terça-feira, 6 de janeiro de 2015

A minha causa é mais nobre que a tua...

Se há coisa que me deixa os nervos em franja são as desculpas. Desculpas para não se fazer isto ou aquilo, desculpas para não se mudar, para não fazer mais e melhor. Dentro desta categoria, irritam-me particularmente a mania que algumas pessoas têm de tentar hierarquizar causas.

Ninguém é igual a ninguém. Há gente mais sensível às crianças, outras pessoas que se comovem mais com os velhinhos, pessoas que preferem investir o seu tempo nos animais. Todas as causas são belas, comoventes e muito nobres. Nenhuma é mais nobre, nenhuma é mais "importante".

Sei perfeitamente que existem causas mais prioritárias, claro. Entendo que salvar uma vida é mais importante do que, por exemplo, pentear o cabelo de pessoas que estão a viver em lares. Mas não é igualmente precioso conceder um sorriso e um mimo a quem está num momento mais frágil? É, sim. 

Isto porque me canso de tanta patetice sempre que promovo a defesa dos animais. "Sim, isso é tudo muito lindo, mas enquanto existirem crianças com fome e pessoas a viverem em condições desumanas, os animais não são prioridade". Errado. Uma causa não anula outra causa, embora consiga perceber que existem as tais causas mais prioritárias.

Em vez de perderem tempo a mandar bitaites sobre as causas dos outros, façam vocês qualquer coisa. Trabalhem. Amem. Entreguem-se. Dediquem-se. Façam! Façam algo em prol da causa que preferirem, que mais vos tocar, mas façam.

Ajudem. Ajudem as crianças com fome. Ajudem o Banco Alimentar. O Banco Alimentar Animal. Ajudem as pessoas que vivem nos chamados países de terceiro mundo. Ajudem as vítimas de catástrofes naturais. Ajudem os vizinhos da porta ao lado, que foram atacados pelo desemprego. Ajudem os animais, ajudem os velhotes, ajudem os mais frágeis. Comprem pensos coloridos e miminhos para as crianças do IPO, façam como a fabulosa Vânia que andou a juntar lenços para as mulheres que perdem o cabelo por causa do cancro. Promovam campanhas de recolha de sangue.

Façam algo. Por vocês e pelos outros.



59 comentários:

  1. Então e tu? Fazes o quê?

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    1. Adopto, divulgo, promovo... e, todos os meses, contribuo, por pouco que seja, para a causa animal. Essa é a minha causa.

      E você, faz o quê?

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    2. ok S*, mas dizes-te tão católica.. sabes o que diz a biblia em relação ao que deve vir primeiro?

      Eu não sou católica nem deixo de ser.

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    3. Voluntariado em lares de idosos no Porto há vários anos (várias vezes por semana), missões de verão em aldeias desertificadas (também junto da população idosa), missões humanitárias (5 já) em Moçambique e Timor. Faço parte de um grupo organizado de voluntários (somos mais de 40), fazemos várias acções de angariação de fundos (não temos financiamento do estado) ao longo do ano e ainda temos apadrinhamento de crianças (sou madrinha de duas e garanto que têm a alimentação, cuidados de saúde básicos e uniformes e materiais escolares o ano todo). Já fui voluntária no IPO mas tive de deixar por motivos pessoais. E trabalho a tempo inteiro. Portanto, faço a minha parte, a que posso. Não me costumo é irritar com os outros, com o que acham das minhas causas, com o quão mais importantes acham as deles. Até tento saber quais são, perceber se poderia ajudar, educar para as minhas. Não me incomodam minimamente sequer aqueles que não fazem nada e criticam quem faz, não me merecem qualquer reflexão ou sentimento. Façam o que quiserem da vida, pensem o que quiserem, são livres de o fazer. Não entro em medições de importância de valores, de causas, de afectos, mesmo que me queiram arrastar para isso. Não acho produtivo, não dou troco. Estou em paz com as minhas escolhas, faço muito pouco, gostava de fazer mais, não sei se os outros fazem menos, não me compete a mim decidir. Bem haja.

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    4. Anónimo das 8:27, aqui ninguém critica aqueles que não abraçam causas... mas critico sim aqueles que tentam deitar abaixo algumas causas, por as acharem menos dignas.

      Continue com o bonito percurso!

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  2. Já escrevi sobre isso também. Eu sou uma pessoa de causas - as minhas causas - e não julgo quem as tem diferente das minhas. O que aprendi ao longo do tempo é que quem mais critica não se liga a nenhuma, não faz nada pelo outro e a critica não é mais do que mascarar a sua própria inércia.

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  3. Aproveito o estado de espírito da S* e recomendo que veja o documentário "Cowspiracy". Porque acredito que a ética e respeito pelos outros e pelo nosso planeta são mais importantes que a satisfação momentânea das nossas pupilas gustativas. :-)

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    1. "pupilas gustativas"??!! Priceless.

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    2. Parabéns anónimo, fico feliz por saber que nunca se enganou na vida. Queria dizer papilas, como é óbvio.

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  4. Muito bem falado!
    Acho que este desprezo é apenas uma desculpa para não se ajudar. Uma situação não ser tão grave quanto outra não impede ninguém de ajudar em ambas!

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  5. Ah, o que me irritam essas pessoas que não se dedicam a nada nem a ninguém mas que são os primeiros a pôr em causa as acções dos outros. Lembro-me sempre de um cordão humano, do qual fiz parte em prol dos animais e que um senhor muito esperto nos disse "se fosse por causa do aborto ninguém aparecia, como é pelos animais estão cá todos". Oi? Mas que eu saiba ele nunca organizou cordão humano nenhum, claro, mas bora lá criticar os outros...enfim

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  6. Eu nunca contribuo para recolhas alimentares para animais mas contribuo sempre para o Banco Alimentar e para a Missão Sorriso. Não hesito em dizer que, para mim, os animais não são uma prioridade! Não dá para todos... Gosto e faço questão de ajudar mas, como não nado em dinheiro, tenho que fazer escolhas! Faz de mim má pessoa não dar prioridade aos animais, é?

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    1. Rita, leia de novo...

      "Há gente mais sensível às crianças, outras pessoas que se comovem mais com os velhinhos, pessoas que preferem investir o seu tempo nos animais. Todas as causas são belas, comoventes e muito nobres. Nenhuma é mais nobre, nenhuma é mais "importante"."

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  7. Só censura quem nada faz, quem faz a sério não tem esse tipo de questões.
    "A minha é maior que a tua" é problemática de imbecis.
    xx

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  8. Há pequenos gestos, como o do exemplo que deu (pentear as pessoas que estão nos lares) que devolvem a dignidade às pessoas e as relembram de que (ainda) são importantes. A minha avó esteve até ao fim em casa, mas lembro-me sempre de como ficava feliz quando a levávamos ao cabeleireiro ou a lanchar à sua pastelaria favorita e de como passava a semana a falar disso. É preciso é ajudar, seja como for.

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  9. Não acho "errado" nem "patetice" dar-se prioridade a ajudar as pessoas em detrimento dos animais. Como disseste, é uma questão de sensibilidade, não de certo ou errado.
    E tendo nós, maioria dos comuns mortais, recursos financeiros limitados, temos que optar com base naquilo que mais nos toca, seja lá isso o que for, certo?

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    1. Gelatina, a questão não é essa, de todo. A questão é que cada um tem a sua causa, a sua sensibilidade, e não devemos criticar as causas dos outros por acharmos que são menos prioritárias. O facto de ser essencial alimentar os que passam fome não invalida que a minha causa sejam os animais.

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  10. Geralmente quem diz isso nunca alimentou uma criança alheia com fome!

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  11. Não podia estar mais de acordo, o pouco torna-se muito quando ajudámos os outros, confesso que qualquer causa que envolva crianças e mulheres nunca têm um não da minha parte, cada um ajuda como pode mas que se podia fazer mais e melhor podia-se, e quem ajuda deve-se orgulhar do que faz, mas mais importante que o orgulho é alegria de saber que mudámos a vida de alguém, há anos que "adoptei" à distância uma menina pela Amurt e sempre que tenho uma carta dela é como ter ganho a lotaria, e eu admiro o teu amor e ajuda aos animais.
    Um bom 2015.

    beijinhos

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  12. Eh pah... concordo contigo...
    Todos defendemos mais uma causa que outra. No meu caso eu tento apoiar como posso, através do IRS e de contribuições periodicas à Liga Portuguesa contra o Cancro (que tem actuado de uma forma maravilhosa).

    Volta e meia, levo uns sacos com ração ao canil/gatil aqui da zona, se bem que discordo com a política de abate de animais que existe.

    Apoiar criancinhas é-me naquela. Trabalhei numa instituição que tinha imensas crianças para adoção ou que foram retiradas às famílias, por situações complicadas, e fiquei ABISMADA com a quantidade de desperdício que existe, quer em alimentos que eram fornecidos, quer em roupas e brinquedos que eram deitados fora por haver em excesso... roupas e brinquedos que poderiam ter sido dados a uma família mais necessitada que mora perto de nós e que tentam preservar a dignidadade da melhor forma possível. Desde então, sempre que vejo tais instituições a fazer peditórios, faço-lhes mentalmente um manguito.

    Mas o mais importante é ser solidário com algo, sim...

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  13. Essas pessoas que criticam quem ajuda os animais em detrimento dos seres humanos são, precisamente, aquelas que viram a cara a quem lhes pede esmola na rua ou ignora o vizinho que está a passar por dificuldades. Critiquem-me, mas, na maioria das vezes, tenho mais pena do sofrimento animal do que do homem, e não creio que isso faça de mim pior pessoa. Felizmente, o homem, tem sempre alguém que lhe dê a mão, os animais, e falo pelos casos horripilantes a que tenho assistido, são ignorados como se de uma peça de roupa velha se tratassem. E não me venham com esse argumento absurdo de que se está a perder tempo com um animal enquanto milhões de crianças no mundo morrem à fome, porque, se assim fosse, dar-me ao luxo de comer simplesmente por gulodice também passaria a ser crime, uma vez que por esse mundo fora há alguém que não tem acesso, sequer, a um bago de arroz.

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    1. Anónimo, o facto de vivermos uma vida boa e com alguns luxos não nos impede de sermos caridosos. :) É isso mesmo.

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  14. talvez não tenhas explicado da melhor forma..

    Cada um tem a sua sensibilidade? Não acredito que se visses uma criança com fome e um cão com fome, desses a comida ao cão , certo?

    Mas eu entendo o que queres dizer e não sou contra isso.
    Mas cada um é mais sensível a uma causa do que outra, não é bem assim. Ou se for, é desumano.

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    1. Anónimo, eu nunca disse que deixava de alimentar uma criança para alimentar um cão. Tentaria repartir mas, se tivesse mesmo de ser, provavelmente alimentava a criança. No entanto, fora dessas situações-limite, sou mais sensível aos animais.

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    2. Provavelmente?
      Provavelmente?

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    3. Eu alimentava o cão. Não gosto de crianças. Espero que não tenhas nada contra isso, mas se tiveres... Olha, mete rolhas.

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    4. S*, com este teu comentário, acabaste de deitar por terra todo o teu post.

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    5. Eu, por acaso, alimentava primeiro o cão. As crianças têm sempre quem lhes dê, enquanto aos animais, a maior parte não quer saber. Além disso, gosto mais de animais do que de crianças e pessoas em geral.

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    6. Anónimo das 01:48h, estou encantada.
      A contar pelos comentários que vi, começo a achar que o cão ia rebolar com tanta comida e a criança ia definhar, isto "porque dos animais ninguém quer saber", mas parece-me é que se estão mesmo é a cagar para as crianças e para as pessoas.
      Essa do não gostar de pessoas em geral começo a entender. Com exemplos como estes, também eu começava a ser descrente na raça humana. Evitem olharem-se ao espelho, talvez comecem a conhecer melhores pessoas.
      De facto, o mundo está cheio de seres humanos fantásticos.

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    7. Anónima das 10:54, folgo em saber que está encantada e reitero a minha posição anterior: quanto mais conheço os homens, mais gosto dos animais. E detesto especialmente aqueles (por acaso costuma ser mais aquelas) que se acham moralmente superiores aos outros e que adoram c*gar sentenças sobre pessoas que não conhecem de lado nenhum. E não, não gosto de crianças, processe-me!|

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    8. Olhe Anónimo 01:47h, apesar de não o conhecer, a pequena amostra que dá nos seus comentários, faz-me acreditar que eu também não fosse gostar muito de si se o conhecesse.
      Ainda assim, o facto de não se gostar de crianças não significa que se deva deixa-las à fome e alimentar o cão ao lado. Uma coisa é não gostar delas, não gostar de as aturar, não querer ter filhos, etc...outra, é deixá-las à fome porque "não se gosta delas". Acho que entre uma criança (uma criança!!) e um cão, o grau de inocência é quase o mesmo.
      Também reitero: eu cá acho que não iria gostar assim tanto (ou nada!) de si, mas não o deixaria à fome. Entre o cão e o Anónimo, dava-lhe a si primeiro a comida. Depois, ao cão.
      Não sou nada moralmente superior, tenho uma simples opinião sobre as pessoas que dizem certas coisas, como o Anónimo a tem relativamente a Todos os seres humanos (que também não conhece), pois que os acha, literalmente, "abaixo de cão".
      Quero lá perder tempo a processa-lo, basta-me emitir a minha opinião. Somos livres, certo?
      Fique bem :)

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  15. Para ser sincera, não tenho paciência nenhuma para gente tão pindérica e mesquinha. Querem entregar-se à causa das criancinhas, façam-no e não macem o juízo de ninguém. Os argumentos são sempre tão deprimentes e fracos, que me causam náuseas. Isto é um assunto sobre o qual já deixei de debater porque há indivíduos que não alcançam. Simples. Vivam e deixem viver. Fazes lindamente ajudar.

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  16. Não podia estar mais de acordo, todas as causas são válidas e importantes e o que realmente interessa é fazermos alguma coisa e não apenas criticar quem faz ou tenta fazer, por isso parabéns!

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  17. Exactamente, faz algo de concreto pelos animais, deixa de os comer e de os vestir.
    Ah espera, estavas só a falar dos fofinhos, certo?

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    1. Não vamos voltar a essa velha conversa. Como já disse, e repito: matar para comer nada tem de mal. Faz parte do ciclo da vida, praticamente todos os animais o fazem.

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    2. És muito ingénua se achas que matar para comer nada tem de mal, quando quem o mata são os humanos.
      Vai ver as condições em que vivem os animais, vai ver o que sofrem na hora da matança, vai ver o processo porque passam as vacas para que os humanos tenham lacticínios.
      Queres que te deixe uns vídeos?

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    3. Anónimo, não quero vídeos nem quero que me tente impingir as suas ideias. Viva da maneira que quiser e respeite a minha maneira de viver.

      Matar para comer nada tem de mal. MAS tem de mal a forma muitas vezes abusiva em que são criados os animais. Isso tem mal, claro.

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    4. Se não queres ver vídeos onde está exposta a verdade não és ingénua, és só hipócrita.

      E eu não estou a impingir nada, estou a dizer para ir procurar a verdade, mas isso é incómodo.

      Quem come animais não pode dizer que é protetora deles, no máximo pode ser protetora de cães e gatos. Mas animais não, esta é uma palavra que abrange todos os animais, inclusive o porco que viveu em condicções horríveis e morreu em piores para ir parar ao teu prato.

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    5. S*, eu concordo contigo, nós somos omnívoros, temos de comer de tudo, incluindo carne. Claro que não me agrada (nem a ti) a maneira como os animais são criados e abatidos, mas não posso fazer nada quanto a isso. Vou fazer o quê? Morrer de fome? Já sei que se pode viver sem comer carne, mas para ser coerente teria de abdicar do leite, ovos, todo e qualquer produto animal. Não me parece que viver só de legumes, frutas, cereais... seja muito saudável. Pelo menos isso não é para mim. Entretanto vou ajudando os animais que posso.
      O que eu detesto são fundamentalistas que querem ditar a maneira como os outros devem viver.

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    6. Engana-se anonimo das 02.01, eu vivo sem ovos leite e nada de origem animal há anos, e como eu muitos mais, e continuamos aqui.
      Mas quem quer saber mais sobre isso só tem de pesquisar. Há muitos estudos, documentos e documentários para quem quer saber a verdade sobre a saúde, que ao contrario do que pensa não se perde mas ganha, ao abdicar de produtos de origem animal.
      Mas tal como disse, isso não é para si, ou seja prefere não saber. Nada contra. Mas não digam que não podem fazer nada contra a actual situação, porque poder podem, mas não querem.

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    7. Anónima das13:52, obrigada pela resposta civilizada ao meu comentário. A verdade é que evito ver esses documentários de que fala porque sei que ia ficar muito incomodada. Acredite ou não, sou muito sensível ao sofrimento dos animais e, como disse, ajudo no que posso. Posso acrescentar que já tive vários animais de companhia e eram todos abandonados que recolhi da rua. Apenas não estou (ainda) preparada para abdicar completamente da carne. Quem sabe um dia.

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  18. A minha é animal, não que não ajude outras ou não me sensibilize.
    Ajudem - Pravi ( seja a minha aqui em aveiro outra qualquer) ás vezes simples mantas velhas que temos em casa para eles são o abrigo a este frio.

    Obrigada S por este teu post. Tens razão temos de fazer algo não pensar só em nós. Seja qual for a causa.

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  19. é isso mesmo. Existem causas prioritárias, claro está, mas cada um dedica-se à que mais lhe convier.

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  20. Normalmente quem faz esse tipo de comentário, é quem não tem causa nenhuma.
    Não dá para os animais porque as crianças precisam mais, mas não dá para as crianças porque mais um, menos um, não acaba com a fome no mundo. Enfim, como é que se mete na cabeça das pessoas que estar no mundo é uma coisa e fazer parte dele é outra? :/

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  21. Tens toda a razão. Há pessoas que só sabem criticar, já fazerem algo....

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  22. "Se há coisa que me deixa os nervos em franja são as desculpas. Desculpas para não se fazer isto ou aquilo, desculpas para não se mudar, para não fazer mais e melhor"

    Desculpa S* mas eu disse-te mais ou menos o mesmo há uns tempos mas por outras coisas, para poupares para aquilo que queres e tu tens muitas desculpas também. Muito ou pouco se nunca começares nunca terás nada.

    Em relação às causas eu tenho as minhas mas doar para instituições não é uma delas. Começando pelo Banco Alimentar. Não dou para quem tem mais que eu, não ajudo corrupção ou ajudas a quem não precisa. Lamento mas comigo não. Não confio em nenhuma pois ainda não encontrei uma que fosse isenta. Má sorte? Coincidência...?Talvez ou talvez não.

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    1. Peço desculpa, mas isso não corresponde à verdade. Sempre disse que adoraria viajar mais, comprar uma máquina fotográfica, um tablet (por exemplo)... mas que prefiro ir-me mimando em pequenas coisas e não usufruir dessas "grandes coisas". Prefiro jantar fora uma ou duas vezes por mês, comprar uma peça de roupa por mês, em vez de poupar para grandes coisas. Por agora é assim que prefiro viver - aproveitando o dia-a-dia. Mas não sou irracional e sei que é preciso juntar um pé de meia - estou a trabalhar nisso, na medida do possível.

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    2. Falas-te que não te casavas (um suposto grande sonho) porque não tinhas dinheiro e que como não podias fazê-lo em breve nem te davas ao trabalho de poupar para tal. Os tais "jantares fora" e outras coisas como tu própria afirmaste na altura serem "supérfluas" são aquilo do "prazer momentâneo" que tu também anuis-te na altura. São as ditas desculpas para não fazer mais e melhor, sim. Se tens o direito? Tens mas achei irónico logo tu vires falar de desculpas para não fazer "mais e melhor".

      Tu queres muito uma coisa mas não te esforças por ela, dizes ser um sonho mas...há sempre algum mimo momentâneo que te apeteça mais. A questão da desculpa entra precisamente por não conseguires interiorizar que não precisas de abdicar, só precisas de moderar, que mesmo que poupes pouco é melhor que nada...

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  23. eu como voluntária numa causa animal sinto isso diariamente na pele. Já me disseram como é possível despender os meus sábados de manhã numa associação animal quando há tantas pessoas a morrer com fome e frio. Já deixei de ligar e de me justificar tenho os meus valores e defendo-os a 100%, e enquanto isso acontecer irei continuar os sábados e tantos outros dias a algo em que realmente acredito. No entanto com o passar dos anos ganhei o discernimento de perceber que os que mais apontam o dedo são os que menos fazem, portanto só por isso já me sinto uma vencedora. beijinhos

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  24. Isto de questões sensíveis vai haver sempre quem atira pedras em telhados de vidro.
    Eu sou sensível à causa de animais e sempre desde pequena adoptei, arranjei quem adoptasse, apanhei e ajudei como pude monetariamente. E como sempre fui mais sensivel a campanhas para a ajuda animal que a ajuda humanitária. É obvio que não gosto de ver pessoas com fome. Quando andava no Porto e ia todos os dias já sabias as pessoas decor que iam estar na estrada a pedir comida. Havia uma senhora especialmente que me deixou alguns dias com lágrimas nos olhos porque a senhora mal podia andar, cheia de reumatismo, mal vestida, a chover, e ia pedir com as caixas de medicamentos à mostra para lhe dar dinheiro para ajudar. E sempre que podia eu ajudava. Eu acho que pelo que vejo pelos comentários entendem todos, e alguns são extremistas ao ponto radical de disserem que só apoiam um lado. Óbvio que não nadamos em dinheiro e não podemos ajudar todos, mas dentro dos possiveis vamos ajudando. Honestamente, eu apoio mais as causas animais porque também não tem tanta gente. Mas não é só por uma questão de quantidade, mas pela qualidade, porque regra geral ainda não ouvi de muitos escândalos de associações de animais que tenham roubado o dinheiro pelas eles, ou que dos donativos 90% por vai para o bolso deles e só o resto vai para as pessoas que realmente precisam. Não digo que não há problema na dos animais, há.
    Mas cada pessoa defende do que gosta e não temos que criticar. Assim seriamos mais uns como que atacaram o Charlie: incompreensiveis, intoloráveis e radicais.
    E sim quem critica, e não faz nada pior ainda.

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  25. Subscrevo totalmente. Desde que contribua para o bem estar de outro ser vivo, todas as causas são nobres. O mais importante é ajudarmos sempre que tivermos oportunidade.

    http://pequenos-apartes.blogspot.pt/

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  26. Acho que entramos em velocidade relâmpago num retrocesso de valores (por falta de cultura e conhecimento). Porque é muito frequente perceber em comentários que as pessoas acham LEGITIMO, por tudo e por nada, vir com chavões feitos. Cada vez que alguém defende uma injustiça, um "palhaço" vem falar de injustiças mais sérias. Como se uma coisa invalidasse a outra!

    A esses gostaria que lessem mais, se informassem mais e fizessem mais também. Porque senão pergunto-lhe com a mesma moeda: O que é que tem os velhotes terem a reforma mais reduzida, se há velhotes que não têm nada a viver nas ruas? LOL! Uma coisa não invalidada a outra, certo? AMBOS precisam de atenção e são, cada qual à sua maneira, casos prioritários.

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