quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Resumo do post anterior (em jeito de brincadeira)


Haviam de ter estado como eu, que estive cinco anos com salários em atraso, e vocês iam ver se se justificava a existência da "minha conta, tua conta, nossa conta".

Meus amigos, quando não há muito dinheiro, não se sente a mesma necessidade de separar contas (creio eu!). É juntar tudo ao molho e fé em Deus, gerir da melhor forma possível e rezar para que o dinheiro estique até ao final do mês.



Brincadeirinha, sim? :) Foi um gosto acompanhar a discussão saudável que o meu desabafo provocou.

43 comentários:

  1. S*, não é brincadeira. Tenho perfeita noção do que estás a mencionar, nós hoje separamos tudo porque temos ordenados razoaveis. E as contas separadas servem para as despesas futeis de lazer porque os gastos essenciais estão na conta conjunta.Se ganhassemos pouco, tinhamos de juntar todo o dinheiro e decidir em conjunto. Mas por outro lado havendo menos dinheiro, este iria todo para as despesas essenciais (casa, supermercado,..) por isso também não haveria dinheiro para outros gastos futeis de cada um, logo eu diria que a necessidade de contas separadas também seria mais irrelevante.

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  2. Ora aí está, estás a dar razão a ambas as partes :)
    Faz todo o sentido partilhar a conta quando é mesmo à justa, tal como faz todo o sentido dividir quando um membro do casal gasta €300 em extras num mês e o outro apenas €100. E suspeito que quando se tem muito dinheiro a questão dá a volta: deixa de fazer diferença se um gasta mais que o outro porque sobra sempre muito :)

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    1. O q considera mto dinheiro? Eu ganho 1600€ mensais liquidos e o marido 1900€. Eu acabo por poupar cerca de 50%. E temos as contas separadas.

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    2. Estava a referir-me a pessoas que têm de facto, muito dinheiro, ao ponto de não terem de se preocupar com ele.

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    3. Eu só acho que quando o dinheiro é mesmo todo contado tem de ser muito bem gerido em conjunto... Porque um almoço fora, um maço de tabaco ou uns cafés extra afectam ambos. Vivi assim muito tempo e tínhamos sempre que avisar um ao outro quando mexíamos na conta.

      Com alguma folga, cada um faz como entender... Mas, para mim, só faz sentido partilhar tudo.

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    4. Acho q nunca ha mto dinheiro ao ponto de nao termos de nos preocupar porque o tipo de despesas vai aumentado proporcionalmente.

      Por ex , eu sei q ha pessoas q têm de ver qto dinheiro têm na conta antes de fazer compras no supermercado p ver se da, ou q qdo decidem se podem comprar uma tv nova. No nosso caso, nunca vejo se tenho dinheiro na conta, sei q tenho sempre á vontade e as decisoes de comprar algo é no sentido se acho q vale a pena ou nao, se acho q é caro e nao é por ter dinheiro ou nao.

      Se ganhassemos tipo 10.000€ mes ou 100.000€ mes a questao podia ser o meu marido queria comprar um iate novo e eu achava que o que tinhamos actual era suficiente :D
      Acho q é uma questao de feitio e mesmo c mto dinheiro a questao mantinha-se so q iriamos falar de gastos noutra ordem de grandeza. Acho q o dinheiro nunca é demais e nao ha o sobra sempre muito pq p os ricos ha sempre coisas caras onde o gastar.

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  3. Hihi, não consigo concordar. :D Estou há vários anos sem trabalhar, as coisas são difíceis de gerir e ainda assim preferimos contas separadas. Acho que depende mesmo do feitio de cada um, mais do que da quantidade de dinheiro. :)

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    1. Eu diria que em casos extremos é mesmo complicado! Não sobra mesmo nada, entende?
      Imagine que existe o orçamento de 600 euros para a família toda.
      Casa, carro e despesas fixas chegam facilmente aos 500 euros.
      Sobram 100 (ou pouco mais) para gastar. Acha que faz sentido separar estes 100 euros (50 euros para cada um)?
      É que ainda falta supermercados e etcs... Mais vale a mulher (que normalmente fica encarregue disso) ficar com esse valor e ir comprando as coisas.

      Eu sei que isto são casos mais complicados, mas existem. E pioram quando o único orçamento se traduz num ordenado atrasado... as dívidas e juros acumulam.

      E sou "adepta" das contas separadas. Mas enfim, existem situações e situações.

      Ah, mas também penso que em qualquer circustância é bom ter alguma noção do que se gasta e em que gasta. Um excel (ou algo do género) para ajudar a compreender.
      Claro, sem entrar em exageros... É para ajudar, não para atrapalhar!

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    2. Concordo que em casos extremos, essa junção possa ser a melhor (e não só claro, há casais com muito dinheiro que preferem as contas comuns e pronto), mas a S* falou de casos em que o dinheiro não é muito. E sinceramente, neste momento, é o nosso caso: entra apenas um salário em casa e este é dividido: da conta do Jack saem os créditos, uma parte vai para a conta comum de onde saem as contas já esperadas (água, luz, telemóveis, etc) e outra parte vai para a minha conta para eu gerir o supermercado. Esta última parte nunca é um valor fixo, pelas despesas que já antes tiraram uma boa fatia do ordenado. Já houve fases em que sobrava dinheiro nas contas pessoais e ainda dava para fazer poupanças, e há fases em que o dinheiro é contadinho. Ainda assim, preferimos este método das contas separadas. Mas isto é para nós. Não acho que "contas separadas" seja melhor para toda a gente nem acho que "conta comum" seja o melhor para toda a gente, porque os feitios de quem gere estas contas também contam independentemente do dinheiro que entra.

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    3. Tété, mas, para mim, só faz sentido partilharmos a conta. No entanto, quando fomos viver juntos cada um tinha a sua mesada, em dinheiro. Assim controlávamos os gastos pessoais. Ele gastava em tabaco e Placards e eu em roupa e lanches. :D

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    4. S*

      Eu não tenho nada contra o sistema de conta comum. Acho-o óptimo para quem se organiza melhor assim, o que não é o meu caso independentemente do dinheiro que entra. :) No fundo, vocês arranjaram as "vossas contas separadas" em dinheiro quando isso vos fez sentido, se bem percebi. Eu e o Jack não pagamos praticamente nada em dinheiro, raramente levantamos dinheiro, usamos sobretudo o cartão.

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  4. Eu só agora acabei de ler os comentários e sinceramente fiquei chocada com o comentário da Anónima do dia 30 de Julho 20:43. Aquela que só considera família quem tem o seu sangue. Pois se essa anónima estivesse numa relação com um filho meu, eu apenas daria uma dica ao meu filho: "Nem penses em continuar a relação com essa mulher e muito menos fazer-lhe filhos. És um homem, não és um banco de esperma." Pessoas assim, lá longe. Credo.

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    1. Por acaso leu o que a tal Anónima escreveu? Não há ex-pais nem ex-filhos... Já ex-maridos é o que não falta por aí!
      O sangue é o laço que não se corta.

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    2. não percebi o comentário do banco de esperma. Uma mulher que nao considere o marido como a familia de sangue está a ve-lo como banco de esperma?! oi?! qual a relação de uma coisa com a outra? pode clarificar?

      vou-lhe colocar as coisas de outra forma: tem amigos? atura tudo dos seus amigos? nunca deixou de se dar com alguem porque teve algum comportamento incorrecto, ou simplesmente porque deixaram de ter interesses em comum? eu tenho um tio que é chato para caraças, com conversas da treta que não interessam a ninguem, mas lá está é meu tio, estou com ele nas datas festivas e convido-o para os aniversarios mesmo que nao o ache uma pessoa interessante. É familia. Mas não manteria um amigo assim, os meus amigos actuais sao pessoas com quem eu me dou bem, temos interesses em comum, saímos juntos e divertimo-nos. Já houve pessoas que foram meus amigos no secundario mas entretanto afastamo-nos porque a vida nos leva para outro caminho.

      Dei-me ao trabalho de ir ver na net: em Portugal por cada 100 casamentos há 70 divorcios. Entao no que ficamos? São todos doidos? Eram familia e separam-se? É que se compararmos com a familia de sangue, e eu sei que há sempre pessoas que deixam de se falar e abandonam, mas eu nao acredito que 70% das pessoas em Portugal tenham relações cortadas com os pais.

      Por isso reafirmo que o marido nao é como a familia de sangue. Na familia de sangue nao a escolhemos e temos mais tendencia em manter relações, é muito mais raro as pessoas abandonarem as outras. No caso do casamento, podemos dizer que é familia enquanto dura, na verdade é uma escolha diaria, eu todos os dias "escolho" o meu marido para continuar a ser da minah familia, mas isso pode acabar amanha. Nos casais existe muito mais probabilidade de se chatearem e ir cada um para seu lado e a familia acaba.

      Por isso diga-me: das familias de sangue que conhece 70% estão de relações cortadas?

      Isto é uma evidencia simples, juro que nao percebo o que choca as pessoas, pensei que todos tinham noção do nº de divorcios em Portugal. E mesmo sem ser divorcios, a malta que se junta e separa é muita.

      Outra evidencia: a dada altura perguntaram-me nos comentários se eu era assim em anteriores relações. ninguem me perguntou se eu tinha mais de um pai ou de uma mae, pois la está familia de sangue é so uma. Mas já acharam perfeitamente normal que eu poderia ter tido outros casamentos/relações serias.

      Juro que não percebo a vossa indignação. Ou eu nao me consigo explicar ou não entendo mesmo os vossos argumentos.

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    3. Olhe, sendo assim tenho pena do seu filho porque se vai em coisas que não são da sua conta.

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    4. Anónima 10:38
      A anónima não entende porque olha com normalidade para o fracasso de um casamento. É a anónima que diz com toda a naturalidade que o seu casamento pode acabar amanhã. Relembro as suas palavras: “ "escolho" o meu marido para continuar a ser da minha familia, mas isso pode acabar amanhã. Nos casais existe muito mais probabilidade de se chatearem e ir cada um para seu lado”. Ou seja, está-se bem enquanto durar, e se não durar tá-se bem na mesma. Se 70% dos casamentos acabam é porque ninguém está para chatices. Se numa relação de sangue há discussões e a relação não termina, então porque terminam os casamentos? Porque é mais fácil considerar que com um marido a relação nunca será tão profunda como numa relação de sangue. Se discutem hoje, amanhã e depois com uma mãe, ela continurá a ser mãe. Sangue é sangue e não o nego. Mas se discutem hoje, amanhã e depois com um marido é logo o adeus e vai-te embora. Chama-se a isso ligeireza nas relações. E normalmente despacham-se os maridos depois da vinda dos filhos. Depois de conhecerem o amor maior (os filhos, não o nego), acham que os maridos já não têm lugar na família. Vivem intensamente os filhos e descuram os maridos. Daí eu achar que é mais simples e eficaz recorrerem a um banco de esperma. Porque no fundo o marido só serviu mesmo o propósito de procriar. Tipo “agora que já me deste filhos põe-te a andar”. E quanto aos cortes de relações com familía de sangue, as famílias desavindas são o prato do dia. Pesquise os números de famílias em luta em tribunal por causa de heranças. Sangue é sangue mas há muito boa gente (não resisti à piada) que por causa de uns dinheiros põe o pai na rua e deixa de falar para os irmãos. Ponha o dedo no ar quem não conhece um caso assim.

      Anónima 13:15
      Eu vim aqui criticar as mulheres que não consideram os maridos como sendo sua família. Eu também nunca coloquei em causa que sangue é sangue. E neste caso, cara anónima, vou dar-lhe a provar do seu próprio veneno: É mais da minha conta que sou do sangue dele, do que da conta de uma qualquer que não lhe é nada. Ele é do meu sangue e só servirá para ele uma mulher que o considere ao nível de uma relação de sangue também. Felizmente, mulheres há muitas. É só continuar à procura até encontrar aquela que o mereça. E claro, que ele seja para ela, aquele que ela merece.

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    5. Caramba! Esta Anónima das 17:42 é que eu não queria como sogra!... Se fizer tal como diz, é que vai ser a principal responsável pelas relações do seu filho serem "precárias"!

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    6. Anónima das 17:42, já disse tudo: "É mais da minha conta que sou do sangue dele, do que da conta de UMA QUALQUER QUE NÃO LHE É NADA". I rest my case!

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    7. Isto é tao engraçado.... so p clarificar eu nem quero ter filhos, nao ligo nenhuma a crianças e so pretendo ter 1 filho p fazer a vontade ao marido. Por isso eu nao estava mesmo a perceber a piada do banco de esperma. Portanto diz q ha mulheres q dp de terem os filhos abandonam os maridos p os criar sozinhas? Olhe eu nunca vi disso

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    8. Se formos pela ideia do número de divórcios ou relações terminadas o melhor mesmo é não termos relacionamentos nenhuns.

      Eu e o meu marido temos duas famílias enormes. No nosso casamento e outras festas muitas dessas pessoas não estão presentes nem receberiam nenhum convite nosso. Mas não nos faz sentido não festejar em conjunto.

      O meu marido é a família que escolhi. Escolho todos os dias, é certo. Mesmo naqueles em que me chateia a cabeça e fico chateada com ele. Porquê? Porque o amo. Há coisas que certamente seriam imperdoaveis para mim e que me fariam virar costas à relação.
      Mas isso tb acontece com outros familiares. Ou estaria com o seu tio depois dele fazer alguma atrocidade consigo?
      Eu virei costas à minha mãe no dia em que ela me deixou no chão, sozinha, com contracções horríveis às 30 semanas de gravidez. Ela meteu a vida do meu filho em risco e para mim morreu nesse dia.
      Por isso para mim é óbvio que há vários motivos que nos podem levar a terminar a relação. Não há a denominação de ex-mae é um facto, também é um facto que já se passou 1 década e eu continuo com relações totalmente cortadas com a minha mãe e não faço mesmo intenções nenhumas de a retomar. Ela já me tinha feito muitas coisas, qd optou por colocar a vida do meu filho em risco morreu para mim.

      Olhe que eu efectivamente não posso ter outra mãe mas gostava.

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    9. Dou-lhe o meu exemplo pessoal. Eu e a minha irma temos 7 anos de diferença, nunca fomos proximas. Enquanto ela ainda brincava c bonecas ja eu era adolescente e saia c amigos, qd ela foi p a universidade ja eu tinha emprego e uma relacao seria. Mesmo em termos de feitios e gostos somos muito diferentes. Uma pessoa como ela nunca seria minha amiga pq nao temos nada a ver. Mas la está , ela é minha irma. Qd ela precisa de fazer o irs pede-me ajuda, quando é p comprar prendas á minha mae ela é q trata, vemo-nos algumas vezes por ano, estou sempre c ela nos aniversarios, pascoa, natal. Eu nunca teria este tipo de relacao com uma amigo, q so vejo de vez em quando e recorro so qd ha necessidade. Eu faço-lhe o irs e ajudo em qq questao c as finanças pq ela é minha irma, mesmo q estejamos meses sem nos ver antes disso. Tal como ela ja está a contar q antes do natal lhe vou pedir para comprar a prenda para mae.

      No caso do tio se ele me fizesse mal claro q cortaria relacoes. Mas o meu exemplo foi mais no sentido de ele é chato, nao tem interesse, e nunca seria uma pessoa minha amiga, mas pronto é tio.

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  5. Concordo muito, quando é escasso é mais fácil ginástica juntos no orçamento!!

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  6. Embora não tenha comentado, acompanhei a discussão toda e fiquei sem perceber como é possível haver finanças separadas para quem se propõe partilhar uma vida em comum. É como se não existisse amor na relação e tudo se baseasse na questão do interesse, como se continuassem a ser dois estranhos que apenas gostam de partilhar a mesma casa para vender a imagem de que têm uma vida preenchida e uma família estruturada, sem alimentarem porém confiança um no outro já que parecem recear que mais dia ou menos dia alguém se porte mal e trate de limpar as contas todas. Para mim só existe uma forma de fazer as coisas. Ou se confia ou não se confia. Simples. E não existe meios termos. Ponto. O casamento é um acto de união entre duas pessoas, logo, ambos devem saber caminhar na mesma direcção e trabalhar para encher o mesmo cofre. Se ganharem, o lucro é dos dois, se perderem, o prejuízo também será. O resto é sabido. Algures na casa haverá sempre obrigatoriamente um livro dividido em 2 partes onde de um lado temos o "deve" e do outro temos o "haver". A grande ciência está apenas em saber fazer com que o "haver" possa sempre superiorizar-se ao "deve" no final de cada mês e tudo o resto é conversa.

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    1. Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

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    2. Mas porque é que "finanças separadas" implica logo que não haja amor numa relação ou vontade de partilhar uma vida em comum? Porque é que não pode ser apenas um método de gerir o dinheiro diferente daquele a que estão habituados e com o qual cresceram? Assim começa a parecer aquelas discussões que já se viram no blogue da Pipoca em que há quem comente que quem não urina/defeca à frente do companheiro é porque não ama/confia/etc. Como se fossem estas coisas que definissem o amor. :)

      É que depois há o outro lado: o meu marido por exemplo acha que há casais que fazem questão de colocar todo o dinheiro numa só conta porque não têm confiança entre si para conseguirem viver sem ver quanto o outro ganha e em que gasta. Como é que dizia? "Ou se confia ou não se confia. E não existe meios termos". :)

      Eu tenho contas separadas com o meu marido e falamos à-vontade do dinheiro que cada um tem na conta, contamos o que vamos comprando, contamos quando um recebe alguma prenda em dinheiro...No fundo é a mesma confiança de ter conta em comum, apenas se trata de um sistema de gestão diferente. Agora querer traduzir isto em amor...para mim não faz sentido. :)

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    3. Não diria melhor! Acrescento só, que talvez por esta forma de pensar existam em Portugal os tais 70% de divórcios - todos desconfiam de todos, ninguém está disposto a trabalhar em conjunto, cada um quer ter o seu dinheiro e as suas coisas apenas.

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    4. Eu vivo com contas conjuntas e concordo com a Tete.
      Acho que é muito mais uma questão de feitio do que de outra coisa qualquer.

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    5. Tété, a sua pergunta é pertinente mas penso que suficientemente acessível de responder. Para mim "finanças separadas" traduzem sem grandes dificuldades de entendimento a questão da desconfiança ou pelo menos a falta de confiança que nos leva ao ponto de entregar a nossa riqueza material nas mãos de pessoas que, estranhamente, juramos confiar, e pode ser encarada como um espécie de subterfúgio ou um plano de defesa que as pessoas gostam de guardar em jeito de segurança para o caso de as coisas virem a correr mal. Ora, e sem que haja confiança numa relação, podemos afirmar com total honestidade que existe amor dentro dela? Fica a pergunta. :)

      Quanto à ideia que colocou de que as pessoas podem colocar tudo na mesma conta para poderem "controlar" melhor os gastos do parceiro(a), podendo revelar dessa forma uma manifesta ausência de confiança, considerei isso um argumento inteligente, e bastante interessante, que poderá abrir novas perspectivas de analise para esta discussão.

      Acho que o elemento fulcral que acaba por prevalecer, e distingue a força de uma possibilidade e outra, está no facto de estarmos a entregar integralmente a nossa vida a alguém, sem alimentar reservas de qualquer tipo, o que, por mim, é a essência de qualquer relação verdadeira de amor. :)

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    6. Eu confio no meu namorado, sei que ele não pegaria no meu dinheiro e fugiria com ele, essa questão não se coloca. Tenho contas separadas porque gasto bastante mais e não acharia justo ele estar a pagar parte das minhas despesas supérfluas com o salário do seu trabalho, tal como quero evitar um potencial ressentimento da parte dele por gastar dinheiro de ambos. Vi os meus pais discutirem muito pela mesma questão e também notei como passaram a ter mais harmonia quando decidiram ter contas correntes separadas. Atenção, isto não implica que não existam contas poupança em comum, mas para mim a separação das despesas correntes é essencial.

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    7. Francisco

      A questão é que essa "tradução sem grandes dificuldades" das finanças separadas em desconfiança é a sua interpretação pessoal, por isso não há resposta certa que eu possa dar. :)

      A mim parece-me simples perceber que há realmente casais que têm conta comum porque são tão desconfiados que não conseguem conceber a ideia de não saber quanto ganha e quanto gasta o outro, assim como há casais que têm realmente conta separada por não confiarem. Mas não são todos assim pelo que pegar nestes casos e transformá-los num todo não resulta. :)

      Se vir bem pelos comentários que estes posts tiveram, a maior parte dos casais com contas separadas tem também contas em comum. Se fossem assim tão desconfiados, tê-las-iam? A própria S*, em determinada altura da vida, tinha conta comum mas cada um tirava uma parte em dinheiro (mesada) para melhor controlar os gastos pessoais. Isto é o mesmo sistema de quem defende as contas separadas: uma melhor gestão dos gastos pessoais (para quem se dá melhor assim), apenas isso. :) Quando deixou de fazer sentido, quando precisaram de adaptar a gestão, mudaram de sistema, normalíssimo. Suponho eu que a confiança/desconfiança nada tenha tido a ver com isto. :)

      Por exemplo, imagine que eu ganho 1000€ e o meu marido, 1250€. Tudo para a mesma conta. Imagine que eu por mês gasto em despesas pessoais 350€ e o meu marido gasta 200€. Para mim (e sublinho: para mim), seria complicado estar a ver a conta comum, com despesas da casa a saírem, mais as despesas dele, mais as minhas, e perceber facilmente quanto já tinha gasto por mês em coisas minhas e conseguir gerir da melhor maneira. Para outras pessoas, isto não terá dificuldade nenhuma e é assim que funcionam melhor. Para pessoas como eu ou o meu marido, isto seria apenas difícil de gerir. :) Em vez de desconfiança, pode então chamar-lhe "dificuldade de gerir uma única conta". :)

      Acho que o Francisco está a cometer o erro de achar que "contas separadas" implica um grau enorme de secretismo. Os meus pais viveram toda a vida com contas separadas mas ambos sabem exactamente quanto é que o outro ganha, gasta em média por mês, poupa por mês e tem em cada conta. Eu e o meu marido temos contas pessoais separadas e sabemos quanto o outro tem na conta, falamos de onde é que andámos a gastar dinheiro, sabemos os códigos do cartão um do outro e os acessos on-line às contas. Se fosse realmente uma questão de desconfiança, um medo de entregar toda a nossa vida a alguém, teríamos nós todo este acesso? :)

      Aliás, temos estas contas separadas aqui (mais uma conta comum), mas em Portugal temos apenas uma conta comum. Isto faz de nós o quê? Uns semi-desconfiados? :D Ou será que como em Portugal não há constantes entradas e saídas de dinheiro, créditos, etc, é mais fácil gerir e por isso damo-nos bem com esse sistema? Ao contrário da nossa vida aqui, em que temos alguns créditos, um deles de obras (pelo que o dinheiro é gasto primeiro e devolvido depois à conta pelo banco, mais tarde, sem datas certas), entrada de salário e subsídios, contas, gastos comuns e individuais, e em que temos mais dificuldade em gerir tudo isto se estivesse tudo na mesma conta? :) Huuum, semi-desconfiados ou a viver um semi-amor? :)

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    8. Tété, acho que um dos maiores privilégios que o ser humano pode usufruir, é a possibilidade de crescer, sobretudo se tudo isso resultar por força de comentários como o seu.
      É por isso que hoje tenho o privilégio de poder dizer que senti-me crescer um bocadinho mais enquanto ser humano através do seu valioso contributo e é com toda a humildade do mundo que lhe reconheço a sua razão e, por consequência, lhe digo...Obrigado. :)

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  7. A própria questão de ganhar muito ou pouco é bastante subjectiva...

    Já li comentários ali que me dão a ideia de serem ordenados mesmo muito acima da média.

    Por aqui não nos imaginamos com contas separadas. Acho que o nosso rendimento é médio para Portugal (+-2500€) mas também me apercebi que efectivamente não tenho necessidade de fazer gastos desnecessários ou por impulso. Já o meu marido compra muita "tralha" mas se forem coisas caras falámos primeiro sobre o que podemos ou não comprar.
    Ah e nunca me senti injustiçada por ele gastar mais em "tralha" do que eu.

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  8. O que é verdadeiramente importante é o casal entender-se sem ter discussões más por causa de dinheiro.
    As famílias têm dinâmicas diferentes em tantas coisas, tipo horários, diversões, nº filhos, férias, horas de sair para a praia, hábitos de consumo, alimentação, educação os filhos... é natural que tenham também diferente dinâmica na gestão do dinheiro.

    O importante é as pessoas serem felizes no contexto familiar geral. Se fazem contas ao pão, sabão ou a nada é com cada um.

    Não há certos ou errados. Há diferentes.

    Isa

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  9. Ou seja, se tivesses muito dinheiro, ias querer contas separadas? Pergunto isto porque acho que se trata de uma questão de opinião, independentemente do dinheiro que se tem.

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    1. eu sou a anonima q separa tudo. Tenho a certeza se ganhassemos o salario minimo cada um nao podiamos gerir assim, teria de ser tudo em conjunto mesmo q fosse contra a nossa opiniao pq matematicamente nao havia alternativa.

      O q eu percebi do comentario da S* é: quem defende contas conjuntas faz assim quer tenha mt ou pouco dinheiro, quem defende conta separadas faz assim pq tem um salario razoavel, pois se fosse pouco tinham de gerir em conjunto

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    2. Acho que é mais o caso de que, mesmo que quisesse, não se justificava. N

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    3. Anónimo das 15:10, nada disso. Agora estou confortável e continuo com conta conjunta. No entanto, quando todos os euros contam, sinceramente não percebo bem a divisão de contas... Respeito, mas não encaixo.

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  10. quando um casal ganha, em conjunto, 1400€.. com renda, passe e despesas de um carro, e todas as outras despesas fixas, pouco fica para poupar (em muitos meses nada) por isso as contas unidas ou separadas... pouco importa, o esforço é dos dois

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  11. Bem eu sou estudante, por isso nem me aplico a nada disso. Mas se estivesse casada ou isso gostava de ter tudo junto e partilhado. O que é meu é teu, não sei, mas para mim é o que faz mais sentido. Claro que cada um tem a sua opinião, no final de tudo ninguém quer saber...

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  12. Pouco ou mto se se está casado ou numa relação séria, acho que deve ser tudo partilhado, o meu marido e eu temos conta conjunta e já é tradição de famílias :) . Mas cada um faz o que entender e o que for melhor.

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    1. Devem fazer porque se sentem bem com isso e não por ser uma tradição de família :)

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  13. Nós não as dividimos, simplesmente não as juntamos. Nunca juntamos porque nunca precisamos e fomos deixando ir.
    Vai funcionando.
    Neste momento a única coisa que nos faria juntar as contas seria para fugir às comissões bancárias. Já tive de fechar a minha conta pessoal por causa disso e abri uma noutro banco... sozinha (não dá jeito ir ao banco os dois). Agora nem a minha mãe tem autorização. Tive a minha mãe "colada" à minha conta durante mais de 20 anos só porque sim. :)
    SM

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