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A mostrar mensagens de Abril, 2021

Maturidade

  "Maturidade é quando tu aprendes a ficar calado mesmo quando tens muito a dizer ". Tenho tentado que seja esta a minha prática nas últimas semanas. Apetecia-me, de verdade, dizer algumas coisas que ficaram por dizer. Apetecia-me, de verdade, fazer sentir que não se pode ser incorrecto e desonesto e seguir a vida como se nada fosse. Se há coisa que tento sempre ser, é correcta. Trato os outros da maneira como gostava que me tratassem. Mesmo quando estou magoada - acima de tudo, quando estou magoada. Recentemente magoada. Mas a maturidade também é isto... Aprender a manter a serenidade. Cá estou eu, serena, tranquila, mas tremendamente magoada. Irá passar. Tudo passa. Passa, acima de tudo, quando percebemos que, do outro lado, está alguém que não merece a nossa dedicação.

(...)

  Voltarei em breve. Até já. Por agora, temos sempre a página do blogue no Facebook . 

Do Respeito

Sinto que a base mais sólida de qualquer relação é o respeito. Seja uma relação de amizade, romântica, de laços familiares ou de trabalho. Sem respeito, nada feito. As pessoas podem eventualmente ter atitudes que não apreciamos. Podem até desiludir-nos, deixar-nos tristes, magoar-nos... Mas as coisas podem ser ultrapassadas - se assim entendermos e desejarmos - enquanto houver respeito e consideração. Eu não sou uma pessoa que desiste facilmente. Quando gosto, gosto. Da família, dos amigos, dos colegas, de eventuais relações românticas. Sou uma pessoa que se entrega, que se dedica, que gosta de se dar, embora com as minhas limitações (que o anterior texto deixou bem claras). Mas foda-se. Não ultrapasso a falta de coluna vertebral. A falta de rectidão. A falta de sentido de orientação na vida - um dia quer uma coisa, outro dia quer outra; um dia diz uma coisa, outro dia outra; um dia critica, no outro dia, pelos vistos, já não critica. Ora foda-se. 

Do Beijo e dos afectos

Hoje diz que é Dia do Beijo. Aproveito o mote para confessar que não sou a pessoa mais fácil para afectos. Penso sempre demasiado. Pondero demasiado. Coloco-me demasiado no lugar da outra pessoa e penso sempre se vou ser chata, se vou incomodar, se vou invadir um espaço que não querem ver invadido. Não sou de gestos meigos. Tenho o meu núcleo muito (demasiado?) restrito de pessoas e seres a quem me entrego sem pensar duas vezes: Filho, sobrinhos, animais. Curioso... Crianças e animais, aqueles que não nos julgam, correcto? Fora eles, não sou de toques. Não sou de abraços. Nem de beijos. Sou-o, mas num contexto mais íntimo. Não o sou, fora desse contexto, nem com a família. Não me lembro de abraçar a minha irmã, que é a minha pessoa favorita. A minha tia e a minha mãe também não levam de mim grandes abraços - só quando mos dão e, mesmo assim, não respondo com grande conforto. Gostava realmente de ser uma daquelas pessoas demonstrativas, que abraçam a família, que beijam os amigos, que t

Cash Machine!

Mãe a trabalhar, filho sentado à mesa, pega no meu telemóvel para jogar jogos e, como sempre, diz que está todo partido e que tenho de comprar um novo. "Oh amor, a mãe não liga a isso, pode ter o vidro partido, mas funciona. Além disso, essas coisas custam dinheiro e a mãe tem outras coisas mais importantes onde gastar dinheiro." "Mas tu não trabalhas para ter dinheiro, mamã?" "Sim, amor, mas, com esse dinheiro, pago a casa, as contas, a comida, as coisas dos animais, o carro, a gasolina, a tua roupa, tudo e tudo. Não dá para tudo, amor." "Então vai lá e diz que queres mais dinheiro". Como é que nunca me lembrei disto? "Não funciona assim, bebé". "Então vai ao Multibanco e traz de lá mais dinheiro". Exacto. Vou fazer isso, filho meu.

Insta de Páscoa

  Viver em modo "festa". Que nunca perca esta capacidade de se encantar com as pequenas coisas... Como as bolinhas de sabão. Evita. Celebramos há umas semanas 9 anos de vida em comum. A minha sobrevivente. Já este mimado está quase quase a fazer 8 anos de vida e nem quero imaginar o dia em que o verei partir... Já que íamos entrar na Páscoa, a mãe resolveu que tinha de fazer este delicioso bolo de maçã... Só para garantir a "engordadela" básica. Páscoa com os primos = brincadeiras, muitas birras, chocolates aos molhos. A Caça aos Ovos foi tamanho sucesso que teve reedição. O orgulho! Depois dos ovos a fingir, os Kinder verdadeiros.  Sou má mãe por admitir que comi o ovo do meu filho quase todo? Os mais velhos quiseram vestir-se "à Presidente", com gravatas e laços, na segunda-feira de Páscoa. Always kiss me good night . Devia ser obrigatório. Se sorrires para a vida, ela sorri-te de volta? Não sei... Mas tento.

A escolha

  Uma das frases que mais ouço é "tu ao menos dás sempre bom tempo, estás sempre bem". Não. Não estou sempre bem. Os meus últimos anos não têm sido os mais fáceis e felizes de todos, por muitos motivos. Também tenho dias em que me enfio no ninho às 21 horas porque não me apetece fazer nada. Também passo dias a chorar porque algo me magoou. Também me acontece. Oh se acontece...  Mas depois olho à minha volta e penso na sorte imensa que tenho por ter uma super família, um filho maravilhoso, um trabalho que amo. Infelizmente, muita gente não tem isso. Tenho razões para me sentir feliz, mesmo quando não o estou. 

Aquilo que sou

Não sei amar pela metade. Nem querer pela metade. Nem desejar pela metade. Não sei disfarçar o que sinto. Não sei fingir o que não sinto. Não sei impor regras ao coração.  Não sei traçar limites aos sentimentos.  Não sei ser lógica com emoções. Não sei viver de forma racional. Não consigo controlar. Não quero evitar. Não fujo dos sorrisos. Não evito as lágrimas. Não evito entregar-me. Não deixo de arriscar-me. Sou emocional. Emotiva. Intensa. Impulsiva. E pode doer. Mas não quereria ser de outra forma. Mais vale doer do que não sentir.