terça-feira, 26 de junho de 2018

Negócios onde vale a pena investir!


Creches.

Sem dúvida, creches.

Tinha inscrito o meu ratoncito em duas creches da zona logo em Janeiro. Escolhi as duas consideradas "melhores", mais afamadas e, ainda por cima, mais perto do meu trabalho. 

Claro que não tem vaga em nenhuma delas.

Incrivelmente, depois de consultadas meia dúzia de creches, vagas praticamente inexistentes. Vamos ter de nos afastar uns quilómetros. Nada de especial, mas para o lado oposto dos nossos empregos... Mas, para ver o lado positivo, é uma creche muito recente, tem quatro anos de existência, o equipamento é todo moderno, muito arranjado, e é um espaço com apenas três salas, pelo que o tratamento é muito "familiar".

Creches. Invistam no negócio das creches. Diz que até em Viana city há falta delas... Nas grandes cidades, então, ouvi dizer que é perfeitamente normal pagar-se quase um salário mínimo de mensalidade. Coitada de mim, tinha um treco se pagasse essas exorbitâncias.

76 comentários:

  1. Outro negócio onde vale a pena investir é nos espaços para festas de aniversários. É sempre bom ter um sítio onde enfiar tanta criançada sem correr o risco de ver a casa destruída.

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  2. Tenho uma amiga, que ainda a criança andava na barriga e já a tinha inscrito. Paga 560€ :( até me passei. Em minha opinião, era preferível contratar uma empregada.

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    1. Acho isso um escândalo... Mas como é possível que se cobre assim? Devia existir um máximo cobrável para uma creche. Compensa mesmo é ficar em casa com as crianças. Quase que se paga para trabalhar assim.
      Nos Açores paga-se muito menos por uma creche privada, felizmente!

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    2. A empregada nao trabalha as mesmas horas da creche. Se eu entro ás 9h e saio as 18h e demoro 1h para o emprego, tenho de deixar o bebe na creche ás8h e ir buscar ás 19h. Ora no total sao 11h.Suponho q se eu trabaho 8h nao posso esperar contratar uma empregada a pagar o salario minimo ( q dara perto dos 560€ referidos) mas ela trabalhar 11h, pois ate na hora de almoço ela teria de estar a tomar conta do bebe, nao pode simplesmente parar e ir descansar. Alem de q corre sempre o risco de ela ficar doente, ou ter de faltar e depois onde deixa o bebé? Ter empregada para tomar conta do bebe funciona qd se tem horarios flexiveis e ate se pode trabalhar em casa ( ex: a filha da maca de eva), mas p quem é trabalhador por conta de outrem com 8h de trabalho obrigatorias n vejo como da

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    3. Também tem razão. Teria de pagar uma empregada por umas 9 a 10 horas de serviço.

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    4. mas 560 euros para garantir a vaga OU 560 euros todos os meses? sendo que a criança só deve começar realmente frequentar passados 6 meses / 1 ano!!

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    5. E estamos nós a fazer as contas por baixo, porque por um serviço desses não me parece justo menos de 700 euros.

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  3. Concordo!
    Vivo em Gaia e há muita oferta e ainda assim as vagas não são muitas. E os preços? Uuuuuuuuui... é absurdo aquilo que cobram para creche e pre escolar em alguns locais, por mais mordomias que os putos tenham, acho um exagero. Em alguns casos claramente a escola onde os putos andam é pura vaidade e ostentação de uniformes xpto.

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  4. As creches na nossa zona (leia-se raio de 40 km) não só estão esgotadas e com listas de espera como cobram à volta dos 700/900 euros por mês. Se tivéssemos um filho, um ordenado ia direto para a creche :O

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    1. Verdade. Eu deixei de trabalhar para ficar com a miúda até entrar no pre escolar. Porque simplesmente compensava mais do que trabalhar e gastar um ordenado em transporte e creche. É o país que temos: devemos ter demasiadas crianças ... só que não!!

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  5. Quase um salário mínimo? ahahah Eu pago 624€ numa cidade média simplesmente porque a creche mais perto onde me garantiam vaga ficava a 40km. Quando fizer 4 anos aí sim garantem a entrada numa escola pública que eu sempre defendi mas que não havia mesmo hipótese.
    E só para terem noção eu fiz inscrições ainda grávida.

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    1. Isso é impensável para 90% dos pais... Chocante.

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  6. Aqui em Ponta Delgada igual. Acabámos por ir para o privado para uma creche perto de casa depois de contabilizar o tempo que teríamos que investir numa creche longe. Como o meu namorado trabalha à hora compensa uma creche particular mais perto de casa.
    O facto é que, com quase 3 miúdos, passamos os dias a fazer contas para dar para tudo. :P

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  7. E os preços das creches? Por isso são bons negócios, especialmente desde que as IPSS, recebem o mesmo do estado mas podem taxar os pais à vontade de cada uma...

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    1. Titica, desculpe, mas não pode ser verdade. As Ipss têm de usar todas a mesma tabela de comparticipação. O valor máximo julgo que ronda os 200 euros. 🤔

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    2. Deviam usar mas nao usam. Vi numa reportagem do Publico q apenas 50% das creches q questionaram cumpriam as regras de calculo, as outras definiam as suas proprias regras e ninguem fiscaliza. . E qt aos maximos este está definido na lei para as ipss como o valor real do custo do bebe por creche. Ou seja a creche devia fazer as contas ao ano anterior e saber q gastou x€ no total, dividindo por y bebes, da z€ por bebe, e seria entao esse o maximo do ano seguinte. Na pratica cada creche define o maximo q quer. Ja vi creches de ipss c maximos de 180€ (Em meios pequenos) e outras de 350€ ( em coimbra)

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    3. Pelo menos aqui em Lisboa acho que nós iríamos pagar 380€ pela IPSS porque somos riquíssimos (só que não) e por isso estamos no escalão máximo...

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    4. Valor máximo €200?!?!? De quê? Mensalidade a cobrar aos pais??

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    5. Aqui uma Vianense migrada na capital "suspiro", consegui vaga numa IPSS (e conseguir vaga numa IPSS é extraordinário) a pagar a quantia de 350€,agora que a miúda já frequenta a pré pago 306€, as IPSS são um negócio, não sei qual a comparticipação que elas recebem da S. Social, que sendo mais 200 ou 300 euros, o que dá um valor simpático por criança.
      Mas não há nada a fazer, temos que pagar.

      Beijinhos
      Romar

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    6. Tomar, então deve ser mesmo em função do valor da mensalidade sem comparticipação. Aqui, pelo que me é indicado, tendo comparticipação, o máximo seria cerca de 200 euros.

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    7. Joana, talvez seja em função do preço sem a comparticipação. E esse naturalmente varia.

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    8. Pelo que me tem dito, cada IPSS é que define o seu valor máximo, e recebe um valor fixo da parte da S. Social. Depois recebe a mensalidade da criança que é calculada com base nos rendimentos dos pais. Atendido que isto é mesmo assim que funciona, e devido há falta de fiscalização por parte da S. Social, muitas IPSS tendem a matricular crianças em que os pais tem mais rendimentos, para assim obterem um maior rendimento com cada criança e depois haverá outras com necessidades prioritárias que ficam de fora.
      São coisas muito complicadas.
      O importante é que os nossos filhos sejam bem tratados e felizes lá, independentemente onde estejam, e a minha filha é muito feliz na IPSS dela.

      Romar

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    9. Tenho a minha filha a frequentar o pré-escolar numa IPSS no Porto e pago quase 300€. O ridículo é que ela não tem atividades nenhumas de jeito, é só música e educação física. Ao final do dia fazem legos ou vêem TV. O grande problema é que não encontrei nenhum privado mais barato e não tivemos vaga no público. Acho escandaloso que cobrem tanto dinheiro e ofereçam tão pouco!

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    10. S*, as IPSS têm contratos individuais com a SS... Umas têm contratos melhores (maior comparticipação, menos têm de pagar os pais), outras contratos piores (mais têm de pagar os pais)...

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    11. E não esquecer que por um lado há a comparticipação que cada IPSS tem da SS, por outro há o que pode ser cobrado aos pais, com base nos rendimentos deles.

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  8. Não consigo perceber como se fala em baixa natalidade mas depois não há vagas nas creches nem nos jardins de infância...

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    1. E mesmo numa cidade pequena, como a minha...

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    2. Porque são extremamente poucas e a grande maioria não são públicas. E as ipss em alguns locais pedem tanto como as privadas!!

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    3. Na IPSS dos meus filhos, zona de Lisboa, vai dos 75 aos 210, calculada pelo irs dos pais. Nas privadas, há 5 anos, começava nos 300. O chato é que só há entrada em setembro, é preciso fazer os filhos nos meses certos.

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    4. Anónima das 00:02, nos berçários tem entrada no fim da licença de maternidade das mães desde que haja vagas, ou logo que existam vagas. nas restantes salas é que se inicia em setembro.

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  9. Penso nisso a cada ano que é necessário fazer a inscrição. Mas o problema é maior quando é a primeira vez numa creche. As primeiras vagas são dificeis de conseguir. Depois do primeiro ano é mais fácil porque à partida a criança transita de sala e está tudo bem, mas quando tem de mudar de creche o problema volta. A maioria são até aos 3 anos o que significa que depois desse tempo lá temos de voltar outra vez à luta para encontrar a melhor creche/infantário para os nossos pequenos. Digo o mesmo. Invistam em creches! Pode haver muita burocracia e trabalho, mas acredito que seja sucesso garantido.

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  10. Ate tenho medo disso. Ja me disseram q qd se faz os 3 meses de gravidez a primeira coisa é ir logo ás creches ( isto p quem tem de deixar la o bebe logo aos 6 meses). Moro nuna cidade pequena e aqui so ha 2 creches... depois ha algumas aldeias q têm creches mas geralmente sao p os miudos das aldeias. Entao e se nao tiver vaga coloco o bebé onde?

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    1. Aqui existem muitos infantários, mas creche são bem menos... E na cidade são umas 4 ou 5 a funcionar como IPSS... Se fizermos uma média de 15 meninos por turma e uma ou duas turmas por escalão etário, só cerca de 100 ou 150 alunos de cada idade têm acesso a Ipss... O resto tem tudo de ir para o privado.

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    2. Mas eu nao me importo de ir p o privado. As creches q falei uma é ipss e outra é privado. O meu receio é nao ter creche de todo aqui perto e ter de ir fazer 30 ou 40 km p ir p outro lado completamente diferente. Aqui pelo q sei o escalao maximo da ipss é quase igual ao valor do privado, por isso n faz diferença

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    3. Se não tiver ou opta por ama ou fica em casa mesmo. É o nosso estado a promover a natalidade!

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    4. Creche é salas de 1 e 2 anos. Pré-escola é salas de 3, 4 e 5 anos. As IPSS também são privadas, as únicas pré-escolas públicas são as do estado e que normalmente pertencem a agrupamentos escolares.

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    5. S*, existem menos creches porque estas não são autossustentaveis... Uma sala de bebés (dos 4 meses até adquirirem marcha) pode ter até oito crianças, acompanhadas sempre por duas auxiliares (não precisam educadora). As salas de 1 ano podem ter até 10 crianças, acompanhadas sempre por uma auxiliar e uma educadora. As salas de 2 anos é que já podem ter 18 crianças, acompanhadas sempre por uma auxiliar e uma educadora. Agora imagina... Só em recursos humanos o que não gasta uma instituição aberta das 8h às 19h (com o pessoal a ganhar de acordo com os anos de serviço). Pagam-se salários *14 e pelo menos 1.5 vezes do que as pessoas recebem líquido... No JI as salas já podem ter 25 meninos e já rentabiliza... Na maior parte das instituições os pais da creche, mesmo a pagarem os tais 400€ ou 500€, não pagam o que se gasta com os filhos (vai-se buscar dinheiro à valência do JI para compensar) ou pagam rés v3s campo de Ourique. Daí haver tão poucas...

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  11. Praticam-se preços absurdos e quase que mais compensa ficar com os putos em casa.

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  12. Olá! Vivo em Lisboa, mas sou do centro do país...quando engravidei há 12 anos do meu primeiro filho nem queria acreditar na realidade: tive de o inscrever logo no início da gravidez para garantir vaga numa creche privada pois nas públicas nem sequer havia vaga... Na altura pagava 540€ por mês. Aos 3 anos foi para uma IPSS e passei a pagar 270€. Cinco anos mais tarde nasceu a minha filha e voltou ao mesmo: 580€ durante um ano na tal creche privada mas, lá consegui mudá-la para a IPSS onde o irmão estava...Por aqui continuamos a tê-los a ambos na escola privada (nada contra a pública que foi onde sempre andei) mas a escola pública da zona da nossa residência não é famosa, e então foi uma opção consciente e muito ponderada pois são 600€/mês para cada um, basta somar...Mas sim, tens razão, é um negócio próspero e uma mina de ouro ter uma creche!

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    1. 600 euros / cada um ? ! 😵😵😵

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    2. Sim Gisela, 600€ cada um mas arredondei... 380€ valor base da mensalidade + 140€ das refeições e do uso do refeitório + 40€ do prolongamento (das 16h30 às 18h30) + 50€ do piano (actividade extra curricular)...somado dá 610€/c ada. Para os dois prefaz 1220€/mês só para a escola...ter o terceiro filho está fora de questão, completamente! Bjis

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    3. 140 para uma criança por mês para refeições é um escândalo. Eu preferia mandar a refeição. E até ficava mais descansada com a qualidade daquilo que o meu filho comia.

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    4. Pois, mas não tenho tempo de manhã para fazer a comida para os dois, e mandar restos de véspera azedam no verão... São opções familiares e assim comem de tudo na cantina, não há cá esquisitices! Cada família organiza-se como pode e estas são as nossas escolhas...

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    5. Não é nada um escândalo (anónimo 13:28)... Das duas uma, ou o infantário tem um contrato com uma empresa de catering - e aí rege-se pelo preço de mercado (em Lx e Porto, são caríssimos e quanto mais pequena instituição pior que perde o desconto de quantidade) ou confecionam eles a comida e, por lei, têm de ter um cozinheiro e um ajudante de cozinha, equipamento próprio de cantina escolar... Os funcionários de cozinha têm de ter formações regulares. A ementa tem de ser validada por um nutricionista... Até os detergentes têm de ser dos hospitalares... O que conta menos, em termos de gastos, na equação é a comida.... 140€ é bem razoável. É preciso ter noção do custo dos serviços...

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    6. A questão é essa, toda a gente acha caro, mas é preciso também ver os custos que as creches têm, com pessoal, materiais, limpeza etc. As creches não são uma mina como muita gente julga. Tenho uma amiga que é dona de uma creche, numa zona boa da capital, e o lucro não é assim tão elevado.

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    7. Eu percebo a questão do serviço, obviamente, era como se eu fosse achar a comida do restaurante cara por contabilizar só os ingredientes. O meu comentário era no sentido de ter em conta onde se pode poupar no orçamento - para quem pode ter o trabalho em casa. Tendo em conta que eu o meu marido em casal gastamos 200 euros por mês no supermercado e não comemos processados, eu que já faço e levo almoço para o trabalho, preferia fazer o mesmo, em vez de ter uma criança a gastar o mesmo que os dois juntos. Atenção, não estou a criticar de todo quem o faça, mas tendo em conta que já faz parte do meu dia a dia, provavelmente seria a minha opção.

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    8. Sim, faz todo o sentido... Agora, não sei se isso será possível. Eu não conheço nenhum infantário que permita essa opção de as crianças levarem comida de casa. Nem sei se será permitido...

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  13. Ainda há dias falava sobre o tema! Cada vez isto gera maior preocupação (e precaução) e daí o título do post até fazer muito sentido, MAS não sabia que o problema era assim tão generalizado: até em Viana?! :o acho que só tende a piorar... E com ele os preços. Beijinhos

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  14. Por aqui, precisamente para fugir a esse problema, optámos por eu ficar em casa com o bebé e ser só o pai a trabalhar.

    Os preços das creches são tão absurdos que um de nós ia andar a trabalhar só para pagar a creche e isso não nos faz sentido. Preferimos abdicar de um ordenado e aproveitar mais o tempo em família e darmos mais atenção ao bebé (com os nossos horários de trabalho só íamos estar com ele ao fim do dia e isso também pesou muito na nossa decisão).

    Até agora corre tudo bem e o dinheiro está a ser bem gerido. E tal como eu, conheço mais mães na mesma situação.

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    1. Por aqui, eu nunca quereria ficar por casa. Mas entendo perfeitamente!!

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    2. Desculpe a intromissão. Uma curiosidade só. Como é que em termos de currículo explicará x anos sem trabalhar? Não tem medo de não conseguir mais entrar no mercado de trabalho?
      Pergunto porque eu e o marido chegamos a pensar nisso, mas eu tive medo de arriscar, de acabar de vez com um já pouco apelativo currículo.

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    3. S* o problema de ficar em casa é que o ordenado do pai teria que ser bastante alto para poder sustentar/pagar as despesas de 3 pessoas...imagina hipoteticamente tú ficares em casa com o Rafa porque ias pagar de creche o valor do teu salário e teres que viver só com o salário do Hugo...

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    4. Anon 15:01h o problema maior é efectivamente o facto de para muitos um filho numa creche significar dar o ordenado completo à dita. E não esqueçamos que a maioria ainda tem despesas de deslocação, alguns manutenção do transporte que utilizam, etc etc.

      Ou seja, para muitos a opção ou é ficar com os miúdos e tentar ter tempo de qualidade com eles ou é entregar o ordenado na creche e estar com os filhos "5 minutos" por dia. .

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    5. Mafalda, confesso que no momento não penso nisso. Tem um pouco a ver com a minha maneira de ser também. Só para ter uma ideia, eu fui professora durante quase 10 anos e depois voltei a tirar um curso noutra área completamente diferente. Atirei-me de cabeça, porque também faz parte de mim arriscar e procurar sempre o melhor.

      O meu marido tem o seu negócio, não é rico, mas conseguimos suportar as despesas. Pagar uma creche, infantário, colégio...era um absurdo para nós, não íamos dar conta de tanta despesa para depois estarmos duas ou três horas juntos só à noite. Não é justo para o bebé, nem eu quis ser mãe aos 35 anos pela primeira vez para depois não ter tempo de qualidade com o meu filho. Para isso não tinha engravidado.

      Parecendo que não, agora poupamos mais porque vendi o meu carro e não há seguro ou gasóleo ou extras para pagar. Faço tudo a pé: finanças, bancos, segurança social, centro de saúde, pingo doce, lojas de roupa... quando preciso de ir ao hospital, ao shopping, a casa da minha mãe ou de pessoas amigas, tenho o carro dele que ele tem carro do trabalho.

      De momento esta situação está óptima para nós. Quando for preciso uma mudança, logo vemos a melhor forma.

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    6. Desculpem mas ha algo aqui q nao compreendo. Como pode ser o salario igual aoo valor da creche? A comentadora q falou em dar 600€ por cada filho obviamente ganha bem mais que isso. A Joana falou em 380€ mas ela é medica e o marido tambem. Por outro lado quem ganha o salario minimo nas IPSS paga cerca de 100€. Atencao q nao estou a dizer se é caro ou barato. Estou so a tentar perceber como dizem q ficam em casa para poupar osalario. Ou seja ha pessoas c o salario minimo a quem pedem 500€ na creche?! Ou pessoas a ganhar 1000€ e pedem 1000€ na creche? Como é q o salario é igual á mensalidade da creche? Repito q nao é desconfiança, so queria mesmo perceber pois é algo que me interessa. No nosso caso pelo que nos disseram nós vamos pagar 380€, escalao maximo, mas nós ganhamos 3000€ os dois somados. Claro q quem ganha o salario minimo paga la 90€, portanto aos preços desta creche nao vano em q situacao compensaria a mulher ficar em casa.

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    7. Anónima, também eu e o meu marido iríamos pagar o escalão máximo, mas depois há outros factores, como o tempo que íamos perder no trânsito, o combustível que íamos gastar... O meu marido trabalha das 15h até às 1h, 2h da manhã e eu tinha um horário das 10h às 19h. Ia buscar o bebé às 19:30h para só estar um bocadinho com ele à noite? Sendo que eu trabalhava aos sábados e aos domingos das 9h às 13h alternados. Já o meu marido tem uma folga por semana, por ter o próprio negócio é muito bom mas sai-nos do corpo.

      No nosso caso não foi só as despesas, mas pesou muito os horários. E eu não ia ter um filho para passar um dia inteiro na creche e aos fins de semana ir para a minha mãe (que também merece ter a vida dela sem prisões). Assim, neste momento, estar em casa é mesmo a melhor opção para nós, sobretudo as manhãs a três são a melhor parte ❤

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    8. Obrigada por me ter respondido :) admiro muito a vossa opção! Gostava de ter tido a mesma coragem. Infelizmente sei que se o fizesse talvez nunca mais arranjasse emprego, e os filhos crescem, essa ideia demoveu-me automaticamente.
      No meu caso, e como referi, não o fiz por medo, porque em termos de rendimentos o meu marido conseguia suportar as despesas sozinho. Eu trago para casa cerca de 600€ limpos. Sou administrativa numa micro empresa.
      Para a escola vão quase 300€. Em deslocações e refeições só para mim (casa-trabalho) gasto 150€. Portanto ficam a restar 150€. Que são para pagar empregada e roupa que vai passar fora. Só para isso tudo lá vão €80 (se eu estivesse em casa fazia eu tudo). €70 restam.
      Além disso, se o único rendimento fosse o do marido com certeza pagava menos na IPSS. E teríamos um reembolso maior no IRS. E quando os filhos adoecem e ficamos dias e dias sem ir ao trabalho?? Cá em casa é sempre um grande sarilho.
      Portanto, compreendo perfeitamente quem opta por ficar em casa, tendo o outro membro do casal condições para tal, claro!!
      E tenho a certeza que estar com os filhos e dar-lhes o melhor apoio e início de vida tem um valor incalculável. Os meus parabéns a todas as mães que o são a tempo inteiro! :)

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    9. Anónimo1 de julho de 2018 às 00:32, está a confundir... o salário pode ser igual ao valor da creche se a creche for inteiramente privada ou se os pais não obtiverem qualquer comparticipação numa IPSS. Se forem comparticipados, naturalmente que o valor que os pais pagam se adequa aos rendimentos dos mesmos. Um casal que receba, no total, 1200 euros, deve acabar a pagar uns 100 ou 150 euros numa IPSS... se o casal receber, no total, uns 3000 euros, pois naturalmente duvido que seja comparticipado. ;) As IPSS devem dar privilégio a quem tem menos rendimentos... daí serem Instituições Particulares de Solidariedade Social. :)

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    10. S* a minha pergunta mantem-se. Obviamente q quem ganha menos deve ser comparticipado. E numa IPSS quem tem baixos rendimentos é sempre comparticipado. Agora se por uma questao de vagas têm de ir p o privado, ou seja, se ganham o salario minimo e so têm como hipotese uma creche privada a 500€ , pois nao compensa. A Mafalda q referiu ter um salario de 600€ e cobram-lhe 300€ na creche, pois aí ê complicado. Eu pensava q as IPSS davam sempre vaga a quem tem baixos rendimentos, por isso so tinham de ir p o privado quem tem rendimentos medio altos. Por isso achava que baixo rendimento=ipss= 100€ mas logo ainda. Em menos q a perda de salario e alto rendimento=privado=500€ e ainda assim bem abaixo do salario. Mas carba se ha mulheres com 600€ de salario q ainda pedem 300€ de creche e somando todas as outras despesas, bem compreendo...

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  15. Não é bem assim S*... Parece muito mas não é. A cada pai parece que paga muito e fazendo as contas ao número de crianças por sala e multiplicar pelas mensalidades parece um negócio da China... Só que não. (Por alguma coisa há tão poucas...) as exigências legais, para as creches essencialmente - não tanto para para o JI, são absurdas e, cumprindo, ficam a um balúrdio...

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  16. Tenho o meu filho numa IPSS desde os 5 meses numa cidade do interior norte do pais, onde pago desde que entrou à volta de 90€ de mensalidade (para dois ordenados na ordem dos 700€), mais suplemento de horas 15€/mês e agora como está na pré-escola e tem as variantes de Inglês e Música (são opcionais) pago mais 30€/mês pelas duas variantes.
    Bom mesmo era poder te-lo numa pré-escola pública onde só pagava as refeições mas normalmente essas tem horários muito reduzidos que ou os pais não trabalham para os ir buscar cedo ou tem uma rede familiar que permita isso.

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    1. Olá anónimo! Informe-se nos agrupamentos da sua área. Dependendo da zona, as associações de pais promovem prolongamentos que permitem horários mais alargados ou, por vezes, é a própria Câmara que os assegura. É uma questão de se informar.

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  17. E amas? Da experiência que tenho - minha e das minhas irmãs enquanto crianças - correu tudo sempre muito bem. Nem sequer na minha zona - e ainda existem bastantes amas, conhecidas da mãe/da tia/ da avó, felizmente, nunca se ouviu falar ou comentar de maus tratos a crianças.
    Sei que não é a primeira vez que, infelizmente, surgem casos desses mas acredito que sejam verdadeiramente excepcionais.
    E a verdade é que, ainda que não tenham formação, a diferença de cuidado entre uma ama que está habituada a tomar conta de bebés e crianças e uma creche, não é significativa . Acho até mais próxima e familiar que a dos infantários..

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    1. Eu jamais deixaria um filho numa ama.
      Se eu não tivesse o entendimento que tinha com 5 anos o meu irmão teria sido alvo de maus tratos inimagináveis por parte da nossa ama. Ah e ela comigo era muito mais branda.

      Ainda hoje os meus pais referem que nunca desconfiariam dela porque parecia um anjo com eles.


      Um bebé não fala!! Credo só de imaginar deixar o meu filho com uma pessoa que lhe pode bater, abanar, fechar num quarto escuro, berrar-lhe, deixá-lo chorar... Tenho pavor de amas!! Provavelmente existem muito mais amas como a nossa só que as pobres crianças não conseguem dizer o que lhes fazem durante o dia.

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    2. Nunca me hei-de esquecer o que ela fez ao meu irmão. Nem do que me dizia qd eu lhe dizia que o meu irmão estava a chora ou qd eu lhe suplicava para que parasse :"quanto mais chora menos mija!! "
      Dizia-me isto aos berros enquanto permanecia sentada no sofá a ver TV e o meu irmão fechado num quarto escuro a chorar desalmado.

      Nesse dia teve-me a mim que com 5 anos consegui perceber que a mulher era uma besta e que ele precisava de ajuda.
      Fui ter com ele e fiquei com ele no colo, desesperada por o querer ajudar.
      Relembro que tinha 5 anos.

      Os meus pais nesse dia insistiram comigo para eu falar porque parece que estava em choque e foi aí que contei tudo o que se estava a passar. Até lá tinha medo do que ela poderia fazer ao meu irmão se eu contasse o que via. Porque o "anjinho" ameaçava-me.

      Tenho um medo de morte de amas e jamais deixava o meu filho com uma! Basta ver os casos descobertos à conta de câmaras de vigilância que as amas desconhecem... Não Obrigada

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    3. Embora lamente profundamente aquilo que passou -nunca tal devia acontecer - acredito que foi uma exceção (muito infortúnia e triste claro) e que não é a regra, sobretudo quando já temos referências daa amas (que normalmente são pessoas conhecidas -nunca deixaria um filho meu com uma ama que mal conheço).

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    4. Os meus pais também tinham boas referências dela. Tinha cuidado de vários bebés e todos a achavam espetacular.
      Eu fui a primeira criança com +3 anos que ela tomou conta.

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    5. Percebo que nós avaliamos de acordo com a nossa experiência. Eu é que não queria arriscar essa possibilidade com um dos meus filhos.
      Estivemos pouco tempo com ela segundo os meus pais (parece que foram uns 2 meses) mas a minha sensação é que foi muito mais tempo e há coisas que me lembro como se fossem ontem.

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    6. Infelizmente tudo é uma sorte nesta vida. Tenho um caso de uma famíliar em Lisboa que tinha a filha num infantário caríssimo e que supostamente era dos melhores e acabou a tirar a miúda de lá e a pagar a alguém para tomar conta em casa.

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  18. Que horror. Lamento mesmo muito. Forte abraço...

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  19. Por estes lados, há muito poucas creches (aliás públicas não há nenhuma). O preço das mensalidades rondam os 400€, 450€. No meu caso, a S. ficou na avó até aos 3 anos e vamos ver agora como vai ser com o J. Caso contrário, mais valia vir para casa. Porque tendo em conta o que ganhava, não compensava eu ir trabalhar. Há creches na zona de Lisboa que chegam a cobrar mais de 600€. Um escândalo. E eu acho que pior é o facto da oferta publica ser extremamente escassa. E depois vêm os governantes do nosso país dizer que em Portugal é preciso que haja mais crianças... Pois é, mas também é preciso que haja mais apoios à primeira infância.

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  20. eu estou emigrada aqui em andorra e a creche mais perto de casa (publica que as privadas so na capital) fica a 260€ por mes para meio tempo (4 horas) e 380€ mes para tempo inteiro (as 8) e podemos escolher ioga ou artes plasticas se quisermos que eles fiquem mais tempo ao fim do dia (pago a parte) a comida ºe feita la ou podemos levar leite/papas de casa se tiver alguma intolerancia e levamos fraldas e toalhitas (podendo ser das reutilizaveis por exemplo. e para inscrever ja nos comentaram em ir la 1 mes antes de terminar a licença minha ou do marido e ja estava.... fico estupida como que em portugal com salarios de 500€ cobram tanto de mensalidades

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