A felicidade dos outros
Nunca fui menina para me meter na vida dos outros. Já tenho a minha vida que, mal ou bem, me dá muito trabalho. Por isso nunca perdi o meu tempo a "zelar" pela vida alheia.
Isto vem a propósito da discussão sobre o referendo que permitirá, ou não, o casamento homossexual. Já aqui disse, e repito, que não tenho preconceitos desse tipo. São absurdos e retrógados. São pessoas normais, apenas têm tendências sexuais diferentes. Tendências, não opções. Não me parece que alguém opte ser homossexual (apesar de nada ter de errado).
Uma pessoa não vira homossexual de uma hora para a outra. A homossexualidade nasce com a pessoa, por isso não pode ser evitada. Se algum homossexual ler este texto, agradeço que confirme ou desminta esta minha ideia. Posso eventualmente estar errada.
As pessoas não se fazem, pelo que me parece errado criticar os outros.
Tudo isto me leva à questão do casamento homossexual. A felicidade dos outros nunca me incomodou. Não sei porque é que algumas pessoas são contra o casamento entre gays ou lésbicas. Afinal, o que raio temos nós, resto de Portugal, a ver com isso??
Ai a ideia de casamento é a união de duas pessoas para a reprodução por isso os homossexuais não deviam casar... Blá blá blá whiskas saquetas. Por favor, já não estamos no século XV. Até parece que os casais ditos normais só se casam para procriar.
Que eu saiba, o facto de dois homens quererem casar-se não vai alterar a vida do resto do país. Sendo assim, oporem-se à sua união só revela uma coisa: egoísmo. Puro egoísmo.
Se duas pessoas se querem casar, força aí! Felicidades! Isso não me incomoda, não vai fazer de mim menos feliz. Pelo contrário: fico mais feliz se viver rodeada de pessoas felizes.
na minha opinião, o problema é o termo "casamento"... se lhe chamarem outra coisa qualquer ninguém quer saber se deixam ou não (acho)!
ResponderEliminarAs mentes pequeninas do catolicismo quando lêem "casamento", entendem "casamento católico"... e "casamento católico" entre gays também não concordo (vai contra as leis da igreja, e esta tem direito de definir as SUAS e apenas as SUAS leis).
Quanto a "casamento civil" entre gays apoio 100%, nem que tenham de inventar uma palavra para ajudar os pensadores da igreja a separar as àguas...
e no fundo, casamento, é apenas um papel, o que conta são os sentimentos!
Eu gostava que me ajudassem a perceber uma coisa...se o nosso governo é lato porque carga de água anda a Igreja a meter a colher onde não é chamada? Tudo bem que a igreja tenha as suas regras tal como o Puzz disse, mas o governo????Oh amigos por amor da Santa onde está o problema que vai contra as vossas regras, pq é que este assunto ainda tem que ir a referendo? Para se correr o risco da pergunta ser incorrectamente feita, só a população idosa ir votar e isto não ser aprovado? Eu de facto não percebo o porque das uniões gays ainda não terem sido autorizadas, não percebo?!! Cada um faz da sua vida o que quer e bem entende e se a sua felicidade passa pela homossexualidade pois por mim força nisso, o que interessa é construirmos a nossa felicidade correcto?E se o amor não escolhe idades pq haveria agora de escolher sexos?O amor não é futil, uma pessoa não se apaixona pelo aspecto nem pelo sexo, uma pessoa apaixona-se pelo conteudo...desculpem a minha visão cor-de-rosa mas é esta a que eu tenho :)
ResponderEliminarSou a favor que eles casem livremente, mas sou contra que eles ganhem o direito de adopção, pois isso seria injusto. Em Portugal um casal hetero não casado vê-se praticamente impedido de adoptar, um solteiro pode esquecer sequer tentar. Porque é que duas mulheres deveriam ter mais direitos de adopção do que uma? Ou dois homens poderem adoptar quando um não pode?
ResponderEliminarCasar sim, adoptar não!
Devo dizer que concordo com a opinião do Bruno, já ia escrever exactamente o mesmo. Não tenho nada contra o casamento, já em relação à adopção de crianças tenho uma opinião ligeiramente diferente.E ok, já me disseram que uma opinião dessas vinda de uma psicóloga é no mínimo absurda, mas eu continuo com a minha ideia.Por muito que a investigação na área mostre que o facto de uma criança ter dois pais ou duas mães não afecta o seu desenvolvimento de forma negativa,e que o que interessa é receber amor e viver num ambiente seguro etc, etc...continuo a não concordar com a adopção. Acho que o papel da mãe e do pai são importantes para o desenvolvimento a todos os níveis. Então alguém diria...e o que acontece no caso das famílias monoparentais ou quando alguém morre? São circunstâncias da vida que me parecem muito diferentes. Mas voltando à questão, eu também penso assim: Casamento sim, adopção não.
ResponderEliminarbeijinhos
Parece-me que a ideia do referendo tem a ver com o consenso social e não com a Igreja, por si. A verdade é que há muita gente que acha que o casamento homossexual é o fim da picada. Acho especial piada aos argumentos que falam do fim da família e blá blá... Não sei porque é que o facto de mais pessoas terem acesso a ser uma família (que já são, com ou sem papeis...) faz com que a minha família (homem + mulher) perca valor... Mas enfim, há quem goste de se preocupar com isso.
ResponderEliminarNoves fora, concordo com a Sanxeri: não temos o direito de impedir a felicidade aos outros. Impedir o casamento homossexual é uma forma de discriminação e deveria terminar.
E quanto à adopção, duas ideias opostas: por um lado, claro que o ideal seria a fórmula milenar pai + mãe, sobretudo porque a sociedade não é tão evoluída assim e decerto que os filhos de casais homossexuais (que já existem, e muitos) serão sujeitos, por parte dos pares, a gozo e bullying. Por outro: pior ainda é estarem em instituições, sem receber amor incondicional de ninguém.
Assunto polêmico.. concordo com vc plenamente.. poderia dizer que é exato o que penso. Legal o blog.. parabéns...
ResponderEliminarAlberto publicou um post sobre.. Seja bem vindo ao Sexy Help Desk
Venho aqui meter a colher em "sopa alheia, mas vim espreitar o teu cantinho e não resisti: Nesta questão toda uma coisa que me tem irritado bastante é a forma como as pessoas que não concordam com o casamento são tratadas pela outra parte da questão. Hoje em dia qualquer pessoa que abra a boca para opinar sobre este assunto, se não concordar com o casamento homossexual é apedrejado em praça pública, acusado de xenofobia, nazismo e tudo o que os fundamentalistas encontrarem para não deixarem ninguém expressar a sua opinião. O dia em que deixarem de ultra proteger os homossexuais, em que os passarem a tratar realmente de igual para igual, é o dia em que acabou a descriminação.
ResponderEliminarana, concordo contigo quanto ao fim da descriminação! Mas não percebi se és contra o casamento gay ou não?
ResponderEliminar(desculpa san, não quero moderar os teus comentários, mas estava com dúvidas)
Olá :)
ResponderEliminarOra, não há nenhuma razão lógica para se ser contra o casamento homossexual, a não ser as razões da igreja (que eu, pessoalmente, considero absurdas).
A igreja não é o Estado e apesar do nosso país ser predominantemente católico não é exclusivamente desta religião.
Além disso, a igreja também é contra o aborto, contra o uso de contraceptivos, contra o sexo enquanto forma de obter prazer, blá blá blá... Tudo coisas, a meu ver, retrógadas.
Eu sou a favor do casamento homossexual sim. Civil, seja. Mas têm o direito de se casar. O casamento deveria ser a celebração do Amor, e o amor não escolhe sexos.
Em primeiro lugar o problema é que a discussão começa logo por ser um logro. Os governos só se lembram de trazer à discussão o casamento gay e a eutanásia, em períodos eleitorais, quando há outras coisas importantes que não lhes interessa discutir. O mundo está todo às avessas e o governo (todos os governos) manda-nos serradura para os olhos com problemas que não tinham, sequer, de ser problemas. Qual consciência, quais tabus, qual merda (desculpa mas este nem leva asterisco). Querem casar? Casem! Querem morrer? Morram!
ResponderEliminarAo fim e ao cabo o que é mais criminoso? ajudar a morrer quem está a sofrer e quer morrer, ou deixar-nos a morrer por falta de assistência e por negligência, num corredor de hospital? E olha que eu não sou dado a futebóis, mas gosto de citar Octávio Machado: eles sabem bem do que eu estou a falar e eu ainda sei melhor. Antes não soubesse, que ainda hoje passei 4 horas à espera de uma consulta marcada há um ano e sei o que tenho passado nos últimos quatro anos!
Como dizem no Alentejo:
bardamerda mais os falsos moralismos. A gente quer é empregos, saúde e ensino (não necessariamente por esta ordem) e alguns políticos grelhados, não fazia mal nenhum.
Beijinho.
assim sim!... força pica! bora lá grelhar uns...
ResponderEliminarEu sou a favor do amor, incondicional. Quero lá bem saber se se casam homens com homens, ou mulheres com mulheres.
ResponderEliminarLiberdade, meus caros, muita liberdade!
Beijinhos para ti San!
Obrigada pelo comentario do outro dia que só agora é que me dê ao trabalho de responder!xD
ResponderEliminarTambém concordo contigo,acho bem que façam o q quiserem..agora quanto à questão de adoptarem crianças bem...isso já é outra história...
Mas quanto ao facto de quererem ter um relação oficial acho que nada de mal há nisso.
Beijinhos :)
Miauuu, alguém falou em whiskas saquetas??? :-)
ResponderEliminarUiii, muito teria para dizer sobre o assunto... mas vou limitar-me a dizer o que li algures: em Espanha, quando se aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo, gays e lésbicas não desataram a correr para as conservatórias!!! Ah pois é...
Falou-se na ideia de constituição de familia enquanto "fim" do objectivo. Devo apenas frisar que isso é uma visão que peca pelo simples facto de estar apenas a considerar a procriação como único meio de constituição de família, quando não é essa a realidade, que está regulada e protegida pela nossa Constituição.
ResponderEliminarQuanto ao assunto do casamento, estou de acordo contigo sanxeri. Acho que o problema de muita gente é confundirem casamento civil com casamento religioso, no nosso caso, o católico. dou, por exemplo, o caso da minha mae: a senhora achava que o que estava em questão era o casamento dos homossexuais pela Igreja, o que não é o caso. A Igreja Católica que dite as leis que bem lhe apetecer (dentro do legalmente permitido) e que proíba quem lhe apetecer de casar...é uma questão de credo e fé, e não uma questão legal. Os homossexuais pretendem apenas ter o direito a contrairem casamento civil.Não vejo como isso possa afectar a felicidade alheia. Acho apenas que é apenas mais uma demonstração da mentalidade mesquinha e retrógrada que temos por cá (em Portugal e grande parte do mundo). Quanto a adopções são outros rios de tinta. Eu fico-me pelo casamento porque é disso que o post trata.
Beijinho*
Grande tema! Sou totalmente a favor. Como disseste, nao temos nada a ver com o casamento dos outros. Entre marido e mulher (ou entre marido e marido), nao se mete a colher. lololol
ResponderEliminarJucA