quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Maravilhas da maternidade #2


Estou aqui, estou já preocupada com as discussões que consigo adivinhar em relação à educação do nosso filho e à forma como queremos que seja criado.

Eu sou super relaxada. Super despachada. O pai é um eterno preocupado, que vê problemas em tudo e que acha que tudo o que pode acontecer de mal vai efectivamente acontecer.

Mas oh senhores... O drama principal vai ser a discussão em torno de "quando tirar o bebé do quarto dos pais".

Pode ser que mude de ideias, mas estou profundamente convicta na minha certeza de que o bebé tem de mudar para o seu quarto até fazer 6 meses de vida. É o que os médicos aconselham. É o que os livros aconselham. É até o que a minha família e a família do pai aconselham. Os bebés são 'manhosos', todos sabemos disso... Quanto mais tarde os tirarmos do quarto dos pais, mais difícil se vai tornar a mudança de rotinas. Além disso, acho que o casal precisa sempre da sua privacidade. 

No entanto, o mais-que-tudo discorda. Diz ele que quer o bebé connosco até aos dois anos ou coisa parecida. Basicamente, por ele, o bebé terá a 'dentadura' toda e ainda vai dormir no nosso quarto.

Hoje até teve a lata de me dizer "se o Pirata, que é cão, dormiu connosco até aos três anos e meio, o nosso filho também pode".

Estou tramada. E bem tramada. 

112 comentários:

  1. Explica-lhe que ver os pais 'no bem bom' não traumatiza o Pirata, já o V/ filho acordar no quarto graças a movimentos mais acidentados entre os lençóis é capaz de não lhe fazer bem num médio prazo.
    Depois, a grande diferença entre o Pirata e o V/ filho é que o Rafael vai aprender a falar, e a contar aquilo que vê, sem sentido de filtro! Isto claro, partindo do principio que o mais-que-tudo não pretende fazer voto celibatário até o puto ir para a primária! ;)

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    1. Ahahahahah Deus me livre. Nem tinha pensado nisso. Ahaha Que terror. Espero que isso o assuste!

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    2. Pois eu só me lembro disto de cada vez que ouço algum casal a dizer que o filho dorme mais vezes com eles do que na sua própria cama, o tal do co-sleeping. Não digo nada, cada um sabe de si, mas caramba, os pais depois de terem filhos deixam de ser um casal? Nos primeiros meses, quando as mães andam tipo zombie e os bebés tem de ser amamentados varias vezes de noite, entendo que durmam no mesmo quarto e ate na mesma cama pontualmente (eu nunca consegui, tinha um medo terrível de o magoar, dormia pior com ele na minha cama porque estava sempre sobressaltada), mas há um limite que me parece nada saudável.
      AnaC

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    3. Portanto só se pode ter relações sexuais no quarto... de preferência no escuro, não?

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    4. Acho que isso são assuntos privados de cada um e nem merecem discussão.

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    5. AHHAHAHAHA Anónimo das 10h44. Concordo completamente, mas onde é que uma criança dormir esporadicamente com os pais afecta a vida íntima do casal? Não consigo perceber...

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    6. Mas por acaso alguém disse que as relações sexuais tem de ser no quarto? Não. Mas também podem acontecer lá? Ou não? Nestes casos parece que não. E la está, se um puto com 5 anos dormir no mesmo quarto dos pais, até convém que seja no escuro, não vá ficar a criança traumatizada com o que pode ver!

      AnaC

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    7. E para quem acha que isto dos 5 anos é exagero meu, não é, porque um dos princípios básicos do co-sleeping é que é a criança quem decide quando quer deixar de dormir com os pais. Caso contrário pode pensar que está a ser castigada ou excluída...
      É destes casos que estou a falar, e tenho pena, mas acho pouco saudável para um casal.

      AnaC

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    8. Ana C eu não sou defensora de ter os bebés a dormir no quarto até aos 5 anos. No entanto acho que ir contra as recomendações das associações pediatricas para a redução de morte infantil só por meia-duzia de meses não faz muito sentido... se até aos 12 meses reduz a probabilidade de morte por SMS em 50% porque não seguir essas indicações? São as recomendações dos pediatras a nível internacional. É assim tão problemático abdicar do quarto a 2 durante esse período de tempo?

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    9. Pois eu sou educadora e noutro dia um menino veio-me contar o que tinha visto os pais fazer!! Não queiram saber... tive de ter uma conversa com os pais...

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    10. Vocês leem tudo antes de responder? O namorado da S* disse que se o cão dormiu com eles até depois dos 3 ANOS o filho também pode.
      E no meu primeiro comentário, eu disse e repito, que enquanto o bebe for pequeno e amamentado acho normal, mas que há um limite, a meu ver, que é em muito ultrapassado pelos princípios do co-sleeping, que é o tal que defende que as crianças deve dormir com os pais sempre que querem, tenham a idade que tiverem.

      Não estou a ver onde digo o contrário do que o anónimo das 20:06 responde no seu comentário.

      O meu filho dormiu comigo até aos 12 meses. Depois disso achei que o devia mudar para o quarto dele, e foi sem dramas. Poderia ter ficado mais uns meses, não teria problemas com isso, agora mais uns anos. Não gostava, confesso.
      E tal como expliquei em cima, de cada vez que conheço mais uns adeptos do co-sleeping, não digo nada porque não tenho nada a ver com isso, mas pergunto-me sempre onde fica a intimidade do casal. Porque são precisamente estes que têm de ter sítio e horário marcados para namorar.
      Não percebo o porquê de todo este ruido à volta do meu comentário.

      AnaC

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    11. Se tiverem filhos demasiado crescidos para dormirem no quarto dos pais pelo até considerando o que possam ver, é bom que nao haja grande ramboia pelo resto da casa quando a criança está.

      A questão do sexo só se levantanporque, havendo outra pessoa em casa, é normal reservar um bocadinho a sua prática. O quarto acaba por sernum sitio confortável para o efeito. E a noite também, porque durante o dia estão a trabalhar :P

      Mas como a S disse, etudo uma questão demasiado íntima para um debate publico, porque cada casal é que tem quer ver o que resulta para si. Calhando, aproveitam as horas de almoço para ir pôr a vida sexual em dia ;) e não precisam nem da cama nemndas noites!

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  2. Explique ao mais que tudo que todos os estudos apontam que quanto mais cedo melhor. De certeza que ele não vai querer prejudicar a educação do filho e efectivamente está mais que estudado que ficar no quarto dos pais é péssimo para a independência, apego, medo, etc... Boa sorte!

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    1. Sem dúvida. Se conseguisse ter essa força, até gostava de tentar não ter o bebé no meu quarto. Acho que é uma mais valia para todos. :)

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    2. Nunca comentei antes, mas gosto muito de comentar no tema maternidade. Sabes que só vocês vão saber, sempre, o que será melhor para o vosso filho. Eu também tinha muitas convicções acerca do que tinha a certeza do que iria acontecer e aconteceu quase tudo ao contrário: "Jamais dormirá na nossa cama!" Primeiro dia de volta a casa do hospital e não o consegui pôr longe de mim nem por um segundo. Dormiu na nossa cama. Foram só duas ou três noites, mas aconteceu. :) "Nunca lhe vou dar uma chupeta!". Aos cinco dias de vida, lá lhe enfiei a chupeta na boquinha e por lá ficou até fazer dois anos. Não quero de todo dizer que o mesmo vai acontecer convosco, mas não fiques surpreendida se deres por ti a mudar de ideias em alguns assuntos, ou então não. E quando dizes que gostavas de ter força, tens muita razão, porque não vais querer nunca ver o teu filho a sofrer, chorar, vais querer ver se respira, vais querer saber se está bem, vais ter de o alimentar durante a noite, confortar, mudar fraldas e, por isso é que é algo prático tê-lo na mesma divisão. A não ser que te saia a lotaria e tenhas um bebé que durma 8 horas seguidas. Se for esse o caso, não contes a ninguém :D
      Que continue tudo a correr pelo melhor! Beijinhos!

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    3. ahahah Cecília, vou-me arrepender tantoooo!

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    4. Anónimo, por favor apresente-me esses seus "estudos" porque TUDO o que li, aprendi e ouvi (e foi muito, acredite, se há uma palavra que me define enquanto mãe é dedicada) vai no sentido contrário. O que é péssimo para a vinculação, segurança, felicidade e calma do bebé é separá-lo precocemente dos pais, o que aliás é uma invenção da sociedade ocidental para comodismo dos próprios e contrário a qualquer instinto maternal. S*zinha, um conselho (desculpa dar conselhos não solicitados, mas as mães são assim com as futuras mães e juro que é bem intencionado): não faças nada que requeira que tenhas "força". Porque isso, como o nome indica, é estares-te a forçar a algo que não é natural. Segue sempre o teu instinto e o teu coração. Coração de mãe sabe tudo, é um cliché, mas é verdade. Quanto às informações externas, ouve, sorri e filtra. A mãe é que sabe. Garanto que quando o tiveres cá fora, se tudo correr bem ao nível da recuperação física e mental e da vinculação com o bebé, o que espero que aconteça, não vais querer tirá-lo de perto de ti assim tão cedo.

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  3. Só qd chegar a altura é que vais saber o que fazer. Deixa que o teu instinto te guie e farás o for melhor para o teu menino. Beijos gravida mai linda ;)

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  4. Por acaso ainda ha pouco tempo vi um artigo onde diziam que era aconselhado o bebé ficar nos primeiros 6 meses no quarto dos pais para reduzir o risco de morte súbita. :)
    No nosso caso ela dormiu sempre no nosso quarto (na cama dela, nunca na nossa). Obviamente que não posso comparar como teria sido se ela tivesse ido para o quarto dela, mas para nós resultou muito bem: sempre dormimos descansados porque ela estava logo ali ao lado pelo que era impossível não a ouvir se acordasse, na fase em que perdia constantemente a chupeta bastava esticar o braço, apanhar a chipeta, dá-la e continuar a dormir (não sei o que é levantar-me da cama a meio da noite), reparei muitas vezes que quando ela acordava de noite bastava olhar para nós para continuar a dormir sem começar a chorar. No fundo, sinto que esta decisão a nós nos deu descanso (aos 3). Também tinha a ideia de aos 6 meses a mudar de quarto mas ambos sentimos que era melhor manter (até porque aos 6 meses passou por uma fase em que acordava de hora a hora. Deus nos livre de andar a sair da cama tantas vezes numa noite). Obviamente que o que funciona para nós pode não funcionar para outros.
    Eu aconselhava a nem pensar muito nisso. Depois do Rafael nascer podes tu achar que é melhor ele ficar convosco e o teu namorado querer que ele saia do quarto quanto antes. Logo vêem o bebé que têm.

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    1. Tété, totalmente... isto são apenas "postas de pescada"... depois sim, vamos decidir. :)

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    2. Eu fiz formação em primeiros socorros com uma pessoa do inem que me explicou que a morte súbita deve-se a um erro no código genético do bebé, ou seja, esse bebé já nasce destinado a morrer, e nesses casos nada podem fazer, normalmente tentam a reanimação só para os pais pensarem que se fez de tudo. Por isso, não vejo como o facto de dormir no quarto dos pais o pode evitar. Se me falarem em engasgamentos, etc...

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    3. Então lamento informar mas o senhor do INEM ou é um génio ou muito burro. É que não há estudos cientificos nenhuns (até ao dia de hoje) que afirmem tal coisa. Se esse senhor do INEM tem tantas certezas e está tão certo admira-me que não seja já o próximo Nobel da ciência e uma pessoa mundialmente famosa por ter descoberto algo que ainda ninguém sabe.

      No entanto, aqueles que sabem dizem outras coisas. E os estudos (internacionais) têm demonstrado que comportamentos A, B, C aumentam ou não diminuem o risco de morte súbita. E os comportamentos D, E e F os diminuem... isto é, são estudos feitos que demonstram uma tendência para isso.
      Portanto enquanto pais o que fazemos? Comportamento A, B e C e veremos o que "Deus" nos deu? Ou fazemos o que está ao nosso alcance para evitar os possíveis problemas?

      Para mim a escolha parece-me óbvia.
      Claro que ninguém quer ver os filhos morrer mas optar conscientemente por ir contra as recomendações a meu ver não é colocar o bem-estar e a segurança de um filho a cima de tudo. Fico chocada, tal como disse a Teté. Mas como é óbvio cada um sabe de si.
      Provavelmente como algumas mães ficam chocadas com comportamentos meus com o meu filho que elas jamais teriam. Para mim o meu calcanhar de Aquiles, a minha "panca"...chamem-lhe o que quiserem é a segurança. Para outros é a alimentação, para outros a ausência de germes, etc.

      Ps: eu acho sempre parvo estes pseudo-argumentos do "eu conheço alguém - que não percebe nada disto - que disse". Qualquer um chega aqui e pode dizer eu conheço um médico/sou médico e sei que isso é mentira/verdade, etc. Na internet somos quem queremos ser e quem queremos parecer ser.
      Já a difusão de mensagens mentirosas já nos trouxe muitos problemas...basta ver quantas pessoas ainda acreditam no estudo falso e forjado daquele senhor que dizia que as vacinas causavam autismo....porque ele queria vender e patentear as vacinas dele.

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  5. Por aqui tivemos a mesma discussão... mas ao contrário. Por mim a minha filha mais velha ficava no nosso quarto por tempo indeterminado.
    O facto é que logo que a colocámos no seu quarto, com 12 meses, passou logo a dormir a noite inteira. Ela e nós. :)

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  6. Estas coisas sao complicadas, alem de chateacoes, creio que por isso e coisas mais ainda nao tive filhos, apesar de agora finalmente ter encontrado a pessoa mais adequada. Nao sei, nao sei, quem sabe um dia...

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  7. Cada caso é um caso. Estava cheia de teorias antes de ser mãe e depois... os telhados de vidro quebraram. Por vicissitudes da vida estive num T1 e o nosso filho dormiu no nosso quarto até aos 3 anos, na sua cama. Quando finalmente mudamos de casa e ele teve o seu próprio espaço, adaptou-se lindamente, sem qualquer tipo de trauma nem escapadela para o nosso quarto. Não está traumatizado, dorme a noite completa e é uma criança feliz. O melhor conselho que posso deixar é que siga primeiro o seu coração e não os livros, porque o que não faltam são autores com "escolas" diferentes, cada um com a sua teoria. Depois, que se preocupe com a questão em si quando chegar o momento... não vale a pena sofrer por antecipação. É com a vivência que aprendemos a ser pais, é um crescimento contínuo e enriquecedor.
    Que tudo vos corra pelo melhor. Ser mãe e pai é uma alegria infinita e o nascimento de um amor indescritível.
    Um beijinho da Maria do Mar.

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    1. Concordo totalmente :)
      Eu li imensa coisa antes da minha filha nascer e também tinha definido os 6 meses como limite para a mudança para o quarto dela, mas acabou por ir aos 18 meses apenas e foi a melhor decisão, simplesmente seguimos o nosso instinto, sem pressões nem opiniões em excesso.
      O que queria efectivamente acrescentar é que depois de nascerem os filhos passam-se tempos que podem ser muito duros para a relação do casal. Sejam fortes, querida S, mantenham-se unidos mesmo perante as maiores divergências ; tudo correrá bem; o amor é a chave para todas as dificuldades.
      Beijinhos e que tudo corra bem!

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  8. Cada caso é um caso. Estava cheia de teorias antes de ser mãe e depois... os telhados de vidro quebraram. Por vicissitudes da vida estive num T1 e o nosso filho dormiu no nosso quarto até aos 3 anos, na sua cama. Quando finalmente mudamos de casa e ele teve o seu próprio espaço, adaptou-se lindamente, sem qualquer tipo de trauma nem escapadela para o nosso quarto. Não está traumatizado, dorme a noite completa e é uma criança feliz. O melhor conselho que posso deixar é que siga primeiro o seu coração e não os livros, porque o que não faltam são autores com "escolas" diferentes, cada um com a sua teoria. Depois, que se preocupe com a questão em si quando chegar o momento... não vale a pena sofrer por antecipação. É com a vivência que aprendemos a ser pais, é um crescimento contínuo e enriquecedor.
    Que tudo vos corra pelo melhor. Ser mãe e pai é uma alegria infinita e o nascimento de um amor indescritível.
    Um beijinho da Maria do Mar.

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  9. A mim, tudo isso me parece excessivamente prematuro.
    Temos sempre imensas teorias, mas na realidade só sabemos como vamos reagir e proceder quando já os temos nos braços. Muitas vezes o que acontece é precisamente o contrário do que previamos.

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  10. Olá.

    Sou psicóloga e apesar de não ser especializada em psicologia infantil gostava de saber que estudos são esses que falas e que os teus comentadores falam.... Duvido que haja estudos científicos que mostrem "problemas" ou enviesamentos em relação à independência, etc.

    Ideias há muitas, teorias comprovadas sobre como educar e amar os filhos felizmente poucas. (Sinceramenre fora a teoria dos três tipos de parentalidade pouca coisa é assim tão certinha)

    Sinceramente o que interessa é muito amor e regras. E desde que vocês se sintam bem com isso (e a criança claro), tirem a criança aos 2 meses, aos 6 meses aos 2 anos, etc...

    S* , tenta não ir pelo que dizem amigos e pediatras (normalmente são os piores) sobre o que é bom ou mau. Segue o teu instinto (cada mãe e pai saberá o que prefere para a sua cria) e caso tenhas mesmo dúvidas fala mesmo com psicólogos infantis ou pedagogos... não vás em teorias... os bebés não são "manhosos". São bebés, com grande abertura a estímulos e com processos cognitivos ainda pouco desenvolvidos, por isso fazem aquilo para que são programados =) Querem dormir, comer, amor e acima de tudo sentirem-se seguros =)

    p.s. Os bebés não ficam traumatizados se os pais tiverem relações sexuais com eles presentes, por amor de deus, nem vão perceber ou ligar nos primeiros meses de vida. Depois disso, quando já se aperceberam acho que depende de cada casal e do modo como vê a sexualidade e como quer ensina-la à criança. O sexo não é uma coisa má, é bom, e mostra aos miúdos que os pais se amam =)

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    1. Enquanto psicóloga uma das coisas que tenho a dizer à S* é que os bebés não são manhosos. Um recém-nascido não chora por manha, chora por desconforto, fome, sede ou simplesmente por carência.

      Chamar manhoso a um bebé tão pequeno é completamente injustificável. Não sei que livros referem tal coisa mas foram escritos por pessoas que percebem tanto de desenvolvimento infantil como eu de batatas.

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    2. Oi? Desde quando é aceitável ter relações sexuais à frente dos miúdos?

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    3. Anónima das 10h42, sinceramente, parece-me um pouco descabido estar a dizer que "é completamente injustificável", pois opiniões divergem de pessoa para pessoa. Quem me disse essa do "manhoso" foi "só" um dos mais especialistas portugueses no que toca a bebés e concepção dos mesmos. E a minha enfermeira, que tem 20 anos de trabalho e 12 anos de neonatologia. E a minha família, já agora... e todo o mundo, em geral. Ah, e também diz a revista "Mamãs e Bebés" que tenho em casa, que explica que, muitas vezes, os bebés choram por puro mimo, por quererem afecto, e não por dor, desconforto ou fome.

      E uma grande amiga minha, também psicóloga, partilha deste ponto de vista.

      Toda a gente tem direito a pensar diferente...

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    4. Anónimo das 10h46, em bebés duvido que percebam... mas eu dispenso.

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    5. Espiral, as revistas de bebés que tenho lido é que falam dos estudos. A Mamãs e Bebés, por exemplo. :) E a enfermeira que me acompanha diz o mesmo. até aos 6 meses é o ideal, porque depois torna-se mais complicado.

      No entanto, dizes e bem: eu farei o que me apetecer e sentir que é o melhor para mim e para o bebé. Mais nada. :)

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    6. S* a "mae e bebés" não é uma revista cientifica, o que se lê nessa revista é praticamente tão válido como os conselhos amorosos da revista Maria. Tem por vezes artigos bons escritos por um ou outro pediatra mas não é em todas as edições.

      O senhor que referes pode ser especialista mas não o é em desenvolvimento infantil de certeza absoluta se tiver dito que um recém-nascido tem manhas. Nenhuma pessoa que perceba de desenvolvimento infantil dirá que um recém-nascido tem manhas. Nenhuma.
      As opiniões das pessoas podem divergir, já o conhecimento cientifico não é algo que muda só "porque sim". Os bebés recém-nascidos não têm sequer a competência cognitiva para terem manhas.

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    7. Por acaso também não concordo que os bebés sejam manhosos. Aliás até me custa ouvir coisas como "O meu bebé de 1 mês está viciado em colo" ou "O meu bebé de 15 dias tem manha e chora para que lhe peguemos". É normal. São pequeninos, saíram de sítio quente e sossegado para um mundo espaçoso e frio. Dizem que o primeiro trimestre de um bebé é o quarto trimestre da gravidez porque eles só querem colo, querem calor, querem sentir o cheiro e o coração do pai e da mãe.
      Depois sim, começam a ganhar manha. Eu percebi que a minha filha começou a ganhar por volta dos 5 meses :) mas antes disso era apenas um bebé. E negar colo e mimo a um recém-nascido por se achar que ele é manhoso, como às vezes vejo, parece-me exagerado.
      Mas concordo contigo, S*, há muita gente especialista a dizer que são manhosos. E também há quem diga o contrário. :)

      No fundo, és tu que verás o que resulta melhor para vocês. A minha filha dorme connosco no quarto e dorme noites completas. Tenho um casal amigo cujo bebé dorme no quartinho dele desde cedo e acorda 3 ou 4 vezes por noite. A melhor altura não é quando os livros dizem mas sim quando os pais acham melhor. :)

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    8. Tété, atenção que eu não falei em recém nascidos... parece-me que as manhas aparecem mais pelos 5 ou 6 meses. Nos primeiros meses de vida ainda se estão a habituar ao mundo cá fora...

      Toda a gente pode ter opiniões, mas depois existem os factos. E é um facto que, muitas vezes, os bebés e crianças só querem mimo e choram como se estivessem a ser esfolados. :D Assim como percebem que se chorarem os tiram do berço. É isso que eu chamo de manha, mais nada...

      Anónimo das 12:35, vai-me desculpar mas parece-me cheia de certezas... a revista foi-me dada no Centro de Saúde. Suponho que comparar à revista Maria seja um exagero seu... quanto ao especialista, lá está, não sabe quem é nem eu quero dizer. No entanto, como referi, conheço psicólogos (entre os quais uma boa amiga) que defendem exactamente o contrário daquilo que escreve. A psicologia não é matemática, existem correntes e perspectivas diferentes para quase tudo. Ainda bem que o pensamento é variado. :)

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    9. Acontece sem dúvida, o erro está em chamá-lo "manha".
      É um termo desadequado só isso.

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    10. E existem psicólogos que se disserem que um recém-nascido tem manha devia ir fazer novamente o curso pois não sabe nada de desenvolvimento infantil. A psicologia não é matemática mas é uma ciência, sabias? E uma ciência com factos.
      Claro que há psicólogos cuja vertente de trabalho nada tem a ver com o desenvolvimento infantil. Se esse for o caso dela então fica explicado.

      Eu não estou cheia de certezas mas sei muito sobre a minha área. Ou será que tu percebes menos de jornalismo que qualquer outra pessoa? Não, pois não?

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    11. Uma psicologa a dizer que tudo bem casais fazerem sexo na frente de suas criancas, oh ceus! As vezes nem acredito no que leio.

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    12. Anónimo das 20:13, entenda de uma vez por todas: nunca escrevi, em parte alguma, que os recém nascidos têm manhas. O que escrevi, pelo que me foi dito por PROFISSIONAIS e pelo que li em imensos livros, artigos, whatever, é que se deve mudar o bebé até aos 6 meses porque NESSA IDADE já têm manha.

      E não, não sei tudo de jornalismo. Assim como a anónima certamente não sabe tudo de psicologia. Estamos sempre a aprender. E até há colegas seus que discordam de si. Peço apenas para que aceite isso: nem toda a gente concorda com o seu ponto de vista. A sua opinião é tão válida como a minha, mas a minha também não caiu do céu. Foi fundamentada por profissionais e obviamente também por crenças pessoais.

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    13. Anónimo das 18:22, é isso, a palavra manha é que pode não estar bem aplicada. Pelo menos falo por mim, que chorar por colo não é manha, nem mesmo agora com 1 ano. :) Dei-lhe colo à vontade nos primeiros meses, onde dormiu feliz e quentinha quase todas as sestas (habituando também à cama gradualmente, claro). Desde os 5 meses que só dorme na cama, não quer colo nem por nada, e ai de quem te lhe toque enquanto adormece. Por isso quando quer mimo, quando quer colo, não é manha, é necessidade e eu estou sempre aqui para isso, como estou para trocar fraldas e alimentar. :)

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    14. Bebés, não têm manhas!! Ponto final!!
      Parece a conversa da minha avó!! Nem sabia que pessoas mais jovens, supostamente mais informadas ainda pensassem assim. Nem podemos acreditar em tudo o que se lê.
      Na minha altura, uma boa revista era a "Pais e Filhos", da qual era assinante e mesmo nessa havia informações que não correspondiam à realidade e outras com as quais eu simplesmente não concordava.
      Sejamos realistas: a teoria é muito linda, mas na prática tudo muda!!

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    15. Parecem a minha sogra!! Bebes não são manhosos!!!

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    16. Que tolice! Agora chorar (já agora, eles não sabem falar, chorar é a forma de se expressarem, também lhe disseram isso os profissionais?) porque precisam de colo, de mimo, de afecto, é manha? LOL e tu, não precisas de colo, mimo e afecto, S*? E quando precisas não o procuras? Pois é o mesmo, sendo que os bebés, OBVIAMENTE precisam mais de colo e mimo do que os adultos porque são seres completamente indefesos que ainda estão a perceber o que andam aqui a fazer no mundo e se sentem inseguros quando não têm as figuras de referência por perto, aliás, coladinhas a si de preferência. Céus, tantos anos de ignorância. Colo é tudo de bom, carinho é tudo de bom. Há muitas coisas más no mundo, mas a vinculação e o apego não são algumas delas. God...

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    17. " que escrevi, pelo que me foi dito por PROFISSIONAIS e pelo que li em imensos livros, artigos, whatever, é que se deve mudar o bebé até aos 6 meses porque NESSA IDADE já têm manha."

      Que livros cientificos é que afirmam tal coisa? Que livro cientifico ou escrito por pediatra, pedopsiquiatra ou especialista em desenvolvimento infantil diz que um bebé com 6 meses tem manha?

      Gostava mesmo de saber que livros são esses. Há 10 anos como especialista na área ainda não li 1 único artigo cientifico que afirmasse tal coisa ou 1 único livro escrito por um especialista a afirmar tal coisa.


      Dois relativamente bons livros (e não artigos tipo revista Maria), para pessoas comuns, serão:
      " O mundo da criança" de Papalia, Olds, Feldman
      " A maternidade e o bebé" - Eduardo Sá

      Existem outros de alguns pedopsiquiatras também muito bons... nenhum deles considera no entanto que os bebés têm manha.
      Aliás todos os bons profissionais que conheço da área detestam a terminologia manha (ou outras retrógadas e pejorativas) para um comportamento humano, intrínseco e inato que serve unicamente o propósito de acalmar as necessidades de um bebé.
      Um bebé não tem só a necessidade de comer e dormir. Tem a necessidade de amor e carinho (sim, necessidade). Se calhar era bom leres também um pouco sobre o Erikson e o Bowlby e as teorias de vinculação para perceberes o problema de considerarem as crianças manhosas e de as tratarem como tal, em vez de suprimirem as necessidades das mesmas...

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    18. Por incrível que pareça, há determinados especialistas com esse ponto de vista. Eu sei, porque sou pedopsiquiatra :P Mas actualmente a generalidade dos colegas defende que os bebés não têm 'manhas' (até escrever esta palavra me faz tremer a pálpebra), mas sim necessidades. E há bebés com necessidade de ter o seu espaço (o meu, que nunca foi fã de colo, desde que nasceu queria era estar virado para a frente a explorar o mundo), outros que precisam de partilhar o espaço dos pais durante uns tempos e outros que precisam de apoio dos pais durante mais tempo. Hoje considera-se normal para alguns miúdos dormir no quarto dos pais (e até na cama dos pais) até eles terem dois ou três ou quatro anos. Depende das crianças. Depende das famílias. Depende das necessidades de cada um. Depende de como se sentirão melhor. Na nossa família isso não resultou (leia-se, partilhar o quarto até aos seis meses), por isso há que perceber o que funciona melhor na nossa situação e avançar sem culpas e sem medos.

      A única coisa que está comprovada na diminuição da morte súbita é dormir de barriga para cima. Há alguma evidência em relação a uma data de outros factores (o uso de chucha, partilhar o quarto, não sobreaquecer o bebé, etc), mas dormir de barriga para cima é de longe o maior factor protector para o bebé. Mas tu farás as decisões que tiveres de fazer baseada nos teus medos, nos teus receios, nas tuas crenças e naquilo que acreditas ser melhor para o teu bebé. O meu filho nunca usou chucha e sempre foi super aquecido de noite porque aparentemente é friorento (dormia muito mal quando não estava muito cobertinho). Ora porque é que é tão importante para mim que o meu filho durma bem, ao ponto de não pôr em prática algumas ideias que sei que poderão estar relacionadas com a diminuição da morte súbita? Porque é que é tão importante para ti que o teu filho não fique com plagiocefalia ou não 'asfixie no vómito'? Porque é que é tão importante para a Teté que a filha dela esteja segura no carro? Porque é que é tão importante para o amigo dela que a filha veja as coisas no carro? Porque todos temos fantasmas, coisas da nossa infância, medos que não conseguimos explicar, receios que transmitimos aos nossos filhos... Não somos paredes em branco, somos pessoas com histórias atrás de nós e que muitas vezes nos fazem errar conscientemente, ignorar o que nos diz a ciência e agir de acordo com aquilo que achamos melhor para os nossos filhos porque não toleramos a insegurança ou a culpa de agir de outra forma. Como dizia alguém algures nos comentários que nunca se conseguiria perdoar se o seu bebé morresse de morte súbita e não fizesse tudo o que estava ao seu alcance para o proteger disso... No fundo, todos os pais agem de acordo com isto. A culpa. Essa manhosa (aqui sim acho que podemos usar a palavra com toda a segurança) :D

      Sugiro-te que penses com o teu companheiro porque é que isto é tão importante para vocês. Porque é que é tão importante para ele ter o bebé perto durante muito tempo, e porque é que isso te angustia tanto (angustia talvez seja uma palavra forte, mas acho que percebes a ideia). Porque é que a asfixia durante o sono é importante para ti que te faça pensar em ir contra o que está actualmente aceite - dormir de barriga para cima -, mas não é tão importante que te faça pensar em ter o teu filho no teu quarto durante mais tempo? Porque é que ter um bebé no quarto te faz confusão, mas não os vossos animais? Pensa nisso, são tudo questões interessantes que nos fazem perceber muito sobre a nossa infância, sobre nós próprios e sobre a nossa identidade como pais :)

      Mas hey, isto é só a pedopsiquiatra a falar :P É defeito profissional :P

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    19. Joana, um bebé no quarto não me incomoda NADA. Nicles. No entanto, eu sou uma pessoa com um sono muito leve, que usa "rolhinhas" nos ouvidos HÁ ANOS porque não consigo dormir se ouvir a gata a coçar-se, o namorado a ressonar ou seja o que for. Por isso, imagina com um bebé no quarto? Eu não durmo bem há anos, já aqui o referi inúmeras vezes... imagino que o bebé no quarto só me vá aumentar a ansiedade. Mas pode acontecer o contrário - ficar ansiosa sem o bebé ao meu lado. No entanto, conhecendo-me, admito que provavelmente ter um bebé a respirar ao meu lado seria coisa para ainda me mexer mais com os nervos e, repito, eu durmo com "rolhinhas" nos ouvidos há anos!! :) Por isso, quero tê-lo os primeiros meses comigo, mas não quero que essa seja uma questão que se prolongue por anos. É apenas isso. :)

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    20. Continuando (fui comer, ahah), porque acredito que para o bebé será mais cómodo. A verdade é que eu sou do género "cão", sempre a mexer-me durante a noite. O pai ronca. Coitada da criança. ahahahah

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    21. Joana há pessoas na área que afirmam isso da boca para fora, tal como alguns dizem que os pacientes são malucos. Daí a haver livros científicos onde isso seja propagado...

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  11. Ui. Aconselho-te vivamente a fazeres o impossível para o convencer. Ele pensa assim agora, mas vai arrepender-se se o fizer :P eu era mãe solteira e o meu filho dormia comigo no quarto e na mesma cama, inclusivamente. Comecei a tentar tirá-lo para a cama dele (no mesmo quarto!!) aos 3 anos e foi um pincel todo o tamanho, digo-te já. Começou a dormir num quarto dele com 4 anos e meio. Mas até hoje com 8 ele não acha muita graça a dormir sozinho!

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  12. Mudei o meu aos 4 meses e foi o melhor para todos. O menino sempre dormiu bem desde que nasceu (tinha que ser acordado para comer) mas tem um sono muito leve, não é daquelas crianças que adormece em qualquer circunstância. Às vezes um virar na cama, arrastar os lençóis, tossir, espirrar era o suficiente para o acordar. Lá o mudámos com muito choro à mistura (da minha parte, claro). Acredito que se desse de mamar e/ou ele fosse de acordar muito durante a noite, a coisa não tinha funcionado desta forma.
    Agora, vais ouvir muitas experiências, histórias, conselhos e vais ter muitas ideias pré-definidas mas só na altura vais saber o que funciona para a vossa família e o instinto nestas coisas é, no fundo, o que irá comandar.

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  13. "Basicamente, por ele, o bebé terá a 'dentadura' toda e ainda vai dormir no nosso quarto."

    Hahaha o que eu me ri com isto :))

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  14. Cada um com as suas ideias... e depois há ideias que com o decorrer da maternidade, depois de ser Mãe, mudam!^
    O meu mais velho ficou até aos 2 e a minha vai ficar até aos 2 e sinceramente não vejo traumas nenhuns, mt pelo contrário! Ah... e depois há o fator teoria/prática.
    E na minha humilde opinião, qto ao que o seu marido diz qto ao cão... tem um bocadinho de razão (não estou a falar de ir até tanto tempo, 3 anos... mas...!)

    Partilho este artigo: http://www.paisefilhos.com.br/bebe/criancas-de-ate-1-ano-devem-dormir-no-quarto-dos-pais-diz-estudo/

    Votos de uma santa gravidez, aproveite-a ao máximo! Mtas Felicidades! :))

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    1. Muitooo obrigada pelos votos e partilha!

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  15. Mesmo a propósito:
    https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1324274960968104&substory_index=0&id=925694887492782

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  16. Segundo a Associação Pediatrica Americana, a partilha de quarto com os pais até aos 12 meses reduz 50% da probabilidade de ocorrência do Síndrome de Morte Súbita. A mesma recomenda que o bebé nunca saia do quarto antes dos 6 meses onde o risco de morte súbita ainda é superior.

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    1. Claro... lê-se tanta coisa... existem 1001 explicações dos "prós e contras"... mais vale fazer o que sentimos ser melhor. :)

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    2. Não é bem uma questão de se "ler muita coisa" é mais uma questão de ou se seguir a voz da vizinha/familiar que foi mãe há 30 anos ou de se ouvir o boato ou o de se informar devidamente.
      Para mim há coisas que não valem o risco mas cada um sabe de si. O que eu sei é que não me perdoaria se o meu filho morresse e eu soubesse que não fiz tudo ao meu alcance para o proteger.

      E, infelizmente o que não falta em Portugal são profissionais de saúde mal informados.

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    3. Sim, é como diz este anónimo. Um exemplo: há 30 anos deitavam-se os bebés de lado pois achava-se que era assim que eles sobreviviam mais. Entretanto descobriu-se que deitando os bebés de barriga para cima o risco de morte súbita reduzia, tendo havia uma diminuição de 60% dos casos. A tua família (e a minha e muitas outras) dir-te-á com experiência que os bebés se deitam de lado, enfermeiras com mais de 20 anos de experiência podem dizer-te que se deitam de lado, certos artigos menos actualizados também te dirão que é de lado, e não o farão por mal. É o que antes se achava melhor, o que antes era correcto. Mas agora as recomendações são outras e é por isso que nem sempre se pode ouvir quem fez um excelente trabalho há 30 anos atrás. :)

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    4. Tété, concordo contigo, claro... mas no caso que deste, para mim, não há volta a dar: filho meu vai deitar-se sempre de lado. Rodando os lados. Vamos ver: agora sei que se aconselha a deitar de barriga para cima, por causa do refluxo de vómito (julgo que é esta a expressão). Para mim, não faz sentido. Para mim, de barriga para cima, a situação ainda piora, pois pode engolir e sufocar com o próprio vómito. Aliás, todos já ouvimos falar em gente que vomitou e sufocou ao dormir no próprio vómito. De lado, parece-me bem menos provável acontecer o sufoco. Claro que há sempre quem acredite que A é melhor que B, mas neste ponto nós - os pais - estamos de acordo a 100%. Queremos o bebé de lado. Ainda por cima tendo tido conhecimento de várioossss bebés que ficam com a cabeça achatada por estarem sempre na mesma posição, de barriga para cima. A Marta do http://marta-dolcefarniente.blogspot.pt/ sofreu desse "drama" com o bebé. Resolveu ouvir os médicos (e bem, não a critico!!) e o bebé agora anda de capacete de correcção... Quem diz ela, diz muitos outros casos que leio nos blogues de mamãs. Visto que nunca ouvi falar de semelhante enquanto os bebés dormiam de lado, para mim, é inquestionável deitar o meu filho de lado. Para mim. Para nós. :) Mas cada um sabe de si!

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    5. Na realidade estás enganada em relação ao vómito e em relação à posição mas serás tu a decidir. Um bebé deitado para cima consegue virar a cabeça para a esquerda ou direita, um bebé deitado de lado corre muito maior risco de sufocar no próprio vómito. Está comprovado. Mas lá está farás como achares melhor.

      Em relação à cabeça achatada gostaria apenas de te dizer que existem inúmeros bebés deitados de lado com esse mesmo problema, por isso é que existe uma almofada própria para o efeito.
      De qualquer forma, preferia um bebé a usar um capacete, do que um filho morto.

      Lá está, cada um fará o que quiser e sinceramente não desejo mesmo mal a nenhum bebé. Simplesmente enquanto mãe e enquanto mulher que também está grávida sei que nunca me perdoaria se soubesse que fiz algo contra o recomendado para a diminuição do SMS e o meu filho morresse. A culpa seria parcialmente minha e isso seria devastador para mim.

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    6. Anónimo das 20:00, aceito mas mantenho aquilo em que acredito. Mais uma vez, essa não é uma questão em que exista consenso.

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    7. Como o Anónimo disse, estás a confundir as coisas. :) Antes colocavam-se de lado os bebés por causo do vómito. Agora colocam-se os bebés de barriga para cima por causa do Síndrome de Morte Súbita, cujas causas não são conhecidas mas que já se conhecem uma série de comportamentos que ajudam a reduzir o risco: dormir de barriga para cima, não sobreaquecer o bebé, não fumar junto a ele, arejar a divisão onde ele dorme, usar chupeta, etc...
      Os bebés são colocados de barriga para cima, mas com a cabeça de lado (e numa noite pões a cabeça para o lado direito e noutra para o lado esquerdo), de forma a evitar esse problema na forma da cabeça que disseste.

      Admito que me espanta um bocadinho a tua posição :) mas a maternidade também me ensinou que cada mãe (e pai) tem as suas próprias preocupações e ansiedades. No nosso caso (e pelos vistos desta anónima também), a segurança está primeiro. Também seria incapaz de não fazer o possível e o impossível para reduzir o risco da minha filha morrer de morte súbita, da mesma forma que sou incapaz de a virar para a frente no carro sabendo bem que indo de costas a probabilidade de ela sobreviver em caso de acidente é muito maior. Mas isto sou eu, que provavelmente faço coisas que a ti te deixariam sem pinga de sangue e a pensar "como é que ela é capaz? Eu nunca!", porque cada uma tem as suas preocupações.

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    8. Olha, o meu sempre o deitei de costas e passados segundos estava de lado, até me chateei na maternidade com uma enfermeira que veio ralhar comigo por ter colocado o bebé de lado. Sempre teve muita força e foi muito mexido.
      No nosso quarto não resultou porque eu e o bebé acordavamos ao mínimo barulho. E nunca tive que me levantar de noite para lhe dar a chucha, nunca usou. Já mamar era 2/4 vezes durante a noite até aos 18 meses, mas eu tinha um leitãozinho

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    9. Tété, não é só para ti que a srgura está primeiro. Para mim também
      está. Apenas discordamos da forma de garantir essa mesma segurança. Eu seguirei o que o meu instinto me disser e aquilo que me deixar mais tranquila. Parece-me algo estranho dizeres que "no nosso caso (e pelos vistos desta anónima também), a segurança está primeiro. Também seria incapaz de não fazer o possível e o impossível para reduzir o risco da minha filha morrer de morte súbita", como se eu não fizesse o possível e impossível. Não está correcto escreveres tal coisa pois eu também não tento julgar a maneira como pões ou tentas pôr a tua menina em segurança. Acredito que faças sempre aquilo que julgas ser o melhor. Assim como eu.

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    10. Desculpem as gralhas, escrever no telemóvel dá nisto.

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    11. R, ahah. Leitãozinho parece óptimo. Felicidades!

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    12. S*, todos nós queremos o melhor para os nosso filhos e eu não duvido que tu também queiras, nem se trata disso, a sério, por favor. Mas por exemplo, tenho um amigo que leva a filha na cadeira no sentido da marcha no carro, mesmo sabendo (porque sabe) que é mais seguro de costas. Porque diz que a filha gosta mais assim, vê a paisagem, vê-o a ele. E ele é um óptimo pai, tem outros cuidados que eu não tenho. Mas neste ponto, eu acho que ele coloca o conforto antes da segurança na tabela de prioridades. É mau pai por isso? Não. Significa que não pensa na segurança da filha? Não (tem o cuidado de pôr numa cadeira, prendê-la bem, etc). O teu caso é o mesmo, claro que vais ter cuidado com a segurança do Rafael, não assumas o que eu disse como chamar-te irresponsável porque não foi de todo isso (ok, se disseres que vai deixar o pequeno a dormir no Inverno ao relento no jardim com o Pirata a tomar conta dele sou capaz de o dizer, mas...percebes a diferença? :) ). Ainda assim, não deixo de me espantar que com acesso à informação, algumas decisões sejam tomadas (neste campo que é o meu calcanhar de aquiles). Mas, e atenção a isto, eu tenho acesso a outras informações (nomeadamente na alimentação) que não sigo. E tenho noção que mães que as seguem (mais preocupadas com a alimentação do que eu) devem abanar a cabeça e não compreender a minha atitude, sabendo eu o que sei. E isso não faz de mim irresponsável na alimentação, nem a elas "nazis julgadoras de atitudes". :)
      Não te quis julgar (exactamente pelo que disse em cima, cada pai e mãe com as suas atitudes, dentro daquilo que lhes parece melhor), não foi nada disso, acredita. De qualquer forma, eu defendo sobretudo que os pais tenham acesso a toda a informação e que com base nisso façam as suas escolhas de forma consciente. Melhor isso do que fazerem o que não devem porque não sabem. :)

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    13. E de qualquer forma, tudo isto começou por exemplo que eu quis dar, nem sequer era um conselho ou um aviso, ou seja o que for. Não tenho qualquer ideia de andar por aqui constantemente a dar o meu ponto de vista ou a dizer como eu fiz as coisas, como se só eu tivesse razão em tudo. :)

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    14. O problema do bebé da Marta, se bem entendi não teve nada a ver com a forma com que ela o deitava. Se não estou em erro, é um problema congénito.

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    15. Informem-se sobre o que é a morte súbita, tanta ignorância... de mães!

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    16. S*, estou a ficar pasma contigo, juro. Sabes que desde que, nos anos 90, se mudou a recomendação de dormir de lado para dormir de costas o risco de morte súbita reduziu em 50%? METADE! É, de acordo com TODAS AS ORIENTAÇÕES MODERNAS DE PEDIATRIA, a forma indubitavelmente mais segura de um bebé dormir. Acho que ainda tens muito que ler, informar-te bem, pesquisar. Pois sei que queres o melhor para o teu bebé e essas ideias pré-concebidas fixas e sem fundamento científico moderno não estão a ajudar...fora isso, felicidades.

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    17. O anónimo das 09.23h ajudou de facto a elucidar todas as mães ou futuras mães presentes.

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    18. bolas,o pior cego é mesmo aquele que não quer ver. Menos o quê? Tudo o que disse é verdade. Lê.

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  17. Sempre disse (e continuo a dizer) que, se tiver um filho (e aqui é um grande se), o ponho desde o início a dormir no quarto dele. Mas acho que isto é daquelas coisas que não adianta planear com muita antecedência, às tantas chega o momento e mudo de ideias =p

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  18. Com a primeira gravidez aprendi uma coisa: pelo bem estar dos nossos filhos (e o nosso) vale tudo! Não vale a pena estar a fazer este tipo de planos. Mudá-lo e passar a noite no quarto dele é quase o mesmo.
    O mais velho foi "expulso" aos 9 meses (tentamos mais cedo) e mudou para a cama de crescido aos 2 anos, mas ainda há noites em que temos de ir lá e acabamos por adormecer com ele.
    Se com este será igual... Não sei.
    Tudo tem o seu tempo. Agora a minha preocupação é gozar as últimas semanas de gravidez. :)

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  19. Não percebo nada do assunto porque nunca fui mãe e, por isso, também não defendo nenhum ponto de vista em particular. Acho que cada um deve fazer aquilo que funcionar melhor para si e para a sua família. Pessoalmente e ainda sem conhecimento de causa, faz-me confusão pensar em ter um filho no quarto de casal durante anos. Toda a gente precisa da sua privacidade e do seu espaço. Claro que em bebés muito pequenos é até mais prático, mas crianças já maiorzinhas também precisam de ter o seu espaço independente e saber distinguir entre o espaço do casal, o seu espaço e os espaços comuns. Este tipo de diferenciação é importante.

    Para terminar, não querendo descredibilizar os estudos que vários comentadores mencionaram porque, mais uma vez o confesso, não tenho conhecimento de causa neste assunto específico, gostaria apenas de dizer que a validade dos estudos é algo muito importante. Qualquer um, nos dias que correm, pode fazer um estudo. É importante percebermos a credibilidade do mesmo, em que pressupostos se sustenta, o tipo e tamanho da amostra, que análises foram feitas, etc etc etc. Por isso mesmo, não devemos confiar em tudo o que lemos na internet, revistas ou jornais, mesmo que supostamente sejam "da especialidade". Devemos analisar tudo com um olhar crítico e, acima de tudo, perceber se, ainda que sendo muito válido, faz sentido aplicado à nossa realidade.

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  20. Eu mudei-o para o quarto dele na semana que ia fazer 5 meses. Primeiro ele durmiu uns dias já no berço maior e correu bastante bem. Depois decidi experimentar já no quarto dele e também correu bem. No início foi estranho para mim, porque queria vê-lo várias vezes e espreitar era mais fácil do que ir até ao quarto dele, mas depressa me habituei e fiquei muito feliz que ele tivesse o quartinho dele. É uma questão de pensar que é o natural e corre bem :-)

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  21. S* vou-te dar um conselho que sempre dou: dá ouvidos só ao pediatra. Ele vai conhecer o teu filho e saberá o que é melhor para ele, e alem disso tem conhecimentos para "opinar". Nós só mudámos a nossa filha para o quarto dela aos 8 meses, porque ela tinha muito refluxo e tinhamos receio que se engasgasse durante a noite sem ouvirmos. Passada essa fase, perguntámos ao pediatra se seria adequado mudá-la para o quarto dela e ele disse que sim. Cada caso é um caso, os timings dependem de vários factores. :) Boa sorte e tudo a correr bem :)

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  22. Parabéns pela gravidez e felicidades. Sugiro esta pagina sobre esta questão mas também para ler tudinho e seguir :)

    https://www.facebook.com/constancacordeiroferreira/photos/a.926593537402917.1073741828.925694887492782/1324274960968104/?type=3&hc_ref=NEWSFEED

    Natacha

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  23. Vá, ele tem alguuuuuuma razão! hahahah! =P

    Um beijinho dourado

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  24. Cada caso é um caso. Há muitas coisas que fazemos culturalmente que não se fazem nuns sítios ou que se farão de forma ainda mais cuidadosa noutros. A questão do bebé dormir no nosso quarto é uma delas.

    No meu caso, estava preparadíssima para ter o Mati a dormir no nosso quarto até aos seis meses (ou mais, se fosse necessário). Sabia o que dizia a ciência, bastava ver o que me dizia o meu instinto quando ele nascesse. Quando ele nasceu fizemos co-sleeping durante alguns dias porque eu tinha o braço partido e tirá-lo do berço era difícil, mas depois lá me ajeitei e passou a dormir no berço dele no nosso quarto (até porque o pai nunca foi o maior fã da ideia do co-sleeping). Entretanto percebemos que ele dormia mal ali connosco. Nem era uma questão de ter o sono leve, mas acordava com uma data de coisas, e como nós estávamos mesmo ali ao lado tínhamos muito mais tendência de pegar nele, dar-lhe colo, ajeitar a roupinha... No fundo, interferir com o padrão de sono dele. Além disso eu própria não dormia descansada. Estava sempre a acordar: ora porque ele respirava mais alto, ora porque respirava mais baixo, ora porque fazia um mini-micro-barulhinho... Enfim, eventualmente percebemos que aquilo não era um bom registo para nós e que não estava a funcionar e o miúdo passou para o quarto dele com um mês. Foi difícil? Não. Foi facílimo. Passámos a dormir muito melhor e ele também. Actualmente continuo a acordar com os mini-micro-barulhinhos dele, mas ele dorme melhor e nós também. Durante uns tempos tive que lidar com os comentários, mas lamento informar-te que como já te disse numa publicação anterior uma das partes da maternidade envolve sorrir e acenar a comentários alheios :P Mas o oposto também é válido: se por alguma razão sentisse que o meu filho (e nós) precisava de estar mais tempo no nosso quarto, era a primeira a deixá-lo lá. Não concordo nada com a utilização da palavra 'manhas' porque dá logo uma conotação pejorativa a algo que no fundo é intrínseco a todos nós: a procura do carinho e do afecto de quem gostamos. Todos nós gostamos de colo - até os adultos, mesmo que seja colo emocional - porque é que não iriam gostar os bebés? E é tão bom dar colinho :D :D :D

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    1. Ahah Sempre uma querida. :)

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    2. É por isto que leio a Joana! Sempre sensata :) Não comento no blog porque é complicado (registos e coisas) mas gosto muito das posturas dela (apesar de em muita coisa serem o oposto das minhas, uma quarentona empedernida à espera que o instinto maternal desperte para fazer a vontade ao gajo lá de casa).
      Quanto às "manhas", é óbvio que não é uma palavra muito bonita quando aplicada a bebés, mas, nestes casos, representa somente a procura de algo que os faz sentir bem mesmo que não esteja relacionado com dor ou desconforto fisico. Como os pais de primeira viagem têm, normalmente, dificuldade em distinguir entre uma coisa e outra, o stress pode aumentar nesses momentos. Quando começam a perceber que há alturas em que o bebé quer apenas conforto emocional (e não se passa nada de mais grave fisicamente) chamam-lhe "manhoso". Mas penso que não seja porque o consideram um alto génio do mal :-D :-D
      Acho que por vezes se geram discussões acerca de tudo simplesmente porque sim.
      Beijinhos S* e tudo de bom!

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    3. Anónimo das 13h57, eu admito que não percebo muito bem toda a aversão criada em volta da expressão "manha". :D É mesmo só uma expressão usada popularmente para identificar "não sentem dor, fome ou frio, choram apenas porque querem mimo". Nada de mal, digo eu... :)

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  25. S*, um conselho: não publiques textos da tua autoria sobre questões controversas. Há comentários, com ou sem razão, que não devem ser deixados a uma futura mãe, sob pena de esta andar de coração apertadinho o tempo todo. Como existirão sempre comentadores que não percebem que um comentário agora deixado poderá ser interpretado de forma diferente daqui a uns tempos, mais vale não os haver...para não processares algumas palavras maldosas.
    O que tiver que ser, será.
    Palavra de mãe solteira de um petiz que ontem completou uma década.
    Confia em vós.
    Beijo e felicidades

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    1. Anónimo das 22:13, nisso tem razão. Há comentários que aqui deixaram que roçam a maldade, como se o facto de alguém pensar diferente fosse sinónimo de ser pior mãe ou pai. Confio em nós. O segredo tem mesmo de ser esse. Obrigada. :)

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    2. Por acaso concordo que te expões demasiado e que desde que anunciaste a gravidez tem sido pior.
      Não deverias partilhar tantas coisas. No meu ponto de vista, uma gravidez vive-se e, principalmente, desfruta-se na intimidade.
      Antes de termos filhos temos sempre muitas teorias: iremos fazer assim e assado e que seremos melhores mães do que todas as outras, mas acredita que uma vez que a criança nasça, a maioria das nossas teorias e certezas caem por terra.
      Só quando eles se tornam reais e os temos efetivamente nos braços, sabemos qual será a nossa reação perante cada situação... e ainda assim, nem sempre, porque as dúvidas, indecisões e incertezas serão para o resto da vida, quer tenha ele acabado de nascer, quer tenha ele 18 anos.

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    3. As opções são feitas de acordo com a consciência/instinto de cada um. Tal como posteriormente somos nós que lidamos com as consequências desses actos.

      A S* fala sobre as certezas da psicóloga (sou só eu que acho que nenhuma das duas é psicóloga? Uma defende que as crianças não ficam traumatizadas com sexo dos pais... até uns meses ainda acredito depois de entrarem em fases posteriores? Não acredito e já vi vários psicólogos dizer o oposto...a outra tem uma forma de expressão que me parece demasiado agressivo para uma psicóloga apesar de realmente me parecer estranho chamar manhoso a um bebé pequeno). Mas adiante... fala das certezas dos outros mas apresenta várias. Que por sinal até vão contra as indicações e recomendações actuais. Ok, é um direito.
      Se a S* tem tantas certezas e bate de tal forma o pé pressuponho que o faça por ter certezas e saber do que fala. Se não sabe parece-me que o momento ideal para se informar e/ou alterar a forma de agir é antes e não depois de qualquer possível acontecimento. Os comentários ou a falta deles não vão mudar em nada a possível futura realidade.

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    4. Não se trata de mudar ou não a possível futura realidade. Trata-se, a meu ver, de a S* poder andar atormentada, aquando do nascimento do bebé, com questões aqui transmitidas, como a morte súbita, por exemplo.
      A S* tem o direito de viver em pleno o seu estado de graça...E de não colocar minhocas na cabeça, devendo, por isso, proteger a sua família e proteger-se a si ( Sou mãe há 10 anos. Tive blog durante 9 anos. Falei de mais. Sei do que estou a falar.)

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    5. Anónimo das 15h36, lamento, mas concordo consigo. Alguns comentários roçaram um pouco o mau gosto... O que vale é que eu não sou uma pessoa de dramatismos e minhocas na cabeça. ;)

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    6. Não querendo continuar a debater a questão (porque não quero mesmo), acho que sobretudo se quis informar. Obviamente que ninguém vai depois a casa da S* ver se ela faz as coisas como foram ditas ou se pensa que ela é uma má mãe se fizer as coisas de forma diferente. Mas é normal que não se saiba tudo (eu não sei, acho que todos os dias aprendo coisas sobre bebés e crianças) e acho que se tentou passar essa informação, apenas isso (não esquecendo que a escrita é péssima nalgumas coisas porque não se sabe o tom com que se escreve ou lê).

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  26. Já cá não vinha há algum tempo e só li agora. Muitos, muitos parabéns!
    Que bom, que maravilha!

    Eu ainda não tenho muita experiência nisto da maternidade, só tenho uma filha há quatro meses. Mas vinha muito formatada da minha mãe, porque como sou a mais velha vi-a criar cinco filhos e quando a última nasceu eu já tinha 20 anos (foi mesmo no próprio dia!) e isso influenciou-me muito. A minha mãe fazia assim: dormia semi-despida connosco e mamávamos quando queríamos. Isto dá alguma vontade de rir, e não era ultra-confortável para ela, mas por causa deste sistema semi self-service nunca andou sem dormir.

    Eu também li muito, como lê toda a gente que está grávida. A recomendação médica mais consensual actualmente é de mantê-los no quarto dos pais até aos 6 meses, mas a Associação Americana de Pediatria aumentou esse período para 12 meses recentemente. A minha ideia ao início era portanto também isso dos 6 meses, por recomendação médica mas também por conforto - se para dar de mamar tivesse de sair da cama, ir a outro quarto, acender luzes, etc. ia demorar séculos a voltar a adormecer. Por isso optámos por um sistema parecido com o berço Next2Me da Chicco - quando ela acorda de noite eu nem me levanto, estico o braço e pouco tempo depois estamos as duas de novo a dormir (atenção que o co-sleeping implica bastantes precauções e só é aconselhado mesmo para quem esteja a amamentar), ela come duas ou três vezes por noite mas eu já nem me lembro quando acordo, e consigo mesmo dormir o suficiente.

    Mas hoje acho mesmo que também é o melhor para ela - já na maternidade, uma vez pu-la do outro lado da cama e adormeci, quando acordei estava aninhadinha em mim, não sei como fez isso. Podem chamar-lhe "manha", mas eu acredito mesmo que o mimo, o amor, o carinho, são necessidades mesmo reais, mesmo físicas dos bebés, que precisam tanto daquele carinho e da atenção como de mudar a fralda, de estar quentinhos ou de comer. Ponho estas necessidades ao mesmo nível.

    A minha mãe também me diz que ela vai sentir mais a falta quando for para a creche, por lhe darmos tantos beijos, festinhas e colo, mas eu acho o contrário: quanto mais amada ela se sentir, mais bem preparada estará para os desafios futuros.

    Mas isto, claro, foi o meu caso e o da minha mãe, depois as crianças são muito diferentes (um dos meus irmãos começou sozinho a ir para a cama dele no fim de comer, era muito independente e não queria lá essas intimidades) e os pais também, tu saberás o que é melhor para ti, o teu Rafael e o teu companheiro.

    E até podes testar todas as diferentes variantes. As pessoas dizem muitas coisas, mas a cultura vai mudando, a ciência também, eu conheço pediatras, médicos, enfermeiras e estudos para as duas teorias, vão ter mesmo de ser vocês a descobrir :)

    (solução para a retoma da vida sexual, pelo menos na cama e à noite, também não tenho, confesso, mas acho que é uma questão legítima)

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    1. Eu fiz o mesmo da mãe da Rita com os meus 3 filhos!
      Iniciavam a noite na alcofa, mas à primeira vez que acordavam de noite, passavam para a minha cama, com a cabeça em cima do meu braço, mama na boca, em self service toda a noite.
      Acordava com uma dor de braços e de costas terríveis, mas pelo menos conseguia dormir.
      A mais velha dormiu no nosso quarto até ter 1 ano, altura em que mudamos de casa, o do meio até aos 6 meses (passou para o mesmo quarto da irmã) e a mais nova só deixou o nosso quarto aos 2 anos, por decisão dela.
      Sinceramente nunca pensei muito nesses assuntos, tentei fazer da forma que me convinha a mim e também a eles, no momento que me parecia oportuno, nada foi calculado. Correu tudo bem, sem dramas nem traumas, e hoje garanto que são todos equilibrados; só um pouco parvos mas pela idade em que encontram agora.
      A minha opinião é que cada vez mais se fazem demasiados dramas, por tudo e por nada, eu sou mais adepta das coisas que acontecem naturalmente.

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    2. Anónimo das 16h49, concordo em absoluto. Não temos de estar a pensar muito no que era suposto ser feito. Fazemos o que o instinto nos diz. :)

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    3. Rita, parabéns!! :) Eu já encomendei um berço desse tipo, para os primeiros meses, em que o quero obviamente connosco, até para facilitar a amamentação.

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    4. Obrigada :)
      (tenho o livro da Constança Cordeiro Ferreira de que falaram aqui algures (o dos bebés que também querem dormir), se quiseres ler posso-te enviar :))
      (a minha filha também dorme de lado, desde que nasceu - eu deito-a de barriga para cima, como recomendam, mas aí 80% das vezes ela vira-se de lado. Acho que perigoso mesmo é de barriga para baixo, e de lado é mais arriscado porque podem ficar de barriga para baixo mais facilmente e temos de ir vigiando, mas também não a obrigo, quando ela se vira de lado deixo-a estar)

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  27. Não li os outros comentários S, mas isso do "antes dos 6 meses" é um disparate. Informa-te melhor. Até aos 6 meses os bebés devem dormir sempre no quarto dos pais, está mais que provado que é benéfico para todos (sim, para vocês também, acho que não estás bem a ver o filme de te levantar 3 ou 4 vezes por noite para dar de mamar e teres de sair do quentinho, andar até outro quarto, etc), contribui para a felicidade e segurança do bebé e, mais importante, previne a ocorrência do síndrome da morte súbita do lactente (SMSL), uma vez que os pais estando ali ao lado estão mais alerta a alterações dos ritmos respiratórios e o bebé ouvindo as vossas respirações guia o seu organismo por elas. Depois dos 6 meses é quando todos se sentirem prontos. O meu foi por volta dos 11. Os bebés não são manhosos, que tontice. São crias...e são totalmente frágeis e dependentes, é mais que natural que queiram estar junto de quem lhes dá maior segurança, a mãe e o pai. Tu que gostas tanto de animais estuda os hábitos deles, há algum que ponha as crias a dormir longe enquanto são dependentes e mamam? Nós não somos muito diferentes nos nossos instintos e necessidades mais básicas. Recomendo-te vivamente a leitura dos livros da Constança Cordeiro Ferreira e do pediatra Carlos González.

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    1. Por acaso o livro da Constança é muito bom a desmistificar o colo e a dependência dele, e fala dos tipos de animais e as suas crias. Eu gostei e também acho que é o tipo de livro que a S* ia gostar pela maneira como está escrito.

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    2. S, vais-me desculpar, mas é disparate para ti, não para a generalidade das pessoas. Como podes ler na caixa de comentários, há quem tenha posto o bebé noutro quarto bem cedo, por isso acho que é necessária cautela e gentileza na maneira como abordamos as questões. Há coisas que para mim são disparate, para ti não são. Temos até aqui a Joana, que é médica, e que disse que no seu caso, por variados motivos, o bebé foi levado para o quartinho cedo. Há que respeitar. Nem todos pensamos igual.

      Eu não me importo que discordem comigo (nem espero que o façam...), mas escreverem "ai isso nem parece teu, ai isso nem parece de uma jovem, ai isso nem parece que alguém informado" é ofensivo e uma falta de respeito. Eu também acho um disparate alguém estar a dizer a uma mulher grávida coisas relacionadas com o síndrome da morte súbita e insinuando que alguém possa ter a MÍNIMA culpa de uma tragédia dessas por achar melhor (seja por que motivo for) pôr o bebé no seu quarto mais cedo. Por tudo o que li - porque, ao contrário do que também insinuaram alguns comentadores, eu não falo "de cor" - o síndrome da morte súbita é, infelizmente, e como diz a palavra, súbito, e não há propriamente muito que se possa fazer. Também pelo que li, e ao contrário do que escreveram, o problema NÃO É o bebé dormir de lado, mas sim a maior probabilidade de se virar DE BARRIGA PARA BAIXO - esse sim, um verdadeiro factor de risco.

      Não acredito em grávidas que não leem nem se tentam informar - a não ser casos de mulheres naturalmente com distúrbios. Todas as futuras mães leem. Nem todas têm a mesma opinião sobre as coisas. Há que nem sequer pense em não dar de mamar (o meu caso) e quem dispense perfeitamente esse acto. Há quem amamente em público, há quem o rejeite (o meu caso, que não me sentiria confortável). Há quem queira o bebé no quarto até ter dois ou três anos e quem, antes de ser mãe, pense que o ideal seria o bebé no quarto apenas alguns meses (o meu caso, embora possa perfeitamente mudar de ideias). Há quem só queira o bebé de barriga para cima e quem admita barriga para cima e de lado (o meu caso). Não admito é que alguém me tente faltar ao respeito por eu pensar diferente da pessoa em questão.

      Para mim, esta questão está encerrada. Não vou estar a discutir o sexo dos anjos porque, no fundo, a decisão cabe-me a mim, ao pai e ao meu médico.

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    3. Pois eu achei a S extremamente gentil e delicada no seu comentário além de ter fundamentado bem a sua postura. A mim, como mãe, elucidou-me efectivamente. Bem haja, S!

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    4. Anónima das 17:16, queria que soubesse que lhe respondi,mas por alguma razão que não sei descortinar,o meu comentário não foi publicado. Tento novamente,dirigindo-me apenas a si: ainda bem que a pude ajudar,fico muito contente por isso :) felicidades!

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  28. Só para esclarecer outras mães (que já percebi que a autora não quer os meus conselhos para nada),existem sim diversos conselhos para minimizar o risco de SMSL (minimizar não é reduzir a zero,já que não se sabe exactamente o que causa este trágico síndrome), são eles:
    - deitar o bebé sempre, sempre de barriga para cima,seja no soninho da noite ou nas sestas,alcofas,etc (para evitar plagiocefalia ir virando a cabecinha e utilizar almofada mimos nos períodos em que os pais estejam acordados a vigiar);
    - não sobreaquecer o bebé,seja o quarto (apontar para 22/23 graus),seja a roupa de cama ou roupa com que o bebé dorme;
    - oferecer chupeta ao bebé enquanto dorme (aumenta níveis de alerta,de presença no mundo);
    - manter o bebé no quarto dos pais até aos 6 meses pelo menos;
    - usar um colchão firme,apropriado para bebé e não utilizar roupa que fique solta na cama (idealmente o bebé deve dormir com um lençol ajustável e saquinho de dormir,para garantir que está sempre tapado,ou com a cama feita "à espanhola");
    - não colocar almofadas ou peluches no berço;
    - não expor o bebé a fumo de tabaco (inclui mandar fumadores lavarem as mãos e dentes antes de tocar no bebé e não colocar roupa com odor a fumo de tabaco no quarto em que o bebé dorme);
    - Cumprir plano nacional de vacinação;
    - nunca dar mel a um bebé com menos de 1 ano (pode conter a toxina botulínica,a qual pode estar ligada ao SMSL);
    - alguns estudos associam a amamentação à menor incidência de SMSL.

    A fonte destas recomendações é a American Academy of Pediatrics,aliada às recomendações de pediatras portugueses. Deixo-vos com os resultados do programa americano desde que foi implementado nos anos 90: "
    Although there is no 100% way to prevent SIDS, there is a lot you can do lower your baby’s risk. Since the American Academy of Pediatrics issued its safe sleep recommendations in 1992 and launched its "Back to Sleep" campaign in 1994, the SIDS rate has dropped more than 60%. In fact, between 1990 and 2013, SIDS rates declined from about 130 deaths per 100,000 infants to about 40 deaths per 100,000."
    Finalmente S*,em momento algum fui indelicada ou rude contigo. Tu,pelo contrário,ao responderes "menos,muito menos" ao meu comentário acima,que se limitava a dar dados científicos,ganhaste o prémio Nobel da educação e delicadeza. Leio e comento o teu blog há anos e estou estupefacta com a tua atitude.

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    1. O pior cego é o que não quer ver. A S* sabe tanto mas tanto que diz que não há muito que se pode fazer para reduzir o risco... enfim. Pressuponho que tenha tirado medicina e pediatria recentemente... mas cada um segue o que quiser. Só não se venham é armar em ofendidas porque "não há nada que se pode fazer" - há - existem é pessoas demasiado egoistas para pensarem nos riscos que podem diminuir e estão-se de tal forma nas tintas que possam aumentar os diminuir os riscos.

      Claro que não há forma nenhuma de o anular totalmente, pelo menos para já. Daí a não se fazer o que se sabe reduzir os riscos? Que bons pais...

      E falar de 1 ou 2 pessoas na "caixa de comentários" comparativamente aos estudos feitos com milhares de crianças?! Que se façam coisas não recomendadas por desconhecimento ainda se entende mas com conhecimento?!

      Espero que nenhuma criança sofra as consequências deste tipo de atitude.

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  29. Eu só queria dizer uma coisa sobre o "instinto": o instinto diz-nos que o Sol gira à volta da Terra. É aquilo que vemos todos os dias, faz todo sentido! Houve quem morresse por afirmar o contrário.
    E, no entanto, hoje sabemos que é a Terra que roda à volta do Sol. Foi-se o instinto, ficou a Ciência.
    O instinto é uma coisa maravilhosa, mas não quer dizer que seja sempre segura. Para análises críticas, reflexões profundas, e constantes revisões do que tomamos como certo, temos a Ciência. :)

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  30. Ora então parabéns, parabéns aos 3 e a todos. Moi, mãe de 2 chavalas já grandes, não tinha teorias porque tive um bebé aos 23 anos e nenhuma amiga tinha filhos para dar palpites. Agora, só agora, que elas começaram a ter bebés é que perceberam que o que vem nos livros é só isso mesmo, teoria. Uma que jurava a pés juntos que ia fazer isto e aquilo, não está a fazer mais que o coração lhe dita. Por isso a filha dorme com os pais e eles só fazem o que recomenda o pediatra e o bom senso. De opinões alheias está o mundo cheio. Façam o que gostarem e marimbem nos outros, o que importa se o filho X foi para o quarto dele aos 3 meses e foi óptimo? Imaginem que têm um bebé chatíssimo e sempre adoentado que acorda de hora a hora, estão-se a ver levantar o corpinho de hora a hora e ir ao quarto dele? Há ideais que temos e não seguimos, pronto, o futuro é para a frente. O pediatra é essencial e dois dedos de testa também.

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  31. Além do mais, cada criança é um mundo, olha para mim que sempre dormi de barriga para baixo e aos 4 meses comia papas de feijão preto com arroz. Ah e nunca bebi leite materno, só de soja, e fui uma criança muito saudável até ter 3 doenças enormes, depois fiquei bem e sou saudável, forte, tive dois bebés Não vale a pena publicar este comentário, era só para te dizer que sei perfeitamente que farás tudo muitíssimo bem e que ouvirás tantos, tantos, tantos palpites que duvidarás de ti mesma. Não te dou permissão para duvidares de ti mesma, só em pequenos momentos, ok? :) Ehehe beijinhos.

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