Assumo!


E quando me perguntam "e não sofres por deixares o teu menino com familiares durante o dia?"...?

Aquele meu compasso de espera até responder um tímido "Não...". Dito assim a custo, a medo, com alguma vergonha, como se fosse menos boa mãe por não ser saudosista. Sim, ainda estou a tentar aceitar o meu lado mais "casca grossa". Não é fácil, quando tudo nos diz que mãe que é mãe tem de viver e respirar o filho a toda a hora.

Sofrer, sofro se o vir a chorar com dores ou incómodos. Sofrer, sofro quando ele vira mafarriquinho e não nos deixa dormir. Sofrer, sofro quando ele me adormece nos braços e eu começo a sentir formigueiro nas mãos, mas nem arrisco mexer para não o acordar. Sofrer, sofro quando ele resolve fazer uso dos dois dentes que tem enquanto mama.

Fora isso, está-se bem. Está-se sempre bem. 

Ele é meu e eu sou dele. Ao nosso jeito. Nem melhor, nem pior. Ao nosso jeito.

Comentários

  1. Minha querida, da primeira vez que fui mãe, estava ansiosa por recomeçar a trabalhar. Estive 6 meses de licença. No entanto, chorei no dia em que a deixei no infantário pela primeira vez. Depois de ver que ela reagiu bem, nunca fiquei triste.

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  2. Se souberes que ele está bem entregue e confiares em quem está a cuidar dele, pq havias de sofrer? ;)

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  3. Enquanto se achar que a maternidade é igual para todas as mães (e que todas as mães são iguais assim como os bebés) haverá sempre este sentimento. :)
    Eu que passo os dias com a minha não morro de saudades quando ela passa um dia com os avós (mas sentiria se fosse mais tempo do que isso). E também não senti quando passei 3 dias longe dela quando tinha 2 meses.
    Mas somos todos diferentes. Eu vivo num país diferente dos meus pais, avós, primos, etc, e não morro de saudades. Mas há quem não conseguiria viver nem numa cidade diferente. E nada tem a ver com gostar mais ou gostar menos. :)

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  4. Metem tanta pressão nas mães, credoooo. Se ele está bem entregue, se ambos estão felizes...isso é que interessa ehehe beijoca

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  5. Que raio de pergunta...!?

    Então e se fosse na creche?

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    1. Seria igual. Acho que a maioria das mães sente muita saudade... eu assumo que fico bem. :)

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    2. O meu filho fica na creche desde os 6 meses e assumo que não tenho saudades! Vejo que adora e está lá tão feliz que me dá gosto que assim seja. E já vai com quase 3 anos. E assumo, as vezes aos domingos sinto uma pontinha de alívio por saber que ele no dia seguinte vai para a creche (isto nos fim de semana em que ele está mais diabrete). Amo o meu filho mais que tudo mas não sou nada mãe galinha!!

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  6. Isso não invalida, de todo, que sejas uma excelente mãe. No entanto, ainda há muito a mentalidade de que as mães que assumem isso não são tão boas quanto as outras.Não partilho de todo dessa opinião. Beijinho, Daniela Torres

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  7. Cada mãe como cada qual, não há regras, não há um parâmetro... Força nisso! :)

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  8. Nao sei o motivo de estranharem tanto alguem perguntar isso, logico que se referem a saudades, pois e' muito comum ver maes a dizerem que sofrem de saudade do filho quando precisam retornar ao trabalho, so isso. Eu tenho uma colega que quando voltou a trabalhar sofreu bastante, pois apesar de saber que a menina estava bem ela sentia muita saudade da bebe, contava as horas para poder chegar a casa e ve-la.

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    1. Eu bem sei que muitas mães são assim... entendo e respeito. Eu é que não sou. :D

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    2. Sim, me referia a quem acha essa uma pergunta parva ou estranha, se a mae nao sofre ao deixar o filho com os outros ou na creche. Nao vejo nada de parvo na questao. :)

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    3. O q eu acho estranho é nunca perguntarem isso aos pais... a mulher é expectavel ser agarrada aos filhos e os homens nao. Acho uma estupidez esta dualidade de criterios. Por ex tenho uma amiga q está a trabalhar em UK, está de licença e veio um mes passar ferias em Portugal com a familia. Ela vai começar a trabalhar em breve. A ela perguntam se nao vai sofrer de ir trabalhar e nao passar todo o dia com o bebe mas ao pai ninguem lhe perguntou se lhe custou passar UM MES inteiro sem a filha (ele so veio mesmo a Portugal na semana entre Natal e passagem de ano)

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  9. Não sei porque não tenho filhos, mas conheço-me bem e acho que também não vou ser assim. Aliás, sempre disse que quero habituar os meus futuros filhos a ficarem com as pessoas da família (avós, tios, primos...). Além de achar que é importante para a criação de laços entre a família e até mesmo para a socialização das crianças, não me vejo a ser mãe para ter que andar com os miúdos sempre colados a mim, sem espaço para respirar. Conto deixá-los muitas vezes na avó para poder ter um tempo só para mim, para fazer coisas de forma mais rápida e simples sem a logística de trazer crianças atrás. Não sei se vou concretizar isso, mas é assim que penso agora.

    Acho que, se temos confiança nas pessoas a quem entregamos os nossos filhos, porque haveria de custar? Até parece que os vamos deixar com as pessoas indeterminadamente ou só os vamos buscar daí a meses. Os pais trabalham, têm que deixar os miúdos com alguém. Se custa? Acredito que possa custar nos primeiros tempos, mas nem acho muito saudável esse estar sempre colado uns aos outros.

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    1. Nem eu. Acho mesmo bom que os bebés se habituem a diferentes pessoas. :)

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  10. Por aqui, zero saudades! Claro que lhe sinto a falta, mas não sou absolutamente nada saudosista. E mais, o Tiago começou a ficar com os avós para os pais fazerem as suas coisas desde que tinha duas semanas. Começou a dormir nos avós e a passar férias com os avós quando fez um ano. E não, não lhe ligo todos os dias, nem preciso de falar com a minha mãe/sogra de hora a hora para saber do menino. Sei que ele está bem e feliz e isso é tudo o que preciso. Sim ele é meu e eu sou dele, mas ele também é das pessoas que o amam, que lhe querem bem e elas também são deles e acho que devemos dar espaço para que todas as relações se fortaleçam. Mãe (e pai) será sempre insubstituível, mas das melhores memórias que tenho da infância eram as férias com a minha avó e quero poder dar isso ao meu filho também. É muito libertador não termos os pais sempre em cima de nós eheheh :)

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    1. Ena, ena, isso nunca fiz. Só o deixamos mesmo quando teve de ser... apenas no dia em que fizemos 7 anos de namoro o deixamos 2 horinhas com a minha mãe... mas é pelo pai... eu "deixava" na boa. :P

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    2. Tudo a seu tempo. Cada pai (e mãe) é um pai e eu sou totalmente apologista de que cada família tem o seu tempo e o seu espaço. Um dia pode ser que o teu mais-que-tudo esteja preparado :)

      Por outro lado, não quer dizer que não se me parta o coração quando ele diz que quer ficar comigo em vez de ir para a escolinha como vi num comentário mais abaixo. Mas depois passa porque sei que ele está bem e feliz! E o abraço do final do dia é a melhor coisa do mundo!

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  11. O meu filho agora com 4 anos foi para o infantário com 5 meses e sinceramente não me custou nada, talvez também porque é uma idade muito precoce em que eles ainda não reagem a estranhos nem sentem a nossa ausencia. Custou-me muito mas muito mais que saia de coração partido quando nos meses de Agosto em que fazem trocas de educadoras/auxiliares e de salas os miúdos ficam a chorar porque "lhes trocam as voltas" do que estão habituados.
    Ah e eu sou aquela mãe que vai para todo o lado com o filho e não o deixa em lado nenhum enquanto não for ele a pedir para ficar e eu achar que existem condições...

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    1. Eu levo o filhote comigo para todo o lado... mas também adoro poder ter 1 horinha só para mim ao fim do dia, enquanto espero que o pai o vá buscar. Aproveito para passear o cão, adiantar o jantar... não é descanso, mas sabe bem!

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  12. Às vezes eu penso em deixá-los seja com quem for só para ter um café sossegado. Eu vivo e respiro os meus filhos, sou primeiro mãe. Mas também sou mulher, profissional, amante e todas estas vertentes preciso de tempo. Já tiramos um dia para nós (casal) e eles ficaram na escola. Podem atirar-me pedras :)

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  13. Eu não só não sofro como adoro. Mas por aqui é diferente. Vivo longe da minha família e da família do meu marido, por isso deixar o Mati com eles é uma festa para todos. Para eles, porque aproveitam o neto/sobrinho e para nós, porque sabemos que nesses momentos ele está a criar laços com eles que de outra forma não conseguiria criar (porque se nós estivéssemos presentes íamos envolver-nos, é mais forte do que nós). O Matias passa fins-de-semana com os avós de vez em quando e não nos custa nada, muito pelo contrário. Sabemos que é bom para ele, para nós e para os avós e tios :P Se eles vivessem cá não o deixaria com eles durante o dia, por isso não sei como me sentiria :P

    Já deixá-lo na creche nunca me custou e agora custa-me, talvez porque ele está numa fase super gira e amorosa e nós ficamos a morrer de saudades dele. Mas vamos contornando isso indo buscá-lo mais cedo e assim :)

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    1. Acredito... a creche é diferente. O meu só vai para a creche quando tiver 15 meses!

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  14. Eu também!
    Pode parecer egoismo, mas a melhor coisa que fiz foi colocá-los na creche e ir trabalhar. Sou mais feliz e realizada, logo uma mãe melhor. Em casa entrava em paranóia e chegava ao dia em stress.
    No primeiro dia fiquei com o coração muito apertadinho.
    Como tenho a sorte de ter meninos que ficam sempre a rir quando os deixo, até dá gosto. :)
    Ao final do dia adoro chegar e ver-los a correr/gatinhar disparados e felizes por me verem.
    Sou tão "má" mãe que já fui de mini-férias com o marido sem eles. O que me custou mais foi manter a amamentação. Voltei e voltou a mamar como se nada fosse.
    SM, mãe de dois meninos, um de 4 anos e outro de 11 meses.

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    1. SM, tal e qual. Depois de 5 meses em casa, tinha imensas saudades do trabalho, dos colegas, das rotinas. Ficar só em casa a ser mãe não era para mim, decididamente. Estou muito melhor!

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    2. Do primeiro fiquei 6 meses e tive de ser eu a implorar para o pôr na creche. Tinha a opção de trabalhar em casa mas não consegui, a minha sanidade mental não dava para mais.
      Desta vez aos 3 meses já andava a cruzar emails com a chefe para saber as novidades. Dos 4 aos 7 meses até almoçava ao pc para poupar tempo.
      Mas valeu a pena. Amamentei em exclusivo, trabalhei e conseguia sair cedinho para ir com o bebé buscar o mais velho (esse tb exige tempo de qualidade).
      Vida de mãe trabalhadora é dura!
      SM

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  15. Parabéns pela frontalidade e sinceridade!!! Beijinhos!

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  16. Ah e custa muito menos deixa-los com outra pessoa/infantário quando ainda são bebés porque ainda não falam, não andam, não chamam por nós e não nos dizem que já estavam cheios de saudades nossas e que querem estar connosco e ficarmos todos em casa...(Não há nada mais delicioso que um abraço ao fim do dia quando os vamos buscar ao infantário ou quando chegamos a casa...)

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    1. Verdade. Por agora, o santinho ri-se sempre quando nos despedimos. :P

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  17. Depende. Eu não sofro propriamente de saudades durante o dia (tirando um ou outro momento, por exemplo, se for almoçar e vir uma mãe com o seu filho, aí sim, tenho saudades do meu e até me emociono um bocadinho), enquanto estou a trabalhar não sinto saudades. Sinto vontade de estar com ele, no programa que vou fazer com ele ao final do dia e penso muitas vezes se estará bem, se estará feliz. Ele anda na creche e por isso não posso ligar sempre que me apetece, o que faria se ele estivesse com os avós - infelizmente não temos essa hipótese, vivemos longe. A questão é que na creche nunca se fica 100% descansada - eu pelo menos não fico. Ninguém cuida dos nossos meninos como nós e, a seguir, os familiares próximos. Depois são muitos meninos e lá vem o dia em que há umas mordidelas, uns empurrões. Para mim é mais não estar 100% tranquila do que propriamente saudades. E depois, na idade do Rafael tudo bem que eles não sofrem, ou pelo menos não o demonstram, com a separação. A partir do ano e meio o meu filhote começou a não querer ficar na escola e deixá-lo a chorar parte o coração de qualquer mãe :( agora - 2 anos e meio - não fica a chorar, mas muitas vezes fica contrariado, enfim.

    Quando ele está com os avós fica sempre bem e por isso vou à minha vida descansada, a agradecer ter também um bocadinho para mim/para nós enquanto casal. Nós somos aquele tipo de pais que leva o filho para todo o lado, mas quando temos essa hipótese, vamos fazer coisas que não podemos fazer com ele, tipo a um restaurante mais giro jantar, beber um copo a um bar, ao cinema...Já ficou 2 vezes com os avós de um dia para o outro (tivemos casamentos, ele ia-se aborrecer e nós também não nos iríamos divertir) e um fim-de-semana inteiro pouco depois de fazer 2 anos, e que, confesso, me soube pela vida. Ficou todo feliz e eu e o pai pudemos descansar e namorar, voltámos renovados e cheios - aí sim - de saudades e de vontade de estar com o nosso pequeno.

    Cada um é como cada qual e nenhuma opção deve ser depreciativamente julgada, eu confesso que tenho dificuldade em compreender aqueles pais que não levam os filhos para lado nenhum e estão constantemente a deixá-los (por exemplo, conheço um caso em que os pais trabalham a tempo inteiro e a criança passa sempre um dos dias do fim-de-semana com os avós), não compreendo isso, acho que já temos tão pouco tempo com eles que não percebo como se desperdiça, sistematicamente, um dia inteiro com os filhos que só são pequeninos uma vez e passa tão depressa - é o que toda a gente diz. Agora, de vez em quando não me faz confusão nenhuma. E também não acho que os pais que fazem isso são piores ou melhores pais, são os pais que são e acham que estão a fazer o melhor para si e para os filhos. Claro que todos nós fazemos as coisas de determinada maneira porque entendemos ser a mais adequada e por isso é inevitável tecer um pequeno juízo mental não verbalizado :) sobre quem não entende e vê a vida do mesmo modo.

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  18. Se é conveniente para ti, isto é, em termos de logística de deslocações e se os familiares partilham da mesma visão que tu sobre os métodos de cuidar de uma criança , acredita que ele está mil vezes melhor em casa de familiares do que num infantário. Até aos dois, três anos. Só a partir dessa idade é que é recomendável a escolarização para fomentar a sociabilização e outros parâmetros por isso fazes bem em não ligar ao que dizem

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