Das diferenças


Engraçado como o último post, que era sobre dar valor à vida, acabou por gerar tantos comentários de discussão saudável sobre a forma como cada um gasta o seu dinheiro.

Da minha parte, respeito inteiramente todas as formas de gerir as finanças. Só acho importante ser prevenido, pensar no amanhã, tentar fazer um pé de meia para as fases mais complicadas (e inevitáveis) da vida.

De resto, se uma pessoa opta por chapa-ganha/chapa-gasta ou por poupar para um grande sonho, é-me indiferente. Conheço obviamente pessoas que optam por diferentes gestões financeiras e consigo ver vantagens nestas duas formas de viver. A mim apenas me faz realmente confusão um casal (numa relação séria) não partilhar o dinheiro, mas isso sou eu. Para mim, seria inconcebível ter um homem a ganhar três vezes mais que eu e a não querer partilhar a verba comigo no que toca ao "bem comum" - jantares, cinema, viagens. Na minha modesta opinião, se um tem mais possibilidades, seria bonito e altruísta ajudar a proporcionar coisas melhores a alguém que, por motivos diversos, tem um salário baixo. "Ah e tal, mas quem ganha mais é porque se esforçou para isso...". Bom, todos sabemos que nem sempre isso é verdade. Mas, mesmo sendo verdade, acho que parte do Amor é gostar de partilhar com quem amamos. Seja companheiro, irmão, mãe, pai, filho... Não critico quem opta por essa separação "de bens", mas a mim faz-me alguma confusão, na minha forma de viver a minha relação.

Pegando nas questões das Viagens, eu adoro viajar. Acho mágico, o melhor investimento de todos! No entanto, por variados motivos da vida (que até nem tinham nada a ver com dinheiro), eu nunca viajei. Até aos meus 21 anos, nunca viajei. Passeios de um ou dois dias, dentro do país, eram a loucura do ano. Vai daí, acho que me habituei a não viajar... Mas quero muito poder proporcionar boas memórias de infância ao meu filhote e, no próximo Verão, certamente que vamos viajar a três. Este ano não dá, por falta de disponibilidade da minha parte... E quando eu puder, o homem já não vai poder. Mas o menino também é muito pequeno, por isso também não acho que seria uma viagem que ele fosse realmente apreciar.

Muitas pessoas comentam que eu digo que gostava de casar, mas que não me esforço para poupar para um casamento. Têm toda a razão. Gostava de casar, de ter um dia bonito, especial, com família e amigos... Mas, sinceramente, a ideia de ter de andar três, quatro ou mais anos a poupar para um casamento é algo inconcebível, para mim. Infelizmente, não nado em dinheiro, não tenho pais ricos e o BES já não existe... Por isso, para casar e ter um festa bonita, teria de poupar uns aninhos... O que implicaria deixar de usufruir de pequenos mimos durante muito tempo. Vai daí, acaba por não ser uma prioridade o casamento. Prefiro comprar coisas para o meu pequeno, para mim, poder aproveitar melhor a vida (coisa que não pude fazer durante os últimos anos). Sou muito mais feliz assim. O casamento, quando tiver de acontecer, acontecerá... E com a festa que a vida nos permitir.

Comentários

  1. O casamento nao é so uma questao de dinheiro, é uma questao cultural. No teu caso nao casastr, mas moras junta e tiveste um filho, portanto a vossa vida nao parou por nao estares casada. Mas na minha aldeia, estar "ajuntada" ja é olhado de lado, e ter um filho sem estar casada, oh meu deus, q escandalo. E nao tem so a ver c a opiniao dos outros, eu propria se fui educada assim tenho ideias mais conservadoras. Quando falei isto na altura c o meu namorado, ele disse q para ele tinhamos de morar primeiro juntos p ver como era a nossa dinamica de casal antes de me pedir em casamento. Entao la concordei em ir morar juntos durante um ano e depois teriamos de casar... casamos exactamente 1 ano e meio de estarmos juntos. Mesmo assim p a minha mae e avó foi estranho, mas pronto la aceitaram. Agora ter um filho sem estar casada, isso nunca me passaria pela cabeça.

    Tive uma prima q engravidou aos 16 anos, mas felizmente o pai do filho assumiu e continuaram a namorar e mais tarde foram viver juntos.. Quando tinham 23 anos decidiram casar e ela foi convidar a madrinha de batismo, e esta recusou-se a ir ao casamento " pq era uma palhaçada, ja estavam amigados na mesma casa e c um filho"....

    Outra coisa engraçada: a regra é convidar para padrinhos de casamento os padrinhos de batismo, convidar toda a familia (mesmo aqueles primos em 3o grau q mal conhecemos e precisamente do cemos nos casamentos) e nao convidar quem nao nos convidou. No trabalho tenho colegas q sao da cidade de coimbra e portanto tiveram outra educacao, outra forma de pensar. Dizia-me um q seria impensavel no casamento dele convidar pessoas q mal conhece ou ter de convidar os padrinhos de batismo q eram amigos dos pais dele mas q ele mal conhece.

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    1. Isso é mesmo Portugal profundo!!!
      Eu nasci no interior norte e as pessoas mais velhas também pensam assim. Mas eu penso de uma forma diferente. Não sou casada mas sim unida de facto e tenho filhos. Sei que o meu pai tem pena de não casarmos e que sente alguma vergonha por termos filhos. Mas para mim vergonha é viver no século XXI e pensarmos como no século XIX ou XX. Haja evolução!

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    2. Para mim, só faz mesmo sentido convidar para casamento pessoas que realmente me dizem algo. Há sempre alguma família que se convida 'porque sim', mas nunca convidaria gente com a qual não convivo só para parecer bem.

      Quando me casar, se me casar, os meus padrinhos serão os meus padrinhos de baptismo apenas e somente porque EFECTIVAMENTE são pessoas que amo profundamente e que são verdadeiros pais para mim.

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    3. Distrito de coimbra, a 25 km da cidade de coimbra. Eu tenho 32 anos, e tenho nocao que sou um pouco conservadora, mas com uma diferença face á geracao dos meus avos e da minha mae: eu por ex nao me imagino a ter um filho sem estar casada mas nao critico nem me faz confusao quem o faz. Sao opinioes e cada um tem a sua. É como a religiao: eu casei pela igreja com missa completa e se tiver filhos serao batizados e irao á catequese. Ha mta gente q casa pelo civil e nem batiza os filhos, pronto sao opinioes. Eu preocupo-me com a minha vida, nao com a dos outros, o q ja é uma grande evolucao face ás geracoes anteriores.

      Quanto aos convidados, a minha familia nao é mt grande, portanto aqueles primos q eu mal conhecia eram so 20 pessoas e sei q a minha mae ficaria mt triste se eles n fossem convidados, e por outro lado eu ja tinha ido ao casamento deles (sou das mais novas) por isso, p mim, seria fslta de educacao nao convidar alguem q me convidou. Mas por ex, o tal meu colega de coimbra disse q nao convidou algumas pessoas q tinha ido ao casamento deles pq qd foi o cadamento deles eram proximos e agora 10 anos depois ja nao sao por isso fez sentido ir ao deles mas n fazia sentido convidar agora p o seu... e eu ate percebo a logica dele mas eu n seria cspaz de agir assim.

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    4. Infelizmente não é Portugal profundo não...

      Uma tia minha (não somos de Portugal profundo) disse algo do género por eu ir casar e já ter um filho e vivia há quase 2 décadas em Paris.
      Depois engoliu as palavrinhas todas qd os 3 filhos fizeram o mesmo que eu!! Foi tão bem feita...

      Honestamente não me faz sentido nenhum viver a vida com base na opinião alheia.

      Obviamente é uma questão de cultura e de vontades. Quem quer casar, casa, quem não quer não casa. Estávamos tramados se fossemos a fazer apenas o que os outros queriam...

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    5. Eu cresci numa vila com essa mentalidade. Era sufocante viver ali e, aos 22 anos, saí de casa para ir viver sozinha em Lisboa, com os únicos 500 euros que tinha. Não tinha trabalho nem conhecia ninguém além do namorado da altura (um miúdo de 18 anos e um relacionamento nada sério).
      Os meus pais apoiaram-me porque tinha acabado o curso de Comunicação Social e disse-lhes que ia procurar oportunidades de trabalho em Lisboa. A razão era mesmo apenas fugir dali.
      Foi o melhor que fiz porque nunca seria capaz de viver assim, rodeada de pessoas onde as tradições e a aparência valem mais do que qualquer outra coisa. Eu ali, fazia um piercing e era (fui) apelidada de drogada. Tens um namorado, acabas a relação e tens outro namorado e és uma leviana horrível. Aquilo era insuportável.
      Hoje, vivo a milhares de km dali, não sou casada e eu e o meu namorado somos muito felizes e pais de duas meninas com mais um menino a chegar. Curiosamente somos os únicos da minha família que têm filhos sem serem casados mas também os únicos independentes que se sustentam a si próprios e aos filhos sem qualquer tipo de ajuda (não critico quem tem ajuda, claro, apenas as prioridades em que as pessoas conservadoras têm).
      Somos todos diferentes e isso é muito bom por isso não critico quem pensa de forma diferente da minha mas pais e familiares ficarem envergonhados dos filhos por não serem casados ou haver pressão para isso por causa da cultura é algo que me mexe muito com os nervos. É por causa dessa mentalidade que muitas mulheres (e homens) vivem toda uma vida infelizes, em relações horríveis, sem pensarem sequer em divorciar-se ou procurar uma alternativa de vida.
      Os meus pais viveram assim a vida toda, por terem uma casa grande e por medo do que os outros haveriam de pensar. Se algum dia gostaram um do outro não sei, mas duvido. A prioridade deles era fazer uma vivenda enorme e vistosa (que fizeram) o preço disso foi a felicidade de nós todos. A minha infância foi muito má, solitária e traumática (embora nunca tenha sofrido abusos físicos ou violência, foi apenas abandono emocional) e, em parte, culpo a mentalidade retrógrada do sítio e da família onde cresci. Ainda hoje me sinto mal quando coloco os pés ali e evito ao máximo. :D

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    6. Penso tal e qual o anonimo das 12:49. Cada um que faca de si o que quiser. Concordando ou nao e problema deles, nao meu.

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    7. Vivo numa cidade pequena a 30km do centro do Porto e aqui, embora se esteja a evoluir com o passar do tempo, ainda há muito preconceito nestas coisas. Tal como um comentador referiu penso que no post anterior, viver com os pais até casar é muito comum, os pais ainda pagam casamentos (ou sentem muita pena e vergonha se não o puderem fazer), é normal os pais quererem ajudar os filhos, mesmo que isso implique viverem com eles muito tempo para juntar para o casamento ou viver com eles depois de casados...Ainda é comum só sair de casa dos pais para casar, aceita-se que as pessoas vivam juntas sem casar mas as pessoas olham de lado, ter filhos sem casar é estranho... Ninguém critica abertamente, mas no fundo ninguém acha muita graça a estas modernices. Prova disso é a minha avó que diz que nós devemos ser felizes e que não se importa nada que nós vivamos juntos sem casar, mas depois diz que não vai ao nosso casamento se decidirmos casar depois de vivermos juntos e, ainda por cima, se for só pelo civil. Tem 83 anos e nunca saiu dali, é super religiosa e tem lá as crenças dela.

      Acredito que a minha forma de pensar também possa ser conservadora em relação a alguns assuntos. Para mim, teria saído de casa dos meus pais para casar porque casar é importante para mim. Para o meu namorado não é. Decidimos viver juntos antes mas ainda quero casar. Ter filhos sem casar, para mim, não é possível. Não condeno quem o faz, obviamente, mas não é a vida que eu quero para mim. Quero ter filhos depois de casada, sempre tive essa ideia e é assim que vai ser. Tenho imensos primos que não casaram e têm filhos e, para mim, está tudo bem com isso, só não é o que eu quero para mim. Se sonho em casar, quero casar primeiro.

      As mentalidades, costumes e culturas mudam muito com o sítio onde vivemos e as pessoas que nos rodeiam. Estudei fora, vivi fora, mas não me imagino a morar longe daqui. Quero esta vida calma de cidade pequena, mesmo que tenha que ouvir mexericos e viver com pessoas com mentalidade mais fechada. Percebo que isso choque muita gente de cidades maiores, pessoas que nunca ouviram falar de tais coisas nem sabiam que estes preconceitos e modos de vida existem, mas é aquilo a que me habituei e é aquilo que gosto.

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    8. Eu não sinto necessidade de casar. O marido muito menos. Massss... gostava de o fazer! Sinto-me muito inclinada a fazer um casamento mesmo low-cost, com um vestido branco/bege sem ser específico de casamento, com apenas festa num restaurante bom. Custa-me a ideia gastar alguns milhares numa celebração. Já vivo junto há seis anos e meio... o casamento faz todo o sentido, para nós, mas não enquanto festa grandiosa. Quero lá saber do que os outros pensam. Eu quero casar por mim, pelo meu homem, pelo meu filhote.

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    9. No meu casamento tive 27 pessoas. Não foi de todo uma coisa low-cost porque foi quase uma cena de filme, mas se fosse hoje garanto que ainda teria lá menos gente. O plano inicial era mesmo casarmos só os dois num sítio paradisíaco qualquer :)

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    10. Eu tive 20 pessoas no meu casamento, o meu vestido foi comprado online (chi chi londom, BTW, tem coisas giríssimas para esse efeito) e não foi muito barato porque decidi fazer a cerimonia civil, o jantar e a noite de lua-de-mel na Pousada de Viana do Castelo, que não é propriamente low-cost. Mas podia ter gastado muito menos se optasse por um sítio mais barato e fosse dormir a casa.
      Já morávamos juntos há bastante tempo e decidimos casar num impulso de 'e se'. Em dois meses estava tudo pronto e só não foi antes por causa do dia que decidimos escolher. Foi como queríamos e muita gente levou a mal não ter sido convidada. Temos pena. O casamento era nosso, nós pagamos, nós decidimos.
      Casar para fazer a vontade aos pais/avós/família, para parecer bem, para não ser falado é uma coisa tão pequenina que não me entra sequer na cabeça. Casar, viver junto, viver cada um na sua casa, com 10 filhos ou sem filho nenhum (porque, infelizmente, ainda há muita gente a ser pai porque assim ditam as regras, embora a predisposição natural seja abaixo de zero), seja, desde que o façam porque esse é a vontade de casal e não porque 'alguém' ditou que assim fosse.

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    11. acho que a Claudia nao leu bem os comentários acima:

      "Casar para fazer a vontade aos pais/avós/família, para parecer bem, para não ser falado é uma coisa tão pequenina que não me entra sequer na cabeça"

      não vi ninguem a dizer que o fez por estes motivos. li foi pessoas a dizerem que nao o fizeram e por isso foram criticadas, mas continuaram sem se casar :-)
      acho que hoje em dia para a malta da geração dos 20/30/40 anos isso já nao acontece.

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    12. Ao anónimo das 18:13:

      " Mas na minha aldeia, estar "ajuntada" ja é olhado de lado, e ter um filho sem estar casada, oh meu deus, q escandalo. "

      "..Ainda é comum só sair de casa dos pais para casar, aceita-se que as pessoas vivam juntas sem casar mas as pessoas olham de lado, ter filhos sem casar é estranho... Ninguém critica abertamente, mas no fundo ninguém acha muita graça a estas modernices"

      ;)

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    13. anónimo 31 julho 2018 18h13,

      Não sou a Claudia, mas também fiquei com a mesma ideia que ela.
      Pelo que vi aqui (neste post e no anterior), há muita gente que ainda o faz, infelizmente.
      E eu também pensava q isso já não existia

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    14. Claudia, fui eu q escrevi esse comentario. Vou explicar melhor a ver se me faço entender: na minha aldeia é olhado de lado e sim comentam, mas eu nao vou deixar de fazer a minha vida como eu quero por causa disso. Uma coisa é reconhecer a pressao social e o q as pessoas falam, outra coisa é mudar a minha vida e fazer de forma diferente por causa dos outros. Eu nao o faço e pareceu-m q os outros comentadores tb nao.

      Por ex: é normal e expectavel casar na terra da noiva, mas eu casei na cidade de coimbra. Eu sei e reconheço q falaram mal de mim por eu nao casar na capela da aldeia. Mas eu mantive a minha vontade e casei em coimbra. Ceder á opiniao dos outros seria se eu tivesse casado na capela da aldeia so p nao falarem mal, e eu obviamente nao fiz isso.

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  2. A minha questao c o dinheiro nem é tanto um ganhar mais q o outro, é qd têm padroes de consumo diferentes. Eu sou mais forreta, o marido é mais gastador. Se todo o salario fosse comum tinhamos de estar sempre a debater o q se podia gastar ou nao. Assim, dividimos a 50% as despesas comuns ( renda, carros, supermercado,...) e das outras coisas cada um gasta do seu salario. Por ex, o marido vai tds os anos 1 semana de ferias p espanha p a neve ( ele faz snowboard) so c amigos. Eu nao vou nem sei qt ele gasta, nao me interessa pq é do salario dele. Eu em 2016 fiz depilacao a lazer e gastei cerca de 800€ e qd comentei c uma amiga ela disse logo " ai meu deus a mim o gonçalo (marido) nunca m deixava fazer isso" e eu fiquei chocada. Entao eu la ia ter de de ater ou pedir autorizacao ao marido p fazer isto? O corpo é meu, o investimento é meu ( e sendo eu forreta foi uma coisa bem pensada), o salario é meu, sou eu q pago. Portanto, o q a mim me faz confusao sao os casais q partilham a totalidasw dos ordenados. Mas como diz a minha avo, desde q a panela seja igual ao testo ;-)))

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    1. Precisamente! Eu vi os meus pais terem problemas enquanto tiveram conta conjunta, porque ela gastava mais e ele não concordava. A partir do momento em que passaram a ter contas separadas foi remédio santo, nunca mais ouvi discussões por causa de dinheiro.

      Eu acho que as despesas dos dois (renda de casa, etc.) devem ser calculadas em proporção ao vencimento de cada um, e que deve haver uma conta comum em que ambos colocam dinheiro para essas despesas. Mas para mim seria inimaginável o salário mensal de ambos ir para a mesma conta, nem me conseguiria organizar assim!

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    2. Somos mesmo todos tão diferentes. :)

      Quando fui viver junta, o meu homem pediu "vou-te pedir um favor... que sejas tu a tratar das finanças, renda, contas". Ora, ainda bem. Eu sou muito metódica, não me esqueço dessas coisas (já ele certamente ia esquecer-se todos os meses!).

      Vai daí, eu giro as finanças por completo. Temos um conta conjunta, onde entram os dois salários. Temos a conta do Rafael, onde só entra dinheiro (nunca sai). Temos agora, desde há um mês ou dois, uma conta de poupança, para o dinheiro que queremos mesmo-mesmo poupar. Conheço perfeitamente as nossas despesas fixas e o resto vamos gerindo. Por acaso ele não gasta mesmo dinheiro em nada... mas eu gasto. Ele nem se mete nesses assuntos. Quando precisa de algo, diz e se eu vir que dá, compramos. Se não dá, não compramos. Em relação a mim, a mesma coisa. Se vir que posso, compro... se não posso, pois tenho de adiar a vontade. Mas o facto de ele não ser nada gastador ajuda-me imenso a controlar as contas, porque basicamente só dependo dos meus impulsos. :P

      Quanto ao resto, já tivemos situações muito diferentes... ele desempregado, eu empregada mas sem salário, ele a ganhar o dobro de mim, eu a ganhar o dobro dele... e sempre juntamos tudo. Para nós, só assim faz sentido. :)

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    3. Ah, acrescento apenas que ambos temos cartão da conta, como é óbvio, e usamos livremente.

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    4. Eu concordo que haja uma conta comum para despesas comuns, onde se coloca um X por mês, mas que depois cada um tenha as suas próprias contas para gerir as suas coisas.

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    5. S* , o vosso caso pelo q percebo é diferente, referes q estiveram algum tempo desempregados, q so agora começam a ter uma poupança a serio, e q tens de "ver se da", o q suponho eu significa se tens de ver se tens dinheiro na conta ou nao.
      Aí de facto todo o dinheiro tem de ser gerido em conjunto.

      No nosso caso temos os 2 um bom salario, nunca estivemos desempregados, temos boas poupanças ( compramos terreno e estamos a construir uma moradia a pronto pagamento) e eu tenho sempre na conta á ordem mais de 5.000€, e nem sequer tenho nocao durante o mes de qual o saldo q tenho, so vejo qd o mes acaba e verifico os gastos. A questao p nós é decidir se o gasto faz sentido ou nao. Por ex , o marido quer comprar um exaustor de 1000€ p a cozinha e uma tv de 2000€. Eu acho q é um exagero, e na minha ideia um exaustor de 600/700€ ja é bom, e na tv nao queria gastar mais de 1000/1500€. A questao nao é se eu posso pagar, pq claro q posso, a questao é se p mim faz sentido. Mas ja q temos de debater isto nos gastos comuns, evitamos de o fazer nos gastos pessoais. Portanto se ele gastou 500 ou 1000€ nas ferias em andorra c os amigos p mim é indiferente

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    6. Nesse ponto de contas separadas sem ter acesso só me consigo lembrar de múltiplos casos que tenho ao meu redor: pessoas cujos parceiros roubaram tudo, outros que fez dívidas ao ponto de perderem a casa, outro com dívidas imensas superiores às poupanças, entre outras situações...

      Só aceitaria viver com contas separadas se vivesse com separação total de bens e mesmo assim...

      Mas tb não dava para mim andar a pedir autorização para nada. Nós debatemos/combinámos os gastos maiores.
      O restante cada um paga e compra o que quer/precisa. Mas neste momento temos uma relação com o dinheiro que é muito semelhante, eu já fui extremamente poupada e ele extremamente gastador. Acho que não dava certo se ambos não tivéssemos mudado.

      E depois há prioridades (que também temos em conjunto). Para nós não faz sentido tirar férias separados, por exemplo, derivado ao escasso tempo que temos para estar juntos a dois ou com os nossos filhos. Portanto até tiramos férias sozinhos sem filhos mas não sentimos necessidade de o fazer um sem o outro.
      Se essa vontade aparecer certamente que arranjavamos espaço no orçamento para que fosse possível. Nenhum de nós sente necessidade de esconder gastos do outro.

      Claro que para algumas pessoas isso pode não ser viável ou sentirem que não têm liberdade. Mas não é o nosso caso. Nunca houve nenhuma situação onde um dissesse só outro que não está autorizado a fazer/comprar alguma coisa. Acho que nenhum de nós aceitaria tal coisa. Nós informamos o outro, não pedimos autorização e, se não for possível no momento, arranjámos forma de poupar.

      E tb não nos faz sentido ter qualidade de vida e poder de compra distinto apenas porque um recebe mais que o outro. Ambos queremos partilhar o poder de compra com a pessoa que amamos. Sempre foi assim, independentemente de quem tivesse mais dinheiro entre nós.

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    7. Olá S, boa discussão :) realmente há muita variedade e todos estamos certos à nossa maneira! Por aqui temos 3 contas correntes, uma delas conjunta onde entra transferencia programada no dia x do mes de cada uma das contas pessoais e que serve para pagar as contas da casa, dos dois etc. Acho saudável haver uma conta de cada um, até por uma questão de "espaço", por exemplo o simples facto de comprar uma prenda para o meu marido e não querer que ele saiba o exato valor que eu gastei!!! Mas não considero que o dinheiro por estar "dividido" não seja dos dois e quando quero fazer um investimento grande meu, da minha conta, discuto isso em família antes de avançar, e vice versa...e sou capaz de pensar melhor se ele nao concordar e ele de ceder se for importante para mim!! Como tudo na vida, depende do valor que se dá às coisas, e isso é muito pessoal e cada um terá os seus conceitos. Por exemplo, eu era incapaz de comprar uma televisão de 1000 euros. Para mim a televisão é muito pouco importante e não vale 1000 euros, nem de ouro, porque numa de 400 faço exatamente a mesma coisa... é o valor pessoal que damos as coisas que nos guia estas decisões. Por outro lado também acho que devemos sempre tentar prever quanto vamos aproveitar dos investimentos que fazemos. Por vezes queremos comprar o melhor e o mais caro e nao vamos aproveitar o investimento.. Eu tento pensar muito no valor real das coisas, na sua função e avaliar o preço de acordo com isso e assim guiar os gastos... mas concordo com a tua ideia. Sem loucuras mas acho que não nos devemos privar demais. A vida é curta e deixamos cá tudo.

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    8. À anónima inicial:
      Se me permite, tenho uma questao. No meu caso, partilhamos contas, tudo para o monte e sai tudo. Para nós funciona mas às vezes sinto alga falta de privacidade - não há prendas surpresa, por exemplo - e não temos filosofias de poupança iguais portanto assim é mais fácil controlar.
      Agora a pergunta, que é isso que ainda não descobri como se pode fazer. Imagine que o seu marido não tem poupanças suficientes e tem um azar qualquer, um arranjo do carro dele, um desconyrolo no cartão de crédito, qualquer coisa. A solução será sempre a anónima e a sua poupança, não? E depois? Não existirão aqueles sentimentos mais difíceis do " eu que poupei tenho que gastar do meu por tua causa"?
      Se calhar estou a exceder na curiosidade, mas gostava mesmo de perceber como fazer o seu sistema resultar.

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    9. Anonimo das 13:34 nao percebi o raciocionio. O q é q contas separadas tem a ver c confianca e eoubar dinheiro ao outro? Eu sei quais os bancos onde o meu marido tem o dinheiro, e os codigos de acesso e o pin do cartao multibanco, tal como ele tem dos meus. Se um dia alguem tem um acidente e fica incapacitado, ou morre o outro tem de ter acesso. O facto das contas serem separadas é so por uma questao de gestao pessoal, de cada um gastar o q quer onde quer sem ter de pedir autorizacao ao outro, nao tem nada a ver c esconder coisas. Pelo menos no nosso caso. Para mim a principal questao é o perfil de fastos q no nosso caso é bem diferente por isso gerimos assim.

      Qto ás ferias percebo o q diz de estarem juntos, mas no nosso caso nao é uma questao de dinheiro, é de gostos. Ele faz snowboard e tem um grupo de igos q tb fazem isso ou ski. Eu n cobsigo, ja tentei ski mas n tenho jeito nenhum, nem gosto mesmo. Ia c eles p andorra fazer o que? Ficava no fundo da pista a ve-los chegar? Os outros tb têm namoradas e vao sozinhos. É uma cena de gajos, tipo irem á bola, mas é 1 semana. De resto temos sempre ferias juntos salvo excepcoes. Este ano a minha mae fez 60 anos e eu fiz uma viajem especial c ela, era uma cena mae e filha, nao fazia sentido ele vir. E ele n teve problema em ficar 1 semana sozinho. Se temos 24 dias uteis de ferias, se tiramos 5 p estar c outros, ainda sobram 19 p nos :-)

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    10. Respondendo á anonima das 20:12

      É dificil p mim responder a algo tao hipotetico. Eu nunca estaria c alguem q nao fosse organizado na vida financeira e nao tivesse poupanças. Um arranjo no carro nao é ex pq p nós os gastos c os carros sao comuns. O descontrolo no cartao de credito é q o quê? Comprar roupa ou outro bem nao essencial e nao ter dinheiro p o pagar? Isso nao é um azar, é falta de cuidado e eu nao iria ajudar num caso desses. No nosso caso para contextualizar temos 2 carros , uma moradia comprada a pronto e cerca de 20.000€ de poupanças cada um. Portanto é dificil ter um verdadeiro azar q nao seja coberto pelas poupancas, sinceramente n estou a ver exemplos, so um problema grave de saude q aí obviamente eu ajudaria. Agora o q ja pensei foi e se um de nós um dia fica desempregado e tem de ser sustentado pelo outro? Bem, se fosse ele a ficar desempregado eu iria obviamente pagar as contas comuns, comida, saude, mas nao lhe ia dar dinheiro p luxos, nao ia dizer ora toma la p ires de ferias c os amigos ou p comprar roupa de marca.
      Mas acho q sao situacoes q so sabemos reagir qd passamos efectivamente por elas. Ambos temos bons salarios portanto nunca nenhum ficou apertado q tenha de pedir ajuda ao outro. Por ex, eu tive/tenho um problema de saude q surgiu no ano passado, tenho gasto mt dinheiro em medicos privados infelizmente sem solucao á vista, mas tenho pago eu tudo.

      A nossa diferença no poupar resulta do seguinte: eu ate aos 12 anos tive uma boa vida q o meu pai ganhava bem, depois ele saiu de casa, abandonou-nos e passamos por mtas dificuldades. Lembro-me bem de a minha mae contar o dinheiro p comer, e passar anos so c frango e porco pq n dava p comprar peixe ou outras carnes. Mas estudei, esforcei-me mto p ganhar tdas as bolsas e premios q podia. Qd os colegas na faculdade me perguntavam se era tao importante p mim ser a melhor aluna do curso eu ria-me... queria la saber disso, eu so queria o dinheiro do premio. Fiz a umiversidade c recurso a bolsas, e ainda consegui por de lado algum por mes p ajudar a minha mae c as despesas de casa. Os premios ficava c eles ( coloquei a render nos certificados de aforro) e nunca gastei um centimo. Acabei o curso aos 22 anos e tive a sorte/merito de ter sempre emprego e c salario alto, por isso consegui acumular poupanças p agora poder comprar casa e viajar e tal. Mas nunca me vou esquecer do sufoco q passei naqueles anos c a minha mae, por isso, apesar de tudo tenho um perfil bem mais poupado q o meu marido. Mas isto é td relativo, sei q comparado a outras pessoas ele ate é poupado. Alias, ele costuma dizer q ele é poupado, eu é q sou forreta ;-)) Ele ganha mais do q eu ( cerca de 300€), portanto na pratica fazemos a mesma poupança mensal, a diferença é q ele gasta adicionalmente os 300€ a mais em despesas pessoais do q comparando c as despesas pessoais q eu faço c o meu salario.

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    11. Eu teria muita dificuldade em estar com alguém que não soubesse gerir finanças. Tive a sorte de arranjar um companheiro que não tem mesmo gosto em gastar dinheiro... nem roupa, nem tecnologias, nem vícios, nem nada. Joga um ou outro Placard, são os 'luxos' dele. :) Já eu gosto de comprar algumas coisas para mim, embora seja tudo relativamente barato.

      Se algum de nós fosse gastador, a porca podia torcer o rabo... assim sendo, é muito fácil gerir. Quando, num mês, temos imprevistos, eu anuncio "olha que não há dinheiro" e ponto final. Quando podemos gastar, aí sim... mimos para o pequeno, jantamos fora... mas nada de extravagâncias. O dia de Amanhã nunca é certo e prefiro prevenir do que ter de remediar.

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    12. Anónima de 28 de julho de 2018 às 13:00, acho que não é por aí. Eu se quiser comprar alguma coisa supérflua a dada altura do mês também tenho que ver se tenho dinheiro suficiente, e é assim com a maioria das pessoas. E não é por isso que faria sentido para mim ter conta conjunta.

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    13. A questão de roubar/desvio de dinheiro aconteceu a pessoas que conheço.
      Uma delas um senhor, dono de um restaurante típico, muito conhecido e concorrido cuja gerência financeira era feita pela esposa. Ele pensava que ela estava a fazer poupanças em comum e nunca se preocupou com o dinheiro. Qd foi a ver, ela tinha desaparecido com uns 500.000€. Foi para o Brasil com o amante.

      Um ex-namorado meu teve o pai a gastar o dinheiro do empréstimo bancário todo no jogo porque a mãe não tinha acesso a essa conta. Ficaram sem o dinheiro e com a dívida.

      Um conhecido meu conseguiu fazer vários créditos pessoais sem o conhecimento da esposa, deixou simplesmente de pagar e ela foi chamada para pagar a dívida dele.

      A minha sogra não tem uma grande capacidade cognitiva e cai facilmente no conto do vigário. O meu marido e o pai dele descobriu há uns anos várias dívidas que ela tinha em situaçoes do género. Tudo fruto de "pequenas" compras que somadas davam o ordenado dela em prestações (ca 800€/mes). Andava sistematicamente a inventar motivos para não fazer face às despesas em comum...Até que perceberam o porquê.

      Entre muitas outras histórias de pessoas próximas. Eu confio no meu marido mas qb. Não confio cegamente em ninguém. A ideia de me colocar em risco com a possibilidade de ficar financeiramente arruinada por decisões alheias não dava para mim.

      Se têm acesso às contas é diferente mas aí já se vai a questão de saber o que o outro gasta ou não. Só se não forem verificar o que leva ao problema inicial...

      Quanto a prendas, nós levantámos muito dinheiro todos os meses. É impossível rastrear as despesas se não quiséssemos partilhar (por acaso é-nos completamente indiferente saber quanto custou um presente. Damos pelo valor que a pessoa dará à prenda, não pelo dinheiro gasto e não temos competitividade sobre quem tem a prenda mais cara ou mais barata.

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    14. Anonima das 15:12, vamos levar isto a um extremo:duas pessoas q ganham o salario minimo, a esmagadora maioria do dinheiro tem de ir p gastos comuns tipo renda, agua, luz, supermercado, nao sobra muito p luxos ou gastos futeis, portanto será mais normal q tenham de gerir ambos os salarios em conjunto. Ja no caso de ganharem um 1500€ e o outro 1800€ e precisarem de apenas metade para gastos comuns mais facilmente podem gerir o restante de forma separada. Resumindo: nao é q uma coisa implique necessariamente a outra, mas se eu e o meu marido temos agora contas separadas pq temos os salarios q mencionei, eu nao me imagino a fazer isso se ganhassemos os 2 500€ por mes, teriamos de contar os tostoes todos, e por isso cada um nao poderia gastar o q lhe apetecesse.

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    15. Bom, como temos conceitos diferentes de contar tostões! Eu o meu namorado ganhamos os dois €2000 por mês, cada um gere as suas despesas individuais e chega-nos papar poupar e bastantes extras.

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    16. anonimo das 22:06

      estou um bocado perdida com o seu raciocinio:

      "Se têm acesso às contas é diferente mas aí já se vai a questão de saber o que o outro gasta ou não. Só se não forem verificar o que leva ao problema inicial..."

      qual é a questao de saber o que o outro gasta? qual problema inicial??

      em primeiro lugar os casos que descreve sao questoes de ma-fe em que a pessoa efectivamente roubou o outro. nessa situação pouco importa se têm contas juntas ou separadas, se têm acesso ou nao, porque até podem ter contas separadas e a outra pessoa ir às escondidas procurar e roubar as passwords de acesso do outro para rouber o dinheiro da conta.

      neste caso que refere "Um conhecido meu conseguiu fazer vários créditos pessoais sem o conhecimento da esposa, deixou simplesmente de pagar e ela foi chamada para pagar a dívida dele. " a questao nao tem nada a ver com as contas mas sim com o regime de casamento. Se as pessoas forem casadas com separação de bens, nao interessa nada o que o outro faz porque nunca têm de pagar as dividas do outro. mas se forem casadas com comunhao de bens, pouco importa se têm contas em conjunto ou separadas porque têm sempre de responder pela divida do outro.

      quanto às contas separadas vou tentar clarificar a minha posição: eu e o meu marido temos contas separadas onde cada um recebe o seu salario. o dinheiro que está nessa conta é exclusivo de cada um, as poupanças que fazemos a partir dessas contas também sao individuais, portanto se ele juntar grande parte do seu salario para fugir para o Brasil com uma amante, preocupa-me a parte da amante ;-) mas relativamente ao dinheiro é dele, por isso nada tenho a dizer

      temos adicionalmente uma conta conjunta que funciona da seguinte forma: todos os meses la colocamos 500, 750€ ou 1000€, depende, e só é usada para despesas comuns (agua, luz, renda, supermercado, etc). tanto eu como ele temos acesso e sabemos o que está a ser gasto, portanto ninguem consegue roubar ninguem aqui.

      voltando à parte das contas separadas: quando eu referi que nao sei quanto ele gasta nos gastos pessoais, é no sentido de que por ex do meu lado, eu no fim do mes, vejo a minha conta pessoal e calculo quanto gastei em compras, em saude, em cabeleireiro, etc. Gosto de ter o meu controlo de quanto eu gastei da minha conta e onde. E ele faz o mesmo do lado dele. Mas eu obviamente nao ando a ver o extracto dele nem a calcular quanto ele gasta. Por isso disse que se ele for de ferias com os amigos nao sei exactamente quanto gastou porque nao fui cuscuvilhar a conta dele, até pode ser que ele comente comigo ou nao, mas nao me interessa porque se foi com o salario dele eu nao tenho nada a ver com isso.
      Não sei se me estou a explicar bem, não é mesmo uma questão de querer esconder ou nao, é como por exemplo: eu comprei um carro, a minha mae perguntou-me quanto é que tinha custado e eu disse-lhe o valor exacto; mas ela nao me pergunta todos os meses quanto é que gastei de gasolina, porque é completamente irrelevante para ela. Portanto eu com o meu marido é a mesma coisa, nas despesas pessoais se calhar ate há algumas que calha em conversa e sabemos quanto o outro gastou, ou ate perguntamos (por ex ele começou agora uma arte marcial e teve de comprar equipamento e a espada e eu perguntei por curiosidade quanto aquilo tinha custado), mas regra geral são coisas irrelevantes que nao andamos a perguntar/verificar porque se nao sai do meu salario nao tenho necessidade de saber (por ex: eu andei a ver na minha cidade quais os cabeleireiros com opções mais economicas para colocar gel nas unhas, la está, interessa porque eu vou pagar, mas o meu marido foi cortar o cabelo esta semana e eu nao faço ideia quanto custa o cabeleireiro dele nem me interessa)

      Outra questao é estar garantido que ambos sabemos as passwords um do outro porque quando um de nós morrer convem que o outro consigo aceder à herança :-)

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    17. Anonima das 9:02, nao está claro o que escrevi: eu queria dizer se cada um so ganhasse 500€ por mes, ou seja eu ganho 500 e ele ganha outros 500€ o q da no total 1000€, ou seja termos ambos o salario minimo, acho q da forma como escrevi percebeu que seria no total 2500€ ;-))) Porque eu escrevi os 2 500€, ou seja nós os 2 ganharmos cada um 500€. Nao era ganharmos no total 2500€ Lololol faltou-m texto pelo meio

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    18. Ahh sim, tinha de facto percebido €2500 os dois. Estava de facto a achar estranho €2500 que achasse €2500 pouco para um casal em Portugal :P

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    19. Anon 9.42h a lógica é saber o que se passa com a minha vida financeira, precisamente por ser casada com comunhão de bens adquiridos.
      A única forma que aceitaria viver com contas separadas seria precisamente com a condição de casarmos com separação total de bens. Porque hoje conhecemos bem a pessoa que está ao nosso lado e amanhã podemos descobrir que estávamos enganados.

      Felizmente eu e o meu marido, por vários exemplos ao nosso redor, somos ambos completamente contra a vivência com contas separadas.
      Percebo que não seja essa a realidade de muitos casais e que ambos estejam na mesma muito bem com isso.

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    20. ah ok, sim compreendo. está a dizer que ao estar casada com comunhão de bens adquiridos nao aceita ter contas separadas no sentido em que depois nao sabe o que o outro está a fazer e pode estar por ex com dividas que depois têm impacto em si.

      E no meu caso sim, temos contas separadas e estamos casados com separação de bens, não por esse motivo, mas agora compreendo o seu raciocionio.

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  3. Viajar é a melhor coisa do mundo, das coisas que mais me faz sentir feliz e agradecida por ter a oportunidade de conhecer outros Países. Tenho a sorte de com 31 anos já ter conhecidos alguns Países e ter feito viagens de sonho, por isso, desejo que a vida te continue a correr bem e permita realmente viajares com a tua família. Memórias de viagens são sempre memórias felizes. Beijinho, Daniela Torres

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  4. Concordo que quem ganha melhor e porque lutou para isso, na grande parte dos casos nada cai do ceu, ganham melhor porque correram atras e se esforcaram para tal, o que e precisamente o meu caso. No entanto se ganho mais nao vejo problema nenhum em mimar o outro de vez em quando, mesmo o meu dinheiro a mais tendo sido ganho com suor e esforco. Eu nao gastaria muito dinheiro com casamento. Nao tenho nada contra quem gasta fortunas, mas eu nao gastaria. Caso, vou jantar num lugar especial com a familia e pronto. Nao faco questao de casamento em igreja.

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  5. Cá em casa casámos com separação de bens. Os meus pais têm uma empresa que um dia querem passar para mim, a família do Pedro tem uns imóveis que um dia vão ser dele e nenhum de nós quer ter problemas ou chatices. Não é um com o outro, é mesmo no geral. Ou seja, um dia mais tarde eu não quero ter de me preocupar com as casas porque já tenho preocupações suficientes :P Dito isto, temos três contas: uma para a creche, supermercado e contas e depois cada um de nós tem a sua. Quando vamos jantar ou comer fora pagamos com a conta conjunta ou um de nós paga ao outro, quando vamos viajar igual. Já paguei eu viagens inteiras, o Pedro já pagou outras, no geral pagamos da conta conjunta. Gerimos as contas os dois, embora eu seja mais organizada, tenho listas no Excel, por aí fora :P

    Nunca nos ocorreu ter apenas uma conta, mas provavelmente não correria mal. No nosso caso somos ambos bastante poupados (tirando a questão das viagens), mas eu tenho tendência a extremos. Por exemplo: há três anos que não ia às compras, este ano gastei 600€ de uma vez sem hesitar. Além disso, também temos interesses muito diferentes: para o Pedro seria impensável comprar um iPhone ou uma lente xpto para a máquina fotográfica, por exemplo, por isso não me faria sentido gastar do dinheiro que fosse 'nosso'. Dizendo isto, às vezes falamos da possibilidade de um de nós ficar em casa com os miúdos um dia mais tarde, e a questão de termos de dividir o salário de um de nós não é problemática, pelo menos na teoria. Basicamente no nosso caso decidimos prevenir, somos duas pessoas pragmáticas com pouca vontade de ter chatices :P

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    1. Adoro a vossa filosofia e estilo de vida. Mas, pelo que vou percebendo, vocês os dois têm possibilidades financeiras, devem ter um salário bom, por isso imagino que não discutam muito finanças. Mas e se tu ganhasse o salário mínimo 580 euros, e ele 1500 euros? Acharias razoável ele não partilhar uma situação financeira mais agradável contigo? Nesses casos, acho que o elemento com mais possibilidades deveria gostar de contribuir mais... Porque efectivamente um salário baixo não consegue pagar 50% das despesas... E se conseguir, fica sufocado.

      Eu seria incapaz de ver um parceiro meu apertado de dinheiro e não ajudar a melhorar a sua situação.

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    2. No nosso caso a diferença de salário não é exuberante como no exemplo que deste, mas contribuímos com valores diferentes para a conta conjunta, ajustados ao valor total que cada um recebe, ou seja a percentagem que cada um tira é semelhante. Claro que um contribui um pouco mais. Pode não fazer sentido para muitas pessoas, mas por aqui corre bem. O dinheiro estar separado por contas é uma forma de organização, não funciona como o meu, o teu e o nosso dinheiro. O dinheiro todo é dos dois e para mim é assim que funciona o conceito de casal, que claro que não é universal. Portanto é obvio que havendo uma diferença de salários não faria sentido para nós um ter uma vida regalada e o outro viver com dificuldades e alias se essa diferença for muito exuberante, como quando a mãe fica em casa, pode de facto fazer mais sentido não existirem tantas contas.

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    3. Se eu ganhasse 580 euros e ele 1500 iria continuar a querer ter a minha conta :) Possivelmente contribuiria com menos dinheiro para a nossa conta conjunta (até porque hoje em dia passamos 750 euros para lá todos os meses, por isso seria impossível), mas ia continuar a ter a minha conta sim e a comprar as minhas coisas com o meu dinheiro (ou não, se não o tivesse). O que não quer dizer que de vez em quando o Pedro não me pagasse coisas, tal como hoje em dia também acontece.

      Por outro lado o Pedro tem mais dinheiro poupado do que eu, e um dia que mudarmos de casa ele já disse categoricamente que vamos ambos dar todo o dinheiro que tivermos poupado, independentemente de ser menos ou mais de um de nós. Sei lá, para nós isto não é mesmo uma questão, nunca discutimos por dinheiro, nunca tive que lhe prestar contas, compro o que me apetece e ele também, fim :P

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    4. O q mtas pessoas nao sabem é q casar c separacao de bens é o mais seguro do ponto de vista fiscal e legal. Nao tem a ver c amor ou confisr no outro, tem a ver c proteger a familia. Por ex, se a joana tiver um dia a empresa dos pais e tiver problemas e ficar c dividas , so o patrimonio dela sera executado, portanto os imoveis do pedro estao a salvo aconteça o q acontecer. Se estivessem casados com comunhao havendo problemas "arde" tudo. E mesmo se tiverem um casa em comum, as finanças so podem executar os 50% dela, pois os outros 50% sao dele e intocaveis. Se estivessem em comunhao a totalidade da casa era dos 2 e portanto executavel.

      Aconselhem-se c um advogado antes de casar p escolher o regime de bens...

      Ou entao podem fazer como um colega meu q apesar de saber em consciencia como nós q separacao de bens é mais seguro, foi o unico do grupo q casou c comunhao pq do ponto de vista emocional " nao consigo, se formos á falencia vamos os 2 juntos e pronto" :-)))

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    5. S*, estas a confundir 2 coisas diferentes. Ha malta q tendo contas separadas, partilha o salario mais alto c o outro. Ha varias formas de dividir.

      Imagina: um ganha 1500€ e o outro 1000€. Precisam de 1800€ p despesas conjuntas. Entao na conta conjunta colocam 1150€ ( o q ganha 1500€), e 650€ ( o q ganha 1000€). E entao cada um fica com 350€ na sua conta pessoal p gastar conforme entender. Esta é a opcao em q tendo contas separadas, mesmo assim o q ganha mais está efectivamente a suportar com o seu salario o outro.

      Outra opcao intermedia é por percentagem. Um ganha 1500€ e outro 1000€, entao o de 1500€ contribui com 60% e o outro com 40%. Portanto o de 1500€ coloca 1080€ na conta conjunta e fica com 420€ p si. O outro coloca 720€ na conta conjunta e fica com 280€ p si. Neste caso quem ganha mais contribui mais p as despesas comuns mas tb fica c mais p as despesas pessoais.

      O q estavas a assumir penso q é outra opcao: darem o mesmo p as despesas conjuntas e ficarem c o resto p si. Neste exemplo o de 1500€ dava 900€ p a conta conjunta e ficava com 600€ p si e o outro ao dar os 900€ p a conta conjunta so ficava c 100€ p si.

      No nosso caso usamos a opcao intermedia :-)

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  6. Para mim, e talvez devido aos exemplos que tive, seria impensável ter contas separadas da pessoa com quem quero casar/viver. Estou disposta a dividir a vida, mas com o dinheiro, calma aí? Para mim, não dá. Percebo o que leva as pessoas a terem contas separadas, os diversos perfis de consumo, etc etc, e cada um deve encontrar a melhor forma de gerir a sua vida, mas não dava para mim.

    A primeira coisa que fizemos antes de irmos viver juntos foi a nossa conta conjunta. O dinheiro que cada um já tinha, juntamos na mesma conta poupança. Coincidentemente tínhamos o mesmo valor poupado (mais cêntimo, menos cêntimo), mas não seria problema um de nós ter mais e o outro menos. No momento sou só eu a ganhar, ele está desempregado, e o meu dinheiro é dos dois. Não é um problema dividir porque é nosso, para a nossa vida. "O que é meu, é teu". Vivemos juntos, fazemos coisas juntos, não faz sentido o dinheiro ser separado. Não somos gastadores, somos pessoas responsáveis e organizadas. Temos ambos um cartão e cada um compra o que quer sem ter que pedir autorização. Ele é mais poupado que eu, ainda assim, porque nunca tem necessidade de nada (diz sempre que não precisa de roupa, p.e.) e eu, embora seja muito poupada e controlada, vou sentindo que preciso de algumas coisas (seja roupa ou outra coisa qualquer). Nunca nenhum de nós se chateou com o outro por causa de dinheiro. Temos a mentalidade de que é tudo nosso, todos podemos gastar como quisermos tendo em conta o bem geral que é a família, o conjunto.

    Neste momento só estamos a contar com o meu salário, um dia poderemos contar só com o dele, espero que brevemente possamos contar com dois e não vejo diferenças na forma como isso será gerido. Há que haver sempre diálogo e consideração pelo outro, pensar sempre na família primeiro. Isso não significa que eu não possa comprar uma coisa que só me vai fazer feliz a mim ou ele comprar algo só a pensar nele. Temos esse direito. Não é por um ganhar mais que o outro que o dinheiro não há de ser de igual forma dos dois. Não consigo conceber uma vida em comum com alguém que ganha mais que eu e que não quer partilhar comigo, da mesma maneira que eu nunca deixaria de partilhar se fosse eu a ter mais. Vivemos juntos, somos "um só" nessas coisas. Se dividimos as coisas más, as coisas boas também têm que ser divididas.

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    1. Penso tal e qual. Para mim, somos um só em termos financeiros.

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    2. Eu concordo com tudo o que escreveu, mesmo tudo, descreveu na perfeição o que acho do casamento neste tema, e mesmo assim tenho contas separadas e uma conjunta. Às vezes é apenas uma questão de forma, mais do que conteúdo! :)

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    3. O que eu não percebo é como é que se gere uma conta conjunta com padrões de consumo diferentes. Eu e o meu namorado ganhamos exatamente o mesmo, e enquanto eu poupo €350 por mês enquanto ele poupa €500. Ou seja, eu gasto mais. E não acharia justo gastar em coisas superficiais dinheiro que não fui eu a ganhar, portanto se tivesse conta conjunta ia ser uma trabalheira porque teria que fazer as contas a quanto daquele dinheiro era meu. Além disso sou bastante organizada, no início de todos os meses sei o que vou gastar em quê (salvo imprevistos)... como é que se gere isso quando há outro dinheiro na conta para além do nosso? Acho só difícil de gerir na prática, especialmente para quem, como eu, gosta de ter tudo organizado.

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    4. Claro. Até por uma questão de auto controlo de gastos acho muito mais prático cada um ter a sua conta. Agora nao é por termos contas separadas que eu gasto à vontade, só isso! Tenho respeito pelo dinheiro, que é dos dois apesar de estar "fisicamente" separado. Não sinto muito esse dilema porque temos padrões muito parecidos.

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    5. Anonima das 15:12, acho q nao percebeu o q se anda aqui a debater. O conceito de conta conjunta é precisamente a totalidade do dinheiro ser considerado dos dois, por isso ninguem anda a ver o q é de quem, nem a fazer o tipo de questoes q coloca. Ou ha pessoas q entendem q todo o dinheiro é dos dois e por isso so têm conta conjunta, ou ha pessoas como eu que concordo consigo (os gastos superficiais têm de ser pagos por quem ganhou o salario e nao pelo outro) por isso temos 3 contas, uma conjunta de onde se paga renda, agua, luz, ou seja aquelas coisas q obviamente sao dos dois, todos os meses la colocamos cada 750€, e depois cada um de nós tem a sua conta separada onde recebe o seu salario e gasta o q quer como quer.

      Quando se mora junto é sempre preciso ter conta conjunta: se nao como fazem para ter o debito directo da agua, luz, pagar renda, etc. pelo menos isso.

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    6. Não é necessário ter conta conjunta para as despesas comuns. Pode um pagar e o outro transferir a parte que lhe é devida.

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    7. Anónima da 01:47, ahah tem razão! Tentei perceber mas fui parar sempre à questão: "então mas o meu dinheiro MESMO, é qual?". Para mim é muito estranho que o dinheiro seja dos dois; ia ficar ressentida se ele gastasse mais que eu em coisas superficiais e sentir-me-ia desconfortável se fosse eu a gastar mais. E atenção, isto não significa que não o ajudasse caso fosse necessário e vice-versa, mas contanto que os dois trabalhamos e recebemos mais ou menos o mesmo, o dinheiro que cada um ganhou é seu, não nosso.

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    8. Anonimo das 9:13, certo, mas dependendo da quantidade de despesas isso pode dar mais trabalho. Se forem namorados e vao viajar juntos, ok, um paga tudo e depois o outro no fim da viagem da-lhe metade. Agora um casal q more junto tem varias despesas da casa. Se eu nao tivesse conta conjunta, entao o meu marido tinha por ex de pagar tudo da conta dele e depois no final do mes tirar o extracto e calcular qto é q tinha de despesas conjuntas p eu lhe dar metade e quanto é q era de despesas so dele. Pessoalmente acho q depende do numero de despesas, sendo muitas e regulares acho mais pratico ter uma conta conjunta so p estas despesas. Mas tteoricamente sim, podem so ter as contas separadas e depois um pagar ao outro.

      No nosso caso enquanto eramos namorados tinhamos so as nossas contas separdas e pagavamos aos outros. Qd fomos morar juntos criamos uma conta conjunta so p estas despesas q achamos mais pratico. Cada um coloca la x€ por mes e vamos gastando.

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    9. Anónimo das 12:05, eu e o meu marido fazemos isso das contas separadas e não dá assim tanto trabalho. Tenho um bloco de notas no telemóvel onde vou escrevendo cada gasto (não fazemos isso de tirar o extracto a cada mês), quando vem uma conta do restaurante e eu pagar, por exemplo, anoto logo quanto paguei e faço a soma ao total e no fim do mês está lá tudo o que gastei da parte comum e que ele me fará uma transferência. Uma conta comum também exige outro banco, eventualmente pagar comissões, gerir mais um pin/cartão de códigos para operações/monitorizar esses movimentos, cada um transferir mensalmente para lá dinheiro, etc. Ou seja, o "trabalho" acaba por ser o mesmo, se calhar.

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    10. Os meus pais casados há mais de 30
      anos sempre tiveram (e têm) contas separadas. A gestão da casa e das contas sempre foi feita de forma simples: a minha mãe paga algumas contas (água, luz, telefone, por exemplo) e o meu pai paga outras (crédito da casa, gás...). Cada um ficou responsável pela semanada e mais tarde pelas propinas de um dos filhos (somos dois).
      Eu casei com separação de bens e sempre tivemos cada um a sua conta e uma conta comum para os gastos da casa. Estando eu desempregada, mantivemos assim. Ele todos os meses passa um x para a conta comum (para as contas da casa) e outro x para a minha conta (para eu gerir as contas de supermercado e gastos com a nossa filha).
      Quando namorávamos e trabalhávamos os dois, havia apenas cada um com a sua conta e nunca houve stresses com “quem paga o quê”. As despesas pessoais eram pagas obviamente por cada um, as viagens eram a meias e os jantares/cinemas/etc, ou pagava eu ou pagava ele, sem estarmos a ver se algum andava a pagar mais que o outro. Também sempre houve a confiança de dizer “este mês não quero/posso gastar muito dinheiro, se formos ao cinema pagas tu?” e às vezes dava, outras vezes não se ia e pronto.
      A ideia de haver só uma conta comum não funcionaria para nós. Não vemos necessidade de o outro saber que um comprou uma camisola caríssima ou que foi às compras naquele dia. Além de que há a questão das prendas, em que se tornaria complicado fazer surpresas porque o outro veria o dinheiro a sair e para onde. Além dos equívocos que podem surgir. :D O meu cunhado uma vez foi almoçar a um restaurante de um hotel com um cliente. Mais tarde a minha cunhada viu sair o certo valor da conta e aparecia a palavra “hotel” no descritivo. Foi um pé de vento e uma boa confusão com ela a pensar que tinha sido traída. :D

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    11. Tete, uma duvida: pq é q os gastos c supermercado e c a vossa filha vao p a tua conta e nao p a conta conjunta? É so curiosidade pq p mim esses gastos tb sao conjuntos. Outra coisa seria ele tranferir-te dinheiro p as tuas despesas pessoais pq optaste por nao trabalhar e estar em casa c a vossa filha e aí ja me faria sentido ser p a tua conta

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    12. Os meus pais sempre tiveram contas separadas e é um dos grandes motivos para eu não querer estar numa relação com esse sistema.

      Desculpem mas eu acho que é surreal andar a fazer contas para ver quanto é que o meu marido me deve. E acho mesquinho ficar-se ressentido porque o outro gastou mais em determinado momento, como se não fosse algo que eventualmente irá acontecer no inverso.

      A questão das despesas com filhos então não compreendo mesmo. Conheço um caso onde o marido se contribuiu com um pacote de fraldas para a criança desde que a dita nasceu foi muito... Ah porque não quer abdicar do nível de vida 😱😱 desculpem mas para mim era divórcio na hora.

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    13. A razão é bastante simples e pouco relacionada até com a logística familiar. :) Não temos cartão da conta comum. :) Ou seja, aquela conta foi criada para as despesas da casa que saem automaticamente. E agora que penso nisso expressei-me mal: ele não transfere nada para a minha conta. Transfere sempre para a conta comum: x para as despesas que já sabe que vão sair obrigatoriamente e x para supermercado/gastos com a filha/gastos meus que eu retiro para a minha conta, da qual tenho cartão e posso assim fazer pagamentos. :) E por exemplo, o subsídio a que temos direito nos primeiros 3 anos da nossa filha foi sempre directemente para a minha conta uma vez que seria eu a usá-lo para comprar leite, fraldas, etc...:)
      Mas não somos muito rígidos neste sistema, as circunstâncias mudam e o sistema muda também. Arranjando eu emprego, a logística será obviamente outra. :) Mas conta comum unicamente é que não. :) Neste momento, houve chatices com o banco onde tínhamos as contas e decidimos mudar de repente antes das férias. Assim pedimos para fechar todas as contas e abrimos apenas uma comum num novo banco, mas foi logo decidido que rapidamente trataremos de abrir cada um a sua conta. :)

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    14. Teté, cá em casa também é assim. Um paga umas coisas e outro outras. Ele poupa e eu tento poupar (ganho mais, pago mais despesas). Temos uma conta comum de poupança. Nunca nos chateamos com isso.

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    15. "E acho mesquinho ficar-se ressentido porque o outro gastou mais em determinado momento, como se não fosse algo que eventualmente irá acontecer no inverso."

      E quando isso nunca acontece? Quando um membro do casal é de facto mais gastador em despesas pessoais e gasta sempre muito mais que o outro? acha que faz sentido o outro pagar os luxos?

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    16. Anónimo das 22h37

      Mas está a pegar num único exemplo para ver o lado mau das contas separadas. :) Há imensa gente com contas separadas, como pode ler por aqui, sem que haja essa contagem ao cêntimo ou andar a ver quem deve a quem. Quando ambos trabalhávamos, nenhum de nós ficava a dever dinheiro ao outro por se ter ido às compras, ou jantar fora ou come um gelado. Às vezes pagava um, outras vezes pagava outro, sem haver contabilizações.

      Quanto ao pai que apenas contribui com um pacote de fraldas, nada tem a ver com as contas separadas. É simplesmente decidir ser parvo. :)

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    17. Ana

      Connosco o sistema funciona bem. Sabemos quanto o outro tem na conta, falamos de finanças e poupanças na boa, sem segredos. Já passámos por fases diferentes e mesmo com contas separadas, financeiramente somos um casal. Agora estou desempregada e o Jack acarta com todas as despesas. Mas já houve alturas em que eu tive mais dinheiro que ele e pagava mais eu as nossas saídas, até porque houve fases em que ele não podia mesmo pagar nada. Nunca lhe cobrei todos esses jantares, cinemas e outras despesas da mesma forma que ele não me cobra quando compro agora roupa para mim com o salário que ele ganha. Já cheguei a pedir-lhe o cartão para fazer uma compra on-line e ele o mesmo a mim, e não houve devoluções de dinheiro. Somos um casal. No fundo comportamo-nos como se tivéssemos conta comum mas preferimos ter conta sapatada pela liberdade e facilidade de poder gerir o dinheiro individualmente.

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  7. Tenho um casal de amigos que têm contas separadas. Mete-me uma confusão tremenda ouvi-los falar de dinheiro. Chega-se à hora de pagar um jantar, por exemplo, ficam sempre a "discutir" quem paga naquele dia ou se cada um paga o seu. É frequente ouvir "ainda me deves 1 euro daquilo que paguei ontem", "já paguei ontem eu, paga tu hoje", "o que eu paguei ontem foi mais caro, hoje pagas tu", "não te esqueças que ainda me deves x daquela vez que fomos não sei onde". Ganham os dois bem, vivem bem, têm um relacionamento bom e até vão casar no final do ano, mas vivem a discutir estas coisas. É tão esquisito. Não consigo imaginar estar numa relação onde o dinheiro é falado constantemente, onde há sempre estas pequenas discussões. Faz-me muita confusão ouvi-los, mas pelos vistos resulta com eles.

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    1. Ai que horror. Respeito, mas acho inconcebível. :P

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    2. Também tenho uns amigos assim. Também era impensável para mim/nós.
      Mas sinceramente é pior para nós que assistimos e não nos identificamos. Eles não sofrem com isso, acho que é parte da dinâmica e até se divertem com essa gestão.
      Se estão bem assim, ótimo...

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    3. Nós ate a conta de supermercado dividimos: gastos comuns, compras so dele e compras minhas. Qdo vou ao pao trago sempre o talao p depois ele me dar 50% do valor no fim do mes. As meninas da padaria acham estranhissimo eu querer sempre talao p compras de 1€, n sonham p o q é... estamos juntos desde 2006, p nós resulta :-)

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    4. Caramba, não seria mais fácil cada um pagar o seu? Eu e o meu namorado dividimos sempre a conta e nunca tivemos problemas com isso. O que acho estranho é que os funcionários dos estabelecimentos ficam quase sempre surpreendidos... "ah, é para dividir?". Pensava que isso fosse cada vez mais prática corrente.

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    5. Anonimo 13h31 ainda bem que funciona tudo bem convosco, em equipa vencedora nao se mexe! Mas lá está, cada casal sua dinamica, esse tipo de conceito do dinheiro arrepia-me só de ler e imaginar, entre nós. Não conseguia discutir cêntimos e o dividir tb nao me faz sentido. Ou pagamos da conjunta ou vamos pagando à vez sem pensar mais nisso. Nao e nada importante para mim que o casal contribua de forma exatamente igual para as coisas comuns. É até completamente acessório. Só é preciso haver bom senso.
      Mas respeito completamente!

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    6. anonimo das 15:31

      "Caramba, não seria mais fácil cada um pagar o seu? Eu e o meu namorado dividimos sempre a conta e nunca tivemos problemas com isso."

      nem todos os restaurantes aceitam dividir as contas, a maior parte sim, mas há outros que fazem um filme, principalmente se for para pagar com cartao multibanco.

      e depois há pequpenas compras que é mais chato estar cada um a pagar metade. por ex, ontem fomos a uma feira de verao: pagamos a entrada, numa tasquinha compramos 2 sandes e 2 bebidas e so um pacote de batatas fritas (iamos dizer aos senhores olhe some aí 1 sandes, 1 bebida e meio pacote?) e depois comemos uma fartura a meias, mais um pastel de nao sei que a meias noutra tasquinha e um pastel de tentugal a meias no fim da noite depois do concerto(temos esta panca de comer sobremesas a meias para provar mais coisas diferentes de que cada um comer so 1). entao iamos estar na tasquinha dos pasteis de tentugal a dizer "olhe isto é 1,20€ eu pago 0,60€ e o meu marido paga outros 0,60€" ;-))

      foi mais facil ele pagar tudo em dinheiro e depois eu mais tarde dou-lhe metade do valor total gasto nessa noite

      claro que isto tambem depende se moram juntos e por isso têm muito mais despesas em comum ou se sao so namorados e a questao das despesas é so para as saidas juntos de vez em quando

      no nosso caso funcionamos assim: temos uma conta conjunta em que todos os meses colocamos o mesmo valor cada um. daí pagamos agua, luz, renda, gás, internet, gasolina, supermercado comum, tudo coisas que sai por debito directo ou se paga com multibanco. depois coisas que temos de pagar em dinheiro (este caso dos gastos na feira ou eu quando vou comprar o pao), guarda-se os tickets com o nome escrito de quem pagou o contabiliza-se esse valor no final do mes. Por ex, se este mes temos ambos de colocar na conta conjunta 500€, mas eu paguei em dinheiro 20€ em pao, entao eu transfiro 500€ para a conta conjunta e ele transfere 520€.
      Para nós é algo simples, é so guardar os tickets e no fim do mês ele soma tudo e faz as contas.

      O mais facil é de facto pagar tudo o que consideramos conjunto com o cartao multibanco, mas há pequenas coisas q nao da mesmo.

      Quando eramos namorados faziamos como menciona: cada um pagava o seu porque aí era basicamente jantares fora, cinema e pouco mais.

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    7. Conheço vários casais assim. Conheço até um caso mais extremo em que ambos têm rendimentos anuais entre os 50-60 mil € (cada um!) e é constante a conversa "hoje é a tua vez de pagar!"; "não não! Mas eu entretanto paguei isto e aquilo!"
      Mais ridículo ainda é que têm um filho que está nos avós, a mãe vive lá também, o pai do miúdo trabalha e vive noutra cidade, só estão juntos aos fins de semana, e o pai paga uma mesada à mãe para despesas do miúdo, que ainda está em casa. O que me faz confusão é estarem bem assim, cheios de dinheiro mas não fazem absolutamente nada em comum só para não gastar dinheiro e não ter trabalho. Tenho muita dificuldade em compreender. Mas se são felizes assim: óptimo!

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    8. Eu e o meu marido (juntos há 8 anos) também fazemos isso de partilhar as despesas a meias. Ganhamos sensivelmente o mesmo e normalmente eu pago as coisas comuns porque tenho cartão de refeições para o subsídio de almoço e ele não (e convém-nos "despachar" esse dinheiro em restaurantes e supermercado) e sou mais organizada para gerir os débitos directos/gastos comuns, bem como faço algumas compras pela net que dizem respeito aos 2, mas vou apontando tudo e depois uma vez por mês ele transfere-me metade do valor do que eu gastei.

      Outra vantagem ainda não falada aqui de ter duas contas é que distribuimos o risco bancário... se algum dos bancos falir (tipo BES) ou houver algum problema, sempre temos a conta do outro. Também podemos jogar com o que cada banco oferece melhor a cada momento em termos de taxas de juro/comissões/depósitos. Mas ambos sabemos os pins dos dois cartões, muitas vezes ele dá-me o cartão dele ou eu dou-lhe o meu para comrparmos algo específico e pequenos gastos tipo os que referiram acima (comprar um bolo numa feira) não são divididos com régua e esquadro.

      Sentimo-nos melhor assim a manter as contas separadas e a cada um fazer os seus gastos individuais ou comprar prendas com o seu salário. Como também disseram, é fácil porque ganhamos ambos o mesmo e temos um salário porreiro, mas tenho a certeza que se não fosse esse o caso, dividiríamos as despesas não a meias, mas proporcionalmente e que se algum de nós necessitasse de ajuda nesse campo durante algum tempo, o outro ajudaria.

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    9. Anonimo das 9:57

      "é constante a conversa "hoje é a tua vez de pagar!"; "não não! Mas eu entretanto paguei isto e aquilo!""

      Isto nao me faz qq sentido. Ou as pessoas sao mais abertas c o seu dinheiro e partilham um c o outro sem fazer contas, ou se querem ter as coisas divididas ao centimo fazem as contas certinho. Nós ate despesas de 0,50€ dividimos, fazemos as contas e somamos tudo no final do mes. Por isso tenho meses em q ele diz, ora esta mes tinhamos de colocar 500€ na conta conjunta e face ao q tu pagaste durante o mes tens de colocar 521,07€ e eu tenho de colocar 503,42€
      Agora nao fazer isso e depois estar a discutir quem é que ja pagou o quê é so parvo, digo eu...

      Tb nao percebi a parte de nao fazerem coisas em comum, o q é q isso tem a ver c a divisao do dinheiro. Eu vou de ferias c o marido, cada um paga exactamente metade dos gastos, se vamos jantar fora ou ao cinema tb dividimos, se formos passear e comprarmos um gelado tb dividimos. A forma como dividimos as despesas nao tem qq impacto nos nossos momentos de lazer juntos. É exactamente o mesmo q seria como nos casais q têm so uma conta c os salarios e co sideram a totalidade dos dois. Nao percebi mesmo a relacao entre uma coisa e outra.... pode explicar? Fiquei curiosa

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    10. Estou a falar de um casal que conheço em concreto. Falo de estarem há anos um em cada cidade, quando ja viveram juntos e depois ela decidiu ir para os pais, assim eles tomavam conta do neto. Percebe? Estou a falar de serem uma família mas não se organizarem e viverem como uma família, ter uma casa/apartamento e estarem juntos num espaço deles. Se fossem muito pobres, eu entendia. Mas não, ambos auferem vencimentos muitíssimo acima da média.
      Acho aceitável a forma como no seu caso se organiza, até porque cada um sabe de si. Compreendi, não me parece descabido, embora cá em casa não seja assim. Mas não entendo pessoas que dividem tudinho e depois são agarrados ao dinheiro como um velho avarento de 200 anos.

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    11. "Estou a falar de serem uma família mas não se organizarem e viverem como uma família, ter uma casa/apartamento e estarem juntos num espaço deles. Se fossem muito pobres, eu entendia. Mas não, ambos auferem vencimentos muitíssimo acima da média. "

      eu percebo perfeitamente isto, mas entao tem a ver com a relação que ambos têm com o dinheiro, no geral devem ser bastante forretas. Não tem a ver necessariamente com o facto de terem contas separadas ou não.

      mas olhe que não será tao estranho como pensa isso de estar casado e morar com os pais. eu casei com o meu marido e fomos morar para um apartamento arrendado, só agora compramos terreno e estamos a construir a nossa moradia. Mas várias pessoas da minha aldeia me criticaram de ser "burra e estar a gastar dinheiro em rendas quando podia estar a morar com a minha mae". A minha mae é divorciada, mora sozinha numa casa com 300m2. E sei que se fosse preciso ela nos poderia receber la. Para essas pessoas era normal eu estar com a minha mae, tal como outros casais jovens na minha aldeia. Mas eu preferi "desperdicar" este dinheiro das rendas e estar estes anos a morar sozinha num apartamento, acho que cada casal precisa do seu espaço e intimidade.

      Também conheço malta que o marido emigrou para outro país e a mulher para nao ficar sozinha decidiu voltar para casa dos pais.
      agora isso de estarem em cidades separadas, depende, pode ser precisamente por causa do bom salario, ou seja, será q ele ou ela consegueriam trocar de emprego para ficar perto do outro e irem morar juntos? ou não estão dispostos a diminuir o salario para ficarem juntos?

      no nosso caso o meu marido (na altura namorado) fez o doutoramento na Suiça e tinha lá boas perspectivas de arranjar emprego. Mas eu já estava cansada da relação à distancia, queria assentar, casar, organizar a nossa vida. E ele decidiu voltar para Portugal e arranjar emprego aqui para podermos estar juntos. Claro que ambos sabemos que se ele tivesse ficado lá hoje estaria financeiramente melhor, mas foi uma decisao tomada para podermos estar juntos.

      Já acho "horrivel" por ex aquela malta que é professor e todos os anos vai para uma cidade diferente, um numa cidade e outro noutra e depois só têm a familia reunida ao fim de semana. Havendo opção é sempre melhor estarem juntos, mas lá está, ou esse casal tem uma profissao em que não conseguem mesmo mudar p estar juntos ou nao querem prescindir do salario.

      E mesmo sendo a questao da profissao há outras opções radicais q se podem tomar: uma rapariga da minha terra era professora, todos os anos a mudar de cidade, casou, teve uma filha e a menina ficou na terra com o pai, sendo que ela so via a filha aos fins de semana (eu sei q nos primeiros anos/meses elas la têm uma regra para estarem mais perto de casa mas quando as crianças crescem isso acaba-se) e ela desistiu de ser professora. Abriu uma pizaria :-) A questao mesmo é qual o valor que se dá à familia.

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    12. Tem razão, não tem de todo a ver com contas separadas ou não. É mesmo pura forretice, mais dela do que dele. O trabalho dela é maioritariamente a partir de casa, ou seja, pode estar em qualquer ponto do país, ele é que não. E eles de facto chegaram a arrendar casa, mas com a gravidez ela preferiu ir para os pais, assim os avós ficavam a tomar conta do neto enquanto trabalha, não tendo gastos com berçário, só que assim ficou longe do namorado, pai e filho longe.
      Eu entendo que se faça essa pausa nos pais para amealhar, claro. Eu própria devia-o ter feito! Mas não é o caso de todo, ambos têm cargos de topo, com imensas regalias. Quando nem assim se investe na família, qual é afinal o objectivo?
      Eu sei que eles querem construir uma casa, a pronto. Só que os anos passam e nem terreno, nem casa, nem nada. Porque não se entendem, discutem permanentemente o "hoje pago eu e amanhã pagas tu", não conseguem um consenso financeiro. É a vida deles e não se angustiam, mas a mim e outros amigos nossos, que vemos de fora, faz-nos mesmo imensa confusão.
      Bom, mas como disse, é um caso que me parece muito especial e nada a ver com a forma como a anónima se organiza :)
      Concordo em absoluto com o que diz "a questão mesmo é qual o valor que se dá à família"

      Bom, a situação dos professores é o verdadeiro pesadelo. Admiro a persistência e dedicação. Não dava para mim...

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    13. Não vejo mal algum em viver com os pais para se juntar dinheiro... Mas não concordo muito com a ideia. Se queremos ser independentes, temos de o ser para o bom e para o menos bom. Já passei meses mesmo muito difíceis e nunca pensei em voltar a casa da mãe. Se somos um casal, somos nós bons e maus momentos, seria incapaz de me separar do meu homem para amealhar dinheiro. Mas seria capaz de viver com ele em casa de familiares num momento mais complicado... Aliás, já o fiz, há cinco anos e meio. Ele ficou sem trabalho e fomos viver um ano para casa dos meus tios, na aldeia. A casa estava desocupada e foi uma excelente ajuda naquele ano. :)

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    14. Respeitando a opção de cada um... As senhoras que dividem as contas fazem-no exactamente por que motivo? Não consideram o dinheiro de ambos? Têm filhos? Se tiverem filhos, farão igual? Dividem despesas com os filhos? :/

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    15. S* eu ainda nao tenho filhos e nem sei bem como vamos fazer como comentei abaixo

      Quanto aos motivos para mim sao 2: por um lado pq nao considero o dinheiro de ambos. Eu trabalho, tenho o meu salario, sou eu a decidir como gasta-lo e vou gasta-lo em coisas q sejam p mim. Por isso o meu salario é p despesas conjuntas de q amvos usufruimos ou p coisas minhas pessoais. O outro motivo tem a ver c padrao de consumo: sou mto mais forreta q o meu marido. Dei o ex abaixo: ele so compra calças de ganga na salsa. Eu acho um disparate dar mais de 10/15€ por umas calças e compro na primark. Como fariamos se o dinheiro fosse de ambos? Eu andaria a pagar as calças dele na salsa enquanto eu vestia primark? Ele deixaria de comprar na salsa e usava primark como eu? Eu ia tb comprar na salsa apesar de achar um desperdicio de dinheiro? Como se resolve isto de uma forma justa p ambas as partes? Aceito sugestoes :-))

      O peimeiro motivo q referi é uma questao de opiniao, uns pensam assim outros nao. Agora o segundo motivo........Honestamente acho q so consegue ter tudo em conjunto quem tem padroes de consumo semelhantes, pq se nao ha sempre ressentimentos.

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    16. Credo. Isso não parece um casamento mas uma união económica. Nem com amigos ando a contar trocos...

      Eu e o meu marido volta e meia brincámos com o "pagas tu hoje"? Mas a conta é comum.

      Quem deve gostar que os casais tenham todos 3 contas serão os bancos. Imagino a despesa em comissões ...

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    17. Talvez a questão possa ser vista de outra forma S!
      A divisão de contas não tem que ser necessariamente porque o dinheiro não é de ambos.
      Até pode ser pensando de outras formas... imagine que cada um do casal recebe 1000 euros, colocam na conta conjunta, cada um, 800 euros, um total de 1600!
      Para despesas e tudo o resto (até poupar para poupar).

      E sobram 200 euros para cada um fazer o que quer, poupar para algo ou comprar logo algo que deseja, por mais parvo que seja! Nem tem que ir para um banco, cada um fica com 200 euros para o que lhe apetecer, entende?

      Assim, por exemplo, a S podia comprar as malas e sapatos sem ter que avisar o "mais que tudo" como já disse aqui no blog (no post da mala, se não estou em erro).
      E o "mais que tudo", faria o que quisesse também, por exemplo, ver jogos do seu clube.
      São coisas que um gosta e o outro não valoriza (nem vê necessidade).
      E todo o dinheiro da conta é gasto nos gastos normais, inclusive dos filhos.

      Pode ser visto, apenas, como um mimo ou uma forma de cada um comprar/ter coisas que gosta, mas que não são necessariamente essenciais.
      Assim, para as pessoas que não gostam de gastar dinheiro (como o "mais que tudo") e não tem direito a esses mimos, podia por exemplo, ir poupando todos os meses esse dinheiro (e a S gastava a sua parte). Esse dinheiro poupado era dele, já que nunca quis os tais mimos.

      Há muitos casais que se privam destas coisas, exatamente, porque quando discutem se vale a pena comprar X o outro acha q não faz sentido.
      Ou quando um deles, gosta de comprar coisas e o outro não. É o pior. Porque um compra, e o que não gosta/liga a compras não compra, mas o dinheiro gasta-se na mesma...
      Trabalhamos todos, merecemos mimar-nos, mesmo quando queremos algo que só nos próprios damos valor.

      Mais uma vez, claro, que isto só faz sentido, se existir dinheiro suficiente para estes "mimos".

      Depois, pode levar-se isto ao extremo ou manter um equilíbrio.

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    18. S*, eu, como referi acima, mantenho conta separada porque quando comecei a namorar com o meu agora marido já tinha a minha conta e ele a dele, pelo que não vimos necessidade ao longo dos anos de criar uma conta conjunta ou de acabar com a conta de um de nós e ficar só com uma. Por um lado, há a questão bancária que já referi, de se diversificar o risco bancário, se jogar com taxas de juro/comissões/despesas, de se poupar o trabalho/despesas de ter uma 3.ª conta, etc. Por outro lado, sempre estivemos na situação de estarmos ambos a trabalhar, a ganhar ambos salários semelhantes e felizmente nunca termos tido problemas financeiros. Por isso nunca houve necessidade de um contribuir mais ou menos para as despesas comuns, sempre contribuimos na mesma medida e, apesar de sermos um casal, visto que ambos trabalhamos e ganhamos o nosso dinheiro, sabe-nos bem ter cada um a sua conta e o seu dinheiro para os seus gastos pessoais, sem ter aquele sentimento de "estou a tirar do bolo comum para comprar um vestido" e quase que sentirmo-nos mal por gastar algo que é nosso. Claro que o dinheiro é de ambos, se houvesse uma necessidade qualquer ajudarmo-nos-íamos mutuamente. Não temos filhos ainda, estou grávida, mas não percebi essa pergunta. Estás a dizer cobrar aos filhos a parte deles? Dividir as despesas comuns por 3? Acho que aí é completamente diferente porque estamos a falar de crianças que são dependentes de nós e que iremos sustentar em conjunto até terem capacidade para o fazerem eles próprios, bem como queremos ambos poupar para que, quando forem mais velhos, tenham um pé de meia de segurança e para iniciarem as suas vidas. No nosso caso somos 2 adultos, ambos com trabalho e rendimentos, acho normal que se dividam as despesas entre os 2 e que ambos se sintam à vontade para, com o fruto do seu trabalho, gastar o extra da forma que bem entenderem (e a ideia de haver uma conta comum com dinheiros "misturados" inibir-me-ia de o fazer à vontade).

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    19. "Quem deve gostar que os casais tenham todos 3 contas serão os bancos. Imagino a despesa em comissões ..."

      tenho varias contas bancarias e nao pago comissões de conta nem de cartão em nenhuma delas. é preciso saber escolher os bancos, claro que nao pode ser nos bancos tradicionais como na CGD e afins, tem de ser em bancos online.

      temos a nossa conta conjunta e a minha conta pessoal no Activo bank (zero comissoes, cartões de credito e debito à borla e transferencias também à borla). Eu tenho adicionalmente contas no Banco Invest, Banco dos CTT, BigOnline e Best. O meu marido tem no Banco Invest, BigOnline, Best, Banco dos CTT e Banco Popular. Nenhum de nós paga comissões. Apenas em alguns deste bancos se paga transferencias mas também são onde temos investimentos, e nao se faz muitos movimentos.

      então acha que quem tem contas separadas para ter o dinheiro certinho dividido ia depois estar a desperdicar em comissões? :-))))

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    20. S*

      Por aqui o dinheiro é de ambos em caso de necessidade . :) Tanto quando eu ganhava mais e tinha mais dinheiro na minha conta como agora que estou desempregada e ele trabalha. :) É de ambos no sentido que se o outro precisar, o dinheiro é usado sem hesitar. Quando ainda namorávamos o Jack teve um acidente de automóvel e não tinha dinheiro imediatamente para arranjar o carro. Avancei eu sem hesitar. Somos um casal, se ele precisava, eu estava lá. Agora se ele me dissesse que precisava de dinheiro para ir de férias com amigos, isso não resultaria. :) Cada um com a sua conta para as suas despesas e para a sua gestão pessoal, para oferecer coisas ao outro, mas sabendo sempre que em caso de grande necessidade o dinheiro do outro também conta. :)
      É como diz alguém mais acima: é poder ter a liberdade de comprar uma mala sem ter de avisar o companheiro.:)
      Quanto a filhos, obviamente as despesas são dos dois. Se apenas um trabalha, fica obrigatoriamente a cargo dele. Se ambos trabalham, cria-se a logística que mais dá jeito. Pensando em nós, caso ambos trabalhássemos, provavelmente o Jack ficaria responsável pelo pagamento do seguro escolar e de saúde por exemplo, e eu ficaria responsável pelo gasto de supermercado e roupas, pois é mais provável ser eu a ir às compras e daria portanto mais jeito. Claro que isto não impediria o Jack de pagar o supermercado ou roupas de vez em quando ou de falarmos e arranjarmos outra logística se vissemos que um andava a gastar mais que o outro.

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  8. Eu e o meu namorado recebemos o mesmo e cada um tem a sua conta e despesas próprias e temos uma conta conjunta de onde sai o dinheiro para as despesas comuns.
    Como ganhamos o mesmo contribuímos na mesma proporção para as despesas comuns. Se não fosse esse o caso, para mim faria sentido cada um contribuir na proporção do seu salário e não em partes iguais. Para mim seria impensável partilhar as despesas todas: porque gosto de ter controlo sobre os meus gastos e dessa forma não teria, porque eu tenho os meus caprichos e ele os dele e não me sentiria confortável de ele pagar a minha roupa (por exemplo) que eu compro sem ser por necessidade, quando ele gasta menos do que eu. Como da mesma forma não me apetece pagar os jogos e afins que ele compra. Para mim é uma questão de justiça, e funcionamos na perfeição assim.
    Em relação às despesas comuns, são sempre partilhadas por igual, à exceção da nossa máquina fotográfica mais 'xpto' que ele fazia questão de comprar e eu não, porque achava que a que tinha era suficiente, e foi o único caso que me lembre que ele pagou mais do que eu (e se um dia cada um for à sua vida nem pondero que ele não fique com a máquina fotográfica para ele).
    Mas tenho perfeita noção que se evitam muitas discussões por ganharmos o mesmo (já passei por uma situação diferente e por vezes era muito complicado: um queria fazer qualquer coisa, o outro não tinha dinheiro e não queria aceitar fazer sem pagar...um filme!).

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    1. Tb é a nossa filosofia

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    2. Aqui nunca se ponderou sequer outra forma. O dinheiro é dos dois. Ganhe eu o dobro. Ganhe ele o dobro. Esteja ele desempregado ou eu com salários em atraso. O que entrar, é nosso.

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  9. Nós temos salários diferentes, até porque eu trabalho por conta própria, por isso, cada mês é um mês. Ele tem trabalho fixo e ganha mais do que eu. Já ganhámos o mesmo, já ganhei mais do que ele. Estamos casados com comunhão de bens e temos, desde o primeiro momento a viver juntos, uma conta nossa, onde colocamos o dinheiro para as coisas da casa e do casal (inclui viagens, jantares fora, extras). A proporção desse dinheiro é ajustada conforme o salário de cada um - o P. é financeiro por isso faz sempre uma gestão percentual para que seja justo para ambos. Cada um mantém a sua conta individual e outra de poupança, mas que são de ambos na verdade e temos os códigos do outro. Para mim faz-me todo o sentido desta forma, tem resultado sempre muito bem e não tivemos nunca uma única discussão por questões financeiras. Acho que é um assunto que vai buscar educação, crenças, experiência de vida, maneiras de ser, por isso, não haverá uma fórmula única certa - cada um deve escolher o que é o certo para si.

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  10. Um casamento, uma relação duradoura, etc, etc, pressupõe planos a 2 e uma vida em comum. Ainda que respeite, não tenho nada a ver com isso!!, há necessidade de um casal andar a trocar dinheiro entre si, cada vez que tem de comprar algo tão básico como pão ou um cacho de bananas?
    Se não vos está mesmo no sangue serem uns mãos largas e, nesse mês, perderem a cabeça e pagarem 3 ou 4 bolinhas de água a mais, porque não pôr só um pouco mais na conta comum e pagar essas despesas diárias daí, comprometendo-se ambos a usarem esse montante unicamente para despesas dos dois (jantares e lazer incluídos)?
    Para mim seria cansativo - e inconcebível - que o meu marido me andasse a entregar tickets do que tinha trazido para casa! (ou que me exigisse que eu fizesse o mesmo!)
    E se comprarem um pack de pacotes de leite, só bebem 3 cada um? Por essa linha de pensamento, quem come/bebe mais, devia pagar mais...
    Vida a dois também é descontração - cada um pode (e deve!) ter a sua conta, mas ninguém morre se pagar mais 7 iogurtes num mês do que o seu companheiro de vida. Nem tem de o contabilizar!
    Sejamos mais generosos. Isto não é um concurso!
    Não são companheiros de casa, são Família! Ninguém fica prejudicado quando a Família está feliz e bem alimentada - ainda que tenha pago um pouco mais!

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    1. Ahahahahah adorei este comentário! A sério!! É que falando de forma abstrata em dinheiro é uma coisa, falar de produtos em si ou exemplos concretos é outra. Subscrevo totalmente esta opinião!
      Se eu e o meu marido andassemos a dividir tudo, então tinha de ser eu a pagar 90% do champô já que ele rapa o cabelo? 😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂
      Excelente ponto de vista, cara anónima 😊
      Raquel

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    2. No nosso caso a conta conjunta tb serve p pagar jantares e lazer onde estamos os 2. E nao, nao fazemos contas se um comeu um prato maos caro q o outro. Agora qto aos tickets, eu cada vez q vou ao pao gasto 2€, no final do mes sao 20/25€, por isso sim, junyo os tickets p ser considerado na conta conjunta ( isto dos tickets so é preciso p casos em q n da p pagar c o cartao multibanco da conta conjunta)

      Se comprarmos iogurtes cada um come o q lhe apetece mas comemos os 2. Mas se eu compro pensos higienicos ele nao os vai usar com certeza por isso eu acho q ele nao tem de pagar essa parte da conta de supermercado. No nosso caso nao é a questao se um come mais q o outro, é so mesmo p distinguir entre compras p os 2 ou so p 1.

      Familia é a minha mae e irma, e filhos se um dia os tiver. Marido é outra coisa :-) hoje estamos bem e temos planos a 2 p o futuro, amanha logo se ve. Familia é a de sangue q dura p toda a vida

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    3. Perdoem a minha observação, mas nunca na minha vida achei que alguém faria contas ao pão ou aos pensos higiénicos. Não entra na minha cabeça. Respeito, mas não consigo entender. Amor é partilha... Pelo menos para mim.

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    4. Segundo o código civil casamento é um contrato entre duas pessoas que pretendem constituir uma família, por isso, marido e filhos são família, aquela que nós constituimos. Ou por acaso os filhos nascem sozinhos? Como é que se pode dizer que filhos são família e marido não?

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    5. Acho que ficou explicado: Não considera o marido como família.

      Veja lá se a família de sangue não a deixa ficar mal...Não seria a primeira.

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    6. Acho que a visão é mesmo a de companheiros de casa (e mesmo assim já vi menos extremismo)

      Para mim não dava e concordo completamente com o comentário inicial.

      Para mim o meu marido é a família que eu escolhi. Será para sempre enquanto durar, como qualquer relação.
      Lá por haver outras relações de sangue não quer dizer que não nos deixem ficar mal 😉 duas gravidezes de risco, vários internamentos hospitalares, muitas noites a precisar de apoio e muitos dias que faltou ao trabalho. O meu marido já me apoiou mais que qualquer outra pessoa que divida o mesmo sangue que eu.
      É a família que eu escolhi partilhar a vida.

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    7. Família e também o homem que escolhi para markma. Família são os amigos que estão sempre lá. Não é o sangue que determina, mas o coração. A mim não me faz sentido algum essa divisão. Eu compro pensos higiénicos e ele compra cervejas. Eu compro tampões e ele batatas de pacote. Sai tudo da mesma conta, não andamos cá a ver o que é de um e de outro. São compras para a casa.

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    8. Família e também o homem que escolhi para markma. Família são os amigos que estão sempre lá. Não é o sangue que determina, mas o coração. A mim não me faz sentido algum essa divisão. Eu compro pensos higiénicos e ele compra cervejas. Eu compro tampões e ele batatas de pacote. Sai tudo da mesma conta, não andamos cá a ver o que é de um e de outro. São compras para a casa.

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    9. Concordo totalmente com este comentário.

      Acho mais natural, na conta conjunta colocar-se logo o valor total quer de despesas fixas recorrentes quer de despesas fixas variáveis, como o pão e o supermercado.
      Pode estimar-se que se gasta 100 euros, das despesas que variam, colocam-se 150 euros (para garantir) e nos mês seguinte com o que sobrou ir retificando.

      Eu acho que faz sentido a divisão de contas e conta conjunta, porque considero prático e gosto da liberdade de cada pessoa continuar a ter gostos e gastos individuais sem ter que justificar tudo um para o outro (atenção, não significa esconder!). Afinal num casal, existem duas pessoas diferentes.
      Mas quando se chega ao extremos dos tickets e etc, passa esta ideia que tenho e começa a ser, realmente, falta de partilha e pessoas mesmo muito forretas. Não é o meu caso!
      Gosto apenas de ter a liberdade e usufruir do dinheiro que ganho, por mais fútil que possa parecer ao outro.
      Parece que não, mas é realmente até bom para a relação. Cada um pode gastar esse valor, sem remorsos e sem preocupações (já que todas as contas tão pagas e esse valor é o que realmente "sobra" para os pequenos prazeres).

      Mas lá está, cada casal é que sabe. E se ambos concordam, e funciona....tudo bem.

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    10. Anónimo30 de julho de 2018 às 16:13, eu e o meu marido temos contas separadas e há descontracção suficiente para não andarmos a dividir ao cacho de bananas :P dividimos as despesas maiores, tipo a ida semanal ao supermercado, as contas da casa, as idas ao restaurante, etc... mas se estivermos na rua e nos apetecer comer 2 gelados, paga um ou outro e não tem de haver um acerto de contas a seguir. Se calhar a despesa pequena seguinte paga o que não pagou da vez anterior, se nos lembrarmos. Não tem de ser caculado ao cêntimo. Tal como nas compras grandes de supermercado dividimos a meio, independentemente de levarmos iogurtes que só um come ou champô que só o outro usa. No fundo as contas separadas funcionam como duas contas conjuntas.

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    11. Família também são aqueles com quem escolhemos partilhar a vida e um Marido, supostamente, será O Companheiro máximo. Dure uma vida (o que se espera) ou meia dúzia de anos. Será sempre importante e merece os seus iogurtes ;) (tal como a Anónima merece todos os pensos que encontrar no supermercado)
      Uma conta conjunta também pressupõe que se levante dinheiro para ir ao pão, por exemplo. Não precisam de andar a colecionar tickets.
      Cada um sabe de si e se convosco resulta, força... Mas confesso que ainda está para nascer o homem que me faça pagar os meus pensos ;) - o meu Pai nunca cobrou (e ainda hoje, se estivermos de férias e lhe pedir para comprar, compra e não se preocupa com o assunto!) e o meu Marido vai pelo mesmo caminho - uns mãos largas!
      (da mesma maneira, também saio de casa e trago jornais desportivos e afins, sem cobrar!)

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    12. *marido - o meu telemóvel ontem estava mesmo tolinho!

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    13. "Mas confesso que ainda está para nascer o homem que me faça pagar os meus pensos ;) - o meu Pai nunca cobrou "

      está a ver as coisas ao contrario. se voce compra os pensos da conta conjunta significa que está a cobrar 50% ao seu marido que colocou também dinheiro nessa conta.
      Se eu pago da minha conta pessoal significa que eu estou a paga-los sozinha e nao estou a cobra-los a ninguem


      "eu e o meu marido temos contas separadas e há descontracção suficiente para não andarmos a dividir ao cacho de bananas "

      sim, eu sei, ha malta que funciona assim. tenho um colega de trabalho que tambem tem conta conjunta e separadas e fazem isso para as despesas maiores, mas por ex compras de supermercado fazem tudo junto nao dividem. Mas para mim e para o meu marido nao resulta.

      "Segundo o código civil casamento é um contrato entre duas pessoas que pretendem constituir uma família, por isso, marido e filhos são família, aquela que nós constituimos. Ou por acaso os filhos nascem sozinhos? Como é que se pode dizer que filhos são família e marido não? "

      pelo codigo civil podemos divorciar-nos do marido, portanto ele deixa de ser familia. Mas nao podemos divorciar-nos da mae ou dos filhos.

      "Veja lá se a família de sangue não a deixa ficar mal...Não seria a primeira. "

      repare que eu mencionei no meu comentário mae e irma. Não falei de pai apesar de que biologicamente o tenho. O meu pai abandonou-nos quando eu tinha 12 anos, actualmente nao o considero da minha familia. Portanto sei perfeitamente a que se refere. De qualquer modo, em termos gerais, o numero de pais que abandonam filhos será bem inferior aos casais que se divorciam.
      Por isso, para mim, e repito, para mim, a ligação que tenho à familia mais proxima de sangue é diferente da ligação que tenho com o marido.

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    14. Se resulta para vocês... O relacionamento que tenho com o meu marido também é diferente do que tenho com a minha avó, pais, irmão, filhos, etc... Como todas as relações são diferentes entre si. Mas para mim o meu marido é um elemento muito importante da minha família.
      Se podemos divorciar-nos? Sem dúvida... Continuará para sempre a ser o pai dos meus filhos.
      Mas para mim é o único elemento da família que eu efectivamente escolhi.

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  11. Pois, eu sei q pode parecer estranho mas n consigo ser de outra forma nem ele. Se vamos jantar fora e ele pede um prato de 11€ e eu de 15€ a questao nem se coloca, paga-se tudo da conta conjunta. Mas sou incapaz de ir ao supermercado e comprar pensos e pagar da conta conjunta ou ele comprar a espuma de barbear da conta conjunta., iria sentir-me como se o estivesse a roubar pois estaria a tirar dinheiro da conta conjunta de algo q nao é conjunto :-))

    A minha preocupacao é o q vamos fazer qd tivermis filhos, aí vai ser muito mais dificil de decidir o q se compra e quem paga. Por ex, ele compra calças de ganga so na Salsa, e eu so na Primark e afins, mas actualmente nao ha stresse pois cada um paga o seu. Mas e com um filho? Eu nao quero pagar calças da Salsa mas ele tb n quer q o filho ande vestido na Primark...

    Ha aí alguem q ja tenha passado por esta situacao? Malta c contas separadas e padrao de consumo mto diferente? E depois qd têm filhos como fazem?

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    Respostas
    1. Eu pago roupa ‘necessária’ da nossa conta conjunta e cenas ‘parvas’ (do género ai gosto tanto e tem dinossauros e não quero saber se ele já tem dez pijaminhas com dinossauros) da minha conta. Mas se pagar da conta conjunta é igual, ficamos na mesma. No fundo ajuda-me a controlar-me, senão a minha casa era um poço sem fundo de roupas e livros e coisas do miúdo :)

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    2. Eu e o Jack nunca gánhamos o mesmo e não gastamos o mesmo. Daí fazer sentido as contas separadas mesmo se há passagem de dinheiro entre contas conforme a maior necessidade de um ou de outro.
      Não me revejo obviamente nessa ideia de me sentir a roubar se ele me pegar pensos higiénicos. :) Não comemos os dois a mesma quantidade de comida nem as mesmas coisas mas tudo o que é consumo de supermercado é dos dois. Nao me faz sentido obrigá-lo a pagar os cereais dele, o café, os chocolates que eu não gosto, as barras de cereais, a coca-cola, etc, só porque eu não consumo. :)

      Os filhos são despesas comuns. Têm de garantir que são alimentados, vestidos e cuidados e essas necessidades básicas podem sair da conta comum. Mas têm de conversar para chegar a um entendimento ou comportam-se como um casal separado que vive junto: há um x dos dois para o supermercado/escola das crianças, e cada um paga a roupa que quer. Se ele quer comprar salsa para o filho, compra. Se a mãe quer comprar primark, compra. Sem prestarem contas um ao outro.

      No nosso caso, a minha mãe sempre comprou a nossa roupa. O meu pai pagava a se despesas escolares e outras coisas. Sempre se deram bem com este sistema e é provavelmente o sistema que eu adoptarei quando arranjar emprego.

      Das cenas mais tristes que vi foi um casal separado em que o pai ficava com as crianças ao fim-de semana a partir da sexta à tarde. Um dia, a caminho da casa da ex-mulher, o carro avariou. Ligou para casa dela e quem atendeu foi a filha mais velha. Pediu-lhe para avisar a mãe do que tinha acontecido e que só conseguiria ir buscar os filhos após o jantar. A criança transmitiu a resposta da mãe « Tudo bem, mas avisa o teu pai que ele vai ter de pagar o jantar extra que eu vou ter de vos dar ». Aqui o dinheiro interessa mais que as crianças ou até do que estas possam sentir.
      É

      É importante que ambos conversem muito e arranjem um sistema que agrade aos dois e que sobretudo respeite os filhos que terão.

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    3. esse exemplo do jantar é horrivel. uma das coisas que tenho perfeitamente noção é que qualquer que seja o sistema que adoptemos terá de ser decidido entre nós e a criança não pode estar envolvida. nenhum filho merece ouvir isso, porque sendo uma criança pode não perceber e levar a mal. Se a minha mae que é adulta não percebe o nosso sistema e acha estranhissimo, imagino uma criança....

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    4. Eu diria que a maioria de nós, leitores e desconhecidos para si, não percebemos o vosso sistema...

      Tenho uma curiosidade: vão juntos às compras fazer as compras conjuntas e pagam com esse dinheiro conjunto? Como faz com as compras pessoais? Compram na altura e depois pagam, cada um, essas coisas à parte?

      Em relação ao exemplo que deu do jantar com o melão e o gelado: se é um jantar com amigos comuns, na vossa casa comum, independentemente de quem escolhe a marca do gelado, essa despesa não deveria ser conjunta? Tal como o sabonete para as mãos: é uma despesa para a casa, o que é que interessa se você gosta mais de uma marca e ele de outra?
      Se comprar um sofá ou uns cortinados ao seu gosto, também é uma despesa sua e não conjunta?

      Só de pensar nos exemplos que deu já fico com dores de cabeça, por isso é-me difícil pôr-me no seu lugar e imaginar como funcionam as coisas na vossa vida pessoal. Sinceramente, só me questiono o quão desgastante deve ser ter as finanças tão criteriosamente controladas.

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    5. As vezes vamos juntos ás compras, as vezes vai so um, depende da disponibilidade. Paga-se tudo da conta conjunta e depois usamos o talao p verificar o que é so de um ou de outro e faz-se os acertos na transferencia mensal para a conta conjunta. Por ex se nesse mes comprei no supermercado 6€ de coisas so p mim ele diz-me, olha transfere tu 706€ e eu transfiro 700€

      No exemplo do gelado é uma compra conjunta q é paga pela conta conjunta. O q eu expliquei nesse comentario é q precisamente p mim isso é conjunto. Mas se o meu marido estiver sozinho nalgum lado e comprar um gelado no momento p comer entao é uma despesa pessoal e so dele paga so por ele.

      A questao do sabonete e do sofa/cortinados é a seguinte: nao é uma questao de gosto, é uma questao de preço. Por ex, eu gosto mais de uns cereais e ele de outros, compramos ambos da conta conjunta porque o preço é semelhante, ninguem fica prejudicado. No caso do sabonete, o Dove é