sábado, 25 de junho de 2016

Da União Europeia


Vamos lá esclarecer uma coisa: eu defendo a União Europeia. Num mundo globalizado como o nosso, defendo a livre circulação, as livres trocas comerciais, e acho que não fazia qualquer sentido ter de andar a mostrar passaporte para sair do nosso cantinho à beira mar plantado e ir ali à vizinha Espanha. Também dá imenso jeito poder ir de avião para qualquer lado da UE sem complicações, poder comprar on-line a vários países e não pagar mais por isso.

No entanto, também consigo ver algumas desvantagens nesta "livre" circulação e "livre tudo e mais alguma coisa". Este post é apenas sobre as desvantagens que reconheço na UE, apesar de, volto a dizer, ser a favor da mesma.

Tornou-se muito mais fácil para os nossos "cérebros" saírem do país. É um direito que lhes assiste, claro, mas não deixa de ser triste ver o investimento que o país faz na nossa formação (profissional e académica) a ser utilizado pelos outros países. Não critico quem saiu, como me parece demasiado óbvio, mas sim este "os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres" que faz com que isso aconteça.

Isto da moeda única também é muito bonito, mas a verdade é que, por cá, ficou tudo mais caro. O pão era 10 escudos, agora é 11 cêntimos, que é o dobro. Eu ainda sou do tempo das chicletes a 10 escudos. E do café a 65 escudos. Dobrou tudo de preço e nós nem demos por ela... mas agora o dinheiro já não rende o que rendia.

Por outro lado - e isto é um problema global, não da União Europeia -, se o "orgulhosamente sós" era mau, o "orgulhosamente dependentes de tudo e todos" também não é grande coisa. Gostava mais que o nosso país fosse mais auto-sustentável e sem importar tudo e mais alguma coisa de fora. Até o raio dos alhos que compramos no supermercado vêm de fora. E os tomates. E tudo! Até azeite temos de outros países... até a cortiça já é chinesa (o que não tem nada a ver com a UE, mas mostra bem a nossa dependência externa). Nem aquilo que sempre foi "nosso" o é mais... Compramos tudo aos outros. Não fabricamos, não produzimos... logo não temos emprego nem empresas. Sou a favor de um certo proteccionismo daquilo que é nosso: lamenta-se, mas vejo vantagens em cobrar-se mais impostos ao vinho estrangeiro do que ao nosso vinho.

Tudo isto para dizer que, defendendo a União Europeia, não tenho bem a certeza de que seria tudo pior (acredito que, no geral, fosse pior) com o fim desta. Não estamos em fases de fazer "testes", mas é esperar para ver. 

63 comentários:

  1. Sobre a parte dos "cérebros": eu senti-me forçada a sair do país. Com o coração apertadinho e sempre a dizer que é um desperdício o investimento desperdiçado. Mas efectivamente é assim em Portugal. Bolseiros de investigação não têm uma carreira. Não têm direito a subsídio de desemprego e a reforma um dia é de bradar aos céus. E vim embora. Vim para a Bélgica. Para já por um ano. E depois se verá... mas que me sinto escorraçada meu país, sinto.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. E isso é triste. Não desejo essa saída "porque tem de ser" a ninguém... :(

      Eliminar
    2. Eu saí há 10 anos porque tinha vontade de estar fora de novo depois de Erasmus. Foi uma decisão emocionalmente difícil mas um enorme interesse pessoal por isso foi mais suave, digamos. No entanto, muitos amigos e conhecidos estão fora a contragosto e isso é muito triste. A investigação é muito mal amada em Portugal em termos de condições e mínimos de estabilidade. Infelizmente, muitas outras àreas foram afectadas nos últimos anos, o que agravou o êxodo forçado de centenas de milhares de profissionais educados e no auge das capacidades. Oh well... vamos ver no que isto redunda se bem que, não espero nada de auspicioso.

      Eliminar
    3. Pusinko, se é por vontade, FORÇA... apenas me custa saber que, lá está, muita gente emigra a contragosto...

      Eliminar
  2. O problema é que o reino unido sempre foi um privilegiado dentro da EU. E ainda queria mais e por isso fizeram referendo porque foi uma espécie de birra. Agora que podem mesmo sair (ainda não está decidido) falam que querem continuar a ter livre trânsito de mercadorias... so podem estar a brincar. Sair é sair. Não podem agora querer ficar com o mercado único e sairem da EU ao mesmo tempo. É ridículo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Podem sair da UE e não da união aduaneira...

      Eliminar
    2. Anónimo, essas coisas também me parecem injustas - sempre tiveram uma posição privilegiada. Ou querem tudo, ou não querem. Não podem estar eternamente na zona cinzenta.

      Eliminar
    3. Não sei que posição privilegiada, quase não tinham voz nas decisões importantes dentro do "conselho", tanto que esta é uma das grandes reclamações, e ainda pagavam muito caro por países falidos como a Grécia. Quase 500 milhões por SEMANA novidades a Bruxelas.

      Eliminar
    4. Anónimo das 21h18, só aderiu o que quis. Que eu saiba, não entraram na moeda comum - só entraram no que lhes dava jeito.

      Eliminar
    5. Há aqui uma ignorância um bocado grande relacionada com o sair da ue e acabar com a livre circulação. É que, não sei se sabem, há países que não fazendo parte da união europeia fazem parte do espaço shengen e por isso permitem a livre circulação. É o caos da Suíça e da Noruega. Informem-se antes de falar

      Eliminar
    6. Ora anónimo e acha que a UE vai manter os mesmos direitos para o UK? Depois disto? Claro que não vai acabar a circulação mas a livre circulação de bens? Aliás esse é um dos motivos pelos quais eles queriam sair da UE, era pelo fim da circulação livre de pessoas. Eu realmente acho que a ignorância, a sua, é grande.

      E eu tenho sérias dúvidas que algumas pessoas que aqui comentaram saibam alguma coisa. OS 500 milhões? Falso. A falta de voz activa? Falso.
      Os próprios pró-saída já vieram afirmar que mentiram quanto a tudo isso, incluindo ao dinheiro que supostamente iriam poupar. Se se informassem mais fariam melhor figura.

      Eliminar
  3. Se o país não aproveita os jovens qualificados, que é o que acontece, não me choca que estes procurem oportunidades noutros países. Aliás qualquer um tem o direto de trabalhar onde quiser, seja por opção ou necessidade. É extremamente redutor achar que só podemos e devemos trabalhar no país onde nos formamos.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Anónimo as 14h14, desculpe mas eu não disse isso. Pode e deve trabalhar onde gosta e quer... NO ENTANTO, é triste que os jovens qualificados saiam porque não têm opções cá dentro!

      Eliminar
    2. S, desculpe, mas aquilo que escreveu, quase que soa a crítica. E mesmo tendo opção cá dentro, é perfeitamente legítimo que uma pessoa queira trabalhar noutro país. O melhor que tem a UE é exactamente isso, a livre circulação de pessoas, a oportunidade de qualquer um poder agarrar nas suas coisinhas e ir trabalhar para onde quer. E quem diz trabalhar, diz estudar. O quão maravilhoso é poder ir seis meses estudar noutro país (por exemplo Erasmus.

      Eliminar
    3. S, desculpe, mas aquilo que escreveu, quase que soa a crítica. E mesmo tendo opção cá dentro, é perfeitamente legítimo que uma pessoa queira trabalhar noutro país. O melhor que tem a UE é exactamente isso, a livre circulação de pessoas, a oportunidade de qualquer um poder agarrar nas suas coisinhas e ir trabalhar para onde quer. E quem diz trabalhar, diz estudar. O quão maravilhoso é poder ir seis meses estudar noutro país (por exemplo Erasmus.

      Eliminar
    4. Anónimo, acredite que não era crítica. Aliás, eu, se fosse solteira (o meu rapaz não embarca nessas coisas), já teria procurado melhor vida lá fora há muito tempo. Apenas acho triste termos de procurar vida melhor lá fora... Agora cada um é livre de fazer o que quiser - emigrar por gosto ou necessidade. Obviamente que respeito totalmente.

      Eliminar
    5. É a maneira como está escrito. Embora tenhas escrito explicitamente que "Não critico quem saiu, como me parece demasiado óbvio (...)", ao escreveres "Tornou-se muito mais fácil para os nossos "cérebros" saírem do país. É um direito que lhes assiste, claro, mas não deixa de ser triste ver o investimento que o país faz na nossa formação (profissional e académica) a ser utilizado pelos outros países" a ideia que passa é que anda a Portugal a fazer o esforço e o gasto económico de formar pessoas para depois estes ingratos escolherem ignorar tudo isto e ir para fora receber mais.
      Talvez seja a palavra "direito", uma vez que em grande parte dos casos emigrar não é um "direito" mas sim "a única hipótese". Pelo menos, no meu (nosso) caso, é isso que sinto: não sinto que esteja a usufruir de um direito mas sim que não me foi dada a hipótese de construir um futuro em Portugal.

      Eliminar
    6. Tété, como bem disseste, eu escrevi explicitamente "não critico quem saiu". Não há então muito a discutir sobre o meu ponto de vista.

      E obviamente que ninguém diz que alguém é ingrato por sair do país, era o que mais faltava... mas é triste - no meu entender - que se invista na formação e educação da juventude (que, como bem sabemos, aqui, graças a Deus, é "quase" gratuita até ao 12º ano, apesar de a pagarmos, óbvio, com impostos) e depois as pessoas saírem porque cá não têm oportunidade.

      O resto, como disse, nem tem discussão. Eu também teria emigrado, se não tivesse conhecido o meu rapaz. ;)

      Eliminar
    7. Exactamente por teres escrito isso é que quis explicar que a confusão vem da maneira como escreveste tudo o resto. Quando li este post também achei que havia ali uma crítica nesse parágrafo, mesmo dizendo depois que não criticas, e nem ia comentar pois achei mesmo que era um problema de escrita. Às vezes as palavras enganam e são interpretadas de forma diferente por quem escreve e por quem lê.

      Quanto à emigração, acho que já não é a primeira vez que o referes e acho que já tive a mesma reacção: não pensaria que o quisesses fazer, sendo tu tão ligada a Viana e à família. :)

      Nisto da emigração, cada um tem a sua história. Eu acho que abre portas a certos projectos. Se tivéssemos ficado em Portugal dificilmente teríamos a vida económica que aqui temos, dificilmente estaríamos a construir uma casa, teríamos casado ou teríamos uma filha nas condições que tivemos. Mas a nível de qualidade de vida, de tempo, ganharíamos em Portugal. Haverá obviamente que tem experiências piores e melhores que a minha. :)

      Eliminar
    8. Concordo com os comentarios S*, parece critica, também o interpretei dessa forma, tem a ver com a forma como escreveste. Deste lado tenho uma cunhada há anos no estrangeiro, um crânio na área dela, que, em Portugal não encontrou alternativas e no estrangeiro é tão reconhecida.

      Eliminar
    9. Bárbara e Tété, claro que pareço crítica, o post era sobre o lado menos positivo da União Europeia. :P Tudo isto para dizer que não sei se será o mar de rosas que todos achamos que é.

      Eliminar
    10. Tété, quanto à questão da família, eu estudei 4 anos no Porto e, sinceramente, não era uma coisa que me fizesse confusão. Claro que só pensaria em emigrar para destinos europeus, de duas ou três horas no avião. :) Mas era algo que adorava fazer, pelo menos um período de tempo!

      Eliminar
    11. Os que saem lembram-se mto das qualificações mas esquecem com mta facilidade q n conseguem justificar as tais qualificações por cá q tanto se orgulham.. lá fora é td mais fácil

      Eliminar
    12. A distancia entre aquilo q se acredita ser um cerebro e realmente o ser..é abismal..lolol e sinceramente toda a gente q eu conheço q emigrou são doutores de 10 e 12 e na prática n sabem fazer nada a mais q tanta gente com 9º ano--obviamente em portugal ou és bom ou tens cunha..n és bom nem tens cunha..emigras, simples assim

      Eliminar
    13. Claro que estudar no Porto tem tudo a ver com o ir para o estrangeiro...
      Já eu, todas as pessoas que conheço que emigraram, são pessoas altamente qualificadas a receberem um ordenado que em Portugal nem em sonhos.
      Apenas uma dessas pessoas não se encontra a trabalhar na sua área, mas ainda assim tem uma vida estável, coisa que infelizmente, por cá, nunca teve.
      Nenhuma delas, todos jovens, pensa, por enquanto, em regressar para Portugal.
      Fosse eu mais jovem e sem filhos, faria o mesmo. Pegava no homem e aventurava-me também, tal como os meus pais fizeram há mais de 40 anos.
      Porque com ou sem Brexit, a emigração portuguesa sempre existiu.

      Eliminar
    14. Não concordo consigo Anónimo das 20h59 e das 21h04 (suponho que seja a mesma pessoa)

      Eu, por exemplo, quando emigrei por não conseguir emprego em Portugal não achei que o curso, a minha média e a minha experiência profissional valessem mais em França do que em Portugal. Mas pensei que sendo este um país maior e estando Portugal na altura a passar por tanta crise e desemprego, que haveria mais probabilidades de encontrar quem quisesse contratar. Enganei-me uma vez que aqui também lutam neste momento contra a crise e o desemprego.

      O que é para si um cérebro? Conheço pessoas que entraram em medicina, sempre grandes notas mas são péssimos médicos, não sabem lidar com as pessoas, não sabem gastar tempo com as pessoas à procura de algo que não é assim tão evidente, etc... Pelas notas são cérebros, mas na prática...

      Há cursos e cursos, há universidades e universidades. No curso que fiz não conheço ninguém que tenha acabado com média de 17, 18 ou 19, mas havia muito bons alunos. E mesmo aqueles que acabaram com médias de 12 ou 13 vejo-os hoje a fazer óptimos trabalhos de investigação e a publicar em revistas científicas conceituadas. É um bocadinho limitador achar que um bom aluno se traduz num bom profissional e que um aluno medíocre é obrigatoriamente um trabalhador medíocre (é como achar que o melhor empregado da fábrica daria um excelente patrão. São competências completamente diferentes e pode-se ser bom numa coisa e mau noutra).

      Eliminar
    15. Anónimo das 14h04, a sério que não entendeu? Evidentemente que estudar no Porto ou viver fora não tem nada a ver. Mas a minha experiência no Porto, onde passava uma ou duas semanas sem vir a casa, fez-me ver que, de facto, apesar de ser muito apegada à família, consigo estar longe dela sem dramas.

      Eliminar
    16. Bom, não querendo estar propriamente a dar razão ao anónimo, a verdade é que (e posso dizê-lo por experiência própria) o facto de se ter vivido noutra cidade, estando 1 ou 2 semanas sem ir a casa, sem dramas não significa que o mesmo aconteça quando se emigra.

      No Porto, tu sabias que tinhas a família por perto. Quanto sei, tinhas até a irmã a estudar na mesma cidade. Ou seja, em situação de tristeza, de dificuldade, de problemas, de doença, etc, tinhas os teus por perto, podias ir a casa, podias receber um abraço da tua irmã. Mesmo em situação de doença, stress, problemas, tristeza deles, tu estavas perto, estavas lá rapidamente se fosse preciso.

      Estando a viver noutro país, para já encontras mais facilmente entraves que não encontras a viver noutra cidade perto de casa (a língua diferente, a burocracia diferente, a cultura diferente, etc), ou seja, precisarás provavelmente de mais apoio, e depois há efectivamente a distância que não te permite ir a casa todos os fins-de-semana ou de 2 em 2 semanas, e te obriga a falhar momentos que não falhas ao viver tão perto.

      Atenção que não estou a pintar um quadro negro da emigração. :) Mas eu já passei por estas 3 situações:
      1) tirei o curso perto de casa e ia a casa todos os fins-de-semana ou de 2 em 2 semanas
      2) passei um ano no estrangeiro, um ano horrível onde dei por mim a viver um dia de cada de vez, tal era a tristeza que sentia. E onde fiquei doente. E aí por muitas chamadas que houvesse todos os dias, fazia falta aquele abraço dos meus, a sopa da mãe, os mimos do namorado, a presença do pai. Claro que a minha mãe viajou para ir ter comigo mas não é a mesma coisa que estar a viver "logo ali ao lado".
      3) Vivo agora no estrangeiro com o meu marido e a minha filha, e sou feliz. Mas falho os aniversários, as reuniões de família, os fins-de-semana na praia, as jantaradas dos amigos...:)

      Por isso é que te posso assegurar que a tua vida no Porto sem dramas (e ainda bem) não te asseguraria uma vida de emigrante igual. :)

      Eliminar
    17. Sério que não entendi... tenho só 1 dedo de testa e deve ser por isso e também porque vivi fora do país, alguns anos, com os meus pais, e já em Portugal, fui estudar para fora a uma centena de km de casa... Mas se calhar até sou eu que estou a ver mal a coisa!

      Eliminar
    18. Tété, evidentemente. Era apenas um exemplo...

      Eliminar
  4. " mas não deixa de ser triste ver o investimento que o país faz na nossa formação (profissional e académica)"

    Que eu saiba em Portugal ninguém anda a investir na formação de ninguém, para que eu pudesse estudar até ao 12 ano numa escola pública todos os portugueses, incluindo os meus pais, tiveram de pagar os impostos, e não são poucos. Além disso, pagamos propinas durante a faculdade, nem toda a gente tem direito a bolsa, o que significa que paguei a minha formação.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Anónimo, como bem disse, os portugueses pagaram impostos. Todos os portugueses. Portanto, todos investimos na formação dos nossos jovens - e de todos em geral. Portanto, é um bocado "desperdício" todos fazermos esse investimento e depois não darmos condições a que o fruto do nosso investimento cá fique.

      Quanto às propinas, não sei se tem noção disso, mas as suas propinas não pagam, nem de perto nem de longe, a sua formação académica. Sai muito mais caro ao Estado a sua formação - e o Estado somos nós, por isso todos pagamos para que eu, para que você, para que toda a malta possa estudar. Portanto, é triste - repito, no meu entender - que TODOS invistam numa educação positiva e qualificada e depois os nossos jovens serem obrigados a emigrar. Os que querem emigrar é diferente, são opções que têm de ser respeitadas, cada um faz o que quer... mas é triste deixar fugir os que fogem por falta de alternativa.

      Eliminar
    2. Se os meus pais não pagassem impostos teria possibilidade de pagar três ou quatro vezes mais o valor das propinas. Para não falar do facto de o meu pai ser empresário e pagar as contribuições de várias pessoas, o que significa que o dinheiro que ele paga ao estado por ele e pelos empregados, mais do que paga qualquer educação que o estado me tenha facultado. O que sinceramente é uma perspectiva muito crédula considerar que o estado nos dá alguma coisa.

      Eliminar
    3. Anónimo, não é o Estado que nos dá algo - somos nós que damos uns aos outros. Se você nunca for ao médico, continua a pagar para que os vão sempre ao médico. :)

      Eliminar
    4. Ora aí está! Totalmente de acordo.

      Eliminar
    5. Tu separas os que querem sair e os que saem por "falta de alternativa" com base em que pressupostos?
      Isso pode ser tão vago que se torna simplório falar assim. Possibilidades de trabalho todos têm, pode é não se adequar às metas estabelecidas por si.

      Eliminar
  5. Para mim, nunca deviamos ter entrado na UE.

    ResponderEliminar
  6. Apesar da UE ter partes negativas facto é que tem coisas muito positivas. Há comentários muito crédulos por aqui onde dizem que pagavam X e não estavam a tomar decisões, estavam sim e o dinheiro dado era muito inferior ao recebido. No final, eles estavam a ganhar muito com isto. As taxas de juro mais baixas que todos os restantes membros, as facilidades e todas as regalias, etc...eles eram especiais, queriam chantagear a Europa e agora ninguém sabe como vai acabar.
    No entanto, diversos politicos pró-saída vieram já afirmar que as suas promessas eram mentira, nomeadamente o dinheiro investido na UE e a quantidade de dinheiro prometido para o sistema de saúde. Ou seja, mentiram à descarada e com falta propaganda enganaram muita gente.
    Eles não são um país pequeno com recursos limitados, de todo mas isto foi um tiro no pé. Eles não vão conseguir bons acordos com a UE, como a Suíça, a menos que a UE queira ver toda a UE a desmembrar-se.

    Quanto ao preços S* na época em questão da troca do euro houve um aproveitamento grotesto por parte de todos os comerciantes, eles fizeram-no propositadamente pelo facto de psicologicamente o preço estar a variar. Não foi por entrarmos na UE, nenhuma taxa da UE obrigou a isso e aliás o que aconteceu nessa fase foi que os nossos custos com a importação diminuiu...ora, o que aconteceu foi especulação pura dos mercados nacionais.
    Neste momento basta ir ali a Espanha para percebermos que são os impostos colocados pelo NOSSO Estado que faz com que os nossos bens estejam tão caros. Eles poderiam alterar a forma como os impostos são empregues, imitar outros países onde tudo funciona muito melhor mas não dá jeito (aliás Passos Coelhos, que teve muitas coisas más mas tentou fazer isto) foi corrido e foi colocado um Costa para meter tudo como era em antes. As nossas coisas não são mais caras por causa da UE, são mais caras porque o nosso Estado nao sabe gerir o país.

    Neste momento se nós não estivessemos na UE, com a moeda como a tínhamos antes de entrarmos estavamos completamente condenados. A GBP é uma das moedas mais relevantes mundiais não é o escudo. Nós com o escudo seríamos como um qualquer país da América Latina de 3º mundo. Não passaríamos da cepa torta - estaríamos completamente condenados a pagar imenso por qualquer bem importado (e nós somos bastante dependentes de importações e continuaríamos a sê-lo). Estaríamos sozinhos em negociações importantes e não teríamos 1/3 do desenvolvimento ocorrido nos últimos anos (e se os nossos governantes não tivessem desviado ou enterrado dinheiro em projectos mal-amanhados poderiamso estar bem melhor), actualmente pagaríamos juros altíssimos à UE (ou a outro qualquer), O Banco Central Europeu não nos emprestaria nada tão barato, os nossos jovens não teriam bolsa da GDES (quase totalmente financiada com e por dinheiro europeu), etc, etc, etc [podia estar aqui o dia todo a escrever mas não tenho tempo].
    Além de que, as maiores empresas cá sediadas, internacionais, deixariam de obter as regalias da UE pelo que nunca se teriam sediado cá e milhares de empregos nacionais nunca teriam existido.

    Neste momento já foram anunciados cortes de cerca de 5000 postos de trabalho no UK por iniciativas de investidores privados, o dinheiro de investidores e depositado está a ser retirado do país. As empresas querem ter acesso livre ao mercado europeu e isto está a ter um impacto tão negativo que a população de Londres está a requerer a independência de Inglaterra (temem perder as grandes empresas que dinamizam o país). Do UK só o país de Gales é que não está a querer sair, de resto todos os restantes membros falam da saída do UK para ficarem na UE.
    Em Inglaterra a pesquisa na internet para consequência da saída da UE, sobre o que é a UE, etc ocorreram APÓS as votações...eu acho que isto diz muito. Centenas dos que supostamente votaram para sair estão agora a reunir-se para conseguirem um novo referendo para poderem ficar (só queriam "pregar um susto" aos governadores...correu mal).

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Então S*? A este comentário não tens nada a dizer?

      Eliminar
    2. Anónimo das 13h28, também acredito que sim, muito gente votou na ignorância, movida por aquela mania de que "somos um país forte e poderoso e aguentamo-nos sozinhos". No entanto, no mundo de hoje, todos dependem de todos. Parece-me que os ingleses se vão arrepender muito daquilo que fizeram - tal como o anónimo, acho que eles têm mais a perder do que o resto da UE.

      Anónimo das 19h22, eu respondo quando posso. Estive a trabalhar. Pode ser?

      Eliminar
    3. Desde as 13:28 de ontem até às 21:18 de hoje? Isso é que é trabalhar no duro, S*.

      Eliminar
    4. Anónimo das 21h50, ahahahah. Sabe que uma pessoa tem vida...

      Eliminar
    5. Vinha só cá acrescentar que actualmente está a ser prevista uma perda entre 70.000 a 100.000 postos de trabalho lá no UK.

      S* se após o referendo é que se foi pesquisar na net o que era a EU por exemplo e foi tão relevante para a Google transmitir esse aumento exponencial de pesquisas...eu diria que a ignorância foi muita mesmo.

      Eu também acredito que eles se vão arrepender, principalmente se não lhes forem dadas as benesses que foram dadas à Suiça por exemplo. Se as benesses dadas a países como a Suiça forem dados ao UK acho que podemos preparar-nos todos para o inicio do fim da EU como a conhecemos.

      Por outro lado, agora com a Catarina Martins a querer levar a sua avante com histerismos, esperemos que não haja referendo por cá pois eu temo que a nossa população não faz ideia do que é a EU, do que fez e faz por nós e na sua maioria as teorias dos "refugiados", das "sanções" e das fronteiras livres faria a que muitos quisessem colocar um fim nisso. Aliás no dia-a-dia ouve-se muito isto do "antes da UE é que era bom", faz-me lembrar os saudosistas do Salazar que se esqueceram da quantidade de pessoas que passavam fome, morriam sem acesso a cuidados mínimos de saúde e que não poderiam dizer livremente o que acham dos seus governantes.
      Se nós saíssemos, eu acho que estaria praticamente a garantir-se que os cérebros, como lhes chamas, fugissem todos do país, é que por cá isto seria atingirmos completamente o fundo do poço e qualquer um procuraria sair deste país. Tal como na época da ditadura. E teríamos uma moeda que não valeria mais do que um tostão furado e seriamos obrigados a negociar na mesma com a UE.

      Pelo menos parece que temos um Presidente da República com juizo e cuja afirmação ajuda garantidamente a manter a nossa imagem de estabilidade para os mercados internacionais.
      Além de que lhe agredeço muito não colocar em referendo a estadia ou não na UE, era o nosso fim económico.

      Eliminar

  7. E quem diz que nós nunca deveriamos entrar na UE percebe tanto de economia e de mercados como eu de poda. Nós estaríamos pior que a Venezuela actualmente se não tivessemos entrado. Não ficaria tudo como esteve até então, teria existido na mesma a UE, a superpotência e nós um país pobre isolado deles. Nós não somos nem nunca fomos a Suiça e mesmo essa acabou por andar eternamente a solicitar acordos, tendo acabado por aceitar a grande maioria das condições impostas pela UE pois não "sobreviveria" (a.k.a não manteria o mesmo poder) caso não o fizesse.

    ResponderEliminar
  8. É a ordem natural das coisas. O nosso primeiro patrão também investe na nossa formação para depois eventualmente nos ver sair para outro emprego, e assim sucessivamente. Logo, dizer que gastamos dinheiro a formar pessoas que vão embora acaba por não fazer grande sentido, creio eu. Por acaso nós temos emprego 'garantido' cá, mas emigrar faz parte dos nossos planos a curto/médio prazo por várias razões, e não me pesa na consciência o dinheiro que o estado gastou a formar-me ou que os dois hospitais em que já trabalhei gastaram a continuar a minha formação. Custar-me-ia sim eles terem investido isso para eu ficar no mesmo sítio, sem alargar os meus horizontes :)

    Em relação aos preços, mais uma vez é a ordem natural das coisas. A minha avó também diz que há quarenta anos comprava coisas por dois tostões e meio :P

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Joana, não é a ti que tem de pesar na consciência - era o que mais faltava!! Devia pesar era na consciência dos que arruinam o país e fazem tanta gente fugir daqui. :(

      Eliminar
    2. Eu sou desse tempo e digo-lhe que com dois tostões e meio não se comprava nada, a não ser um rebuçadito ou dois.

      Eliminar
  9. S*

    Concordo contigo, é tudo muito bonito mas por aqui tudo deplicou de preço. Uma coisa que custava 100 escudos passou a custar 1 euro. Enganava bem, começava por 1. Mas 1€ são 200 escudos.
    Só é pena nao terem também duplicado os salários.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Mas isso não foi culpa da UE, os impostos de importação desceram na época, o que aconteceu foi um aproveitamento dos comerciantes. E posteriormente, já em época de crise, o que aconteceu foi que sempre que havia algum problema aumentavam o IVA ao invés de reestruturarem as coisas.

      Aliás, o resultado é o mesmo das atividaes do Costa actualmente que está somente a esbanjar dinheiro e agora com a sanção a Portugal vai mais uma vez descarregar o problema no povo, em vez de reestruturar de uma vez por todas os gastos do Estado. Se o IVA e o custo dos produtos fossem impostos pela UE ali ao lado em Espanha os combustiveis, alimentação e tudo o mais não seria tão mais barato do que cá.

      Eliminar
    2. Anónimo, eu não sei bem se foi aproveitamento puro e duro ou se foi uma espécie de "não sei como isto funciona, mais vale jogar pelo seguro". Os primeiros tempos de Euro foram complicados.

      Eliminar
    3. Ahahhaha "não sei como isto funciona,mais vale jogar pelo seguro". Nao faz qualquer sentido. Foi mesmo, aproveitamento puro e duro dos comerciantes. Se haviam tabelas de conversão, se todos nós sabíamos e ainda hoje dizemos de cor e salteado que 1€ são 200 escudos na moeda antiga, eles também sabiam, com certeza.

      Eliminar
    4. "jogar pelo seguro" de quê? Para assegurarem o dobro das receitas? Só se for isso.

      Eliminar
  10. E que texto começa com "vamos lá a esclarecer uma coisa", sem sequer ter havido qualquer discussão sobre o assunto antes?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ah ah ah ah ah ah ah ah ah

      Eliminar
    2. Sem ter havido qualquer discussão sobre o assunto antes??!! Mas não lê jornais? Não vê televisão? Não se fala de outra coisa.

      Eliminar
    3. Eu juro que fico pasma com certos comentários.

      Eliminar
    4. Ao anónimo das 21:15 (ou serás tu S, disfarçada de anónimo?)
      Para bom entendedor, meia palavra basta, não te faças de estúpido. Evidentemente que me refiro a discussões no blog. Não me lembro de ter visto a nossa querida S falar no assunto anteriormente.

      Eliminar
    5. Anónimo das 22h43, a sério que fez esse comentário? Trate-se.

      Eliminar
    6. anónimo das 22;43, estúpida será a tua mãezinha e tu também não és grande espingarda com esses comentários ridículos. A S* pode falar do que quiser, quando lhe apetecer.

      Eliminar
  11. Concordo com o que disseste e reforço que , para mim, uma união europeia unida sem ninguém a querer ser soberano evoluirá muito melhor e a paz pode permanecer durante mais tempo apesar dos contra que essa união possa ter.

    ResponderEliminar
  12. Focando-me na parte dos alimentos que vêm de Espanha - ou de onde quer que seja... - em vez de serem cá produzidos: na verdade cá também se produz tudo isso, mas o problema é que muitas vezes torna-se bem mais caro comprar aos produtores cá dentro do que comprar aos produtores de outros países, já com transporte e tudo incluído... E isso dá que pensar...

    ResponderEliminar
  13. Concordo contigo, tudo duplicou o preço quando passámos do $ para o € menos os salários que se mantiveram.

    ResponderEliminar