Ver o lado positivo da coisa #2

E o Monte Evereste de roupa que não passo a ferro?

Eu nunca fui 'maluquinha' como a minha tia e a minha mãe, que até os panos da cozinha passam a ferro. Pelo amor da santa, tenho amor à vida, embora respeite perfeitamente as pancas dos outros. Nem toalhas, nem panos, muito menos cuecas ou meias (sim, sei que há quem passe cuecas a ferro).

As calças estão amarrotadas? Estão óptimas para ficar no sofá. A camisola está enrodilhada? Perfeita para brincar com a criança. As toalhas não estão tão fofas? Não tem problema, também é só para secar o corpo, não pretendo andar enrolada nelas todo o dia.

Ahhh, a liberdade!

Comentários

  1. Ah ah ah então segundo os teus critérios eu estou inserida na parte das maluquinhas eh eh ehh passo tudo, nada escapa ;)

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  2. Então eu também sou. Como te disse no post anterior há muitas coisas que não passo.
    E agora em quarentena ainda menos, muito menos.

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  3. Eu também não passo nada, só alguma camisola de algodão que às vezes fique mais enrugada :) acho uma perda de tempo, mas cada sabe de si.
    r: imajino que trabalhar em casa com os filhos não será muito fácil, mas repara, como fariam as nossas avós? dá para pensar! Espero que realmente nunca tenhas a necessidade de colocar a tua mãe num lar, mas se te posso dar um conselho, nunca digas nunca. Condeno muitos filhos que poderiam ter os pais em casa, mas há doenças que são quase impossíveis de tratar em casa. No entanto elogio o teu pensamento e desejo muito que isso aconteça.

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    1. Tens razão. Há doenças do diabo. No entanto, infelizmente, muitos dos velhotes que vejo no lar (a creche do meu filho é também edifício de lar) são pessoas perfeitamente válidas. É só triste e não vale a pena fingir que não sabemos que muitos filhos simplesmente não querem saber. Abandonam os velhotes no hospital na semana do Natal e nas férias. E não são um ou dois. São muitos, ao ponto de os próprios hospitais o reconhecerem. A minha mãe diz sempre que não quer ir para um lar. Só se não pudermos mesmo evitar é que lhe faremos essa desfeita. <3

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    2. As nossas avós não trabalhavam em casa com os filhos, estavam "só" a tomar conta deles e fazer tarefas domésticas. Nesta situação a maioria de nós tem de fazer isso e ainda teletrabalhar 8h por dia, esse é que é o problema.

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    3. Atenção às generalizações.. a minha avó é daquelas que vê no lar perfeitamente válidas, com toda a mobilidade, cabeça a funcionar.. e está no lar por opção, porque estava farta de estar na casa dela sozinha e cansada de cozinhar e limpar. Se calhar muita gente que lá vai e a vê pensa o mesmo, pensa que foi lá abandonada porque os filhos e netos não querem saber, mas foi ela mesmo que quis e fez questão, e sempre disse que nunca iria para casa de nenhum dos filhos por não querer ser um empecilho (por mais que lhe dissessem que não o seria). Fazem imensas actividades no lar (colagens, crochet, sessões de leitura, missa, até "visitas de estudo"..) e está mais ocupada lá do que estaria se estivesse em casa de um dos filhos, que nunca lhe poderiam dar a mesma atenção e estímulo porque têm a sua vida, nem ela estaria tão à vontade (ia sempre ter a tendência de ajudar nas tarefas domésticas). É feliz, fez novas amigas, tem telemóvel, algum de nós lhe liga todos os dias, e todos os fins-de-semana alguém a vai buscar para almoçar com a família. Mas sei que ela tem sorte. Claro que há as situações de abandono que descreve, infelizmente, e é revoltante e muito triste.. mas assumir que todos são abandonados é injusto. O lar para muitos é uma segunda vida, livre de obrigações, não uma prisão ou condenação, e isso, na minha opinião, é bonito! Mas desejo de coração muito amor e saúde para a sua mãe, para que o vosso desejo se cumpra :)

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    4. Acho que também depende da relação.

      Há filhos que foram muito mal tratados e não querem abdicar da sua privacidade, vida ou fazer sacrifícios para quem só lhes fez mal. Conheço um caso assim onde o filho se preocupou em arranjar um lar com boas condições mas a mãe dele não vem sequer a casa nas festas.

      É um dos meus melhores amigos e quem o conhece e viu crescer percebe perfeitamente. Aliás eu não sei se abdicava sequer do meu dinheiro para ajudar aquela mulher a pagar o lar.
      É uma víbora do pior, que maltratava o filho física e psicologicamente e que provavelmente hoje teria os filhos retirados pela CPCJ e com toda a razão.
      Aliás a irmã dele ajuda nas despesas sem a mãe saber e é porque tem consideração pelo irmão. Por ela a mãe podia ir viver para um lar qualquer patrocinado pela SS independentemente das condições ou zona do país.

      E eu abdiquei da privacidade e de muitas coisas no início do meu casamento para ter a minha avó a viver comigo e para cuidar dela mas daquela mulher queria distância.
      Tenho-lhe um asco enorme e ela é tão narcisista e egoísta que não só não percebe como se arma em vítima. É uma das "coitadinhas" que está abandonada...

      E conheço outras situações, onde pais fizeram dívidas em nome dos filhos, os roubaram, deixaram em situações fiscais extremamente difíceis onde colocaram os próprios netos em risco de ficar sem-abrigo... Esses ainda não estão num lar mas quando forem para lá também não me admira que fiquem "abandonados".

      Aliás, sempre que me dizem que há idosos abandonados no meu primeiro pensamento surge imediatamente a questão "o que será que essa pessoa fez para o merecer?"
      Porque há quem ache que só porque é mais velho pode tudo, incluindo atazanar a vida de quem os acolhe. Alguns colhem o que plantam a vida toda...

      E depois também há o direito a escolher. Eu não abandonaria os meus sogros ou pais mas os meus pais querem ir para um lar quando deixarem de conseguir fazer tudo sozinhos. Querem apenas vir festejar o natal e a Páscoa connosco. Quem sou eu para proibir que tomem as decisões autonomamente?

      E ir para um lar não tem de ser sinónimo de abandono ou maus tratos. Alguns ficam com os idosos casa, roubam-lhes a reforma, deixam os ditos a passar fome, batem-lhes e fazem 30 por uma linha...

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    5. Por aqui depois de perceber que passava a roupa 2 vezes: quando a apanhava e quando a ia vestir porque tinha sempre algum vinco, deixei de o fazer.

      É guardada muito bem dobrada. Preparamos a roupa para a semana seguinte no sábado ou no domingo. Aí passo o que estiver com dobras ou vincos e ficam num cabide até serem utilizados.

      Não passo absolutamente mais nada.

      Em casa dos meus pais passava-se tudo por cisma da minha mãe. Até que eu saí de casa e ela percebeu que não podia continuar a ter a mesma exigência em tudo e também deixou de o fazer.

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    6. Arriscando mais uma vez o post ser censurado, pois não partilho desta opinião… Eu não percebo a razão deste post/artigo. É verdade que cada vez temos menos tempo, cada vez mais perdemos mais tempo com atividades inúteis,e achar que passar a ferro é uma delas é só descuido.
      Começa logo pela aparência que muda radicalmente.Sim, eu noto logo se está ou não passado a ferro. Dá um ar completamente despreocupado, desinteressado, desleixado e irresponsável ou seja, exatamente o oposto daquilo que se pretende, já te tinha dito num post anterior onde aparecia o teu filho com uma t-shirt amarrotada que parecia retirada de um contentor ( foto que depois retiraste do facebook). Quem não tem brio de mostrar uma criança bem vestida e com roupa cuidada? Desleixar uma tarefa destas abre portas a outros desleixos, começas por deixar de passar a ferro e pouco depois já não limpas os sapatos com regularidade e quando deres por ti estás mais uma vez num estado menos que apresentável e respeitável. Igual aos demais e sem nada que te distinga pela positiva. Há trabalhos que isso seria completamente impossível.. como quem lida com o publico… ir a uma loja e ver as funcionárias com roupa amarrotada, e com unhas pintadas, maquilhada… algo não está correto, e de certeza que em qualquer trabalho gostamos de olhar para pessoas com ar cuidado da cabeça aos pés. Há sempre vincos, sempre marcas na roupa, por muito bem que seja esticada e estendida..abrir uma gaveta e ver que tudo está encartado e direito é outra sensação…mas isso digo eu que sou “maluquinha”. Depois há as outras pessoas que dizem que a roupa é um bom indicador da personalidade e roupa amassada não ajuda a que retiremos boas conclusões dos outros e da maneira como se tratam a si mesmos, por exemplo. Eu considero que há coisas que se não forem passadas dão uma má primeira impressão! Que se perde muito tempo perde, mas de nada serve vestirem boa roupa se estiver tudo amarrotado!

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    7. Susana, vai-me desculpar, mas o seu comentário não tem qualquer propósito. Eu PASSO a roupa a ferro. Mas, como já pôde ler, há imensa gente que não o faz. Pessoalmente, nunca reparei em gente amarrotada, tenho mais que fazer. E não, não acharia que é por serem preguiçosas ou desleixadas. Tive uma colega de trabalho que nunca passava roupa a ferro e estava sempre bonita e bem apresentada. Acho esse seu comentário muito preconceituoso. Agora pijamas?? Não, não passo a ferro. Lembro-me bem desse seu comentário (que achei bastante rude, para ser honesta). O meu filho estava com roupa de andar por casa - que não passo a ferro. Mas, mesmo que estivesse vestido com 'roupa de rua', é opção minha e do pai. Você não tem nada a ver com isso. Eu passo a ferro, mas poderia não passar. Se você acha bonito fazer esse tipo de comentários, eu não acho. Também vejo muita gente, que por opção ou por não ter outra opção, anda com sapatos rotos, com solas deformadas, com camisolas cheias de borboto... Posso reparar, mas Deus me livre de lhes dizer alguma coisa! Acho rude.

      Acho que está mesmo a dar demasiada importância à roupa, palavra de honra. Eu também reparo na roupa dos outros, mas daí a retirar conclusões da personalidade das pessoas por causa da roupa... E daí a achar que são irresponsáveis... Que dirá então do Mark Zuckerberg? É um básico, um pelintra, um mal arranjado que não se cuida? Ou é um génio que não dá qualquer importância à roupa por achar que isso é SUPERFICIAL e SECUNDÁRIO? Não consigo concordar mesmo nada e acho esse seu comentário muito preconceituoso, desculpe que lhe diga.

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    8. Anónimo das 10h56, respeito, mas EU, enquanto filha, evitaria ao máximo. Como referi, a minha mãe, que vai fazer 60 anos, SEMPRE nos disse que não quer ir para um lar. Portanto, nós somos três filhos e só temos de respeitar a vontade dela e dar o nosso melhor por ela - como ela sempre fez por nós. Claro que ela pode ficar doente e ter uma daquelas doenças malditas que roubam a 'vida' da vida das pessoas... Mas, enquanto puder, iremos evitar. Porque ela não quer. Nunca quis.

      Já os meus tios, segundos pais, por não terem filhos, estão há muitos anos a pagar uma espécie de reserva num lar cá da cidade... Tornaram-se sócios e estão a garantir o seu lugar. Mas, enquanto sobrinhos, enquanto pudermos, não os queremos em lares. Não quero, mesmo! Prefiro gastar esse dinheiro e tê-los em casa connosco - a não ser que os cuidados médicos assim o exijam. E sei que eles, no fundo, também não querem um lar, mas como não têm filhos (mas têm sobrinhos que tratam como filhos!) estão a garantir o futuro. Mas, falando por mim e certamente pelos meus irmãos, eles merecem todos os nossos eventuais sacrifícios.

      Quanto a velhotes que foram péssimos pais... Não vou comentar. As pessoas não viram santas depois de velhotas. Se foram maus, não vamos negar o óbvio.

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    9. mar, como já percebeu, sou contra a existência dos lares, a não ser que a família não exista ou não tenha essa possibilidade. Acho que a família tem de se proteger, em qualquer idade. No entanto, quem sou eu para querer ditar o que os outros querem ou preferem? Respeito perfeitamente. Se a sua mãe quis um lar e isso a fez feliz, fico feliz por ela! :)

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    10. Realmente tem razão em afirmar que nada tenho a ver com o seu estilo de vida nem como se veste, ou se passa ou não a ferro. Agora achar que ser apresentável. cuidada e respeitável é secundário E preconceituoso não me parece razoável e muito menos dizer isso a alguém. Comentei no blog, como o faria com uma amiga.. da mesma forma que reparo em alguém que se veste e apresenta de forma impecável. Dei a minha (rude) opinião porque lido com dezenas de pessoas todos os dias e sim, fala-se de quem aparece de forma descuidada na roupa e tem unhas gel, maquilhagem... comparar isso Zunkerberg ou outros milionários que se apresentam de forma descontraída- não descuidada- e pode vestir 10 camisolas no mesmo dia NOVAS e dizer que é um exemplo de descuido. Já reparou que o mesmo também veste fato e gravata, quando vai a eventos. Depois fala em borbotos, caçado roto...onde isso é sinónimo de descuido, não, isso é sinal de pobreza. Conheço muita gente pobre mas cuidada. Não avalio ninguém pela roupa mas tenho opinião. Se a sua profissão lhe permite ir trabalhar com roupa por passar a maior parte dos empregos não o permite. Numa entrevista de emprego ir de calças e camisola por passar deixa uma imagem que da mesma forma que trata a roupa tratará do trabalho. É a minha rude opinião. Trabalho numa instituição bancária há mais de 15 anos e nunca ninguém me recomendou dress code, mas por mim, julgo que devo apresentar-me às pessoas da melhor forma. De resto, como sempre os seus argumentos são sempre mais válidos e não vale a pena discordar. Desejo-lhe uma excelente Páscoa.

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    11. Em relação à questão "como fariam as nossas avós?", eu tive a felicidade de conhecer não só as minhas avós com bisavós e uma trisavó. De todas, só uma (a avó por parte do pai) foi doméstica. Todas as outras trabalhavam fora de casa e deixavam os filhos mais novos ao cuidado dos mais velhos. Outros tempos. :)

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    12. S*, independentemente da forma como a Susana se expressou ser rude ou nao, ela tem uma certa razao. Depende das areas, onde se está. Se ela está no sector bancario, pois, claro que exigem uma apresentação cuidada.

      E isto tambem funciona ao contrario: tenho um colega cuja mulher a dada altura da vida estava desempregada e o Instituto de Emprego arranjou uma entrevista a que ela tinha de ir, e ela nao estava interessada naquele emprego. Ela foi de saltos agulha, blaser, blusa e saia travada, toda maquilhada, unhas arranjadas, cabelo arranjado. O patrao ficou a olhar parvo para ela e recusou-a imediatamente, porque era um trabalho manual, em que tinha de se sujar, usar bata e ele percebeu que ela nao iria fazer esse tipo de trabalho. Eu pessoalmente já fiz algum recrutamento e a roupa, tal como outros pormenores dão uma imagem da pessoa, tive um caso em que a função de Higiene & Segurança no trabalho implicava alguns trabalhos mais fisicos como colocar extintores, ir à farmacia comprar items para caixas de primeiros socorros, afixar plantas de emergencia, etc. Na entrevista uma candidata tambem apareceu com este estilo e eu perguntei-lhe directamente se ela estava disponivel para fazer este tipo de serviços ao que ela respondeu que pensava que era um trabalho mais à secretaria e portanto nao, nao iria fazer aquilo.

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    13. Susana, desculpe, mas não tem razão nenhuma.

      É livre de passar a ferro tudo o que quiser. Mas eu não passo a ferro, nunca passei, nem sequer tenho ferro de engomar. E nunca ando com roupa amarrotada. Recebo aliás inúmeros elogios à minha roupa e maneira de me vestir. As pessoas costumam dizer que estou sempre arranjadinha e tenho muito bom gosto (juro que sim).

      E sabe que mais? Não pinto as unhas, não me maquilho e muitos dos meus ténis têm um ar usado, porque não gosto de os ver demasiado "novos".

      O mundo não é a sua aldeia. :)

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    14. Eu por acaso tenho uma péssima imagem de pessoas que se preocupam demasiado com a apresentação dos outros e que tiram ilações da personalidade/capacidade dessas pessoas que consideram menos bem preparadas.

      Lá está, todos temos preconceitos. Eu considero essas pessoas fúteis, com uma tendência narcisista e habitualmente burrinhas que dói.

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    15. Sim, tu nunca foste rude..
      S*20 de março de 2020 às 23:12
      Vá bardamerda.

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    16. Susana, acho que lhe falta mesmo mais do que fazer. Querer apresentar-se mais 'cuidada'
      (segundo a sua opiniao) 'e um direito seu mas tentar impingir a sua maneira de pensar a toda a gente a sua volta, 'e so ridiculo. Ja pensou que se calhar ha pessoas nesta vida que nao partilham da sua opiniao? Ou que o meio onde esta inserida a pode levar a pensar dessa maneira? Eu sou de uma cidade pequena do norte do pais onde toda a gente conhece toda a gente e persiste muito essa ideia de estar sempre 'apresentavel' senao o vizinho vai comentar. Desde que mudei de pais e fui viver para uma das maiores capitais europeias, deixei de sentir isso. Ninguem conhece ninguem, ninguem quer saber se vai de pijama ao supermercado ou de roupa de desporto ao banco. E sabe porque? Porque ninguem quer saber da vida do outro. Talvez a Susana devesse pensar menos no que os outros vestem e passar mais tempo a preocupar-se com a sua vida.

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    17. Anónimo9 de abril de 2020 às 16:16
      trabalha onde? tudo isto tem a ver com o meio onde está. a Susana trabalha num banco, obvio que é super formal. Na empresa onde eu trabalho as pessoas podem ir de tenis, ninguem se iria importar, mas no caso de um banco suponho que nunca se diria a uma mulher que la andasse de tenis que estaria bem arranjada, alias, penso que nem autorizariam a usar tenis.

      Anónimo9 de abril de 2020 às 16:29
      alguma vez fez recrutamento? sabe porque é que as pessoas vão a uma entrevista presencial em vez de serem so avaliadas pelo CV? é porque obviamente se quer ver a forma de ser da pessoa e se tira ilações de tudo. vale o vale, mas é o que o recrutador tem para avaliar. Se o candidato chega atrasado à entrevista se calhar é descuidado com os horarios e ira fazer o mesmo no posto de trabalho. Se atende uma chamada durante a entrevista é a mesma conclusão. Se está a olhar despreocupado para o horizonte enquanto estão a falar com ele é porque tem dificuldade em concentrar-se. Se vem super bem vestida e eu quero alguem para tarefas mais fisicas se calhar nao se vai enquadrar. Se tem uma postura super formal de sotor isto, sotor aquilo se calhar nao se enquadra numa equipa informal onde se tratam todos por tu. Podia continuar aqui com exemplos infinitos. É normal avaliarmos as pessoas pelo que vemos, agora devemos obviamente procurar confirmar essa percepção, se preciso perguntando directamente à pessoa.
      Ja agora, nota engraçada, da minha experiencia, ao contrario do que se pensa, a maioria das pessoas é super sincera nas entrevistas, porque cara a cara, olhos nos olhos, não têm lata de mentir e apanha-se muitas situações assim.

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    18. Sou a anónima das 16:16 e sim, não trabalho num banco. Sou de uma área mais criativa. Honestamente, não me vejo a trabalhar num sítio que me obrigue a vestir o que quer que seja, porque não gosto que limitem a minha liberdade. Trabalhei durante uns tempos numa empresa que tinha dress code (completamente injustificado) e nunca o cumpri.

      Mas aqui a questão não tem a ver com o estilo ser formal ou descontraído, nem com o lugar onde se trabalhar. Tem a ver com o facto da Susana achar que quem não passa a ferro anda toda amarrotada e mal arranjada. Eu tenho um estilo informal, não passo a ferro e garanto que a minha roupa nunca está amarrotada.

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    19. pois eu nem sabia que se reparava se os outros passavam a roupa ou não! assim de repente, pensei em todos os meus amigos e últimos encontros que tive com eles (snif), e não me lembro de alguma vez ter reparado que alguém não tinha a roupa passada. reparo se têm roupa gira, comento quando gosto de algo, e já tivémos conversas sobre essa tarefa doméstica (quem passa, quem não passa).. mas fora essa conversa, juro que nunca na vida reparei se alguém tinha a roupa passada / amarrotada ou não. acho que sou doutro planeta!! :)

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  4. Não devemos generalizar. Eu também conheço uma Sra. perfeitamente lúcida que tinha a casinha dela com tudo o que precisava, mas a dada altura foi ela mesma a decidir que queria ir para um lar para ter mais companhia e porque os filhos dela estão emigrados.
    Quem vê a Senhora deve pensar que ela está no lar porque os filhos não quiseram saber, quando na realidade é o oposto.

    Em relação à tua mãe S*, acho estranho anteciparem o futuro desse modo.
    Sabes lá quem vai precisar de quem primeiro.
    Quem vai precisar de apoio primeiro.
    Quem vai partir primeiro.
    Desde que vi partir uma pessoa jovem na família deixe-me disso.
    A partida não segue ordem cronológica.

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    1. eaxctamente. conheço uma sra que aos 90 e tal anos perdeu os 2 filhos com apenas meses de diferença (um por cancro e outro avc) . la se foi quem podia cuidar dela....

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  5. S*, ainda ontem estive a passar a ferro e a reparar nos pormenores que aqui falam. Eu estico a roupa toda ,coloco com jeito no estendal e as camisas coloco sempre em cabides. Relativamente às camisas facilita e muito o passar a ferro, mas é completamente impossivel que fiquem a 100% em condições de se usar num trabalho sem serem passadas de todo. Ou entao as pessoas têm noções muito diferentes do que é ficar amarrotado. Quanto às tshirts eu tinha ontem 3 do marido: uma estava impecavel, foi so dobrar e arrumar (suponho que deve depender dos tecidos, mas eu pessoalmente ao comprar nao consigo adivinhar se vai ser algo facil ou dificil de criar vincos), outra estava um pouco amarrotada mas como era para usar por casa nao passei, mas se fosse para sair à rua não ia ficar assim, tinha de a passar; a terceira, bem estava completamente amorrada (é mais tipo polo) e nem para andar por casa me sentia bem em deixa-la assim, passei mais ou menos rapidamente para ficar mais apresentavel.
    Calças de ganga a mesma coisa, há uma ou outra que fica mais ou menos mas a maioria precisa sempre de uma passadela. E calças classicas nem pensar, obvio que têm de ser passadas.

    Mas eu acho que isto é como a maquilhagem , o cabelo, as unhas. Há quem andem sempre maquilhada, que nao se imagine a sair de casa sem as unhas pintadas, quem nunca deixe as raizes do cabelo ficarem brancas, quem estica o cabelo na cabeleireira para ficar impecavel. E há quem nao queria saber nada disso e vá trabalhar sem isto e se sinta bem. Suponho que para a roupa passada a ferro a noção de cada um tambem seja diferente.

    E claro que tambem depende da disponibilidade: eu quando recebo pessoas em casa para jantar vou tirar a toalha da gaveta (que foi passada e colocada la mas fica sempre com a marca das dobras que se faz), e passo a ferro as dobras todas e coloca-as na mesa impecavel. Mas isto é tipo um "luxo" que eu faço, porque tenho gosto nisso, e tenho tempo (sou so eu e o marido e nao tenho filhos e tenho empregada 1x por semana p fazer limpeza geral da casa). obvio que quem tem uma vida a correr tem de cortar em algum lado e passar a ferro será sempre uma dessas areas.

    Lembro-me de uma historia que aconteceu há uns anos: uma vizinha da minha mae e amiga de infancia fez uma operação que tinha de ficar de cama 2 semanas sem se mexer. Ela era super obcecada com a limpeza e o passar a ferro: passava tudo, lençois, cuecas, tudo e fazia limpeza geral à casa (ex: lavar cortinados, lavar tapetes,etc) quase todos os meses. Entrou em panico por nao poder limpar a casa durante duas semanas entao pediu ajuda à minha mae em segredo (ela nao queria que ninguem soubesse que nao podia limpar a propria casa) e la foi a minha mae fazer as tarefas por ela, mas ela sempre deitada no sofa a dar instruções, a dizer p a minha mae fazer isto assim ou assado, a querer levantar-se, a minha mae a berrar para ela ficar deitada. A minha mae diz que foi um filme, que tava a ver q ela deitava a operação a perder so por causa da obssessao das limpezas, mas pronto, como era grande amiga la ficou a fazer as coisas. Como a minha mae diz: nem tanto ao mar nem tanto à terra.

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  6. S*, faço-te a pergunta ao contrario: porque não deixam as maes de trabalhar para ficarem com os miudos em casa em vez de eles irem para a creche? porque nao ficam em part time para eles puderem vir logo da escola em vez de irem para um ATL? Porque é normal para ti o teu filho ir para uma creche ou ATL e a tua mae nao pode ir para um lar. juro que nao percebo a diferença, se é tao normal para as pessoas deixarem os filhos com outros mas um lar para os pais ja nao pode ser. claro que nao é chegar lá e deixa-los sozinhos, é ir la visitar, é trazer ao domingo para almoçarem em familia, mas caramba nao vejo os lares como esse bicho papao que mencionas.

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    1. Comparação sem sentido, anónimo de 9 de abril de 2020 às 13:00.

      Colocar um filho na creché é comparável a pôr um pai num centro de dia. Ao fim da tarde vem para casa, janta com os filhos, está em família, dorme no seu quarto. Um espaço que é SEU. Se quer fazer comparações com filhos, então, mais sentido fará colocar os pais num lar com o por os filhos num colégio interno? Acha aceitável?

      Cá em casa também somos contra os lares e a minha avó também bate o pé porque diz que quer ir para um. Será a escolha dela, contudo, a menos que condições de saúde o exijam (e já tive uma familiar nessa situação, com necessidade de apoio constante e alimentação por sonda que infelizmente teve que estar num lar) não concordo.

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    2. Exacto. Também comparo os lares aos infantários.
      Eu não imagino um idoso de 80 anos a ter de fazer o seu almoço, a ter de limpar o seu quarto, a ter de estar sozinho o dia todo em casa, porque os filhos estão a trabalhar e simplesmente não podem ficar em casa a cuidar deles ou a fazer companhia.
      Há os centros de dia, onde os idosos passam o dia todo, mas não dormem, também me parecem uma boa opção.
      Sou muito sincera, tendo uns pais que já chegam este ano aos 70, e que vivem num segundo andar sem elevador, se algum deles entretanto falecer vai o outro ficar sozinho o dia inteiro? Vai ter de cozinhar só para si? E vai aos poucos ficar limitado na sua vida porque já custa subir as escadas? Não ficaria muito melhor acompanhado e "entretido" num lar ou centro de dia?
      Eu, pessoalmente, acho que sim, mas este tema nunca sequer foi falado, porque apesar da idade os meus pais têm uma boa saúde e forma física, mas não vai ser eterno… eu tenho 37 anos, o meu irmão 42, ainda temos muitos anos de trabalho pela frente, não vamos simplesmente parar a vida para cuidar deles (ou de um deles, que é quando ficam mais frágeis, quando se veem sozinhos) tal como não paramos quando nasceram os nossos filhos… para mim é igual.

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    3. Que comparação... A creche e o ATL são uma passagem, não são o fim da linha, como os lares. São um lugar onde as crianças aprendem, brincam e fazem amigos. Há muita gente que não trabalha e põe os miúdos na creche ou no ATL. Ou já agora não vão à escola também, quer ver?

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    4. Comparar creches e lares não tem qualquer sentido. Mas creches, as crianças acordam em casa e vão para casa ao final do dia. Sou SUPER a favor dos Centros de dia, para os velhotes terem companhia, distração e amigos. Não concordo com lares, excluindo falta de outra opção ou necessidade de cuidados médicos em permanência. São opções. Eu não quero a minha família longe de mim, enquanto o puder evitar.

      Quanto ao facto de um velhote não querer incomodar os filhos... Vão-me desculpar, mas é obrigação dos filhos tratar dos pais quando os pais fizeram o mesmo por eles. Nenhum filho deveria permitir que o pai ou a mãe se considerasse um estorvo. Não falo de casos excepcionais em que os pais não prestam. Eu sou rapariga de aldeia, se calhar é por isso. Na minha família e na minha terra, os mais novos cuidam dos mais velhos. Isso nem sequer se discute. Felizmente, nunca tivemos doenças mentais ou incapacitantes... O que obviamente poderia exigir outras medidas.

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    5. S*, e o conjuge, como fica no meio disto tudo? É que se eu tivesse filhos, seria uma decisao minha e do meu marido, teriamos os 2 de cuidar deles. Mas se fosse com os meus pais, como seria? O meu marido teria de passar pelo sacrificio de os ter em casa a alterar a nossa vida se não sao familiares directos dele? E o mesmo relativamente a mim e aos meus sogros. É dificil .....

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    6. Anónimo das 18h52, bom, acho que isso tem muito a ver com o parceiro que escolhemos para a nossa vida. O meu homem é um homem de família. Foi uma das coisas que me apaixonou nele. Quando fomos viver juntos, há 8 anos, escrevi papéis com centenas de motivos pelos quais o amava. De vez em quando vou reler alguns. Ainda há umas semanas fui ler e apanhei o 'porque és um homem de família'. Se o meu marido não quisesse ter a responsabilidade de cuidar dos meus familiares, lamento, mas porta da rua é serventia da casa. O meu marido tem os mais, que são mais velhos do que os meus pais, e que não têm mais ninguém. Sei que provavelmente iremos acabar por cuidar de um deles ou dos dois. Se é algo que eu deseje muito? Claro que não. Ninguém quer ficar limitado. Mas fá-lo-ei com toda a naturalidade, porque são os pais do homem que amo. A minha tia tratou da minha avó e da irmã da minha avó. Que não lhe são nada, no que toca ao sangue. Mas fez. Abdicou de si e do seu tempo e cuidou de quem precisava. Assim como tratou do filho da minha irmã no primeiro ano de vida (depois da licença) e do meu filho em alguns dias da semana, até ele entrar na creche (cerca de 10 meses). Se teve de fazer sacrifícios? Claro que teve. Ser-lhe-ei eternamente grata por ter cuidado da minha avó, da madrinha da minha mãe e do meu filho. Farei a minha parte por ela, pelo meu tio, pela minha mãe, pelos meus sogros. Prefiro viver limitada uns anos do que não ter a consciência de que dei o meu melhor por quem sempre fez tudo por mim.

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    7. Lamento as gralhas... telemóvel...

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    8. S, percebo o que queres dizer e eu nao sei se conseguiria ficar a cuidar de alguem ou de por num lar. Mas quando dizes "prefiro viver limitada uns anos" sabes que esses anos se podem prolongar por muitos anos certo? A minha vizinha da frente ficou a cuidar do sogro durante 15 anos num estado que nem sequer acho digno alguem viver. Esse senhor nao falava, nao se mexia, nao fazia nada de nada. Acho isso tao triste, tanto para a pessoa que esta la a sofrer anos sem fim a espera da morte que nunca mais chega, como da pessoa que tem que dedicar a vida a essa pessoa. Neste caso, a senhora teve que deixar de trabalhar para se dedicar ao sogro e fazer tudo desde dar banho, mudar fralda, alimentar.. Sinceramente, eu acho que nao conseguia abdicar da minha vida durante 15 anos para fazer isso por alguem. Talvez seja egoista da minha parte, mas acho mesmo que nao conseguia.

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    9. Pois eu acho que não conseguiria sentir-me bem se não o fizesse. Não estou a falar de um velhote qualquer. Estou a falar de pais e tios que são como pais. Mas nem vale a pena discutir este assunto, porque vai mesmo dos valores e das lições que vamos aprendendo ao longo da vida. Ninguém quer ficar "aprisionado" a cuidar de alguém... Mas eu sinto que é essa a minha obrigação em relação a quem me criou. Não quero que os outros pensem como eu... Mas é assim que pretendo agir, para pousar a cabeça na almofada com a minha consciência (que não a minha, não tem de ser a dos outros) sempre leve. :)

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    10. Grrr, desculpem as gralhas. Estou sempre no telemóvel e isto assume palavras que não quero.

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    11. Ei conheço quem tenha abdicado de mais de 20 anos. Pelo meio perdeu o casamento e toda a relação com os próprios filhos.

      Hoje vive completamente sozinha, isolada e amargurada.

      Para mim ser homem de família é cuidar da família e estar lá presente. Não é ser mártir pelos outros.

      Ainda bem que não te importas de abdicar de toda a tua vida por isso mas isso não significa que os outros não sejam "de família" ou que estejam a abandonar os seus.

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  7. Eu não vou ter filhos, portanto não terei o problema de se me põem ou não no lar - já sei que terei de poupar para assegurar o meu futuro. Mas se tivesse não gostaria de lhes ser um peso. Para mim a vida é para viver e aproveitar enquanto se tem saúde e não iria querer interferir com planos de viagens, a espontaneidade de ir jantar fora e chegar tarde a casa, etc.

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    1. Eu acho muito triste a ideia de um Pai ou de ima Mãe sentir que é um peso na vida dos filhos. Espero que a minha mãe nunca o sinta, pois farei o melhor por ela com todo o gosto - por muito sacrifício que isso me exija.

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    2. Desculpe as gralhas, telemóvel!

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    3. Anónimo9 de abril de 2020 às 16:16
      exactmente isso que sinto. gosto muito da minha mae, mas se ela viesse ca para casa iria alterar em muito a vida que tenho com o meu marido, somos so os 2, saimos quando queremos, e nao temos obrigações para com ninguem. uma coisa é uma situação temporaria extrema, por ex, fazer uma operação e precisar de 1 mes de ficar na cama e ser apoiada. Outra coisa é na velhice ficar dependente anos e anos.
      A minha mae tenta sempre não nos incomodar, e nunca estaria à espera de ficar ca em casa. Eu sinto sempre que os pais é suposto fazerem tudo pelos filhos, mas honestamente nao acho que o contrario tenha de ser verdade. Ex, os pais sustentam os filhos, mas os filhos nao sao obrigados a sustentar os pais.
      E tambem é por isso que nao quero ter filhos, nao me imagino a mudar toda a minha vida a depender de outra pessoa e deixar de ter a minha liberdade.

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    4. Lá está, não discuto a educação que cada um teve. Na minha família, os mais novos cuidam dos mais velhos. Sempre. E sim, sustentaria a minha mãe, se pudesse e ela precisasse.

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    5. S*
      ve a resposta abaixo do anonimo de ontem às 18:54
      explica muito melhor o que eu queria dizer: "para me privar da minha vida ou privar meus filhos de crescerem com todas as condições e abdicarem da vida deles para que eu pudesse cuidar de outras pessoas. Independentemente de quem essas pessoas sejam."

      quando falo em sustentar é abdicar de tudo. se eu tiver 2 hipoteses em colocar a minha mae num lar que me custa 500€ ou pagar a uma pessoa para ela estar em minha casa que me custa 1000€ ou eu ter de abdicar do meu salario completo para estar em casa a tomar conta dela, desculpa mas vou tomar a opção mais barata. Nós pelos nossos filhos fazemos tudo, temos o mesmo nivel de vida ou se calhar damos ainda mais a eles, mas pelos pais nao. Ou seja, se eu tenho um bom salario e a possibilidade de viajar para fora 2x por ano, faz sentido que tambem dê esse privilegio aos meus filhos, mas nao me parece que seja obrigada a dar o mesmo privilegio aos meus pais. Se eu tenho os meus filhos no desporto, no ballet, num bom colegio, com portatil novo em casa, ect, tenho de abdicar disso tudo para ter a minha mae em casa em vez de coloca-la num lar? Mais uma vez, nao estamos a falar de situações extremas, mas se há a possibilidade de colocar num lar digno porque temos de mudar toda a nossa vida e piorar completamente tudo o que temos so pela insistencia de ter os pais em casa?

      Finalmente: isto é tudo muito bonito da boca para fora, cada um so sabe o que irá fazer quando a situação de facto acontecer. Os meus avós paternos precisaram ambos de cuidados, a minha avó ficou fechada no quarto na casa dela (o meu avô ainda estava vivo e bem) e tinha uma senhora vinha dar-lhe banho e fazer a higiene algumas horas por dia, anos depois dela morrer quando o meu avô teve um AVC a solução foi coloca-lo num lar pois era muito mais dispendioso contratar alguem a tempo inteiro para cuidar dele. O meu pai e a minha tia pagaram o lar e acho que cumpriram com a obrigação deles. Não vejo nenhum deles a ter de mudar a vida para ter de cuidar de um idoso acamado. Do lado da minha mae nenhum precisou, foram perfeitamente independentes ate morrer. Do lado do meu marido a avó paterna está num lar, super xpto e caro, cheiro de mordomias e actividades. Dos 10 filhos (por isso o podem pagar porque a dividir por todos nao custa muito), 9 estao emigrados e a que está ca em Portugal vai visitar regularmente a mae e aos domingos vai sempre busca-la para almoçar em casa, acho que fazem mais que a sua obrigação. A sra nao está acamada mas tem dificuldades em mover-se e caiu uma vez quando estava em casa da filha porque nos primeiros meses, la está, insistiram em nao coloca-la num lar, mas acho que foi porque sairam para ir àao supermercado, ela queria ir ao WC e caiu quando estava sozinha em casa, perceberam logo que era um disparate ela estar em casa. Portanto idosos em casa a nao ser que tenham disponibilidade para deixarem de viver e estarem 24h por dia fechados em casa a cuidar deles, a verdade é que eles estao sempre melhor acompanhados num bom lar onde têm staff sempre disponivel.

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    6. A diferença reside numa simples frase. Você acha que não tem obrigação de cuidar dos seus pais. Eu sinto que tenho toda a obrigação de dar o meu melhor por quem sempre me deu tudo o que era possível.

      Acredito piamente que é mais importante mostrar aos nossos filhos que os velhotes são queridos e amados e que gostamos de cuidar deles (quando possível!) do que darmos um portátil novo ou umas férias. Desculpe, mas essa sua afirmação caiu-me mesmo mal... Férias e portáteis não são mais importantes do que estimar os nossos pais...

      A sua consciência é a sua. A minha manda fazer diferente. Não sei se estou certa ou errada, ou se você está certa ou errada, mas sei que farei o que o meu coração manda.

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    7. S* entao uma pergunta mais abrangente: todo o nosso dinheiro e estilo de vida deve ser dividido com os pais?

      A minha mar teve uma vida dificil, a contar cada centimo para me sustentar a mim e à minha irma. Agora em adulta, graças à minha carreira tenho um bom salario e tenho um bom nivel de vida. Todos os anos faço uma viagem para fora de Portugal com o marido e outra em Portugal. A minha mae obviamente nao faz ferias fora pois nao tem dinheiro para isso, agora que o salario dela é so para a sustentar a ela (a minha irma tambem ja saiu de casa), está mais à vontade, mas so da efectivamente para comer, pagar contas, comprar medicamentos e nao sobra para luxos. Quando ela fez 50 anos eu paguei-lhe uma viagem (ela foi com a minha irma) , quando ela fez 60 anos fiz eu uma viagem com ela. Mas posso dizer que fui criticada por alguns colegas de trabalho em ter deixado o meu marido sozinho uma semana para ir viajar com a minha mae. E na tua opiniao? Ou tenho obrigação de todos os anos fazer uma viagem fora com ela como faço com o meu marido?

      Outro exemplo: jantar fora em restaurantes. Eu e o marido vamos jantar fora quase todos os fins de semana (nao é ir ao centro comercial comer um hamburguer, é mesmo jantar num restaurante porreiro). Com a minha mae faço questao de a levar no Dia da Mae, no aniversario, enfim, em alguma data especial. Devia leva-la connosco todos os fins de semana?

      O que quero dizer é que se eu tiver filhos obvio que vou fazer as mesmas ferias, os mesmo jantares fora, ou seja, os mesmos luxos que tenho serao partilhados com eles. E para a minha mae, tenho a mesma obrigação? Todos os filhos em Portugal que têm um nivel de vida superior aos pais estão a dividir o seu salario com os pais para lhes dar o mesmo nivel de vida? É que é uma situação super normal, pelo menos na minha zona, em virtude da minha geração ter tirado cursos superiores que os filhos têm salarios superiores aos dos pais. Mas não vejo os filhos a tiraram da boca dos seus proprios filhos para darem aos pais.

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    8. Mas que colegas de trabalho são esses que criticam ter ido 1 semana de férias com a sua mãe? Isso é só ridículo. A partir do momento em que pergunta "tenho obrigação de?" se vê que está tudo errado: era suposto ser um gosto, não uma obrigação.

      Os meus pais e os meus sogros têm o mesmo nível de vida que nós e nós estamos sempre a fazer coisas com eles. Todos os fins de semana estamos juntos e já fizemos algumas viagens eu, o meu marido e os meus pais (a última delas já com a nossa filha, tem 1 ano e oferecida por mim porque a minha mãe fez 70 anos). Sou filha única e se fosse necessário ajudá-los financeiramente, fá-lo-ia de imediato. Com os meus pais às vezes pago-lhes eu alguma coisa (tipo carregar o telemóvel, pagar alguma conta online, pagar alguma refeição) e às vezes pagam eles, não estamos a fazer contas. Mas para mim contariam tanto como a minha filha, nenhum está acima ou abaixo do "ranking" em quem quero gastar o meu dinheiro...

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    9. Também não compreendo quem é que critica pagar umas férias aos pais. Se puderem... Qual a crise? Este ano a minha mãe faz 60 anos. Desde que nascemos, nunca mais viajou, só pequenos passeios... Eu andei, em Fevereiro, a pesquisar viagens, porque ponderei levá-la numa qualquer viagem com a minha irmã. Ela iria amar. Depois meteu-se o maldito corona pelo meio e os planos morreram... Nada me faria mais feliz do que lhe proporcionar uma viagem, porque ela nunca as fez enquanto nos criava sozinha!

      Ela mima-me e eu mimo-a. Ainda agora lhe ofereci umas sandálias, só porque sim. E ela compra coisas para o meu filho só porque sim. Quando lanchamos, ela paga umas vezes e eu pago outras. Neste momento, apesar de ter um pequeno, tenho mais possibilidades que ela... Vai daí, se puder mimar a minha mãe, faço-o com todo o gosto. Tristes os que criticam oferecer uma viagem ou ir de férias com os nossos pais.

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    10. Anonimo ,eu escrevi obrigacao porque a pergunta era p a S*, e se vir o comentario dela ela escreve “ Eu sinto que tenho toda a obrigação de dar o meu melhor por quem sempre me deu tudo o que era possível.”

      S*, ja me disseram q ao me casar a minha familia passa a ser o meu marido e é com ele q devo estar e me preocupar. Isto tb dito por uma psicologa a quem recorri dp da minha avo morrer.

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    11. S*, a critica nao teve a ver com eu ter pago, mas sim com o facto de ter usado 1 semana de ferias e ter ido com ela deixando o marido sozinho. Ou seja, é como a historia do lar, nao está em causa pagar balurdios por um lar, mas sim o impacto de alterar a vida pessoal e rotinas familiares p cuidar da pessoa em casa.

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    12. Perdoe-me a brincadeira... mas não usou uma semana de férias para ir passear com o jeitoso colega de trabalho ou com o vizinho do lado... foi com a sua mãe. ahah. :D Há uns anos, talvez uns seis, tirei uma semana de férias para ajudar na loja da minha irmã. Temos de ser uns para os outros. A minha mãe, há uns 4 semanas, meteu uma semana de férias para ir cozinhar e arrumar a casa de família, visto que a tia foi operada ao rosto e não podia estar em contacto com vapores e coisas quentes. Se foram as férias ideais? Claro que não. Você ainda foi passear também! :D

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    13. Sim, o marido passa a ser sua família, mas deve escolher um marido que partilhe dos seus ideais e valores e, no meu caso, isso passa por ter um homem ao meu lado que não se importe minimamente (e que até incentive e fique feliz) com eu passar uma semana de férias com a minha mãe (ou passarmos todos juntos). As opiniões de colegas de trabalho são-me indiferentes.

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    14. "nao teve a ver com eu ter pago, mas sim com o facto de ter usado 1 semana de ferias e ter ido com ela deixando o marido sozinho."

      Portanto quando casamos não podemos tirar férias sem o marido? tem que ser feito tudo a dois? Que tristeza. Eu sempre fiz com regularidade uma viagem para o estrangeiro com a minha irmã. Quando comecei a namorar mantive esse hábito, e muitas vezes o meu namorado não vai porque não pode, não tem férias para gozar naquela altura, etc. Quando casarmos, não vejo porque há-de mudar. O marido passa a ser a nossa família sim, mas não única! A família cresce, não deve diminuir. Não deixarei de ser filha, irmã, neta para ser apenas esposa. É por as pessoas pensarem assim, a anularem-se por outra pessoa, que quando a coisa corre mal e divorciam-se, tem dificuldade em refazer a sua vida.

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  8. Eu já tive a minha avó durante 2 anos a viver excluo comigo e posteriormente um senhor que era como um avô para mim e que estava apenas alguns meses. Em ambos os casos estava em casa 24/24h , sem qualquer tipo de recompensa financeira e com licença sem vencimento.

    Fi-lo com muito amor, sabendo que havia uma enorme retaguarda e que seria temporariamente. Foi necessidade dos meus e daquele momento. Mesmo assim foi muito mais dificil do que inicialmente imaginei.

    No entanto, apesar de ser miúda que cresceu em aldeia sou o oposto de ti S*.
    Eu sou demasiado egoísta para me privar da minha vida ou privar meus filhos de crescerem com todas as condições e abdicarem da vida deles para que eu pudesse cuidar de outras pessoas. Independentemente de quem essas pessoas sejam.

    O meu marido é filho único e eu apesar de não ser é como se fosse. Ou seja, sei que no meu futuro existem 4 idosos que serão provavelmente extremamente dependentes de nós.

    Colocar os 4 a viver connosco ( se eu não morrer primeiro) era acabar com todas as minhas perspectivas de futuro, do meu marido e dos meus filhos.
    Não temos espaço, não temos condições e não tenho dinheiro para garantir que tal pudesse ser feito comigo a manter a minha sanidade.

    (Cont)

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  9. (cont)

    Já vivi com os meus sogros por 3 meses. Quase acabou com o meu casamento.
    Damo-nos muito bem quando cada um está no seu espaço. Todos juntos? Impensável.

    Sempre fui extremamente independente. Viver com familiares ad eternum, sem um fim à vista é completamente impensável. Eu preciso do meu espaço, das minhas regras, da minha maneira de viver a vida ( minha e do marido) . Os meus sogros não respeitam isso e sinceramente duvido que os meus pais também se consigam adaptar aos nossos ritmos passado décadas a viver à maneira deles.
    Além de eu saber muito bem que tipo de exigência física, mental e financeira nos é atribuído quando estamos numa situação destas.

    Falam de ir para um centro de dia e dormirem em casa. Falam como se fossem autónomos, como se não houvesse muitos problemas de deslocação, de lhes assegurar que vão ficar bem, que não vão ficar doentes porque andam a sair no inverno. Porque nunca levaram com as birras ou a teimosia de quem quer porque quer ficar em casa... e se recusa a sair de casa e vocês com horas marcadas e responsabilidades que não podem ser adiadas.

    Quem diz que era incapaz já mudou fraldas a idosos? Já lhes pegou "a peso" sem qualquer tipo de apoio? Já lhes deu banho? Sabem o terror que é dar um banho sozinhas e o medo de os deixar cair porque, como nada está bem, têm que mexer em tudo inclusivamente arrastar bancos e os assentos que têm na zona do banho?
    Já esteve semanas a fio completamente trancada dentro de casa por ser inverno e esteve com alguém que passou horas a fio literalmente a dizer "áaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa...áaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa....áaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa" num tom monocórdico mas constante? Já esteve a cuidar de alguém que de 5 em 5 minutos se esquecia do que tinha perguntado ?

    Muitas dessas coisas também se fazem quando estão no centro de dia. Como dar-lhes o jantar à boca todas as noites e tê-los a cuspir a comida para cima de nós quando não lhes agrada.

    A maioria dos idosos torna-se mais agressivo e com menos filtro consoante o avançar da idade. Não é só a minha experiência que o diz, é quem lida com eles constantemente.
    A minha avó, que era um amor de pessoa, no final era irreconhecível.

    A ideia pode ser romântica e pode ser mesmo para vocês. Há idosos mais ou menos dependentes, mais ou menos sociáveis o que pode ajudar. A vossa personalidade também pode dar-se lindamente com todas estas exigências.
    Para mim não dá. Sou demasiado egoísta. Não pretendo abandoná-los mas irão para um lar, sim.

    Nem eu nem o meu marido achamos que tê-los a viver connosco para sempre será uma boa ideia.

    E, tendo 2 filhos, a última coisa que eu queria era que um dia tivessem de abdicar da vida deles para cuidarem de mim.
    Não tive filhos com esse intuito. Claro que cuido deles. É a minha obrigação porque a decisão de os ter foi minha. Eles não escolheram nascer e não acho que tenham a obrigação de nada.

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    1. Ninguém tem visão romântica da velhice. Acho que todos conhecemos velhotes que ficaram agressivos, mal educados, rudes, maldosos... ou que simplesmente deixaram de 'ser' e passaram a ser apenas um corpo que sobrevive. Tive um avô assim durante uma década. Ninguém é ingénuo. Existem doenças do demónio, que ninguém consegue lidar - só mesmo os profissionais. Claro que, fisicamente falando, pode ser imensamente exigente. Mas acha que só são esses casos que vão parar aos lares?

      Eu não sou nada egoísta, nesse aspecto. Acredite que eu ACREDITO que somos o resultado daquilo que vemos acontecer à nossa volta. Aqui, cuidamos dos nossos, no limite do possível e, se tivermos de gastar dinheiro, preferimos contratar alguém para ajudar umas horas por dia. Não estamos a falar de casos extremos, que exigem vigilância 24 horas - já o referi várias vezes.

      Pode ser que um dia mude... mas, do alto dos meus 31 anos, ficaria muito triste e desiludida se um dia o meu filho achasse que não tem obrigação de cuidar de quem sempre o amou. Não tem obrigação legal, mas tem obrigação moral. Amor com amor se paga... digo eu.

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    2. Também eu tenho uma filha e não me cabe na cabeça fazê-la sentir que quando os pais forem velhos a obrigação dela é cuidar de nós. Não foi para isso que eu quis ter filhos.

      Pelo contrário, quero que a minha filha sinta que tem toda a liberdade de ser quem quiser. De ir e voltar quando quiser. Não quero que sinta que tem que viver perto de nós ou que é obrigada a almoçar connosco todos os domingos ou a ligar-nos todas as noites. Não foi para isso que eu quis ter filhos.

      Eu amo por demais a minha filha. Fui mãe a tempo inteiro até ela fazer dois anos. Estou cá para qualquer coisa que ela precise. Dou colo, carinho, amor, protecção. Aconselho, escuto-a, deixo-a ser ela mesma.

      Mas nunca lhe disse que na velhice dos pais deve cá estar para cuidar de nós.

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    3. Espero que a minha família próxima saiba que a minha felicidade só é possível se souber que dou o meu melhor por eles. Espero que nunca sintam que os acho um entrave à minha felicidade ou liberdade. Por mais que exijam de mim...

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    4. Anónimo das 23h43

      Também tenho uma filha, também não foi para cuidar de nós que a tive, também lhe ensino que pode ser o que quiser, viver onde quiser, não a obrigarei a almoçar connosco todos os domingos quando for adulta ou a ligar-me todas as noites se não for isso que quer fazer (eu tenho ligado aos meus pais quase todos os dias nesta quarentena; quando não me apetece não ligo e ninguém cobra nada a ninguém...), também a amo mais do que tudo e fui mãe a tempo inteiro até aos seus 3 anos. Também estou cá para o que ela precisar, dou-lhe colo, carinho, amor, protecção, aconselho-a, escuto-a e deixo-a ser ela mesma. E também nunca lhe direi que na velhice tem de cuidar obrigatoriamente dos pais.

      Esta conversa nada tem a ver com o amor que se tem pelos filhos ou não, ninguém está a pôr isso em causa (seria estúpido fazê-lo). São apenas dinâmicas familiares diferentes. A mim nunca ninguém me disse que eu tinha de cuidar dos mais velhos ou de quem precisa mas aprendi que é isso que fazemos quando vi as minhas avós cuidarem dos meus bisavós, quando vi o meu avô tomar conta da minha avó, quando vejo os meus pais a ajudarem os meus avós (que vivem sozinhos! Quando se fala em tomar conta não significa pegar nos idosos e pô-los a viver connosco). E na minha família, aprende-se também que somos livres de fazermos o que queremos onde queremos. Não sou a primeira a emigrar, os meus pais não vivem nas mesmas terras dos avós, os meus avós também não viviam nas mesmas terras dos meus bisavós. Cresceram, saíram de casa, foram às suas vidas, arranjaram os seus empregos, tiveram os seus filhos. Ninguém prendeu ninguém.

      Acho que cada um de nós terá a sua interpretação para o que é "cuidar dos pais". Dou-lhe um exemplo: dois irmãos do mesmo pai e da mesma mãe. Os dois já são adultos, casados e com filhos. Ambos estão com os pais amiúde, uns jantares aqui e ali, festejam-se os anos e o Natal todos os juntos. E eis que de repente os pais, independentes, atrapalham-se com umas burocracias, não entendem nada daquilo. Um dos filhos diz à boca cheia que não tem de ser ele a ajudá-los porque os pais é que devem ajudar os filhos. O outro perde tempo a ajudá-los a resolver o assunto, explicando a situação, informando-se de como resolver, ajudando-os com a parte on-line. Isto para mim é cuidar. Até que um dos pais adoece temporariamente. Até podem ficar na casa deles mas para um maior conforto e suporte seria melhor se ficassem em casa de um dos filhos. O primeiro recusa novamente porque não lhe cabe cuidar dos pais. O segundo, com menores condições, acolhe os pais, mesmo que isso exija temporariamente uma alteração na vida de todos. Isto para mim também é cuidar.

      Haverá aqui quem nestas situações se identifique mais com o primeiro irmão, quem até fizesse como o segundo na primeira situação mas não na segunda, e quem se identifique mais com o segundo irmão. Há tantas formas de "cuidar dos mais velhos"...

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    5. Tete,

      Acho que estamos a misturar aqui coisas diferentes. Eu sou a anonima das 10 de abril de 2020 às 10:28. O que se colocou em questão foi ter os pais em casa quando precisam de apoio por estarem acamados a longo prazo em vez de os colocar num lar.
      Eu faço o IRS à minha mae e tio (que é solteiro e nao tem filhos que o ajude). Trato de contas bancarias, aplicações financeiras, situações com a segurança social, mudar de prestador de electrecidade, colocar debito directo na factura da agua, sei la, tudo o que seja administrativo trato eu pois sei que eles não têm tanto à vontade com isso.
      Quando a minha avó ainda era viva, era a minha mae que a levava às consultas ao medico, que ia com ela às compras, que tratava de alguma situação que fosse preciso resolver. Isso para mim é ajudar os pais, é algo que fui educada a fazer e espero faze-lo da mesma forma à minha mae e ao meu tio dentro do possivel. Agora traze-los para morar comigo, mudar fraldas, dar comida à boca e deixar de trabalhar para estar a tratar deles tipo enfermeira, já é outra conversa completamente diferente.

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    6. Obrigada a todos pela discussão. Publiquei abaixo, replico aqui:

      Eu sinceramente acho que já me fiz entender, pelo que não vejo necessidade de estar com dedos apontados "tu achas que isso não é cuidar, tu achas que isso é cuidar". Eu partilho o meu ponto de visto, tenho a minha opinião, mas não quero que ninguém seja igual a mim.

      Ajudar os pais a fazer compras, a pagar contas, a organizar a vida quando já não o podem fazer de forma independente é, para mim, O MÍNIMO que algum filho digno desse nome deve fazer (desde que o pai ou mãe tenha sido igualmente digno desse nome). Ajudar alguém que deixou de conseguir ser independente parece-me o mínimo. Faria igual até pelos meus vizinhos. Se não podem, ajudo. São coisas pequenas, não me parece que alguém vá perder o que quer que seja por ajudar alguém com contas, compras, idas ao médico... Alguém deu como exemplo um filho não querer ajudar os pais com essas simples burocracias por entender que não tinha essa obrigação... Lamento, mas isso não é de filho. Isso não é sequer de ser humano, é simplesmente relevador de frieza.

      Para mim, enquanto puder e der para evitar, não quero lares, porque considero que uma pessoa deve estar com a sua família desde que nasce até ser velhote - desde que seja essa a sua vontade, claro. Acho que qualquer pessoa, se puder escolher, gostaria de estar com a família. Os centros de dia podem preencher o 'vazio', dar companhia, permitir amizades... mas uma casa só é casa quando nela temos os nossos familiares. Opinião minha, claro! Se o velhote preferir um lar, perfeito. Se um velhote não quiser um lar, acho mesmo que é obrigação da família dar o seu melhor para responder à vontade daquela pessoa.

      Opiniões cada um tem a sua. Esta é a minha e já está bem explicada. Cada um faz o que lhe manda o coração e o meu coração manda-me cuidar dos meus, desde que seja viável. Se posso cuidar indo visitar a um lar uma vez por semana ou levando a almoçar ao fim-de-semana? Para mim, esse não é o ideal. Para mim.

      Boa Páscoa!

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    7. Anónima das 16h25

      Percebo o seu ponto de vista. Na nossa família já aconteceu alguém cuidar do outro nesses moldes, mudar fraldas, ser enfermeiro. Noutros casos, não é possível. Nesses casos mais extremos, acho sempre que depende da situação e das pessoas envolvidas. Por exemplo, se tivesse um familiar em cadeira de rodas, não sei se seria viável trazê-lo para minha casa porque os quartos são num andar superior, por isso teria de ficar sempre em casa, confinado a único andar. Claro que se pode dizer que ficaria melhor cá em casa que noutro lugar, mas ficaria mesmo? Não seria melhor um sítio onde pudesse sair para um jardim todos os dias? Para mim, tudo isto conta antes de se tomarem decisões.

      Quando dou como exemplos coisas simples como ajudar com burocracia, ir às compras, etc, como cuidar do outro é porque é. Se há quem nunca os visite ou quem jante com os pais apenas no Natal, não é assim tão estranho que haja quem não esteja para perder tempo com estes cuidados. Para mim, para a S*, para outros, isto pode ser o mínimo mas não é assim para toda a gente.

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    8. S* pagar a alguém para fazer apenas part-time a cuidar de 1 idoso, com competência e de forma legal fica por quase 1000€/mês.

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  10. Fui educada numa família como a da S* (e sou da cidade, S* :)), onde não é uma regra dita em voz alta, mas onde todos crescem a saber que um dia os mais novos tomarão conta dos mais velhos, porque as gerações anteriores mostram que é isso que se faz. E faz parte do crescimento normal, não é uma mudança abrupta de "não tomo conta dos pais" para "agora vêm viver comigo", nem o "tomar conta" implica sempre que haja uma mudança para nossa casa. São pequenos gestos, pequenas ajudas que começam a acontecer, em que de repente os papéis se invertem...já não são os pais que nos levam ao pediatra, mas somos nós que passamos a ir com eles a alguma consulta se for preciso, já não são eles que nos ensinam matemática ou a cozinhar, mas somos nós que passamos a tratar-lhes do irs porque já não entendem muito bem isso...
    Eu já tinha casado quando fui passar uma temporada sozinha a Portugal porque os meus pais e avós estavam a precisar de mim.
    E já tive todo o tipo de situações na família: os idosos a viverem anos com os filhos e os netos, uma idosa num lar (não havia outra maneira, mas não foi abandonada, bem pelo contrário. Escolhemos um lar longe da terra dela mas perto de nós para que tivesse as nossas visitas e companhia frequentemente), os filhos a juntarem-se para pagarem ajuda de forma a os idosos não terem de sair das suas casas, uma idosa que durante anos pagou uma reserva num lar que nunca chegou a precisar felizmente...Sei que na nossa família fazemos de tudo para que as pessoas não fiquem em lares, mesmo que às vezes haja sacrifícios, mas também não posso dizer que "nunca" acontecerá porque às vezes simplesmente não há outra maneira de fazer as coisas, e mesmo em lares procuramos que não se sintam abandonados porque não é de todo essa a situação.

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    1. Tété, é totalmente isso. Por acaso, a minha mãe já nos disse algumas vezes que não quer ir para um lar. Está no seu absoluto direito e nós só temos de lhe fazer a vontade, desde que não surjam infelicidades... Mas, como referes, é algo implícito. É assim que sempre fizemos. É assim quer vimos fazer. A irmã da minha avó, que era uma senhora muitoooo difícil de feitio, teve de vir para a nossa casa de família no último ano. Tudo se adaptou a ela. Uma sala passou a quarto. Depois de uns meses, arranjou-se uma senhora para as manhãs, para a minha tia recuperar alguma liberdade. Sempre vimos acontecer assim. Não gostaria que tivesse de ser de outra maneira. Quero cuidar dos meus como sempre cuidaram de mim, em todos os aspectos.

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    2. Mas optar pelo lar não é abandonar. E é isso que fica implicito nos teus comentários. Vais "cuidar" dos teus, como quem diz que os que vao fazer diferente já não vão cuidar dos deles. Mas pode-se optar por um lar e continuar a cuidar.

      Eu tenho um filho e nao me vai chocar se quando eu tiver idade avançada for para um lar. O meu filho tem direito à vida que quiser ter. Se quiser emigrar, passar metade do ano a viajar, ou simplesmente viver a sua vida sem amarras, está no seu direito e não vou ser eu a impedi-lo. Agradeço contactos e visitas mas viver com ele? Não vou fazer questão.

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    3. Se um filho emigrar ou viver longe, o velhote terá de tomar uma decisão. Ou vai para a beira do filho ou submete-se. Ninguém diz que o filho não possa ter a vida que quer...

      Sou um exemplo... O meu pai vive em Espanha há uns quinze anos. Nos últimos dois anos de vida da minha avó, ela já não podia estar sozinha. O meu pai disse - lhe para ela ir viver com ele e com a actual família dele. Ela não quis. Está no seu direito. Foi viver com o outro filho, mas com outras regras e exigências que ela não apreciou muito... O meu pai não tinha quaisquer regras ou exigências em "troca" de cuidar dela. Foi uma opção dela. Se se arrependeu? Creio que sim. Mas foi uma decisão lúcida dela. Tudo isto para dizer que o facto de o filho estar emigrado não era entrave a cuidar dela... Ela é que não quis. Se há filhos que não têm mesmo possibilidade ou casa para tal? Claro. Daí existirem excepções.

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    4. Quando diz que vai cuidar dos seus, fica realmente implícito que quem coloca os pais num lar, os está a abandonar a não cuida dos seus. Eu também pensei assim, fui criada da mesma forma, vendo os filhos cuidarem dos pais. A minha perspetiva mudou a primeira vez que tive que trocar uma fralda ao meu pai. Aceito totalmente que um filho não queira passar por isso, é uma escolha tão válida como outra. Cuidar de alguém exige muito, demasiado por vezes, exige disponibilidade de tempo, financeira, de espaço e sobretudo emocional. Ler alguém dizer que é contra lares, faz-me apenas pensar que deve ser muito bom viver isolado na sua bolha e conhecer tão pouco da realidade. É utópico achar que os lares não deviam existir, é irrealista pensar que todos têm a mesma vida e condições que nós e que os filhos têm que e devem olhar pelos pais. Por vezes, simplesmente, não dá. E muitos desses filhos que colocam os pais em lares, não o fazem porque os amam menos, ou porque são maus filhos. Fazem-no porque não há escolha. O meu pai não está num lar, é dependente total. Foi uma escolha em família, porque foi possível, tem sido possível. Mas o desgaste é incomensurável. Os meus filhos ainda são pequenos mas já disse ao meu marido, se a altura chegar, que não hesite em me colocar num lar.
      Maria

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    5. E tu insistes nisso. Ter a mãe/pai a viver num lar não é deixar de cuidar deles.
      Podemos cuidar deles sem partilhar tecto ou viver com eles 24 horas por dia.
      Eu não vivo com os meus pais e não deixo de cuidar deles quando precisam. Neste momento é o meu irmão que cuida das compras semanais para eles se alimentarem. Sou eu que cuido do pagamento das contas da agua/luz/gás/farmácia. Ambos estamos a cuidar deles, nenhum de nós vive com eles.

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    6. Anónimo das 14h24

      Não sei se o comentário era para mim ou para a S*. Eu não sou contra lares, na nossa família procura-se fazer o maior esforço possível para que não tenham de ir (porque não é a "casa", porque são espaços mais impessoais), mas há situações em que não é viável ser de outra maneira (como já aconteceu). E mesmo em lares, não acho que se estejam a abandonar as pessoas, se houver esforço para que isso não aconteça.

      Anónimo das 15h02
      Concordo inteiramente consigo. Eu também acho que isso é cuidar. Mas a verdade é que há pessoas idosas cujos filhos não fariam isso (conheço algumas, são boas pessoas mas não sentem essa obrigação de cuidar por isso não o fazem).

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    7. Anónimo10 de abril de 2020 às 15:02

      sim, mas a questão dela é: quando se coloca a situação de que os pais precisam de apoio a 100%, há quem os leve para sua casa e quem os coloque num lar, e aí a S* classifica os segundos como nao cuidando dos pais. Aquilo que o anonimo descreve como cuidar (apoiar os pais quando estes ainda podem morar sozinhos) suponho que a maioria das pessoas o faça.

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    8. Eu sinceramente acho que já me fiz entender, pelo que não vejo necessidade de estar com dedos apontados "tu achas que isso não é cuidar, tu achas que isso é cuidar". Eu partilho o meu ponto de visto, tenho a minha opinião, mas não quero que ninguém seja igual a mim.

      Ajudar os pais a fazer compras, a pagar contas, a organizar a vida quando já não o podem fazer de forma independente é, para mim, O MÍNIMO que algum filho digno desse nome deve fazer (desde que o pai ou mãe tenha sido igualmente digno desse nome). Ajudar alguém que deixou de conseguir ser independente parece-me o mínimo. Faria igual até pelos meus vizinhos. Se não podem, ajudo. São coisas pequenas, não me parece que alguém vá perder o que quer que seja por ajudar alguém com contas, compras, idas ao médico...

      Para mim, enquanto puder e der para evitar, não quero lares, porque considero que uma pessoa deve estar com a sua família desde que nasce até ser velhote - desde que seja essa a sua vontade, claro. Acho que qualquer pessoa, se puder escolher, gostaria de estar com a família. Os centros de dia podem preencher o 'vazio', dar companhia, permitir amizades... mas uma casa só é casa quando nela temos os nossos familiares. Opinião minha, claro! Se o velhote preferir um lar, perfeito. Se um velhote não quiser um lar, acho mesmo que é obrigação da família dar o seu melhor para responder à vontade daquela pessoa.

      Opiniões cada um tem a sua. Esta é a minha e já está bem explicada. Cada um faz o que lhe manda o coração e o meu coração manda-me cuidar dos meus, desde que seja viável. Se posso cuidar indo visitar a um lar uma vez por semana ou levando a almoçar ao fim-de-semana? Para mim, esse não é o ideal. Para mim.

      Boa Páscoa!

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    9. Portanto para ti a única pessoa que tem direitos e direito a decidir tudo e mais alguma coisa é o idoso e a pessoa adulta e independente tem que se submeter?

      Imagina que um filho é imigrante, vive sozinho num T1 e ganha para si e mal.
      Cabe ao idoso decidir se vai emigrar ou não? A sério? Então e se o filho não poder pagar um T2? E se as leis do país não lhe permitirem ter um idoso num T1 a partilhar o espaço por ser considerado maus tratos? E se o que o filho ganhar não for suficiente para a subsistência de ambos?

      Portanto na tua óptica os filhos servem para ser serviçais dos pais, abdicarem de tudo e serem basicamente os escravos como há uns anos quando se tinham dezenas de filhos com intuito de trabalharem a terra dos pais e cuidarem deles na velhice. É isso?

      E isso não é sinónimo que esses pais são extremamente egoístas e só pensam neles próprios?

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    10. Fico realmente impressionada por achar que zelar pelos nossos pais é ser serviçal. Ninguém disse isso que descreveu. Se uma pessoa não tem possibilidades, obviamente que não pode fazer milagres.

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  11. Anónimo das 16.27, quando os pais precisam de apoio a 100% um filho passa a ser mau filho porque o coloca num lar, onde tem alguém que trate dele 24 horas/dia?
    Então só se é bom filho, e pode dizer que cuida de um pai, se largar tudo, despedir-se, e vier para casa tratar do pai pessoalmente?
    É só isso que é cuidar de alguém?

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  12. Sobre os lares:
    Tudo depende da percepção que cada um tem dos lares. A minha está intimamente ligada às minhas emoções em criança quando a minha avó (que viveu sempre connosco em nossa casa, todos os dias da minha vida) visitava amigos/conhecidos em lares e, por não me querer deixar sozinha em casa, me levava com ela. Eram tardes escuras, ambiente pesado, muito sofrimento, profissionais pesados e muita condescendência (que eu nem saberia na altura descrever nestas palavras). Obviamente a ideia de ter a minha avó num lar deixa-me logo sem ar. Ou ter um dia os meus pais, acho que não conseguiria dormir, comer ou respirar sequer a pensar sempre que se poderiam estar a sentir inúteis, com opiniões/sentimentos desvalorizados, com apenas a vergonha de deixarem de ser autónomos e terem quem os lave, etc, sem o contraste constante de serem amados e NECESSÁRIOS nas nossas vidas, que estou/estamos filhos e netos gratos por eles e NUNCA poderão ser um estorvo.
    Eu, na verdade, não me preocupo de todo com as escolhas que os outros fazem na vida, se passam a roupa ou não, se sentem que os seus idosos estão mais seguros/felizes num lar/em casa ou se não querem saber de ninguém. Mas falar em "não ter nenhuma obrigação de cuidar" para justificar o que quer que seja... Fazer as coisas por obrigação não é amor em situação alguma - é fazer para parecer bem/não ser criticado/ser louvado por isso/ter moeda de troca. Para mim, amar alguém é dar todo o possível de nós a quem sempre fez e deu tudo por nós. Porque foi isso que eu e, aparentemente, a S* aprendeu. Se este sentimento se manifesta de outra forma na vida de outras pessoas, não há problema. São percepções diferentes do mesmo amor, motivadas por experiências diferentes. Mas falar em pessoas como obrigações ou como coisas que valem menos que outras, yikes!

    Mira

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    1. Mira, que sufoco de relato. Eu lamento por generalizar, mas tenho pavor de lares. Uma amiga da minha mãe meteu o pai num centro de dia... o senhor não queria, mas adorou! Passado uns tempos, a senhora meteu o pai num lar... umas semanas depois, começou a perceber que o pai, que era SAUDÁVEL, estava sempre medicado. Passadas algumas semanas, mandaram trazer fatos de treino para o vestir, porque era mais fácil. O senhor era autónomo, ela não percebeu, mas assim fez... passado pouco mais tempo, foi visitá-lo e encontro-o AMARRADO a uma cadeira com lençóis. Supostamente para não cair. Um senhor saudável! Eu não sei como, mas ela continuou com o pai no lar... pouco depois, morreu. Se são todos assim?? Claro que não!!! Acredito perfeitamente que a maioria dos lares e seus profissionais sejam humanos. Mas tenho pavor disto. Pavor, mesmo!! Não quero, mesmo, correr esse risco, se puder evitar. :(

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    2. Mira, releia la entao os comentarios. Quem referiu varias vezes o termo “obrigacao “ foi a S*. Sempre no sentido que tinha a obrigacao de retribuir o amor e os cuidados que os pais lhe deram

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    3. Lá está, temos tendência em confiar em "profissionais" que sabem melhor que nós o que fazer. Eu não acho que haja uma decisão mais certa que a outra, mas sei o que eu aceito para mim e para os meus, e não consigo pensar em opções que me geram tantas emoções negativas. Há uns anos, a avó do meu marido (que o criou) teve que ir para um lar - foi uma decisão tomada de repente, por ter caído na casa de um dos filhos. 90 anos de uma senhora que viveu sozinha toda a vida, autónoma, apesar de grandes dificuldades motoras. Durou 2 SEMANAS no lar. E o meu sogro nunca se irá perdoar, porque acredita piamente que ela desistiu de viver.
      Ainda bem que há experiências diferentes para muita gente, mas a mínima possibilidade de uma história assim se aplicar a quem amamos é sompletamente sufocante!

      Mira

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    4. Acho que o "obrigação" da S* é sinónimo de "está subentendido que" numa relação de amor retribui-se o que nos foi dado, apenas.
      "SINTO que tenho a obrigação de cuidar dos meus pais, porque sinto que lhes devo isso apesar de ninguém mo exigir" ou "eu ESCOLHO fazer o máximo que eu conseguir para retribuir".

      É diferente de "eu não tenho obrigação nenhuma de cuidar dos meus pais" ou "eu ESCOLHO que o bem-estar dos meus pais vale menos que filhos/viagens/colégios/estilos de vida."
      Ninguém tem obrigação de nada na vida a não ser que a lei o exija, de facto.

      Mira

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  13. S*, nem sabes o quanto gostei de ler a tua opinião a respeito dos "lares", estou completamente de acordo contigo, mas sinto que somos uma minoria nesta merda de tempos em que vivemos. Agora, mal algum velho começa a demonstrar a mínima dificuldade, é logo enfiado num lar, que tem esse nome mas não passa de um armazém de trastes inúteis p'ra onde se vai esperar pela morte. Eu, sinceramente, só espero que a quem faz isso aos pais/avós lhes façam o mesmo ou pior. Eu tomei conta dos meus, infelizmente foi por pouco tempo e nem eu, nem a minha irmã, alguma vez consideramos uma opção diferente, mas lá está, nós somos da velha guarda. Por isso fiquei tão surpreendida com a tua opinião, pois não é a mais frequente hoje em dia, principalmente em pessoas da tua idade.
    Eu sou solteira e sem filhos, por opção, e embora tente a todo o custo não pensar nisso, sei que, com toda a probabilidade, vai ser onde vou acabar. Nem te digo os ataques de ansiedade e as crises de choro que tenho por causa disso e, apesar de não ser crente, como peço a todos os santinhos que me levem antes de chegar a isso... Um bem haja e nunca, nunca, mas mesmo nunca mudes!

    Maria (a do Fred)

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  14. Fiz uma máquina de roupa e adivinha o que lavei? Só pijamas!!

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