sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

E assim se gera uma polémica...

O Papa Francisco, que estou a adorar desde o primeiro dia, defendeu, por meias palavras, que uma palmada justa num filho não tem mal nenhum. Assumo desde já que concordo, que as palmadas não fazem mal a ninguém, dadas na altura certa e na medida certa. Levei as minhas sapatadas, quando fazia asneiras, reconhecia o motivo de estar a levar a palmada e nunca me causaram dor física - mas a dor no orgulho, essa sentia e muito bem.

A Leonor Poeiras comentou no Facebook ter ficado "perplexa" com as declarações do santo padre. Ups. Tem sido inundada de comentários nas redes sociais. 

Não defendo dar uma coça nos filhos. Mas defendo o uso da "palmada educativa". Defendo os olhares "ou páras quieto ou estás aqui e estás a levar". 

Perdoem-me o eventual exagero, mas acho que é por pensamentos destes que as crianças hoje em dia são tão mal educadas. Não se pode ralhar com as crianças para não ficarem traumatizadas. Se são irrequietas e insuportáveis, dizem logo que são hiperactivas (algumas são... mas não todas). Se respondem torto aos pais, os pais comem e calam. Se dão patadas aos pais (já vi com estes meus olhos que a terra um dia irá comer...), os pais nem as repreendem. Falam como querem, dizem o que querem, respondem como querem. Se os pais lhes dão uma palmada, surgem logo as acusações - é porque são maus pais e porque perderam a razão.

As crianças não são flores de estufa, não precisam de ser colocadas em redomas nem de viver numa bolha de protecção. São os adultos de amanhã, têm de saber que as faltas de respeito não são toleradas. Têm de perceber que, gostem ou não, as decisões são dos adultos e têm de as saber acatar. Têm de entender que um "não" é um "não".

Segundo a minha mãe, nunca fiz cenas na rua. Nunca fiz birras. Quando começava a querer fazer birras, era repreendida. Com um olhar, com um gesto, com uma palmada, eventualmente. Percebi cedo quais eram os limites e, talvez por isso, nunca os ultrapassei.

84 comentários:

  1. Eu concordo plenamente! Não é bater, é dar uma palmada de educação. Antes éramos todos uns mal educados, hoje são hiperactivos. Para mim é tudo o mesmo! A criança precisa ouvir um não, precisa saber quando está errada. Infelizmente, a maior parte das crianças, são tratadas como copos de cristal e depois quando crescem acham que são os donos do mundo e, aí sim, já não dá para ter mãos neles.
    Não percebo a "cena" da Leonor Poeiras...aposto que já deu palmadas no seu filho, e daí? É má pessoa por causa disso? Eu levei as minhas e não levei mais porque soube aprender com aquelas que levei. Isso tem nome: educação :)

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    1. Hiperactividade e má educação não são a mesma coisa.
      Se der café a um mal educado ele não se vai acalmar, se der café a um hiperactivo ele acalma e consegue concentrar-se.
      Falar sem ter conhecimento é gravissimo. Os hiperactivos têm um défice no funcionamento cerebral. Eles não o controlam e sofrem muito com isso. O café ajuda a estimular as sinapses que os fazem acalmar-se (as mesmas que, numa pessoa saudável tem o efeito oposto).
      As crianças hiperactivas não precisam deste tipo de julgamentos infundados e repletos de falta de conhecimento. Já sofrem que chegue com a doença.

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    2. Anónimo, acho que o que a leitora se referiam é que muitas crianças são simplesmente rotuladas de hiperactivas pelos pais... o que não é necessariamente verdade.

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    3. o problema S* é que há muitas crianças hiperactivas a levar com o rótulo de mal educadas e as pessoas não imaginam o mal que isso lhes faz, não imaginam a frustração que estas crianças têm de ter um corpo que não as deixa descansar, não as deixa concentrar-se. É físico. Há coisas que se melhoram com rotinas e algumas técnicas mas isso só atenua, para conseguir mesmo controlar-se é com medicação, em casos menos extremos prescreve-se café a essas crianças.
      Entendes?
      Para mim enquanto pessoa dá área parte-me o coração ver as crianças a sofrer tanto e a sofrer ainda mais porque há pessoas sem conhecimento nenhum a abrir a boca par falarem daquilo que não sabem. O que foi dito aqui é aquilo que o espelho da reacção da maioria das pessoas em Portugal, o espelho da ignorância que pulula por aí e quem sofre? as crianças.

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  2. uma palmada na hora certa faz muito bem. atenção uma palmada ! eu levei as que tinha a levar e os meus filhos também por isso até hoje ninguém têm razão de queixa deles, são crianças educadas e bem comportadas.
    Por existir tanta gente a ser contra a palmada é que se vê as desgraças que há nas escolas, as faltas de educação por parte de alunos e até dos pais !!

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  3. Não estava ao corrente do sucedido, mas concordo plenamente. As coisas têm é de ser feitas com conta, peso e medida. E uma palmada no tempo certo não há-de fazer mal algum, eu levei algumas e foram as suficientes para me ajudar a aprender o que era certo e errado e onde era o limite que eu não devia ultrapassar, e isso não fez de mim traumatizada, só o meu orgulho é que sofreu nessas alturas, como bem disseste :)
    Depois tenho um exemplo bem próximo em que os pais juram a pés juntos que deram a mesma educação: wrong. Não sei se foi por falta da dita "palmada educativa", mas já vi muito escabeche por um não, que acabou por ceder, ou uma palavra mais ofensiva que era deixada passar ao lado. Enfim, quem sou eu para criticar quando ainda não sou mãe, mas quando for, espero continuar com os mesmos valores que me transmitiram, incluindo esses olhares "ou páras quieto ou estás aqui e estás a levar". eheh

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  4. Bem... Este é um tema que dá pano para mangas. Antes de mais, não me chocam as opiniões de quem defende a aplicação de palmadas, tal como não me chocam as opiniões de quem defende a não aplicação das palmadas.

    Não tenho filhos (por isso não posso opinar sobre a minha opinião pessoal baseada na minha própria experiência de vida), mas sou interna de pedopsiquiatria por isso posso opinar (e muito) com base na minha própria experiência profissional. E dar palmadas não é a forma mais correcta de disciplinar uma criança.

    Passo a explicar. Numa situação em que uma criança está a fazer uma birra e um adulto lhe dá uma palmada, a criança assume (correctamente, diga-se) que o adulto perdeu a paciência (e quem diz dar uma palmada diz também dar um grito). Assim sendo, aprende que isso é o que os adultos fazem quando algo não está a correr como eles querem - chateiam-se e perdem a paciência, partindo até para a agressão. Não aprendem a argumentar, não aprendem a conversar, não aprendem que o acto x terá a consequência y. Assumem que o adulto está no mesmo lugar e na mesma posição do que elas: tal como elas, o adulto perde a postura e chateia-se/grita/bate. E até pode mudar de comportamento obviamente, mas porque não quer levar mais palmadas e não porque aprendeu a lição.

    Num adulto que diz simplesmente à criança 'se continuares a fazer isso vai existir a consequência tal e tal' (ficar de castigo, ficar sem brincar, o que quer que seja) e que não perde a postura, a criança aprende a perceber que os adultos são superiores a ela e que são para respeitar, porque as regras existem e as acções negativas têm consequências desagradáveis. E é assim que as crianças aprendem que o não é não: com reforço positivo quando as coisas são boas e com castigos quando se portam mal.

    Se vejo crianças que levam palmadas e ficam óptimas? Vejo pois. Se vejo crianças que não levaram palmadas e são umas arruaceiras? Claro que sim. Mas talvez a questão não seja ou não das palmadas, mas sim da assertividade com que os pais disciplinam. O problema não está na forma como optas por fazê-lo, mas sim no conteúdo. Até podes encher os teus filhos de palmadas, mas se depois os encheres de beijinhos cinco minutos a seguir ou não conseguires ser coerente na tua postura e no teu discurso, os miúdos não vão ter na cabeça deles um fio condutor seguro. Da mesma forma, se optares por não lhes dares palmadas mas depois lhes deres castigos demasiado duros, eles vão sentir-se injustiçados e vão pensar algo do género 'bem, já que para os pais sou sempre o mau, mais vale ser mesmo o mau de vez e pronto'. Se os encheres de palmadas e de castigos duros vão ficar obviamente perturbados. Se não lhes deres nem palmadas nem regras vão ficar uns insuportáveis de primeira.

    No fundo, o que pretendo dizer com isto é que a questão não deve ser sobre as palmadas. Deve ser sobre a educação correcta das crianças, que pode ser feita de muitas formas - desde que os pais tenham paciência e vontade para tal, coisa que actualmente parece ser mais difícil por várias condicionantes sociais da actualidade.

    Eu levei palmadas e não fiquei traumatizada, mas não pretendo de todo dá-las porque considero que não foram importantes na minha educação (e a prova disso é que a minha mãe é que me dava palmadas, mas era ao meu pai que eu obedecia) :) Não critico quem as dá com moderação, mas convido as pessoas a pensarem se realmente o fazem porque querem ensinar os filhos a portarem-se bem, ou se simplesmente já perderam a paciência para a birra em questão e só querem que o miúdo se cale naquele momento imediato ;)

    (Só num tópico relacionado, não acho de todo que as crianças de hoje em dia sejam mal educadas no geral. Acho que são diferentes talvez, mas creio que isso que referes é um bocadinho fruto daquela armadilha do 'no meu tempo é que era'. Mas acho que já me alonguei demais no comentário para ficar aqui a explorar esta parte também.) :)

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    1. Joana, as crianças hoje em dia não brincam, não correm, não gastam energias. É natural que sejam mais frustradas e birrentas. Acho que esse é o cerne da questão. Demasiado tempo ao computador e com os ipads - que têm logo que começam a falar, porque as crianças exigem e os pais dão.

      Não concordo que dar uma palmada seja sinónimo de perder a paciência. Eu levava logo a palmada, a minha mãe nem perdia tempo com outras tentativas. Era assertiva e rápida na resposta. E eu entendia logo - não tinha tempo para começar as birras. :P

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    2. S*, isso não passa de uma generalização. Mais uma de muitas. O meu filho brinca, corre, salta, gasta energia de manhã à noite e só não gasta mais porque eu me tenho esforçado para que ele aprenda a ver desenhos animados, a pintar, a ouvir histórias. E não, não é hiperactivo, é apenas uma criança de 5 anos. As crianças não são todas iguais.

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    3. Eu acho que são muito mais mal educadas, fruto de uma impunidade constante, tambem acho que são muito mais infelizes, não acho, tenho a certeza (pelo aumento exponencial do numero de tentativas de suicideo infanto juvenil ) .
      Como consequencia vão-se tornar em uns adultos insuportaveis.
      Alguns pais já sabem isso, mas não admitem, isso era admitir uma falha.

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    4. Esse argumento de que as crianças hoje não brincam só vem de quem não contacta com crianças diariamente. Não sou apologista de palmadas e concordo com a Joana quando diz que representa o descontrolo dos pais face à situação. Se mantemos o controlo com pessoas de quem não gostamos (o nosso chefe, a sra mal disposta que nos atende ao balcão, o taxista que nos responde torto...) e não lhes batemos como muitas vezes nos apetece porque devemos caltar ao respeito de uma forma tão barbara com os nossos filhos que amamos incondicionalmente? E como psicóloga só tenho a dizer que uma palmada não ensina nada porque não é pelo medo que se educa.

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    5. Marta e Madame, quem diz que as crianças não brincam até nem sou eu - são os especialistas. Estão sempre a dizer isso na televisão e em tudo o que é lado - que as crianças são inactivas, que não correm, que perdem horas e horas e horas em frente à televisão e aos computadores. E é um facto. Tenho 26 anos, com os meus 12 anos brincava todos os dias na minha rua, com uma data de outros meninos, à noite. Sempre até pelas 23 horas... e não havia medos. Corríamos, brincávamos. Hoje a diversão de grande parte das crianças é estar alapado a jogar jogos de computador. É um facto, não fui eu que inventei - é só ler umas estatísticas sobre o assunto.

      Claro que existem as excelentes excepções... que bom que assim é. Mas não podemos achar que a nossa realidade é a realidade de toda a gente. Os pais, hoje em dia, têm cada vez menos tempo para os filhos. Nas cidades grandes, em que os pais perdem horas no trânsito e nos transportes, segundo rezam as notícias (mais uma vez, não fui eu que inventei), as crianças passam cada vez mais tempo sozinhas, em frente à televisão e aos computadores. Hoje em dia até se perdeu a "instituição avós".

      Não podemos ver tudo à nossa semelhança. Eu, graças a deus, sempre brinquei em criança. Mas vejo que, apesar de na rua da minha mãe continuarem a existir crianças, as ditas nunca brincam juntas. Nunca. Eu sei lá o que fazem dentro de casa... mas na rua é que não estão. Por insegurança dos pais, talvez, porque o mundo já não é o que era e não querem os filhotes na rua. Porque as crianças preferem os computadores e a televisão, talvez. Mas que não brincam umas com as outras como eu brinquei, aqui na rua, é certo que não brincam.

      Também se diz que as crianças de hoje são cada vez mais gorduchas, que lhes falta exercício físico e que comem mal. Isso também deve contribuir para o bem estar psicológico - ou não - delas.

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    6. Sou professora num centro de explicações e apoio ao estudo do 1ºCiclo e, sim S* nisso tens razão...as crianças não brincam. 50% dos meus alunos estão a tomar medicação para a hiperatividade e défice de atenção. Na minha opinião NENHUM tinha necessidade de tomar pois o que eles têm é falta de tempo para libertar as energias e brincar. De hiperativos têm pouco, de mal educados têm muito.Têm más notas e os pais acham que a solução é medicá-los e fechá-los num centro de estudos, depois de um dia inteiro na escola. Claro que estou a falar contra mim, que preciso deles para trabalhar mas, é aquilo que eu realmente penso. Jamais faria isso a um filho meu. Depois da escola é tempo de brincar, desenvolver a imaginação, gastar energias...

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    7. Anónimo das 14:58, as aulas são cada vez mais pesadas... com as AECs, os meninos têm aulas até às 17:30. A certa altura claro que ficam irrequietos... e isso não é hiperactividade, é necessidade de gastar energia.

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    8. S* desculpa mas acho-te muito desconhecedora do que os especialistas dizem sobre essa matéria. Eu que sou da área nunca ouvi ninguém (que saiba minimamente do que fala) dizer que as crianças não brincam.
      Há excepções (como crianças que, mesmo na pré, nos ditos "colégios de elite" são encafuadas em 1001 actividades porque os pais acham que isso é que bom) mas não é a maioria. De todo.

      Nas AEC´s eles têm várias actividades, assim como têm ao longo do dia. O problema do horário é a falta de contacto e tempo com os pais. As crianças têm falta de tempo com os pais, principalmente de qualidade. Esse é o maior problema.

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    9. Eu sou professora há 27 anos e concordo completamente com a anónima das 14:58. Dar uma chapada, não se pode. Meu deus, que crime! Mas enchê-los de medicamentos (completamente desnecessários, na minha opinião) já está bem. Enfim, é o mundo que temos.

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    10. A opinião da Joana está cheia de bom senso e verdades bem ditas. Reflecte muito do que penso e fico contente que,não sendo psiquiatra mas sendo quase mãe,pense da mesma forma que uma especialista na matéria e não de acordo com a experiência empírica que,toda a gente sabe,não deve ser a única base para formarmos as nossas opiniões nestas questões da educação. Desde logo porque todas as crianças são diferentes. Eu,nascida nos anos 80 em que era comum os miúdos apanharem (demais...) dos pais,nunca levei uma palmada de ninguém. Sempre fui uma miúda calma e bem educada e nunca se justificou. Se pisava a linha bastava um olhar reprovador da minha mãe ou do meu pai para eu me encolher e me deixar de fitas. A isso chama-se respeito. Claro que tive as minhas birras,como todas as crianças,mas sempre fui fácil de levar com conversa e argumentação. Tenho a sensação de que,mesmo em criança,os meus pais sempre conversaram comigo,ainda que eu estivesse a fazer birra,em vez de perder logo as estribeiras e partir para a agressão como forma de castigo (e atenção que uma palmada é sempre uma agressão,hein?). Já o meu irmão,nascido do final dos anos 90,foi muito diferente. Era uma criança difícil e provocadora e fartou-se de apanhar do meu pai (não coças,mas umas valentes palmadas). Se isso fez dele um miúdo mais bem educado?nem por sombras. Pelo contrário. Efeito das palmadas e da falta de conversa com calma ou não,sempre foi um miúdo complicado,com problemas na escola e afins. Agora está melhor felizmente :) mas tudo isto para dizer que a generalização de dizer que crianças que levam palmadas educativas ficam bem comportadas e respeitadoras e as que não levam uns selvagens é injusta,inverídica e perigosa. Há muitas formas de educar e,para mim,a palmada será sempre o último dos últimos recursos,que encararei sempre como uma derrota (porque não consegui explicar à minha criança por palavras e sem gestos agressivos que o comportamento dela não é correcto e porque perdi as estribeiras). Sara

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    11. Ninguém diz que palmadas fazem sempre bem - depende sempre das crianças.

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    12. A professora que o é há 27 anos é a prova viva que falta muito conhecimento em quem o devia ter. E aulinhas de pedagogia e uma boa avaliação aos professores. Ó a falta que isso nos faz.

      Claro que os medicamentos são desnecessários... a Ritalina, por exemplo, não faz efeito nenhum, aliás o café em miúdos hiperactivos nem os ajuda a acalmar nem nada. Sabe, estude e vai perceber que o funcionamento do cérebro é diferente nas crianças hiperactivas e vai também perceber que a falta de educação é algo diferente.

      As crianças precisam de educação mas claro que é mais fácil bater. E esclarecemos uma coisa, eu sou a favor da palmada educativa mas sou 100% contra os "direitos" que os "professores" tinham na época salazarista e anos em diante, se souber minimamente ensinar e perceber algo de educação e pedagogia sabe bem como ensinar sem bater, saberá manter a ordem sem ter que bater.
      Por algum lado nós somos tão atrasados, por algum motivo muitas crianças tinham um medo enorme aos professores e esse clima nunca fez bem a ninguém para ensinar. claro que para um bom professor o bater não é essencial, já para quem esteve em funções em tempos que poderia bater à vontade deve ser difícil aprender a respeitar os alunos como pessoas e não querer manter-se no "poleiro" da autoridade que o regime ditatorial permitia aos professores. Ditadura e impunidade sempre foram as fontes da nossa educação, talvez isso explique o grande número de iliteracia que por cá pululam. Eu estudei na Suiça e nunca um professor me bateu, aliás eles podiam ir presos se o fizessem. Nunca tive professores a berrar-me aos ouvidos ou completamente descompensados (como cá), também nunca vi nenhum aluno a ser mal educado, a desrespeitar ou a bater em professores. Os professores não tinham medo de ter os carros vandalizados, nem tinham medo dos alunos talvez por saberem que nunca fizeram nada de mal aos alunos que os pudesse levar a querer vingar-se.

      Os bons professores não precisam de bater. Os maus.... não deveriam estar no ensino.

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    13. Ps: Eu sou a favor que os PAIS possam dar uma palmada educativa, sou 100% contra qualquer acto de violência por parte de um professor.
      Basta ver na nossa história e não faltam relatos de alunos espancados pelos professores, vitimas de bullying por parte do adulto que lhe devia ensinar durante anos a fio. Os professores não devem ter esse tipo de poder, já provaram ser incapazes de o deter sem se excederem. Não todos, claro mas a maioria não dava uma lapada educativa, davam réguadas e bem fortes. Isso não é educação, é tortura.

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    14. Ó anónima das 17:13 e das 17:17, esqueceu-se de tomar a ritalina hoje e o remédio para o controlo da raiva e histeria, foi? Ou sempre quis ser professora e não conseguiu por falta de capacidades?
      Sabe lá você o que estudei ou não. Não é que tenha de lhe dar explicações, mas sempre lhe digo que tenho uma licenciatura em ensino (de 5 anos), e ando nisto há 27 anos, portanto, claramente, não percebo nada do assunto. Estive à espera que aparecesse uma histérica para me dar aulas pela internet. Além do mais, sou antiga, mas não dava aulas no tempo do salazarismo, ou além de ser extremamente mal educada, também não sabe fazer contas? Estou a ver que lá na modernaça Suiça não ensinam Matemática.
      Fique a saber que sou avaliada todos os anos e trabalho que me farto, razão pela qual só tenho tempo para ler blogues muito perto da meia-noite, ao contrário de si que, ou está desempregada (claramente ninguém notou ainda as suas extraordinárias capacidades argumentativas, excecional conhecimento científico e, acima de tudo, a sua refinadíssima educação e saber estar), ou está a comentar no trabalho e, então, é má profissional. Este ano tenho só 140 alunos, portanto que percebo eu de crianças? Em 27 anos nunca toquei em nenhuma (não que não me apetecesse às vezes) e, imagine você, que até há alguns alunos e respetivos pais que apreciam o meu trabalho. Coisa incrìvel, não é?
      E digo-lhe mais, pela maneira como fala, faltaram-lhe umas boas palmadas em pequena (por acaso, acho que só ia lá com umas sovas valentes). Talvez assim tivesse mais educação e não se dedicasse a ofender pessoas que não conhece de lado nenhum e de quem nada sabe.
      Finalmente, se percebe assim tanto de educação, porque não vem dar aulas? Não consegue tirar o curso, não é? É que isso não é para quem quer, é para quem pode.

      Maria

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    15. Não sou a anónima das 17:13, mas o seu comentário fez-me rir. É de uma DIFICULDADE tirar o curso de professora. Realmente, pessoas preferem inclusive trabalhar na NASA porque é muito mais fácil. Percebo que os professores estejam de baixo de fogo e que tenha ficado (sem razão a meu ver) ofendida, mas a sua resposta é totalmente descabida. E o curso para mim considera apto a nível científico, não a nível educacional nem vocacional.

      Para além disso odeio quando as pessoas tomam os anos "em que já andam nisto" como se fosse um atestado de capacidades e conhecimentos irrefutável. Gostei de muitos professores que tive, mas os que não gostei tiveram em comum serem uns asnos em relações humanas. Foram os que mandavam para a rua à primeira hipótese (mesmo quando o aluno não tinha a culpa), foram os que nunca perderam tempo com um aluno problemático e mal esse entrava na sala de aula, era logo mandado para o conselho executivo. Isso é só preguiça de educar, é muito mais fácil delegar um problema a alguém do que perder tempo a tentar ouvir a pessoa e fazê-la ver o outro lado de quem está a ensinar.

      Uma vez fui mandada para a rua por conversar com uma colega durante a correção de um teste. E foi a única vez que isso aconteceu. A professora não quis ouvir a nossa explicação, nem as nossas desculpas e não nos avisou uma única vez antes de tomar essa decisão. Aceitei porque afinal, era verdade e eu não devia estar a falar. Mas sabe o que essa professora foi dizer à diretora de turma? Que não tínhamos merecido ir para a rua mas naquele dia tinha sido "a gota de água" pois estava a ter um dia difícil. E ainda afirmou que pensaria tirar a falta se tivéssemos pedido desculpa, mas como não o fizemos, azar. Nós tentámos e ela nem nos quis ouvir, que exemplo contraditório nos deu? Que basta estar chateadinha com a sua vida para começar a distribuir castigos e faltas a toda a gente? A única coisa que conseguiu foi desprezo da parte dos alunos, porque para além de ser uma professora mediana em termos científicos, era péssima educadora. Tinha zero paciência para conhecer os alunos e tentar o respeito pela conversa, e não pelos castigos. De castigos sem lógica a bofetadas só porque sim não me parece muito distante. Por isso repudio essa linha de pensamento. Como educadora que parece ser nem devia comentar sequer esse "não que não me apetecesse às vezes". Tenha vergonha e respeite a profissão que tanto defende.

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  5. Tantas teorias sobre educação de crianças e nem um cão consegue educar..

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  6. Eu não tenho filhos mas tenho sobrinhos, um fez 1 ano no dia 3 pronto não entende ainda as regras, mas tenho um sobrinho de 3 anos feitos amanhã. Ele adora andar atrás de mim, anda-me sempre a chamar, quando vai "ferar o galo" (ferrar o galho/dormir) como ele diz, eu é que tenho que ir com ele. Mas aqui em casa da avó a pessoa que ele mais respeita sou eu, às vezes mais que aos pais, porque ele sabe que comigo quando é para brincar é para brincar, quando falo a sério é a sério. É raro bate-lo muito raro mesmo, mas já levou algumas no rabo ou nas mãos no momento em que as mereceu, e assim acho correto porque eu também as levei assim como o pai dele meu irmão as levou e não nos fizeram mal nenhum. O respeito é bonito e todos gostamos.
    Um dia se tiver filhos vou ser igual como sou com os meus sobrinhos.
    Eu não quero ir na rua e passar vergonhas por causa de birras.
    Ainda hoje andava mais doidinho e sempre a gritar e eu disse várias vezes para não gritar depois dessas varias vezes avisei, dás mais um grito e levas uma palmada, passado um bocado esqueceu-se do recado mas eu não, dei-lhe uma palmada no rabo com pouca força mas para ele é como se lhe arranca-se um braço, chorou um pouquinho e ficou a dizer com aquela vozinha "oh tia Joana, tia Joana" e eu expliquei-lhe depois "oh Kiko vez...quantas vezes te avisei? Eu pedi-te para não andares a gritar, eu avisei-te, tu abusas depois a tia chateia-se contigo." limpei-lhe as lágrimas e disse-lhe "vá vai brincar e porta-te bem", foi remédio santo, foi para a mesa fazer um puzzle não andou a gritar mais.

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    1. Yap. Ser coerente e assertivo. Assim se conquista o respeito - com rectidão. Se portou mal, é repreendido. Não se tem de dar 1001 oportunidades...

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  7. Isto é tudo relativo...opiniões toda a gente as têm! Acho que a palmada, é algo que advém da falta de paciência para educar, por questões culturais, muitas pessoas das aldeias eram bem mais rígidas e uma palmada, ou mesmo "porrada" era tida como normal, outros pensam, "se eu levei e não me fez mal, tu também levas".
    Não tenho filhos, logo não sei como irei agir, mas vou tentar educar de uma maneira em que não seja precisa a palmada, mas não nos esqueçamos que cada criança têm a sua personalidade, mesmo eu tendo dois filhos com a mesma educação, eles não vão agir da mesma forma, e a partir do momento que algum me desrespeite, e veja que os limites foram ultrapassados tendo eu feito tudo, quem me diz que não irei levantar a mão?

    Nestas questões só poderá mesmo opinar com conhecimento de causa quem têm filhos, o resto são teorias.

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  8. Concordo com você. Sou a favor da correção por meio de palmadas também. Não é pra espancar o filho, é pra corrigí-lo. E já estudei que o guri chora não porque está doendo, mas porque ele foi repreendido. Sempre corrijo os meus sobrinhos, para eles não serem maus elementos quando crescerem.

    http://www.jj-jovemjornalista.com/

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  9. Os dois ensinamentos de uma grande pessoa que tive o prazer de ter na minha vida (o meu pai): "a mão que dá é a mesma que tira" e "uma palmada, na hora certa, faz milagres".
    De salientar que só levei uma palmada dele duas vezes na vida e serviram-me de lição! E,muito antes de partir para a palmada, quando ele arregalava os olhos, nem era preciso uma palavra. Se fiquei com trauma? Se fui infeliz como criança? Se me tornei num péssimo ser humano, sem limites nem ideias próprias? Hummm...Não me parece! A ele e à minha mãe (a educação parental para ser funcional tem de ser sempre em conjunto e na mesma linguagem) devo a pessoa que sou!

    E não, não tenho filhos. Mas educo os filhos dos outros, adolescentes em luta constante com os limites de toda a gente e bem posso dizer que a regra de "a mão que dá é a mesma que tira" é de oiro!!!

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    1. Corisca, sei que levei muito poucas palmadas... mas levei e respeitei a decisão de quem mas deu.

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  10. Eu já apanhei muitas palmadas quando fazia asneiras e ainda estou aqui vivinha da silva e inteirinha! E não fiquei traumatizada! E devo muito aos meus pais por me darem uma educação assim ;)
    Os pais de hoje em dia têm medo de ''partir os filhos'' com palmadas xD
    e depois coitadinhos dos meninos xD

    beijinhosss

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  11. Estou totalmente em desacordo que se tente educar através da palmada, porque é uma forma de agressão, aliás, como certas palavras que se dizem, que poderão até funcionar como agressão maior. As crianças educam-se desde o berço, com muito carinho, disciplina e assertividade. Sou mãe, e acreditem em mim, muita atenção e conversa fazem milagres. Palmadas, não.
    A minha filha nunca fez birras comigo, mas com o pai fazia. Porquê?...Era a mesma criança. Tem a ver com a forma como os tratamos.
    xx

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    1. Ja vi na rua uma avó a levar porrada, digo porrada, do neto (criança), ela ria-se muito envergonhada para não chorar.
      Aposto que era uma criança cujos pais acreditavam piamente que não se pode dar uma palmada nem ralhar com o menino. Voce (e muitas maes desta ultima decada) falaria com ele a explicar que não se bate na avó(como se ele não soubesse!!!) , eu teria outra abordagem.

      Eu levei 3 palmadas na minha vida toda, merecia-as , sei que as mereci ,e se calhar fui mais amada do que a maior parte das pessoas
      Se alguma vez um filho meu me faltar ao respeito, aos seus avós ou fizer algo monstruoso a outros meninos, serei a primeira a dar uma palmada e não o amarei menos por isso, pelo contrario.

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    2. Oh anonimo, que exemplo sem logica nenhuma... os seus filhos vão respeitar os avós partindo do exemplo que lhes der e não pela quantidade de palmadas que levarem...

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    3. Antes de mais, não sou uma mãe desta última década, mas isso nem interessa para o caso. Uma criança que foi respeitada, não bate na avó, talvez essa criança seja ela própria um saco de pancada não da avó, mas dos pais...isso não se sabe. Ralhar é uma coisa, bater é outra, e eu nunca precisaria de ter explicado à minha filha que não se bate na avó, porque ela nunca o faria.
      Uma criança bem educada não faz algo de monstruoso aos outros meninos, a não ser que seja um psicopata (que os existem), e aí o problema será outro.
      Nunca direi que os pais que dão palmadas aos filhos, amam menos os seus filhos, apenas acho que as agressões às crianças são totalmente dispensáveis.
      Obrigada pela troca de opiniões.
      xx

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    4. Há aqui uma parte que as pessoas parecem desvalorizar - a personalidade da criança. Certamente que, vá, 80% (estou a atirar um número!) daquilo que a criança é resulta da educação que tem... mas existem os outros 20% que resultam também da própria personalidade da criança. Muitas vezes educação semelhante gera filhos completamente diferentes. Não vamos achar que as crianças são acéfalas e que apenas fazem aquilo que as educam para fazer.

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    5. Tirando casos clínicos, as crianças aprendem maioritariamente pelo exemplo. Se viverem num clima em que a violência física está presente a probabilidade de reagiram violentamente aumenta exponencialmente (os quadros de violência intergeracional estão mais do que comprovados). E não me venham com a conversa que uma palmada não é violência porque se o meu namorado me desse uma palmadas, mesmo que fosse levezinha, de cada vez que discorda de mim eu era considerada vitima de violência doméstica. Não consigo perceber porque é que a violência contra as crianças continua a ser tao desvalorizada depois de imensos estudos comprovarem que em termos de educação são inúteis...

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    6. Por acaso até é um exemplo com muita lógica. Tenho a certeza que muita gente já presenciou, tal como eu, uma cena triste dessas. E não tem nada a ver com o exemplo, mas com a forma como se educa a criança. Acontece até muitas vezes que pais que foram muito rígidos com os filhos, se derretem todos com os netos e lhes permitem tudo. E eles claro, abusam.
      Eu sei do que falo, a minha mãe, por exemplo, era assim. Por sorte o meu sobrinho nunca foi mal educado.

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    7. Comparar a violência doméstica com uma palmada numa criança birrenta... esta é demais!

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  12. Eu adoro as teorias de quem não tem filhos. Quem eu conhecia que mais falava da educação dos filhos dos outros engoliu grandes sapos quando teve o seu próprio filho.

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  13. Tretas!. A minha mãe dava-me palmadas educativas, eu ficava profundamente irritada com isso e só berrava mais e fazia pior de propósito para que ela se sentisse tão irritada quanto me estava a fazer a mim. O meu pai nunca sequer me levantou a mão e nem mesmo a voz, punha um ar sério, dizia que estava muito triste\desiludido comigo, explicava o porquê das minhas acções serem erradas e eu tinha e tenho o maior respeito por ele, em parte porque também me sentia respeitada, e obedecia. Hoje sou adulta e as diferenças de tratamento na infância ainda têm repercussões: apesar de ter uma excelente relação com os dois tenho muito mais respeito ao meu pai.

    E não era só fisicamente, verbalmente \ideologicamente também. A minha mãe dizia coisas como "vais comer isso porque eu mandei" ou "vais comer porque eu paguei e a casa é minha e enquanto viveres aqui fazes como mando". Isto deixava-me fora de mim e acabava com qualquer possibilidade de que comesse um grão de arroz que fosse. O meu pai dizia "tens de comer porque só assim podes crescer e ser forte e inteligente. Não é isso que queres? Então tens de te esforçar" ou "era importante para mim que comesses porque tive de trabalhar para poder comprar-te a comida e ficava triste se agora fosse para o lixo ou a tua mãe fez de propósito para ti com amor e agora fica muito triste se não comeres nada". Fazia toda a diferença.

    Enfim não se esqueçam que os putos não são estúpidos. E que também são pessoa. Minis, mas pessoas

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    1. Anónimo, parece-me que aí tem muito a ver com o respeito que tinha pelo pais. Eu levei palmadas da minha mãe e da minha tia - reconhecia-lhes esse direito. Lembro-me de o meu pai me ameaçar um dia (nem o concretizou), numa situação qualquer. Ainda me lembro disso porque não lhe reconhecia esse direito, porque era um pai ausente. Comparando o incomparável, o meu cão a mim tem-me respeito, ao meu namorado não respeita um corno. Amamos os dois profundamente o animal, mas ele apenas me respeita a mim. Parece-me, pelas suas palavras, que tinha muito melhor relação com o seu pai, até pelo rancor que as suas palavras denotam pela sua mãe. E tudo isso influencia o facto de não lhe reconhecer o direito das tais palmadas... digo eu. Eu não sou psicóloga, apenas me baseio na MINHA experiência.

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    2. E adoro a minha mãe, admiro-a em muitas coisas, mas também acho que falhou em outras. Mas nunca me faltou em amor e com o crescimento compreendi e "perdooei" as falhas, mas não as deixo de ver como falhas. Ainda assim não sou rancorosa, amo-a, de tal forma que apesar de estar a escrever em anónimo senti que era minha obrigação esclarecer isso.
      Posto isto o que queria dizer é que eu não respeitava a minha mãe porque ela me batia e não o oposto. O meu pai até era um elemento mais distante, no sentido em que até passava menos horas por dia com ele e era a minha mãe quem me dava banho, vestia e fazia a comida e mesmo assim era a ele que respeitava. Por isso essa logica não faz sentido

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    3. Anónimo, misturei o seu caso com o meu caso para surgir com essa "lógica". Eu admitia que a minha mãe, que sempre esteve presente, me desse uma palmada "quando o rei faz anos". Ao meu pai, mais ausente, não admitiria. ;)

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  14. Uma palmada na altura certa, evita as grandes tareias tardias e completamente ineficazes. É de pequenino que se torce o pepino.
    O que me entristece não é a palmada: é a cegueira dos pais "babacas" que não conseguem perceber que o mundo que temos, é o mundo que eles estão a criar.
    Eu criei uma filha que levou algumas palmadas e não foi porque eu e a mãe gostássemos menos dela do que os papás "bla bla bla whiskas saquetas". Agora o que posso garantir é que a minha filha nunca se andou a espojar no chão dos centros comerciais, por ouvir um não.
    Mas pronto, não pretendo com isto vir para aqui dar lições a ninguém acerca do modo de educar os filhos. Como se diz na minha terra, presunção e água benta, cada um toma a que quer. :)

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  15. Não poderia estar mais de acordo, mas sempre aparecem os pseudo politicamente corretos. Nem sempre conversar com uma criança resolve o problema, assim sendo, não vejo mal em deixar de castigo ou aplicar uma palmada.

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  16. Se os pais souberem educar não é preciso dar nenhuma palmada. Se não damos palmadas ao vizinho pu a,igo ou seja a quem for que direito tenos nós de bater numa criança? Dar palmadas nunca educou nem há-de educar ninguém. As crianças aprendem através da observação, se crecerem com pais incoerentes e mal educados é obvio que vão ser crianças menos educadas, não é a palmada que vai mudar isso.

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    1. Vânia, mas a palmada nada tem a ver com falta de educação dos pais. É uma reprimenda. Apenas isso.

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    2. Eu sei, o que disse é que para ae chegar ao ponto de dar uma palmada é porque algo vai mal. E o mal começa nos modelos mais próximos que a criança tem. ;) sou educadora, e acredita que as maiores pestinhas que apanho levam palmadas, e os mais bem comportados são "repreendidos" através do diálogo. :)

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    3. Eu sou professora e os alunos mais insuportáveis que tenho são precisamente os que não levam palmadas nem sequer são repreendidos, pois os pais acham que as criancinhas podem ficar traumatizadas. Aliás, até a mim me proíbem de repreender. Já tenho tido queixas de pais por causa de recados que envio na caderneta!

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    4. A questão é que existem outras formas de reprimenda sem se ser violento. Não são menos eficazes por não incluirem uma mão nas fuças da criança

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  17. Quem nos dera a todos que em vez de mimos constantes e palmadinhas nas costas, os pais dessem mais atenção, amor e um belo de puxão de orelhas/palmada no rabo sempre que necessario.

    Todos ganhariam com isso, principalmente as crianças.

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  18. Eu concordo que o Papa Francisco não esteve perfeitamente "bem", porque este é um assunto que toda a gente sabe que precisa de contexto e, sem ele, cada um faz a interpretação que melhor justifica o seu caso. Não se deve dizer que faz bem dar "palmadas" às crianças, que não há "mal nenhum". Há, sim! Há muita gente que bate, dá estalos, magoa, não dá só um achego à fralda. E acham que estão a dar uma palmada e a educar. Não estão. O que uma entidade moral deveria afirmar é que não se deve infligir dor física a uma criança de modo algum, mas que, se for necessário, pode-se dar-lhe uma reprimenda, o equivalente a uma beliscadela, a famosa "palmadinha" que transmita uma consequência negativa. Só peca por defeito a afirmação, não no conteúdo obviamente.

    Quanto à Leonor Poeiras é só arrogante no seu papel de mãe de uma única criança, que acha que deve ensinar como educar as restantes que nem conhece e das quais nem quer saber.

    Eu ajudei a criar os meus pequenos desde recém-nascidos até hoje em dia, já passei por muitas muitas muitas birras e, se há uma única coisa que sei é que as crianças são irremediavelmente diferentes e é só mesmo isto que sei, tudo o que sei só sei em relação a estas crianças em particular.

    Sei que o meu sobrinho já fez birras insuportáveis e nunca me preocupei com o que outros pensavam, mas nunca lhe toquei porque sei que não adiantaria de nada. Ele nunca levou uma palmada que seja e hoje é o miúdo mais ternurento que conheço. Já me sentei no meio de um shopping com ele a falar calmamente, a tentar que ele se acalmasse. Podia demorar meia hora de birra até ele se cansar, até ele preferir o meu colo e ouvir-me cantar - mas sei que confrontá-lo só o faz escalar, ele acalma-se sozinho.
    A minha sobrinha nunca levou uma palmada até ao dia em que por mais que eu lhe explicasse, por mais que eu me zangasse, por mais que eu lhe pedisse calmamente tinha orgulho em testar até onde eu iria. dei-he uma palmada. Ficou espantada e voltou a testar a ver se eu fazia o mesmo. levou outra, nunca mais.

    Outro meu sobrinho nunca contestou um "não", nunca. É e sempre foi um miúdo sossegado, de raras birras e super bem educado. Diz "por favor" e "obrigado" desde que fala, nunca faz nada sem pedir autorização aos pais. O irmão dele, por outro lado, é um reguila que desafia tudo e testa os "nãos" até ao limite. Já levou umas sapatadas.

    Alguém que adopta posições extremas neste diálogo é alguém que não conhece crianças para além da sua e acha que todas respondem da mesma forma. Nem todas as crianças têm de ser educadas à palmada e nem todas têm que ser forçosamente educadas sem ela. Cada mãe e pai farão sempre o melhor possível pelos seus filhos, regra geral, e ninguém deve dizer aos outros que assim-e-assado é que é ser um bom exemplo. Se bons exemplos estivessem no dar ou não uma palmada essa coisa de criar humanos saudáveis era facílima.

    Mira
    (testameeeento, eu sei, desculpa)

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    1. Mira, testamento mas, na minha óptica, muito certo. É muito isso que eu digo - as crianças têm a sua personalidade, não dependem exclusivamente da educação que lhes é dada. Para algumas a palmada não resulta, só enerva... mas para outras a palmada resulta e transforma-se na barreira que eles não querem passar. Tudo depende da criança, do seu feitio... e só os pais podem avaliar os filhos que têm. Os outros não devem meter-se na educação de uma criança que não conhecem - podem comentar, podem sugerir, mas a decisão é dos pais porque os pais é que conhecem o seu filho.

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  19. Acho isto bastante relativo. Não sou apologista da palmada, aliás, não sou apologista que demasiadas palmadas, ou melhor pancada por tudo e por nada, isso só leva a que as crianças vivam no medo constante de se exprimirem e estarem sempre no medo de dizer/fazer algo errado e apanharem em cima. Há muitos casos em que a educação não assenta numa base de respeito mas sim de medo, isto pode muitas vezes ser confundido.

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  20. disseste tudo. Hoje em dias as crianças são do mais mal-educado que há porque coitadinhas ainda se partem se levarem uma palmada. Uma palmada no momento certo faz milagres. Aqui na suécia não há palmadas e as crianças são mesmo mal-educadas, sem respeito nenhum pelos pais.

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  21. Tenho 22 e na vida levei um estalo. Mas garanto, foi o último . Foi uma birra sem jeito nenhum .. Era mesmo isso, uma birra. Hoje agradeço, preferi mil vezes o estalo do que um sermão ( a minha mãe quando se passa não e nada meiga das palavras e arriscava se a dizer alguma coisa da boca para fora e ainda hoje me podia doer). Assim levei um estalo e passado umas horas já ninguém se lembrava ..

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  22. Gosto deste papa. Fala de tudo, sem medos. Quanto ao assunto da polémica... Não sei de que 'lado' estou. Também levei as minhas palmadas (tanto da minha mãe, como do meu pai), não estou traumatizada com isso. Mas devo confessar que quando vejo alguem fazer isso me causa certa impressao. Não gosto, nem penso que irei fazer isso aos meus filhos. Quando fui alvo de umas palmadinhas não considerei, de todo, uma agressao. Mas hoje quando vejo essas cenas fico um pouco 'revoltada', penso que a criança sofre (talvez so aqueles minutinhos iniciais, depois esquecem-se). Acho que ainda tenho aquele imagem 'cor-de-rosa' de que vou ter muita paciencia, que os meus filhos vao ser muito educados e bem comportados :D

    stayyoungstayfashionable.blogspot.nl

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  23. Eu levei muitas palmadas dos meus Pais e não MORRI por causa disso nem fiquei TRAUMATIZADA para o resto da minha vidinha!!!!
    Vejo por aí tanta criança que só sabe fazer birra em todo o lado e quer tudo e mais alguma coisa.
    Ainda por cima respondem aos Pais/Adultos, não sabem ser educados para com os outros, não batalham para terem as coisas.
    Ai de mim que levantasse a voz aos meus Pais, que respondesse mal, que amuasse e batesse com as portas....Faria uma vez mas, à segunda já ñ faria.

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  24. Eu levei muitas palmadas. Sabes o que acontecia? Fazia pior. Aliás, hoje em dia recordo-me de muitas situações em que apenas queria um pouco de atenção e levava ralhetes e palmadas. Recordo com tristeza. Infelizmente tenho boa memória.
    Não dou palmadas ao meu filho. Zango-me sem dúvida e faço umas caras bem feias! E não é por isso que ele é mal comportado :)
    Eu acho que o maior problema é os pais não terem nem tempo nem paciência para os filhos, e isso relfete-se no resto. Se eu não gostar de uma atitude de um adulto não lhe vou dar uma palmada, pois não? Então porque é que hei-de dar a uma criança? Não é um ser humano na mesma?

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    1. In and out, lá está, eu nunca levei palmadas porque queria atenção... levava palmadas porque batia na minha irmã (guerrinhas entre irmãs), ou porque escondia o lixo atrás do lavatório. Fazia asneiras, levava. :P

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  25. Nem 8 nem 80 está claro. Há situações em que uma palmada bem dada só faz bem, há tantos miúdos mimados, que reclamam/insultam os pais e os pais nada, limitam-se a aceitar aquele comportamento. Por vezes vejo certos comportamentos que até fico parva, só penso, porra uma palmada no rabo e acabava-se ali a discussão.
    Porém não se pode cair no exagero é claro, há pais que espancam os filhos e aí sim existem traumas escondidos e que moldam negativamente as crianças. Mas a palmada que o papa se estava a referir não era este exagero.
    Hoje em dia não se pode fazer nada, se se da um berro ao puto ou uma palmada inocente ficam todos a olhar para nós com ar acusador. Nem 8 nem 80 :)

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  26. Sou apologista de uma boa conversa, de se explicar o porquê daquilo ser errado. Penso que isso é muito mais produtivo do que uma palmada, mas também percebo que nem todos os pais têm capacidade para falar, explicar, e nem todos os filhos percebem melhor uma conversa do que uma palmada. Lá está, depende. Por isso não me choca nada uma palmada no momento certo e também não me choca quem nunca 'bateu' nos filhos. O importante é que os filhos se tornem pessoas exemplares e com bom carácter :)

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  27. Eu farto-me de rir com isto. Tivessem uma daquelas crianças que se costuma dizer que são o diabo, que parece que foram trocados na maternidade, que só fazem asneiras, que tiram a paciência até a um santo, e eu queria ver-vos não lhes darem uma galheta.

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    1. Tem razão! E ter que aturar 30 desses todos os dias numa sala de aula? Nem lhe digo, é um inferno!

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    2. Até podia dar um galheta mas servia só para desanuviar o meu stress, e não para educar o petiz. Há miúdos que realmente têm um feitio terrível e a minha experiência é que nesses então é que não vale mesmo a pena bater, eles vão levar a deles avante nem que chovam picaretas.

      E lá esta o próprio comentador diz que "tiram a paciência a um santo" mostrando que a palmada viria da falta de paciência do educador e não como método mais eficaz de educar

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    3. E eu queria ver o belo resultado que isso ia dar...lá está um exemplo de como a palmada significa uma perda de estribeiras da parte dos pais (e longe de mim censurar,pois se a criança é um pequeno demônio,compreendo,mas não acho correcto). Na minha opinião,a palmada não é forma de educar... Sara

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  28. Não tenho opinião totalmente formada sobre esse assunto. Uma palmada é bem diferente de espancar a criança mas ainda sim é violência física. Entretanto, há crianças que fazem tanta, tanta birra e com tanta falta de educação que não sei o que se faz... (não sou mãe). Entretanto, só quero expor uma visão, sem dizer se palmada é certo ou errado.
    Um pai ou mãe bater em uma criança é a única forma de agressão física permitida na sociedade. Exagero? Então vamos lá:
    Se em uma casa duas irmãs lá pelos 30 anos brigam e saem no tapa (um simples tapa, igual se dá na criança birrenta), todo mundo vai dizer que aquela não é a melhor maneira de se resolver um atrito, que é irracional, que não se pode bater nos outros. Uma agressão de um adulto para outro adulto é irracional, desaprovada pela sociedade, a família vai apartar a briga.
    Na mesma casa, uma das irmãs tem um filho e bate na criança. Normal. Ninguém vai se meter. Ninguém vai dar lição de moral. Uma cena normal: um adulto batendo numa criança.
    No bandido não se pode bater, é contra lei. A polícia não vai deixar.
    Em um adulto não se pode bater. É contra lei, você vai ser processado e pode até ir preso.
    Marido dando tapa na mulher. Não pode. É violência contra a mulher, algo monstruoso.
    Um adulto dando um tapa numa criança pode? Nem pensar, se não for a mãe, pai ou responsável.
    Ou seja, a única pessoa que "pode" bater na criança é quem (a princípio) mais ama e deveria protegê-la.
    Estranho não?

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    1. Eu não acho estranho. A criança tem de ser educada pelos pais.

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  29. Concordo com a tua opinião e com a do papa Francisco, eu também as levei e não foi por isso que fiquei traumatizada, pelo contrário, aprendi que há limites e que as nossas más acções eram repreendidas, de igual modo quando o meu filho faz asneira leva um raspanete e se por acaso a asneira coloca a saúde/vida dele em risco leva uma palmada e talvez por isso seja educado ao contrário de algumas pestes da turma dele, que os pais justificam como hiperactivos quando a hiperatividade está é na falta de educação que recebem de casa.

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  30. Concordo com a palmada "educativa". Agora dar a palmada por uma questão para aprender a distinguir o bem e o mal, ou pelo respeito já não alinho nisso.

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  31. A sério que há "gentinha" indignada com o Papa por isto?
    Todos sabem que não sou catolica e, alem disso, implico bastante com o cristianismo, mas considero-me junta e admito que este Papa é bastante coerente e admiravel. Eu levei nalgadas e palmadas e não morri. E acho bastante comum e educativo. É por estas e por outras que os professores cada vez mais têm uma profissão de alto risco!

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  32. Concordo plenamente! O mal de muitas crianças hoje em dia é nunca terem levado uma palmada bem dada na altura certa! Ah, mas hoje não se pode bater nos meninos...! Enfim!

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  33. Concordo plenamente! Apanhei algumas e dou aos meus filhos :) é continuarei a dar :) não suporto crianças mal educadas e birrentas!

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  34. Antigamente batia-se por tudo e por nada agora nao se podr bater. As pessoas levam tudo ao extremo.. Uma palmada na hora certa nao é dar porrada a um filho mas educa-lo e não ofenderá concerteza. Eu também apanhei nada de exagerado e aqui ando!

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  35. os meus levaram uma palmada de quando em vez. e um puxãozito de orelhas. agora, um pré, e outra adolescente, isso acontece cada vez menos. o que é bom sinal.

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  36. Bem, não li os comentários para trás porque são mesmo muitos e não tenho tempo, mas gostava de opinar. Sou mãe e sou contra as palmadas. Nunca as dei? Infelizmente já dei, várias vezes. Mas não concordo e não acho, mesmo, que seja um bom método de educar. Mas dei várias vezes palmadas, e provavelmente farei mais vezes, porque os miúdos tiram-nos do sério e porque, cobardemente, a eles posso dar. O meu chefe tira-me do sério muitas vezes mas, infelizmente, não lhe posso pregar uma palmada! A minha sogra também já teria levado meia dúzia de galhetas bem dadas se o pudesse fazer. Então, na hora de ter calma, às vezes não consigo e sai palmada. Felizmente é raro, mas é sempre um falhanço para mim. Quando lhes bato sinto sempre que falhei e arrependo-me. Por vezes justifico-me e peço-lhes desculpa. Eles não ficam zangados comigo, nunca, e dizem-me que compreendem a palmada e sabem que "passaram das marcas". Isso consola-me por um lado, mas por outro ainda me faz sentir pior. O curioso é que têm essa capacidade de admitir que fizeram mal e que até "mereceram" a palmada mas se eu não a der demora muito mais tempo a conseguirem parar de fazer a asneira, muito mais tempo, argumentos, conversa e repetir as coisas 350 vezes...chegam lá, mas demora mais e, de certa maneira, desgasta muito mais. E por vezes não há tempo. Não há tempo suficiente para estar em grandes conversas a chamá-los à razão. A palmada resolve na hora. Mas é correcto? É justo? É a melhor forma de educar? Não tenho dúvidas que não. Mas dá menos trabalho e é eficaz. Agora, não podemos achar que as crianças são mal educadas porque não levam palmadas, nada disso. As crianças são mal educadas porque não têm tempo e atenção dos pais. E conheço muitas crianças que levam palmadas (algumas levam mesmo muitas palmadas) e são de longe muito mais irrequietas e mal comportadas do que as minhas crianças alguma vez foram, com uma palmada quando o rei faz anos.

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  37. Subscrevo e acrescento o castigo. Porque eles hoje em dia não têm noção que não podem ter tudo como querem, quando querem e sem razão. E vejo isso pelos meus primos, e também pelas histórias dos amigos que eles contam. Ai estava a jogar chateou-se parte o LCD. Paizinho não diz nada e compra outro. Ai não gosta deste telemovel estraga, paizinho compra outro melhor. Ai tenho que sair porque os meus amigos vão sair e paizinho não pode ter a saida dele porque tem de estar atento quando vai buscar os filhos. Acho que hoje em dia a educação está gerada no sentido de fazer o filho um imperador. Mas esquecemo-nos que há uma linha ténue entre imperador e ditador, e é na boa educação que essa diferença se dá: mostrar que há que ter respeito, não é medo, é respeito. Pensar nas coisas antes das acções e pensar vou chatear alguem. E afins.
    Sei que isto não é regra geral, atenção!

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