terça-feira, 4 de outubro de 2016

Na vida, como nos blogues e nos sites de notícias...


Sou ávida consumidora de notícias online. Por defeito de formação, passo as horas a actualizar as páginas dos meus sites favoritos, que vão desde os órgãos de comunicação social mais conceituados ao mais popular Jornal de Notícias (o mais popular de todos mexe-me com os nervos, pouco leio). Incrível como, em qualquer página, me cruzo com a maldade do ser humano. É transversal a todos os órgãos. É como aqui nos blogues. É como na vida. As pessoas são más porque gostam de ser más. Sem motivo.

Se alguém morre num acidente, surgem logo os imbecis do costume com o "para a próxima fosse devagar" ou o "armou-se em chico esperto e tramou-se" [substituir pela expressão começada em 'f"]. É isto. Morre alguém e o que esta gente tem para comentar é uma maldade. Um gozo. Uma piada estúpida.

Se se escreve sobre violência doméstica, surgem os ridículos do "se estivesse a lavar a louça isso não acontecia". Se se fala em traição, deparo-me com os "teve de procurar fora o que não encontrava em casa" e ainda conseguem acrescentar maldades como "as mulheres em casa cheiram a comida, só estão bem a cuidar dos filhos, pois claro que o homem teve de arranjar uma jeitosa cheirosa fora".

Nos blogues, nem vale a pena falar. Todos os dias recebo comentários maldosos só porque sim. Eu não faço mal a ninguém, nem respondo a provocações, mas é o que é. Nos blogues mais populares, não quero nem imaginar... chegaram a desejar a morte à Pipoca, como se a mulher tivesse feito mal a alguém - só porque é bonita, bem sucedida e supostamente feliz. Isto irrita os pobres de espírito.

Choca-me a forma como as pessoas descarregam as suas frustrações online. É uma maldade sem fim. Não é de admirar a maldade com que nos deparamos, todos os dias, na vida real.

Se são uns merdas na internet, certamente são uns merdas na vida real.

30 comentários:

  1. Olá, vou fazer um esforço grande para não me alongar sobre este assunto mas provavelmente não vou conseguir. :)
    Tenho uma teoria (que não é novidade nenhuma): acho que as pessoas que fazem comentários maldosos, online ou na vida real, são só muito tristes. O problema é quando se metem com pessoas que levam aquilo muito a sério e se deixam afetar pelas coisas idiotas que se escreve anonimamente atrás de um écrã, isso é que é o verdadeiro drama da coisa. Porque, de resto, considero os "cyberbullies" criaturas dignas de muita pena. Quem é que, no seu devido juízo, tira horas de vida para dizer idiotices e espalhar o ódio online?
    Outro problema é quando o fazem com miúdos e adolescentes e a coisa acaba muito mal.
    E tens razão, há muita gente assim por aí. Faz-me muita confusão é ver tantas pessoas com mais de 15 anos a ter atitudes dessas. Caramba, os adultos não se deviam portar melhor? Não deveriam ter um maior controlo emocional? Não deveriam querer ser um melhor exemplo para os filhos? Mas não, tens mães e pais ( e outros que não são pais e mães) que têm como desporto achincalhar os outros pela internet fora como juízes supremos que podem dizer o que é que cada um faz mal e o que é que cada um merece. Isso, confesso, choca-me muito.
    O que faço é não ler sempre que possível. Não vejo televisão e não leio sites onde sei que gozar de forma maldosa com o próximo é o conteúdo do dia.
    Leio alguns que têm imensa piada e têm humor do bom, mesmo quando é a gozar com outras pessoas. Têm um humor inteligente e tenho a certeza que as pessoas visadas se divertem imenso a ler aquelas coisas. Mas há outros que são maus demais. Existem sites que são autênticos clubes de haters. Mas que pessoas são essas? Às vezes pergunto-me como é que essas pessoas se sentem consigo próprias depois de um dia inteiro a destilar ódio e raiva contra os outros...
    Gosto de pensar que as pessoas não são más, só não medem as consequências do que fazem. Acho que têm um carácter fraquinho. Mas o que sei eu?

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    1. Purpurina, é isso que me espanta. Ninguém aqui é santo. Todos nós já dissemos coisas infelizes, já escrevemos tiradas mais maldosas (e das quais, provavelmente, nos arrependemos) e já teremos até eventualmente mandado bocas aqui e ali. Mas há gente que parece SÓ fazer isso. Nos sites de notícias que frequento, já os reconheço pelos nomes... a maioria são sempre os mesmos, a escreverem alarvidades, a dizerem maldades, só porque lhes apetece. Na blogosfera é um nojo sem limites. Os comentários anónimos são uma coisa deplorável, as pessoas escrevem as maiores barbaridades e fazem-no de forma sistemática. Quanto aos blogues que vivem do maldizer... eu sempre tentei fazer a distinção entre brincadeiras e maldades. Uma piada aqui, um gozo ali, eu entendo... já o fizeram comigo e eu percebia... quando se torna uma espécie de perseguição, abandono. Não posso colaborar com essas coisas. Ah... e já agora... dizerem "eu não escrevo sobre ti" mas aceitarem 1001 comentários maldosos sobre mim é ainda mais cobarde. Não tenho paciência. A minha vida já é demasiado problemática!

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    2. Julgo que a única coisa a fazer é ignorar, tanto quanto possível. Eu penso sempre que se não posso ajudar essas pessoas (até porque normalmente são anónimas) vou ignora-las.
      Já aceitar comentários maldosos, gratuitos e destrutivos a uma pessoa também não me parece a coisa mais ética do mundo. Sei do que falas e concordo totalmente contigo. É ignorar, não há outra forma.

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  2. Oh, não ligues... eu acho que as pessoas fazem isso porque são infelizes...

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  3. Sabes como é: a culpa é sempre da vítima quando uma tragédia acontece. Se for uma mulher, então, aí é que não há mesmo escapatória possível. Vivemos numa sociedade muito machista e com muita falta de empatia :\

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  4. Olha felizmente no meu blogue nunca recebi comentários desse género mas até aqueles mais desagradáveis eu faço uma coisa, ignoro. Talvez vou chegar a um ponto que não vou conseguir ignorar, mas até à data tem sido possível porque concordo contigo, à mínima coisa, hoje em dia, toda a gente sabe falar mal e criticar atrás de um teclado. E eu vivo na vida real e durmo bem à noite por isso... Essas pessoas que se roam de inveja da vida que elas não têm!

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  5. Gente ordinária agarrada ao teclado é do mais perigoso que existe! Faz parte!Coragem e assobio para o lado

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  6. Há gentinha tão de mal com a vida que a única solução para terem uns momentos de satisfação é deixar comentários desagradáveis e maldosos. Tenho pena de gente assim. Felizmente, e como o meu blog é relativamente pequeno, não tenho desses. Mas anda por lá um anonimozito que de vez em quando gosta de tentar estourar-me a paciência. Pessoas assim é só à base de ignorar.

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  7. Sabes que recentemente comecei a receber comentários maldosos no meu blog, até falámos sobre isso. Mas a conclusão a que chego é que são pessoas que não se sentem felizes na sua vida, porque se se sentissem não teriam necessidade de tentar provocar o outro, de atingir, de magoar. No que respeita a orgãos da comunicação social, há muito que desisti de ler comentários. Porque é como dizes, até nas notícias mais felizes há sempre alguém a ver o lado negro, ou a criticar. Vivemos num mundo onde impera a inveja e a facilidade com que as pessoas acedem a um teclado permite-lhes debitar as suas frustrações. Eu sou uma pessoa que vê sempre o copo meio cheio, que tem sempre uma visão positiva mesmo no meio do caos, por isso tenho alguma dificuldade com todos os que só conseguem ver mal em tudo.

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    1. Defina "sentir-se feliz na sua vida". A Bárbara é?

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    2. Anónimo, creio que é triste fazer essa pergunta. Ser-se feliz é estar-se bem, estar-se rodeada de amor, sentir que a vida vale a pena e encarar os dias com optimismo - mesmo que as nuvens negras pairem no céu. É uma sensação de concretização, de realização, de alegria - não histerismo, que ninguém consegue passar o dia a sorrir. No entanto, ser-se feliz é sentir-se satisfeito com o que se conquistou. Felizmente, a Bárbara é obviamente feliz. E eu também sou, graças a Deus. Sem optimismos exacerbados, sem alegrias constantes, mas feliz.

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    3. Concordo com a definição da S*, para mim passa por aí. Mas a definição do que é ser feliz para mim pode não assentar no anónimo, porque temos necessidades e experiências diferentes. Sou feliz, sou mesmo muito feliz e sou muito grata por isso. Se tenho momentos em que não me sinto feliz? Claro, tenho os meus momentos, tenho problemas como todas as pessoas têm, mas sem dúvida que sou uma mulher feliz e que isso me ajuda a ultrapassar cada um deles com mais facilidade.

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  8. Podes crer... Lê-se cada coisa! Às vezes irritam-me alguns comentários, mas na maioria só me dá mesmo pena, porque quem os escreve só pode ser alguém muito mal amado e de muito mal com a vida!

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  9. Sê superior a isso. As pessoas que comentam e se comportam dessa forma têm uma vida e uma forma de viver tão miseráveis que se têm de contentar a criticar e maldizer a vida das outras pessoas, que têm uma vida mais feliz e mais preenchida. Conclusão - têm inveja!

    Faz como eu, ignora, sê superior e, se for preciso, manda duas c*r*lh*d*s só para desopilar! Vais ver que te sentes logo melhor ;)

    Cump's
    Ricardo
    www.opinguimsemasas.blogspot.pt

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  10. Tens razão em tudo aquilo que dizes S, mas a verdade é que essa gente maldosa é, de facto, muito maldosa, mas repara que é RARO vermos comentários estúpidos e maus sem serem anónimos.

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  11. Eu também visito muito os sites de noticias, pois gosto de estar atualizada, quer a nivel nacional como internacional, e sou sincera, eu nem chego à parte dos comentários, para não me deparar com cenas tristes.
    Beijinho e boa semana.
    www.bloguerosa.com

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  12. ah não, na vida real não são nada assim. São cãezinhos com o rabinho entre as pernas. Mas aqui na Internet como têm uma «máscara» querem dar uma de «sou super forte e superior»

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  13. Que post tão real... Infelizmente tens toda a razão. Confesso que há um desses órgãos que me faz especial confusão... Porque além dos comentários das pessoas, as próprias notícias são muito más.
    Enfim.

    Beijinho

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  14. A mim, por exemplo, chocam-me os comentário a desejar a morte a toureiros sempre que numa tourada há o mais pequeno incidente. Mas imagino que, a ti, isso não incomode por aí além, amiguinha dos animais como és. Prova disso é que nem uma alusãozinha, pequena que fosse, fizeste no teu post quanto a isso.
    Como vês, é tudo muito relativo. O que para ti é importante, para outros não é e vice versa. Somos todos muito selectivos, até nisso. Logo, não te admires do que vês por aí.

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    1. Eu sou uma amiguinha dos animais, daquelas que não os come, que os leva ao veterinários e que os protege como pode. E não desejo a morte a ninguém, nem a quem lhes faz mal. Lamento que continuem a haver pessoas que confundem amor pelos animais com o ódio pelos humanos, ou que, em havendo pessoas que assim sejam, que se coloquem todos na mesma caixa.

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    2. Anónimo eu também sou amiga dos animais, sou do ribatejo (tendo crescido num ambiente onde muitos pareciam touradas) e abomino completamente touradas. Abomino as touradas e desejo que acabem o mais rápido possível. Não compreendo de todo como é possível, nos dias de hoje, tamanha barbaridade ser legal. Mas não abomino ou toureiros nem lhes desejo, de forma nenhuma, algum mal. Desejo, quando muito, que caiam em si e arranjem um desporto que cause menos sofrimento aos seres vivos.
      O bullying é mau em si, não depende dos grupos de pessoas a quem se dirige. É horrível e muito mau. Isso não é nada relativo.

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    3. Que comentário mais estapafurdio, só podia ter vindo de um/a amante de touradas. Uma coisa não tem nada a ver com a outra e muito menos temos obrigação de torcer ou nos importamos com o vilão, pois pra mim é o que são. Não vou lhes fazer mal mas se algo mal lhes acontece nada mais é que o pago pelas próprias ações estúpidas e más. Eu não tenho filho barbado, ainda mais do tipo que tortura animais, se tens e te dois leva-os pra casa e cuida direitinho.

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    4. Anónimo das 01:42h mas está a falar para quem? Sobre gostar de touradas? Acho que nem o anónimo inicial nem mais ninguém disse que apoiava touradas.
      Ainda bem que os animais são todos muito bonzinhos e nunca nenhum animal doméstico matou um dos donos por nada... é preciso ter paciência para aturar os fanáticos pelos animais, mesmo muita.

      Eu sou 100% contra as touradas, acho bárbaro, mas também sou contra o facto de colocarem a vida de um animal acima da vida de uma pessoa como no caso entre o bebé que caiu à jaula do gorila e "ai coitadinho do gorila". É quase como se preferissem que o miúdo tivesse sido morto e violentado do que se matasse o animal.
      Lamento mas para mim a vida de qualquer criança vale mais que a de um animal qualquer. Fazer mal de propósito a um animal não faria mas outra coisa é defender uma pessoa que está a ser atacada. Para mim quem defende o oposto é completamente desumano e psicopata.

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    5. E quem foi que defendeu o oposto? Esse seu comentário é que não sei de onde tirou. Obviamente me referi ao anonimo a dizer que se choca com quem deseja que os toureiros levem o mesmo pago que dão aos animais, porque sim, agora temos lá que torcer pelos vilões da historia, pois como disse e repito para mim quem tortura animais por diversao ou pseudo esporto são viloes e mais que isso, isso sim para mim é sinal de psicopatia. E ainda chama quem se revolta a essaa barbaridades amiguinhas dos animaia, a ela/ele posso chamar entao amiguinho/a dos psicopatas. Quanto ao gorila, fizeram o que tinham que fazer, mas nao deixa de ser uma grande lástima. Pais irresponsaveis, que nao vigiam os filhos como devem é o que nao falta, tanto que a crianca ja tinha demonstrado varias vezes o interesse de entrar na jaula, mas veja lá se isso fez os pais se manterem atentos e o segurarem, NAO, e quem paga? Um incrível animal em extincao. Se ha quem preferisse que se deixasse o menino morrer não é meu caso e muito menos tem o caso do gorila comparação cabível com ser contra as touradas.

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    6. Olhe, cá também, para mim quando dão-se mal nada mais é que o pago por suas atitudes de m... se acho bem feito? Acho sim, pois nada mais é que justiça. Cada um é responsável por colher os frutos das boas ou más coisas que praticam.

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  15. Há pessoas que vivem muito mal com o sucesso dos outros e a internet exponenciou a possibilidade de se manifestarem. Porque é tão fácil escondermo-nos atrás de um perfil falso ou anónimo e discorrermos veneno e maldades cheias de inveja só porque não somos, não temos, não alcançámos. Não deve ser nada fácil ter de lidar com esse tipo de comentários porque por muito que digamos que o melhor é ignorar, quem não se sente não é filho de boa gente...

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  16. Há pessoas que se alimentam da maldade. Parece que só são felizes quando vêm os outros a sofrer. E adoram mandar bitaites para o ar. É só mesmo para marcar presença. São infelizes com a própria vida, e têm de vir comentar a dos outros.
    Beijinho* Confissões de uma Pecadora by Valentina

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