quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Olha que pergunta...

S* foi hoje à farmácia buscar um medicamento que o mais-que-tudo anda a tomar todos os dias. Sabia que aquilo era baratinho, não chegava a três euros.

Farmacêutica diz que não tem genérico daquela marca, se pode ser de outra. Sim, claro.

"São 11 euros e qualquer coisa", diz ela.

Olho para a receita, diz lá que o medicamento me custará, no máximo 2,45 euros. Pergunto-lhe o motivo da diferença.

"Ai você quer o mais barato?!", pergunta-me. Não, que ideia, eu quero é desperdiçar dinheiro, penso eu. Respondo apenas "claro".

Feita parva, que só pode ser mesmo feita parva, diz-me que "é que algumas pessoas dizem que não querem levar medicamentos mais baratos porque dizem que não fazem efeito". Que despropósito de comentário.

Só me apetecia responder-lhe torto, porque achei uma falta de respeito. Limitei-me a dizer que "não tenho esses preconceitos".

Paguei e vim-me embora. Gente competente é outra coisa.

61 comentários:

  1. Essa senhora não bebeu chá em criança...Quem é ela para fazer juízos de valor??? Este mundo está perdido...
    Mas....respondeste e agiste muito bem!!!
    Bjs

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  2. q raio de profissional era ela?
    enfim...

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  3. Pode parecer estranho mas também já ouvi dizer o mesmo e olha que não foi pelo farmaceutico foi mesmo por uma cliente tipo: Genericos não quero, é quase a mesma coisa que comprar um vestido no chinês é mais barato mas não presta.
    Eu se tenho duas coisas e posso comprar pelo preço mais baixo claro que compro afinal o dinheiro não me nasce nos vasos.

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  4. Há farmacêuticos que adoram vender os produtos mais caros! Devem pensar que nós nascemos ontem e ainda nos fazem passar por parvos! Realmente, gente competente é outra coisa.

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  5. Será que ela sabe que anda por aí uma crise e que "o mais barato" mais do que norma passou a necessidade? Quem procura algo diferente normalmente avisa, não é?

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  6. Oh, de certeza que ela não fez por mal. Sei que é verdade, muitos velhotes preferem os remédios mais caros, sem serem genéricos, porque julgam que que esses não fazem nada. É ignorância pura, mas é assim que pensam. A farmacêutica deve estar habituada a esse tipo de situações e meteu-te no mesmo saco.

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  7. E ela era obrigada a adivinhar que você queria o mais barato?

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    1. Ela não tem de adivinhar coisa nenhuma. Tem apenas de cumprir o que diz na receita. A receita dizia 2,45 euros no máximo, por aquele medicamento. Se não tinha aquele, era dar-me o mais barato depois desse. Não tem de me dar um mais de 4 vezes mais caro.

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    2. Desculpa la S*, mas eu como farmacêutica conheço a verdadeira realidade da coisa. Primeiro, ela devia ter-te perguntado se querias marca ou genérico; aí a falha foi nela. Agora, quem se lembrou de colocar esse quadradinho na receita médica é um idiota, porque depois aparecem utentrs que exigem o medicamento que fica àquele preço. Queres saber a verdade? 1em 50 medicamentos fica naqueke preço que a receita indics. Porquê? Porque as bases de dados onde esses preços estão listados está completamente desatualizada!! Trimestralmente os preços dos medicamentos são revistos; em abril houve revisão de preços e passaram a existir preços diferentes nas caixas, caixas essas que têm de ser vendidas ao preço que marcam e depois dá porcaria, porque o utente vê um preço na receita e mesmo que nós vendamos o genérico mais barato, nunca vai corresponder àquele valor que está naquela linha "fantástica": " este medicamento custa-lhe o máximo de... a não ser que opte por um de preço elevado". Hás de atentar a esta última parte: a farmacêutica não é obrigada a dar-te o mais barato; a escolha é sempre tua. No entanto, lá está, ela devia ter perguntaro

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    3. A menina não perceber nada disto... enfim! Os preços são atualizados todos os dias pelo infarmed e não de 3 em 3 meses e as alterações de preços são poucos cêntimos de diferença! O problema é que as farmácias deveriam ter 1 dos 5 medicamentos mais baratos para a substância ativa prescrita e é o preço do quinto medicamento mais barato (ou seja, é o preço do medicamento que a farmácia deveria ter). E digo mais, sabem o que significa aquilo que assinam na parte de trás da receita? Siginifica que exerceram o direito a escolher um medicamento mais caro que aquele que o médico receitou... ou seja, a farmácia troca o medicamento por outro mais caro e faz-nos assinar a dizer que consentimos com isso... Abram os olhos por favor.

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  8. Eu sei que algumas pessoas não gostam de genéricos. A questão para mim nem é essa. A receita ERA para genérico. Se não tinha aquele genérico, daquela farmacêutica, dava-me o genérico com valor mais aproximado. Era o natural.

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    1. Plenamente de acordo. Isto há cada uma!

      Isabel Gomes

      http://osmeusremedioscaseiros.blogspot.com

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    2. Sou farmacêutica e não me apetece entrar em grandes constatações... (muito havia para dizer porque ainda há bem pouco tempo tentaram fazer uma parecida à minha mãe e o que valeu é que eu estava ao telefone com ela e pude intervir) mas o que dizes é totalmente verdade. Não havendo o da receita era procurar o de preço semelhante, é isso que é suposto fazer!

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  9. Realmente... O mínimo que deveria ter feito era perguntar. Não tem que assumir que a pessoa vai querer o mais barato, mas também não tem que assumir que vai querer o mais caro. Tem que responder que não tem o que foi pedido e apresentar as alternativas (todas!) que tem. O "cliente" escolherá aquele que bem entender...

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  10. Para o "anónimo":
    Claro que não era obrigada a saber...Por isso mesmo, devia perguntar e não presumir coisa nenhuma. A função dela é esclarecer e atender o melhor que pode o cliente, não deve tomar decisões por ele...E mais, o que os outros fazem, interessam alguma coisa a outra cliente??? Quem sabe é o médico e coloca-o na receita. É preciso ter lata! Havia de aparecer lá alguém a pedir os preços de todos os genéricos de cada medicamento! Ela aprendia num instante!

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  11. algumas pessoas so pensam em encher os bolsos, e nao pensam na carteira dos outros...
    ele podia ter perguntado se querias um medicamento do genericos o nao... porque agora a muita alternativas...

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  12. Eu acho que começava a disparatar, sou muito calminha, mas em situações assim...

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  13. Que ridículo. Também já me aconteceu uma parecida, deixa lá. Gente competente é mesmo outra coisa. Enfim.

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  14. Do ponto de vista comercial, ela até é competente. Apesar de, se fosse comigo, nunca mais lá comprava nada. xD

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    1. Esqueci-me da piada:
      Não sabia que havia genérico dos "comprimidinhos azuis"... ahahahahahah

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  15. Eu, sempre que posso, tomo genéricos, e "so far, so good". E tenho 2 amigos farmacêuticos que são os primeiros a sugerir genéricos.

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  16. Pois claro que há farmacêuticos que gostam de vender o medicamento mais caro e é para retirar o "há" da frase porque não são alguns, são TODOS os farmacêuticos, caso não tenham ainda reparado as farmácias são um negócio que ganha dinheiro com a nossa doença, desengane-se quem acha que os farmacêuticos estão preocupados com o bem-estar e o supremo interesse do cliente, preocupam-se com o bolso deles como qualquer outra pessoa com a diferença de que não é ético tirar lucro da desgraça dos outros. Em relação à receita que levaste S*, a receita não diz que vais comprar um medicamento genérico diz que vais comprar um medicamento que contenha a substância X com a substância Y e, se optares por um genérico, gastas no máximo 2,45€ com o medicamento. É opção tua optares ou não pelo genérico e não sei como é no sítio onde vives mas aqui onde moro, se não têm o genérico disponível numa farmácia corro mais quatro ou cinco farmácias até encontrar o genérico, se não encontro em lado nenhum peço para encomendar (as farmácias fazem isso). De qualquer maneira avio sempre as receitas com alguma antecedência para estar precavida nestas situações, e insisto sempre (demonstrando assertividade e confiança) que só quero o genérico senão vou aviar-me noutro lado.

    Em relação aos genéricos serem ou não iguais aos medicamentos de marca: é parcialmente verdade e já o comprovei por experiência própria. Sofro imenso de rinite alérgico e o único antihistamínico que não me dá um sono desgraça e aquela sensação de "cabeça pesada" é a desloratadina, genérico do Aerius. A desloratadina genérica demora muito mais tempo a fazer efeito do que o Aerius propriamente dito e tem um efeito mais "leve" (não elimina totalmente os espirros e as comichões) mas não sinto efeitos secundários nenhuns com a desloratadina, enquanto que com o Aerius acaba-se logo a pingadeira mas fico cheia de sono e com uma dor de cabeça insuportável. Resumindo: prefiro o genérico do Aerius ao original de marca porque sempre que tomava Aerius ficava impossível de aturar, cheia de sono e com a produtividade nos fundos. Não notei diferenças com qualquer outro medicamente e insisto em comprar sempre tudo genérico, só compro marcas se o farmacêutico diz que não há genérico daquele medicamento. Por isso: comprar genéricos é tranquilo e se a senhora da farmácia quer enriquecer às custas da tua enfermidade, mostra-lhe que és mais esperta do que ela e que não te deixas enganar.

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    1. Melissa, obrigada pelo excelente comentário. :)

      Nunca tive problemas com genéricos, mas a verdade é que também nunca precisei assim muito de medicamentos. Enquanto correr tudo bem, confio em pleno.

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    2. Este comentário causa-me algum desconforto. Primeiro a farmácia não ganha dinheiro com a doença só, tem muitos outros produtos. Segundo acho bastante injusto por tudo no mesmo saco pois como em todo o lado, há farmacêuticos bons e há farmacêuticos maus. Esquecem-se que para terem lá os medicamentos os farmacêuticos tiveram que os comprar a alguém que os fabricou, que teve que comprar a materia prima a outros que a criam ou extraem da natureza, eles não aparecem como que por magia na farmácia. É um negócio sim, mas é um negócio como qualquer outro, ou também não é ético as ópticas venderem óculos a quem precisa, ou os protéticos venderem próteses a quem precisa, ou indo mais longe, não é ético os médicos cobrarem por uma consulta? Todas estas pessoas trabalharam toda a vida por aquilo que têm, estudaram, gastaram rios de dinheiro e construiram um negócio. Não lhes caiu tudo no colo e nem tudo é só lucro. Não percebo como as pessoas ainda têm essa ideia das farmácias quando muitas vezes vejo farmacêuticos a fazer de tudo para poder ajudar, não são todos, mas ainda são alguns.

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    3. Ah, e só para esclarecer que concordo com o resto do comentário, esta senhora em questão devia ter perguntado, esteve mal, mas isso não quer dizer que todos os farmacêuticos o façam.

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    4. Melissa_C, o primeiro parágrafo do seu comentário é, permita-me, parcialmente ofensivo para os farmacêuticos. As generalizações são lixadas, mas a Melissa vai mais longe ao afirmar que são todos iguais e uns aldrabões, que vendiam a mãe se rendesse o suficiente, pelo que nem generaliza, conhece-os a todos - que sorte!

      Mas todos sei que não conhece, pois aqueles que conheço nunca se esqueceram de me perguntar se quero genérico ou outro, tendo, inclusivamente, recomendado o genérico de qualquer coisa que fui comprar, por serem "a mesma coisa". Além de que se disponibilizam logo para encomendar em caso de ruptura de stock, caso a medicação não seja urgente. Enfim, conheço um grupinho de bons profissionais, que não me tentam chular.

      Se eu fosse um farmacêutica ética e boa profissional, ficaria sentida com as suas palavras.

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    5. As farmácias e as farmacêuticas são negócios que deveriam, a meu ver, estar a cargo do Estado - sou daquelas que acreditam que a saúde é uma função social do Estado e nunca deveria haver um lucro associado a uma doença (isto são, obviamente, utopias minhas). Quando uma farmacêutica desenvolve um medicamento para uma doença específica, obtém lucro com a venda desse medicamento e, indirectamente, obtém lucro com todos as pessoas que sofrem dessa doença. O mesmo se passa com as farmácias, que têm lucro quando alguém adoece e precisa de comprar medicação. Por isso mesmo as farmacêuticas não têm interesse em erradicar doenças, apenas em criar mais e mais medicamentos para que as pessoas doentes gastem dinheiro neles - é um negócio, só que a meu ver é um negócio pouco ético. As farmácias aparecem aqui no meio porque uma boa parte do seu volume de negócios vem dos medicamentos - daí que estejam em crise, a parte da cosmética/bem-estar é uma das áreas onde as famílias cortam e quanto aos medicamentos, cada vez mais as pessoas pedem o genérico o que lhes dá menos margem de lucro. O dono de um loja de roupa, o dono de uma livraria, um consultor de IT, um escritor - todas estas pessoas investiram imenso na sua formação e nos seus negócios e precisam de dinheiro para se sustentarem, a diferença é que não dependem do adoecimento dos outros para terem o seu lucro. Em relação aos farmacêuticos serem bons ou maus há de tudo: quando sei exactamente o que quero peço o genérico e não dou muito espaço a argumentações (mas já ouvi farmacêuticos dizerem aos velhotes "aqui não há genéricos, só vendemos marcas" ou "este medicamente não tem genérico" quando eu sabia que tinha) mas às vezes também me coloco nas mãos deles, quando me dói a garganta e vou à farmácia pedir que me recomendem umas pastilhas nunca sei se me espetaram com que havia lá de mais caro se me venderam algo que realmente me vai ajudar.

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  17. Eles (farmacêuticos) dão a entender isso mesmo, eu já me apercebi!
    Já ouvi dizerem que o genérico não é tão bom e as pessoas acabam por comprar o outro.
    Dá-lhes jeito.... ganham mais e tudo!

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    1. Não devia generalizar... Já perguntei em várias farmácias e vários farmacêuticos e todos me confirmaram que o genérico é exatamente igual aos outros.

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    2. Isso nao é bem assim até porque por vezes um medicamento de marca (mais caro) tem uma margem de lucro bem menor que o genérico!

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  18. De facto, ela não podia ter feito a dedução, deveria ter perguntado! Mas percebo que com tanta gente a achar isso, se torne "comum" para ela. De qualquer das formas ,mesmo não devendo ter assumido aquilo como dado adquirido, não acho que tenha sido propriamente mal educada ;)

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    1. Não foi mal educada, foi apenas insensata. ;)

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  19. S* posso dizer-te que o meu esposo não compra genéricos nunca. Eu compro sempre para mim. Mas o médico já me explicou que nem todos os genéricos (não sei se era o caso) nem sempre trazem a mesma dose da substância activa que os outros de laboratórios não genéricos, pois que aqueles é imposta um limite mínimo de substância activa e por vezes os outros têm mais,

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    1. Timtim, isso de não trazerem a mesma dose já não é culpa nossa... as farmacêuticas é que estão a errar. :/

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  20. S* acho que não é caso para tanto alarme. Eu já ía morrendo com um genérico!
    Muita gente não gosta, como eu que me recuso a tomar.
    A farmacêutica devia apenas ter perguntado se querias genérico.
    Não stresses. : )

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    1. Anónimo, mas o mais caro também era genérico. :D

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    2. Também já ouvi dizer o mesmo. Há uns genéricos mais "viáveis" do que outros. O melhor mesmo é não adoecer;)

      o nosso médico( à partida alguém em quem confiamos) sabe indicar-nos se genérico qual o laboratório que aconselha. Há interesses há. Mas também há um histórico de farmaceuticas que seguem as "regras" e outras que não.

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    3. Por acaso a minha mãe tb ia morrendo por causa de um genérico...e a médica no hospital disse-lhe para não tomar genéricos. Que é verdade que os princípios activos são os mesmos mas o restante nem sempre é.

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  21. Devia ganhar à comissão :p

    Agora a sério, tenho amigas farmacêuticas e por acaso é verdade... Parece que há pessoas que sementem ofendidas e reclamam quando lhes apresentam medicamentos mais baratos. Por isso mais vale perguntar antes e assim evitam se esse tipo de situações.

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    1. Vera, eu sei que há casos desses... mas não temos de meter tudo no mesmo saco. :)

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  22. Devemos sempre certificarmo-nos se temos opções mais em conta pois a verdade é que cada vez mais nos vendem os mais caros.

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  23. uma farmacêutica a dizer isso é triste!!

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  24. Vamos lá esclarecer:

    Eu tomo genéricos. Confio plenamente. O médico certamente perguntou ao mais-que-tudo se podia ser genérico e ele disse que sim. Portanto, à partida, quando a cruzinha que indica "deverá pagar, pelo medicamento, no máximo X" é porque o utente aceitou genérico. Se não é assim, devia ser. :)

    Eu pedi aquele medicamento em específico. Fui a uma farmácia, não tinham daquela farmacêutica. Só tinham outros mais caros. Fui à segunda farmácia, onde levei com esta resposta. Em tempos de crise, não me parece minimamente sensato meter-me na saca o medicamento mais caro (e genérico!!), quando existem outros genéricos mais caros. É uma questão de sensatez. Deveria ter-me perguntado.

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  25. Que raio de preconceito teve ela! Se estão à venda, é porque não vão fazer mal às pessoas e é um bom substituto do original e mais caro. Quem, no seu perfeito juízo, pretende pagar mais por uma coisa que pode ter igual, mas mais barato?

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  26. S*, acho que tens toda a razão e que se estava prescrito um genérico, era esse que te devia ter sido dado. No entanto, gostaria de deixar aqui uma pequena referência às diferenças entre medicamentos genéricos e os de marca. De facto, os príncipios ativos podem ser exatamente os mesmos, mas aquilo que se chama excipientes (ou seja, para além do princípio ativo, existem mais componentes que "dão forma" aos comprimidos) são diferentes. Ou seja, de marca para marca estes excipientes podem mudar e estas alterações de composição podem afetar a absorção do medicamento pelo organismo. Alguns medicamentos poderão ser assimilados mais rapidamente que outros, por exemplo, e portanto os medicamentos, entre marcas, muitas vezes não são de facto iguais, apesar do princípio ativo ser o mesmo. É diferente ter um pico rápido do medicamento no sangue, logo a seguir à toma, ou que este seja lentamente absorvido ao longo do tempo. Nuns casos poderemos querer uma absorção rápida e noutros não. Daí que alguns médicos, por vezes, prefiram determinadas marcas e as prescrevam (no entanto, neste caso, se estava prescrito o genérico, não haveria, à partida, problema.).

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  27. Não entendo uma coisa.. Ela tem uma receita médica à frente, tem inclusive esse valor máximo, que ainda por cima tu sabias e ela põe-se a achar coisas? Se achava o que quer que fosse dizia "olhe temos X e Y. X custa Z e Y custa W, qual deseja?" -.-

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  28. Os médicos, atualmente, não receitam genéricos ou medicamentos de marca (por exemplo, não receitam Nexium -marca- ou Lanzoprazol -genérico. Receitam o princípio ativo do medicamento. Depende do doente quer ou não um genérico ou o mesmo princípio ativo de marca. De qualquer maneira, na farmácia é suposto fazer exatamente essa pergunta ao doente e, ele decide. Não é a farmacêutica. Comigo perguntam sempre: quer genérico ou de marca. Escolho de acordo com os meus interesses (e, não só monetários, que isto de medicamentos não é propriamente o mesmo que comprar um vestido no "chenês" ou na boutique chique da esquina. Doença é doença e cada um sabe com o que é que se dá melhor).

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  29. Há realmente essas pessoas que preferem os mais caros porque dizem que os genéricos não fazem efeito, mas se ela tinha a referência a isso na receita, não percebo!

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  30. (Meu Deus, onde é que isto já vai ;))
    Eu escolho sempre o mais barato. Se não fosse fidedigno não estava sequer à venda, certo?

    http://miscelaneathesecond.blogspot.pt/

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  31. Aí é que te enganas! O infarmed não controla todos os sítios onde são feitos os medicamentos!

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  32. Sempre que posso tomo genericos. E confio.

    Portuguese Girl with American Dreams
    http://fromportugaltonyc.blogspot.pt/

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  33. Olá S* :)

    Eu não ferveria por causa disso, não é coisa q me cause espécie... calmamente, pedia-lhe o mais barato e ia-me embora. Ela podia ter perguntado, mas não me iria enervar com isso.

    Estive a ler alguns comentários e apercebi-me que há pessoas q julgam q todos os farmacêuticos são aldrabões e, para dizer a verdade, não é nada essa a ideia q tenho... os q apanhei até hoje foram sempre solícitos, recomendando genérico.

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  34. Querida S*, aposto que a farmacêutica em questão não fez de propósito e sim, pode muito bem ter sido uma estratégia de maneira a ter mais lucro, mas acaba por ser mais uma profissão, mais um trabalho que é o sustento de alguém, talvez mesmo de uma família. Os farmacêuticos com quem já me cruzei são sempre muito prestáveis e recomendam o genérico, portanto não fiques irritada com uma coisa destas porque há muita gente aí que é verdadeiramente incompetente e essas sim, tiram-nos do sério.

    Beijinho grande :)

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  35. Tenho uma amiga que é farmaceutica na generis e, a própria disse-me que a fábrica também produz para as marcas. Portanto, isso dos genéricos não fazerem o devido efeito é uma grande treta. As pessoas é que se mentalizam para isso! Pior para mim é ver uma técnica de farmácia reiterar e vender essa ideia.

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  36. Essa farmacêutica é do melhor!!! OMG

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  37. Eu vou sempre à mesma farmácia e digo sempre quero os mais baratos que tiver e elas riem-se porque já me conhecem e mesmo assim ainda quarta-feira deixei lá 70€ imagina se tivesse a panca de não querer genéricos e digo-te mais lamento que alguns remédios que tomo não tenham genéricos pois pago um dinheirão por eles e nem para um mês dá

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