A propósito do post anterior...

Um anónimo comentava que quem percebe de finanças, a DECO por exemplo, aconselha a que se tenha 1 a 2 anos de salário poupados.

Dá uma grande vontade de perguntar... Em que Portugal é que vocês vivem?

Isso é uma ideia óptima. Verdadeiramente boa. Mas irrealista.

Conheço mesmo pouca gente que possa dar-se a esse "luxo". A maioria da malta que conheço, não passando necessidades, é chapa ganha - chapa gasta. Podem eventualmente poupar uns 100 euros por mês, se a coisa correr bem. Teriam então de poupar durante décadas para ter os tais dois anos de salários de parte.

Vamos fazer as contas por baixo. Se alguém ganhar 700 euros, o que acredito que seja o salário de imensa gente (ou menos, até)... Em que planeta é que consegue poupar dois anos de salários?

Pode eventualmente dar-se ao luxo de um jantar fora, de um almoço, alguma peça de roupa... Mas salários poupados?

Ter 1.000 euros poupados já é um sonho e uma enorme conquista, para muitos.

Haja bom senso. Não somos todos como aquele célebre senhor que tinha amigos milionários que lhe davam dinheiro "só porque sim".

E como diz a sabedoria popular... Pimenta no c* dos outros é refresco.

Comentários

  1. Bem, eu tenho sensivelmente três anos de salários poupados, e ganho relativamente bem (para a média, pelo menos). O meu marido tem ainda mais. Mas grande parte do meu dinheiro veio da poupança que os meus pais fizeram para mim e que passou para o meu nome quando fiz 18 anos, por isso já tinha essa facilidade. Nos meus primeiros anos de trabalho poupei o restante, e desde que tive o meu filho não consigo poupar grande coisa (vai-se poupando na mesma, mas a outro ritmo). O meu filho tem três anos e já tem uns oito mil euros na conta dele, entre dinheiro que vamos lá pondo e dinheiro de presentes e etc - precisamente porque nós temos noção do quanto nos ajuda ter aquele dinheiro de lado e queremos que ele tenha também. Mas do que vou vendo nas pessoas à nossa volta, actualmente é difícil poupar...

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    1. Joana, se tu, que tens um bom salário e um marido com igual bom salário, admites que com filhos não é tão fácil poupar, imagina para quem efectivamente tem salários merdosos - que é a maioria do pessoal.

      Eu não herdei nada. Não recebi nenhuma poupança dos meus pais. O que tenho poupado é meu. E não vale a pena entrar em detalhes, mas nos últimos anos POUPAR era uma palavra anedótica tendo em conta a precariedade da minha situação laboral. Hoje estou muito melhor e, mesmo assim, reconheço que um filho na creche é todo um novo mundo de despesas.

      Poupar não é realista para muitas pessoas. Este post é apenas recado para os peritos nas finanças alheias.

      É tudo muito lindo, mas nem todos temos pais ricos, bons salários, amigos duvidosos, nem vamos ao falecido BES.

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    2. Olha eu considero que tenho um bom salário, o meu marido também, temos uma filha bebé, vivemos em Lisboa com os gastos que isso acarreta e jamais compraria uma bimby, ou faria um casamento e baptizado como estás a fazer ou compraria sapatos e roupa como compras. Prioridades! Tu fazes isso e depois queixas-te que num mês de imprevistos ficas a tenir. Mas isso faz algum sentido? Alguém que tem as finanças assim tão precárias não se deve meter nos gastos supérfluos em que te metes, é tão simples como isso.

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    3. Tenho um bom salario e tenho 70.000€ poupados no banco. Nao compro roupa de marca, so o essencial na zara ou bherska, nao ando em manicures e corto o cabelo 3 vezes ao ano, nao ando a lanchar fora etc etc. Tu so nao poupas pq preferes gastar em coisas superfulas. É uma opcao, tens esse direito mas n digas q n poupas pq n consegues, tu n poupas pq n queres. Ha sim quem ganhe o salario minimo e n consiga, mas nem tu nem eu pertencemos a esse grupo.

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    4. Anónima, mas o que sabe você do meu salário ou do grupo a que pertenço? Felizmente já não ganho o salário mínimo, mas foi o que ganhei durante oito anos. Daí que a poupança fosse zero até então.

      Mas se a senhora pode gastar e não quer, respeito totalmente. Não temos é de ser todos iguais. Alguns gostam de poder aproveitar minimamente... Jantar fora, cinema, coisas especiais mas que não custam grande dinheiro. Não são propriamente extravagâncias. :)

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    5. Lá está Joana, se os teus pais não te tivessem deixado esse dinheiro, embora tivesses uma quantia poupada, ela seria substancialmente menor e longe dos 3 anos de salário, o que mostra que não é realmente assim tão fácil poupar grandes quantias. :)

      Há famílias que não têm o hábito de poupar para deixar para os filhos, há famílias que até têm, há famílias que guardam todas as prendas recebidas...Mas aqui por exemplo rio-me sempre quando alguém diz que chegou aos 18 anos com a conta recheada porque fez o esforço de guardar todas as prendas de anos, Natal, etc, sem gastar nada e que é assim que se deve fazer, porque eu também fiz isso e cheguei aos 18 anos com uma poupança pequenina. Razão: nem sempre havia prendas em dinheiro (não é algo comum na minha família) e quando havia eram 5 euros (ou melhor: 500 escudos = 2,5 euros!). :D Eu bem poupava tudo mas não houve grandes milagres de multiplicação. :D Mas conheço quem recebia avultadas prendas em dinheiro em todas as situações festivas e chegou aos 18 anos com a conta bem recheada. Obviamente, se houver juízo, é muito mais fácil começar uma vida adulta monetariamente confortável nestas condições. E se juntarmos o dinheiro poupado dos pais mais ainda. :)

      Depois a poupança depende muito do dinheiro que entre em casa e do dinheiro que sai. E nisto até pode haver duas famílias a ganhar o mesmo e a terem despesas completamente díspares. Conheço quem ganhe muito bem, o marido também, mas a viver no centro de Lisboa façam contas à creche, ao empréstimo de uma futura casa, a uma possível ama dado os alargados horários de trabalho que têm e hesite em ter um filho, mesmo ganhando bem mais do que muitas famílias que não hesitam tanto por viverem noutros sítios, outros horários, outro apoio familiar, etc..:)

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    6. Esta gente tem uma falta de noção assustadora.
      Gente que fala que recebeu dinheiro dos paizinhos, gente que recebe ordenados enormes e ainda vem para aqui dizer que tem não sei quanto dinheiro poupado e criticar quem trabalha muito e ganha pouco?
      Existe algo chamado karma. E espero sinceramente que funcione com estas pessoas, porque precisam de ver o que é não ter heranças e viver com ordenados abaixo dos 700€.
      E tenham vergonha em apontar o dedo a quem quer casar, batizar o filho, ir ao cabeleireiro ou de férias. Q
      Terem dinheiro na conta não faz de vocês melhores, e com este tipo de discurso só se nota que são pessoas que dentro do coração carregam muito pouco.

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    7. Tété, exacto. Eu nunca recebi prendas em dinheiro. Recebia prendas. E desde a adolescência que me dão dinheiro, mas é para eu comprar uma prenda - que apresento no dia no aniversário, Natal, o que for, à família. É assim que nós funcionamos.

      M, as pessoas têm imensa dificuldade em calçar sapatos alheios. Fico surpreendida com certos comentários porque passam a ideia que um desgraçado que não ganhe muito bem não tem direito a usufruir de nada. Só deve poupar!

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    8. Quando era nova não havia quem desse dinheiro para comprar prendas. Agora em adulta já aconteceu uma vez por outra e é como dizes: é dinheiro dado para comprar algo que depois essa pessoa verá, não é para poupar. Cada família com a sua dinâmica. :)

      Tété

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    9. Peço imensa desculpa por ter recebido dinheiro dos meus ‘paizinhos’. M. pode dar-me o seu NIB? Parece que lhe faz falta, transfiro-o já e pode ser que fale com menos amargura :) Se calhar é o tal karma bom já viu?

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    10. Também recebi dinheiro dos meus "paizinhos" quando fiz 21 anos e tenho muito orgulho nisso! Pais de classe média que puseram todos os meses uma parte do salário de lado para me poderem depois oferecer essa prenda de início de vida. Que eu podia ter gasto em futilidades, mas com a educação que recebi deles deixei intocável e, 8 anos depois, juntei ao que poupei do meu trabalho e do meu marido e comprámos a pronto um apartamento no centro de Lisboa. Agora temos uma filha, que há-de herdar uma casa sem créditos e que também tem já uma conta poupança para ela. Reclamem com os vossos pais por não vos terem deixado nada e não com quem teve "paizinhos" com tino!

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    11. Anónimo das 9:44, paizinhos com tino? A maioria dos pais que eu conheço não têm dinheiro a sobrar, pelo que não fazem poupanças para os filhos. Pelo menos nao fazem poupanças avultadas. Mesmo que um casal poupe 50 euros por mês, são 600 euros por ano. Ao fim de vinte anos, são 12 mil euros. Não é uma fortuna. E muitos casais não conseguem poupar sequer isso!!

      Não vejam a vossa realidade como uma regra... É injusto.

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    12. Eu se ganhasse o salário mínimo e o meu marido também, simplesmente não teria filhos. Já era suficientemente mau estar rés vés conseguirmos sustentar-nos para ainda adicionar uma criança à equação e saber que não lhe poderia proporcionar uma vida confortável.

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    13. Não sou a anónima das 9:44 mas sim, há muitos paizinhos sem tino, como por exemplo os meus! Infelizmente, viveram sempre sem nunca pensarem no amanhã... hoje, depois de ajudados pelas filhas por causa de algumas dívidas, chegaram à velhice com praticamente nada!! Vão estar até ao final da vida sempre a contar com a ajuda das filhas... E podiam ter tanto dinheiro se não o tivessem esbanjado. E apesar de tudo ainda usam muito o argumento do 'têm de aproveitar a vida' (tão comum neste tipo de pessoas, certo?) E continuam em convívios/jantaradas, carro para aqui e acolá, madeixinhas no cbelo, verniz gel nas unhitas, etc, etc. Podem dizer que são só 5, 10 ou 30€, mas no final das contas, estas despesas, que para este tipo de pessoas são regulares, ao final de um ano são uma boa quantia! E não me digam que isto é que é aproveitar a vida...
      Tudo isto para dizer que quando precisei nunca pude contar com ninguém e vi-me em situações tão aflitivas que nem me quero lembrar (como ter menos de 5 € na conta bancária e não saber como me alimentar ou pagar as contas...). Hoje, e devido a tudo o que vivi, tenho um bom pé de meia equivalente a bem mais do que 1 ano de salário. Mas para isso batalhei muito. Vivi 5 anos de forma completamente focada a dar a volta por cima, em que nos últimos 2 não tive um único fim de semana ou feriado, nem um simples dia de férias! Foram muitos dias com mais de 16 h de trabalho. Mas, como o velho ditado diz, no final todo o esforço compensa! Hoje ganho o equivalente a vários salários mínimos num horário de trabalho normal (35 a 40h/semanais) Tudo isto para dizer que há SEMPRE forma de se chegar onde se quer, haja vontade e esforço! É claro que nem toda a gente está disposta a isso, é muito + fácil sentarem-se numa esplanada e queixarem-se da vida!
      E S*, na minha opinião, acho que nem sempre fazes as melhores opções de vida e olha que tens a sorte de teres bastante apoio da tua família! Mas claro, depende um pouco dos objectivos de vida de cada um...

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    14. M. entao vamos la a um pouco de matematica.

      quem ganha 700€ limpos, mensalmente tem na pratica 816€ para gastar (700€*14 meses pagos /12 meses de gastos).

      Ora eu fui agora consultar os meus registos e gastei por media nos ultimos anos 799€ em 2015, 782€ em 2016, 744€ em 2017 e 826€ em 2018 (devido a problemas de saude tive mais gastos). Portanto excluindo o ultimo ano que foi infelizmente atípico, eu poderia perfeitamente viver com um salario liquido de 700€. Mas agora vejamos: nós fazemos ferias em que eu gasto 1750€ por ano, e vamos todos os fins de semana jantar/almoçar fora pelo menos uma vez sendo cerca de 20€ por pessoa, o que não o fazendo dava uma poupança de 1060€. Portanto se eu cortasse nas ferias e refeições fora já poupava quase 3000€ adicionalmente num ano. E a S* diz que 1000€ é um sonho para alguns. Não percebo mesmo.... Eu obviamente poupo bem mais que isto porque o meu salario é bem maior, e prefiro viver com estes valores e poupar para outros projectos futuros. Mas conforme expliquei acima, eu poderia ter o tal salario de 700€, cortar em alguns gastos extra que faço agora e assim ainda poupar.

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    15. Penso tal e qual, anónima das 11:06. Não quero ter filhos mas mesmo que quisesse não teria sem ter boas poupanças e um bom ordenado.

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    16. Eu não preciso de reclamar com ninguém. Os meus pais não ganhavam mal, proporcionaram-nos boas viagens na infância e adolescência, pagaram-nos os estudos e pequenos luxos (mesmo se não tive muitas coisas que outras crianças e adolescentes tinham porque o dinheiro não dava para tudo) e sei que têm uma boa poupança. Numa conta deles. Nunca fizeram contas para os filhos onde depositassem uma pequena fortuna para além daquilo que gastavam connosco e ainda poupavam para eles. Não lhes fez sentido e eu não acho de todo que fosse obrigação deles. Por isso, não foram nem são pais com pouco tino por não o terem feito, até porque sempre foram bastante poupados e ensinaram-nos a gerir e a poupar desde cedo. Achar que pais que não dão milhares de euros aos filhos aos 18 anos são pais que não souberam fazer o esforço de serem poupados é julgar sem pensar.
      Eu não recebi dinheiro dos paizinhos aos 21 anos mas tenho muito orgulho neles na mesma. :)

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    17. Cara Dra. Joana. Deixe simplesmente de ser mal educada e presunçosa.
      E acima de tudo, saia um bocadinho desse poleiro de menina de bem, suprassumo da inteligência e do bem estar.
      A vida é mais do que andar a mostrar como devem os outros viver.
      E esteja descansada, se o meu karma é os meus pais não me terem dado dinheiro então estou ótima!
      Não há nada melhor do que ver os resultados do MEU esforço :D

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    18. Tete, para mim ter tino é ensinar aos filhos o valor da poupança, guardar as prendas q sao deles ( sim, q ha pais q gastam as prendas do batizado p pagar a festa em vez de depositar o dinheiro na conta dos filhos) e pagar os estudos aos filhos. Eu das prendas de batizado, primeira comunhao, profissao de fe, crisma, natal, aniversario e prendas de pascoa dos padrinhos cheguei aos 22 anos com 10.000€. Se tive o curso pago e qd comecei a trabalhar ainda me ofereceram um carro ( baratinho e em 2a mao mas servia perfeitamente) ja foi uma grande ajuda. Qd me casei nao me podiam pagar o casamento como outros fizeram mas pagaram vestido, veu, maquilhagem, cabeleireiro, sapatos, bouquet e a parte do catering q correspondeu ao pequeno almoço em casa deles. Cada familia c a sua ideia, mas a mim nao me faz sentido os pais porem simplesmente x€ na conta dos filhos mas sim terem as suas poupanças e um dia poder pagar algo especifico a um filho como o curso ou um carro.

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    19. Joana, tal como tu sou médica e portanto ganho os mesmos 1300 euros mensais. Não sinto nem de perto nem de longe que ganhe razoavelmente bem, principalmente vivendo em Lisboa. Sei por publicações tuas no teu blog que vivem numa casa onde não têm que pagar renda (o que ajuda MUITO) mas confesso que sempre me fez alguma confusão a forma como falas sobre finanças... como se ganhar o salário de um médico hoje em dia fosse nadar em dinheiro. Não mesmo.

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    20. Cara M e cara Joana, com todo o respeito por ambas... Aqui no meu blogue, o pessoal só se pode pegar comigo. :D Não vale a pena discutir por pontos de vista.

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    21. Anónimo

      O meu comentário era por causa da frase dita acima “Reclamem com os vossos pais por não vos terem deixado nada e não com quem teve "paizinhos" com tino!”. Os meus pais não criaram contas e não me deram milhares aos 18 anos mas foram pais com tino. Eu acho. Eu não sinto obrigação em dar uma conta recheada à minha filha mas sinto que é meu dever pagar-lhe a educação. Também gostava de lhe pagar a carta. Acho ferramentas importantes para o seu futuro. Faz-me mais sentido isto do que não lhe pagar estas coisas porque andei a meter o dinheiro numa conta para ela. E vou poupar numa conta minha para um dia que eu precise ou ela precise.
      Quanto às prendas é como já disse: na minha família não há a tradição de se dar dinheiro. A minha madrinha, muito presente na minha vida, nunca o fez e eu sei que não é assim na maioria das famílias. Também não recebia dinheiro todos os Natais ou aniversários e quando recebia eram 500escudos (2,5€) que guardei sempre, nunca gastei, mas que obviamente não me deu grande fortuna. :D Mas tenho outros casos na família em que as crianças têm contas recheadas. E nada me choca, são dinâmicas. O que me choca é o apontar o dedo a pais que não criam contas aos filhos e dizer que não tinham tino ou não sabiam poupar, ou o apontar o dedo e dizer que se não chegaram a adultos com milhares de euros é porque não pouparam as prendas dadas nos Natais e etc. Acho que é não querer ver outras realidades. :) E atenção, eu tive uma vida privilegiada, com uma boa educação, acesso a bons cuidados de saúde, viagens, livros, Erasmus....Não havia dificuldades nenhumas e os meus pais sempre criaram uma boa poupança. Mas uma poupança deles. :)

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    22. " ganho os mesmos 1300 euros mensais. Não sinto nem de perto nem de longe que ganhe razoavelmente bem, principalmente vivendo em Lisboa."

      isso depende do ponto de vista. eu ganho 1500€ e vivo numa cidade pequena, portanto os custos de habitação sao mais baratos. acho que estou razoavelmente bem. mas claro que quando vejo aqui comentários de 2000€ acho que ganho pouco, do mesmo modo que quem ganha 600€ e vê os meus comentários deve achar que sou rica.
      acho que também depende do que cada um gasta e onde poe o dinheiro. A Joana por um lado tem os seus 1300€ e outro tanto do marido, trabalha perto de casa e nao pagando renda. Por outro lado dá para ver que nao gasta muito em roupa de marca, futilidades tipo cabeleireiro, malas, sapatos, unhas de gel; mas sim gasta bastante em viagens. Ela consegue ter a sua vida descansada, viajar bastante com o valor que tem, por isso natural que ache que vive razoavelmente bem.

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    23. Anónimo das 15h01, menos, muito menos. Pelo amor da santa, deixem a Joana e a sua vida em paz. O que sabem vocês da vida da rapariga? :O

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    24. S* as pessoas sabem da vida da Joana, o mesmo que sabem da tua, que é precisamente aquilo que tornam público, e apenas isso. Mas independentemente da Joana ter um ordenado de médica no público (eu ganho o mesmo no privado noutra área) o que aos olhos de muitos parecerá uma fortuna, a verdade é que a Joana parece ser muito mais ponderada naquilo em que gasta o dinheiro. Gastar dinheiro em viagens é uma forma de enriquecer. Não parece uma pessoa que gasta em futilidades. Admiro-a por isso.

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    25. O mesmo que sabemos da tua, ou seja, o que voces publicam nos blogs.

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    26. Sabemos aquilo que ela põe no blog. Tal e qual como sabemos da tua. E ficamos a saber um bocadinho mais pelos comentários que pôs aqui, por exemplo. Por acaso, acho que são informações a mais para dar assim ao mundo todo, com cara, profissão, nome do filho, cara do filho e tudo o mais identificado... mas ela lá saberá da sua vida.

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    27. "Paizinhos com tino"? Paizinhos sem tino nenhum. Os meus pais juntaram os meus abonos todos desde que nasci numa conta e acrescentaram mais algum dinheiro pontualmente ao longo dos anos. Esse dinheiro chegou para dar uma entrada simpática na minha primeira casa. De resto, nunca me faltou nada, levaram-me de férias e a viajar, pagaram-me um curso superior, no fim do curso deram-me um carro usado e pagaram-me o casamento (que só teve festa como teve porque eles insistiram, eu não fazia questão). Deram-me as canas e ensinaram-me a pescar. Já foi mesmo muito e estou mais que agradecida. A parte da pesca foi (e é) comigo! Nem eu aceitaria que os meus pais se privassem de viver a vida confortavelmente e à vontade para me facilitarem a vida e eu ter as coisas todas de mão beijada. Isso é um disparate.

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    28. Eu acho que não interpretei alguns dos comentários da mesma forma que a maioria das pessoas. Eu nenhum lado li a Joana a dizer que poupar era fácil ou a julgar a forma como quem quer que seja gasta o seu dinheiro. Ela apenas disse que tinha uma boa poupança, mas que o facto de os pais terem feito uma poupança para ela tinha ajudado... E até disse que pelo que via poupar não era fácil! Ela apenas referiu a realidade dela, que é tão legítima como qualquer outra. Eu acho que a maioria dos pais se tiverem possibilidades vão criar uma conta para os filhos. Eu tento fazer o mesmo para o meu. Isto não tem mal nenhum. Assim como não tem quem não o faz (até porque os meus não o puderam fazer). Muitas pessoas acham esta "desigualdade" injusta! E compreendo. Eu quando era estudante e tinha colegas que tinham cursos de inglês desde pequenos, que andavam em explicações de tudo e mais alguma coisa, que os pais os levavam à escola de carro à hora da aula, etc etc também sentia que" eu era um Renault na mesma corrida que um BMW" Mas nunca esqueci que haviam pessoas que competiam de bicicleta ou a pé... Ou de rastos (alguns miúdos nem tinham comida para comer a todas as refeições). Se eu tive pais que na escola primária me davam apoio com os trabalhos de casa e que sempre me incentivaram a estudar. Havia pais que não o fizeram (nem seriam capazes de ajudar mesmo que fosse só a escola primária). Sei que para aqueles cujos pais não puderam pagar os estudos superiores sou uma privilegiada (e conheço tantos casos). Sei que para com os meus colegas que tiveram de pedir um crédito para estudar e iniciaram a vida adulta já com esse "obstáculo" eu sou uma privilegiada. Assim como esses são priviligiados em relação aos que têm de trabalhar para ajudar a família desde muito novos! Assim como médicos podem sentir que pessoas que ganham um salário maior com menos qualificações seja injusto. Isto é a vida! Todas as realidades são válidas! Todos temos uma história de vida. Mas lembrem-se que todos temos uma coisa em comum: somos finitos. A vida passa rápido demais. Lido diariamente com o fim da vida, com a morte, com pessoas com handicap graves... a vida é curta demais ! Todas as pessoas têm os seus problemas e as suas batalhas quotidianas. Pelo que li acima os médicos nem ganham assim tão bem quanto isso. Para além de terem tido de se esforçar, dedicar e trabalhar para entrarem no curso, tiveram de investir anos e anos na formação e têm imensa responsabilidade! Trabalham noites, fins de semana, feriados...é justo que isso seja recompensado no salário. E não acho que 1300 euros compensem tudo isso, sinceramente. Com tudo isto não sei se fui clara na mensagem que queria passar :mas acho que o Mundo seria mais fácil com mais empatia e que todos devíamos tentar calçar os sapatos dos outros sim, mas isso é válido para todas as partes. E que sei que a vida às vezes é dura sim e que há vidas que já começam com muitas mais pedras no caminho que outras, mas que a vida é efémera! Por isso, devíamos tentar valorizar o que temos de bom e fazer o possível para melhorarmos os nossos dias. E sim, dinheiro dá segurança, conforto, permite realizar sonhos ... Claro que sim. Mas às vezes um pão com manteiga com café pode saber melhor que foie gras, ostras... sobretudo quando partilhadas com as pessoas certas e que nos fazem bem. No fundo, o que levamos da vida são momentos, amigos, o amor, os risos... "o essencial é invisível aos olhos".

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  2. Engraçado, eu leio muito sobre poupança e nunca ouvi falar em um ou dois anos de vencimentos, mas sim em pelo menos seis meses de vencimentos e isso acredito q seja possível para a maioria das pessoas se não tiverem filhos! Claro q tem de haver sacrifícios. Eu imagino q seja muito difícil fazer uma vida com dois salários mínimos, mas Tb acho q é nos meses melhores q as poupanças têm de ser feitas. As poupanças tb não podem ser só feitas quando temos algum objectivo, devem ser sempre feitas e esse dinheiro deve ser investido para rentabilizar qualquer coisa!

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    1. Com dois salários mínimos, Inês, não há meses melhores. Dinheiro que entra, dinheiro que sai. A não ser que não se pague renda porque se herdou uma casa, sei lá. :D

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  3. Honestamente, este assunto já cheira mal. E antes que se venha com o argumento "não gostas, não leias", digo apenas que quem vem aqui há anos, tem direito de opinar sim. Não vem só dizer amen, nem vem só aplaudir temas. Este tema já cheira mal. É recorrente e tu não gostas que se comente, porque acabas, invariavelmente, por fazer um outro post a pôr "os pontos nos is", com um tom impertigado.
    Pá, as contas e o dinheiro são teus? São!! És tu que geres e achas que geres bem e tudo e tudo? Então não fales em dinheiro e nas tuas poupanças!!
    Queres falar do azar? Sim, fala do azar do carro. Mas é mesmo necessário ir ao fundo da questão e quase falar nos valores das coisas? Então, pronto. Não te ofendas. Eu acho que o anónimo tem razão e vivo no mesmo mundo que tu. E não sou rica, nem coisa que o valha. E agora? Eu consigo. Tu não? Enfim, são opções e modos de vida. Não tomes como um todo, como a se a tua experiência fosse verdade absoluta e fosse a dos outros também. Vivemos todos no mesmo país (e pasme-se, grande parte nem viverá numa cidade pequena do interior, onde o custo de vida é substancialmente mais barato do que nas grandes áreas metropolitanas). Fazes gastos que o mero observador do teu blog pode concluir como supérfluos e até frequentes? Fazes. É uma opção tua, é legítima, ninguém tem nada com isso. Mas quem vê pode achar o que quiser e arriscaria a dizer que a maioria acha o mesmo.
    É tudo uma questão de perspectiva. Não sejas tipo Luciana Abreu, que odeia que falem da sua vida, mas não se cala. Não queres que se "armem em espertos" a dar palpites e sugestões sobre as tuas poupanças, então não dês tantos pormenores. Ou então dá, só não escrevas com tom ofendido e indignado, porque foste tu que deste azo... Foi quase como aquela célebre expressão "post/resposta indignada em 3...2...1...". Ei-la.

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    1. Caro Anónimo, sabe o que cheira mal? É a quantidade de anónimos que dizem mal de tudo o que escrevo ou penso.

      Um azar de alguns milhares de euros a quatro meses de um casamento é UM AZAR e uma merda. Uma pessoa escreve em jeito desabafo, não precisa dos gestores financeiros das contas alheias a virem armar-se em peritos.

      E sim, eu POUPO. Caso contrário, não teria como pagar o arranjo. Vou pagar a pronto. Só que pagando o arranjo, descamba a poupança do casamento. O que é difícil entender aqui? Tem de haver sempre tanta insensibilidade e crueldade? Tem tudo de servir para apontar o dedo?

      Já chega de tanto comentário sobre os meus gastos supérfluos. Não trabalho para aquecer, trabalho para viver. Não fumo. Não bebo. Não almoço fora diariamente. Não lancho fora sem motivos. Há semanas em que nem dez euros gasto. Chega dessa conversa patética de quem não sabe da vida dos outros. Eu mereço VIVER. Ou tenho de viver para poupar?? É por gastar trinta euros numas sandálias que não me posso queixar de uma avaria grande num carro?

      Caramba. Gente mesquinha.

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    2. Miúda, estou-me a cagar para a tua vida (desculpa a linguagem). Venho aqui há anos. Tenho 0 a ver com mesquinhez ou esses argumentos batidos. Estou mesmo nas tintas. ALIÁS, foi o que disse. Leste? O dinheiro é teu, a vida é tua, é tudo teu. Queres desabafar sem comentários, bloqueia. Sinceramente, decide-te o que queres com o blog. E, mais uma vez, é-me indiferente. Só, de facto, fico espantada com esta dança constante entre o dar os dados todos e depois dar patada, ou chamar nomes e adjectivos a quem comenta. Já agora, há menos de uma semana, tive um acidente. Fiquei sem a frente do carro TODA e ainda nem tenho orçamento, mas serão, com toda a certeza, muitos ordenados. Já me lamentei muito, acredita. O esforço será grande e as poupanças baixam significativamente. Simplesmente, e felizmente, só sabe das minhas contas quem tem tudo a ver com isso (o meu namorado), ou as pessoas próximas com quem eu escolho desabafar. Aquelas que não são mesquinhas nem maldosas comigo. As que interessam. Pensa nisso.
      Por fim, não te ofendi, nem te apelidei de nada, agradecia que não o fizesses comigo.
      Fui. Bjos e boa sorte.

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    3. Anónima, ninguém a apelidou ou ofendeu de nada. Estava a falar de comentários ofensivos, não do seu.

      Mas, já agora, para quem não quer ofender, está um pouco agressiva no trato. Uma boa noite para si!

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    4. Eu já desisti de comentar estes posts. Não vale a pena

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  4. Eu sempre que leio comentários do teu blog sobre poupanças também fico a pensar como é que as pessoas conseguem poupar tanto dinheiro. Mas gostava mesmo de saber as estratégias para se conseguir poupar mais. É que eu considero-nos pessoas poupadas. não trabalhamos em Portugal, mas temos sempre montes de despesas e imprevistos. Este mês foi o meu carro que avariou .. e no nosso caso quase que nem compensava arranjar (compor o carro custa mais de 1/3 do valor que o carro me custou), mas decidimos arranjá-lo na mesma.
    Pois, no nosso caso também temos uma pequena conta à parte para o nosso filho (mas em nosso nome) que todos os meses se coloca uma quantia fixa, que não mexemos. Essa conta de base é para um dia lhe podermos pagar os estudos superiores (se ele quiser...) ou para algum imprevisto / problema / necessidade que ele tenha.

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    1. É como temos aqui. Ums poupança dele e só dele. A nossa vai-se construindo conforme as possibilidades.

      Mas não, não pretendo deixar de dar pequenos passeios, de comprar roupa para o pequeno, de me mimar com pequenas coisas, por causa da obsessão da poupança.

      Isso tira-me legitimidade para falar de dificuldades financeiras que toda a gente tem? Duvido...

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    2. Gisela, tenho um rendimento liquido de 1500€ e gasto cerca de 850€ por mes. O resto foi poupança para pagar o casamento, comprar um carro e comprar casa, e agora para mobilar e trocar o outro carro entretanto. Não temos filhos. Moramos numa cidade pequena em que pagavamos 350€ de renda por um T3 até termos mudado para a casa nova. Eu faço o controle dos gastos que faço, junto todos os recibos, no final do mês tiro o extracto do banco, comparo com os recibos e organizo num excel aquilo que gasto para ter uma noção. Acho que o mais importante para começar é saber exactamente no que se gasta. Faço sempre lista de compras (nunca compro nada por impulso), tento aproveitar sempre as promoções e os vouchers de desconto do Continente, na gasolina a mesma coisa e pondero bem um gasto antes de o fazer. Por ex, tenho 5 pares de sapatos para usar na meia estação, quando algum começa a ficar gasto entao compro um novo, mas nunca tenho mais de 5. A mesma logica para o restante calçado, roupa, maquilhagem, cremes. Por ex, vejo mulheres que gastam imenso em cremes porque vêm uma publicidade a um,ou num blog e vao a correr comprar e depois nem usam. Eu so compro o que vou efectivamente usar. Em termos de viagens definimos sempre um tecto maximo que nao ultrapassamos: 3500€ para os 2, ou seja , 1750€ a cada um por ano. Ja sabemos que temos de organizar algo que dê dentro destes valores contando com tudo, comida, transportes, ingressos de entrada em museus tudo. Por ex, tenho um colega meu q foi a Barcelona, andava de autocarro e pagava bilhete de motorista em cada viagem, gastou um balurdio com a mulher e a filha. Poderia ter viajado mesmo mas ter comprado um passe infinitamente mais barato. Repara que em muitos casos eu nao deixo de consumir as coisas, simplesmente planeio e faço mais barato. Por ex, quando estivemos em Florença calculamos antes os museus/palacios onde queriamos ir e vimos que o somatorio de bilhetes era caro, entao vimos que havia um passe de 72€ por 72h e planeamos então as visitas dos mais caros nesses 3 dias. Tal como quando eu estou num centro comercial e se me dá sede, nao vou comprar água ao cafe que custa 1€ ou 1,5€...entro no Continente e compro a mesma garrafa por 0,15€. Em casa tinhamos o pacote da NOS com TV cine que era mais 5€ por mes. Passado um tempo verificamos que acabavamos por não ver assim tantos filmes em casa, que as series dos outros canais ocupavam mais do que suficiente o nosso tempo e cancelamos a TV cine. tambem quando se faz os 2 anos da fidelização, vamos sempre fazer analise de mercado para ver qual a operadora é mais barata, há pessoas que não querem saber e simplesmente renovam.....

      Tantos e tantos exemplo eu poderia dar, é como aquele ditado de grao a grao enche a galinha o papo, é nas pequenas coisas que se faz a diferença. As pessoas não querem saber de poupar e só querem viver com aquilo que não têm e fazer créditos ou andar sempre no limite. Eu fui muito criticada na construção da minha casa pois eu e o meu marido queriamos pagar exclusivamente a pronto e portanto andavamos sempre a controlar os gastos e tivemos de abdicar de algumas coisas (por ex, no quarto de hospedes nao colocamos roupeiro imbutido), e tive varias pessoas a dizer que era um disparate, porque é que nao pediamos uns 50.000€ de emprestimos e assim ja podiamos fazer uma casa à vontade sem olhar a gastos. Eu nao percebo, sinceramente nao percebo porque eu podendo fazer sem emprestimos algo mais modesto mas suficiente, e iria ficar endividada para fazer algo mais XPTO mas que não estava ao meu alcance? E quando me dizem que é "pequenina", eu respondo, bem, tem 3 quartos, 1 escritorio, 1 sala de estar e de jantar, 1 cozinha, 1 lavandaria, 1 hall de entrada, 1 garagem e arrumos, 2 casas de banho, e 260m2; em Lisboa muita gente vive em apartamentos mais pequenos e estão bem, portanto, eu hei-de ficar bem na minha casa "pequenina" :-)

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    3. Anónima, aplaudo a sua dedicação. Acho mesmo louvável, apesar de eu não conseguir ser assim.

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    4. Mas a anónima das 17h29, pelo menos na minha opinião, não fez nada de muito extraordinário para poupar... há quem receba mais e quem receaa menos, mas quem não tenta poupar é que não poupa nada, claro.

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    5. Anónimo do 4 de Junho às 17h29, muito obrigada pela sua resposta.
      Eu tenho perfeita noção que poderia poupar mais.por isso é que pedi estratégias e agradeço imenso a sua resposta .
      Nós temos uma conta poupança para o nosso filho que nunca mexemos: para essa conta vão todos os presentes que ele recebe em dinheiro e todos os meses lhe colocamos uma quantia fixa, etc. Confesso até que quando a minha mãe / madrinha me dão presente em dinheiro para mim também coloco nessa conta. Elas sabem. Eu simplesmente digo que ele um dia poderá precisar mais que eu e elas entendem.
      Sei que às vezes com um salário baixo pode-se poupar (mas depende das circunstâncias). Quando comecei a trabalhar em Portugal tinha um trabalho a tempo completo e um part-time em que ganhava uma miséria de ambos, com a agravante de andar sempre com salários em atraso. E como nunca sabia se no próximo mês ia receber ou não gastava sempre o mínimo dos mínimos e no final ainda consegui poupar um pouco. Poupanças essas que me permitiram sair do País e organizar a nossa vida no início. O meu namorado (actual marido) veio sem trabalho semanas depois de eu ter vindo. Vivemos nos primeiros meses num estúdio de 18 metros quadrados, mas felizmente ele conseguiu arranjar trabalho rápido e vivemos pouco tempo só com o meu salário. Já passei por imensas fases e eu sinto-me previligiada. Sempre tivemos comida, um tecto, saúde, roupa, e uma família e amigos que nos amam. Actualmente ambos temos um salário bastante bom, mas também temos muitas mais despesas fixas (temos um filho, moramos numa casa maior, eu comprei um carro depois de ter o M. para o poder levar/ buscar à creche, um seguro do carro a mais.. etc etc). Ou seja, o que noto é que não é por ganharmos mais que poupamos mais, mas também estamos em fases diferentes da vida.
      Nestes anos já compramos os nossos carros, já pagamos o nosso casamento, mobilamos a casa onde estamos actualmente (porque embora seja alugada não era mobilada), compramos o enxoval do. M.

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    6. E nestas coisas e em muitas outras as poupanças vão-se. Juntar dinheiro para uma casa a pronto era o que eu gostaria de fazer, mas percebi que nunca o iria conseguir fazer e então decidimos avançar para um crédito para comprarmos uma casa. Bem mais pequena que a sua e sem garagem, mas que para nós nos parece suficiente . O objetivo era pagá-la em "poucos" anos para ficarmos livres para podermos juntar mais um pouco e estarmos mais confortáveis no momento que o M. nos dará mais despesas (estudos superiores /início de vida adulta). Vamos ser nós a fazer praticamente todas as obras que a casa precisa, mas com a compra de todos os materiais / cozinha/ casa-de-banho pode imaginar o que vai acontecer as nossas pequenas poupanças,não pode? É nesse sentido que questionei como conseguir grandes poupanças... Para além de que volta e meia há imprevistos: este mês o arranjo do meu carro, em breve terei de colocar um implante dentário , etc etc
      Acredito que ainda possa fazer mais para poupar e deu-me algumas dicas boas, acho que a palavra de ordem é organização, que nós não temos! Onde gastamos muito mais do que devíamos a meu ver é no supermercado! Tenho consciência disso. Poucas são as semanas que conseguimos gastar mais ou menos o valor que pretendemos, mas não fazemos listas, nem menus, etc. Quando fazemos as compras online conseguimos sem dúvida poupar mais, mas acabo por demorar mais tempo, não têm todos os produtos e acabamos por fazer mais vezes no próprio supermercado. De resto, não fumamos, a última vez que comprei roupa para mim deve ter sido no início do verão do ano passado, para o nosso filho a última vez que compramos roupa foi no início do Outono e só mesmo o que ele precisava (ele herda roupa de um primo em 2o grau e as nossas famílias vão dando roupa como presente), comprei umas botas este inverno para mim porque precisava(calçado para o meu filho vou comprando sempre que ele precisa em todas as estaçoes), mas não me lembro há quantos tempo não comprava

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    7. não comprava para mim, não faço as unhas nem depilação fora de casa etc etc
      Efectivamente nós renovamos a operadora de internet/ tlf sem questionarmos e sim é bastante cara! Vamos tentar analisar isso quando mudarmos para a nossa casa...
      Nós acabamos por gastar muito em "viagens". Moramos fora do País, gostamos de ir visitar a família (como é normal ... )O meu marido não escolhe as férias dele. Pelo que normalmente as férias dele são em épocas onde os bilhetes de avião são mais caros. E mais uma vez as vezes não somos organizados e acabámos por não comprar com muita antecedência. Este ano o valor das viagens no verao é tão alto (mesmo sendo com antecedência) que decidimos ir de carro, mas temos um filho pequeno... Não é nada prático. Viajamos muito pouco fora as viagens para visitar família e amigos, e excepto a nossa lua-de-mel, as nossas férias foram sempre um fim de semana ou uns dias em Portugal ou no país que vivemos (e normalmente uma vez por ano). Mas efetivamente nessas alturas não organizamos tudo, não pensamos exactamente em todos os pormenores e sim, as vezes ficam muito mais caros do que poderiam ficar.
      Para além disso, tenho noção que já gastamos em alturas diversas da nossa vida dinheiro "mal gasto" . por exemplo, tenho noção que poderia ter feito um casamento muito mais económico e só aí ter poupado umas quantos milhares de euros. E actualmente até sinto uma certa vergonha por isso, mas acho que as vezes as prioridades mudam e faz parte do crescimento... E antes de ter o M. comprava mais mimos para nós inúteis, se calhar, como maquilhagem, por exemplo, para mim. Que agora só compro mesmo quando necessária. Com o nascimento do M. as prioridades mudaram, sem dúvida, e penso muito mais antes de comprar o que quer que seja.
      No entanto, também não quero viver escrava das poupanças, porque também não acho saudável. Acho que o ideal é um equilíbrio e admiro a sua forma organizada de conseguir poupar e ao mesmo tempo viajar/mimar-se... Etc
      Não tem de responder, é por curiosidade: as poupanças com que comprou " o casamento, comprar um carro e comprar casa, e agora para mobilar e trocar o outro carro entretanto. " foram as poupanças apenas dos vossos salários ? Ou já tinham poupanças antes de trabalhar? É que, por exemplo, mesmo que só façam uma viagem por ano desse valor, implica já "não poupar " durante dois meses... Depois há sempre imprevistos (um electromestico que avaria, o carro ... ) E nesses meses já se poupa menos... É que mesmo poupando tudo isso todos os meses (que é muito bom) parecem-me precisos muuuuitos anos para poder se comprar uma casa, carro, casamento, mobilar..
      Uma vez mais obrigada pela amabilidade na resposta.

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    8. S. Por aqui é igual. Temos a poupança do M. .. A nossa essa vai-se construindo e "destruíndo" conforme as possibilidades.
      Eu acho que toda a gente acaba por comprar algo para se mimar e tem os seus gastos, que não são fundamentais para sobreviver, mas cada pessoa se mima de maneira diferente. Uns mais que outros, claro. Como somos todos diferentes também nos gostamos de mimar de maneira diferente. Aqui nunca tomamos o pequeno almoço / lanche / café fora de casa, mas porque (para além de morarmos no campo e haver muito menos esse culto cá) a nossa família e amigos não estão cá. Mas quando vamos a Portugal fazemos questão de marcar sempre um nomento com as nossas pessoas (que vemos tão pouco). E quando morava em Portugal eu adorava esses momentos que fazíamos (não eram com muita frequência, mas quando aconteciam faziam tão bem)... Às vezes um simples lanchinho com uma amiga faz tão bem, renova energias.. quase terapêutico! Por exemplo...
      É claro que uma grande despesa numa avaria no carro é sempre uma grande chatice que não estamos à espera. Eu também pensei... "bolas, Agora que vamos ter de fazer as obras, não veio nada a calhar..."
      Somos Humanos, é normal "desabafarmos" com estes imprevistos.

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    9. Gisela, todas as prendas que recebi de batizado e festas catolicas, mais Natal e Aniversario eram colocadas numa conta poupança minha. Na minha terra era normal darem dinheiro, mesmos os avós e tios, basicamente só os meus pais e depois os coleguinhas da escola é que davam prenda fisica nas festas. Disto com juros e tal aos 20 anos tinha cerca de 10.000€. Depois eu sempre fui boa aluna, a melhor do concelho, a melhor do curso e acumulei muitos premios de merito. Não sei se as pessoas sabem mas so na faculdade o prémio do Ministerio do Ensino Superior para o top era 6 salarios minimos, mais o premio da Universidade que eram 1.500€, mais o da Camara Municipal e tal acumulei mais 20.000€ de todos os premios do ciclo, secundario e universidade. Portanto quando comecei a trabalhar tinha já 30.000€. Repare que como nunca chumbei acabei o curso e comecei logo a trabalhar aos 22 anos, nunca estive desempregada e desde o primeiro emprego tive salario de 1000€ liquidos. Arranjei emprego perto de casa, e continuei a morar com a minha mae. Obvio que pagava as minhas despesas pessoais tipo gasolina, seguro, roupa, saude, telemovel, saidas, etc; mas nao tinha despesas com renda, electrecidade, agua, internet, comida para jantar em casa, logo nesses anos poupei muito mais. Saí de casa aos 28 anos para casar e fui morar com o marido. Mesmo aí, como moramos num meio pequeno pagavamos 350€ por um T3, o que não é comparavel à malta de Lisboa e outras grandes cidades onde gastam muito em habitação. Quanto ao carro eu quando comecei a trabalhar a minha mae comprou-me um carro mais fraquinho em 2ª mao, e ao meu marido os pais tinham oferecido um carro novo quando acabou o curso. Portanto quando casamos o que fizemos foi devolver o meu carro à minha mae, ficamos com o do meu marido que ainda estava porreiro e compramos um novo. Mas repare que compramos um de 22.000€, nada de extraordinario. E agora quando finalmente trocarmos o carro dele estamos a contar com cerca de 30.000€, ou seja, nao vamos comprar nenhum audi ou mercedes...
      O casamento foi assim: nós tinhamos dinheiro para pagar, mas com o valor das prendas (considerando que os meus tios deram 1.500€ a minha mae 2.500€ e outros familiares tb prendas altas) foi equivalente ao casamento. ou seja, nao perdemos dinheiro, mas tb nao tivemos lucro (ha quem os pais paguem a totalidade do casamento e depois fiquem com as prendas). Alem disto tb tive sempre muito cuidado com o investimento, sempre as poupanças em depositos com bons juros, e apanhei aquela altura dos certificados do Tesouro a 6%, o que ainda rende muito. Dos imprevistos que fala nunca tivemos um arranjo necessario no carro (so as revisões normais anuais) e em termos de electrodomesticos quando casamos e fomos para o apartamento alugado o marido ja tinha a maquina de lavar roupa, TV pequena e microondas de solteiro, so compramos um frigorifico baratinho com toque. Entretanto para a casa nova sim compramos um frigorifico e congelador porreiros, trocamos de maquina de lavar roupa e compramos maquina de lavar louça e TV grande. Mas mais uma vez foi tudo bem procurado e em promoção, nao foi uma situação em que algo avaria e tem de se comprar a correr. No caso da TV andamos mais de 6 meses à procura, a ver as promoções na worten, radio popular etc, até encontrarmos a que queriamos a um preço porreiro. Por ultimo quando fala das viagens repare que quando eu digo 1500€ por mes é nos meses normais, depois há o subsidio de natal e de ferias, portanto o de ferias quase que paga praticamente as ferias.

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    10. Gisela,
      Depois de ler os seus desabafos, gostava de a convidar a ter acesso ao meu blog, Manual de Sobrevivência Para Viver Mais Poupado, que está bloqueado apenas para leitores convidados. Caso deseje ter acesso, envie-me o sei email para ariana.artur@gmail.com Pode ser que encontre mais sugestões que lhe possam ser úteis de alguma forma.
      Cumprimentos,
      Ariana

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    11. Anónima, antes de mais muitos Parabéns pelo seu percurso académico brilhante! É muito bom saber ,motivante e diria até inspirador ( sobretudo para os jovens ) que às vezes o esforço e dedicação ainda são recompensados.
      A minha família também dava presentes em dinheiro às vezes, mas quando éramos pequenas a minha mãe usava esse dinheiro para comprar o que precisassemos. E nem sequer coloco isso em causa, porque os meus pais, sobretudo a minha mãe, fizeram o melhor que puderam com os recursos que tinham. Se acho que seria mais fácil ter essa poupança para iniciar a vida adulta ? Claro que sim... Por isso é que o tento fazer com o meu filho( mas tenho consciência que nem toda a gente o pode fazer). No entanto, a partir de uma certa idade esse dinheiro era me dado e com ele eu comprava a minha roupa, sapatos que precisasse, etc Embora não fosse uma fortuna eu conseguia comprar as minhas coisas e para mim era importante, até porque não precisava de pedir nada aos meus pais... E podia comprar-me pequenos mimos e com esse dinheiro ainda conseguia comprar presentes de aniversário/natal para a família próxima. Também nunca reprovei (e sabia que me sentiria pessima se isso acontecesse visto o esforço enorme dos meus pais em me pagarem o curso) e comecei a trabalhar aos 22 anos, 3 meses depois de acabar a licenciatura,que foi o tempo que demorei até encontrar trabalho. Mas a minha experiência profissional em Portugal foi muito má. A empresa onde trabalhava a tempo completo acabou por declarar insolvência, mas continuou a funcionar mas com outro nome ... (Sistema que continua a fazer até hoje). Apresentei queixa no tribunal do trabalho (que já tinham várias outras),que não deu em nada e acabei por nunca ter recebido vários salários..
      3 meses depois disso estava a sair do País com 23 anos e desde então as nossas condições no trabalho têm sempre vindo a melhorar, felizmente. Eu só tirei a carta aos 22 anos quando comecei a trabalhar (nesse primeiro trabalho morava num quarto muito barato numa casa que partilhava com mais pessoas, ...). O meu primeiro (e unico) carro para eu conduzir comprei já depois de ter o meu filho ! (Tínhamos comprado o que o meu marido conduzia meses depois de chegarmos cá.. compramos juntos, porque desde que viemos para cá como começamos a morar juntos a nossa conta comecou logo a ser a mesma). Mas até ter o meu filho eu não tinha carro. Ia a pé para o trabalho.
      O meu carro custou pouco mais que um salário meu actual! Muito, muito barato. É um carro em 2a mão,já com bastantes anos... Mas sinceramente adoro-o. É pequenino e fácil de conduzir e estacionar (tal como eu gosto ) e cumpre perfeitamente a função (levar o meu filho à creche, consultas,etc). Tenho perfeitamente consciência que não podia ter o mesmo carro que o Cristiano Ronaldo e muito honestamente ter um carro melhor não faria de mim uma pessoa mais ou menos feliz. E também acho que devemos adaptar a nossa vida as nossas possibilidades.
      Nós sempre tivemos que comprar tudo o que temos em casa. Porque começamos uma vida do zero em outro País. Por isso, todos os objetos, desde simples copos, cobertores,... Todos os móveis, electrodomésticos foram comprados por nós desde que estamos cá. E tudo custa dinheiro e tudo acaba por interferir nas poupanças. Nenhum de nós tem subsídio de natal e de férias, mas efetivamente deve dar muito jeito.
      Muito muito obrigada pela sua resposta. Foi muito esclarecedora. E obrigada por todas as dicas !

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    12. Muito obrigada, Ariana. Vou enviar-lhe um e-mail.
      Cumprimentos, Gisela

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  5. O salario medio em Portugal em 2018 foi 888€. Este ano deve atingir os 900€. Ora se ha mta gente q ganha o salario minimo, significa q p a media dar 900€, ha mta gente q ganha acima disso. Pelo q sei tens um curso superior por isso n te podes comparar ás pessoas com o 6o ano de escolaridade q fazen limpezas. A ideia de estudar e esforçar-nos é p subir na vida. A minha mar era empregada domestica e teve mt esforço p nos criar. Eu estudei, hoje tenho um bom emprego e ganho actualmente 1500€ limpos, o marido um pouco mais 1700€. Fazemos uma vida sem grandes luxos e poupamos entre 30 a 40 % do salario tds os meses precisamente p essa poupança, p o casamento, p comprar a casa, os carros. E sim neste momento temos 1 carro novo, 1 casa paga, a poupança de 1 ano de salario e o valor p comprar outro carro novo pq esse outro está velhinho, e ando novamente a poupar p recuperar o 2o ano salarial de poupança pq investimos na casa. Os colegas e as pessoas q conheço tb têm este nivel salarial. Caramba, o S*, tanto restaurante, tanto hotel caro, tanto audi e mercedes por aí,..... n me digas q n ha dinheiro em Portugal.

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    1. Anónimo, olhe, efectivamente pode haver um salário médio de 900 euros... É que por cada cem que ganha 620 euros, existe um Ricardo Salgado ou um Zeinal Bava nesta vida. Estes salários de seis dígitos também contam para a tal média. Era melhor ser estudada a Moda...

      Sim, há dinheiro. Sim, luta-se por melhor vida. Felizmente a minha já mudou para bastante melhor no último ano. Mas também tenho despesas que antes não tinha, pelo que a coisa não se tornou assim tão diferente. :)

      Ainda bem que só tem colegas desse nível salarial. Eu estou rodeada de tesos. Ahahahah

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    2. Não é preciso ser um salgado ou um zeinal bava para fazer aumentar o salário médio. Tu só conheces pessoas que recebem o ordenado mínimo, toda a gente que eu conheço o mais baixo que recebe é algo na ordem dos 1000/1200 líquidos e estou a falar profissões técnicas onde só se exige o 12 ano. Já os meus amigos licenciados e a trabalhar há 10 anos, líquidos recebem 2k cada um. Mas pegando no exemplo mais baixo, um casal que tenha apenas um redimento líquido mensal de 2000 a 2400 euros, que vive em Lisboa garanto que já consegue poupar alguma coisa.

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    3. Anónimo,
      Não concordo com o que "conheço" da vida financeira da S* - no entanto, devo dizer que não pode considerar que só porque se tem um curso superior se ganha bem, ou que não se pode comparar com quem faz limpezas. Eu estudei, tenho licenciatura e mestrado, trabalho na minha área e o meu salário não chega aos 800 euros. Tal como eu, muitos meus colegas estão em situações idênticas... como diz a S*, estou rodeada de tesos!

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  6. Anónimo: «e se de hoje para amanha ficas desempregada e o teu noivo tambem como dás comer ao teu filho, como lhe dás um tecto se nao podes pagar a renda?
    não pensas q tens alguem dependente de ti que pode ficar sem nada se as tuas fontes de rendimento esgotarem?»

    S*: «Anónimo, tenho um pé de meia, como é óbvio.»

    Anónimo: «Sim, mas o pe de meia deve dar p pelo menos 1 ano e pelo q falas n m parece q tenhas um ano de salario guardado...»

    S*: «Definitivamente, está enganada sobre mim.»

    Diálogo em http://asminhaspequenascoisas.blogspot.com/2019/04/maria-nabica-tudo-o-que-ve-cobica.html

    Afinal, em que ficamos? Tens 1 ano de salário guardado ou é absolutamente irrealista?

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    1. Não estou a entender a sua dúvida. Onde disse que tenho um ano de salários poupados!? Está a querer confrontar-me com algo que nunca afirmei. Ter um pé de meia não é ter um ano de salários. Pelo menos para mim, que pelos vistos sou a única pessoa que não tem milhares no banco. :D

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    2. Eu já desisti de comentar estes posts, em que a S* pretende causar impacto e depois se contradiz toda.

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    3. Mas para dar um milhar por uma Bimby já tinhas! Faz todo o sentido...

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    4. Um comentador intui que o teu pé-de-meia não cobre 1 ano de salário e tu respondes que ele está enganado. Isto significa o quê?! Que tens 1 ano de salário, apesar dele pensar o contrário!

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    5. Anónimo das 9:45, poupe-me. A Bimby é utilizada diariamente e eu pago trinta euros por mês. Trinta!!!! :D

      Anónimo das 10:01, enganada sobre mim. Leia com mais cuidado.

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    6. Pagas 30€ por mês durante quanto tempo? No final terás pago mil e tal euros por ela, que é o que ela custa. Usas todos os dias mas também podias cozinhar com um tacho de 10€. Isto para dizer que é um bem caro, supérfluo e perfeitamente substituível. Que quem tenha bons rendimentos a compre, tudo bem, mas quem se queixa de estar sempre a acumular e zerar logo a seguir com despesas imprevistas, ter esses mil e tal euros de parte daria jeito.

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    7. S*, disseste que o Anónimo estava enganado em relação a ti... Após ele insinuar que não terias os tais 12 meses de salários poupados!
      Podes dar as voltas que quiseres ao texto, só há uma interpretação possível. A verdade é que estás sempre a dar uma no cravo e outra na ferradura...
      Para a semana, prevejo um novo par de chinelas!

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    8. Na minha casa entra por mês mais de 3 mil euros líquidos, e nunca equacionamos ter uma bimby. Prioridades!

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    9. Por acaso a forma como o comentário foi escrito também me pareceu ser a dizer que tinhas 1 ano de salários poupados, no mínimo.

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  7. Eu e o meu marido somos funcionários públicos. Levo para casa cerca de 700€/mês, o meu marido cerca de 900€/mês....3 filhos meus (mais 2 pensões que "pagamos") e não conseguimos poupar nada.
    Também não deixo de jantar uma ou outra vez e comprar alguma coisa que faça mais falta (roupa/sapatos). Se não o fizesse e poupasse esse valor acho que seria infeliz. Trabalhar para viver, comer e pagar contas?! Não. Já que não consigo poupar, ao menos usufruo uma ou outra vez de uns mimos...
    Ah e tal os funcionários públicos ganham muito bem.....#SQN
    (e somos assistente técnica e técnico superior...)

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    1. Tivessem menos filhos! Têm esses salários e no conjunto sustentam 5 filhos... Claro que não há milagres. As pessoas metem-se em escolhas de vida e depois ainda se queixam que são pobres.

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    2. Pois, mas as circunstâncias mudam e não escolhemos por quem nos apaixonamos....eu já tinha 3 filhos e ele lá tinha os dele, que não vivem connosco.
      E muito honestamente, não são os filhos que nos saem mais caro.
      É a vida que é cara. São so ordenados que são miseráveis. Entende??? Ou restam dúvidas? Aqui a minha questão era mesmo essa.... acabar com a ideia (que muita gente tem) de que os funcionários públicos ganham muito.
      Já viu o preço da água? Da luz? Da comida? Da roupa? (mesmo escolhendo marcas brancas???) Já viu o que se paga em impostos e taxas? Já viu o IVA desses bens essenciais?Já viu? VIU mesmo???

      Secalhar não...e só vem mesmo para aqui enxovalhar os outros.

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    3. E só para acrescentar: voltei a estudar. Sou tão pobre para umas coisas, mas para ter direitos a bolsas já sou rica. Entende a disparidade das coisas?!

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    4. Ò "Procura dentro de ti": esqueceu-se de dizer que ganham isso, cada um, mas x 14 , acrescido de diuturnidades. E ao dizer "levo pra casa", está a dizer que é líquido, certo. Desculpe, mas para o que faz, ganha muito bem.

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    5. Tem a certeza? pergunto isto porque as vezes as pessoas nem se inscrevem na bolsa porque acham que não vai dar, ou porque alguém lhes disse que não dá.

      Assim por alto: O rendimento per capita do agregado familiar tem que ser inferior a 7925,87€ para se ter bolsa.

      logo se recebe cerca de 1600 euros /mês , anualmente:
      (1600*14 ordenados) / 5 pessoas = 4480 €

      E estamos a usar estes 1600 euros no total porque deviam ser deduzidas as pensões, parte do rendimento casa e etc.
      A menos que tenha outras condições como ter casas no seu nome, mais de 100 mil euros no banco ou situações irregulares nas finanças... devia ter direito a bolsa!

      Sugiro-lhe que faça uma simulação no site da DGES.

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    6. Desculpe... Mas diuturnidades?! Eu não recebo nada disso.
      E como é que pode afirmar que para o que faço já ganho muito?!
      Não sabe o que é que eu faço e ninguém merece ganhar tão pouco e grande parte ainda ganha menos que eu.
      Isso é correto?

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    7. Sim, anónimo tenho a certeza. Naturalmente que tento pedir todos os anos, até porque o IRS vai mudando... vou tentar, claro este ano outra vez. Mas acredite que é assim.

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    8. para ter bolsa nao é so ter baixos rendimentos, mas têm de se fazer um minimo de cadeiras todos os anos. Por ex, para um curso de 3 anos têm de fazer no maximo em 4 anos. Portanto se estuda e tambem trabalha e com filhos suponho que nao consiga fazer muitas cadeiras por ano e por isso não é elegivel.

      Por outro lado também não pode ter nenhum curso superior ou diploma de especialização tecnológica. Será que já nao o tem?

      Reparem que para ter bolsa não é so os rendimentos têm também outras condições a cumprir.

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  8. Acho muito injusto este tipo de julgamentos e vejo que maioria dos comentadores têm uma visão desajustada daquilo que é a realidade de grande parte dos jovens de hoje. Não é uma crítica a estas pessoas, mas efectivamente quando vivemos numa realidade privilegiada e todos à nossa volta também, torna-se dificil olhar para fora da nossa bolha e perceber as realidades dso outros.
    Na teoria concordo absolutamente com quem diz que devemos ter poupado o suficiente para imprevistos. Eu tenho um salário médio. Tenho uma poupança que para os meus parâmetros era simpática (mas ao ler estes comentários já percebi que afinal é miserável ahahah), que vem exclusivamente das minhas poupanças desde que trabalho. Não há dinheiro dos pais, e em épocas festivas recebia 20€ dos meus avós ;) O meu namorado, como esteve um ano desempregado e actualmente é freelancer, neste momento não tem qualquer poupança porque o que tinha foi-se em imprevistos injustos e episódios frustrantes que nos aconteceram todos quando ele estava desempregado. Feliz é quem nunca passou por estas fases negras, e não desejo a ninguém ver poupanças de anos esfumarem-se em 2 meses.
    Não temos uma vida de luxo, não temos carro, ainda não há filhos e seguramente não irá haver casamento porque para nós não faz sentido o dinheiro que se gasta num dia (respeito quem o faz, simplesmente para nós seria impensável).
    Mas somos jovens e queremos viver - cruxifiquem-nos!! Por alguns comentários aqui até parece que quem é "pobre" não merece aproveitar a vida como quem é "rico". Se não tiver herança nem um ordenado maior que me permita poupar mais, então não mereço ir de férias, comprar roupa (nem na Bershka!), jantar fora? Por não termos tido a sorte ou audácia de conseguir estar melhor na vida, temos de ouvir "não poupas porque não queres", de pessoas que têm a sorte de ter apoio familiar ou um ordenado melhor? Toda a gente tem o direito a tentar investir nos seus sonhos e realizar os seus projectos, e parece-me injusto e presunçoso apontar-lhes o dedo e chamá-los irresponsáveis por ousarem tentar ser felizes com o pouco que têm. Honestamente, fiquei mesmo triste com estes comentários..
    De resto, concordo com quem diz que não faz sentido fazer este tipo de posts para depois se enervar e impertigar com as respostas - já não é a primeira vez que acontece, já sabia que ia acabar nisto, para quê partilhar este género de coisas? Mas o blog é seu :)
    Espero que tudo se resolva e tenham um casamento lindo!
    Mar

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    1. É óbvio que uma pessoa remediada não pode (ou não deve) levar a vida de alguém abastado! Não é uma questão de justiça ou de injustiça, é o que é: matemática pura.
      Não é que os pobres "não mereçam" comprar roupa ou ir de férias mas cada um tem de saber adaptar-se à sua realidade.
      Vivo sozinha, com o ordenado mínimo e consigo poupar (quase) todos os meses. Não é magia, é ponderação e responsabilidade.

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    2. Raramente comento mas concordo com a Mar.

      As pessoas tem uma dificuldade enorme em colocar-se nos sapatos dos outros. Realmente quem tem o privilegio (não necessariamente mérito) de ter bons salários e dinheiro poupado dos pais não percebe que isso faz toda a diferença. Eu tenho um mestrado, enne cursos e pós graduação (e a caminho de um doutoramento) e ganho 900€ no momento (estou no publico, já estive no privado e ganhava um pouco mais, mas os anos da crise foram complicados para a minha geração no geral). E o meu namorado no privado tem um ordenado semelhante. Antes de vivermos juntos eu conseguia poupar metade do meu ordenado e fazer fases as minhas despesas (viver em casa dos pais não significa eles pagarem-nos tudo). Agora, nos meses em que consigo poupar 10% do meu salário é muito. Renda, e todas as despesas inerentes, transporte (passe de transportes públicos) e realmente sobra pouco. E sim, janto fora, compro roupa quando preciso (basicamente nos saldos, mas é uma opção minha). Não faço gastos exagerados, sou muito poupada, mas uma pessoa tem que usufruir um minimo que seja. Isso do poupar, em extremo pode-se sempre poupar até não viver, só sobreviver. Mas isso já esta relacionado com a dignidade humana.

      Em relação à S. eu percebo o que ela diz. Milhares num conserto é muito. E eu posso não comprar sapatos ou roupas como ela compra, mas provavelmente gasto noutra coisa (livros por exemplo). E ninguém tem nada a ver, podem não perceber os gastos, mas dai a encher o peito de ar a dizer que poupam imenso e que não fazem determinadas despesas.. É tudo relativo. Provavelmente fazem em coisas que nem notam.

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    3. Anónimo das 13:33, é óbvio que estamos a falar de adaptação dos nossos sonhos e projectos à realidade. É óbvio que não estou a defender que se viva acima das possibilidades. Não vamos de férias para sítios caros, aproveitamos ficar em casas de familiares ou acampamos. Não jantamos em sitios caros, apenas em sitios económicos e muitas vezes com vouchers que ficam a metade do preço. Raramento compro coisas a preço normal, mas sim em saldos ou promoções, e em marcas baratas. Etc, etc.. O que estou a defender é que mesmo com pouco, as pessoas podem e devem VIVER e aproveitar, dentro do que podem, o dinheiro que ganham para ir fazendo pequenas coisas que as façam felizes. Claro que podia não fazer nada destas coisas e tinha muito mais poupado do que tenho, mas não era, seguramente, tão feliz.
      O que está aqui em causa é que, como sendo o caso da S*, há pessoas que adoram olhar para o lado e dizer "se não poupa é porque não quer, ainda ontem comprou uns sapatos" - quando não sabem em que contexto (quanto custaram, o quanto eram precisos, etc) em que esses sapatos foram adquiridos, e egoisticamente, culpam quem é "pobre" por estes gastos "superfulos" como se isso fosse efectivamente a causa da sua "pobreza". Devemos, claro, adaptar o nosso estilo de vida ao que ganhamos, mas só porque se é "pobre" não tem de se ficar escravo da poupança para a equiparar à de alguém que ganha o dobro.
      Mar

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    4. Concordo com o Anónimo. Também eu tenho uma poupança que pensava ser "jeitozinha", mas ao ler os comentários apercebo-me que é apenas um remedeio. Vem exclusivamente das poupanças feitas desde há 3 anos altura em que me casei (e antes disso a poupança que tinha foi feita quase exclusivamente a partir do momento em que comecei a ganhar ordenado - dos meus pais recebi 100 euros com 12 anos, altura em que me abriram a conta. Não podiam dar mais ao longo da vida, e nem eu lhe "exigiria" tal coisa. Neste momento estou grávida e não conto fazer uma conta poupança onde coloque mensalmente um valor para a minha filha - farei uma conta poupança para colocar algum dinheiro que lhe dêem em datas mais especiais se assim o achar necessário. Por outro lado, pretendo fazer tal como os meus pais, que sempre me deram o necessário para viver (nunca tive roupas de marca, mas nunca andei nua...), pagaram-me o curso e todas as despesas inerentes a 3 anos de licenciatura + 2 de mestrado (e ainda 5 meses em Erasmus) e a carta de condução. Também o fizeram porque sempre fui muito consciente da necessidade de poupar e nunca andei a gastar dinheiro em noitadas académicas e outros que tais). Quando me casei a poupança estava a zeros, porque sendo um grande sonho meu comecei desde cedo a poupar para o casamento - tive a sorte de os meus pais pagarem a minha parte da quinta (e o tecido do vestido de noiva, que foi depois feito pela minha mãe) e os meus sogros pagarem o correspondente do meu marido, que é onde se gasta a maior parte do dinheiro, mas se isto não tivesse acontecido nós tínhamos dinheiro para pagar o casamento todo sem ajuda de ninguém. Sendo que fizemos casa antes do casamento, as poupanças foram-se todas para a casa - e então as prendas de casamento que seriam "lucro" serviram para comprar a mobília de jantar, um carro e guardar cerca de 1000€ para ter uma pequena almofada. Podíamos ter comprado um carro muito melhor, mais recente, etc... mas comprámos o que podíamos pagar na altura, sem empréstimos para não ficarmos com a corda ao pescoço...
      Acho que é apenas uma questão de prioridades. Para nós era uma prioridade casar e fazer uma festa, por isso poupámos para isso, mas não nos andámos a queixar que gastámos x ou y no casamento (ou na casa). Neste momento podíamos ir de férias para fora de Portugal, mas para nós é uma prioridade aproveitar mais a vida no dia-a-dia (ao invés de andar sempre a toque de caixa e a contar os tostões no dia-a-dia) e do subsídio de férias e de natal colocar uma parte na poupança - por isso fazemos férias mais contidas dentro do país... É a nossa opção, por isso depois não temos o "direito" de nos andarmos sempre a queixar que não vamos de férias para fora. Por outro lado, para nós seria impensável gastar tanto dinheiro numa bimby - mas lá está, são opções. Cheguei a trabalhar na produção de uma fábrica onde praticamente só trabalhavam mulheres e todas ganhávamos o ordenado mínimo (na altura 485€) e a conversa diária das minhas colegas era que o sonho delas seria ter uma bimby - não entendia como alguém podia pensar em gastar mais de 2 ordenados numa gadjet culinário - mas mais uma vez, são opções!

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    5. Ou seja quando se ganha pouco não se pode sonhar, é isso? Eu sempre sonhei ter um robot de cozinha mesmo quando ainda estudava e não ganhava. Mas isso não me impedia pelo menos de sonhar. Depois comecei a ganhar mas nunca achei que com o que ganhava justificava comprar um robot tão caro. Mas continuava a sonhar, sabia qual o modelo que queria, falava disso, dizia que um diria ainda viria a ter um. Sonhar não custa dinheiro. Até que comecei a receber mais e um dia decidi mesmo comprar. Se calhar podia nunca ter comprado e continuado a fazer planos de um dia ter um. Qual é o problema?

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  9. Para muitas pessoas, ter 1 ou 2 anos de salários poupados não é uma escolha, é uma necessidade. Pessoas com bolsas de investigação/doutoramento, pessoas que trabalham a recibos, etc. Sou bolseira de doutoramento e antes disso tive bolsa de investigação durante dois anos. Fiz questão de só sair de casa dos meus pais com €7000 em poupanças (tudo o que poupei foi do meu trabalho, não tive prendas ou heranças), e conto juntar bem mais nos próximos três anos. Claro que isto implica escolhas como não ter carro, mas isso depende dos objetivos de cada um. Certo é que tenho mesmo de ter um bom pé-de-meia porque é bem provável que fique um ano sem trabalhar quando terminar esta bolsa. O que para outros seria um imprevisto - a perda do rendimento mensal - para mim é uma certeza, portanto a poupança torna-se crucial.

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    1. É fácil dizer que fez questão de sair de casa dos pais com 7000€ na conta quando isso significa que obviamente vive perto de onde estuda. Quem tem de sair de casa para estudar ou tirar o doutoramento, tendo logo à partida mais despesas, não consegue fazer o mesmo.

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    2. Depende do que considerar perto. O meu passe de autocarro era de €140, acho que dá uma ideia de que não era "perto". A maioria das pessoas que vivia na minha vila saiu para estudar, eu fiquei lá na licenciatura, mestrado, nos primeiros dois anos de trabalho e saí agora durante o doutoramento, porque senti que estava na altura e tinha a poupança dos dois anos em que trabalhei. Eu optei por ir e voltar todos os dias e não me arrependo. E, mesmo após ter saído de casa, (saí agora, no primeiro ano de doutoramento) não conseguindo poupar 1/3 do valor da bolsa, poupo bastante. Mas, lá está, poupo porque fiz determinadas escolhas: não viver no centro de Lisboa, não ter carro, não ter quaisquer créditos, procurar um apartamento já parcialmente mobilado e com uma renda não exorbitante... tudo isso são escolhas e eu poderia ter feito outras e ser chapa ganha, chapa gasta.

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    3. Os meus pais não são ricos, nem sou filha única, estudei fora, e saí de casa com mais de 7000 € (nunca mexi nesse dinheiro) e, mesmo com bolsas de investigação, consegui pagar renda, poupar (sim, é possível!) e até ter filhos!
      Se tenho poupanças é porque nunca investi o dinheiro em carros, telemóveis caros, tabaco, roupas, sapatos, malas (compro qb) e afins. A única vez que saiu dinheiro da poupança foi para comprar casa.
      Consigo pagar férias, extras e surpresas apenas com o ordenado (recebo apenas 12 meses de salário). Tenha muito ou pouco mantenho sempre o meu nível de vida (moderado, com uns mimos de vez em qdo).
      Tenho 2 filhos, casa (própria), carro (do marido, que já poderia ser uma carrinha), poupanças (cada um a sua) mas uma vida profissional incerta pela frente.
      Em caso de desemprego prolongado... lá terá de ser.

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    4. Eu também tive bolsas de investigação, a trabalhar fora, com renda para pagar e claro que poupava. Mas não me venham dizer que se vivesse em casa dos pais, mesmo com um passe de 140€, não poupava muito mais. Ninguém tira o mérito de serem poupadas, mas achar que é tudo a mesma coisa é não querer ver bem. E enquanto estudava e não trabalhava mesmo a viver em casa dos pais era suposto ter amealhado milhares de euros como?

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    5. Então mas eu deixei bem claro que fiz questão de só sair de casa com essa poupança, porque em casa conseguia poupar mais. São escolhas, e foi a escolha acertada para alguém que tinha mesmo de poupar. Há sempre alguém em situações mais ou menos favoráveis que a nosa, obviamente.

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    6. É óbvio que quem está em casa dos pais poupa mais, a não ser que tenha de contribuir para as despesas.
      Vejo pelos meus cunhados. Solteiros, a meio dos 30s, trabalham mas vivem com os pais. De certeza que têm um bom pé de meia. Um deles comprou a casa a pronto.
      Eu saí de casa porque fui estudar fora, senão dispensava ir morar sozinha (pouparia, na boa, +400 €/mês). Mas optei por nunca comprar carro (fiz mta viagem de expresso) e por rendas mais em conta (ficando mais longe).
      Basta ver um colega meu, também deslocado. O carro sai-lhe mais caro que os meus dois filhos. Depois queixa-se que tem pouco dinheiro (jantares fora, viagens, gasolina, ...). Que use transportes públicos, são só 40 €/mês. São pequenos luxos que vão saindo da carteira.
      Prioridades! Mas cada um sabe de si. :)

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  10. Não se trata de as pessoas serem injustas ou não terem noção da realidade, trata-se de um principio base de que todos ganhamos, gastamos e poupamos, se quisermos. Mesmo quem ganha pouco, poderá poupar nem que sejam 10€ por mês. E é obvio que quem ganha pouco tem direito a viver uma vida feliz, com sonhos, que não seja só trabalhar para pagar contas. Só que as pessoas têm que se mentalizar que não podem ter tudo. Quem ganha 500€ não pode ter a vida de uma pessoa que ganha 1000€ ou 2000€, por muito que queira.

    Uma família próxima de mim vive com dois salários mínimos, têm casa própria que estão a pagar ao banco mas vivem com os pais de um deles sem pagar renda, água luz e gás, só gastam com comida. Um dos filhos já se sustenta, é menos uma despesa. O outro filho é menor ainda. Estas pessoa basicamente só deveriam ter como despesa "fixa" a alimentação e o transporte. Ainda assim queixam-se frequentemente de que não têm dinheiro. Só que depois compram sapatilhas NB, os filhos têm um telemóvel novo todos os anos, compram frequentemente coisas a prestações na Worten sem sequer darem hipótese de consertar o que avariou. Quando confrontados com isto, dizem que os filhos têm que ter o que os outros têm, que fazem os sacrifícios por isso.

    Quem ganha assim tão pouco não se pode dar ao luxo de querer ter vida de rico. Os filhos não morrem se não tiverem tudo o que os amigos têm (eu não tive e sobrevivi). Não precisamos de comprar roupas ou sapatilhas de marca só porque os outros têm, nem de ir jantar fora porque os outros vão. A vida não é uma competição (ou não deveria ser). Se calhar sou fria nesta análise (embora não seja das privilegiadas cujos pais deixaram heranças, não recebia prendas milionárias nos aniversários, sempre tive que trabalhar para tudo o que tenho), mas parece-me óbvio que, infelizmente, não temos todos direito a tudo só porque os outros também têm. Quem não pode, não pode. Temos que viver com aquilo que temos. Se não dá para ter filhos, não se tem. Se não dá para as férias, não se goza. A vida é triste e injusta, sim. Quanto mais cedo tivermos essa realização, mais fácil será ajustarmo-nos à vida que podemos ter. Não podemos é querer ter tudo, ganhar pouco ou poupar muito pouco, e depois queixarmo-nos de que temos azares e imprevistos, que lá se vai o dinheiro.

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  11. A capacidade de poupar depende de vários fatores, rendimento mensal vs despesas correntes vs hábitos de consumo. Podemos ter salários considerados elevados e mesmo assim não conseguir poupar porque as despesas fixas que assumimos e os hábitos que temos não o permitem. Assim como existem pessoas com rendimentos baixos que conseguem fazer poupança todos os meses. Posto isto, se a *S poupa muito pouco nada, problema dela e da familia. Se prefere gastar naquilo que entende, tudo bem. São formas de estar, nada a ver com isso. por cá, poupamos o possível. Há meses em que as despesas aumentam com IMi's e seguros de carro e afins, e nada se poupa, compensamos quando podemos. Desde que sou financeiramente independente, sempre fiz o possível para ter uma poupança para emergências, não diria vários anos de salários mas um valor que nos permitisse viver sem sobressaltos caso um de nós ficasse desempregado ou doente. Aconteceu no ano passado que o meu marido teve um problema de saúde grave que o obrigou a ficar de baixa por mais de 6 meses. Sendo que mais de 2/3 do salário dele são comissões e bónus, foram meses difíceis em que a poupança nos salvou. Temos tentado repor, mas não é fácil. Dito isto, e não tendo nada a ver com a vida de ninguém, apenas porque sigo o blog, estes posts são sempre cheios de incongruências. E é verdade que depois de partilhar estas informações, íntimas quanto a mim, a *S não gosta dos comentários e se ofende sempre que alguém refere pontos de vista diferentes do dela. mas pronto, faz parte e eu gosto de me entreter por aqui.
    Espero que corra tudo bem e que, sei lá, lhe saia uma raspadinha ou o euromilhões para parar de se queixar da vidinha.
    Abraços

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  12. É óbvio que quem ganha menos poupa menos... Não me parece um raciocínio difícil. Parece-me é de um egoísmo atroz dizer que se não tens dinheiro não devias ter filhos. Se todos pensassem assim lá se ía definitivamente qualquer possibilidade de sustentação do regime de pensões. Vão-me dizer que há 50 ou 60 anos os vossos avós tiveram10 filhos e todos eles tiveram pé de meia? Meus caros, nós somos filhos dos 70, 80 e 90. Uma época em que efectivamente as pessoas mudaram a sua maneira de estar na vida, de ganhar dinheiro e de sustentar os filhos. Vão dizer-me que antes disso eram todos uma cambada de irresponsáveis? Não, eram diferentes e os filhos não eram vistos como o foco existencial!
    Eu nem sequer tenho filhos, tenho poupanças, tenho uma vida confortável, mas tenho tb uma facilidade do caraças em perceber que a minha realidade não é a de todos.
    Haverá sempre 2 tipos de pessoas, os que esperam a vida toda para terem o dinheiro suficiente para fazerem aquilo que sonham (pq enquanto não tiverem o dinheiro todo não avançam) e aqueles que vão avançando mesmo que pelo meio tenham que correr alguns riscos. Quem está certo? Ambos e nenhum. Eu pertenço aos 2 grupos consoante as situações. Fiz um crédito imobiliário mas não faço créditos para viagens, roupas, carros, etc. Fiz o crédito pq não sou pessoa de viver completamente condicionada pela poupança durante anos a fio e tinha a noção de que se houvesse um problema vendia a casa e acabava-se o crédito (sim, é preciso saber comprar para depois a venda cobrir o crédito. Isto sim, são as decisões que importam).
    Noutra perspectiva, vejo à minha volta muita gente a queixar-se do dinheiro mas que não abdica de ir tomar o pequeno almoço todos os dias à pastelaria. Confesso, eu que prezo tanto o meu pequenos almoço tomado nas calmas em casa, juro que não entendo. Mas o facto de eu não não perceber, não me dá o direito de julgar! Se calhar, na vida daquelas pessoas, aquele momento de socialização é o único momento em que se sentem gente, em que sentem que a vida ainda vale a pena. Deixarem de o fazer pode significar cortar um laço que pode trazer consequências maiores (acreditem que isto é muito verdade em pessoas que vivem sozinhas).
    Por isso, não critiquem, se quiserem comentar sejam construtivos, dêem dicas que possam talvez ajudar, evitem o dedinho espetado e o "ah, tomaste essas opções, agora toma!". Se não for por mais nada, que seja para se sentirem pessoas melhores e porque o meu pai sempre me ensinou que não devíamos cuspir para o ar ;-)

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  13. Falas demasiado de dinheiro e de como o gastas. Aliás, praticamente tudo (excepção para meia dúzia de posts sobre o filho e os animais) tem a ver com compras e com ter ou não ter dinheiro. Eu acho que és uma miúda simples, divertida e despretensiosa mas começo a achar que tens realmente pouco sumo. Não te ocorre falar de mais nada? E depois tens uns haters de bradar aos céus, ninguém merece! Isto tudo junto dá frequentemente este bate boca, que já começa a chatear.

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  14. Ha vidas e vidas e só quem as vive sabe o que efetivamente se passa. Mas eu partilho a ideia de que muita gente nao poupa porque nao tem controlo real sobre a sua vida financeira. Eu sou mãe solteita de um adolescente, o dinheiro que o meu filho recebe de pensão de alimentos para alem de pouco nao é tocado por mim, fica na conta do meu filho, e só com o meu ordenado de 800€ eu consigo poupar e tenho 3 anos de ordenado guardados. Demorei uns anos a fazer esta poupança claro, e nao vivo só para guardar dinheiro. Eu passo todos os anos uns dias de férias, compro roupa quando necessitamos, até jantamos fora de vez em quando. Mas faço contas e escolhas que vejo muita gente a ignorar. Por exemplo em vez de ir 8 dias de ferias vou só 5. Em vez de comprar livros todos os meses vou à biblioteca buscar. Deixei de ter carro. Só tenho 3 pares de calçado para cada estação. Etc etc.
    Mas sabem o que mais me choca? Enquanto vivi com o pai do meu filho nao consegui poupar nada. 5 anos e cheguei ao fim com 0. Para ele era chapa ganha chapa gasta. E fazia também a conversa do ganho pouco e tenho de viver a vida. Mas esse viver a vida implicava tomar cafe fora de casa todos os dias ( pelo menos 2) quando até tinhamos maquina em casa? Comprar 2 ou 3 isqueiros por semana porque os perdia todos? (E já nem falo do gasto com tabaco) lanchar na pastelaria todos os dias porque era o que lhe sabia bem? Todos os dias gastava uns 10 € com estas coisas e depois dizia que nao percebia o que acontecia ao dinheiro! Façam contas. Apontem todos os gastos diários e vao ver que há sempre coisas evitáveis e que nao fazem falta.

    Susana

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    1. Também faço isso de apontar tudo o que gasto (tenho mesmo uma app no telemóvel) e faz mesmo, mesmo muita diferença! Foi mesmo uma coisa fundamental para nós quando o meu namorado estava desempregado (viamos onde estávamos a gastar mais e cortávamos), e apesar de as coisas já estarem melhor continuamos a usar. Recomendo a qualquer pessoa.
      Mar

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    2. Faz toda a diferença apontar os gastos, principalmente numa fase inicial em que nem percebemos o que fazemos ao dinheiro.
      Depois também faz muita diferença fazer orçamentos. Eu tenho uma folha excel com os gasto "fixos" (é claro que há sempre algumas diferenças mas no geral sabemos a média do que consumimos em electricidade ou no supermercado etc), o que quero poupar, o que fica para imprevistos (podemos precisar de ir ao médico ou o gato ao veterinário) e o que tenho para os "luxos". Se este mês não houver imprevistos, o dinheiro é dividido. Vamos supor que tenho 100 € para imprevistos e não gastei nenhum, metade vai para a poupança a outra metade vai para os luxos (sim, eu também não vivo só para poupar). E se este mês só tenho 25 € para luxos escolho gastar ou num jantar ou numa peça de roupa ou num passeio... Mas só uma escolha. Se no mês seguinte tiver 75 € (juntando o que sobrou dos imprevistos do mês anterior) se calhar já janto fora 2 ou 3 vezes. Cada um depois gere os valores conforme o seu ordenado e os seus gastos fixos.

      Ajuda ser minimalista por natureza, tal como disse acima tenho 2 botas de inverno, umas sandálias e umas sapatilhas all star para o verão, e umas sapatilhas mais desportivas.
      Tenho 2 casacos de inverno (uma gabardine e um casaco quente) e um casaco mais fino de meia estação/verão.
      Tenho 4 calças de ganga de inverno (1 pretas, 1 cinzentas, 2 azuis em tons diferentes). Tenho 2 calças de algodão para o verão (1 pretas, 1 caqui) mais 1 calças de tecido preto estilo loose, e 1 calções de linho pretos também. Chega perfeitamente, como são básicos combinam com todas as camisolas/camisas/blusas que tenho. Estas sim tenho umas 20 para cada estação, consigo andar 3 semanas sem repetir o look… tenho uma carteira para o dia a dia, e uma mochila que levo a concertos e nas ferias.

      Percebo perfeitamente que nem toda a gente é minimalista como eu, mas é uma questão de fazer orçamentos e escolhas. Não se pode ter tudo, então escolhe-se: ou se compra roupa ou se janta fora ou se vai à manicure etc. Não se faz tudo.

      A prova que resulta este planeamento todo, é que quando eramos 2 a trabalhar não poupávamos nada, e quando passei a ser só eu e o meu ordenado comecei a poupar todos os meses.


      Com isto não quero apontar o dedo a ninguém, mas sim mostrar que é possível. Requer planeamento, se calhar haveria quem tivesse de fazer alguns cortes, mas dá para poupar, nem que seja 100 € por mês (grão a grão…).


      Susana

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    3. Qual é a aplicação já agora? :)

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    4. Eu uso a Monefy e gosto muito! Mas há imensas, é uma questão de procurares e veres qual se adapta mais ao teu caso.
      Curiosamente comecei a usá-la juntamente com uma outra de monitorização de calorias ingeridas e tive excelentes resultados em ambas as áreas! Apercebi-me que gastava bastante em comida fora de casa (tipo, um bolinho aqui, um suminho ali, uma ida à máquina, uma cervejinha, um petisquinho, almoços fora durante a semana, etc) e isso fazia-me gastar + € e ingerir bem mais calorias do que devia!
      Foi um verdadeiro 2 em 1! Agora tenho + €€ e estou + magra 😛

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    5. Eu uso a Moneyboard, mas há muitas, dependendo do sistema operativo do seu telefone! :)
      Mar

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    6. A pessoa que diz que ganha 800€,tem um filho adolescente e ainda poupa,não paga renda certo?

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    7. Engana-se. Pago renda. Num prédio de 40 anos numa cidade pequena. Não tenho carro, ando a pé carrego com compras e tal, nao é fixe mas faz-se. Tenho um tarifário basico daqueles que desconta no saldo por chamada que faça e sem net, há wifi em todo lado hoje em dia. Não tenho tv cabo em casa, só net. A maioria das refeições são sem carne nem peixe, sempre com muitos legumes e leguminosas. Etc etc Faço pequenas cedências que vejo a maioria das pessoas não estar dispostas a fazer. E fazem muita diferença no fim do ano.

      Susana

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    8. eu pagava 350€ de renda num T3 com boas areas (sala enorme, lavandaria, varandas, garagem, com elevador) numa cidade pequena. e estava no centro da cidade. predio com 30 anos mas o apartamento foi pintado e arranjadinho para nós irmos para la. a malta de Lisboa é que está mal habituada a rendas absurdas. Se a Susana estiver num T2 mais pequeno e num local mais simples se calhar até com 200€ se safa.

      só o facto de nao ter carro, nao ter seguros, gasolina para pagar faz imensa diferença nos gastos do final do mês. e um filho adolescente é quando eles ficam mais "baratos", não há creches nem ATL para pagar, o ensino que eu saiba é gratuito. E se nao o habituar a gadgets tipo telemoveis e roupa de marca não vai gastar assim tanto dinheiro com ele. É so mais uma boca na mesa para jantar.

      Perfeitamente normal para quem se quer esforçar e consegue.

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  15. Olha, eu na minha infância recebia uns euros em aniversários e páscoa/natal da minha avó e padrinhos. Não era uma fortuna, mas era bem bom para mim. Amigas minhas recebiam constantemente prendas e mesadas e compravam as revistas da moda, iam às compras e almoçavam fora se lhes apetecesse. Eu não podia fazer nada disto e não entendia a realidade delas, falhava os almoços espontâneos e a parte social da coisa e achava-as todas umas esbanjadores irresponsáveis. Só que lá está, eu não comprava nada com o dinheiro das prendas porque cresci com pais muito poupadinhos e nunca gastava nada a não ser em algo que eu efectivamente precissasse (tipo a primeira vez que comprei um lápis-de-minas e as respectivas minas, e usei-o durante anos e anos até à universidade). Na verdade, quando aos 18 abri a minha conta bancária tinha até uma quantia boa poupada, (na minha percepção, até porque eu nunca antes tinha visto tanto dinheirinho junto). E deixei-o lá quieto, sempre.

    Quando decidimos casar, acho que foi a primeira vez na vida que eu tive que aprender a deixar de ter amor ao dinheiro e foi a melhor decisão, porque eu fui criada sempre para poupar e nunca para usufruir, o que não faz sentido. Mesmo assim, o orçamento contemplou apenas as despesas obrigatórias e nada extra (como uma lua-de-mel). E agora que temos finalmente a viagem marcada e paga, mesmo com despesas inesperadas e certos receios, será uma das primeiras vezes que penso só em mim e em viver e usufruir da vida. Mesmo sem perfeita estabilidade, após uns anos bastante complicados. É preciso algum equilíbrio e responsabilidade, claro. Mas ninguém, por mais que o afirme, é perfeito sempre ou tem as mesmas prioridades que os outros. E desde que não se deva nada a ninguém, ou se conte com ajuda para sustentar caprichos, ninguém tem nada que se armar em superior por gerir as suas finanças da maneira que prefere. Não fazem sentido esses argumentos de "se não fazes como eu, se não tiveste os mesmíssimos ensinamentos, se não fizeste as mesmíssimas escolhas de vida, se não tens as mesmíssimas prioridades, se não procuras as mesmíssimas oportunidades, etc, que eu, então mereces tudo o que te acontece de mal, porque não nasceste com a sorte de ter este cérebro evoluído".

    Com mais compreensão e partilha de experiências (sem condescência) pode-se ajudar muita gente, até porque não vejo ninguém aqui a pedir dinheiro a ninguém.

    Mira

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    1. cada um faz o que quer nao é isso que está em causa.
      simplesmente a S* fez um post a dizer que não era possivel poupar e as pessoas estão a explicar-lhe que conseguem poupar.
      nao quer nao faz, não digam é q nao é possivel

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    2. Anónimo, eu não disse que não era possível poupar. Eu referi é que as pessoas deveriam ter cuidado com comentários de que "só não poupa quem não quer".

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    3. Mira, essa condescendência é uma falta de respeito imensa. Há que respeitar a forma de viver dos outros. Cada um tem direito às suas opções. Não tivemos todos a mesma educação, as mesmas oportunidades e a mesma sorte na vida.

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    4. Parece-me é que a S* tem um problema enorme de Português. Ora entao isto significa o quê? "Em que planeta é que consegue poupar dois anos de salários?" Para mim significa que as pessoas não conseguem.

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    5. A* é de facto giro os julgamentos quando não sabes as circunstâncias da vida das pessoas que comentaram.

      Eu por exemplo já contei tostões para comer e, por isso mesmo, fiz de tudo ao meu alcance para ter uma poupança considerável para poder recorrer quando as coisas não correrem bem.

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    6. Que comentários espetaculares. Not. Só gente super organizada etc e tal. Aposto que a maior parte dos que aqui apontaram o dedo nunca juntaram um tostão e chegam a meio do mês à tasquinha. Tudo isto por um desabafo da S. Oh gente mázinha. Tenho para mim, que a maior parte são as que queriam e nunca conseguiram casar.

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    7. Pessoalmente parece-me que essa condescendência parte muitas vezes de ti, tal como neste post.

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    8. "Tenho para mim, que a maior parte são as que queriam e nunca conseguiram casar. "

      não percebi a relação entre uma coisa e outra. quem comentou aqui com blog, a Joana e a Tete, sao casadas e inclusive a Joana fez uma mega festa num castelo em França... As minhas poupanças iniciais foram precisamente para casar, para mim o vestido, o veu, a festa sempre foram um sonho e eu queria poder escolher o que quisesse sem ter de me preocupar com o dinheiro. Acabei por casar so aos 28 anos, mas por volta dos 22 já tinha o dinheiro suficiente para a festa. Gente mazinha sao as pessoas amargas que não têm dinheiro nem sao felizes e por isso acham que os outros também nao devem ser.

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    9. S*, a Mira teve precisamente dos comentários menos condescendentes. Aliás, criticou, mesmo, a condescendência dos comentadores que apontam o dedo a outros.

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  16. Que nojo de pessoas que vejo aqui.
    "Eu não teria filhos" ou "não deviam ter tantos filhos", "pais com pouco tino". Que nojo de comentários.
    Portugal vive uma crise de valores, de empatia e de amor ao próximo. E com estes comentários se constata isso.
    S* devias partilhar menos sobre a tua vida. A inveja e maledicência dos outros anda sempre a rondar. E não precisamos de energias negativas nas nossas vidas.
    Para quem teve pais com tino, heranças dos paizinhos e vem aqui todo feliz partilhar isso: que bom para vocês. Agora experimentem sair do vosso casulo e descobrir um bocadinho das histórias à vossa volta.

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    1. Mas é mentira que só deve ter filhos quem tem condições para isso?!

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    2. Não é mentira.
      Mas a vida não é estanque... As condições de hoje podem mudar.
      É a minha opinião.
      E não são os meus filhos que me levam as poupanças. Mas sim o custo de vida. Coisas básicas.
      Atenção que esta é a minha opinião e a minha realidade.

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    3. claro que a vida pode mudar, mas se tratarmos das coisas principais da vida antes, já é dificil os filhos terem grande impacto, a nao ser que se tenha um grande azar tipo doenças.

      eu casei, comprei carro, comprei casa, mobilei. e so agora vamos ter o primeiro filho. penso que com 33 anos ainda vamos bem a tempo, e sinto-me mais segura sabendo que agora só tenho de me preocupar com por-lhe comida na mesa do que se tivessemos tido o filho antes e com tudo o que faltava comprar e se ficasse desempregada tinhamos um problema.

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    4. Quando eu nasci os meus pais viviam em casa alugada, não tinham carro e eu partilhei quarto com a minha irmã... Hoje sou doutorada, vivo numa vivenda e tenho 2 carros (pagos). Acho que os meus pais não se safaram mal mas se calhar hoje não considerariam que tinham "condições" para eu nascer...

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    5. É mentira que isso das "condições" é discutível. Porque infelizmente para muitas pessoas, ter condições é ganhar de 1500€ para cima, ter casa e carro pago, ppr, casa de férias, colégio privado para os filhos e uma poupança para a universidade.
      E como disse o anónimo acima, nos tempos dos nossos pais que não eram ricos os.filhos criavam-se e com todas as condições necessárias: comida, roupa, escola e amor.
      Que cada um tenha as suas opções, e escolha ter filhos quando já acha que tem uma vida muitos estável, compreendo. Mas que venham apontar o dedo a quem tem filhos noutras condições monetárias mas não deixa que lhes falte nada, é só mesquinho.

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  17. É uma questão de prioridades e de maneiras de ser. Fui eu quem falou de ter um ano de salários poupados e tenho a dizer que isso se vai construindo.
    Eu vivo em Portugal e vejo muitas pessoas a meterem-se em créditos para terem tudo de imediato, seja em créditos para telemóveis, para carrões para os quais não têm possibilidades ( porque não ter um carro alemão com menos de 5 anos é sacrilégio), pessoas com zero capacidade de adiar recompensas ou de pouparem para o que for.
    Depois via pessoas como a minha avó, cuja reforma não chegava aos 300€ e quando faleceu tinha 20.000€ poupados da mesma.
    Conheço muitas pessoas que a receberem mais de 1500€/mês não conseguem poupar um tostão. Já dizia a minha avó: o dinheiro é de quem o poupa, não de quem o ganha.

    Posso dizer que já ganhei até o salário mínimo em trabalhos durante a adolescência.
    A questão é que para mim nunca fez sentido gastar centenas de euros em calçado que não preciso, malas, acessórios, roupa interior, etc.. os meus primeiros salários estavam destinados para pagar a carta e qd os meus pais a ofereceram eu peguei no dinheiro todo e não o fui gastar - Poupei-o. E assim fiz desde sempre. Uma grande maioria (70%/ 80/90%) do meu salário foi sempre para poupanças.

    Nunca me privei de absolutamente nada que precisasse ou considerasse essencial. Neste momento temos 2 filhos, compramos uma casa muito abaixo das nossas possibilidades ( porque ficar com a corda ao pescoço parece-nos uma estupidez quando o podemos evitar), temos seguros de saúde e de vida bons, temos qualidade de vida e possibilidades para fazer face a qualquer problema.
    Continuo a não ter carros xpto que custem o mesmo que um pequeno apartamento, compramos roupa barata principalmente em saldos ( acho desperdício comprar roupa caríssima, principalmente para crianças), compramos calçado bom que tende a ser mais caro e por isso procuramos comprar em saldo e apenas quando temos necessidade.

    Nunca tive o hábito de almoçar ou jantar constantemente fora de casa, não tomo o pequeno almoço ou lanche fora de casa ( com algumas exceções). Não é algo que nos diga algo.
    Adoramos viajar e é provavelmente onde mais gastamos dinheiro. De resto acho que somos minimalistas por natureza.

    Acho o tom do teu post bastante sobranceiro. Não gostas que te criticam mas fazes o mesmo só porque não compreendes o estilo de vida alheio ou o facto de nem todos sentirem as mesmas necessidades que tu para se sentirem realizados.

    Nunca disse aqui nada, até porque acho que é a tua vida e fazes o que bem entender ao teu dinheiro mas, indo de encontro a este post, apenas pelo que publicas, se retirasses todos os extras e bens supérfluos que compras e mostras, provavelmente conseguias obter mais 100€/mês em poupanças ( no mínimo).

    Quando se quer poupar todos os cêntimos contam, qd não se quer gastasse tudo. Não significa que uns estejam errados e outros certos, simplesmente precisamos de coisas diferentes para a nossa vida.

    Em relação às população geral, havia uma coisa que era certa para mim: eu jamais ficaria a viver em Portugal se apenas recebesse o ordenado mínimo. Além disso, considero que a quantidade de filhos, casa que se compra, férias que de fazem ou não, etc devem depender dos rendimentos e condições financeiras.
    Pelo menos para mim não fazia sentido ter 2/3 ou mais filhos se tivesse apenas um ordenado mínimo para sobreviver.
    Mas compreendo que existem muitas pessoas que tiveram azar na vida e que fazem o melhor possível com as circunstâncias que têm.
    Por outro lado, não tenho pena nenhuma daqueles casos em que vão comprar carros caríssimos e ficam com mensalidades de 300-500€ por um carro qd recebem o ordenado mínimo nacional... Cada um faz a cama na qual se deita.

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    1. *gasta-se.

      Em relação a ter sido eu que disse, não tinha visto o post anterior. Eu fui a anónima que falou da gravidez de risco que teve e do facto do marido ter ficado de baixa sem vencimento para me acompanhar ( sem comprometer a nossa qualidade de vida).

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    2. Desta resposta só retirei o facto da pobre senhora ter poupado dos 300e de reforma que recebia uma vida inteira, para deixar este mundo com esse dinheiro todo sossegadinho. Será que passou a vida a cuidar dos outros apenas e a pensar nos imprevistos futuros? Alguma vez ter-se-á posto em primeiro lugar na lista de prioridades? É que era o que era incutido às gerações mais velhas, gerações como a dos meus pais, que ao crescer tinham um pão como banquete. E dos emigrantes que poupam uma vida inteira, com sacrifícios atrás de sacrifícios, para poderem comprar casas e carros bons cá, à espera que quiçá tenham saúde e mobilidade para usufruir do que se privaram toda uma vida!

      (Atenção, sem qualquer menosprezo à forma de viver da sua avó, que tenho a certeza lutou muito por tudo o que conquistou - só comentei a título de exemplo)

      É que novamente, é apenas mais uma pessoa a dizer que só a sua forma de viver as suas finanças (e a das pessoas com que cresceu) é motivo de orgulho.

      Se não se quer gastar, não se gasta. Se não lhe diz nada comer fora, obviamente não faz diferença prescindir disso. Há quem precise desse contacto social, o único contacto mais "familiar" que tem durante a semana por estar a centenas de km do marido e família, para ter força para encarar mais um dia de trabalho. É o caso duma amiga minha.

      Por acaso teve a SORTE de ter 2 filhos saudáveis de acordo com o plano? É que há quem não tenha a "decência" de ter contemplado no seu plano de vida irrepreensível que um filho possa estourar a poupança de milhares, perfeitamente planeados durante anos, em cirurgias e acompanhamento psicológico. Gente irresponsável portanto, toda a gente sabe que cada um faz a cama na qual se deita!

      E quanto a nunca na vida ficar em Portugal a receber o salário mínimo, deusmelivre, é estonteante essa capacidade de organização para saber que terá sempre a SORTE de poder ESCOLHER sair ou ficar. É que no caso do meu marido, com injecções e tratamentos específicos que chegam aos 10 000 euros por MÊS, não é uma opção escolher ir para qualquer lado onde não seja assegurado o tratamento contínuo e comparticipado para sobreviver.

      Mas obviamente, só não poupa quem não quer. Só vive quem tem dinheiro. E todos os irresponsáveis que decidem ter filhos, ou fazer tratamentos de fertilidade, ou ficar no país, ou comprar um smartphone, ou uns brincos, têm todos o que merecem. Tudo porque não tiveram o mérito de planear a vida e as finanças com base nas vidas dos outros. Ah! A não ser que gastem em viagens, para poderem dizer que "têm muito mundo". Aí, já se pode investir a poupança sem culpa alguma, obviamente.

      Mira

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    3. Subscrevo este comentário.

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    4. "Alguma vez ter-se-á posto em primeiro lugar na lista de prioridades? "

      o meu avô paterno teve um AVC, precisava de apoio constante e como a pensao nao dava para um lar em condições, foi para um casa ilegal, em que partilhava um quarto com mais 2 idosos, passava o dia deitado na cama, sem qualquer apoio, miseravel, sem condições. Se ele tivesse poupado teria dinheiro para um sitio melhor. A minha avo materna faleceu com 90.000€ no banco, felizmente foi saudavel ate ao fim da vida, mas se tivesse um problema de saude teria como se safar. nunca percebi quem acha que os velhinhos poupam para deixar aos filhos, os velhinhos poupam para eles proprios , para terem dinheiro para os gastos de saude na velhice

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    5. Uma pena só ter conseguido ler isso. É muito habitual em quem pensa que a vida é para viver e deve ter sempre a conta a zeros para ser feliz.
      Se é feliz assim é consigo.

      A minha avó ficou viúva cedo com 6 filhos para criar, foi praticamente escravizada pelo "senhor doutor" que detinha as terras que trabalhava e que a roubou dizendo que fazia descontos por ela sem nunca o ter feito ( além da miséria que lhe pagava).

      Infelizmente ela teve muito poucas oportunidades na vida para se tornar uma prioridade para ela própria mas garanto que aquela pequena poupança que ela tinha e que ajudava a acumular todos os meses lhe dava imenso prazer e qualidade de vida.

      Qd precisou de cuidados teve-me a mim a cuidar dela durante 1 ano até às necessidades de tornarem maiores ( e eu ter tido a primeira gravidez de risco). Nessa fase foi para casa dos filhos até que se tornou impossível pelas questões de saúde dela e teve que ir para um local especializado.

      Até ao final dos seus dias aquele dinheiro de lado dava-lhe muito mais que segurança financeira,e era uma tábua de salvação emocional para ela e ajudava-a a lidar com todas as situações.
      A família ( filhos e netos) assumimos todas as despesas dela para garantir que mantinha a sua poupança intacta até ao final. Nunca a recheamos mais porque ela se recusava.

      E, se uns consideram ser a sua própria prioridade gastar o dinheiro todo em futilidades, para ela era poupar para qualquer eventualidade.
      Por isso, sim, eu diria que assim que lhe foi possível ela investiu precisamente naquilo que mais sentia falta e que garantiu o seu bem-estar enquanto lhe foi possível

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    6. Mira só agora li o restante comentário com atenção e na realidade não podia estar mais longe da minha opinião ou da realidade.

      Na minha opinião quem quer arranja como e quem não quer arranja desculpas, queixumes fica à espera que os outros tratem os problemas deles.

      Eu não quero saber se os outros gastam todo o seu ordenado mínimo no primeiro dia. É-me indiferente. Mas se acho que depois não se devem queixar e que fizeram a própria cama? Claro!! Ou sou eu que tenho responsabilidade pelas decisões financeiras dos outros?
      Querem viver à"grande e à francesa"? Força nisso... Mas não se pode ter tudo, é uma questão de prioridades.
      Parem é o discurso de vitimização, mimimi qd qualquer um com 2 olhos na testa vê e lê todos os gastos supérfluos.

      Por acaso tenho a dizer que recebi zero dos meus pais. Se hoje tenho licenciatura e mestrado foi porque trabalhei e muito para tudo.
      A prenda mais cara que os meus pais me deram foi a carta. Nem sequer o dinheiro que me foi dado a mim guardaram. E não foi por falta de dinheiro. Os meus pais têm uma sala que custou 20.000€, gastaram as poupanças que receberam de reforma antecipada no valor de 10.000€ em 6 meses... por isso estou como a outra anónima: há muito pai sem tino e sem perceber que hipotecam a vida dos filhos qd tomam algumas opções.


      Depois tenho a dizer que está muito enganada em relação às teorias que apresenta.
      Como a minha mãe sempre gastou o que tinha e não tinha eu comecei a trabalhar desde os 14 anos nas férias, folgas, feriados e fins de semana. Ela ainda me conseguiu tirar algum dinheiro para os luxos dela. Já comprar sequer as coisas básicas que os filhos precisavam era um "está quieto".

      Depois tenho que dizer que além de gravidezes de alto risco, o meu filho precisou de 200/300€ por mês durante quase 2 anos. Apenas em consulta e medicação. De fora fica a despesa que tivemos com a alimentação que era específica e cara. Despesa que duplicou o nosso orçamento mensal de alimentação.
      Acha mesmo que nesses casos ter uma boa poupança faz mossa?


      Depois sobre emigrar todos têm essa opção, da mesma forma que todos conseguem trabalhar ou estudar. Se é preciso sacrifícios grandes e dedicação? Pois claro...

      Não me diga que na UE não existe um sistema nacional de saúde que não dê apoio às questões do seu marido? Se quiser dizer qual é a condição crónica e aposto que nem 5 minutos preciso para lhe dar vários países onde terá as mesmas condições ( ou até melhores) . Já alguma vez pesquisou sequer? Ou é daquelas que se queixam de manhã à noite, a receber RSI e que toma o pequeno almoço todos os dias na padaria? ( Já servi gente assim).

      E , repare, se alguém decide ter um smartphone sem ter dinheiro, brincos, malas, viagens, etc e não tem capacidade para isso. Ou se mete em créditos à habitação, para carro ou ao consumo "porque também tem direito" qual é o futuro mais certo qd acontecer alguma coisa? Não está a fazer a cama na qual se vai deitar porque quer aproveitar a vida?
      Força nisso mas é a antiga história da cigarra e da formiga. Eu não quero saber da gestão financeira. Acho é uma hipocrisia a crítica e a altivez com que se pergunta em que país se vive.
      Eu vivo num país onde muitas pessoas preferem ter um carro do grupo alemão do que segurança financeira. Se tiverem problemas depois o problema é deles só não se metam com as teorias de que não é possível poupar. Há pessoas que não querem poupar, não se querem esforçar e querem tudo dado e arregaçado e qd não têm são os pobrezinhos e as vítimas.

      Quem vive de mês a mês como faria para gastar 200/300€ por mês em necessidades médicas imediatas?
      E ficaria em Portugal a receber o OMN? Cada um sabe de si... Eu nessas circunstâncias certamente ainda mais rapidamente me mexia e lutava para garantir que o meu filho tinha acesso aos cuidados médicos básicos... Prioridades.

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    7. Até agora, subscrevo os coments da Mira.

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    8. Ok, eu não faço ideia de todas as amarguras que claramente tem aí entaladas e nem sei bem para quem está a falar, porque ou eu me explico incrivelmente mal ou projectou uma série de coisas aleatórias das pessoas que a rodeiam e que, nitidamente, despreza.

      1 - Com todo o respeito, e acima de tudo para esclarecer qualquer dúvida que haja: eu nunca referi que é bom uma pessoa queixar-se, até porque eu tenho muito pouca paciência para facilitar essas conversas. Desgraçadinhos há que chegue. A minha única intenção foi exemplificar situações específicas de vidas e de formas de cada um gerir a sua, sem alguém ter o mínimo direito de aparecer cheio de sobranceria a repudiar alguém por DESABAFAR. À partida, se está com alguém que confia em si e decide DESABAFAR que não está a ter uma vida perfeita, não será ideal esfregar-lhe na cara como a sua é perfeita e cheia de mérito. Se tem um bom coração e quer efectivamente AJUDAR alguém, aconselha, dá dicas, ensina. Não se atira de garras afiadas à cara de alguém e depois queixa-se que os outros são todos os idiotas.


      2 - Uma pessoa pode ser a mais poupada e organizada deste planeta. E isso vale o que vale e só a afecta a si. No entanto, a arrogância de menosprezar os outros por coisas irrelevantes, que não lhe comem dinheiro, e a falta de empatia já tem impacto nos outros e esse impacto é negativo. Na minha vida, eu escolho sempre ter impacto positivo, na medida em que eu consiga. Se não é para ajudar, para incentivar ou para partilhar, não vou insistir em fazer alguém sentir-se mal SÓ por fazer escolhas que eu não faria ou que eu até acho que sei fazer melhor. Não afecta o meu bolso, não é problema que eu tenha que resolver. São escolhas e formas de viver. É como quiser.

      3 - Não, obrigada. Nunca tive problemas a encontrar respostas às minhas questões e não me aconselho com estranhos na internet. Não ter autorização médica para viver fora do país durante x anos pelos vistos é capricho e sabe melhor do que os especialistas que não devem saber usar o google.

      Mira

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    9. 4 - Não faço ideia para quê os comentários de viver de subsídios e o que seja, porque não acho que seja a situação de ninguém que comentou neste espaço e não vi ainda ninguém a pedir dinheiro a ninguém para as suas formas aparentemente "ridículas" de gerir as finanças. Não percebi o ataque e, novamente, a tentativa de atacar e humilhar alguém com insinuações para se sentir melhor na sua vida. São escolhas...

      5 - Não tentei pedir justificações nenhumas da sua vida, nem tentei dar da minha. As vidas são todas diferentes, as responsabilidades que assumimos e os pais que tivemos e isso tudo molda como vivemos a nossa. No seu caso, parece que todo esse rancor aos seus pais a atira para cima de qualquer pessoa que refere não viver exclusivamente para o amanhã, ainda que ninguém fale em deixar as contas a zero.
      No meu caso, eu nunca vivi para mim, cuidei sempre de outros e tenho a ousadia de referir num comentário online que por acaso este ano achei que MERECI cuidar de mim e perder o amor ao dinheiro da poupança para fazer uma viagem. Foi um exemplo para explicar que deve haver um equilibrio em tudo o que fazemos. Não faz sentido estourar o dinheiro no jogo e não pensar em consequências, mas também não faz necessariamente sentido viver só para poupar e para a possibilidade de uma desgraça futura. Equilíbrio, é só o que se pede. Ninguém nasce ensinado, podemos todos aprender uns com os outros, sem ataques.

      6 - Isto é um blog, com relatos da vida de uma única pessoa que partilha para quem a ESCOLHE ler. Não está no telejornal a queixar-se, não está a angariar dinheiro para nada, não está sequer na sua ou na minha casa a lamuriar-se para o ar. É uma partilha, e até incentiva um debate saudável. Não diz a ninguém como deve viver a vida e é incompreensível para mim como é que alguém pode escrever coisas tão carregadas de raiva direccionadas a pessoas que em NADA afectam a sua vida. Para quê?

      Por último, acredite que eu tenho imensa admiração por pessoas como a sua avó e respeito também imenso as lutas pelas quais passou. Espero que, de facto, esteja feliz com todas as decisões que tomou até agora. Só aconselho a que tente partilhar mais do que sabe e a aceitar que se para si é fácil, é mesmo verdadeiramente possível que para outros não seja.

      Mira

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  18. Acho incrível a moral de algumas pessoas que vem pra aqui fazer comentários!! Será que tem noção da realidade? Porque motivo dá gozo ás pessoas virem rebaixar, ofender e até humilhar os outros? Um blog devia ser um cantinho onde o autor escrevesse o que bem entende. A vida já é tão dura porque motivo ainda se andam a maltratar uns aos outros? Se não gostam dos conteúdos não venham ler, não comentem ou se comentam então que sejam críticas construtivas e não destrutivas. Pra vocês um blog é o vosso saco de porrada porque na vida real não são capazes de atacar pessoalmente? Pra mim um blog é um sítio onde se passam bons momentos de leitura, descobertas, conhecer outra vidas, partilha de informacao, até mesmo socializar. No lugar da S* provavelmente eu já teria desistido de escrever o que lhe vai na alma e na vida. Ela retrata a realidade de muitas mulheres e famílias . Todas nós gostamos de um mimo de vez em quando!!! Não me venham com conversas moralistas que não compram roupa, que não jantam fora etc porque acho que até hoje não conheço nenhuma mulher que não se arranje, não compre roupa etc.
    No meu caso como é que consigo poupar se eu ganho 600€, o meu marido 700€, temos uma filha pagamos de creche 150€, ambos gastamos por mês em deslocações para o trabalho 100/120€, renda de 300€, carro 200€. E a alimentação? A filha em fase de crescimento tem que ter roupa constantemente porque deixa de servir etc. Não tenho luxos mas sou feliz.
    O que me adiantou tirar um curso e gastar dinheiro dos meus pais? Não me adiantou de nada porque nunca trabalhei na área.
    Acredito que haja aqui muita mentira escrita, pessoas que dizem poupar o que poupam, terem casa e carro comprados a pronto tão novos.. enfim.. por trás dum ecrã pode se dizer muita coisa

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    1. acho sempre muita graça a quem é pobre e diz sempre que os outros que se dizem ricos de mentir. mais uma vez pergunto: nao vê nas noticias os hoteis do algarve cheios, nao vê o Avillez a abrir mais e mais restaurantes, não vê audi, mercedes, bmw nas ruas? se há consumo a esse nivel é porque há quem o possa pagar. lamento que nao tenha dinheiro mas não seja amarga ao ponto de achar que todos os outros que aqui disseram que o têm estão a mentir. alias, porque algumas pessoas (como a Joana) até têm blog onde vão publicando constantemente o que fazem e dá para ver que obviamente tem de ter dinheiro para usufruir daquilo tudo.

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    2. Mentir em anónimo? Porquê...?

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  19. Tantos moralistas!! Gostava de um dia trocar de ordenado com estas pessoas que se dizem tão poupadas e que chamam supérfluas a outras... se ganhassem aquilo que eu ganho e as despesas que tenho queria ver o que poupavam

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    1. os meus avós, da aldeia, agricultores e a ganhar pensoes baixinhas chegaram aos 80 anos com 90.000€ na conta. a minha mae, empregada domestica após o meu pai nos abandonar, com 2 filhas menores para criar, e muitos meses ganhava menos que o salario minimo, mas nao pagavamos renda nem emprestimo de casa, chegou aos 60 anos com 100.000€ no banco para a velhice. Sim, podia nao poupar nada, mas sabendo q nao vai ter reforma, teve de se precaver. Mesmo quem ganha pouco pode poupar se quiser.

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    2. Anónima das 22:04, os seus avós e a sua mãe até podiam ter esse dinheiro na conta mas não foi a poupar todos os meses do ordenado mínimo, nem do dinheiro das hortas da aldeia, teve que vir dinheiro de outro lado. Devemos ter espírito critico para analisar as coisas.

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    3. ja pensou naquilo que gasta que é absolutamente essencial à vida? os meus avós nunca tiveram carro, nem net ou tv cabo em casa, nunca comprava roupa (bastava a que lhe ofereciamos nos anos e no Natal), nao iam jantar fora, nem ferias, nem cabeleireiro. Já calculou o que gasta efectivamente para comer? É que fora ter uma casa (que na aldeia os velhotes todos têm uma pequenina construida por eles, sem rendas nem emprestimos), e a comida (que numa aldeia há fruta, batatas, vegetais, ovos, pao tudo feito por eles, portanto so compravam basicamente carne e peixe), nada mais é obrigatorio gastar. Eu nunca lhes perguntei o que gastavam, mas se eu gasto cerca de 200€ por mes em comida com o meu marido, eles nao deviam gastar muito mais. Depois eventualmente qualquer coisa em medicamentos, portanto sim, sobrava dinheiro. Nós é que estamos habituados a ter como essencial comprar roupa, e ir ao cinema, e ir jantar fora. Mas se considerarmos o que é absolutamente essecial para sobreviver, bem até não é assim muito. Eu bem me lembro o que era ser miuda e nao poder acender as luzes à noite para nao gastar electricidade, fazer a sopa na fogueira a lenha para nao gastar gás, fazer o pao no forno a lenha com o trigo das terras para nao gastar na padaria, ir a pé para a escola para nas gastar em autocarro, usar a roupa das primas e de quem a dava; levar sandes para a escola porque nao podia ir ao bar comprar o lanche, comer só porco e frango q a carne de vaca era cara. Tudo se faz, haja vontade de ter esse esforço.

      E ja agora lembre-se de uma coisa engraçada que sao os juros: 100€ após 30 anos a uma taxa de 3% liquida dá 144€. Dinheiro gera dinheiro.

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    4. Exacto. Como se isso fosse alguma vez possível. Só se não tiverem mesmo despesas nenhumas.

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    5. DEUS ME LIVRE de viver uma vida em que não tenho férias, não como fora, não vou ao cinema, não compro roupa, não tenho net.. tudo para chegar ao meu caixão com 100.000€ na conta :) Todos os modos de vida são válidos, desde que façam sentido para cada um e para a realidade os dias de hoje! Na minha opinião, e sem querer ofender, esse tipo de comparações são só parvas :)

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    6. Anonimo das 17:15, quer estar vivo ou quer morrer de fome? A minha mae faz limpezas, nao tem descontos nao terá qualquer reforma. Ela está a contar trabalhar ate aos 65 anos, mesmo assim sao cerca de 30 anos em q nao vai ter qq rendimento portanto os 100.000€ a dividir por 30 anos 12 meses da menos de 300€. Acha facil comer e medicamentos agua e luz com 300€? Sim vai dar mas n vai sobrar mto. E se tiver um imprevisto ta lixada. Entao a minha mae chegava aos 65 anos sem dinheiro e fazia o quê? Morria á fome?!?! Era melhor desfrutar da vida ate aos 65 e depois fazia o quê? Voces sao doidos, so pode....

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    7. Doidos não diria. Serão é aquele tipo de pessoas que recebem o RSI e passam o dia a laurear a pevide. Trabalhar, poupar e planear é para os palermas...

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    8. Eu sei como se vive na aldeia, cresci numa mas diga-me é como é que os seus avós ganhavam dinheiro, quais eram os rendimentos dele, porque esse dinheiro em poupanças não é com o que se poupa é o que se ganha e não é preciso gastar.

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    9. estamos a falar de poupanças de uma vida inteira. se começaram a trabalhar nas terras novos, vender batatas, azeite, uvas, nozes, trigo, ovos, sei la, foi-se acumulando mais os juros. A minha avó tudo o que sobrava um bocadinho de cultivar ia para a feira vender ou vendia aos vizinhos. E mais tarde claro tinham a pensao. Não sei a vida deles dos primeiros anos (nao era nascida obviamente :-) mas desde que me lembro tinham a pensao, e posso dizer que nos ultimos anos a minha avo viuva tinha cerca de 450€ de pensao (acho que 300€ dela e 150€ do complemento de viuvez) e gastava cerca de 300€. Era basicamente agua (15€) , luz(40€), telefone fixo (15€), comida (nao acredito que gastasse mais de 150€ mes), e o restante em medicamentos e bilhete de autocarro quando precisava de ir à cidade ao centro de saude ou assim. Portanto andava a poupar 150€ por mês. Porque verdadeiramente para alem disto o que é que uma pessoa precisa para sobreviver? Se nunca tivemos luxos, nao sentimos falta deles. Ela queria la saber o que era net, ou telemoveis, ou tv cabo, ou jantar fora, ou ir de ferias.... no Natal ofereciamos sempre umas botas, um casaco, uma camisola, e nos anos a mesma coisa, e ela la se ia safando bem. Por outro lado aquilo que temos hoje em dia, casa e carro, nunca foi uma questao para eles. Nao tinham carro, e a casa pequenina foi construida por eles, num terreno herdado, e segundo o que a minha avó me contou aquilo era irem fazendo uma divisao de cada vez, compravam uns tijolos, os vizinhos vinham ajudar e a casa ia-se fazendo. Outros tempos :-)

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  20. O que eu retiro deste post é: metade das pessoas prefere ocupar-se com queixumes de que ganha pouco, tem muitas despesas, não poupa, etc... A outra metade tem um plano de vida com o qual se identifica e faz escolhas de acordo com esse plano. De que lado querem estar? Os primeiros é mesmo aquela mentalidadezinha católica portuguesa da vitimização. Vão passar a vida toda a queixar-se e quando derem por ela estão velhos a morrer e nunca viveram a vida que sonharam. Sempre a arranjar justificações para não serem felizes e a apontar o dedo a quem é e a quem tem objetivos e os atinge. Ao menos tirem algumas ideias das dicas que aqui foram dadas e façam algo por vocês, que ninguém mais fará!

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    1. Por acaso não concordo. Porque a verdade é que a S* se queixa do dinheiro mas concretiza na mesma os seus sonhos mesmo que na opinião de outros não o devesse visto não ter as economias mais adequadas. Enquanto que outros preferem poupar, poupar, poupar e não gozar pequenos prazeres da vida.

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    2. Tal e qual! No fundo, trata-se sempre e acima de tudo, de ter objetivos. Para muitos, o objetivo é aproveitarem ao máximo o que têm enquanto podem, seja em festas, jantares, viagens, roupas, porque "não sei se vou cá estar amanhã para aproveitar!". Para outros, é mais importante ter uma vida estruturada à volta de um objetivo maior (seja um carro, uma casa, viagens, liberdade ou segurança financeira) e não se importam de sacrificar algumas coisas menos importantes pelo caminho porque estão focados no objetivo primordial.
      Muitos de nós preferimos pequenas recompensas imediatas (como os tais jantares, roupas) do que adiar a recompensa e ter uma maior (como uma casa, uma festa de casamento, etc). Não critico nem uns nem outros, embora esteja de um dos lados. Só temos que ter a hombridade de reconhecer de que lado estamos e aceitar as consequência. A consequência de adiar recompensas é ter que fazer sacrifícios no agora para um amanhã que não sabemos se chegará, enquanto a consequência da recompensa imediata é viver sempre no limite e, quando o amanhã chega, poder enfrentar uma realidade mais dura. Só não vejo é pessoas que preferem fazer sacrifícios agora para terem algo melhor depois (aka os que aqui dizem que poupam) a queixarem-se das coisas que abdicam diariamente para o objetivo final, enquanto todos os dias encontro alguém que vive apenas o agora (e não poupam nada ou quase nada, ou só quando sobra) mas se queixa constantemente da falta de dinheiro ou da incapacidade de atingir objetivos maiores (tipo a casa, etc).
      Não podemos ter o melhor dos dois mundos!

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    3. Acredita mesmo que é vitimizacao? Tem noção da realidade do país e das pessoas que nele habitam?! São os imbecis como sua excelência que fazem com que o país esteja como está, acha se muito superior?? Coitada aconselho a a fazer tratamento psicológico porque só alguém muito doente pode achar que há quem vitimize só porque quer . Já pensou que nem toda a gente teve oportunidade de estudar? Já pensou que nem toda a gente consegue bons empregos? Já pensou que quando for velha tem que ter alguém pra lhe limpar o rabo? Acha mesmo que essa pessoa tem como objectivo de vida limpar rabos??? Oh tristeza de pessoas

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    4. Gente, por favor, calma com os comentários.

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    5. "Porque a verdade é que a S* se queixa do dinheiro mas concretiza na mesma os seus sonhos"

      Não deve andar a ler o mesmo blog que eu.
      Lembro-me de ela referir uma mala cara (tipo 100€) que gostava de ter mas nao podia comprar; lembro-me de ja falar há seculos do casamento que nao o podia fazer por nao ter dinheiro; lembro-me mais recentemente do vestido de noiva em que disse que ia comprar algo mais em conta pois nao podia dar um balurdio por um vestido para usar uma vez.

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    6. " Já pensou que nem toda a gente teve oportunidade de estudar? "

      Para isso existem bolsas de estudo, quem quer mesmo estudar , estuda. Eu tirei o meu curso, completamente pago pelo Estado, vivia numa residencia de estudantes a partilhar cozinha com 24 raparigas (!) e ainda poupava uns 50€ por mes da bolsa para dar à minha mae para ajudar nas contas da casa. Sei que entretanto baixaram os valores das bolsas, a minha irma já recebeu menos, era chapa ganha, chapa gasta mas ainda se conseguiu safar bem. Se nos dão a residencia, com agua e luz incluida, so é preciso comprar comida, livros e alguma despesa de saude que haja. Até a roupa podem ir buscar usada a instituições. Se quiserem mesmo fazer o sacrificio para ter o curso conseguem.

      "Acha mesmo que essa pessoa tem como objectivo de vida limpar rabos??? "
      essa pessoa irá ganhar pelo menos o salario minimo, e deveria ter uma vida de acordo com isso, que ainda lhe permitisse pôr algum de lado.

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    7. Anónimo as 15h06, há gente que não pode abdicar do trabalho. Não pode estudar, porque tem de ajudar a manter o lar. Eu tive um namorado que teve de se sacrificar para ajudar os pais a sustentar os dois irmãos. Não me parece justo assumir que é tudo assim tão simples, porque a vida não é igual para todos.

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    8. " Eu tive um namorado que teve de se sacrificar para ajudar os pais a sustentar os dois irmãos. "

      ora entao era uma familia com 3 filhos. Não compreendo S*, a serio que nao compreendo. Quem tem dificuldades nao pode ter mais do que um filho. Como é que um pai tem coragem de pedir a um filho para se sacrificar pelos irmaos? Como se chega a essas situações? É por isso que falamos aqui de poupar. Isso é que é correcto? Os pais nao quererem saber, fazerem a vida que querem e depois o filho mais velho tem de assumir o problema?

      Não estou a dizer que o vais fazer, mas achas que era justo agora teres mais 3 filhos, e gastares o dinheiro todo em passear e roupa, e depois nao os podias sustentar e o Rafael tinha de ir trabalhar para sustentar os irmaos?

      Isto sim é egoismo puro dos pais.

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    9. Anónimo das 16h08, esse seu comentário é tão feio. Sinceramente, é mesmo feio. Acha que alguém tem um filho 'sacrificado' e a ter de abdicar dos estudos por gosto? Os pais trabalham, perdem empregos. Não o fazem por gosto. E, no caso, o filho prontificou-se a ir trabalhar, não foi ninguém que pediu. Sacrificou-se para os outros poderem estudar. Não comente essas coisas sem conhecer as pessoas e as histórias, pois pode estar a ser profundamente injusta.

      Não sei como é que decidiu comparar passeios e roupas com um caso extremo como o que referi. Não tem nexo. Nenhum filho vai trabalhar para sustentar irmãos porque os pais andam a gastar dinheiro em roupas e passeios... mas se os pais ficarem desempregados, talvez o filho mais velho se sacrifique para ajudar a família. Isso pode ser triste, mas é até muito nobre.

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    10. Anónimo das 14h50

      Eu acho que ela realiza sonhos, sim. Por exemplo casar era um sonho e vai fazê-lo. E é engraçado porque a acusam de não ter poupado anteriormente para o casamento e ir casar sem poupanças de jeito quando devia esperar para ter dinheiro mas depois o anónimo relembra e bem que a S* não casou antes porque dizia que não tinha dinheiro. Ou seja, fez exactamente aquilo que dizem: esperou para casar agora.

      A não ser que se seja muito rica ou se poupe muito mesmo é que vamos conseguir concretizar todos os nossos sonhos. E depois também podemos cobiçar algo, achar que gostávamos muito de comprar mas de facto nunca darmos esse passo porque não nos faz sentido e preferimos gastar o dinheiro noutra coisa. A S* comprou uma bimby. Agora vai gastar centenas ou milhares no arranjo do carro. Vai pagar um casamento. Acha mesmo que não tem 100 euros para ir comprar uma mala? Se calhar, mesmo que não pareça, até tem é prioridades e gastar 100 euros numa mala, embora possa ser um sonho, não é uma prioridade...

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    11. S* repara no comentario acima na conversa sobre os "pais com tino":

      "Infelizmente, viveram sempre sem nunca pensarem no amanhã... hoje, depois de ajudados pelas filhas por causa de algumas dívidas, chegaram à velhice com praticamente nada!! Vão estar até ao final da vida sempre a contar com a ajuda das filhas... E podiam ter tanto dinheiro se não o tivessem esbanjado. E apesar de tudo ainda usam muito o argumento do 'têm de aproveitar a vida' (tão comum neste tipo de pessoas, certo?) E continuam em convívios/jantaradas, carro para aqui e acolá, madeixinhas no cbelo, verniz gel nas unhitas, etc, etc. Podem dizer que são só 5, 10 ou 30€, mas no final das contas, estas despesas, que para este tipo de pessoas são regulares, ao final de um ano são uma boa quantia! E não me digam que isto é que é aproveitar a vida... "

      Obviamente que nao era para o filho ir trabalhar para os pais gastarem em roupas e passeios ao mesmo tempo. Estou a falar em momentos temporais diferentes. Situações como esta em que quando havia dinheiro os pais em vez de pouparem estoirarem tudo, e depois mais tarde por algum motivo ficam desempregados ou têm outro problema, e não tendo nenhuma poupança são os filhos que têm de os ajudar. Não fui eu que escreveu este comentário, mas consegue ver a raiva implicita de quem o escreveu? Deve ser horrivel sentir isto relativamente aos pais.

      Quando a isso do "gosto", bem há pessoas com uma noção de egoismo terrivel. Tenho uma prima que quando se casou comprou uma casa grande a credito com o marido. Divorciaram-se mas ela quiz ficar com a casa mesmo tendo um ordenado que sozinha é mt dificil pagar o emprestimo, está sempre rés-vés e num mês que tenha mais despesas não consegue. Ora o que aconteceu, os pais já lhe pagaram algumas prestações do emprestimo, já foi pedir a uma outra prima nossa 1000€, e outra vez pediu a um outro familiar e nunca devolveu a nenhum e assim vai andando. Nota: mas continua a pintar o cabelo e a fazer unhas de gel e a comprar roupa apesar de dever dinheiro aos outros.... Ela só tem 1 filho que está agora no 11º ano. Porque ficou c a casa grande? Só para ela e para o filho podia ter vendido essa casa e ir para outra casa mais pequena ou ate um apartmento. E daqui a um ano qd o miudo for para a Universidade? Claro que o pai paga pensao, mas mesmo assim ela deveria suportar 50% das despesas dele. Ou ainda vai pedir ao filho para começar a trabalhar p ajudar a pagar o emprestimo da casa? Egoismo sim e muito. Ela está numa situação insustentavel que nao sei onde vai parar....Tristes de quem lhe emprestou o dinheiro que nunca mais o vão ver.

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    12. Anónimo das 17:15, se não fosse o casamento, felizmente estaria bem e poderia poupar para outras coisas. Como referiu, graças a Deus, já tive oportunidades financeiras de comprar malas mais caras e cometer luxos mais consideráveis. Tive outras prioridades. Por agora, é o casamento. Agora será repor o que o arranjo do carro vai levar. :D

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    13. Nem mais. Estão todos muito preocupados com a falta de "viver a vida" mas vivem vidas baseadas na aparência e na satisfação imediata.
      Depois acontece qualquer coisa e é o "coitadinho de mim".

      Uma avaria em casa, num carro, uma consulta médica, etc não é um imprevisto, é uma inevitabilidade. Todos nós a determinado momento vamos ter. Quem quer precaver fá-lo, quem não quer não o faz.

      O problema é depois a teoria que não podem poupar qd muitas vezes gastam dinheiro todos os dias nem que seja num só café ( ora em 30 dias são 30€/mês gastos em café, num ano são 360€!). Só por um café, qd a maioria tem gastos supérfluos muito superiores.

      Não somos todos iguais, é um facto.
      Mas tal como mais acima alguém diz DEUS ME LIVRE para quem tem decisões planeadas e estruturadas que provavelmente seria infeliz com o meu estilo de vida, eu também seria infeliz com o estilo de vida de quem gasta tudo o que tem.

      São opções. Ponto. Não há melhores nem piores e ambas tem potenciais consequências.
      Eu quando deixar de ser feliz com as minhas opções, mudo. Se quem gasta tudo é feliz porquê tanta raivinha contra quem poupa e organiza, independentemente do ordenado?

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  21. Ainda há muito pouco tempo admitias aqui que assim que tinhas uma pequena folga mensal no orçamento pensavas imediatamente onde a irias gastar. Isso demonstra bem qual o teu nível de compromisso com a poupança. No teu caso é bastante óbvio que só não poupas mais porque não queres e não porque não podes. É a tua opção, tens o direito a ela. No entanto, não estás a ser verdadeira nem contigo nem com os outros quando dizes que é impossível poupar.

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    1. Caro Anónimo, mas EU POUPO. Leia o post anterior. Eu disse que POUPEI para o casamento. Eu poupo. Agora... não, não poupo o suficiente, porque me é IMPOSSÍVEL, poupar dois ou três anos de salários. É-me impossível! Mas sim, consigo poupar em alguns meses. Este mês poupo zero, mas o próximo mês será melhor.

      E eu sei que, apesar de tudo, tenho um salário bem melhor do que muita gente. Se eu não consigo poupar todos os meses, então quem ganha 600 euros por mês... acho simplesmente pateta assumir que toda a gente consegue poupar. Muitas pessoas nem conseguem chegar ao final do mês com dinheiro na carteira, quanto mais poupar.

      Saber calçar os sapatos dos outros é uma qualidade bonita.

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    2. Bem dito S* há quem nem consiga chegar ao fim do mês com dinheiro na carteira quanto mais poupar!!! Esta gente não tem noção.. acho tão egoista as pessoas que ganham bem acharem se as maiores só porque poupam... essas pessoas que tanto criticam deviam trocar um mês de ordenado com quem ganha 600 euros, e eu aí gostava de ver ... gentinha irra que farta destas conversas que ninguém poupa e bla bla bla .. cada um sabe de si

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    3. a minha mae ganhava menos que o ordenado minimo, com 2 filhas menores para sustentar após o meu pai nos abandonar e sempre poupou.

      a minha avo junto com o meu avô tinham no total menos de 500€ de pensao e sim, eles poupavam.

      É uma questao de bons exemplos e boa educação na familia.

      cada um sabe de si, é verdade, mas a mim chateia-a andar a pagar RSI e subsdios com os meus impostos de pessoas que nao se esforçam e nao querem saber, e os outros que os sustentem pois nao se esqueçam que Estado somos todos nós.

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    4. Eu não disse nada disso. Disse que TU não consegues poupar MAIS porque gastas noutras coisas. E não, não te é IMPOSSÍVEL poupar mais. Basta ver onde gastas o dinheiro para perceber que não é mesmo nada impossível. E com isto NÃO estou a dizer que te seria possível poupar um ano de salários, poderias não conseguir poupar tudo isso mas conseguirias poupar mais do que poupas actualmente, e NÃO estou a dizer que fazes mal. Honestamente, acho que se isso te faz feliz, fazes bem! Mesmo! É o teu dinheiro, a tua vida, sustenta-te, não andas a roubar, pelo que se queres gastar em sapatos e malas tens todo o direito de o fazer. Mas não digas que é IMPOSSÍVEL, porque não é.

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    5. Anónima das 16h08, eu disse que era impossível poupar dois anos de salário, que foi o tema do post. Poupar 50 ou 100 euros por mês consigo, nos meses normais, sim... mas não consigo poupar mais do que uns 1000 euros por ano, se a coisa correr bem. :)

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    6. Não consegues +1000€/mês porque não queres abdicar de luxos e bens supérfluos.
      É um direito TEU mas também é a tua OPÇÃO.
      E se quisesses mesmo poupar 1 ano de salário conseguias. Óbvio que levava a privação de luxos, bens supérfluos, coisas de marcas, roupa e acessórios novos só porque gostas e é bonito, etc.
      O dinheiro é teu e fazes o que bem entenderes com ele. Já estou como o outro anónimo "estou-me nas tintas" mas não digas que não consegues. Tu não queres abdicar, fazer sacrifício e poupar. Eventualmente chegavas lá. É um direito TEU gastar absolutamente tudo, atenção e se não fizesses poupanças nenhumas era contigo também. Isso não faz com que poupar seja impossível.

      Anónima conta muito mais o estilo de vida do que o Ordenado. Ninguém faz o milagre da multiplicação mas conheço muito boa gente com boas poupanças, que tem filhos,paga casa e tem poupanças. E tenho uma colega de trabalho com um rendimento familiar que ultrapassa os 3000€ e anda sempre a tenir. A diferença são as opções que cada um faz.

      Um colega de trabalho do meu marido teve um aumento este ano de 200€ e o destino que lhe deu foi outro crédito para uma moto que não precisa. Continua com os queixumes habituais e a mania de começar a pedir dinheiro a todos ao final do mês... São opções de vida.

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  22. Trabalho na área financeira e lido diariamente com pessoas com muito dinheiro e rendimentos elevados, assim como, com pessoas, a grande maioria na nossa zona (minho), com salários mínimos ou pouco acima disso. Na nossa sociedade há falta de cultura financeira, acho que devia ser obrigatório existir na escola desde cedo uma disciplina de economia doméstica, acredito sinceramente que faria diferença. Pessoas com ordenado mínimo e que pretendam ter a sua casa, carro e família têm que abdicar de muita coisa, mas grande parte não tem abertura em pensar criar uma poupança de um valor mínimo, é tudo uma questão de prioridades e quem não consegue ter um rendimento superior tem que saber gerir muito bem isso, sob pena de se surgir uma doença ou situação de desemprego rapidamente ficar na miséria..
    No fundo o que quero dizer é que cada um deve olhar para as suas contas e para a sua vida e gerir da melhor forma, sem se preocupar ou querer o que o "vizinho"tem...infelizmente vive-se muito assim por aqui...
    Peço desculpa pelo comentário extenso.
    Beijinhos e melhores dias virão S* :)

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  23. Como se costuma dizer se têm muito dinheiro comam de noite e de dia como os burros. Lá por terem sorte na vida, não precisam de espezinhar os que não têm. E não venham com a treta de que não é sorte, é esforço. Há quem se esforce muito na vida e não consiga grande coisa. E não se esqueçam que há muita gente que já foi rica e que hoje está na miséria. Se vos faz sentir bem calcar quem não tem as mesmas condições, então mesmo com muito dinheiro, vocês devem ser mesmo muito infelizes...

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    1. engraçado, nao deve ter lido o mesmo post que eu. Isto começou com a S* a gozar e a espezinhar quem poupa.

      "Em que Portugal é que vocês vivem?"
      "Haja bom senso"
      " Pimenta no c* dos outros é refresco."

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    2. Gozar é pensar que quem ganha pouco mais que o salário mínimo, que tem que pagar uma renda, contas e criar um filho tem margem para poupar não sei quantos anos de salários, comprar casa a pronto e afins. E ainda dizer que as pessoas só não poupam porque não têm cabeça e gastam em coisas que não precisam, Isso é que é gozar! A S estava a ser irónica.


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  24. E já que o debate até está a ser interessante, será que posso lançar uma questão? Como conciliar a vida conjugal com formas diferentes de encarar as questões financeiras? Eu e o meu marido temos formas de estar um pouco diferentes. Eu sou muito mais poupada e calculo mais as despesas. Por mim nunca gastaríamos tanto em certas coisas. Ele, sem ser esbanjandor, é muito mais de "aproveitar" a vida e gastar sem pensar demasiado no futuro. Não é chapa ganha, chapa gasta... mas sinto que se eu fosse como ele teríamos a conta sempre a zeros. Eu é que balanceio as coisas. Nunca discutimos por causa de dinheiro por duas razões: 1) Temos bons rendimentos e nunca tivemos falta de dinheiro 2) Eu cedo em imensa coisa e faço-lhe a vontade, ele cede em menos mas também vai acatando mais ou menos o que eu digo. No entanto, embora não seja o nosso caso, sinto que esta é uma das maiores razões de discussão entre os casais. Concordam?

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    1. A relação que ambos têm com o dinheiro é algo a ser descoberto e ponderado nos tempos de namoro, não após o casamento.

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    2. casar com separação de bens e ter contas completamente separadas. o meu marido gasta bem mais que eu, problema dele, gasta do dinheiro dele e nao do meu. so sai da conta conjunta algo que ambos aprovamos e contribuimos para a conta conjunta exactamente com o mesmo valor ambos. de resto cada um gasta o que quer e nao chateia o outro. claro que quem tem baixos salarios é mais complicado porque provavelmente todos os gastos sao para coisas conjuntas como habitação e comida. Mas quem tem um rendimento medio/alto nao tem razao para se chatear com isso.

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    3. Concordo com ser uma das questões que mais destabiliza um casal. Não gosto de ver comentários de "ah isso tem de ser descoberto antes", é lançar uma pedra em vez de comentar construtivamente. Pode e deve ser descoberto antes, mas isso não invalida que se siga em frente com essa pessoa, não escolhemos por que nos apaixonamos e isto são desafios que temos de superar. Sejamos todos mais tolerantes e compreensivos com as realidades de cada um!
      Para mim o melhor nessa situação é ter contas separadas para os gastos de gosto "individual". Dividem o que é de ambos (renda, contas, férias..), mas cada um continua a gastar o resto no que quer (roupa, livros..), sem dramas :) Simples e prático assim!
      Mar

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    4. Anónimo das 11:41, as pessoas mudam imenso ao longo da vida. Quando namorávamos tínhamos ideias muito mais parecidas. Ao longo dos anos ele passou a ganhar bastante mais do que eu (quase o dobro) e a sua forma de gastar também mudou. Não é nada de dramático mas de certo modo incomoda-me porque está na minha natureza ser poupada, não preciso de certos luxos que ele muito aprecia. Eu viveria bem sem esses luxos e preferia por de parte para se um dia for preciso.

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    5. Temos tudo junto. Nada de contas separadas porque ele acha que tudo o que entra é nosso (o que contraria totalmente essa teoria de casar com separação de bens). E eu concordo completamente com a teoria embora, no caso concreto, ganhando ela mais do que eu respeitaria se ele tomasse essa decisão. Seja como for os gastos a que me refiro não são coisas do dia, são com viagens e outros bens não essenciais de que todos usufruímos. Daí ser complicado de gerir. Chegar a consenso é muito difícil. Por isso eu vou cedendo e ele cede de vez em quando (e fica chateado comigo, mas ok...depois passa). Ou seja, não discutimos por causa de dinheiro propriamente, mas discutimos bastante sobre algumas formas de o gastar, pelas opções que ele toma e das quais não quer prescindir. É complicado.

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    6. Mar, eu sou a anónima que fez a pergunta inicial e de facto essa teoria de "devemos descobrir antes" é fantástica mas irrealista. As pessoas mudam, nós até namorámos muitos anos mas éramos novos. Casámos cedo, ainda só estávamos a trabalhar há um ano... que sabíamos nós? Passados 20 anos tudo mudou, inclusivamente nós. Ter a ilusão de que conseguimos conhecer tudo da pessoa antes é isso mesmo...uma ilusão! Mas ok...eu devo ter quase vinte anos a mais do que a maioria das pessoas que aqui comenta... há coisas que só a experiência da vida nos ensina.

      No nosso caso o "problema" dele é do menos egoista que existe...ele não gasta com ele...mas com todos. São as viagens, os hotéis que escolhe, os restaurantes. Com ele mesmo, pouco ou nada gasta. Eu e os miúdos usufruímos disso tudo. É ótimo por um lado mas por outro...eu preferia fazer coisas mais simples e por mais dinheiro de parte. Nós poupamos bastante mas podíamos poupar ainda mais. Quando casámos tinhamos muito, muito menos e éramos imensamente felizes. O dinheiro traz alegrias e conforto mas não traz necessariamente felicidade.

      Enfim... isto é um desabafo! é coisa que não comento com ninguém porque, confesso, até tenho vergonha de ser mal interpretada (problemas de 1º mundo). Aqui anonimamente é mais fácil.

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    7. Eu por acaso acho que deve ser falado no namoro, sim, tal como quem tem ou não dividas, e outro tipo de questões fundamentais.

      Lá está, para se casarem em separação total de bens isso terá que ser discutido. Não se chega ao registo e vão decidir lá.

      Ao longo da vida podem ir mudando e ajustando, se forem totalmente incompatíveis e estiverem sempre a discutir por causa de dinheiro será boa ideia ficar juntos? Mesmo que essa mudança ocorra 15 anos depois do casamento?

      Há muitos dissabores que se poupavam se as pessoas fossem honestas à partida. Ainda no mês passado um casal amigo se separou porque após 8 ANOS de casamento ela decidiu finalmente dizer ao marido que não quer, nunca quis, nem vai querer ter filhos. 8 anos a mentir-lhe na cara. Porquê? Perderam ambos mais de uma década de vida com uma pessoa que nunca teve os mesmos objetivos de vida.

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    8. Eu e o meu marido somos casados com comunhão de adquiridos mas continuamos com as contas separadas. Porquê? Nunca foi necessário!
      Dividimos as despesas mais ou menos a meio e guardamos o que sobra em nome individual. Não escondemos mas não fazemos questão de controlar as contas um do outro. Acabamos por deixar os talões à vista, só não vê se não quiser. Mas sei que ele tem o dobro do que eu tenho (a minha família não é rica).
      Em caso de divórcio, se formos civilizados, nem seria necessário dividir dinheiro (cada um fica com o que tem). O carro é dele, só teríamos de "dividir" a casa (1/3 para mim).
      Ao início ele era bem chatinho com a divisão das despesas, cheguei a atirar-lhe com 10€ na cara (ficou de trombas por DEZ €!!!). Depois aprendi que é preferível ser eu a pagar a maioria das vezes (ele paga as despesas com o carro que são bem grandes) . Compensa noutras coisas, acho que não estou a perder.
      Para compras mais caras, confio plenamente nele, já que é bastante ponderado e eu detesto comparar preços.
      Dívidas... penso que não há. Faz parte da confiança. No dia em que não confiar nele (e ele em mim) é melhor pedir o divórcio.
      Com muito ou pouco dinheiro, as finanças serão sempre o calcanhar de aquiles dos casais.

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    9. Sendo casados c comunhao de adquiridos em casa de divorcio cada um fica c metade das coisas. Esqueça la isso do civilizado, nunca vi....

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