão porque foi algo que aconteceu HOJE. Hoje é domingo. Não deveria ter de trabalhar. Mas tenho. Eu referi horário de trabalho, mas na verdade eu não tenho um horário de trabalho, tenho objectivos para cumprir enquanto prestadora de serviços. Se o trabalho for às 22h00, é. Se for às 8h00, é. Por essa lógica, não poderia fazer nada. Nunca. Já tive de dizer "vão ter de esperar um bocado" porque estava a dar banho ao miúdo. Quem trabalha das 9h00 às 17h00, é uma coisa. Não é o meu caso. A minha função tanto me pode deixar toda a manhã desocupada (nesta fase, claro), como me obriga a trabalhar ao domingo de manhã.

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    5. Eu e o meu marido também já comentámos isso, que se não tivéssemos a miúda isto era tipo lua de mel! Montes de tempo livre, poder pôr em dia filmes e séries, dormir... Mas quem não tem filhos já está nesse modo sempre, por isso acredito que se aborreçam agora ;)

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    6. Claudia,

      Se eu não tivesse de trabalhar, como algumas pessoas que estão em casa, seria bem mais facil.
      Se tivessemos habituados a fazer o trabalho domestico todo como muitas familias em Portugal, em vez de estarmos habituados a ter empregada, seria bem mais facil.
      Se tivessemos habituados a cozinhar sempre, como muitas familias que ate marmita levavam para o trabalho, em vez de no nosso caso estarmos habituados a ir a restaurantes, seria bem mais facil.

      Ou seja, suponho que para um casal que faça tudo em casa, e agora a unica diferença seja que em vez de sair para trabalhar têm de ficar em casa todo o dia, bem deve ser espetacular e um descanso enorme. No nosso caso como muda toda a nossa rotina e aumenta a carga de trabalho brutalmente, pois é um stresse enorme, passar de 8h de trabalho diario para 12h ou 14h.
      Ontem domingo o marido passou a manha a tentar cozinhar o almoço e eu a tentar limpar a casa. Depois de almoço fomos tratar da roupa. Sim, realmente era uma lua de mel fantastica....

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    7. Antes do teletrabalho também trabalhavas ao domingo? Também não tinhas horas de entrada e de saída?

      Já tive um emprego assim, mas despedi-me. Prefiro ter vida e sanidade mental. :)

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    8. Anónimo das 11h47, a comunicação não tem hora marcada... Mas era raro (diria que 1 vez por mês) tinha de trabalhar ao fim-de-semana. Mas as redes sociais tenho de gerir todos os dias... e, como não consigo desligar, isso implica noites, fins-de-semana, feriados... porque as pessoas querem respostas e querem AGORA. Nesta fase, face à emergência, a comunicação é quando tem de ser. Ao domingo de manhã, à noite, quando tiver de ser. Penso nisto como uma missão. É o meu pequeno contributo para o bem comum.

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    9. Aqui também temos algum trabalho para fazer. Não muito,fruto de vários prazos adiados e leis que estamos à espera de ver definidas para não estar a duplicar trabalho. Por isso vamos gerindo com idas regulares ao escritório.
      A questão é que a vida no geral (especialmente) nos últimos dois anos ensinou-me que adianta zero stressar com coisas que não estão nas nossas mãos controlar, que o tempo se arranja muitas vezes de uma hora para a outra a duras penas. Como naquele dia que eu estava muito irritada com a quantidade de documentos que tinha ainda para enviar à segurança social e acabei por me esquecer totalmente deles, sentada no chão do hospital, à porta da UCI durante mais de seis horas à espera de notícias... Acho que foi a última vez que me lembro de ficar irritada por causa de trabalho.

      Tenho ansiedade clinicamente diagnosticada há vários anos. Todas estas situações são sempre o teste para mim mas se há coisa que eu sei de longe é que descontar os nossos medos em quem não tem culpa deles e, pelo contrário, sempre nos apoia, é, além de ingrato, contraproducente porque pode fazer-nos por tudo em causa por muito pouco.

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    10. Anonimo das 11:47

      Eu tinha um emprego de 8h por dia sem stresses, fins de semana so fazia 3 manhas por ano em home office em situacoes mt especificas. Mas agora tenho o seguinte: 1 colega em teletrabalho com 2 filhas pequenas q obviamente tem mt menos tempo+ toda a equipa em teletrabalho o q no nosso caso é mt menos eficiente do q estarmos juntos a discutir os assuntos+ para alem das tarefas normais toda a gestao q se tem de fazer por causa do covid19. Sao mt mais horas de trabalho. A Graça Freitas criticou a responsavel do lar de idosos de nao ter plano de contingencia. Alguem faz ideia do tempo q demora e de qtas pessoas estao envolvidas em definir e implementar um plano?
      Eu faço-o por mim, pelos meus colegas, pela minha equipa, pq sao estas acoes q espero q nos ajudem a proteger a todos.sinto o peso da responsabilidade de implementar o q é necessario p estarmos em segurança e tb de fazer as tarefas normais p assegurar o salario de todos. Agora de nao é altura de ser egoista e querer fazer so as 8h, é altura de nos esforçarmos, de entreajuda p nos salvarmos e aos nossos postos de trabalho.

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  12. Acredito que seja muito mais complicado com um miúdo para cuidar, mas às vezes só temos de gerir expectativas e ter calma.

    Eu estou em teletrabalho há uma semana e o meu namorado é freelancer, por isso trabalha onde quer e agora também está 100% em casa. Eu sofro de ansiedade porque sou um bocado obcecada com limpezas e arrumações. O meu namorado é ao contrário: não se incomoda se as coisas não estão no lugar ou se os lençóis não são mudados de x em x dias. Por isso, eu mantenho a calma. Faço muito mais coisas em casa obviamente (porque sou mais preocupada), mas percebi que nem me importo. Agora então, que estou mais em casa (apesar de continuar a trabalhar 7h/dia), percebi que até prefiro levantar-me um pouco e ir pôr roupa a lavar ou arrumar a loiça.

    O mais importante de tudo é sermos compreensivos e percebermos que somos todos diferentes. O meu namorado gosta de cozinhar (eu não tenho jeito), então ele cozinha sempre, eu lavo a loiça, trato da roupa, e "mando-o" fazer certas coisas tipo aspirar ou limpar o pó (porque lá está, ele não se incomoda com essas coisas, então nunca faria sem eu dizer - o que me irrita, admito, mas aprendi a deixar ir.

    É mesmo preciso ter calma e respirar. Nisso, fazer exercício ajuda-me muito! Tirar um bocadinho só para mim. Faço exercício sempre noutra divisão da casa e esse bocadinho é só meu. Dar espaço, relaxar, relativizar. Vai correr bem. :)

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  13. Acredito que seja muito mais complicado com um miúdo para cuidar, mas às vezes só temos de gerir expectativas e ter calma.

    Eu estou em teletrabalho há uma semana e o meu namorado é freelancer, por isso trabalha onde quer e agora também está 100% em casa. Eu sofro de ansiedade porque sou um bocado obcecada com limpezas e arrumações. O meu namorado é ao contrário: não se incomoda se as coisas não estão no lugar ou se os lençóis não são mudados de x em x dias. Por isso, eu mantenho a calma. Faço muito mais coisas em casa obviamente (porque sou mais preocupada), mas percebi que nem me importo. Agora então, que estou mais em casa (apesar de continuar a trabalhar 7h/dia), percebi que até prefiro levantar-me um pouco e ir pôr roupa a lavar ou arrumar a loiça.

    O mais importante de tudo é sermos compreensivos e percebermos que somos todos diferentes. O meu namorado gosta de cozinhar (eu não tenho jeito), então ele cozinha sempre, eu lavo a loiça, trato da roupa, e "mando-o" fazer certas coisas tipo aspirar ou limpar o pó (porque lá está, ele não se incomoda com essas coisas, então nunca faria sem eu dizer - o que me irrita, admito, mas aprendi a deixar ir.

    É mesmo preciso ter calma e respirar. Nisso, fazer exercício ajuda-me muito! Tirar um bocadinho só para mim. Faço exercício sempre noutra divisão da casa e esse bocadinho é só meu. Dar espaço, relaxar, relativizar. Vai correr bem. :)

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  14. Eu tenho um casamento em mãos que não sei se vqi acontecer na data se não. Tenho imensa gente a perguntar se já tomei a decisão e outros que se estão a cagar. Tenho a casa cheia de coisas para o casamento, com data gravada, que não sei se vai acontecer ou não. Hoje acordei em dia muito mau. Hoje precisei de me afastar do namorado, precisei de lhe pedir espaço porque, tudo o que ele faça, me irrita (TPM a ajudar). Hoje já chorei, já fiz asneiras, já limpei, já cozinhei, já questionei o futuro... Estou aqui a um canto do sofá, como se tivesse tido uma discussão com o namorado, sem que tal tivesse acontecido ahaha amanhã já passou, espero, mas hoje é mesmo um dia não

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    1. Em que mês seria? Se for antes de Maio, acho verdadeiramente arriscado pensar em fazer o casamento até porque se Portugal continuar a tomar as medidas que estão a ser tomadas no estrangeiro, será verdadeiramente proibida de o fazer. Seria religioso? O padre ainda está de acordo? E a quinta? Se for nos meses de Verão, eu não tomaria já a decisão. Ainda muita coisa vai acontecer até lá e não tem de decidir já.

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    2. Uns amigos meus casavam a 18 de abril e cancelaram...

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    3. Mesmo que tenham de adiar podem utilizar as coisas com a data gravada como homenagem ao vosso dia e fazerem algo a simbolizar as duas datas.

      Podem também, por exemplo, fazer uma videochamada no vosso dia de casamento marcado para celebrarem o dia e dizer aos convidados que esperam partilhar a nova data com eles todos juntos.

      Tentem negociar com os prestadores de serviço para poderem alterar a data do casamento sem custos.

      É mais um valente stress em cima duma fase já complicada mas tentem focar-vos nas potenciais soluções em vez de de focarem nos problemas.

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  15. Eu já estava fechada em casa dias inteiros e com várias crianças, trabalhando como ama. Agora, só com os meus até está bem pacífico. O meu marido já trabalhava durante a noite e estava em casa durante o dia, tal como agora. De maneiras que... não noto grandes diferenças. Acredito que teletrabalho tendo que estar disponível a qualquer hora do dia dificulte tudo...

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  16. Se não gostam de estar com os maridos/namorados ou aturar os filhos o dia todo então para q raio se casaram/juntaram e tiveram filhos?

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    1. Todas as pessoas precisam do seu tempo sozinhas, com amigos, etc. Não é saudável passar todos os dias, 24h por dia com outra pessoa, independentemente de quem seja.

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    2. Porque as pessoas normais não estão 24h juntos. As pessoas trabalham, têm aulas, actividades uma data de coisas. Porque por mais que se adorem, de repente, a rotina mudou. Nem toda a gente é dona de casa a tempo, cuida dos filhos o dia todo e anseia que o marido chegue.

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    3. Desculpe anónimo, mas isto é um pensamento à parvo. Ninguém aqui diz que não gosta de estar com os filhos e os maridos todo o dia. Mas se for capaz de pensar em vez de atacar, entenderá que é bem diferente estar com a família à beira-mar, a beber uns mojitos, enquanto as crianças brincam livres, sem tarefas ou chatices, do que estar a família enfiada em casa, sem poder sair, sem saber quando o pode voltar a fazer, com medo de ficar doente e ter de recorrer a hospitais sobrelotados, com trabalho para fazer como se se estivesse no escritório e a criança na escola, que por sua vez não está e ou é pequena e precisa de bastante atenção ou já é mais crescida e precisa de acompanhamento nos trabalhos que as escolas estão a mandar. A somar a tudo isto, toda a gestão de casa que em muitas casas era feita por uma empregada, e que agora soma às outras tarefas, mais o stress quando um ou os dois elementos do casal tem de sair para ir trabalhar, correndo o risco de se contaminar e contaminar a família.
      Claro que ninguém casa achando que vai passar os dias na praia sem fazer nenhum mas também ninguém casa ou tem filhos, achando que vão ficar fechados em casa, a trabalhar e a cuidar da casa e das crianças, longe daqueles com quem costuma conviver, com medo de apanhar um vírus que pode matar. Isto traz stress a uma casa. E não falo de mim, cá por casa estamos bem, esta situação não nos trouxe problemas nem discutimos por causa disso, mas se pensarmos é fácil entender como se podem sentir outros casais e sentir empatia.

      No caso da S*, ela não disse que não gosta de estar com o marido ou com o filho todo o dia. Explicou que ambos andam mais stressados com a situação, com o facto de ele sair de casa, com o futuro incerto economicamente, com o facto de ela ter de trabalhar e tomar conta do filho ao mesmo tempo, e que por isso discutem mais. Consegue perceber a diferença? Ela passou a lua-de-mel com os dois, 24h por dia. Acha mesmo que estarem juntos é o problema?

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    4. Anónimo das 19h00, obrigada pela lucidez. Passo os meus fins-de-semana sempre 24 horas com o marido e filho. Adoro. Vamos ao parque, à praia, ao jardim, visitar a família. Mesmo se estivéssemos em casa, sentadinhos ou a brincar, estaria feliz. O marido tem de trabalhar, corre riscos e põe-nos em risco. Eu tenho de trabalhar e cuidar do pequeno. A agravar tudo isto, a incerteza financeira e do futuro do marido - graças a Deus, a minha situação é relativamente estável. Não, não ando relaxada, a ver vídeos na Netflix. Ando em stress.

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  17. Quando isto acabar, se e quando acabar, quem não morrer COVID-ado, vai ficar o resto da vida em consultas de psiquiatria.
    Temos de aguentar. Da maneira que o mundo está, não temos para onde fugir, nem aonde nos esconder.

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    1. Os psicólogos andam a fazer consultas online, recomendo, eu mantenho a minha semanalmente.

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  18. S* compreendo perfeitamente esse stress, eu estou igual. Só quem não está a trabalhar em casa, com filhos, é que manda postas de pescada sem nexo nenhum.

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  19. Quem me disser que está a ter uma convivencia matrimonial pacifica... mente! É muito stress, medo e angustia juntos! Estamos numa panela de pressão! Força!

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    1. Ahahah essas suposições sobre vidas alheias são fantásticas. Enfim

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    2. Raven, as pessoas a quem as empresas fecharam e por terem funções operacionais nao podem fazer teletrabalho, devem estar muito mais descansadas. As pessoas que foram passear para a marginal na Povoa de Varzim, ou para o Choupal em Coimbra, claramente não sentem stresse, medo e angustia. Sim, eu acredito que à malta que está super descansada, a aproveitar isto como se fossem ferias, sem se preocupar com nada e a achar que nós, quem se preocupa, está é doidinho....

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    3. Nem toda a gente mente, não há necessidade. Uns saem disto e vão pedir o divórcio, outros ainda vão é ser pais ahahah

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    4. Ora Raven, depende da personalidade das pessoas. :) Como disseram, não há necessidade de mentir. Cá por casa está tudo muito tranquilo por enquanto. E aqui em França as medidas são bem mais apertadas que em Portugal (sem contar o número de contaminados e mortos...), até poderiam causar maior stress.

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  20. Eu acho que esta situação leva ao limite as pessoas que não estão habituadas a passar tempo com os maridos e filhos, que não estão habituadas a fazer coisas em casa. É uma alteração grande na rotina. Mas sinceramente questiono-me muito que tipo de relação as pessoas têm para começar a discutir com os maridos/esposas só porque passam a estar mais tempo juntos em casa. Não é um julgamento, é mesmo uma questão genuína.

    Os casais que eu conheço raramente discutem, embora tenham desentendimentos ou pequenas mesquinhices de vez em quando. Na minha relação, somos muito pacatos e raramente nos chateamos. Por isso não percebo mesmo esta coisa de estar com alguém com quem discutimos o tempo todo ou que, alterando um pouco as rotinas, já começam a dar faísca.

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    1. Olhe, sorte a sua e dos casais que conhece. Aqui discutimos com bastante frequência, mas raramente ao ponto de ficarmos zangados. Discutimos porque discordamos na educação do pequeno, porque um faz menos do que o outro em casa, porque estamos em stress. Abençoados aqueles que não conhecem o stress que os impasses económicos causam!

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    2. Anónimo das 10:42, obrigada por não ser só eu a achar q é assim q deve ser. Já bem basta a situação quanto mais ainda nos chatearmos uns aos outros por coisas q não interessam. Acho q gostar é isso, facilitar a vida aos outros e não pensar só em nós e em descarregarmos as nossas chatices.

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    3. Isto da quarentena é uma desgraça. Ficar 24h por dia em casa com marido e os filhos? Não há pior. Fixe fixe é neste momento trabalhar num hospital, sair todos os dias, conviver com os doentes e ter a possibilidade de ser infectados. Eh pá isso é q é por demais... enfim.

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    4. As relações não são todas iguais, com quarentena ou sem quarentena. A S* já falou aqui várias vezes dos arrufos que o casal tem e de como é bom fazer as pazes. No casal deles isto funciona. Para mim não funcionaria, discutir todos os dias, amuar, fazer as pazes, seria demasiado cansativo e não me deixaria feliz. Também conheço outros casais como nós da mesma forma que conheço outros casais como a S* ou piores. Na empresa onde agora trabalhamos os dois já por várias vezes comentaram que somos demasiado calmos, enquanto nos questionam se nunca discutimos...Porque ali são quase todos da mesma família e é discussões e gritos a toda a hora. Mas depois fica tudo bem. E a mim não me faz sentido porque se o Jack algum dia gritasse comigo, eu ficaria verdadeiramente magoada com ele. Na minha família não se grita nem se discute violentamente (não pensamos todos da mesma forma, às vezes há troca de argumentos mas ninguém sobe o tom de voz...) por isso nunca na vida eu estaria numa relação que não fosse desta forma porque para mim é assim que as coisas devem ser. Também não me deito com coisas por esclarecer nem fico amuada durante dias. Mas isto sou eu, somos nós. Há quem ache tudo isto demasiado morno, demasiado contido, sei lá...As relações são mesmo todas diferentes. :)

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    5. Tété, fizeste-me rir. A minha família é super barulhenta. É normal. Falamos alto, gritamos, discutimos, trocamos opiniões, mas estamos sempre bem. O meu sobrinho de 5 anos já tem a alcunha de "cornetas", mas o pobrezinho, na verdade, apenas fala alto porque assim está habituado. A mim estão constantemente a dizer-me para falar mais baixo. :D Mas habituei-me assim e, na verdade, não vejo mal algum. Sou intensa, falo alto, rio alto, dou gargalhadas. Não sou nada morna nem calma. O marido é muitooooo mais calmo que eu, valha-nos isso.

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    6. Conheço mais pessoas assim. :D Nós somos animados, quando estamos todos juntos é uma galhofa pegada, gozamos uns com os outros, é de rir até às lágrimas, apreciamos mesmo o tempo em família e gostamos mesmo da companhia uns dos outros (nisto acho que somos parecidas) mas de facto não somos barulhentos. :D E não nos chateamos. conheço outras famílias que a mínima coisa leva a discussões e murros na mesa, para 5 minutos estarem todos bem a partilhar uma refeição. Eu acho estranho por não ser a minha realidade, mas no fundo a verdade que são apenas dinâmicas diferentes e que resultam para cada um. Eu sei que a minha dinâmica não serviria a outras pessoas que já me disseram ter necessidade de explodir de vez em quando, gritar tudo o que têm entalado para depois ficarem bem em casal. Conheço uma mãe de adolescentes que diz que ama as filhas mais do que tudo mas que têm violentas discussões em casa, aos gritos, batem portas, insultam-se e depois aninham-se no sofá e ficam ali a partilhar a vida, a ver séries. E eu rio-me porque nem consigo imaginar esta cena na minha família. Acho que se desse um berro à minha mãe, ela ficaria tão choque que nem saberia como reagir. :P

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    7. Tété, não discutimos enquanto família. Deus me livre, nunca insultei ninguém da família ou bati portas. Mas os homens discutem muito, de forma vibrante, sobre futebol e disparates do género. :D

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    8. Acho que se estão a confundir conceitos Uma coisa é ser-se barulhento, falar alto, etc. Outra bem diferente é gritar com companheiro numa discussão de casal...

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    9. Anónimo das 21:21

      Eu também acho que são coisas diferentes. Mas ambas podem acontecer na mesma família. Noutros casos, apenas uma das coisas. E noutros ainda, nenhum. :) Ainda assim, a importância que cada um de nós dá a um grito do companheiro durante uma discussão não será a mesma. Para algumas pessoas, é normal, estão chateados, 2 minutos depois já passou. Para outras pessoas, seria impensável. A S* não diz se gritam ou não lá em casa, não sabemos. Só diz que discute. E mesmo o conceito "discutir" é diferente de família para família.

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    10. Ui, quantas vezes discussoes com a minha mae acabam com berros, e eu a dizer "nao berres mais comigo" e ela a dizer " tu é que estás a berrar comigo" ahaah. e no final fica tudo bem, ja saí de casa da minha mae a bater com a porta e no dia seguinte falamos normalmente. nao estou a dizer que é o correcto, obviamente, so estou a dizer q p nós resulta e para quem diz que se o companheiro desse um berro ia ser um problema, bem, tenho tambem o mesmo tipo de relação com o meu marido. nunca ficamos amuados por mais de 5 min, nunca fomos de dormir um para cada lado. Damos uns berros, bate-se umas portas e a seguir está tudo bem. Agora, obvio que isto nao acontece todos os dias, isso sim seria desgastante, mas sei la, umas 2 vezes por mes pode acontecer.

      Tete,
      Para mim o limite, a linha que separa o fim de uma relação é a violencia fiscia. Ele pode dar murros na mesa, bater portas e esbracejar aos berros. Mas se algum dia que me batesse eu saia logo de casa. Mas isto tem a ver com as familias e a forma como fomos educados, ele com os pais tambem têm discussoes que ficam aos berros. No inicio do ano fui passar uns dias a casa deles e a dada altura fui dormir uma sesta apos almoço e acordo a ouvir berros vindos da cozinha (sendo que eu estava no quarto no 1º andar e havia corredor e pelo menos 3 portas fechadas pelo meio), e sabes qual era o motivo? se deviam colocar azulejo ou pavimento flutuante no chao da sala, os pais queriam azulejo e o meu marido tentava justificar que o pavimento flutuante era melhor lol. claro que ao lanche estava tudo bem entre todos. por outro lado, como dizia a minha avo, a panela junta-se à tampa. respectiva. ou seja, é normal que no teu caso se vens de uma familia mais calma que estejas com o Jack que tem a mesma forma de ser e que eu no meu caso esteja com o meu marido que tb vem de uma familia assim.
      Alias bem me lembro dos meus avós que era sempre uma parodia para o meu avô colocar o tractor dentro de casa: o portao para o terraço onde ficava o tractor era estreito, a manobra tinha de ser feita com cuidado, a minha avó nao tinha carta, nunca conduziu nada mas ficava a olhar no canto a mandar ordens ao meu avô, as quais ele obviamente ignorava porque achava que ela nao percebia nada daquilo. A coisa acabava com ele aos berros a manda-la calar (ele tinha de gritar para se fazer ouvir por cima do barulho do tractor) e ela aos berros a responder que se ele nao fizesse o que ela mandava ia bater com o tractor na parede ou no portao. Claro que depois quando ele finalmente estacionava e desligava o tractor, ele entrava em casa e iam comer normalmente como se nada tivesse acontecido :-)

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    11. Anónimo das 11h01

      Ahahah, ri-me com a história dos avós. :) Na minha família, falar alto só se for porque fisicamente é impossível fazermo-nos ouvir falando baixo (distância, haver barulho...). :) Não somos cerimoniosos ou sempre sérios (pelo contrário), mas também é verdade que não se discute muito....E em minha casa não se batiam portas. Podia estar furiosa com os meus pais mas se saísse da divisão e a porta batesse, tinha de voltar atrás e pedir desculpa. :)
      O correcto aqui depende realmente das dinâmicas. Na minha família bater com uma porta é grave, na sua não era, não piorava nada nem trazia mais problemas.
      Quanto ao limite, acho que esse devia ser o limite de toda a gente. :D Mas depois, há os comportamentos que cada um acha correcto ou não. Ter o Jack a esbracejar furioso comigo, a dar murros na mesa, a bater com as portas ou a gritar comigo seria uma afronta. Ficaria mesmo magoada. Não estou habituada a que falem assim comigo, porque seria aceitável que o meu marido o fizesse? :) Mas mesmo assim não posso condenar e dizer que é errado quando há casais e famílias que funcionam assim, porque também conheço pessoas assim, observo aquelas dinâmicas e percebo que são felizes. São feitios diferentes, dinâmicas diferentes...O importante é que num casal estejam os dois na mesma página. Se para um for normal gritar e para o outro isso só trouxer mágoa, algo não resulta. Eu não entraria numa relação onde todos os dias se discutisse por qualquer coisa ou duas vezes por mês alguém gritasse ou batesse com portas, mas também haveria muita gente que não quereria uma relação comigo porque não suportaria as longas conversas que posso ter sobre um assunto enquanto este não fica resolvido (que se calhar noutros casais com 2 berros o assunto resolve-se e pronto :D). Conclusão: o facto da S* e do marido (e outros casais) discutirem muito não significa que não queiram ficar juntos. É simplesmente a dinâmica deles. :)
      Por exemplo, S*: dizes que discutem por causa da educação do Rafael. Estive para aqui a pensar como é que se chegaria a esse ponto. Aqui não estamos de acordo em tudo-tudo mas geralmente falamos, apresentamos argumentos e chegamos a uma conclusão. Mas depois lembrei-me de um casal que também tem maneiras muito diferentes de educar e que leva a grandes discussões e picardias, mas eles também são do tipo de discutir mais e lá está, depois fazem as pazes e fica tudo bem. :)

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    12. Anónimo 11:01 Muito obrigada pelas gargalhadas!

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  21. Isso de andar sempre pegados é uma merd@. As pessoas deviam aprender a viver, convier sem dar importância a "coisinhas". É preciso, de parte a parte, aprender a não desgastar uma relação continuamente... é que depois aparecem dificuldades como uma doença ou esta condição em que milhões de pessoas se encontram, passam 24 horas juntas sem distracções externas e aí é que a coisa fica difícil e tudo pode descambar.
    Assim a vida torna-se um pesadelo. Não percebo porque não podem as pessoas separar as águas e conviver com carinho, educação e simpatia com o par, como acredito fazem com outros familiares, amigos e colegas.
    Não discutam por "dá cá aquela palha" muito menos com um filho no meio. Não é um bom exemplo.
    (Falo por experiência própria com uma ex relação que terminei, com um filho no meio. Terminei por respeito a mim própria e por respeito ao meu filho. Se custa? Custa muito, mas a tranquilidade não tem preço).

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