Viver bem na nossa pele


Nos últimos meses dou por mim a perceber o que é realmente sentir-me bem na minha pele.

Foi preciso chegar aos 30 anos, conhecer o amor da minha vida, ter um filho e investir na minha carreira para, finalmente, me sentir bem na minha pele, com o que sou, com os meus defeitos físicos todos.

Há uns dias estava a "recuar no tempo" com o futuro marido e a ver as minhas fotografias de 2008, 2009 e 2010. Tinha 20 anos e, modéstia à parte, era uma rapariga toda jeitosa. Nunca fui magra, mas tinha um corpo bonito. 

Hoje em dia é triste perceber que, mesmo sendo elegante, passei a adolescência e o início da vida adulta a achar-me gorda, mal jeitosa, a queixar-me das mamas grandes, das pernas roliças, dos ombros redondos. Passei os meus "melhores" anos em termos físicos a achar-me deselegante e desinteressante. Passei uma adolescência com complexos, quando devia estar satisfeita. Passei os meus vinte e poucos anos a queixar-me, quando estava bastante bem.

Agora?

Agora tenho 15 quilos a mais. O meu cabelo está sempre uma porcaria, graças às malditas hormonas descontroladas. Continuo com peito a mais. Tenho pança, apesar de ter sido mãe há 20 meses. 

A verdade é que nunca me senti tão bem e tão segura de mim... Porque, efectivamente, agora finalmente encaixei que o nosso bem-estar tem de vir de dentro. 

Obviamente que tenho olhos e espelhos em casa, mas apesar de todos os meus defeitos, gosto cada dia mais de mim. Com gordura, com mamas, com cabelo eriçado. Essas estão cá, mas não me ofuscam.

Comentários

  1. Percebo perfeitamente. Passei a adolescência cheia de complexos com tudo. Apesar de ser muito extrovertida e de ter uma vida dita normal, privava-me de muitas coisas por achar que não estava à altura, por ter vergonha disto ou daquilo. Era muito insegura. A nível físico, nunca fui magra mas também não era gorda. Era normal mas achava que tinha muita barriga ou que as minhas pernas eram gordas. Gosto muito mais de mim agora do que quando tinha 20kgs a menos. Sempre fui feliz, mas agora sou muito mais porque a minha vida não depende do meu aspeto físico. Aceito-me como sou, gosto de mim muito para além daquilo que vejo ao espelho. Continuo a ter pernas gordas e pança (e nem sequer fui mãe ainda), acho que tenho costas largas e braços gordos, mas também sou uma pessoa querida, inteligente, com força, com garra, que já conquistou muitas coisas na vida e que tem ainda muitos sonhos pela frente. Não somos só o nosso aspeto físico, vamos muito além disso. O corpo é a carapaça que sustenta tudo o resto que é mil vezes mais importante. Temos que nos sentir bem com a pessoa que somos, corpo incluído claro, aceitando que somos como somos e melhorando o que achamos que devemos melhor, mas sempre com amor próprio.

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  2. Desde que te sintas bem com o teu EU, isso é realmente o mais importante.
    Aos 20 anos também me queixava com o meu corpo, acho que é normal, essa fase é um ponto de idade terrível em diversos sentidos.
    Sou solteira, sem filhos mas também na casa dos 30 (32) e posso dizer com toda a certeza que, prefiro sem dúvida os trinta.
    Conheço-me melhor, estou mais segura de mim, outro modo de encarar a vida.
    O que direi aos 40? Aguardar para saber! :)

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    1. É muito isso. Bem dizem que as mulheres ficam mais interessantes com o tempo... A confiança é atrativa!

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  3. O facto de nos sentirmos bem, seguros e resolvidos connosco próprios, é e deverá ser sempre o que interessa verdadeiramente.
    Mas a vida com 20, é bem diferente do que quando se tem 30, muito mais diferente quando se tem 40, já nem falo quando se tem 50.
    E essa resolução que se tem connosco próprio evolui da maturidade, do amadurecimento.
    No entanto, ressalvo só que, independentemente da idade, sendo que mais velhos a intensidade tende a ser proporcionalmente menor, quando o aspecto fisico tende a entrar mais afincadamente em equação, essa resolução tende a ser posta em causa.

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    1. Acredito perfeitamente. Mas sinto uma segurança diferente em mim mesma. :)

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  4. Eu sinceramente acho que faz parte da adolescência nunca estarmos satisfeitos com nada.
    Tenho quase quarenta, tenho oito quilos a mais e sinceramente estou-me borrifando. Como eu costumo pensar de mim para mim "I walk tall".

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  5. E é assim que tem de ser.... aceitarmo-nos como somos é sinal de maturidade. E é meio caminho para se ter uma boa auto estima! Continua assim!☺

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  6. O mais importante é nos sentirmos bem connosco.
    Beijinhos

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  7. Amor-próprio e auto aceitação são os melhores sentimentos! Beijinhos*

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  8. E esta mensagem é tão importante! O bem-estar tem de vir de dentro para fora, e não o contrário. Também acredito que a idade faz com que olhemos para nós próprias com um outro olhar, um olhar mais maduro, mais compassivo. Eu gosto muito mais de mim agora, com mais uns quilinhos e mais umas estrias, do que gostava há dez anos. E essa sensação é muito boa!
    Um grande beijinho!

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  9. Tu sabes que eu te sigo há muito tempo, e na verdade sempre achei que tu eras muito bem resolvida, só assim podias saber lidar com estes comentários anónimos claro, de gente que é frustrada com o dedo mindinho que tem. Acho que passaste essa imagem mesmo que não a sentisses.
    Go girl rapariga.
    Eu tenho mais dez quilos que o ano passado e nunca soube o que era isso do engordar. Tenho 35 e estou longe do "assentar normal" para a idade mas nunca me senti tão bem resolvida. E no final é isso que importa. :)
    Beijinho

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