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Eu não minto, eu omito...


Sendo eu a gestora financeira do nosso lar, sou a pessoa que tem a consciência mais plena de como vão as contas do mês. Sou eu que digo se dá para irmos passear ou se vamos mesmo ter de apertar mais uns furos no cinto. Uso o bom senso. Há meses com seguros, aniversários e despesas extra... E existem meses mais estáveis e fáceis de gerir. 

Tenho a "sorte" de ter um homem muito pouco gastador. Antes comprava tabaco, mas como deixou de fumar há dois anos e meio, agora nem isso. Joga uns Totobolas, uns Placard, mais uns cafés... E é só. Nunca aquela alma se lembra de comprar algo para ele. 

Com o filho, é tudo à grande e à francesa, mas para ele, nada. Até dá dó. Há gente assim, pouco materialista...

Já eu... 

Sempre que vejo que a coisa está mais relaxada financeiramente... Eu não minto, eu omito. Compro as coisas e faço-me de parva. Claro que o mais-que-tudo sabe que as compro, visto que partilhamos a conta... Ele sabe, mas nem comenta. É um santo. 

Quando eu digo "ai este mês gastamos demasiado", ele só costuma responder o óbvio "Gastamos? Eu não gastei nada".

Perdoa-me, amor meu. Tens de pensar que eu só gosto de estar bonita para ti.

:D

Comentários

  1. E sentes-te bem a agir assim? Eu não sentiria de todo mas somos todos diferentes..

    Só outra questão, apesar de seres tu a gerir, ele pode ter acesso às despesas ou não?

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    1. Só gasto o que posso gastar.

      Claro que tem acesso, temos os dois cartão. Ora.

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  2. É por dares estes pormenores todos sobre a tua vida privada e financeira, que depois tens quem opine sobre as tuas contas e a tua gestão. Creio que ao partilhares este tipo de informação, depois não tens grande argumento para vires dizer "não opinem, metam-se na vossa vida"...fica a nota para o que vier nos comentários a este post. Ou bem que te resguardas, ou bem que te habilitas um pouco ao que te desagrada. Bjos

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    1. Na verdade, as pessoas podem comentar e criticar. Mas não podem retirar ilações excessivas. Ninguém aqui contrai dívidas para pequenos luxos.

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  3. Acho um pouco injusto que não possam passear os dois porque "gastaram" demais, o que, na verdade, foi por capricho só de um. É algo que deve ser controlado, para ser mais equitativo, na minha humilde opinião.

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  4. eheheheh o que nos vale é eles serem uns queridos connosco XD também faço os meus gastos volta e meia mas não escondo, se ele vir viu, se não, também não digo nada XD Beijinho *

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  5. Olá S*! Acredito que saiba que este post poderá causar alguma controversia :)
    Lembra-se daquela velha discussão sobre contas separadas e contas conjuntas? Eu fui uma das pessoas que na altura comentou (penso que foi neste blog) que tenho uma relação de muitos anos com contas separadas, sem planos de deixar de ter. E aqui está um exemplo de porquê. Cada um tem o direito de gastar o dinheiro que ganha no que quer. Mas gastar o que supostamente é dos dois, e omitir, "fazer-se de parva"?? E depois "não podemos ir passear porque gastámos muito"? Na minha opinião isso é muito feio, injusto e egoísta. Nunca seria capaz de fazer isso com a pessoa que amo, nem gostaria que o fizessem comigo. Ainda por cima tendo um filho, em que os momentos de passeio em família ganham uma nova dimensão, e são especiais acima de tudo para a criança. Atenção, nada contra que gaste o seu dinheiro no que quer, o que estou a comentar é gastar só para si do que supostamente serviria para todos, e depois não poderem, todos, usufruir de um passeio ou uma refeição mais especial, e terem, todos, de apertar o cinto por causa de uma camisola ou uma mala da mãe.
    Mas isto é apenas a minha opinião, que partilho por ter feito este post. Claro que cada um sabe de si, e se a vossa relação funciona bem assim, então excelente :) Tem mesmo um santo consigo, e ainda bem :)
    Mar

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    1. Mar, lá está, isso são conclusões precipitadas. É um risco do post, bem sei. Relacionou uma coisa com a outra e não tem necessariamente razão.

      No mês passado tivemos seguros de carros, aniversários, Páscoa... Não deu nem para passeios nem para luxos como malas ou afins. Este mês também temos dois aniversário, incluindo o do nosso filho... Mas como havíamos previamente poupado para essa despesa grande, também deu para algumas coisinhas para mim. E deu para ontem irmos passear e almoçar fora.

      Eu tenho mais consciência das despesas extra de cada mês porque sou eu que as pago, visto que sou eu quem paga as contas e afins - com o dinheiro conjunto. Logo, sei quando posso abusar ou não.

      Se podia evitar esses pequenos luxos e poupar para outros meses menos bons? Claro. Mas, por essa lógica, nunca comprava nada para a casa, nem comprava nada para o nosso filho, nem o meu homem ia duas vezes por mês à bola e pagava quotas.

      Se eu gasto mais dinheiro do que ele? Claro. Se eu sinto que prejudico o Nós por vaidades? Não. Geralmente tenho bom senso. Posso já ter abusado, mas geralmente sou justa e sei quando posso gastar ou não.

      Não trabalhamos só para aquecer, como os esquentadores.

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  6. Se é uma dinâmica que funciona convosco, não vejo qual o problema. Mas entendo também o ponto de vista de quem não acha muito justo, eu se o fizesse também não acharia. :) Acho que se tivesse assim o dinheiro a entrar todo numa mesma conta e todos os gastos a sair dela, estipularia um x de gastos para cada um. Assim quem o quisesse gastar, gastava e quem não o quisesse, não gastava e ficava poupado na conta. Assim, eu poderia por exemplo decidir poupar para daí a uns meses comprar algo mais caro para mim sem estar « preocupada » que o outro o fosse gastar por mim. :)

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  7. Entendo o teu post tal como entendo os comentários que aqui estão, contudo, se escreveste este post é porque estás segura em relação à pessoa que tens ao lado e se a vossa relação funciona perfeitamente assim, então está tudo ok.
    É óbvio que tens um santo ao lado! :)
    Só por isso já gosto do teu namorido, parece-me ser um “ ‘tá-se bem” se é que me entendes. :)
    Beijinho

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    1. O futuro marido é um santo em muitos aspectos. Muito tá-se bem, sem dúvida!!

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  8. Há vários anos atrás eu tinha muitas opiniões e ideias sobre o que seria uma vida em conjunto, com contas separadas e gestão individual de contas. No entanto, quando comecei a viver com o meu marido nunca foi uma questão, a dada altura a conta tornou-se conjunta, a poupança também e não poderia ser de outra maneira porque não há razão para o ser.
    Não compro coisas e muito menos roupa e afins todos os anos. Ele também não. Não nos considero sequer assim muito poupados, deveríamos até ser mais. Mas se calhar temos hábitos financeiros semelhantes e isso nunca constituiu um problema.

    Unicamente com a informação deste post, obviamente parece injusto gastar dinheiro regularmente com uma só pessoa do agregado. Mas por alguma razão acordaram em ter uma conta conjunta mesmo com esta dicotomia de gastos, é porque funciona com vocês embora não funcionasse comigo.


    Mira

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    Respostas
    1. Lá está, quando os gastos são muito díspares é injusto haver compras conjuntas. Eu compro roupa/maquilhagem/outro extra que queira todos os meses, e ele gasta bastante menos. Se tivéssemos conta conjunta, estaria sempre a pensar qual daquele dinheiro era o "meu" (i.e.,p o que fui eu a ganhar) para poder gastar. De outra forma acharia injusto para ele.

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