Nas costas dos outros vejo as minhas

Aqui há uns dias tinha uma "discussão" com uma amiga sobre o facto de podermos ver as nossas costas nas costas dos outros.

Dizia a minha amiga/colega que conseguia separar as águas e ser amiga de alguém de quem o marido não gostava (não gostava com motivos válidos e fortes).

Eu dizia e insistia que tal coisa, para mim, seria impensável. Se alguém errasse de forma séria com o meu (futuro) marido ou com alguém de quem gostava, essa pessoa era riscada da minha lista. Não considero isso "tomar as dores dos outros", mas sim ser sensata e razoável. Não estamos a falar de meras antipatias ou de falta de química, mas sim da consequência de um acto errado e que prejudicou ou podia prejudicar terceiros.

Se alguém prejudica ou é incorrecto com alguém de quem gosto, sentir-me-ia muito desconfortável a continuar a ser amiga dessa pessoa. Afinal, essa pessoa também não era minha amiga, pois se o fosse, teria respeito pelas pessoas que amo.

Não, não consigo fingir que não vi.

Não, não continuo a ver da mesma forma alguém que fez mal a alguém de quem gosto... Mesmo que a mim me trate como uma princesa.

Se tomo as dores dos outros? Talvez. Mas se não tomar as dores de quem amo, vou tomar de quem? Também não esperaria outra coisa daqueles que me amam.

Comentários

  1. Concordo completamente. Aliás uma pessoa de má índole não o deixa de ser só porque apresenta uma boa fachada para outros.
    Outra coisa seria essa pessoa ter bons motivos para reagir assim. Por vezes as coisas podem parecer uma e serem outra com contornos muito mais específicos e justificados.

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    1. É. Até os maus têm um lado bom. Mas não deixam de ser maus.

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  2. É ou não tomar as dores dos outros?

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    1. Eu não acho. Mas admito que outros pensem que sim. Para mim, é respeitar o visado.

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  3. Olha nisto concordo em absoluto contigo. Já me aconteceu ser amiga de alguém que depois mais tarde vi a fazer comentários extremamente racistas e sexistas e para mim foi o que me bastou para me afastar. Há energias que é mesmo melhor manter a distância.

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    1. É. As pessoas têm múltiplas caras, mas quando a pior se revela, nada a fazer...

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    2. Quando a pior se revela... para mim já deu o que tinha a dar... mesmo que essa pessoa continue a ser a pessoa mais afável do mundo com os “outros”.
      Para mim não volta s ser igual, deixo de ver a pessoa com olhos de amigo.

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  4. Concordo em absoluto. Uma coisa é essa pessoa e a pessoa que eu amo terem opiniões diferentes sobre certos assuntos ou até não irem à bola umas com as outras. Outra coisa completamente diferente é fazer mal a alguém que eu amo e eu continuar amiguinha e tudo bem. Não acho normal. Quem não se sente, não é filho de boa gente, já diz o ditado. Portanto, eu tomo as dores dos outros (próximos) sim, se achar que a pessoa tem razão e a outra esteve mal. Não deixo de falar com ninguém porque teve/tem um desentendimento com alguém que amo. Propositadamente fazer mal a alguém que amo é que já não é normal e não esperem que fique impavida e serena a ver as coisas a acontecer.

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