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Numa visita diária pelo site do Público, deparei-me com esta fotografia. Segundo a legenda, a fotografia mostra-nos um homem a descansar numa praia de Tenerife depois de uma viagem num barco com 78 pessoas que tentavam migrar para Espanha. Também segundo o Público, a embarcação onde o dito homem viajou foi a terceira embarcação que alcançou a costa da ilha das Canárias desde a madrugada de ontem.

Eu tenho uma visão muito peculiar sobre a emigração ilegal. Não sei se é a mais justa ou correcta. Tenho noção de que é até uma visão bastante inocente.

Penso que o Mundo a todos pertence. Apesar de existirem barreiras geográficas, apesar de existirem limites geográficos, vilas, cidades, países, continentes, eu sinto que todos nós somos, acima de tudo, cidadãos do Mundo. Todos nós pertencemos ao planeta Terra, e o planeta a todos pertence por igual.

Sendo assim, sou um bocado contra esta mania de impor limites à nossa deslocação. Eu posso ter nascido em Portugal, mas tenho tanto direito como um espanhol de viver em Espanha. Posso ter nascido em Portugal, mas julgo que mereço tanto como um africano viver em África. E vice-versa.

Incomoda-me ser confrontada com fotografias e textos relativos à emigração ilegal exactamente porque acho (e sinto) que todos nós, seres humanos, temos o direito de estar onde bem entendemos, quando bem entendemos (é evidente que esta frase não se aplica aos criminosos, esses estão muito bem na prisão).

Sendo assim, não sei porque raio colocam tantas restrições à emigração vinda de fora de África. É por serem africanos? É que se é, o caso torna-se ainda mais grave.

Nunca percebi bem o porquê de se dificultar tanto a entrada na Europa a cidadãos vindos dos outros continentes.

Eu sei que é uma utopia pensar que o mundo é um grande planeta onde todos podemos viver em harmonia. Eu sei que nem todos podem ser europeus. Mas acho que todos os seres humanos têm o direito a uma vida boa. E se para isso precisarem de sair do seu país, porque não acolhê-los de braços abertos?


Fotografia: Santiago Ferrero/Reuters, in http://www.publico.pt/

Comentários

  1. A propósito, ouvi na rádio que o governo checo vai oferecer aos imigrantes que ficaram sem emprego, lá, um bilhete de avião de volta ao seu país e 500 euros para despesas, no sentido de evitar o crime organizado. É qualquer coisa como "vá, vão lá à vossa vida que aqui já não se passa nada para vocês". Será uma boa medida?

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  2. Hum, parece-me mais um incentivo a que os emigrantes se pirem do país. Pelos vistos, ninguem gosta de emigrantes. Há una anos atras eram bem acolhidos, agora escorraçados.

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  3. Estas imagens do Santiago Ferrero, deixam-me sempre agoniada. Há nelas um sofrimento tão grande que quase me fazem mal.Esta questão da emigração é pertinente e acredita que cada rosto destes tem escondido um drama incomensuravel. Estas são imagens que falam por si.

    Um abraço*

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  4. embora a tua visão utópica me pareça o caminho a seguir, concordo com o kilgore... muitas mudanças tinham de acontecer no mundo antes de partimos para a livre circulação de pessoas...

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  5. Acabo por concordar contigo, mas ambos sabemos que um mundo assim é impossivel. Considero-me um cidadao do mundo.

    RC

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  6. Posso imprimir e dar a alguém no estado francês? é que isto de ser estrangeira por aqui não é fácil todos os dias...!

    Beijo meu ♥,

    A Elite

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  7. Utopicamente seria o ideal, sendo realista, iria criar o caos.Não podemos deixar massas de pessoas livres para circularem porque as massas não têm noção do geral. Se um País que viva confortavelmente abrir as suas portas a um numero tão grande de pessoas que cause um desiquilibrio, não haverá o suficiente para os que estavam nem para os que estão. Devia fazer-se por solucionar a origem dos problemas, auxiliar os países de onde surge mais emigração, até porque maior parte das pessoas nem quer sair do País de origem, só o faz por necessidade. Se for muito chocante falar a nivel de emigração, vejamos o que acontece numa micro realidade: os cursos superiores.Qualquer um pode tirar o curso que quer, mas depois entopem o mercado de trabalho.Quando entopem nem há para eles e os que têm trabalho são prejudicados pela quantidade de oferta. Por isso, liberdade sim mas, têm que haver alguém com uma visão geral que controle certas coisas.

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