terça-feira, 3 de maio de 2016

E se fosse consigo? #2

Esta semana o programa da Sic bordou o bullying. Muito focado nas escolas, é certo, apesar de o bullying poder acontecer no local de trabalho, no grupo de "amigos", em todo e qualquer sítio, basicamente.

Se me perguntarem, hoje em dia já não me lembro exactamente do ano em que senti que sofri bullying. Se não me lembro, é bom sinal, é sinal de que não ficou grande trauma. Lembro-me de um ou dois episódios que me deixaram mais magoada, mas o resto acabei por esquecer.

Vou contar-vos. Partilhar faz bem.

Sendo eu gémea, sempre me "distingui" das demais. Eu e a minha irmã, sempre juntas, bem dispostas. No ensino primário e, depois, até ao 9º ano, acabamos por ter sempre os mesmos colegas. Sempre fomos populares, com um grupo de amigos considerável. Sempre correu tudo bem, de forma tranquila.

Depois, com a mudança para o 10º ano e para uma escola de ensino secundário, as coisas mudaram de forma radical. Perdemos a maioria dos amigos para outra escola. Naquela altura, estava em voga ir para Ciências, nós fomos para Humanidades. Acabamos numa turma onde não conhecíamos ninguém. Conhecíamos algumas pessoas de vista, mas não eram nossas amigas.

Para piorar, tivemos o azar de ir para uma turma que tinha um grupo considerável de... chamemos assim... meninos de bem. Rapazes e raparigas que constituíam, em si, um grupo muito unido - eles sim, colegas desde sempre. Conhecidos por terem algum poder económico (não todos, mas a maioria). Parecendo que não, isto tem relevância para a história.

Bom, à partida, uma pessoa já se sentia diferente, desintegrada. Acabamos assim por travar amizade com duas outras raparigas que, pelos vistos, eram consideradas "parolas". Por serem da aldeia. Apenas por isto. Vai daí, como nos dávamos com elas (que eram uma simpatia), também nos excluíram. Não é que nos fizessem mal... mas não nos deixavam integrar na turma.

Com o passar do tempo, a situação foi piorando. Começaram a surgir alguns comentários maldosos, sempre dos mesmos idiotas - que gozavam as outras pessoas pelo que vestiam e calçavam, alto e bom som, para todo o corredor da escola ouvir. Nunca respondi, mas ouvia e não gostava. Todos os dias pegavam em alguma coisa, por mais insignificante que fosse, para nos picar.

Depois tínhamos a Miss Popularidade da turma, que também parecia não nos achar muita graça, não sei bem por que motivo, visto que devo ter falado com ela meia dúzia de vezes. Engraçado, as voltas que a vida dá, hoje em dia conheço-a e parece-me estar muito mais afável, simpática e "terra-a-terra". Por esse motivo, já não lhe guardo rancor.

A questão é que sofremos isso durante um ano. Foi o que aguentamos. No final do ano lectivo, pedimos transferência de turma. A professora de português, que era directora de turma, aproveitou para fazer um discurso em plena sala de aula, para toda a gente ouvir. Acusou alguns elementos de terem posto de lado "duas meninas simpáticas, educadas e trabalhadoras" (as palavras foram mais ou menos estas). Defendeu-nos. Colocou-se do nosso lado, porque reconheceu que tínhamos razão. Ainda hoje, sempre que passo por ela, me lembro desse momento. Ela tentou, de alguma forma, fazer ver aos outros alunos que o que faziam estava errado. Não sei se eles perceberam ou se entrou a cem e saiu a duzentos... mas, para mim, foi importante.

Mudamos de turma. Os problemas terminaram. Voltamos a estar enquadradas, bem dispostas, e a gostar de toda a gente - e a ter toda a gente a gostar de nós (acho eu).

Nunca fui humilhada verdadeiramente, nunca me gozaram por aspectos físicos, nunca me trataram mal fisicamente. No entanto, foi o suficiente para ter arruinado um ano da minha vida e para me ter mudado enquanto pessoa. Tornei-me mais forte, mais fechada, a ouvir menos as críticas alheias.

Nem quero imaginar quanto sofrem aqueles que realmente lidam diariamente com bullying, seja na escola ou no trabalho. É um fardo demasiado pesado para se aguentar sozinho. Felizmente, eu sempre tive a minha irmã. :)



61 comentários:

  1. Por acaso acabei de 'puxar' para trás para ver o desta semana. Nunca me aconteceu e, sinceramente, não me lembro de nenhuma pessoa que conheço ter passado por isso. Sorte, talvez! Mas fiquei muito chocada com a quantidade de pessoas que viu e continuou caminho.. :(

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  2. Sofri de bullying durante 5 anos. Do meu 5º ao 9º ano, quem o fazia? Os meninos de "bem", meninos filhos dos professores, os meninos que tinham os papás com dinheiro e coisas do género.

    Tentei alertar, pedir ajuda, tentei até pedir transferência de turma e foi recusada porque estava (segundo uma professora) numa turma "muito boa". Comecei a ter ataques de faltas de ar (anos depois percebi que eram ataques de pânico), comecei a descer as notas a pique, a isolar-me e mudou-me.
    Eu era uma pessoa extremamente extrovertida e conseguia fazer amizades em todo o lado, passei a ter ataques de pânico, agorafobia, por me gozarem por eu ser gorda (que não era) entrei também pela bulimia e anorexia. Pensei e planeei matar-me por 2 vezes: teria os meus 12 e 14 anos. Não consegui fazer porque pensava no meu irmão, achava que ele se culparia se eu o fizesse.
    Mas hoje é o dia em que ainda luto contra uma timidez que não é minha, o receio de ser novamente humilhada (além do gozo, dos roubos e de me terem batido o que mais ficou mesmo foi a humilhação e o sentir que não passava de lixo).

    Há cerca de 1 ano passei pela minha professora de educação física (que ouviu muitas vezes o gozo que me davam no balneário: tanto me gozaram que eu passei a nem querer tomar banho na escola, o que motivou chamarem-me de malcheirosa e porca também), fui até gozada por ter tido a menstruação (!), tive-a aos 12 anos, fui a primeira a tê-la...mas essa professora ("querida" professora Clotilde) sonsa que só ela, gostava muito de proteger as queridas dela, as queridas meninas ricas, as queridas meninas filhas dos professores, as queridas meninas que participavam no rancho. Tanto gostava delas que fingia não ouvir e tanto gostava delas que teve esse discurso contra mim, a dizer que eu estava numa turma muito boa... (palerma da mulher) Há uns anos atrás, ela viu-me e reconheceu-me, veio ter comigo à frente de pessoas muito importantes que gostam de mim, vinha com o ar de sonsa que sempre teve (antes nunca sorria para mim, nunca me tinha tratado bem mas como ali eu lhe poderia ser benéfica...) então a senhora decidiu vir ter comigo e dizer "olá X" e eu finalmente pude olhá-la de alto a baixo e perceber o quão mediocre aquela mulher é, tanto que consegui finalmente olhar para ela como se não passasse de ar, ignorei-a, fingi que nem a vi. E ela percebeu.

    No meio de tudo o que sofri por causa dos outros, foram as atitudes daquela mulher o que mais me fez mal. Perceber que os adultos à minha volta protegiam estas atitudes e estas coisas.


    Mas isto não acabou no meu tempo. Ainda recentemente soube de um caso em que o sobrinho de uma professora andava a espancar outros miúdos na pré (pré!!) que se juntavam com outros numa situação tipo gang mas ninguém fazia queixa, nem fez nada. Por "coincidência" certamente esse miúdo é sobrinho de uma professora dessa escola e filho de uma pessoa importante cá da cidade.

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    1. Lamento profundamente a sua história. Até me senti agoniada. :( Tem de ter muita força, porque essas experiências não são fáceis de digerir e acredito que nos marcam para sempre. Muita, muita força para si.

      Essa ausência de responsabilidade por parte da sua professora é demasiado mau para não ser censurado. Fico horrorizada com a falta de empatia das pessoas para com os problemas alheios.

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    2. Há imensos professores a adoptar essa postura, mas depois, quando acontecem desgraças, dizem que levam o bullying muito a sério.
      Felizmente, nunca sofri por parte de ninguém, mas presenciei essas posturas covardes.
      Um beijinho para a anónima, que passou por tudo isso. Só esse facto já a torna mais forte. Não é qualquer pessoa que aguenta! Pode ter as suas lutas, ainda, mas também essas se hão-de resolver.

      E beijinho para ti também, S*.

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    3. O mais grave de tudo ainda é o facto dos responsáveis pelos miúdos na escola ignorarem estas situações. Isso devia ser considerado crime e ter penalizações adequadas. As professoras e auxiliares não estão ali a ensinar adultos em universidades, estão a lidar com crianças e devem assumir as suas responsabilidades pelo bem estar físico e psicológico das crianças que estão a seu cargo. Ignorar bullying é simplesmente um ato criminoso e muito vergonhoso.

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    4. Obrigada pelo apoio :)

      Houve tanta coisa que se passou nesses anos que, além de não querer relembrar de tudo, provavelmente também já não me recordo de tudo (e ainda bem).
      Mas houve de tudo 1 pouco, desde o bullying verbal às agressões físicas realizadas em roda e sem possibilidade de fuga (por coincidência mesmo à porta dos balneários e com a minha querida professora do lado de dentro). Falaram mais abaixo que se escondiam na casa-de-banho nos intervalos e eu também ganhei esse hábito e posteriormente passei a refugiar-me à porta da biblioteca nas horas de almoço pois sabia que lá eles nunca iam.
      Enfim, passou mas claro que marcou, 5 anos para uma miúda dos 10 aos 15 anos é muito tempo, aquilo que eu sentia era que a vida estava destinada a isto e que nunca iria melhorar... e acho sinceramente que o que os miúdos mais precisam de saber é que é só uma fase e vai mesmo melhorar.

      Na realidade não tenho ódio às pessoas que o fizeram mas a essa professora não lhe consigo perdoar e provavelmente nunca irei conseguir. Ela tinha responsabilidades que optou por ignorar porque não dava jeito/por gostar das pessoas que o faziam.

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  3. Eu fui vitima de bullying de maneira agravada ao ponto de me terem espancado na escola por simplesmente "não gostarem da minha cara", não é que tenha algum problema físico para isso, mas era estupidez ambulante das pessoas... Mas pronto já passou, estou viva e apesar de já ter sentido raiva no passado, agora já não ligo. Acho que a ultima vez que fui vitima de bullying já foi por causa do meu excesso de peso e engraçado que foi uma professora de educação física, que devia passar o exemplo. Uma vez atrasei-me à aula e ela decidiu gozar comigo enquanto falava com os meus colegas, quando cheguei à aula uma das minhas colegas mais próxima disse-me e não foi muito agradável. Neste caso fiz queixa ao meu director de turma, ele falou com ele e ela fez um pedido de desculpas publico. Na altura tinha um auto-estima muito baixo e não foi muito agradável, mas acredito que ela tenha feito a gracinha da boca para fora e por acaso continuo a falar com a senhora actualmente.

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    1. Shinobu, lamento mesmo. Incrível que tenha recebido dois testemunhos seguidos de pessoas cujos professores contribuíram para esta situação. Fico doente só de pensar.

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    2. Na minha opinião e pelo que vejo ao meu redor a maioria das auxiliares de educação, professores e direcções escolares são coniventes com estas situações e não se preocupam minimamente com as mesmas. Não é com eles nem com os filhos deles? Não há problema.
      E falo um pouco contra mim mesma pois agora faço parte da área.

      Eu sou a anónima ali de cima que teve a querida professora e que soube da situação da pré. Facto é que quase todos consideram normal isso. Eu disse directamente à educadora do miúdo que para mim estavam a encobrir um crime e que me dava a sensação de o estarem a fazer precisamente por ser filho e sobrinho de quem era. E não larguei a situação enquanto não fizeram alguma coisa. Porque nem para os pais queriam que a situação fosse divulgada.

      À minha frente não admito que façam coisas desse género, um dia destes provavelmente vou levar no pêlo mas pelo que passei agora não consigo simplesmente olhar para o lado e fingir que não vejo. Adoro os miúdos, adoro mesmo mas sou incapaz de tolerar seja de qual for esta agressividade gratuita. Mas vejo muitas pessoas ao meu redor com uma postura totalmente distinta, e isso é muito visivel quando perante situações de bullying a escola decide quase sempre nunca ajudar verdadeiramente, excepto quando os casos chegam à comunicação social. A maioria dos directores com os quais me cruzei tem uma postura completamente descrente face ao bullying e descarta completamente essa questão como sendo algo menor...

      Como trabalho no meio já presenciei várias situações de agressões, não sei em todos os casos se são bullying ou "só" violência ocasional mas eu não consigo simplesmente passar pelos miúdos ali e fingir que não vi só porque não me dá jeito. Vou-me mesmo meter no meio, separo-os e tento falar com eles sobre as questões. Digo-lhes que não é assim que se resolvem as coisas e sempre que posso tento perceber qual o problema (quando há) e ajudá-los a chegarem a uma solução sem agressões físicas ou verbais.

      Aquela minha postura tímida passa-me nesses momentos. Sei que provavelmente me prejudico muito profissionalmente por ser assim mas nenhum caso de bullying que eu veja e presencie irá passar por mim em branco, mesmo que seja eu a levantar as "ondas" contra as escolas e a impor-me contra certas coisas. Creio que no fundo segui precisamente esta área para proteger estes miúdos daquilo que eu passei.

      Felizmente também há situações e pessoas excepcionais. Mas até hoje posso dizer que ainda só encontrei 1 única escola que tivesse realmente uma postura anti-bullying e na qual a coordenadora da escola não só tem medidas preventivas instaladas como realmente castiga os agressores e não culpabiliza as vítimas. É triste mas é um facto: até hoje só conheci essa e facto é que todos os professores são "obrigados" a seguir essas politicas. E sem dúvida que é lá que vou colocar o meu filho a estudar (ps: a escola é pública).

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    3. S*, desculpa. Mas vou ter de deixar mais um beijinho aqui, desta vez, para a Shinobu.
      Infelizmente, estes casos são mesmo muito comuns e quem deve dar o exemplo é quem mais redondamente falha! Força!!! E espero que sejas feliz agora, por ti e também para calar toda essa gente idiota!

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    4. O meu filho também foi vitima de bullying por parte dos meninos de bem da turma dele. Aquilo era um grupo de 4 ou 5 que lhe atormentavam a vida e como estavam protegidos pelos professores passaram à violência física. Ninguém na escola nos queria ajudar, nós fizemos queixa na policia. E sim, foi levada a sério, as famílias dos miúdos foram chamadas a tribunal, a escola foi obrigada a mostrar que estava a resolver o assunto, a CPCJ controlou a escola e as famílias durante uns meses, e os processos só foram arquivados quando nós informamos ao tribunal que estava tudo resolvido (o miúdo mudou de turma e os bullies souberam manter a distancia). Isso foi há 3 anos (o meu filho tinha 10) ainda hoje os professores e as famílias dos putos acham que eu é que sou maluca... quero nem saber, ver o meu filho com negras da cabeça até aos pés é uma visão que ainda hoje me atormenta.

      AnaC

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  4. Eu tenho uma experiência um pouco diferente com o bullying. Onde cresci a população era muito pobre e problemática e só havia uma escola primária. Existiam umas 4 turmas e uma delas era a dos meninos bem, filhos de gente importante da vila. Eu, na quarta classe, fiquei numa turma de repetentes e de miúdos problemáticos. Era do género de me roubarem o lanche todos os dias, de te espetarem umas bolachas na cara sem motivo e gozarem contigo só porque sim. Neste caso não eram os meninos bem, eram miúdos que sofriam violência doméstica em casa, que comiam sopas de cavalo cansado e que tinham famílias completamente disfuncionais. Nos 9 anos que passei a estudar na vila onde nasci a minha vida foi um inferno. Nunca sofri mais que os efeitos de uns estalos e algumas humilhações porque tinha uma certa noção de sobrevivência e o dom da invisibilidade (passava todos os intervalos escondida na casa de banho, onde lanchava também). :)
    Hoje em dia acho que não tenho nenhum trauma. pelo menos não penso nisso. Compreendo melhor aquela realidade e percebo que pouco havia a fazer.
    No 10º ano fui estudar para a cidade mais próxima, fiz amigos e a minha vida passou a decorrer com normalidade. :)
    Infelizmente acho que algum tipo de bullying é muito comum e acredito que, a maior parte das vezes acaba por não deixar marcas mas, é extremamente importante que pais e funcionários estejam atentos ao que se passa nas escolas. É fundamental que assim seja. No meu tempo, mesmo que me queixasse à diretora de turma, o que fiz, o caso era desvalorizado e nada acontecia.

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    1. Tive uma história semelhante! Alguns comentários neste post parecem insinuar que os "meninos de bem" são os vilões das escolas, mas tudo varia de escola para escola, de quem está em maioria. Aqueles que não se integram na "manada" não se enturmam e são gozados.

      No meu caso eu era a "menina de bem", boa aluna, filha de professora, bem comportada no meio de uma turma composta por vândalos (sim, autênticos vândalos incontroláveis que só faziam disparates e levavam processos disciplinares uns após os outros...) e sofri violência psicológica durante 3 anos da minha vida. Muitos hão-de dizer que não é bullying e mimimi: bullying NÃO é só bater. Só eu sei o que passei. Não podia abrir a boca sem cada palavra minha ser ridicularizada, passava nos corredores e gozavam a minha roupa, os meus sapatos, excluiam-me, faziam-me ameaças físicas, assediavam-me... Na altura esforcei-me para não dar parte fraca e fingir que não me afetava, mas só depois de sair daquele ambiente é que percebi como tudo aquilo me tinha marcado.

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    2. Purpurina e M.el, a falta de educação e de escrúpulos não tem classe social. Só referi os "meninos bem" porque formavam um grupo e distinguiam os outros por não serem parte do grupo.

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    3. M.el no que me diz respeito não creio que haja distinção social, até porque vejo de tudo.
      Acho é que no que diz respeito à protecção entre agressores, a protecção que é dada aos "meninos de bem" (eu só usei a expressão para me explicar) é bem diferente da que é dada aos meninos socialmente mais desfavorecidos. É muito mais usual ver-se o pobre a ir para casa e ficar suspenso uns dias por ter feito asneiras do que os meninos de bem. Para ser sincera, por muita porcaria que já tenha visto alguns meninos a fazer, facto é que ainda não vi 1 único filho de professor ou de uma familia com "estatuto" a ir para casa suspenso pelas asneiras cometidas.

      Ainda assim acho que a maioria do bullying é totalmente ignorado. Além de que é errado e a culpa nunca é da vítima, ao contrário do que eu vejo quase todas as escolas a tentar fazer: culpar a vítima.
      Ou porque não se protege, ou porque deveria fazer algo diferente,etc... e não, quem mais precisa de intervenção e quem mais problemas tem são os bullies. Um miúdo tem de ter sérios problemas quando é um agressor e os pais até podem ter dinheiro ou estatuto ou seja o que for mas facto é que estão a falhar redondamente no acompanhamento e educação da criança.

      Isto é a minha experiência com a realidade. Até pode ser um defeito da minha zona e não ser algo habitual.

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  5. Pessoalmente, nunca senti que fosse vítima de bullying, apesar de ter sido sempre a gordinha da turma. Fu sempre muito bem aceite e nunca me senti discriminada. Tive também, para aí no 8º ano, um espertalhão mais parvo do que o normal que gostava de implicar comigo, mas, felizmente tinha um grupo de amigos que me defendia. Atualmente, enquanto professora, lido com as situações de bullying e tenho conhecimento delas de outra forma e sei que causam transtornos emocionais gravíssimos nos miúdos. Há mesmo que estar muito atentos e não ter medo de denunciar nem de agir quando se tem conhecimento de uma situação dessas!

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  6. Olá S*,

    Extrapolando pode dizer-se que também fui vítima de bullying (mais psicológico do que físico). No que respeita ao físico, era basicamente ir a caminhar descansada e empurrarem-me contra as paredes, nada que me partisse um braço ou pisasse muito, mas também não era agradável. Já no âmbito psicológico, havia um grupo de colegas de turma (que são filhos de pescadores e peixeiras, e nesta zona este tipo de pessoas já são conhecidos por serem brutos) que passava a vida a gozar com tudo o que pudesse. Qualquer coisa que dissesse era passível de ser algo de gozo, além disso, inventaram nomes para quase todos os elementos da turma. Eu era a cabrita, havia a snorlax, a pisca-pisca, a sapinho, entre muitos outros. O gozo com tudo o que dissesse respeito à minha vida era tal, que quando souberam que a minha mãe estava grávida, foram capazes de dizer que ela ia ter mais um "cabritinho".
    Este tipo de situação aconteceu não só comigo, mas com todas as minhas colegas da altura, sendo que eu tinha ainda a agravante de gozarem com o facto de eu ter excesso de peso.
    Evidentemente que se fosse hoje em dia não ligava nenhuma a esses nomes, andava em frente e ignorava, mas para uma criança de 11/12 anos, quando está a desenvolver a sua personalidade é muito, muito difícil. Alguns dos nossos pais chegaram a falar com a Diretora de Turma, mas efectivamente ela não podia fazer nada, porque não conseguia andar em cima deles todos os minutos (mas felizmente, ao contrário de casos já aqui relatados, ela apoiava-nos e defendia-nos sempre).

    Hoje em dia passo por esses colegas na rua, sorrio e digo um olá sem remorsos, mas apesar de eu já ser tímida por natureza, sei que muitos dos meus receios atualmente vêm dessa altura. Hoje em dia sou muito mais observadora do que faladora, porque tenho receio de falar e voltar a ser gozar, pela coisa mais simples que seja, como era na altura.

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  7. Depois de ler os comentários... :'( a minha situação nada tem a ver com os comentários acima... :(


    Sofri de bullying mas felizmente "soube-me defender" (ou tive sorte?). Passei de quem sofria de bullying para ser a bully contra os "ex bully". Nunca fiz mal a pessoas "inocentes"... simplesmente, eu gozava com quem gozava comigo. :) felizmente consegui mete-los no sítio... e sinceramente, foi o melhor que fiz! se calhar tive sorte... :) Eu morta de medo por dentro... mas por fora dura que nem uma pedra... a desafiar quem me gozava. desistiram. Tive sorte por nunca ter sido espancada... tive sorte com os pseudo-bullys. :x

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  8. Infelizmente é um problema que está a atingir muitos jovens, que muitas vezes sofrem em silêncio...

    Isabel Sá
    http://brilhos-da-moda.blogspot.pt

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  9. Esta sua história não é bullying mas sim um sentido de inferioridade que deixou que a incomodasse. Menos com esta coisa de que tudo, mas tudo, é bullying só para se ter uma história para contar.

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    1. De facto, está longe de o ser!

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    2. Há bullying físico e há o psicológico, podendo um, ser tão grave quanto o outro. Se o caso da S* é o mais grave? Não será certamente, como não foi o meu, mas afectam e, se a S* fosse mais fraca emocionalmente, poderia ter outras consequências. A verdade é que se deve prestar atenção a estas coisas, sobretudo pelo impacto que podem ter nas crianças - é de crianças que estamos a falar.

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    3. Lamento, mas essa incapacidade de sentir empatia pelos outros é uma coisa que me choca. A história é minha, não me parece que tenha qualquer legitimidade para dizer que "é querer ter uma história para contar".

      "Com o passar do tempo, a situação foi piorando. Começaram a surgir alguns comentários maldosos, sempre dos mesmos idiotas - que gozavam as outras pessoas pelo que vestiam e calçavam, alto e bom som, para todo o corredor da escola ouvir. Nunca respondi, mas ouvia e não gostava. Todos os dias pegavam em alguma coisa, por mais insignificante que fosse, para nos picar." - Leia de novo e repense o que escreveu. É a minha história, não a despreze. O que para si é "cagativo", para mim pode ter sido extremamente relevante.

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    4. Concordo. Pensei precisamente o mesmo quando li.

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  10. Cá está mais uma que também foi vítima de bullying não só por outros miúdos mas também por dois professores.
    Ambas as histórias passaram-se no 9º ano. A primeira foi uma professora da disciplina de Saúde, na altura, estávamos a dar uma matéria sobre obesidade e ela achou por bem expor-me à frente dos colegas como exemplo de obesidade ( sim era gordinha mas nada de mais pois sempre fui alta para a idade), naquela dia só me apetecia desaparecer e chorei em frente aos colegas no quadro, pois a excelentíssima resolveu chamar-me ao quadro pois os outros tinham que ver o que era alguém obeso e "o que não queriam ser". Lembro-me que nessa altura apenas dois colegas ( um rapaz e uma rapariga) disseram que não estava nem o que ela fez, mas o certo é que o fez, inclusive me disse que me dava o contacto do Tallon..
    Outra vez foi o meu professor de Matemática, estávamos no campo de futebol da escola a ver um jogo entre turmas e diz ele alto e bom som: Se a M. estivesse na baliza as bolas não tinham por onde entrar pois ela ocupava o espaço todo"
    Eu que já era, uma pessoa com a auto-estima em baixo fiquei ainda muito pior, ainda hoje, apesar de não ser magrinha e ter alturas em que posso ser considerada gorda, a minha auto-estima é zero. Acredito que o bullying que sofri contribui e muito, pois infelizmente também o sofri da parte de outros miúdos que achavam por bem dar-me pontapés sempre que eu passava nos corredores porque era "gorda". Mas sabem o mais engraçado?? Alguns dos rapazes que o faziam, hoje estão super gordos e as esposas/companheiras também estão longe de ser magras...
    Confesso que me magoa pensar nisso e fico super revoltada cada vez que vejo casos de bullying, pois eu sei o que se sofre e as consequências negativas que isso nos trás.
    Bjinhos e desculpem o desabafo..

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    1. Maria, lamento profundamente. Nunca fui bully, graças a Deus. Ainda hoje me lembro do ar infeliz de um colega no único comentário maldoso que fiz na vida, alto e bom som, em frente aos colegas. A dor dele marcou-me até hoje.

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  11. Também passei por algo parecido também no secundário, porém nunca me deixei afectar muito e fazia-lhes frente o que por si só fez com que desistissem de me chatear :)

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  12. Também sofri de bullying, no meu caso, quando fui para a terrinha. Quando os meus pais se divorciaram eu e o meu irmão fomos para a aldeia dos meus avós, para a minha mãe ter tempo para equilibrar as coisas. Fiz lá a segunda classe e era a menina mais nova da turma e, porque os meus avós viviam bem, era considerada rica (coisa que não era, mas vivia muito confortavelmente). Era boa aluna e todos os meus colegas eram, na sua maioria repetentes. A professora adorava-me estava sempre a dar o meu exemplo. Resultado: a maioria das crianças odiavam-me, porque tinha boas notas, porque me portava bem, porque tinha uns bons avós e uma das casas mais bonitas da aldeia. Perseguiam-me, falavam mal comigo, pregavam-me sustos horríveis, ao ponto de eu ter medo de andar sozinha na rua (na aldeia, há mais de 30 anos claro que se podia andar sozinha na rua, mas eu deixei de andar). Esse medo manteve-se até aos meus 15/17 anos. Mudou-me. Tornei-me fechada, tímida e detestava a possibilidade de dar nas vistas. Felizmente tive depois outras experiências de vida que me fizeram perder esse medo, essa timidez e que me ajudaram a ultrapassar. Só tinha sete anos, na altura foi doloroso para mim, quandi ainda nem se falava em bullying.

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    1. Eu sempre fui uma pessoa extrovertida, mas na adolescência tornei-me complexada, mais recatada... acho que ainda hoje isso se nota um bocadinho, detesto evidenciar o físico, por exemplo! Mesmo que goste de mim como sou, tenho sempre os complexos que a vida me deu. É natural. Há coisas que não se esquecem.

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    2. Não se esquecem mesmo. Eu continuo a ser uma pessoa que não gosta de dar nas vistas e que lida mal com alguns elogios, porque no passado sofri tanto por ser elogiada...parece que fico sempre com o receio que alguém reaja mal e que venha a sofrer consequências.

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  13. Olá
    Há muitas formas de Bulling, até mesmo no nosso local de trabalho.
    Sou surda, uso prótese no ouvido esquerdo, tenho sinusite e bronquite, quando tenho crises de sinusite (no inverno instável que temos tido, são muito frequentes) fico com os ouvidos mais "encharcados" e ouço mal apesar da prótese.
    Aqui no trabalho tudo goza e tudo se ri por eu ouvir mal, até mesmo a minha melhor amiga, que já lhe disse o quanto isso magoa.
    Na semana passada fui a uma formação, e o formador quando se dirigia a mim antes de falar ria-se disfarçadamente mais eu via.
    Fiquei tão fodi... que só aparece no 1º dia os outros dias (3) nao apareci.
    Comentei com uma colega que a rir me disse que pena já não foi tão divertida a formação sem mim.
    Foda-se eu tenho 50 anos e tenho que me sujeitar a estas merdas? claro que sim pois preciso de trabalhar....
    Desculpe o desabafo.
    Bjs

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    1. Ouch, isso é terrível. Sendo adultos, acho incrível tamanha insensibilidade! Será que as pessoas não sabem calçar os sapatos dos outros? Força!

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    2. Isso já é mesmo de uma imbecilidade. Pois eu não teria desistido da formação. Aliás, acho mesmo que deveria escrever à direcção do local onde fez a formação e fazer uma queixa formal, por escrito, do comportamento do formador. Não é por si, que também é, mas por todos os outros que seguirão é que também serão alvos de maus tratos. Não sei qual é a graça de troçar de um problema físico como a surdez, completa ou parcial, só revela que a maioria das pessoas só não continua bully como no liceu porque não pode, a natureza maldosa continua lá.

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    3. "ria-se disfarçadamente" Portanto não agiu como forma de a perseguir e de a prejudicar. O que a sra tem é um complexo de inferioridade que devia de ser revisto.

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    4. Anónimo das 23:05, não sei como escreve essas coisas. Um adulto não se deve rir das deficiências alheias.

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    5. Anónimo das 23:05 a sério que escreveu isso? Ponha-se no lugar desta pessoa e tente sentir...

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  14. Eu nunca passei por isso...sempre fiz parte da claque dos parolos, era da aldeia, era e sou. Sempre fui muito de confrontar quem me dissesse algo...acho que a outra parte até tinha receio...afinal eramos muitos da aldeia. Qd fui para um liceu onde havia 2 partes...os (pseudo) ricos e os pobres n tive problema nenhum em ambientar-me aos pobres e aí os pobres eram mais inteligentes e mais espertos e mais barulhentos que os ricos...só que nunca admiti que rebaixassem alguém à minha frente...

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    1. Cada um tem o seu feitio. Eu, infelizmente, sou muito de comer e calar!

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    2. Então deve ser por isso que te vingas aqui...

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  15. Também fui vítima de bullying. No meu caso porque era magrinha, boa aluna e... queixinhas :) Agora percebo que era uma miúda irritante, mas isso não era motivo para a perseguição e maldades que sofri.

    Fui insultada e excluída da turma pelos colegas. Não vou entrar em pormenores, mas foi muito cruel. Isto durou desde o ciclo ao liceu, no entanto, a pior altura foi a do 7º e 8º ano. Sentia-me completamente desenquadrada e a sensação de solidão era horrível.

    Mas o tempo correu a meu favor e hoje em dia, quando encontro colegas dessa altura, até arregalam os olhos :)

    Patinho Feio

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    1. Patinho, ahah, essa reviravolta é muito boa. :)

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  16. Já eu vivi uma situação que me fez perder para sempre a fé na humanidade. Por volta dos meus 10 anitos uma colega de turma era vitima de bullying, e eu, que sempre fervi em pouca água tentava ajuda-la e defendia-a dos outros. Respondia-lhes eu e uma das coisas que mais dizia era que todos temos defeitos por isso não adianta andar a apontar os defeitos dos outros. Sabes o que aconteceu? os bullies viraram-se para mim, formaram o grupo "os defeitos da AnaC" e a rapariga que eu tanto defendi fazia parte. Eramos miúdos, mas a verdade é que isto marcou-me e nunca mais consegui ajudar ou confiar em alguém assim tão plenamente, fico sempre à espera da facada nas costas.

    AnaC

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  17. Infelizmente eu sou vítima de bullying há alguns anos no local de trabalho. A minha superior hierárquica é do tipo general, com uma frieza implacável e, a juntar a isso, com uma inveja e medo escondido de que lhe tirem algum tipo de protagonismo, ou que vejam que a sua inferior hierárquica tenha mais valor do que ela. Faz de tudo para esconder o que eu faço de muito bom e dá um alarme geral para algum erro mesquinho que eu faça, ou inventado por ela, ou ainda, feito por ela própria. É dos seres mais repugnantes que eu já conheci em toda a minha vida, sem qualquer tipo de escrúpulos. Não sei como o seu veneno não se virou ainda contra ela. Só sei que arranjei traumas para o resto da minha vida, que não desejo a ninguém e não sei se já têm cura, desde problemas de auto-estima a um medo terrível de determinadas mulheres. Neste momento sinto-me encurralada, não conseguindo me afastar dela por diversas razões, apesar de saber que isso seria a principal solução para curar algumas feridas.

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  18. Vou cotar-te o meu caso.
    Aos 10 anos fiquei com problemas de saúde, caiu-me bastante cabelo, tive uma "amiga" que andava comigo desde a pré, deu-se ao luxo de me vir puxar o cabelo a ver se era cabelo verdadeiro ou se era uma peruca e fez questão de andar a colocar essa dúvida pela escola toda.
    Com 11 anos fiz dialise peritoneal que é uma troca de líquidos em que fica sempre algum liquido de tratamento na barriga ou seja fica um pouco dilatada, nesse tempo tudo na escola andavam constantemente com piadinhas de que estava grávida.
    Fiz o meu primeiro transplante renal com o excesso de cortisona que fiz engordei um pouco e além disso naquele tempo a cortisona fazia crescer muito os pelos no braços e assim, juntar a isto tudo passaram a dizer que eu estava gorda e houve até uma alma ou outra que achava piada chamar-me de macaquinha.
    Com o tempo tornei-me numa pessoa "mais fechada", maldisposta e sempre com um ar arrogante, pois foi a forma que eu arranjei para me proteger, para não dar hipótese de me gozarem mais, eu era apenas uma criança caramba.
    Graças a esta minha postura, ganhei mais confiança em mim mesma, consegui não me sentir tão mal.
    Existe muita gente que diz que o primeiro impacto que eu causo é de que sou uma pessoa nojenta, com ar de quem tem a mania e arrogante.
    Mas quem me conhece melhor diz que eu sou uma pessoa bem disposta e muito brincalhona, o que as pessoas não sabem é o que eu sofri na escola, a dor que eu sentia e as lágrimas que todos os dias teimavam em cair fizeram com que criasse essa "capa" para me proteger.
    O ser humano quando quer consegue ser muito mau e muito reles mesmo.

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    1. Mary, acontece, sim. Eu também me tornei mais fechada.

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  19. Depois de ler isto só te posso dizer: sabes lá o que é bullying! Fala com pessoas que sofreram a sério na pele e depois escreve lá um post de jeito, se conseguires. Hoje em dia são todos vítimas de bullying, não percebem é que ao banalizar o termo estão exactamente a vulgarizar algo que devia de ser visto com atenção para serem tomadas medidas concretas. Bullying é crime.

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  20. Pode dizer-se que hoje tb é vitima de bullying cibernético. A perseguição é impressionante. MAs acho que muitos dos teu bullys conhecem-te pessoalmente, tenho essa sensação. Como não têm coragem de to dizer na cara vêm para aqui destilar ódio.

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    1. Problema deles. Eu não faço mal a ninguém, nem na vida real nem na vida blogosférica. :)

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  21. Infelizmente o bullying não desaparece, acho que a cima de tudo deveria haver educação para o evitar. De facto, já vi vários casos de intimidação em que professores/funcionários assistem e não dizem nada. Uma vez, atiraram ovos a uma colega minha simplesmente porque ela tinha um estilo diferente, e podem ter a certeza que fiz queixa à direção e os envolvidos fora suspensos. Acho que a ação para parar este tipo de atos deve de partir principalmente de nós, porque estamos a assistir. Se formos a seguir os outros então fechamos os olhos e fazemos de conta que não é connosco...

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  22. É tão triste, fiquei chocada com a reportagem, não por não saber que existe ou como existe mas é sempre triste ouvir casos na primeira pessoa e sentir aquela angustia de quem conta a sua historia. Nunca sofri de bullying ou muito menos o pratiquei contra alguém, mas assusta-me muito pensar que um filho ou filha que vou um dia ter, corra o risco de passar por isso.
    Foste realmente forte e ainda bem que ultrapassaste e de certeza que muitos que foram parvos contigo se soubessem onde estás agora e como és sociável e adorada por tanta gente, aplaudiam de pé :)

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  23. Devido à minha falta de tempo, deixo uma comentário geral:

    Fico verdadeiramente incomodada ao reparar que tanta gente sofreu deste mal, de uma forma ou de outra. Os casos mais graves são arrepiantes. Deixo aqui um forte abraço virtual para todos.

    Para os outros - os que desvalorizam e julgam o sofrimento alheio -, tenham tino. Não somos todos iguais. Era bom que fôssemos todos Rambos intocáveis... mas não o somos.

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  24. Sofri de bullying, ainda ontem comentei isso com o meu namorado. Não vou muito à história disso porque aprendi a não falar em coisas negativas. Mas se soubesse o que sei hoje, tinha agido de forma diferente. Porque ainda hoje, passados tantos anos, sou revoltada com qualquer injustiça que vejo, o que nunca é bom. Marcou me para a vida, beijinho

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  25. Fiquei super fã deste programa deste que falaste aqui dele! Ainda não vi este sobre o bullying, mas vou ver!

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  26. Já fui vitima de bullyng mas não quero falar disso pq já tenho mais de 40 anos e só há 1 ano consegui superar os traumas...uma vida de sofrimento.
    Só sei que existe bullying nas escolas pq os adultos o permitem.. e nota-se bem na net quando se estala o verniz q a esmagadora maioria é agressiva...e a menina q escreveu o post segue um blog da pipoca picante que simplesmente é um blog duma covarde qq para incitar o bullying.. por isso sinceramente n a levei a sério, talvez um dia quando tiver filhos perceba o q são as pipocas picantes desta vida q vc gosta de ler

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    1. Acho que o blog da Picante mais facilmente é considerado como o lanche onde as tias se juntam para coscuvilhar sobre quem conhecem do que propriamente bullying. Quem participa nesse blog comenta ali, não anda a massacrar as autoras dos blogs, se ninguém lhes disser nada elas nem sequer lá vão ter para ler o que é dito sobre elas. No fundo, é como quando aqui ou noutro blog qualquer se comentam a vida das famosas, os trapos das famosas. É inofensivo porque as famosas não vêm aqui ler.
      Bullying seria (e é) aquilo que algumas pessoas fazem a algumas bloggers, mandando-lhes diariamente e-mails a gozar, a ameaçar, a perseguir, a criticar. Aqui sim, entram na vida da pessoa sem o seu consentimento, chateiam e magoam.
      Para mim, são coisas diferentes.

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    2. O facto das visadas no blog da picante ou outro qq não terem conhecimento o que eu duvido mto, não faz dos blogs um cha de cuscuvilheiras..obviamente q é uma cambada de mulheres desocupadas e invejosas da vida alheia.. mas continua a ser um blog a incitar a violência e quem o segue desculpe q lhe diga não é melhor...talvez um dia perceba quando lhe tocar a si-..existem agressores exactamente por isso..pq há quem lhes dê a justificação q vc deu .. mas enfim, covardes serão sempre covardes e a vida encarrega-se de os ensinar e que pior covarde do que aquele q consente???

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    3. E deixe acrescentar que vc deve ter uma bola de cristal para saber quem maasacra as bloguers seja lá onde for ...cheira-me q vc toma lá o chá anonimamente e no facebook é segui-las até n poder mais lol

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    4. Anónimo das 14h28 e das 14h30

      Não tenho qualquer problema em confirmar que leio os blogs mais conhecidos e visados pela Picante (não todos, porque há alguns que não gosto mesmo e por isso não leio), assim como sigo o facebook. Porquê? Porque gosto de ler, porque gosto da escrita, porque às vezes acho piada. Mas também não sou cega e há coisas com as quais não concordo, há incoerências, há respostas parvas e aí acho piada a Picante (ou qualquer outra pessoa) brincar com isso. Da mesma forma não acho que todos os posts da Picante sejam fantásticos e há alguns dos quais não gosto e acho até demais e injustos. Da mesma forma que leio a S* e ela bem sabe que são mais as vezes em que estamos em desacordo do que a pensar o mesmo.

      Não estou aqui a defender a Picante, não sei quem é, nem sei se é homem, mulher, adulto ou adolescente, até porque como disse não sou fã dela (nem de ninguém). Mas também acho precipitado simplesmente catalogar uma série de gente que não conhece. Eu não sou desocupada nem invejosa (de quê exactamente?) por ler um blog. E não ache que se incite à violência uma vez que não vejo por lá ninguém dizer "Vamos todos mandar mails a gozar, a ameaçar!".

      Eu até concordo consigo que as bloggers conhecem este tipo de blogs (porque há "amigas" que fazem questão de lhes fazer chegar esta informação), até entendo que seja desagradável, mas vejamos...No caso de um estilista que faz um desfile e é arrasado pelos críticos, é bullying? No caso de um escritor que escreve um livro e todas as revistas e blogs de literatura criticam o livro, é bullying? No caso de uma blogger que escreve uma série de disparates e responde de forma parva, e há blogs que criticam isso, é bullying? Eu acho que o estilista não gosta mas tem de aceitar, assim como o escritor, mas a blogger não porquê?

      E não tenho bola de cristal e assumo que não faço a mais pequena ideia se as pessoas que comentam o blog da picante são ou não as mesmas que massacram as bloggers, mas continuo a achar que mesmo sendo as mesmas são comportamentos diferentes.

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  27. Eu fui massacrada por um grupo de rapazes, porque era alta e reservada. Era mais alta que eles, logo era "girafa". Passou porque alguém contou ao meu pai. Nunca considerei bullying, apenas implicância (inveja).
    A verdade é que já se passaram 20 anos e eu ainda sou "girafa" (alta e ainda mais magra) e quem me gozou continua baixinho e ainda mais gordinho. A vida encarregou-se de me vingar, mas não esqueci. Se algum dia tiver oportunidade vou-me rir na cara deles. ;)

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