Facto!


Ao ritmo que as coisas vão e com os imprevistos constantes da nossa vida, vamos chegar ao dia do casamento e nem 5 euros vamos ter poupado.

Achava eu que um filho não me dava assim tanta despesa (o primeiro ano foi enganador)... Foi só entrar na creche e, entre a mensalidade e o combustível, vai uma bela fatia de salário... 

Comentários

  1. Não é por mal mas é preciso ter mesmo pouca noção das coisas para achar que um filho não vai aumentar as despesas.

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    1. No primeiro ano acredite que não gastava mais do que uns 60 euros mensais com o bebé... o pior veio com a creche. :P

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    2. SÓ 60 € por mês? Como é que é possível? ???

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    3. Anónimo, vou ser muito directa. A minha tia e madrinha todas as semanas compra um pacote de fraldas e de toalhitas ao Rafinha. Em 18 meses, creio que comprei fraldas três vezes. Ele mamou peito até ter 11 meses... Entre os cinco meses e o ano apenas comia sopa básica e puré de fruta. Gastava dez euros semanais nas frutas e legumes. Medicamentos, como referi, foi muito raro antes da creche. :)

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    4. É seu o segredo do shiuuu? 😂

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    5. Não vi nenhum post a agradecer o facto de teres conseguido poupar tanto no primeiro ano. Tens de deixar de olhar apenas para as coisas negativas da vida :)

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    6. Oh claro, com ajudas! Com uma rede de apoio é obviamente mais fácil para o casal.

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    7. Anónimo, credo. Respeito, mas já aqui escrevi que o vestido de noiva é algo em que não pretendo mesmo gastar dinheiro.

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    8. Anónimo das 12h12, não entendo o seu comentário. Não têm sido anos fáceis economicamente falando e você certamente não sabe nada sobre isso, lamento...

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    9. Não sei nada sobre isso, de facto. Agora coloco-te uma questão.. Tiveste o filho apenas porque sabias que irias ter alguém que te ia comprar fraldas? Ou seja, não ias ter dinheiro para as comprar se não tivesses essa ajuda? Imagino que tivesses mas iria exigir uma ginástica financeira muito maior.. Que não tiveste de suportar.

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    10. Facil nunca se esta, mas cabe a nos ver o copo mais cheio ou mais vazio. Nem todo mundo consegue no entanto.

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    11. Anónimo das 14h42, você só pode estar a brincar, de facto. Fala de comprar fraldas como se fosse uma coisa muitíssimo cara... Pelo amor da santa, tenha noção do que escreve. Só se está a revelar mesquinha e tonta. A minha tia oferece-me fraldas porque quer, de sua livre iniciativa, não porque eu precise que mas compre. Tenha um feliz Natal e escusa de insistir nesta discussão infundada.

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    12. Ok. Feliz Natal para si também e que em 2019 consiga ver o copo meio cheio e não meio vazio :)

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  2. Estou com a mesma sensação que tu...estou a poupar para outros propósitos, mas sempre com imprevistos a aparecer... um mês inteiro a trabalhar e num instantinho se vai. Triste.

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    1. Todos os santos meses tenho uma cacetada imprevista. :P

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  3. E vão ser mais uns que pedem um empréstimo a familiares ou a bancos para pagarem a festa. O que é ridículo!

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    1. Ahahah Não se preocupe que eu não peço créditos para nada!!

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    2. Oh S*, desculpa la mas nao foste tu q compraste a bimby a prestacoes? E vens dizer q nao uses credito p nada?

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    3. Tem razão. A melhor compra de sempre!

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    4. ninguem diz que nao é uma boa compra. A questao é so seres coerente naquilo que dizes porque muitas vezes contradizes-te. Tal como agora que alguem falou de creditos e a tua resposta foi que nao pedes credito para nada o que nao é verdade. Podias ter so respondido que para o casamento nao irias pedir credito.

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  4. Um filho é sempre uma grande despesa, pelo menos é a imagem que as minhas amigas mães me passam.

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    1. Algum dá sempre, se for criado em casa bem menos, é apenas mais uma pessoa a alimentar e vestir, basicamente.

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    2. Claro. Enquanto ele esteve em casa não me deu grande despesa.

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  5. Pense positivo: no dia do casamento não tem despesas! :) Tem de as liquidar durante o ano de preparação... hehe

    Tudo se compõe! Boa sorte.

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    1. É um pouco isso que quero fazer: ir pagando aos poucos. Já avancei com mais de 1/3 da verba da quinta... e 1/4 do fotógrafo...

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    2. É exatamente por isso que tem a sensação de que não está a juntar... e é verdade! No entanto, vai ter tudo liquidado, claro que não "vê" o dinheiro a acumular na conta... mas isso é o menos importante.

      Como disse no primeiro comentário, tudo se compõe, acredite nisto! Um beijinho

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    3. Eu no dia do casamento ainda tive de passar dois cheques, se não me engano. A última "fatia" da quinta e mais uma "fatia" para os fotógrafos. :)

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    4. É esse o meu objetivo... Ir pagando!

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    5. Eu juntava mas não pagava previamente. Depois de teres pago os profissionais não têm motivação nenhuma para te prestar um bom serviço. Já vi isso a correr muito mal.

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    6. Anónimo, hoje em dia nenhum bom fotógrafo trabalha sem reserva de data - que geralmente corresponde a metade do valor antes do casamento. Na quinta demos um sinal, que no nosso caso, por termos poucos convidados, correspondeu a mais de 1/3 do valor - mas o sinal é igual para todos.

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    7. Pois assim compreendo. Pensei que estivesses a referir-te ao pagamento total mesmo antes do dia de casamento.

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  6. Conheço quem me dissesse que um filho só dá despesa no primeiro ano (depois devem comer ar e vestir-se de nuvens :D). Agora experimenta ter um filho e construir uma casa ao mesmo tempo. Uma pessoa mal vê o dinheiro a chegar e já está ele a ir embora. :P

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    1. No primeiro ano o Rafael não me deu despesa. Raramente adoeceu... mamava de peito... agora desde que entrou na creche, é mensalidade, são combustíveis, é a alimentação que é cada vez mais dispendiosa (porque ele come mais, pois claro!). :D Em janeiro ou fevereiro vamos comprar novas cadeirinhas para o carro... aii!

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    2. Aqui doenças também não houve e por enquanto a coisa mantém-se bem (deixa-me cá bater na madeira), só viroses que precisam mais de tempo do que outra coisa para passarem. Mas o primeiro ano por aqui foi dispendioso...o leite e as fraldas eram um bom gasto. E a roupa que rapidamente deixava de servir. Depois do ano e meio, o crescimento abrandou e como eu gosto de comprar coisas larguitas, houve várias peças que passavam de uma estação para a mesma estação do ano seguinte, por isso o gasto em roupa reduziu-se. Poupou-se a creche, mas agora há o seguro escolar, a gasolina...Para o ano, provavelmente nova cadeira para o carro. Acho que o maior problema nem são os filhos e o gasto que dão, o problema são os imprevistos mensais que dão cabo do orçamento. :P

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    3. Eu sou das que prefere gastar 100 euros na mudança de estação e comprar logo tudo para aquela estação. Gasto tudo de uma só vez, em vez de comprar aos poucos. Depois temos aniversário, Páscoa, Natal e roupa herdada do sobrinho.

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    4. No primeiro ano não consegui fazer isso com o crescimento desenfreado que ela tinha. :P Nunca sabia que tamanho ia vestir no mês a seguir quanto mais a estação toda. :D Depois, lá está, também não me fazia muito sentido fazer isso porque havia muita roupa que passava de um ano para o outro. E depois há os picos de crescimento. Por exemplo, a Mini-Tété entrou no tempo frio a vestir roupa para 2 anos (ainda do inverno passado) e de repente, esticou, e lá fui eu a correr comprar roupa para 4 anos. Se tivesse comprado roupa no início da estação, era capaz de ter comprado o número errado. :P E por aqui não há roupa recebida nas alturas de festas. :) Mas eu admito que tenho pouco olho para tamanhos de roupa e afins, tenho mesmo de ir comprando consoante a necessidade. :)

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    5. Tété, eu compro sempre tudo grande. O meu Rafael tem 86 ou 87 centímetros e só usa roupa de 96 centímetros... que efectivamente é a que lhe fica bem. Ou seja, tem 18 meses e veste roupa de três anos! :D No entanto, entendo-te. Há coisas que uma pessoa compra "para usar depois" e, vai-se a ver, já não serve. ahah

      Eu herdei imensa coisa do sobrinho e irei continuar a herdar... nesse aspecto, ajuda imenso, especialmente nos pijamas e roupas interiores.

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  7. Posso dar uma sugestão? E se pusessem moedas de 1€ e 2€ num mealheiro ou até as notas de 5€, iam juntando dinheiro. Fica a dica.

    Beijinhos/ A Filha

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    1. Nós somos poupados e conseguimos poupar bem... Mas no mês passado foi o seguro do meu carro, este mês foram as minhas doenças, consultas particulares... amanhã vou comprar uns óculos novos... temos também o Natal... pois não há milagres... vamos gastando da poupança e depois temos de a repor! :D

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  8. Olá,

    É preciso mesmo muito esforço para poupar alguma coisa. Eu vejo-me aflita! E tenho já feito alguns cortes...

    Beijinhos e boa sorte!
    Margarida
    https://minhacasadopatio.blogspot.com/

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  9. Concordo completamente que antes da creche uma criança saudável e com tudo a correr bem se dilui completamente no orçamento. Pelo menos é também a minha experiência...

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  10. Não tenho filhos e não está nada facil poupar para o casamento. Imagino c filhos :x

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  11. Não é que não se gaste sempre dinheiro mas para mim o mais pesado foi mesmo a creche... É quase uma renda de casa!!!

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  12. Eu sempre tive muita despesa com. O meu filho. E ele mamou ate aos 11 meses. Mas foi para a creche muito pequeno (apesar de que ate aos 9 meses so ia 3,5/4h por dia ( eu pago à hora) Mas compro fruta e legumes biologicos.. (por opcao nossa) Carne peixe iogurtes... Tenho nocao que desde que ele comecou a alimentacao completamentar aos 6 meses gasto bastante dinheiro em alimentacao so para ele. Toalhitas, , fraldas, chupeta, produtos de higiene... Seguro de saude... Ele teve imensas vezes doente (embora aqui o sistema nacional de saude seja muito Bom e os bébés sejam isentos para quase tudo). E eu tenho sorte que não comprei muita roupa. A maioria da roupa foi oferecida pela familia...assim como toalhas, fraldas de pano, roupa de cama- foi tudo oferecido. Mas so durante a gravidez gastei imenso dinheiro no quarto, carrinho, cadeira da papa, porta bebe, etc cadeira auto o dinheiro que gasto com ele..e mesmo muito ! E ele quando nasceu fazia coco de cada vez que mamava,que era no maximo de 2/2h ... So em fraldas era uma tonelada!
    Mas tambem noto que a partir do momento que voltei a trabalhar a 100% as despesas ainda aumentaram mais. So em creche e imenso !
    Um dos (muuuitos) motivos para não querer filhos com idades proximas sao mesmo os gastos. Duas criancas em idade de irem à creche e usarem fralda e leite adaptado ao mesmo tempo? Dois filhos na faculdade ao mesmo tempo ? Não deve ser nada facil, na minha opiniao. Eu não sou nada da opiniao onde come um comem dois... Para mim não é bem assim.

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    1. "Para mim não é bem assim" - porque como admitiu no seu texto fez opções bem específicas. Ninguém as põe em causa, são as que lhe fazem sentido, mas claramente sobem o orçamento.

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    2. Gisela Sousa, eu gastei imenso dinheiro durante a gravidez, mas como recebia um apoio pré-natal de 90 euros, creio, usava esse dinheiro para fazer as compras. Comigo, resultou... a mobília do quarto do menino foi-me oferecida, o carrinho do primeiro ano foi emprestado pela minha irmã (foi do meu sobrinho)... o carrinho-bengala a minha irmã ofereceu nesta última Páscoa... A banheira também herdei.

      Despesas, despesas a sério, tive em cadeiras auto para os dois carros (uma foi oferecida), na cadeira de papa, nas tintas para pintar todo o quarto, decorações... Tive sorte, não tive de gastar "demasiado" dinheiro durante a gravidez e, por isso, o apoio pré-natal chegava.

      De resto, efectivamente quando ele começou a consumir leite de fórmula tornou-se muito mais dispendioso... e quando entrou na creche, então, ui!

      Claro que é preciso relativizar, sei muito bem que há cidades no país onde se paga o dobro do que eu pago, o que é triste.

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    3. Não é preciso fazer gastos extra para ser complicado o onde comem 1, comem 2. Essa teoria é muito bonita para quem não tem qualquer interesse em fomentar experiências enriquecedoras aos filhos. Alguns mal têm dinheiro para se alimentar, vivem de mês a mês e fazem filhos como coelhos... E depois andam a chorar que têm 3/4 filhos e não têm como manter tudo. Pois não.

      . O "onde comem 1, comem 2" é a ruína e o que leva ao stress e infelicidade de muitos casais e famílias.
      Basta um pequeno imprevisto e parece que o mundo cai.

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    4. Há cadeiras de papa a 15€ no IKEA... no OLX então há as mesmas a 5€! O que há a gastar de especial nesse aspecto?

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    5. A do ikea é aquela 5a maravilha de onde o meu filho se consegue levantar à vontade desde que a comprei e os cintos simplesmente não seguram. E da qual ele só não cai porque qd lá está tem sempre alguém a segurar nele e ao lado. É tão fantástica que é usada apenas para comer em cada dos avós porque no Dia a dia não dá jeito nenhum.

      Comprei uma polly magic no olx em 2a mão por 40€ e essa sim é estável e os cintos como são 5 pontos ele não consegue tirar

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    6. Para casa, comprei uma cadeira de papa da Pré Natal. Muito estável e segura.

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  13. Pensamento positivo, vais conseguir fazer a melhor gestão de tudo :) Beijinhos*

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  14. Se puderes lê sobre orçamento. Não só de saber onde se gasta mas como planear objectivos e supostas despesas previsíveis (como seguro de carro, óculos, roupa, etc). Le/ouve Dave Ramsey, sobre minimalismo, entre muitos outros e outras coisas ... Acho que dá para ter uma ideia bastante distinta daquilo que fazemos. E dá outra perspectiva sobre as coisas, sobre o valor do dinheiro e daquilo que compramos.

    Eu que achava que era óptima nisto do orçamento tenho estado a fazer melhorias e mudanças na minha vida para ir mais além. Tb convenci finalmente o marido a fazer planos a longo prazo em vez de comprar impulsivamente.

    Honestamente gostava era de ter alguém como uma anónima que em tempos deu aqui umas dicas para conseguir descobrir o que seria passível de ser melhorado!

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  15. Realmente o primeiro ano é dos mais baratinhos (se o bebé mamar). A família, normalmente, quando vai conhecer o bebé oferece imensa roupa, calçado e acessórios, como não tenho sobrinhos o meu filho não herdou nada e assim a partir dos 12/18 meses tive que comprar praticamente tudo. Quando começar a escola "a sério", com os livros e materiais a custarem mais de 200€, mais almoços e transportes aí sim, vais ter mesmo que começar a poupar em Junho para poderes pagar tudo em Setembro (pode ser que até lá o ensino passe a gratuito). O meu filho nasceu no ano errado, até agora ainda não tivemos nenhum benefício, deixaram de dar o Magalhães no ano em que ele teria direito, os livros para a primária e 5 e 6, quando ele estava no 7, com um bocado de azar no próximo ano não haverá livros gratuitos para o 9 (coisa que os 7,8 e 9 de Lisboa) já tiveram este ano.

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    1. Mesmo a mamar é preciso lembrar que nem todos têm pessoas a oferecer roupa, nem todos têm uma saúde de ferro e o SNS tem atrasos que nos bebés não podem existir (como fisioterapias essenciais que demoram meses a ser aprovadas e passam o período onde a reversão de problemas seria possível e ficam com sequelas para a vida, etc)

      No primeiro ano de vida do meu filho eu ia à pediatra todos os meses para avaliar o crânio do meu filho porque ele apresentava risco de ter que fazer uma cirurgia ao cérebro de urgência (parti-lo para libertar a pressão ). Não identificar o stress atempadamente podia levar à morte ou a sequelas vitalícias. Foi seguido no hospital público?? Não.
      Nasceu com um pé virado para cima, com uma deslocação do ombro, etc a fisiatra veio vê-lo ensinou a fazer exercícios até à próxima consulta que devia ter sido feita antes dele ter 1 mês de vida. Neste momento tem 17 meses, não foi chamado ainda e não faltaram contactos para o hospital... Portanto mais sessões privadas de fisioterapia, de ortopedia e com uma fisioterapeuta com formação em osteopatia também. Aos 6 meses já não tinha qualquer problema. Se estivesse à espera teria deficiência vitalícia irreversível.

      E o meu caso é muito soft. Conheço pais que asseguraram fisioterapia essencial ao filho num valor de 1700€/mes durante mais de 12 meses. E qd o público respondeu ainda assim não foi possível darem acesso às horas necessárias para o desenvolvimento correcto daquele bebé. Portanto os pais continuam a arcar com as restantes horas...

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    2. Anónima, lamento muito. Força para si e as melhoras do bebé.

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  16. Não me admira nada que estejas nesta situação agora. Adoro ler-te mas nota-se perfeitamente que tens poucos conhecimentos de gestão financeira. Não precisamos de ganhar fortunas para termos uma vida sem sufoco, se a planearmos. Tiveste um filho e estavas sempre a contar com o pré-natal, com as supostas ajudas da família, etc etc. Não me parece que tenhas pensado bem nas despesas e que te tenhas sentado a fazer contas, não só para o primeiro ano de vida do bebé como depois. Posso estar errada, claro, porque não sei da tua vida mais do que aquilo que escreves, mas é essa a imagem que passa.

    A creche, seguros de carros, despesas com filhos (como cadeiras auto, roupas, carrinhos, etc), a mudança de óculos, tudo isso deve constar de um orçamento básico. Não são imprevistos. São contas e coisas que têm que ser feitas e pagas todos os anos ou quase, portanto não são imprevistas. Se te planeasses melhor, já estavas a contar com elas e não era imprevisto. Imprevisto é um acidente, algo que avaria, uma doença (e mesmo para isso, devemos ter dinheiro de lado a contar que pode acontecer).

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    1. Anónima, lá está, está a falar mesmo do que não sabe. Desconhece a minha realidade dos últimos anos. E desculpe, eu já tinha óculos e usava lentes, pelo que comprar outros óculos não era previsível. Foi mesmo um imprevisto, bem como a consulta no privado e a medicação exigida.

      Se tivesse suportado uma situação que eu suporte durante cinco anos (e da qual nunca falei nem vou falar), teria legitimidade para tecer um comentário desse... Como não suportou nem sabe do que falo, está apenas a assumir que sabe, lamento muito dizer.

      Contar com ajudas familiares?? Onde é que leu isso? Vivo junta há sete anos e fui sempre eu e o meu companheiro a pagar as contas, ora essa.

      No último meio ano, temos tido sempre imprevistos na ordem dos 300 euros mensais. Se acha que isso é fácil contornar, eu não acho.

      Boas festas.

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    2. “Contar com ajudas familiares?? Onde é que leu isso? “

      Oh S*, entao disseste acima que a tia ofereceu fraldas e toalhitas todas as semanas!! E de certeza q ja estavas a contar herdar coisas do teu sobrinho

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    3. Anónimo, lá está você a deturpar. Onde é que isso é contar com a ajuda de familiares? Sabe que um pacote de fraldas custa 6 ou 7 euros... É algo ridículo, desculpe, achar que tive um filho a contar com essa ajuda. Além de que ninguém me anunciou que o ia fazer. A minha mãe também compra muitos brinquedos ao filhote e a sogra compra roupa praticamente uma vez por mês... Mas acha que alguém tem filhos a contar com isso??

      Felizmente, ganho o suficiente para pagar as minhas coisas todas. Só não me sobra. Simples!

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    4. "um pacote de fraldas custa 6 ou 7 euros"
      A vida no norte deve ser mesmo muito barata.

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    5. Anonimo, caso nao saiba os preços no Continente sao iguais praticamente para todo o país, tal como noutros supermercados. So por curiosidade abri agora o site do Continente e um pack de fraldas dodot de 28 unidades custa precisamente 7€. Se for marca branca deve ser mais barata. A S* disse q a tia lhe comprava um pacote todas as semanas, por isso deve ser destes mais pequenos q custam precisamente este preço. Ja percebeu?

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  17. Nem lhe conto. A minha filhota quase que nem mamou, foi sempre leite fórmula. Nem era muito comilona. Entre fraldas, leite e toalhitas/cremes ainda era uma boa quantia. Quando foi para o colégio foi o descalabro, a rondar os 350/400eur de mensalidade desde os 5meses e as consultas e medicamentos porque estava semana sim semana sim doente. Agora tem 4anos e meio e houve um mês que chegou aos 590eur de mensalidade com os extra. O problema vai ser no próximo ano com a mana a chegar no início do ano. Claramente vai ultrapassar os 800/850eur mensais. Ela adora ir para a escola e nunca mas nunca ficou a chorar. Enquanto puder pagar vou fazê-lo, abdico de outras coisas (também sei que ha pessoas que nunca poderiam fazer esta escolha porque o dinheiro é para coisas ainda mais básicas que as escolas ).

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    1. Pois, respeito perfeitamente e acho bom que o faça se sente que é o melhor para as filhotes, mas um ordenado mínimo em creches e jardins de infância é mesmo uma realidade à parte. :D

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    2. Não é uma realidade assim tão à parte, é a realidade em Lisboa. Paguei isso numa creche de uma instituição pública do estado.

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    3. É realidade em Lisboa para quem pode. As pessoas que ganham um salario minimo simplesmente nao podem pagar isso da creche se nao ficariam sem dinheiro p comer, pagar renda de casa, agua, luz.... eu pessoalmente, e nao estou a ser ironica, nao compreendo como é q as pessoas com salario minimo em lisboa conseguem ter filhos, nao compreendo como conseguem ter ginastica financeira p isso. Sei q em lisboa os salarios sao mais altos em media mas suponho q ainda haja bastantes pessoas c o salario minimo

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    4. Desculpe, mas estou com o segundo anónimo. É a realidade de quem pode. Quem ganha o salário mínimo não pode viver essa "realidade de Lisboa".

      Quem ganha pouco na capital, acho mesmo que devia tentar viver um ano numa cidade pequena. Iam recuperar uma qualidade de vida incrível.

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    5. As creches com acordo com a Segurança Social são pagas de acordo com os rendimentos. Em creches privadas não vi nada abaixo dos 400€, ou próximo (a minha custa 390€), mas as IPSS começam por valores muito mais baixos, sendo que nos escalões mais altos se aproximam muito dos quatrocentos de novo, e que se diz que há IPSS que fazem por ter mais alunos destes e menos dos outros escalões, o que é absolutamente criminoso.

      Não tenho dúvida nenhuma que, quer com um salário baixo, quer com um alto, a qualidade de vida é muito melhor fora das grandes cidades. É juntar ao valor da creche o valor escandaloso das rendas, é juntar às 40 horas de trabalho as deslocações, nas quais muitos pais ainda não têm as crianças consigo....
      Não duvido por um momento. Se a minha mãe não estivesse presa a Lisboa e o pai da minha filha pudesse fazer o mesmo noutra cidade/instituição, nem hesitava.

      (PS: Estou completamente chocada com os comentários que tenho lido aqui. A rapariga teve um bebé saudável, que comeu "de graça" a maioria do tempo, e herdou muitas coisas para as crianças, como herdamos todas a não ser que vivamos numa bolha anti-social, que tenhamos tido filhos muito mais cedo ou muito mais tarde que as pessoas à nossa volta ou que sejamos muito nojentinhas. Recebeu presentes - deve ter sido a única, com um bebé novo, querem ver? Comenta que a criança não lhe custou muito dinheiro. A mim também não, à maioria das pessoas com bebés saudáveis acho que custa muito menos do que estavam à espera. E dizem-lhe que então não devia ter tido filhos? Que só consegue com ajudas? Que é um pacote de fraldas que a salva?
      Ah, porque os óculos de 1823, naquela altura não tinhas poupanças que chegasse… meu Deus, que gentinha mais preparada para julgar e desdenhar os outros! E atenta!
      Se poupa é porque não é o suficiente, ou porque não chama antes “previstos” aos “imprevistos” para que poupa… e a quantidade de especialistas em orçamentação que lê este blogue?
      Já nem falo da alma negra do “os filhos só são baratos se não lhes quisermos dar experiências enriquecedoras”. Sabe o que são “experiências enriquecedoras? Tempo. Não é tempo de qualidade, é tempo todos os dias, é o momento em que em vez de lhe servir canard à l’orange lhe sirvo outra vez bolonhesa, mas uso o tempo extra para brincar com os legos sentada no tapete. É o tempo em que vamos juntas comprar um par de meias.
      É o tempo que não gasto a pensar em trabalho, a atender chamadas de trabalho, a resolver problemas de trabalho. )

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    6. Palmas para si. É mesmo isso tudo.

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    7. Rita, a S* tem um blog publico, onde expoe parte da sua vida, Se coloca um post a falar disto é porque espera que as pessoas comentem, por isso nao vejo onde está o espanto das pessoas fazerem comentários.

      E as pessoas comentam daquilo que ela conta. Claro que se ela nao conta tudo (obviamente), entao os comentarios poderão nao ser os mais correctos, pois têm acesso limitado à informação, mas nao se pode criticar isso.

      E quanto ao seu comentario acho graça que diga que "meu Deus, que gentinha mais preparada para julgar e desdenhar os outros! E atenta!" e depois diga que "e herdou muitas coisas para as crianças, como herdamos todas a não ser que vivamos numa bolha anti-social, que tenhamos tido filhos muito mais cedo ou muito mais tarde que as pessoas à nossa volta ou que sejamos muito nojentinhas". Acaba por julgar os outros tal como critica.
      Eu pretendo ter um filho no proximo ano, nao me considero antisocial nem sou nojentinha mas sucede que a minha irma não tem filhos e as minhas primas directas também nao têm filhos. Logo sobra as primas em 2ºgrau e as amigas que compreensivelmente vao dar/emprestar o que têm às suas irmãs/familiares mais directos. Sendo assim nao estou a contar receber nada.

      Ja agora nao li ninguem a dizer à S* para nao ter filhos. So comentaram que ela podia ter planeado melhor. Por ex se calhar podia ter chegado à conclusão que não dava para casar agora, que teria de ser mais tarde ou um casamento mais barato para fazer face às despesas do bebé.

      E por ultimo: experiências enriquecedoras vs tempo vs dinheiro. Para mim sao a mesma coisa: la se diz que tempo é dinheiro. Se tenho so um filho, se calhar tenho tempo para passar a roupa a ferro e ainda ter tempo para brincar com ele. Se tenho 3 filhos a pilha de roupa é bem maior e portanto ou pago a uma empregada para fazer isso e assim puder brincar com eles ou se nao tenho dinheiro para a empregada fico com menos tempo para brincar com os filhos.
      Dou-lhe dois exemplos concretos que conheço: um casal com 2 filhos que passa o sabado todo a arrumar a casa, passar a ferro, fazer as compras no supermercado e o parte do domingo a fazer as refeições para a semana pois diariamente nao têm tempo para isso, logo pouco lhes sobra para brincar com os filhos. Outro casal com 1 filho que têm uma empregada que vai 3 vezes por semana tratar da casa, da roupa e adiantar os jantares e assim passam o sabado e domingo a brincar com o filho, a ir ao parque, a passear etc, pois têm esse tempo completamente disponivel.

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    8. Sobre Lisboa: pago 300€ na creche da minha filha (privada e numa localização central), sem alimentação (ela tem 1 ano). Com alimentação passaria a 390€ como a Rita Maria disse. Lisboa compensa-me porque consigo ter a qualidade de vida de uma cidade pequena, dentro da cidade grande: moramos a 15min a pé dos respectivos trabalhos e da creche dela, temos os meus pais a 2 ruas de distância, não usamos o carro durante a semana e fazemos a nossa vida diária entre os bairros onde vivemos/trabalhamos (que são no centro e têm supermercados, farmácias, lojas, lavandaria, tudo à mão). Ao fim-de-semana é que podemos ter de ir a alguns sítios mais longe (algum centro comercial com determinada loja, ao IKEA, etc) e aí vamos de carro ou vamos passear a zonas da cidade onde não andamos no dia-a-dia, mas aí não há o trânsito ou problemas de estacionamento de durante a semana (nem se paga). Pagámos mais por ter uma casa no centro, é verdade (comprámos há 2 anos), mas temos imensa qualidade de vida e estamos perto de tudo. E, se estivéssemos numa cidade mais pequena, com as nossas profissões ganharíamos 1/3 do que ganhamos (e provavelmente a trabalhar em sítios que não respeitariam os nossos direitos como trabalhadores como aqui conseguimos). Por isso os gastos que temos a mais por estar em Lisboa compensam pelo salário mais alto que auferimos.

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    9. Anónima das 9h47, fico mesmo feliz que assim seja, mas como deve imaginar é uma sortuda que vive uma excepção.

      Aqui em Viana, um bom apartamento T2 vai até aos 400 euros... O que não paga alguns quartos na capital. Aqui não há creches absurdamente caras como ouço falar em alguns casos. E também andamos pouco de carro e passamos a vida na nossa "zona de conforto".

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    10. Anónimo das 17h46, está a fazer uma análise completamente frívola da paternidade, lamento a minha opinião. Não temos de ter três horas livres para brincar com os filhos, todos os dias... Mas o pouco que temos, tem de ser verdadeiro. Temos de estar inteiramente disponíveis.

      Essa ideia de que só quem pode pagar empregada doméstica é que tem tempo de qualidade com os filhos parece-me algo ofensivo para quem tem dois ou três filhos, lamento.

      Todos trabalhamos. Todos limpamos a casa. Todos vamos ao supermercado. Pode sobrar-nos tempos de lazer diferentes, mas não acredito que não sobrem vinte minutos para brincar a sério com os filhos depois do jantar e que não haja espaço para passeios ao fim de semana. Se a casa tiver de ficar por arrumar... Pois que fique.

      De resto, sinceramente, não entendo porque sequer comentou o custo do meu casamento. Nunca aqui referi dificuldades nesse sentido. Vamos indo e vamos pagando... Se tenho uma vida tranquila financeiramente?? Felizmente, tenho. Se dá para extras? Não. Mas vai-se fazendo e pagando, uns meses mais facilmente, outros meses com dificuldades - como acontece a toda a gente.

      Boas festas!

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    11. S*, eu nao lhe respondi a si, respondi à Rita Maria que foi a que falou do tempo de qualidade para brincar com legos: "Sabe o que são “experiências enriquecedoras? Tempo. Não é tempo de qualidade, é tempo todos os dias, é o momento em que em vez de lhe servir canard à l’orange lhe sirvo outra vez bolonhesa, mas uso o tempo extra para brincar com os legos sentada no tapete. "

      "Todos trabalhamos. Todos limpamos a casa. Todos vamos ao supermercado." Nem toda as pessoas limpam a casa. Muitas pessoas nao limpam nada pois têm empregada para o fazer.

      E por ultimo o casamento: o post diz que vai chegar ao dia do casamento e nao vai ter 5€ poupados. Com isso presumi que no dia do casamento nao iria ter nada para pagar os ultimos valores ( a ultima tranche do fotografo, etc). Claro que ambas sabemos que é so um desabafo, que obviamente ha-de arranjar forma de na altura ter o dinheiro. Mas se fez o comentário que estava com essa dificuldade é normal que as pessoas comentem nesse sentido.

      Eu pessoalmente nao tenho blog, nao exponho a minha vida na net, so comento anonimo. O que eu nao percebo são pessoas como a S* que escrevem isto: "vamos chegar ao dia do casamento e nem 5 euros vamos ter poupado." e depois se queixam disto "não entendo porque sequer comentou o custo do meu casamento.".
      Se escreve post é para as pessoas comentarem ou nao? Obviamente que excluo comentarios ofensivos, mas desde que seja um debate de ideia saudavel nao percebo porque estranha as respostas que lhe dao.

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    12. anonimo das 9:47

      nao percebeu a questao. o que a S* e outros comentadores falaram foi para quem recebe salarios baixos. : "Desculpe, mas estou com o segundo anónimo. É a realidade de quem pode. Quem ganha o salário mínimo não pode viver essa "realidade de Lisboa. "Quem ganha pouco na capital, acho mesmo que devia tentar viver um ano numa cidade pequena. Iam recuperar uma qualidade de vida incrível."

      Quem ganha 1500€ numa cidade pequena, se calhar ia ganhar 2500/3000€ em Lisboa. Claro que sim. Mas quem ganha o salario minimo em Lisboa tambem ganha o salario minimo numa cidade pequena, ou quem ganha 650€ em Lisboa ganha 600€ numa cidade pequena e esses 50€ nao compensam a diferença do custo de vida.

      Ja agora duas duvidas que nao percebi do seu comentario:
      "e provavelmente a trabalhar em sítios que não respeitariam os nossos direitos como trabalhadores como aqui conseguimos". Oi? qual a relação entre lisboa vs cidade pequena e o respeito pelos direitos dos trabalhadores?

      "não usamos o carro durante a semana e fazemos a nossa vida diária entre os bairros onde vivemos/trabalhamos (que são no centro e têm supermercados, farmácias, lojas, lavandaria, tudo à mão). " vai às compras ao supermercado a pé? carrega as compras para casa a pe? carrega 2 packs de leite (a pesar 12 kilos) mais todas as outras compras a pé, mesmo que sejam os tais 15 min a andar??

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    13. S* (comentei às 9h47), não me considero totalmente "sortuda" ou que seja uma "excepção" :) tenho sorte, sim, mas fiz por tê-la, porque não sou de Lisboa e mudei-me para aqui há 8 anos (no final do curso) porque sabia que era o único local do país (a par talvez do Porto) onde poderia ter um emprego na minha área, pago justamente e com boas condições. O eu e o meu marido conseguirmos estar cá a ganhar 3x mais do que se estivéssemos em Viana implica muito mais rendimento disponível para os gastos fixos + variáveis que Lisboa acarreta e melhor qualidade de vida. Sobra-me mais ao final do mês do que se estivesse a ganhar menos, mas numa terra mais pequena com menos gastos. Conheço muita gente que está cá pelos mesmos motivos e por isso não é a "excepção". É em Lisboa que estão as grandes empresas/instituições/autoridades/etc e é aqui que são pagos os salários mais altos. Quem é que acha que é o público consumidor da maioria dos serviços/bens publicitados pelas grandes bloggers portuguesas? Massagens a 100€, estadias em hotéis, restaurantes a 50€ por pessoa, malas, roupa, jóias, etc. E acredite que muitas vezes respeita mais o trabalhador uma multinacional (talvez não respeite assim tanto o operador de caixa de supermercado, mas as posições nas áreas jurídica, económica, farmacêutica, marketing, RH, etc), em termos de condições de trabalho, salários, protecção na parentalidade, etc, do que a PME da terra mais pequena. E, como dizem acima, um salário mais alto compra-me qualidade de vida e tempo em família. Tenho empregada 1x por semana. Gozei a licença alargada quando a minha filha nasceu (e o meu marido também, 3 meses cada um a ganhar só 25% do salário, porque felizmente poupamos bastante nos meses "normais"... com isso ficámos 1 ano com ela em casa). Consigo pagar uma casa no centro da cidade e perto dos nossos empregos. Consigo viajar sempre que tenho férias. Jamais conseguiria isso, como não conseguem os meus colegas de curso, que ficaram em terras mais pequenas, que andam a contar tostões ao final do mês. Por isso concordo que Lisboa não compensa para quem ganhe o salário mínimo, mas para quem venha para cá com uma boa oportunidade de emprego e bem paga e saiba fazer uma boa gestão do dinheiro, compensa de certeza.

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    14. Sim, vou às compras a pe! O supermercado está a 5min de minha casa a pé, o trabalho e que fica a 15min. Vou com o meu marido, uma vez por semana. Nao bebemos 12l de leite por semana, bastam 6, por isso e só um pack. Temos um daqueles carrinhos de rodas que eu costumo levar e ele leva um saco dos reutilizáveis + o pack dos leites, dá bem para o que precisamos e faz-se bem a pé :) ao pe do trabalho também tenho varios supermercados e à hora de almoço das 2as feiras costumo passar por um e comprar coisas para meio da manhã/lanches, que guardo no trabalho, por isso essas não incluo nas nossas compras semanais e nao tenho de as carregar para casa.

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    15. "qual a relação entre lisboa vs cidade pequena e o respeito pelos direitos dos trabalhadores?" -> Em Lisboa estão as empresas/instituições maiores que, muitas vezes, têm centenas de trabalhadores. Já trabalhei em sítios com 200 pessoas, 400 pessoas, 100 pessoas... normalmente muito bem organizadas em termos de recursos humanos, regras e procedimentos internos, condições de trabalho, etc. Ao passo que os meus colegas/amigos que estão em localidades mais pequenas trabalham em empresas familiares muito mais pequenas (5 ou 6 pessoas), que, pelo que me relatam, são super desorganizadas, muito mais abusadoras quanto a exigir que se fique até tarde, mais rígidas quanto à marcação de férias porque há menos colegas que possam substituir, mais dadas a imprevistos e a contactá-los fora do horário de trabalho para "tapar buracos", não pagam ao dia combinado, etc. Parece-me que nesses negócios mais pequenos há mais lugar a abusos.

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    16. O que voces estão a descrever é a diferença entre uma empresa multinacional e uma empresa familiar. O que eu não compreendo é acharem que em Lisboa só existem multinacionais e nas cidades pequenas só existem empresas familiares.

      Por ex: Supermercados: aqui também temos Jumbo, Continente, Lidl.
      Tal como se eu for ao centro comercial tenho a Zara, a Primark, a Mango, etc.
      Ou se quiser comprar coisas para a casa tenho a JOM ou o Leroy Merlin.
      Estas lojas fazem parte de cadeias e portanto aplicam as mesmas regras aos funcionários que trabalham em Lisboa ou que trabalham numa cidade pequena. Obviamente que os salarios sao diferentes, mas aquilo que falaram "organizadas em termos de recursos humanos, regras e procedimentos internos, condições de trabalho, etc. ".
      Nao percebi mesmo: voces acham que essas lojas so existem em Lisboa ou sabem que existem ca mas acham que funcionam de forma diferente?

      Outro exemplo: Bancos: CGD, Banco CTT, BPI, Novo Banco,... Não existem bancos diferentes para cidades pequenas, sao exactamente os mesmos...

      Tal como na industria existem empresas grandes, tenho amigos a trabalhar na Cimpor, na Boshc.

      Agora uma coisa é verdade: haverá menos multinacionais/empresas grandes e mais empresas familiares nas cidades pequenas e em Lisboa será o oposto. Mas havendo, eu posso escolher se quero trabalhar numa ou noutra. Por exemplo eu sou da area financeira e para mim seria impensavel trabalhar numa PME, entao escolhi trabalhar numa multinacional localizada perto de Coimbra. O que quero dizer é que viver numa cidade pequena não implica trabalhar numa empresa familiar, existem imensas empresas grandes que se podem escolher para trabalhar.

      Quanto ao que descreve "muito mais abusadoras quanto a exigir que se fique até tarde, "
      eu quando acabei o curso na area financeira fui trabalhar um ano para Lisboa exactamente porque achava que ia ganhar mais e progredir na carreira. Fui para uma multinacional de consultoria e auditoria financeira muito conceituada que na altura pagava a recem licenciados 1300€, bem bom para as ofertas que havia. Mas eu tinha de trabalhar todos os dias até às 22h/23h meia noite e várias vezes de madrugada e sabados. E tinhamos de ir para clientes em toda a grande Lisboa sem darem ajuda para transporte (o carro só era atribuido ao 3º ano de contrato). Somado ao transito e confusao desisti ao fim de 1 ano e voltei para a minha terra e arranjei trabalho em Coimbra. A sua experiencia é boa, arranjou casa no centro e tem trabalho a uma distancia a pe e deve ter bons horarios, mas nem todos sao assim. Quanto ao resto ("são super desorganizadas,mais dadas a imprevistos , não pagam ao dia combinado"), sim confirmo por relatos que também ouço de colegas meus que trabalham em empresas pequenas.
      No ultimo recrutamento que fiz para um lugar de contabilista para a minha equipa um entrevistado quando lhe perguntamos o que valorizava que a empresa lhe desse para alem do salario (e aí a nossa expectativa de resposta era tipo bonus, ou seguro de saude, ou cantina, ou lugar de estacionamento reservado, sei la,..), a resposta dele foi aquecimento... fiquei chocada e percebi que no anterior emprego ele levava uma manta para o trabalho pois nao tinha qualquer tipo de aquecimento, era num armazem e ele passava frio de inverno....

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    17. anonimo das 21:04

      nós tambem so bebemos 6L por semana :-)
      mas como vamos às compras de carro, para perder menos tempo so vamos de 2 em 2 semanas ou de 3 em 3 e por isso compramos mais coisas de cada vez.
      mas agora já percebi o seu conceito.

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    18. Anónimo19 de dezembro de 2018 às 12:51, eu percebo o que quer dizer de existirem multinacionais nas localidades mais pequenas, mas as profissões técnicas e que exigem mais formação académica associadas a essas multinacionais (área jurídica, financeira, marketing, recursos humanos) normalmente estão concentradas na sede, que é em Lisboa ou Porto. Por isso disse que em termos de condições de trabalho se for o operador de caixa de um supermercado deve ser indiferente estar em Lisboa ou numa terra pequena (e concordo que até é melhor estar na terra pequena, porque aí tem mais poder de compra com o salário mínimo), mas esses empregos nas áreas técnicas com melhores salários e condições estão quase todos em Lisboa. O caso que refere (consultoras e o mesmo se aplica a sociedades de advogados) é para esquecer. Quem aí consegue continuar, é verdade que ganha salários bem altos, mas trabalha demasiadas horas, é a escravatura total. Mas ainda assim Lisboa oferece várias boas alternativas que podem não passar por um salário tão alto como nesses sítios, mas ainda assim bom e que tenham um horário melhor e aí atingir-se um equilíbrio de qualidade de vida :)

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    19. Percebo o q quer dizer mas de facto nao acontece p tds os casos. Uma tipica multinacional portuguesa com varias localizacoes vai juntar esses serviços em lisboa. Uma empresa estrangeira, a escolher so uma localizacao vai p onde tiver recursos qualificados mais baratos. No meu caso a empresa escolheu Coimbra por causa da Universidade e Politecnico e assim somos mais baratos do q em Lisboa.

      Outra situacao q está a esquecer é q as empresas nao sao feitas de operadores de producao e serviços partilhados, ha tambem a engenharia. Um grande amigo meu, com doutoramento, chegou a dar aulas na umiversidade e foi p uma empresa para o departamento de desenvolvimento para criar novos produtos. Cerca de 3000€, e sei q os engenheiros q la entram recem licenciados começam com 1400€, o q para a nossa zona é bom.

      Para contextualizar: pago renda de 350€ por um T3 de 150 m2, e vou mudar agora para uma moradia nova que compramos por 230.000€ com 250m2 de area mais sotao aproveitavel e implantada num terreno de 3000 m2 na cidade pequena. Se fosse para uma das aldeias ainda teria sido mais barato.

      Compreendo o q diz mas cada caso é um caso, é preciso procurar bem e escolher algo q gostamos. Ha boas oportunidades tanto num lado como noutro. Eu nunca me arrependi de ter desistido de lisboa mas por outro lado foi importante p mim ir, p saber como é.

      Boas festas :-)

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    20. Não vi estas respostas na altura, peço desculpa.
      Acho que há uma diferença grande entre opinar e julgar, e outra ainda maior entre julgar e atacar. Às vezes as diferenças são subtis, mas em uma pessoa tendo dúvidas, as caixas de comentários deste blogue são uma excelente fonte de exemplos, para mim há casos claros de ataque, com uma agressividade mal gerida, um despeito que me surpreende mesmo. .
      Claro que se pode dizer que a S* se “sujeita” a ser atacada, ao expor a sua vida.
      Mas isso não quer dizer que todos sejamos forçados a fazer uso dessa janela de oportunidade.
      Mal comparado, se o meu vizinho deixar a bicicleta do filho nas escadas, sujeita-se a que eu a roube. Mas eu opto por não a roubar na mesma.
      A ocasião não faz a justificação moral.

      PS: Acho óptimo e invejo sinceramente quem tem a vida organizada de forma a fazer vida a pé no centro de Lisboa. Sei que não é impossível e tenho o sonho de um dia lá chegar, acho que seria o maior incremento absoluto da minha qualidade de vida. Também não ando de carro e também vou fazendo compras semanais de proximidade, também regra geral sem carro, só o uso ao fim de semana e o meu percurso de metro para o meu emprego, ao lado da escola da minha filha, é de 7 minutos, mas ainda assim não é a mesma coisa.
      No meu caso, se conseguisse exactamente o(s) mesmo(s) emprego(s) numa cidade pequena ganhava sensivelmente o mesmo, mas do que conheço as despesas são muito menos elevadas, especialmente com habitação e creches. Com salários mais baixos, nem é preciso descer abaixo do salário médio português, que se bem me lembro anda ali à volta dos 800€, acho que a diferença é abissal. O que entre outras coisas torna a desigualdade social nas grandes cidades muito mais grave do que nas pequenas, porque há muitas mais pessoas e categorias de rendimentos excluídas. Mas é mais do que isso, eu sinto que o ritmo das cidades pequenas, a interação entre as pessoas, a coesão social, são diferentes e mais positivas. Isto é um feeling, claro, uma opinião altamente subjectiva, mas sinto mesmo que é verdade.

      PPS: Sobre tempo, dinheiro e filhos: não tenho dúvidas de que o tempo se compra, e o exemplo que dá é bom, mas acaba por ser um bocadinho limitador, há muitas formas de passar tempo com as crianças, até a fazer tarefas domésticas. Para além dos casos mais radicais (horários por turnos sempre a mudar, pessoas que saem muito tarde), são sempre decisões pessoais e muitíssimo subjectivas. Eu por exemplo cho que o tempo é o mais importante, mas podia não ter um segundo emprego que me tira de casa uma noite e um fim de tarde, mas que me realiza muitíssimo.
      No meu caso, gostava de por os meus filhos numa escola privada específica em que andei e que me deu muito para a vida – se não fosse esta punha no público de certeza, é mesmo um caso muito específico. Outro dia falava com o meu namorado sobre um terceiro filho. Não sabemos se seria comportável ter os três ao mesmo tempo nessa escola. Para mim a situação não é muito clara e até acredito que consigamos, com algum sacrifício, mas tendo a pensar que mais um irmão será para a criança uma riqueza maior do que uma educação melhor. Se calhar preferia ter três filhos no público do que dois numa escola de que gosto mesmo muito. Porque, e é por isso que isto é tão subjectivo, esta foi a minha experiência pessoal. Não há riqueza maior na minha vida do que os meus quatro irmãos, nada que se lhe compare.
      Outras pessoas farão outras escolhas e são legítimas e válidas.

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  18. Peço desculpa, mas não percebo como é que uma pessoa que se queixa que gasta muito dinheiro com um filho e que pouco sobra apra o resto vai ter outro... mas isto sou eu que tenho uma filha de quase 3 anos e como não tenho condições financeiras para outro porque quero dar o melhor a esta, simplesmente não o faço.

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    1. os outros que comentam....

      por ex: "Nem lhe conto....Entre fraldas, leite e toalhitas/cremes ainda era uma boa quantia. Quando foi para o colégio foi o descalabro.....O problema vai ser no próximo ano com a mana a chegar no início do ano"

      eu pessoalmente so pretendo ter um filho precisamente para lhe poder dar o melhor e eu e o meu marido continuarmos a ter uma vida à vontade sem ter de contar tostoes.

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    2. Anónima, eu não pretendo ter mais filhos, mas não concordo nada consigo. Se fosse ter filhos apenas quando lhe pudesse dar o melhor, nunca os teria. As crianças precisam de mínimos, mas precisam acima de tudo de Amor.

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    3. S* as crianças não precisam de mínimos precisam do essencial e a isso não conseguimos fugir. Percebo perfeitamente a diferença que sentes do 1º ano para o segundo porque eu também senti embora eu filhos estivesse ns creche desde os 5 meses o abono de família do primeiro ano praticamente cobria o valor da mensalidade. Tiveste também a sorte do rafa ficar em casa de familiares no 1º ano e tudo o que foi despesa diária de alimentação etc não foi tua, e acredita que herdades a roupa e outras coisas do sobrinho é uma grande fatia, eu vejo bem o que dou do meu filho a um familiar mas não tenho ninguém a dar-me nada. depois a entrada na creche é a mensalidade, fruta, iogurtes, papas, fraldas e toalhitas para a creche durante a sala do 1 ano é sempre uma despesa certa todas as semanas, além de que a alimentação em casa também parar a ser um maior quantidade, por isso é sempre a somar e isto já para não falar em idas ao médico de urgência e outras coisa tais.

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    4. Anónimo, eu entendo tudo isso, daí o meu texto a dizer que o primeiro ano foi enganador. Aliás, esta semana estou em casa e o menino está comigo e já reparei que terei de fazer o dobro das sopas e frutas porque voltou a fazer duas refeições em casa.

      Mínimos ou essencial é exactamente a mesma coisa. O que eu queria dizer é que as crianças não precisam "do melhor". Não precisam de brinquedos caros, de peças de roupa de cinquenta euros ou de fraldas xpto... Precisam ser cuidadas e amadas. Claro que dão despesa, evidentemente, mas não precisam de nada caro.

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    5. Cada um sabe de si, isso nem discuto, agora eu não gasto fortunas em roupa para a minha filha nem em brinquedos, mas gosto de lhe dar o melhor na comida, na higiene, e nessas coisas que não são propriamente baratas. Para ela nunca compro nada de marca própria dos supermercados, nem fraldas nem toalhitas. Isso dar o essencial faz-me lembrar o onde comem 2 comem 4, mas por vezes é à mingua...

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    6. sneto, quando falei no essencial não era de todo no conceito "onde comem 2 comem 3, etc.", para mim o essencial é tudo o que eles necessitam aliado à qualidade/preço e ao que podemos pagar. Posso-lhe dar um exemplo, em que eu morando no interior norte do pais temos um Inverno muito rigoroso com temperaturas máximas de 10º C e que vejo miudos da pré-escola do meu filho que vão vestidos com a mesma roupa(t-shirt de algodão de manga comprida) quando estão 20ºC como quando estão 5ºC/10ºC porque os pais não querem gastar dinheiro a comprar roupa quente de inverno. Sinceramente o que me parece muitas vezes é que os pais se estão a "marimbar" para as necessidades dos filhos é mais um "deixa andar" que basta quando muitas vezes é pouco.

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    7. Anónima das 10:42h estava-me a referir à resposta da S*. Concordo totalmente consigo e é por isso que não percebo como é que pessoas que não têm condições ou não se importam com o conforto dos filhos os têm. E não me estou a referir a ninguém em particular! :)

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