Mais amor, por favor!

O professor que disse que é violência obrigar as crianças a beijar os avós pode ser meio "freak", mas entendi perfeitamente o que disse. Muitas vezes se obriga uma criança ou até um bebé a beijar alguém, seja familiar, conhecido ou desconhecido. Não entendo o objectivo e não pretendo fazer o mesmo com o meu "ratoncito". Se não lhe apetecer, não vou amarrar naquelas bochechas fofas e obrigá-lo.

Claro que o facto de o Professor Daniel ser uma figura muito peculiar, não ajudou. Claro que o facto de ele publicar de forma pública (redundante, bem sei) fotografias de suspensões sado-maso e fotografias dele com blusas de renda transparente, não ajudou. Claro que o facto de ser defensor de poliamor também não ajudou.

Mas caramba, é lindo como num dia criticamos o bullying e no outro dia humilhamos publicamente alguém por uma opinião - que até foi bem explicada, concorde-se ou não.

Mais vale irmos todos para o poliamor. Claramente precisamos de mais e mais amor.

Comentários

  1. Pois de facto ele e a sua própria figura "diferente" não ajudou mas ele está certo. Eu só obrigo as minhas a dar beijinhos aos avós para não ter que me chatear mas é ridículo. quando não há sentimentos de carinho e ternura a cena do beijinho é ridícula. Ele está certíssimo!

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  2. Acho que a falta que existe mesmo é de mais e mais amor, principalmente amor próprio!

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  3. Já dei a minha opinião na tua publicação do facebook e também no meu blog. Concordo integralmente com o que escreveste.

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  4. Também compreendi e também não forço a minha filha. Por educação, deve cumprimentar toda a gente mas não é obrigada a abraços e beijinhos... Um "olá" e um aperto de mão bastam (e as pessoas até acham piada, acho que não estão habituadas a que uma miúda de 4 anos lhes estenda a mão)!

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  5. Dentro da família nunca foi chatice alguma a questão dos beijinhos aos tios, e eram muitos, aos primos, muitos também e a avós. Era normal e fazia parte da nossa educação o cumprimento sem fitas. Mas lembro-me de não gostar nada dos beijos às colegas de trabalho dos meus pais por exemplo, e de isso ter contribuído para que nunca tenha obrigado o meu filho aos tais beijinhos quando não lhe apetecia. Eu própria não sou nada beijoqueira à conta disso. Mas em relação à família manteve-se na geração dos mais novos. O meu filho, primos e primos em segundo grau, até hoje, nunca ninguém não quis dar beijinhos quando nos encontramos e aos avós então, nem pensar. Ninguém dispensa beijinhos aos avós, apesar de ninguém ter sido obrigado a dá-los

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  6. Não ouvi ou li a explicação do senhor. Por acaso a Mini-Tete que é pouco sociável como os pais dá sem problemas beijinhos às pessoas se pedirmos. Depois temos mais ou menos definido uma mistura de dois comportamentos: a conhecidos dos pais, a amigos, a familiares afastados, se um dia não quiser dar, não dá. Aos pais e aos avós tem de dar. Acho que também é importante educar nesse sentido. Conhecemos os dois um caso em que as crianças e adolescentes quando visitam os avós nem um beijinho de cumprimento lhes dão e vão logo sentar-se no sofá. Ou quando o pai chega a casa nem tiram os olhos do telemóvel para o cumprimentar. A mim faz-me confusão.
    Por exemplo, falo quase todos os dias com os meus pais via Skype. A Mini-Tete não é obrigada a falar nem a ficar sentada a ouvir a conversa, vai brincar à-vontade mas quando a conversa termina tem de mandar um beijinho aos avós. Para que haja algum contacto, algum reconhecimento que eles existem e que são pessoas importantes e que devemos respeitar. Se calhar não é de todo a abordagem correcta mas é a que nos faz mais sentido. :)

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  7. Não ouvi ou li a explicação do senhor. Por acaso a Mini-Tete que é pouco sociável como os pais dá sem problemas beijinhos às pessoas se pedirmos. Depois temos mais ou menos definido uma mistura de dois comportamentos: a conhecidos dos pais, a amigos, a familiares afastados, se um dia não quiser dar, não dá. Aos pais e aos avós tem de dar. Acho que também é importante educar nesse sentido. Conhecemos os dois um caso em que as crianças e adolescentes quando visitam os avós nem um beijinho de cumprimento lhes dão e vão logo sentar-se no sofá. Ou quando o pai chega a casa nem tiram os olhos do telemóvel para o cumprimentar. A mim faz-me confusão.
    Por exemplo, falo quase todos os dias com os meus pais via Skype. A Mini-Tete não é obrigada a falar nem a ficar sentada a ouvir a conversa, vai brincar à-vontade mas quando a conversa termina tem de mandar um beijinho aos avós. Para que haja algum contacto, algum reconhecimento que eles existem e que são pessoas importantes e que devemos respeitar. Se calhar não é de todo a abordagem correcta mas é a que nos faz mais sentido. :)

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  8. Não ouvi ou li a explicação do senhor. Por acaso a Mini-Tete que é pouco sociável como os pais dá sem problemas beijinhos às pessoas se pedirmos. Depois temos mais ou menos definido uma mistura de dois comportamentos: a conhecidos dos pais, a amigos, a familiares afastados, se um dia não quiser dar, não dá. Aos pais e aos avós tem de dar. Acho que também é importante educar nesse sentido. Conhecemos os dois um caso em que as crianças e adolescentes quando visitam os avós nem um beijinho de cumprimento lhes dão e vão logo sentar-se no sofá. Ou quando o pai chega a casa nem tiram os olhos do telemóvel para o cumprimentar. A mim faz-me confusão.
    Por exemplo, falo quase todos os dias com os meus pais via Skype. A Mini-Tete não é obrigada a falar nem a ficar sentada a ouvir a conversa, vai brincar à-vontade mas quando a conversa termina tem de mandar um beijinho aos avós. Para que haja algum contacto, algum reconhecimento que eles existem e que são pessoas importantes e que devemos respeitar. Se calhar não é de todo a abordagem correcta mas é a que nos faz mais sentido. :)

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  9. Consegui perceber muito bem o que o professor quis dizer. Eu odiava dar beijos à minha avó paterna, não gostava e era obrigada a fazê-lo. Não fiquei traumatizada, mas também não gostei mais dela por isso, apenas passei a odiar cada vez mais.
    As crianças devem ser cordiais, um bom dia, um boa tarde, olá, mas beijinhos?! Nem eu dou a quem não quero, quanto mais obrigar uma criança!

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    1. "Passei a odiar mais o acto em si, não a senhora coitada, não tinha culpa do mau hálito que me fazia sentir repulsa!"

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  10. Concordo contigo! Eu não sou muito beijoqueira, e era um bocado esquecida no que diz respeito a mandar a minha dar um beijinho a alguém, quando mais obrigar! Em relação aos avós, isso é algo que sempre aconteceu naturalmente, quando vamos fazer uma visita lá a casa e entramos as duas a gente se cumprimenta todos de beijinho, ela agora tem 14, mas acho que aconteceu uma ou duas vezes durante a infância ela ter recusado um beijo ao avô, mas não obriguei, mas isso ultrapassou-se, eu apenas chamei a atenção depois de estarmos sozinhas, - ele é teu avô e gosta muito de ti, dever dar um beijinho a ele. Obrigar, brigar e fazer um drama ao torno de um beijo, penso que será pior para a criança e próprio beijo obrigada, não terá valor sentimental nenhum!

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  11. Eu também concordo que não devemos obrigar as crianças a dar beijos a quem elas não querem. Educação sempre, isso sim. E mais amor, pois claro!

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  12. Nunca obriguei o meu filho a "dar beijinhos" quando não o queria fazer. Quando dizem a alguma criança para me dar um beijnho e vejo qualquer falta de vontade brinco com a situação e esclareço logo que não há necessidade, que fica para um dia em que lhe apeteça.
    Mas... as crianças devem ter ligação com os familiares e fomentar (não é obrigar) que cumprimentem os familiares ou amigos próximos não implica, para mim, qualquer tipo de violência. Faz parte da educação. Mas também faz parte da educação explicar como não se deixar levar por abusos. Desde cedo que explico ao meu filho que ninguém, seja quem for, lhe pode tocar de forma imprópria.
    Fomentar as crianças ao beijinho dos avós ou tios não tem nada a ver com passar a mensagem de que lhes podem tocar de forma inadequada ou que se aceitem que namorados ou namoradas abusem de si física ou psicologicamente.
    Beijinho, carinho de avós (os que são de jeito que bem sei que muitos não prestam), é tão bom e faz criar laços para vida.

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    1. Percebo o que quer dizer mas, para mim, fomentar o amor entre familiares não é dar beijinhos mas sim estar presente, dar atenção e carinho frequentemente. Se assim for as crianças vão dar beijinhos e abraços de livre vontade. Por exemplo os meus filhos têm familiares que nunca se dignam a visita-los ou a passar tempo com eles e depois querem que passemos por casa deles para os miúdos lhes darem um beijinho de modo a que não se esqueçam da pessoa. A sério? É assim que querem fomentar a relação? Não me parece.

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    2. Obviamente que a anonima estava a falar de familiares de fato e de verdade, que agem feito familia, que se gostam e querem bem feito familia, nao aqueles que sao apenas de nome, apenas de lacos sanguineos. Nao sei qual a dificuldade em perceber coisa tao obvia. Violencia definitivamente nao se aplica a isso.

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  13. Tanto e tanto haveria para dizer sobre isto.
    Na minha modesta opinião, as crianças beijam e abraçam espontaneamente as pessoas de que gostam, com quem convivem e que lhes dão atenção. As minhas filhas adoram abraçar a avó porque a avó lhes dá amor e atenção. E eu ensino os meus filhos a cumprimentar todas as pessoas mas obrigar a beijar? Não faço isso porque não faz qualquer sentido. E os meus filhos têm avós que não veem tanto e que, claramente, não se interessam tanto por eles. Vou obrigá-los a beijá-los? Epá não.
    O que estamos a ensinar-lhes ao obriga-los a ter contacto físico quando não querem? Que devem ter contacto físico mesmo que não lhes apeteça para agradar ao próximo? Parece-me que não quero ensinar isso às minhas filhas e ao meu filho.

    Precisamos mesmo de mais amor e de mais tolerância pela diferença. O aspeto do professor não invalida as suas ideias e a pessoa que é. Caramba, as pessoas querem viver num mundo de clones?

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    1. Concordo, e diria que vai mais longe que as crianças beijarem e abraçarem espontaneamente quem gostam: há crianças, e adultos, que não gostam de demonstrar afeto através do contacto físico. Isso deve ser respeitado, não somos todos iguais e o que é normal para uns pode ser desconfortável para outros.

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  14. Tanto e tanto haveria para dizer sobre isto.
    Na minha modesta opinião, as crianças beijam e abraçam espontaneamente as pessoas de que gostam, com quem convivem e que lhes dão atenção. As minhas filhas adoram abraçar a avó porque a avó lhes dá amor e atenção. E eu ensino os meus filhos a cumprimentar todas as pessoas mas obrigar a beijar? Não faço isso porque não faz qualquer sentido. E os meus filhos têm avós que não veem tanto e que, claramente, não se interessam tanto por eles. Vou obrigá-los a beijá-los? Epá não.
    O que estamos a ensinar-lhes ao obriga-los a ter contacto físico quando não querem? Que devem ter contacto físico mesmo que não lhes apeteça para agradar ao próximo? Parece-me que não quero ensinar isso às minhas filhas e ao meu filho.

    Precisamos mesmo de mais amor e de mais tolerância pela diferença. O aspeto do professor não invalida as suas ideias e a pessoa que é. Caramba, as pessoas querem viver num mundo de clones?

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  15. Não importa a figura de quem diz. Importa o que ela está a dizer. E mesmo sendo ele uma figura que poderá ser "estranha" aos olhos de muitos, o que ele disse relativamente a ser uma violência obrigar os filhos a dar beijinho aos avós é verdade. Custa-me ler comentários que ao não concordar com esta afirmação dele justificam dizendo que se trata de educação. Obrigar um filho a dar um beijo aos avós (ou outro familiar) não é uma questão de educação. Educação é dizer "Bom dia", "boa tarde", " boa noite","Obrigada", "desculpa", "por favor". Preocuparia-me muito mais se um filho meu não usasse nenhuma destas expressões do que se negasse a dar um beijo aos avós. Um beijo é uma demonstração de carinho, de afeto e nem todas as pessoas (incluindo crianças) tem essa disponibilidade para a demonstrar. Deve ser portanto espontâneo. Concordo com o que ele disse e de facto precisamos de mais amor e sobretudo de mais tolerância. Não somos todos iguais, mas se formos mais tolerantes com certeza conseguimos conviver melhor neste mundo.
    https://jusajublog.blogspot.com/

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    1. Nao e questao de educacao como tambem nao e questao de violencia. As pessoas simplesmente usam qualquer palavra a torto e a direito, esta na moda. Cof cof.

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  16. Olá,

    Pois, não ouvi a entrevista do senhor. Por isso não posso emitir uma opinião fundamentada. Só me parece que as crianças são muito genuínas e beijam e abraçam espontâneamente as pessoas de quem gostam.
    Quanto a obrigar uma criança a dar um beijinho a alguém, sinceramente não sei. Acho que depende da situação e do contexto e em distinguir a boa educação que devemos querer que os nossos filhos tenham, da imposição despropositada de um cumprimento que a criança claramente rejeita.
    Eu sou do tempo em que a minha avó me obrigava a dar e receber uns beijinhos repenicados e molhados das amigas dela. E nunca me fez mal nenhum. Mas isto sou eu.

    Margarida

    https://minhacasadopatio.blogspot.com/

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  17. Nao concordo que seja VIOLENCIA, nao creio que a palavra se adeque ao contexto e acho que foi mal escolhida. Mas dai a ir agredi-lo online nao mesmo.

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  18. Olá querida S*
    Não poderia estar mais de acordo com o teu post.
    Nunca mo fizeram enquanto filha, nunca o fiz com o meu filho e nem o virei a fazer com netos.
    Acho horrível!
    Sim, devemos ensinar o amor e os comportamentos carinhosos mas estes devem ser reservados ao estreito circulo intimo e mesmo nesse deve ser respeitada a vontade da criança ( e até mesmo a saúde, por algum motivo a mononucleose se chama a doença do beijo).
    Mais do que pela força (forçar um comportamento) as crianças aprendem pelo exemplo e replicam aquilo que veêm os mais próximos fazer. E nós guardamos as beijocas para quem realmente queremos bem, não é verdade?

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  19. ALELUIA, SENHOR! Alguem que compreendeu! Realmente, quando deturpamos o que o Outro diz só para ser giro gozar... deveriamos pensar que raio fazemos com tanto tempo livre pouco aproveitado a ler um livrinho.

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