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Dilemas morais

Dilemas morais são situações nas quais nenhuma solução é satisfatória. Não percebemos bem o que é certo ou errado, é difícil decidir.

Um comboio vai atingir 5 pessoas que trabalham desprevenidas sobre a linha. Tens a oportunidade de evitar a tragédia accionando uma alavanca que leva o comboio para outra linha. Nessa outra linha, o comboio atingirá apenas uma pessoa. Mudarias o trajecto, salvando as cinco e matando um?

Este dilema moral foi apresentado a voluntários por Joshua Greene, da Universidade Harvard. Segundo as investigações de Greene, a maioria das pessoas diz que é aceitável mudar o trajecto do comboio. Esta opinião baseia-se na doutrina criada pelo filósofo inglês John Stuart Mill, no século XIX. Para ele, a moral está na consequência: a atitude mais correcta é a que resulta na maior felicidade para o máximo de pessoas.

Segundo Freud, as nossas respostas a estes dilemas morais indicam diferentes níveis de desenvolvimentos moral.

Outro dilema... um homem é casado há muitos anos. A mulher está gravemente doente. O homem sabe que na farmácia mais próxima tem um medicamento muito caro que pode salvar a vida à sua mulher. Não tem dinheiro para o comprar e opta por assaltar a farmácia. É legítimo assaltar a farmácia? Deve ser perdoado...?


Comentários

  1. Eu até sou fan do Sr Sigmund, mas de verdade ele fumava um nadinha de rapé a mais né?
    Mas era bom moço!!
    Beijuuuu
    Lak

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  2. Quanto ao último dilema, acho que seria legitimo caso essa se apresentasse como a última alternativa para lhe salvar a vida. Seja como for, ninguém é ninguém para julgar o outro. Normalmente toda a gente tem um motivo para fazer as coisas. E muitas vezes o que parece uma atitude horrenda vista de fora, é uma atitude acertada no enquadramento das circunstâncias. Apesar de odiar esta frase...cada caso é um caso :p

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  3. Boa! Mas na nossa sociedade (leia-se Portugal) não seria dilema nenhum. Já estou a ver a notícia no correio da manhã: "Homem assalta farmácia, abandona a mulher doente e foge com a amante". E depois de apanhado pela polícia, até é capaz de ser perdoado pela sociedade. Se tiver a sorte de aparecer na TVI e que a mulher seja muito feia e gorda e a amante muito bonita e elegante.

    Quanto ao dilema moral em si, olha a resposta para mim, está aqui

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  4. O primeiro dilemo é complicado de tomar uma decisão. Já o segundo é fácil, dado que o dinheiro é por si só imoral e mais ainda quando faz a diferença entre a vida e a morte, por isso está a ver qual é a minha resposta para a sua solução!

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  5. O 1º caso dou como exemplo em situações de guerra alguns inocentes terão que morrer para salvar milhares algumas situações na 2ª guerra mundial e não só...

    As minorias têm que ser sacrificadas pelas maiorias(infelizmente).

    O problema estaria na consciencia da pessoa que fez a opção(depois)

    No segundo caso ele teria que logicamente que assaltar a framácia, podia era sofrer as consequencias, que me desculpe de ser tão racional.

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  6. Pronto no primeiro caso concordo, apesar de achar que a outra pessoa não merecia morrer.

    Mas no segundo ele poderia ter várias opções, desde pedir dinheiro aos amigos, ao banco... e só em último caso recorrer ao assalto, porque se vamos a assaltar por tudo e por nada isto vira uma anarquia... bem... estamos no bom caminho!

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  7. E lá vem a matéria do 11º de Filosofia... :p

    Bem, se o senhor SÓ levar aquele medicamento talvez seja perdoavel... mas porque não pede ao farmaceutico e depois paga por prestações? Há sempre uma solução melhor...

    Beijos*

    (como no caso do comboio, podiamos tirar aquela unica pessoa da linha e mudar o comboio de direcção... simples)

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  8. Ora bem... Isto não é facil!! Em relação ao primeiro dilema, estou um pouco de pé atrás... Sei lá se a outra pessoa é da minha familia, ou alguém que me toque!! Acho, que aqui existem muitas conseqùências, que tem que ser pensadas... Quanto ao segundo dilema, de todo que deve ser perdoado...

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  9. e ele não podia explicar a situação ao farmaceutico? Se mesmo assim não resultasse e ele só roubasse aquele medicamento, então acho que sim, que devia ser perdoado...

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  10. há um filme sobre uma situação desse tipo mas do qual não me recordo do nome... em que o homem faz reféns num hospital porque não querem operar o filho por não terem seguro de saúde que cubra os custos da operação.

    eu ia à farmácia, pedia o medicamento e CORRIA de lá pra fora! catch me if you can!
    *isto não é assalto pois não? é SÓ roubar ao estilo Robin Woods:P

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  11. É legitimo e tem perdão. O estado depois que pagasse o roubo ao farmaceutico. Se há hipoteses de salvar, não se pode deixar morrer. Eu assaltava nem que não fosse perdoada.

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  12. Essas coisas filosóficas dão cabo da minha pessoa... a minha resposta ao 2º dilema é sim senhor... mais que legítimos e sim senhor tem perdão... nem mais!

    Beijos

    Pink

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  13. Se no primeiro caso, baseando-nos em John Stuart Mill, a melhor decisão é salvar o máximo de pessoas, no segundo já não é assim.
    Embora o assalto à farmácia possa prejudicar várias pessoas da empresa farmacêutica, apenas para salvar a mulher doente, é lógico que, do ponto de vista humano, o marido desesperado deve ser perdoado e até louvado pela atitude.

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  14. Passa por lá, que parece que o link já dá!! 8)

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  15. Eu penso como a Bailarina, no 1º sei lá se a outra pessoa é da minha familia, ou alguém que me toque...quanto ao 2º, se não tivesse mais hipotese nehuma roubava a farmácia!!

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  16. Se é dilema é porque é difícil que se farta de responder! Ao primeiro nem sei...ao segundo, definitivamente sim! Que assalte a dita farmácia e seja perdoado.

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  17. Outro dilema moral se pode colocar ao homem que tem a alavanca na mão.
    O facto de o comboio ir a caminho de matar 5 pessoas, é um mero acidente, enquanto que se mudar deliberadamente a "agulha", ele tem consciência de que vai matar aquele homem.
    Depois não há quem lhe garanta que os 5 homens não se apercebem da chegada do comboio, o que ainda o deixará num dilema mior (ou um trilema, uma vez que lhe acrescentei outra elemento eheheh).

    No segundo caso acho que nem se deve levantar a questão moral. Assaltar a farmácia para salvar uma vida humana não é mais grave do que a farmácia "assalta-nos" todas as vezes que precisamos de medicamentos e como ladrão que rouba a ladrão, tem cem anos de perdão... eheheh

    Beijinho

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  18. O primeiro é de facto um dilema dos grandes. Porque, apesar de por um lado irmos salvar quatro vidas, quem somos nós para pôr e dispôr das vidas das pessoas e provocar uma morte que de outra forma não existiria?

    No dois, sim, penso que é legitimo e perdoável, com poucas dúvidas da minha parte ;) Acho que não é um dilema..

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  19. depois do fiambre da perna extra dois dilemas destes é demais!
    só tenho resposta para o segundo: sim, sem margem para dúvidas.

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  20. É complicado. Eu tenho a minha opinião, e há com certeza muita gente com opiniões diferentes. Por isso gosto de discutir este género de coisas, mas sobretudo gosto de respeitar a opinião dos outros, e que respeitem a minha. Questões éticas são lixadas...

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  21. Isto lembra-me as aulas de filosofia!
    No último caso eu acho que é legítimo, pois não está a "prejudicar" ninguém. Quer dizer, está e não está, é complicado. Quanto ao primeiro caso... eu não sei o que pensar nesse.

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  22. Dilema moral é se, mudando o comboio de linha, "tu" morreres. Aí, sim, grande dilema... Ou tu ou X pessoas.

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  23. Sem dúvida um dos textos mais interessantes que já li aqui.
    Se eu podia viver sem este blog?
    Podia........
    Mas não seria a mesma coisa. lolll

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  24. Obrigada =)

    Começando pelo fim,seria ilegal mas compreensível.Havia sempre aquela de pedir ajuda a amigos ou familiares.
    O primeiro...lá dizia o Estaline(acho eu) que uma morte era uma tragédia,muitas era estatística.Ok,5 pessoas não é uma multidão...eu não sabia bem o que fazer,desviar o comboio para a outra linha sabendo que estava lá uma pessoa...txi,lixado!

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  25. Lol bem tu tens um jeito para nos por a pensar! E olha que isso no meu caso é um feito! Deixa cá ver (gosto muito deste tema/dilema) em relação à questão colocada eu diria: que é racional ele assaltar a farmácia mas apenas se todas as restantes hipóteses falharam e se procurar mesmo ser perdoado custe o que isso custar. Mas este é mesmo daqueles casos "você decide!" em que até gosto mais de pensar na questão do que chegar a uma conclusão lol. Obrigado por isso :)

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  26. Isto é só filosofia...Muito bem S*...;)

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  27. Costumo usar o exemplo de "era capaz de matar o meu marido para dar o dar de comer aos meus filhos a morrerem de fome", para explicar o extremo a que poderia chegar para salvar-me a mim e alguém que Amo.

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  28. Assaltar eu assaltava mas assumia o meu erro. :):)

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  29. Eu fazia de tudo para não assaltar.. pedia, implorava para pagar mais tarde, às prestações.. acho que não partiria para a última "solução".
    Já agora: a noticia de hoje, uma americana fez 15 abortos porque tinha medo do marido... 15.. não é um, nem 2.. neste caso sou contra!!
    KissKiss

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  30. O primeiro dilema é bastante injusto. E legalmente isso é punível sabias? Não podes salvar 5 p matar 1. Não deixava de ser homicídio. Uma vida é uma vida, n é quantificável. Acho que nesse caso eu n mudava de linha, se o comboio tinha de ir por ali era por ali que tinha de ir. Se eu mudasse o comboio de linha e matasse essa única pessoa, a culpa seria somente minha.

    Qto ao último exemplo, acho perfeitamente legítimo. Eu fazia o mesmo. Em situações limite n olhamos a convenções. Perdoado pela justiça n sei, mas por mim era.

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  31. São dilemas difíceis de optar...
    A justificativa deles se calhar estaria de uma maneira mais clara em nossas cabeças se acontece conosco tais situações!
    Dificil mesmo!
    Bom fds e bjks

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  32. Dilemas morais são sempre complicados de resolver... A nossa consciência é que deverá nos guiar, fundamentalmente...

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  33. Decidir que a vida de 5 pessoas tem mais valor do que a de uma, só por uma questão de quantidade, é talvez redutor... ajuizar sobre a matéria é demasiado exigente para a minha fraca capacidade de decidir sobre a vida de outros!
    Quanto ao segundo caso até por menos dava carta branca para o assalto à farmácia... não são esses os "negócios" que nos assaltam a nós, quando estamos nas suas mãos, fragilizados e sem alternativa, senão deixarmo-nos mesmo roubar por quem tem os olhos postos no lucro desenfreado, acima de qualquer preço???

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  34. Se fosse para alguem que eu amasse, eu assaltava a farmácia...

    Mas isso sou eu que faço tudo por amor!

    Deve ser por isso que as vezes me sinto só...

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