Do Desperdício Alimentar

No Domingo estive a ler um artigo de opinião do André Almeida Paiva no P3 do Público sobre a atitude dos nossos estudantes em relação à comida.

Não, infelizmente não estamos a falar de crianças. O artigo versava sobre o desperdício alimentar nas cantinas das universidades, institutos e politécnicos deste país.

De forma muito pouco surpreendente para mim, o autor queixava-se das bandejas de pratos ainda cheios que são depositadas no postigo dos refeitórios. Pratos cheios de comida, que são desperdiçados. Pratos nos quais os estudantes quase nem tocam. Infelizmente, já era assim no meu tempo de estudante universitária, há 12 anos atrás.

Não sei onde é que estes jovens adultos foram educados. Na minha casa, a educação mandava comer o que me punham no prato - mesmo que a comida fosse (muito) pouco do meu agrado. Não posso comer todos os dias bolonhesa e bacalhau com natas. Há dias em que me servem fígado, me apresentam frango feito no forno, pescada cozida ou peito de frango, que são coisas que eu não aprecio particularmente. 

Se não vos entusiasma, digam à senhora do refeitório "não coloque mais". Se não vos apetece, nem peguem. Escusam de encher o prato para depois deitar fora.

Quando é que as pessoas se tornaram tão "mimadas"? Sem querer ofender, mas soa-me a mimo. Nem sempre a minha mãe, a minha tia ou a minha sogra (as pessoas cuja comida mais habitualmente como...) fazem comida que eu adoro. Mas colo e calo. Como, porque cozinharam para mim, gastaram dinheiro, investiram tempo e dedicação naquela refeição. 

Se me queixo? Nunca. 

A comida é para ser respeitada, nunca desperdiçada. 

Comentários

  1. Sou muito esquisita no que toca a comida mas deitar fora nunca! Beijinhos*

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  2. É a coisa que mais detesto fazer: deitar comida fora. Não vou a esse extremo de comer só por educação ou obrigação se não gosto mesmo. Se não gosto, nem peço ou digo que não gosto e pronto. Não faço frete porque acho horrível comer uma coisa que não conseguimos mesmo gostar. Portanto nem sequer me sirvo, não estou a desperdiçar. Agora fazer comida a mais... Sobra, come-se noutra refeição ou inventa-se um prato qualquer com as sobras. Deitar para o lixo só se estiver estragado. Os restos que não dão para ninguém, mandamos para os animais da minha sogra. Não consigo mesmo deitar comida fora e, se por algum motivo o tiver que fazer, fico mesmo triste com a situação, sinto um peso, uma culpa...

    Quando estudava também via imensa comida nos pratos que parecia que mal tinha sido mexida. Só de pensar que ia tudo para o lixo, até dói na alma. Era só pedir menos um bocadinho ou, se não gostam, nem pedir.

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    1. Eu faço sempre comida a dobrar, para o jantar e almoço seguinte. Quando sobra, dá sempre para omeletes, tortilhas, massas...

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  3. Uma coisa é a comida não ser do nosso agrado, outra é não prestar!
    Achas que pagar para não comer é mimo? Chegaram-me a servir comida que NINGUÉM comia porque metia nojo... acho que entre dezenas ou centenas de pessoas era impossível que não agradasse a ninguém! Desperdicei muita comida e passei fome porque servem comida intragável, nunca por mimo.
    Porque é que continuava a lá ir? Porque de vez em quando serviam coisas boas e nesses dias ficava bem alimentada. Nos outros comia salada, umas garfadas de arroz ou do que se aproveitasse no prato e uma peça de fruta, sempre é melhor do que não comer nada ou comer sistematicamente folhados.
    Ah, como a maior parte das vezes não respeitavam as ementas que partilhavam não dava para escolher ir só quando sabia que ia comer. Comer noutro sítio não cabia no orçamento e ir a casa muitas vezes era impossível (se tivesse tempo era o que fazia).
    Quando mudava a equipa da cozinha notava-se imensa diferença no desperdício, havia alturas que era muito pouco, portanto parece-me que era tudo menos mimo.

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    1. Desculpa, mas quando estás À FRENTE DA COMIDA, à espera que ta metam no prato (continuam a ser as empregadas a servir, certo?), podes dizer "não meta mais disso, meta antes daquilo". Eu cheguei a fazê-lo diversas vezes e acrescentava, se fosse o caso, "não gosto / não como daquilo". Agora deixar encher o prato para deitar fora parece-me ser descabido, especialmente se for algo sistemático.

      Não, não acho que seja apenas porque a comida é intragável. Eu comi na cantina até ao 9º ano e comi na cantina durante toda a faculdade... a comida NUNCA foi nojenta ou intragável. Podia ser sem sabor, chata, aborrecida... mas nunca foi nojenta. Pelo menos não nos sítios onde eu comi... mas isso nunca impediu dezenas de estudantes de desperdiçarem. Creio que isso é indesculpável.

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    2. S* isso depende dos sitios. Eu estudei em Coimbra onde tinha diversas cantinas, umas eram muito boas, outras eram assim assim e outras pessimas. A cantina mais perto da minha faculdade era fraquinha, mas nao era nojenta. Comia-se.... Depois quando tinhamos 2h de almoço iamos a outras mais longe que era muito boa. Mas lembro-me de a malta comentar quem era de outras faculdades que ia a uma determinada cantina muito má, mas enfim era a mais perto.

      Isso do ver a comida depende. Eu na cantina da empresa ja aconteceu vir um prato novo, nao sei, nunca provei e vou a experimentar e nao consigo comer mesmo. La vou pedir mais uma sopa e o prato pincipal vai para o lixo. Mas claro que se esse prato voltar a aparecer ja nao peço. Mas nao sei se nas cantinas há muita rotação de pratos, se quem está a ver consegue logo adivinhar se presta ou nao. E depois depende muito da confecção: aqui a meia desfeita de bacalhau é cozinhada e eu gosto. Quando a cozinheira está de ferias, a substituta acha que isso se faz com bacalhau lascado cru e eu nao adivinho quem cozinhou, por isso ja tive o azar de me calhar e eu nao comer nada porque eu nao consiggo comer bacalhau cru.

      E por ultimo: isso tambem vem da educação em casa. Se calhar em casa é normal deitar comida fora, nao vêm isso como um problema. Eu tento nao pôr comida fora e o que referi acima é sempre uma excepção e não a regra obviamente. Mas eu diria que em determinadas familias nao é. Tinha um colega que dizia que fazer comida à conta no dia a dia "é de pobre", quem em casa dele sempre se fez comida a mais, e depois o que sobra lixo "obviamente q nao ando a comer requentado no dia seguinte"

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    3. concordo em absoluto com o post S, mas não posso também deixar de me rever no comentário das 16h18. na minha faculdade, felizmente a grande maioria das vezes a comida era boa, mas por vezes estava estupidamente salgada, ou picante (sim, picante, numa cantina!!), ou a saber a detergente da loiça (verdade! mais do que uma vez!), ou meio crua.. o que não eram coisas que se conseguisse perceber só de olhar para a comida, só provando se percebia (portanto não, não dava para recusar quando estavam a servir como sugeres). eu também fui educada a não desperdiçar comida e detesto fazê-lo, mas não ia comer frango mal passado (perigosíssimo como sabes), ou ficar o resto da tarde a sentir-me enjoada e beber litros de água por causa do sal, só pelo princípio de não desperdiçar comida. concordo em absoluto com o não desperdiçar só porque sim, mas não podemos ser radicais e não entender que numa cantina está-se sujeito a muita coisa, e há casos em que mais vale mesmo não comer - até para "passar a mensagem" à cozinha (nós iamos mesmo reclamar mas não servia de nada). no fundo não sei em que condições estava a comida a que se refere o artigo, portanto não vou fazer juizos de valor. se estava boa, então concordo em absoluto, mas há sempre excepções e quanto a isso não posso julgar.
      marta

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    4. Desculpa S* mas então tiveste uma sorte enorme. Eu cheguei a ter "sopa" (parecia água de lavagem) e a saber a detergente da louça.

      Eu sou completamente contra o desperdício e sempre fui mas há coisas mesmo intragáveis. Aliás a comida no secundário passou a ser tão má que todos os professores (que sempre comeram lá) deixaram de o fazer. E a maioria dos alunos passou a comer numa padaria que passou a fazer almoços baratos precisamente por ter lá a escola em peso.

      Era pior que intragável. Eu não daria aquilo nem aos porcos.

      Na universidade por acaso nunca vi nada disso. E a comida era "boa" excepto o peixe. Em dias de peixe comia apenas a sopa no bar no departamento e uma salada.

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    5. Na universidade de Lisboa a comida não era má embora não fosse espectacular, até ao dia em que descobri que a macrobiótica ao menos era melhor. Não que eu siga esse tipo de alimentação, mas os almoços eram bem melhores que os almoços da cantina normal. Mas melhor mesmo era o bar/cantina da própria faculdade, ou de faculdades à volta, às vezes é uma questão de procurar onde a comida é melhor, pois as concessões não são as mesmas. Também acho uma falta de educação saber que não vamos comer tudo e não pedir para não colocar. Mais vale levar marmita de casa com aquilo que gostamos, nem que seja uma sandes bem composta e fruta. Há tantas opções saudáveis hoje em dia. Aliás na faculdade onde eu andava, havia mais gente a levar marmita do que a comer na cantina.

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    6. Não sei como funciona noutros sítios, mas como frequentemente numa cantina universitária e não é assim tão fácil fazer pedidos específicos de quantidades. Está sempre imensa fila e é suposto avançar-se rápido; os funcionários estão ocupados e a olhar para o balcão enquanto enchem pratos, e mesmo que lhes consiga chamar a atenção no meio do ambiente barulhento, atrasando a fila, é provával que sirvam praticamente a mesma dose.

      Em algumas escolas (privadas) os alunos são servidos quantidades fixas. E mesmo que não sejam, por vezes não dá para saber de antemão (pela ementa ou mesmo pelo aspeto) se se vai gostar da comida. Que a S* nunca tenha ficado "enjoada" com comida numa cantina não significa que não haja quem fique, ou quem não tolere - não digo gostar, naturalmente não se gosta de tudo - certos pratos após provar. Eu nunca deito comida fora em casa, mas já deixei pratos completos no tabuleiro em algumas ocasiões, porque não conseguia mesmo aguentar a comida, apesar de não me ter parecido repugnante ao pegar no prato. Há pessoas que são mais "esquisitas" do que outras a esse nível. Eu não me considero esquisita em termos alimentares, mas por mais de uma vez teria vomitado se me tivessem obrigado a comer mais de uma garfada de pratos que me foram servidos. É indesculpável não comer nessas circunstâncias?

      E se por um lado temos um problema de desperdício de comida, também temos um problema de sobrepeso infantil (e não só), pelo que não sei até que ponto será sensato instigar miúdos a comerem tudo o que lhes põem à frente, quer gostem quer não, quer estejam já cheios quer não.

      Note que abomino o desperdício alimentar, mas achei estranha esta visão tão "preto no branco".

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    7. Gente, eu também tive azares. Já me serviram frango ainda em tom rosa, massa melada, arroz cru... Mas, perdoem se sou inocente, não acredito que a generalidade seja má. Pode ser mediana, mas comestível.

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    8. Não S*, às vezes nojenta era mesmo a palavra certa para descrever a comida. Quando eram coisas que não gostava mesmo (por exemplo feijão, que não como de todo) eu ia ao bar e desenrascava-me com o que havia - isso é não gostar.
      Agora havia outros casos que não era não gostar, era ser impossível comer! Ia pôr para a boca para vomitar na mesa?
      Para além disso, compreendo o teu ponto de vista mas não concordo. Se não gosto (e lá está, não estou a falar de gostos como referi acima, estou a falar de pratos que escolho porque gosto mas depois se revelam intragáveis) não como. Em casa só ponho comida fora se por alguma razão não se comer logo e estragar, mas não como só porque me fizeram/serviram, isso não faz sentido para mim.

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    9. em casa de outros se nao gostar mesmo nao como. mas há uma diferença entre as coisas que odeio e as coisas que nem gosto muito mas la se faz o esforço por uma questao de educação. eu nao como vegetais crus, nada de saladas, nada de nada. fui a um jantar em que serviram sopa, depois era um prato so de salada variada e depois é q era o prato de carne. recusei o prato de salada e expliquei q nao comia vegetais, estavam todos a comer e eu simplesmente a olhar, sim, foi um pouco estranho para os outros mas eu nao ia comer algo que odiava. outra vez na mesma casa serviram massa com broculos, e eu nao sou muito de vegetais mas cozidos e com um molho ou fio de azeite la vai, e sim, comi aquilo, nao adorei mas era comestivel. tem de haver um meio termo entre a educação e os gostos pessoais.

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    10. Anónimo dos vegetais crus, tal e qual. Educação. Eu não como lampreia ou caracóis. Metem-me nojo e recusaria comer... Não aprecio fígado, caril ou pimentos... Mas comeria se me dessem, por educação.

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    11. S*, para mim falta de educação é ser-se convidada para um jantar/almoço e dizer aos anfitriões 'ai, não gosto disto ou daquilo'. Isso sim considero muito feito e de mau tom!
      Se não gosto ponho no prato só o que realmente gosto ou então coloco também só um bocadinho do que não gosto (para não dar tanto nas vistas) e deixo ficar no prato. Comer o que não se gosta ou por obrigação para mim é só estupidez!
      Quanto aos almoços de família não costumo ter esses problemas porque ou há várias opções ou então cozinham apenas o que é consensual entre os convivas.
      Agora relativamente às cantinas, é muito difícil não haver desperdício porque os pratos já estão montados e é só levar. Onde almoço nem sequer há opção de escolha dos acompanhamentos. Só se resolveria se fosse num sistema de self-service.
      Em casa não há desperdícios porque também contabilizo bem a comida que compro e faço.

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    12. anonimo das 11:57

      no exemplo que dei da salada, era um prato só de salada, não era para acompanhar nada, ou seja nao havia mais nada que eu gostasse que pudesse tirar ao mesmo tempo. era um prato intermedio (isto foi na Alemanha e do que percebi aquilo era tipo o que é para nós um tira-sabores), e foi servido no prato, ou seja nao era uma travessa que tirava quem queria, a dona da casa trouxe da cozinha já os pratos preparados para cada pessoa, por isso eu tive de imediatamente recusar. pior seria aceitar o prato e ficar a olhar para a salada à minha frente e nao conseguir comer absolutamente nada e no fim ela ter de recolher na mesmo o prato intacto. é que aquilo era so mesmo vegetais, porque aqui em Portugal por vezes servem saladas dessas com frutos secos, ou cubos de queijo ou fruta tipo manga que eu ainda como alguma coisa, mas naquele caso eram mesmo so vegetais crus.

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  4. nunca percebi essa cena das sobras em casa diariamente. na minha casa não ha sobras: pesa-se a comida, colocamos exactamente a carne, massa, arroz que devemos consumir e come-se tudo e ponto final. Sobras é em situações execpcionais como Natal ou festas de aniversário em que obviamente se faz comida a mais mas que deve ser aproveitada para comer noutro dia. Sim, este fim de semana na festa de anos do marido sobrou comida que deu para jantar domingo e segunda. Mas é uma excepção, não a regra. Faz-me imensa confusao deitar comida fora em casa quando se gastou dinheiro nisso. Na cantina do trabalho se nao gosto ou se nao preciso de tanto peço menos.

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    1. Cá em casa sobra sempre. Do jantar para o almoço seguinte. Ou para omeletes, tortilhas, massas... Dá sempre para aproveitar. Só não aproveito o arroz malandro!

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    2. S*, isso não são sobras. Propositadamente fazes comida a dobrar.

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    3. Na sua casa pesa-se a comida, mas aposto que na maioria das casas não. Nunca tal me ocorreu. Portanto, há sobras :)

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    4. Anónimo, verdade. Mas muitas vezes apenas são sobras... E gosto de aproveitar. Aqui há uns dias trouxe meia dúzia de almôndegas da minha mãe e tinha dois pedaços que sobraram do frango de churrasco. Desfiei almôndegas e frango na Bimby, cozi batatas, fiz bechamel e fiz lasanha de batata :D.

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    5. Isso não é lasanha, é empadão 😂

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  5. Almoço numa universidade com duas cantinas onde a comida é bastante boa. Em ambas as cantinas há prato de carne, peixe e vegetariano. Se não gostam do menu de uma delas num determinado dia, podem ir à outra. Portanto, não falta escolha. E, ainda assim, vejo nos carrinhos que fica imensa comida nos pratos, e eles nem vêm super bem servidos. Acho que há mesmo muita gente esquisita com a comida e que não come muito. Eu era assim quando comia peixe e carne, portanto não consigo criticar, mas que faz confusão tanto desperdício, faz.

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    1. Gente esquisita é o que mais há... Eu já os via no meu tempo... A maioria dos estudantes preferia gastar os dois euros a comprar batatas fritas e coca cola do que a almoçar na cantina. E a comida era perfeitamente normal.

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  6. É algo que tenho tentado evitar ao máximo, mas não é fácil.
    Vamos continuar a lutar por um mundo melhor.
    Beijinho*

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  7. Olá S.
    Percebo o que queres dizer; há, de facto, muito desperdício em muitas áreas e seguramente que haverá pessoas que desperdiçam comida, mas como tudo na vida, há que ter cuidado em generalizar e não acho que o que se passa nas cantinas seja mimo. Há um descuido na gestão das cantinas e isso é um problema que não é de agora; há várias cantinas em Portugal que servem comida má - maus alimentos (não só o tipo, mas o estado), má confecção, má estruturação da refeição. E deixo o meu exemplo (que vale o que vale, obviamente). Eu normalmente levo o meu almoço de casa, mas quando não me sobra comida do dia anterior, vou à cantina. Nem de propósito, hoje fui. Quando estava à frente da comida, só pedi alimentos que gostava - arroz branco, carne de porco, legumes - e pedi pouca quantidade e pedi prato mini. A comida estava terrível - arroz frio, melado, alguns grãos estavam queimados, a carne era praticamente só gordura na verdade e o que havia de carne tinha um sabor estranho e parecia estragada. Comi os legumes e comi a peça de fruta de sobremesa, do resto comi umas garfadas do arroz e a carne foi para trás. Muitos colegas que pediram a carne "ao engano" fizeram o mesmo, e tenho a certeza que não foi por capricho. O dinheiro custa a ganhar a todos e ninguém gosta de pagar por uma refeição e depois não conseguir come-la, até porque a seguir se vai gastar mais dinheiro noutro lado para efectivamente comer.

    beijinhos
    Eva

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    1. Eva, situações dessas todos nós já vivemos. Também já me deram algumas comidas nojentas ou cheias de gordura... Mas não era isso o habitual. Felizmente, para mim, nunca foi a regra.

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    2. Já te ocorreu que pode ter sido sorte e que muitos sofrem mesmo pela falta de opções e que estão sujeitos a uma alimentação nojenta sem muitas vezes terem possibilidade financeira para comprar algo melhor noutro sítio ?

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    3. acho q há aqui realmente uma falta de noção. eu trabalho há 10 anos numa empresa que tem uma cantina muito boa, todos os dias almoço la, sem stresses e nem sequer há alternativa de poder ir comer a outro lado e nem sinto falto. mas vejo televisao, vejo as queixas de miudos nas cantinas escolares com cabelos, lagartas, comida crua, congelada e tenho noção de que há situações complicadas.

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  8. As coisas dificilmente são tão preto no branco ainda que obviamente haja muito desperdício. Eu, por exemplo, como pouco e odeio quando me põem comida a mais no prato e não consigo comer. Peço sempre para me colocarem menos, mas lembro-me que enquanto estudante era padrão nas cantinas as senhoras servirem duas conchas (de servir sopa mesmo!) de arroz. Aquilo para mim era um exagero. Pedia sempre só uma mas muitas vezes os gestos já estavam tão mecanizados que punham duas na mesma, sem pensarem.

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  9. Se há coisa que me faz imensa confusão é deitar comida para o lixo.
    Quando andava no secundário sempre comi na cantina da escola e a comida não era má, exceptuando um ou outro prato. Nos dias em que não gostava tanto da comida, eu e os amigos da altura, chegamos a pedir às senhoras da cantina o que aqui já foi comentado: pedir menos comida ou não coloque tomate porque não gosto ou prato sem isto ou sem aquilo.
    Já mais tarde, na faculdade, a comida da cantina era péssima.
    Hoje, já depois do tempo de estudante, opto pela marmita.
    Para quem não gosta da comida de cantina ou não quer andar a comer folhados e porcarias, porque não levam a própria comida em marmita? Sempre sabem que estão a comer a própria comidinha. É fácil, digo eu.

    Em relação a comer em casa (na dos pais, tios, sogros, etc.) comida que não gosto, está fora de questão.
    Não é mimo e tenho imenso respeito pela comida. Estragar comida equivale a deitar dinheiro no lixo directamente.
    Não gosto não consigo mesmo comer e ficar mal disposta.
    Há sempre algo que consigo comer, seja sopa ou salada.
    Muito fácil de entender e não é desrespeito por quem quer que seja.

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    1. Levar marmita pressupoe que tem um microondas p aquecer a comida e mesas onde se pode sentar a comer. Na empresa onde estou so ha cantina, como poderia trazer marmita? Ia comer tudo frio p o carro no parque de estacionamento? Nao posso comer no posto de trabalho. Temos colegas vegetarianos q vao á cantina e so comem arroz e a salada pq n têm alternativa.

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    2. Não necessariamente, eu levo marmita e detesto comer comida aquecida (e temos microondas. Opto por fazer pratos que não exige que a comida seja aquecida, mas que pode ser consumida à temperatura ambiente.

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    3. ok, e vai comer dentro do carro para o parque de estacionamento? vai-se esconder na casa de banho a comer? como fazer numa empresa que não tem espaço para refeições livres?

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    4. Por acaso tenho sala para refeições, pequena para muita mas muita gente, infelizmente como num corredor ou vou mesmo à rua e como sentada num muro ou em pé mesmo. Só não vou ao carro por estar estacionado longe.

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    5. Portanto mesmo de inverno a chover vao á rua comer em pé? Com uma mao a segurar chapeu de chuva e outra com a marmita?! Isso é q é vontade...

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    6. O meu local de trabalho também não é uma empresa igual às outras, mas também se for à rua tem alpendres gigantes nas várias entradas., ninguem apanha chuva. Também tem restauração, o problema é custa o dobro do que custa nos outros lados, mesmo com desconto para funcionários. Posso sempre ir a uma cantina, mas isso também implica apanhar 1 autocarro, e filas enormes.

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    7. no meu local de trabalho existe apenas uma entrada, a principal, que tem um alpendre, mas lá fora é proibido comer por uma questao de imagem, por causa da entrada para os clientes, nao querem ter os funcionários a comer. só existe um canto de lado onde é permitido irem os fumadores. portanto ou as pessoas vao para junto dos fumadores comer, o que deve ser horrivel, ou teriam de sair mesmo fora do perimetro da empresa para ir comer a sua marmita.

      no nosso caso existe cantina, é suposto todas as pessoas irem à cantina, portanto não existem espaços alternativos de refeição. O que eu queria apenas explicar é que nem sempre há alternativa à cantina e nem todas as pessoas podem levar marmita pois no meu caso, quem nao gostar da cantina nao tem mesmo alternativa, pois nao ha mais nenhum espaço abrigado onde se possa comer. Quer dizer, obviamente há uma zona de cafe onde tem as maquinas de cafe e se pode comer uma peça de fruta, uma pequena sandes a meio da manha em pé, mas esse espaço foi pensado como espaço pequeno para pausas curtas, portanto é impossivel muitas pessoas levarem marmita e irem lá almoçar, a nao ser q a marmita seja so uma peça de fruta.

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  10. Sendo alunos universitários têm boca para dizer que não querem mais (há funcionárias que enchem bem o prato) ou, melhor ainda, nem ir à cantina principalmente se a comida não agrada. Era o que eu fazia, mas, felizmente, a cantina da universidade (cantina velha da UL) servia comida de excelente qualidade. Hoje em dia até já há salas com microondas e podem levar comida de casa.
    Agora que sou mãe e não tenho tempo a perder é muito raro haver desperdício. A comida que vai para o prato tem de ser comida, não gosta não coloca no prato, o que sobra fica para o meu almoço (levo de casa) ou para o próximo jantar. Tenho mais que fazer que perder tempo/dinheiro a cozinhar para depois deitar ao lixo.
    Espero que os meus filhotes consigam perceber isso.
    SM

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  11. Há anos que não como em cantinas e, apesar de aceitar que haja muito desperdício alimentar nelas, confesso que me parece que o problema começa na confecção da comida e nas condições de higiene da mesma. Histórias de rissóis congelados no prato, frango cru ou massa/arroz mal confeccionados são uma brincadeira de crianças quando se pensa em cabelos (de várias artes do corpo), saladas com proteínas extra (leia-se lesmas ou equivalentes) ou carne/peixe estragados. Tudo isto era uma realidade quando eu estudava na faculdade e, do que oiço, a coisa não melhorou substancialmente. Claro que na preparação de grandes quantidades de comida é sempre possível haver problemas. Uma alface mal lavada pode trazer habitantes consigo mas percebe-se que depois será muito difícil para a pessoa olhar para aquele prato e continuar a comer como se nada fosse!
    Na faculdade onde estudei as pessoas que serviam a comida não estavam à espera que os estudantes chegassem para servir os pratos. Serviam uma série deles e os estudantes passavam e tiravam. Não havia tempo para "ponha mais um bocadinho disto, e menos daquilo" ou coisas do género. O modelo era mais: "Queres? Está ali. Não queres? Siga".
    A maior parte dos alunos que vão às cantina não vão porque gostam muito, vão porque não têm outra opção. Duvido que sejam meninos mimados porque esses trariam comida de casa ou teriam eventualmente dinheiro para comer noutro lado. Quem vai às cantinas, vai normalmente porque se não for fica sem comer... Por isso acredito que quando uma dessas pessoas percebe que vai ficar sem almoço ou sem jantar porque simplesmente não consegue comer, fica profundamente revoltada com os 2€ ou 3€ que acabou de mandar para o lixo.
    Tenho a certeza que todos nós sabemos que uma reportagem pode ser colocada do ponto de vista que se quiser. Nesse caso importou mais focar o desperdício alimentar e talvez "culpar" os miúdos do que analisar causas e talvez concluir que os contratos feitos com as empresas que gerem as cantinas (principalmente nas escolas publicas) têm como único objectivo redução de custos... e a minha avó sempre me disse que sem partir ovos eu não vou conseguir fazer um omelete decente ;-)

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  12. Ide comer na escola do meu filho, que não pode dizer que quer mais ou não gosta, e depois falamos sobre comida de cantinas/refeitórios escolares. Ele anda no 6º ano e não é pelo valor da refeição (1.46€), mas pela péssima qualidade da mesma e também + má confeção da mesma. não falando também da quantidade quase exígua da mesma. Ah e a sopa = a água sensaborona, Ah e a salada = pois sim, a salada sem tempero, murcha e muitas das vezes borrifada de água.
    E sim, já fizemos várias reclamações formais.
    Quando ao desperdício alimentar, estou completamente de acordo. Eu luto contra ele e o que mais me custa é deitar comer fora. Quantas vezes eu e o meu marido comemos o "mais atrasado", e temos aquele dia, que pode ser almoço ou jantar em que perguntamos, consoante as ciaxas no frigorífico quem queer comer o quê.
    Não gosto que passem fome, mas também não gosto que desperdicem.
    Há coisas que detesto em absoluto comer, mas isso já todos na minhs família e grupo de amigos sabe. Também quando convido lá para casa faço a salada em separado porque a minha cunhada não come tomate, e pesco a alface, porque o meu sogro só come salada de alface carregada de cebola.
    E na minha casa, já o era também na da minha mãe, comemos o que há, gostemos mais ou menos. Mas não, não faço comida à partida que sei ser do desagrado geral.
    Mas o desperdício, alimentar ou outro é de todo desnecessário e nisso estamos de acordo.
    Nany

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    1. eu juro que nao consigo perceber isso do comer atrasado e ter várias caixas no frigorifico com restos. porque é que fazem comida a mais em vez de fazerem simplesmente a comida que precisam? uma coisa diferente é fazer propositadamente comida exacta para 2 vezes e dar para o jantar e almoço do dia seguinte. mas não me parece ser isso que refere no seu comentário.

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    2. Anónimo das 15h01, no meu caso trata-se de uma questão de logística. Moro sozinha e vou almoçar a casa (tenho uma hora de almoço). Quando preparo carne estufada, por exemplo, faço para 2 ou 3 vezes. Com essa carne, já só preciso de fazer acompanhamento à hora de almoço. Ao jantar, há dias que chego do ginásio já depois das 21h, então dá jeito ter já alguma coisa pronta. Chego, aliás, a preparar carne um dia em que nem vou comer, mas que tenho tempo e aproveito.

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    3. Eu também não entendo. Mas eu odeio comer restos, por isso faço sempre comida só para aquela refeição.

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    4. é fácil de perceber: é mais prático e mais económico. faço sempre comida a mais, sou das tais que tem imensas caixas no frigorífico. normalmente cozinho bastante ao fim-de-semana, e chego a ter semanas em que só lá para quinta-feira preciso de cozinhar outra vez. e sabe-me pela vida chegarmos do trabalho e termos comida feita que é só aquecer. ganho mais tempo para passear, ver séries, brincar, namorar, ler, ir ao ginásio... e se estou a gastar gás / electricidade a cozinhar um assado e um arroz, porque não fazer a mais e já é menos um dia em que ligo o fogão e o forno?? às vezes até aproveito o forno ligado para colocar um prato a seguir ao outro, ou um bolo.. parece-me tão lógico e não me imagino mesmo a cozinhar diariamente. claro que depende dos pratos e há coisas que só sabem bem acabadas de fazer, mas coisas tipo bacalhau com natas, assados, sabem igual (ou até melhor porque apuraram). pelo menos os acompanhamentos tenho sempre feitos - arroz, legumes salteados, puré de batata.. se tiver só de grelhar um bife não custa nada. e nunca desperdiço, não me lembro de alguma vez se ter estragado alguma coisa, também porque temos cuidado com o que comemos primeiro e a forma como cozinho e conservo. tenho plena consciência que este sistema faz toda a diferença na minha qualidade de vida. muita gente comenta "mas como é que tens tempo para andar sempre a passear ou a ver tantas séries?" - bom, é por isto.

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    5. Não há muito que entender. Poupa-se tempo e dinheiro (luz, gás..) a fazer comida que de para mais de uma refeição. Frango assado no forno por exemplo. Como conseguem fazer dose só para uma refeição? Ou a sopa? Carne estufada também compensa fazer a mais, já fica pronta. Eu levo marmita para almoçar no trabalho, logo, faço a mais ao jantar, simples. E as pessoas que dizem que não gostam de comida aquecida... Acham mesmo que no restaurante o arroz é sempre feito na hora?? Lol

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    6. anonimo das16:41, a ver se nos entendemos:

      eu hoje vou fazer carne de porco estufada que da para exactamente duas vezes. vou acompanhar com massa que da para uma vez e na proxima refeição faço arroz para uma vez. Isto para mim nao é sobras, é fazer comer logo contado para 2 vezes e ter as coisas programadas.

      sobras é aquilo de: sao um casal, fizeram carne que sobrou no jantar, depois na refeição seguinte fazem peixe com batatas e sobram batatas, e entao na proxima refeição comem os restos da carne do primeiro jantar, mais as batatas do jantar seguinte e juntam mais umas salsichas e está feito. é aquela cena de ter várias sobras no frigorifico e ir juntando e por mais qualquer coisa e fazer uma refeição, em que se calhar cada um ate come sobras diferentes.

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    7. Não vejo comida feita propositadamente para durar para dois ou três dias (ou mais, se congelar), como restos. Não são restos, é comida feita com antecedência.

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    8. Anonimo das 19:33, é mesmo isso q tentei explicar, mas pelos vistos ninguem percebe a diferença entre quem faz comida c antecedencia p mais refeicoes organizadas e quem come restos ciclicamente...

      Anonimo das 17:45 assados e sopas p mim sao feitos p 2 ou 3 refeicoes. E nao percebi essa do arroz: está a falar de restaurantes onde se vai comer uma diaria ou restaurantes a serio p uma boa refeicao? Quando por alguma questao pratica (por ex fui o sabado todo ás compras) acabamos por ir ter um almoço rapido no shopping, obviamente q a qualidade da refeicso é menor. Mas p uma refeicao de restaurante a serio fora de casa, obviamente q as coisas n sao meramente aquecidas, sao pre-preparadas antes e depois finalizadas no momento em q se faz o pedido. Basta ver naqueles programas de Masterchef como os bons restaurantes se organizam.

      E para finalizar: fiz um curso umiversitario de 4 anos em q nunca cozinhei, levava comida da minha mae p todos os jantares( de 2a a 4a era so aquecer do frigorifico e na 5a ja era congelada), comia perfeitamente bem mas nao é o q pretendo p o meu dia a dia pelo menos por agora. Obviamente q c 1 filho, etc tem- se menos tempo e ha q tomar opcoes. Mas por agora gosto de fazer comida certinha p 1 ou 2 refeicoes tal como gosto de tdas as semanas ir jantar fora a um bom restaurante.

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    9. Anónima das 22:29, mencionei o arroz aquecido porque houve alguém que disse que não gosta de comida aquecida. E há muitas pessoas com essa "mania" e eu só questiono: acha mesmo que no restaurante não aquecem comida? Essas pessoas só comem sopa feita na hora? Só frequentam restaurantes masterchef e que é tudo preparadinho na hora? O meu único ponto é que na maior parte das pessoas isso é mania e só, uma cena snob de dizer "ai eu odeio comida aquecida", mas que depois vão ao café/snack-bar junto à empresa, comem a diária e acham que não foi aquecida.

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    10. Eu até entendo a ideia de pesar a comida (embora não o faça), mas mesmo assim nunca sobra? Por exemplo,o meu marido tem um apetite bastante variável. Há dias em que mal come a dose que seria para ele, outros dias em que é capaz de repetir, dependendo do dia que teve e das refeições que fez. E não temos gostos semelhantes: eu por exemplo, opto sempre pelos bifes mais pequenos ou sirvo-me de menos carne que ele. Ele come menos hidratos que eu na maior parte das refeições. Já nos legumes, como eu mais. E depois há a nossa filha de 3 anos que hoje pode adorar um prato e amanhã nem lhe tocar. Como é que gerem tudo isto com pesagens de comida? :) É que posso fazer a mesma quantidade de um prato todas as vezes e às vezes sobra, outras não. :)

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    11. anonimo das 14:53, como expliquei eu so como diaria em caso excepcionais se estiver fora de casa e tiver mesmo de ser. para mim para comer fora é ir a um bom restaurante e desfrutar de boa comida. felizmente tenho cantina na empresa, que do meu ponto de vista é boa, e sim, vejo a cozinheira todos os dias de manha a preparar o almoço, por isso sei que é comida fresca. A unica coisa que vejo é aproveitarem salada que sobrou (nao temperada obviamente) e no dia seguinte fazerem sopa, mas aí estao a cozinhar um alimento que estava cru por isso nao considero que seja "comida aquecida".

      Tete,
      não nunca sobra. em primeiro lugar eu peso mas nao significa que coma sempre a mesma quantidade. por ex de massa geralmente fazemos entre 140 a 170 gramas, ou seja, aqueço a agua e quando está a ferver pergunto ao marido: estás com muita fome ou pouca? dependendo da resposta ajusto as quantidades. por isso nao há problema da fome ser variavel, tem é de se ajustar antes de começar a cozinhar. quando faço comida para 2 ou 3 refeições, geralmente faço a carne, e os acompanhamentos sao na hora. Por ex, faço carne picada à bolonhesa para 3 refeições. Hoje faço arroz branco a acompanhar, e ponho a dose certa, amanha cozo massa e se ele está com mais fome coloco entao mais massa, mas a carne foi exactamente a mesma quantidade do dia anterior, usei foi os hidratos para aumentar a dose. Ou se for sopa, ja aconteceu no 1º dia comemos 1/3, ao 2º dia havia um bocadinho mais de fome entao comemos mais e no 3º dia já era menos quantidade, então aí no final comemos mais um bocado de pao com queijo/chouriça. A quantidade não quer dizer que seja exactamente igual para os dois, eu se cozo 150 gr de massa, se calhar eu como 70gr e o marido 80gr, obviamente nao andamos a pesar para dividir pelos dois depois das coisas cozinhadas, eu peso os alimentos crus e depois para servir no prato ja faço "a olho" e sei que ele come mais carne ou eu como mais cogumelos, enfim , porque ja é uma rotina e conhecemos os nossos gostos. Por ex, ele nao gosta muito de milho, se eu fizer frango estufado com milho e pimentos, quando estou a servir no prato coloco mais pimentos no prato dele e mais milho no meu. O que quero dizer é: peso o total mas nao quer dizer que divida entre os dois da mesma forma, e na hora antes de cozinhar posso ajustar as doses de hidratos para quando se tem mais ou menos fome. Quanto à filha, pois obviamente nao temos, pois mesmo eu nao sendo mae, percebo perfeitamente que isto pode resultar com adultos mas nunca com crianças porque nao têm esta noção nem é possivel incutar-lhes estas regras.

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    12. ?? Evidentemente que não vou a restaurantes que servem arroz aquecido. Primeiro porque percebe-se logo no sabor, mas principalmente porque nunca me ocorreu comer arroz num restaurante. Se é para comer comida banal como em casa. Mas também não é preciso ir a restaurantes dignos de masterchef, há algo intermédio e com qualidade. Não gosto mesmo de comida aquecida, não tenho microondas em casa, e preparo todas as refeições no próprio momento. O mesmo aplica-se à sopa, mais, não sei fazer sopa além de 3 pratos, que é precisamente quantos somos cá por casa. Mesmo o almoço quando vou a casa almoçar, faço uma salada na hora e mais alguma coisa rápida. Ou se não me apetecer cozinhar à hora de almoço, peço na uber eats ou na glovo e quando chego a casa tenho algo fresco para almoçar. Se posso comer como me dá mais prazer, por que não fazê-lo? Não são manias, são gostos, e também não frequento snack-bares, posso? Fica assim tão chocada por existir pessoas tão diferentes de si?

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    13. como assim nunca lhe ocorreu comer arroz num restaurante? arroz é tipo.. algo básico e "universal" quase, que serve para acompanhar milhares de pratos diferentes, ou é servido como prato principal (p.ex. arroz de marisco). arrisco-me a dizer que não há nenhum restaurante que não tenha no mínimo 1 ou 2 pratos no menu com arroz (mesmo algo de especialidade como italiano, há sempre risotto), por isso me espanta dizer "nunca me ocorreu comer arroz num restaurante", como se fosse algo transcendente.
      não me interprete mal, não pretendo mesmo criticar nem falo com ironia, estou mesmo a questionar por genuina curiosidade :) precisamente por aceitar que há pessoas muito diferentes e acho que posso sempre aprender com as experiências dos outros.

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    14. Anónimo das 22h36, fez-me lembrar uma amiga que, quando vai a pastelarias, nunca pede pão. Se é para comer pão, pode comer em casa.

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    15. As pessoas que acreditam que em todos os restaurantes xpto a comida é preparada na hora são tão fofinhas... Já trabalharam em alguns? Conhecem quem lá cozinhe?
      É melhor deixarem de ir se são tão avessos a comida aquecida, pré-preparada, etc.

      Não há 1 único restaurante que não tenha pelo menos parte da comida pré-feita e a maioria vai apenas "aquecer" ou complementar outros pratos no momento. E isto é quando não vai directamente do congelador para um microondas e depois leva um pequeno aquecimento num fogão "et voilá"...
      Façam assim: vejam o tempo que demoram a fazer um determinado prato em casa, o tempo de cozedura e depois vejam o tempo que esperam num restaurante ;)

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    16. Eu percebi a anonima: qd se fala em arroz aquecido é tipo arroz branco simples p acompanhar e num restaurante eu tb n peço pratos basicos, isso como em casa. Risotto é algo q TEM de ser feito na hora, aquecido ficaria uma porcaria; arroz de marisco tb é geralmente feito na hora ( obviamente a parte do marisco ja está arranjada, o q se faz na hora é juntar o arroz e acabar de cozinhar). Ou seja, qd se come arroz num restaurante é pq faz parte de algo mais elaborado q é feito na hora e nao é um arroz branco c batata frita p acompanhar um bife, q aí sim, esse tipo de arroz em diarias costuma ser aquecido.

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    17. anonimo das 11:31, eu nao sou a outra anonima mas partilho da mesma opiniao.

      o dinheiro a mim custa-me a ganhar, e faz-me confusao ir pagar mais caro por uma coisa que posso ter em casa por menos de 1/3 do valor. na padaria onde vou o pao custa 0,24€, mas se me for sentar e pedir um pao com manteiga penso que custa 1€... a mim nao me faz sentido ir la sentar-me e pagar 1€ por uma coisa que custa 0,24€ em casa. eu vou la para comer um bolo ou outra coisa que nao como em casa. Claro q depois há a questao da necessidade, se estiver fora de casa e tenho fome e tenho de ir lanchar a uma pastelaria talvez até coma uma torrada, mas aquele habito de sair de casa para ir tomar o pequeno almoço na pastelaria ao lado e comer um pao e um cafe com leite nao percebo mesmo.

      eu gasto bastante em restaurantes, alias, gasto mais em restaurantes anualmente do que em compra de comida no supermercado (e nao estou a contar com o almoço diario pq tenho cantina na empresa), mas la está, é para ir a sitios especiais, comer comida diferente que nunca iria fazer em casa. Da ultima vez comi mariscada de polvo, pois eu nunca iria cozinhar polvo em casa...

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    18. anonimo das 12:03, nao confunda aquecer com pre-preparar. um arroz de marisco obviamente nao se faz em 25 min. tem-se o marisco prepreparado, e depois na hora é so juntar o arroz e acabar de cozer. mas é completamente diferente de ter o arroz sido feito no dia anterior e depois ir aquecer no microondas o prato completo que é isso que se está a comparar quando se come restos de um dia para o outro em casa. Acredite que se nota perfeitamente o que é aquecido do que nao é.

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    19. Anon das 12:03h volto a frisar, o tipo de restaurantes que gosto de ir não faz comida põe no congelador e depois aquece no microondas, isso nota-se logo no sabor, quanto muito há pratos que se preparam mais cedo mas no próprio dia, isso faz parte da preparação da cozinha de um restaurante. Ainda assim, uma pizza no forno de lenha é feita na hora, a massa fresca crua vai a cozinhar na hora, o ramen cozinha durante 12h e é servido não vai ao frigorífico, o sushi é cortado na hora ainda que o arroz seja preparado antes mas não foi aquecido, um bife grelhado com batatas fritas ou salada é na hora, peixe grelhado é na hora, fajitas e pratos mexicanos é na hora, e podia continuar com os exemplos dos restaurantes onde vou. Outros tipos de restaurantes sunceramente não sei porque não frequento, para comida mais normal que sei fazer em casa, como em casa.

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    20. Comentadora das 9:19h não como arroz num restaurante pelo simples motivo que normalmente só vou a restaurantes comer gastronomias específicas. E como alguém já disse, não me refiro a pratos que possam envolver arroz como o sushi ou risotto (que por acaso Tb sei fazer em casa), mas arroz branco numa travessa nunca pedi e se na ementa diz que vem a acompanhar um bife, peço para nem trazer pq não vou comer para não desperdiçar. Prefiro que tragam só umas batatas, não me entra de todo na cabeça a ideia de bife com arroz e batatas, não há necessidade de juntar 2 tipos de hidratos. Mas voltando à sua questão, eu quando vou comer fora normalmente vou comer: sushi e outros pratos japoneses, como caldos, gyozas, yakitori, pizzas no forno, comida Mexicana, petiscos/tapas, comida do médio oriente, peixe grelhado, tailandês, marroquino, etc. Raramente são pratos que envolvem arroz. Mas eu como arroz, só que como em casa.

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    21. Anon das 11:31h ri-me pois também sou igual. Se for a uma pastelaria sinceramente também prefiro um bolo ou até mesmo um croissant, pão como em casa.

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    22. Ao anon das 12:03h nunca trabalhei em nenhum restaurante, mas tenho 2 amigos chefes de cozinha e além de falar com eles, e de já ter ido aos restaurantes onde trabalham, sigo diariamente os seus trabalhos que vão publicando através de stories no insta, e a comida é preparada no dia. A mise en place faz parte de qualquer restaurante, mas nunca me referi a isso, mas sim a situações daquelas que muita gente assistiu no pesadelo na cozinha. Preparar comida e ficar dias a fio do frigorífico? Comida no congelador há semanas? Não vou a esse tipo de sítio. Ou pelo menos não peço esse tipo de prato, os pratos que peço sei que são feitos na hora ou pelo menos no dia.

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    23. Anónimo das 15h25 que não come arroz em restaurantes, entendido :) A propósito de falarmos de arroz, não sei de que zona do país é, mas se for a Lisboa, lembrei-me de lhe recomendar o Rice Me (junto ao ECI). É um restaurante em que todos os pratos são á base ou com arroz (selvagem, preto, vermelho..), cozinhado das formas mais interessantes e misturado com imensas outras coisas óptimas e muito bem confeccionadas. Pelo seu comentário, pareceu-me que poderá gostar.

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    24. Obrigada pela dica, fui ver ao zomato e parece interessante, quando tiver oportunidade irei experimentar.

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  13. Comi anos a fios em cantinas escolares, e ou sou de uma época muito longínqua ou tive muita sorte. Na minha época escolar era bastante mais esquisita do que sou agora e sempre comi muito bem. O que não gostava já pedia para não colocar no prato e tentava substituir por outra coisa. Havia comidas que confesso que não lhe tocava (arroz de lulas por exemplo) e se por acaso era um prato novo e queria experimentar e não gostava tentava comer pelo menos o acompanhamento. Infelizmente em cantinas (tendo em conta o número elevado de pessoas) torna-se difícil controlar o desperdício alimentar. Pelo menos nós em casa (como somos menos) temos obrigação de gerir melhor as quantidades. Quando por algum motivo faço comida a mais tento sempre aproveitá-la na próxima refeição (tal como a S*). Almoço em casa da minha mãe e se ao almoço não comi assim tanto e vejo que sobrou, peço-lhe para levar para o meu jantar. Cada um de nós, em nossas casas se conseguirmos controlar o desperdício já estamos a contribuir para melhorar e muito esta questão!
    https://jusajublog.blogspot.com/

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    1. Jus, trago quase sempre uma refeição da casa da mãe, ao fim-de-semana. Que bem me sabe ter comida da mamã pronta!!

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  14. O post chega na hora certa porque é um tema que não sai da minha cabeça. Nunca deito uma única sobra para o lixo, um grão seja do que for, tudo é aproveitado. Adoro sobras! Como não? Transformo-as de forma rápida nalguma refeição saudável, são uma bela ajuda, até à criatividade. Ou cozinho com doses à conta ou sobra e eu ainda fico feliz com os restinhos (entendo que sem filhos seja mais fácil de fazer esta gestão). Por outro lado, tudo é aproveitado, nunca compreenderei restinhos no prato, quem tira mais do que quer comer ou quem no fim prefere rapar o prato para o lixo do que ter comido o que tirou para comer, por puro comodismo. Noto cada vez mais que é pura e simplesmente uma questão de educação e é algo que me transtorna mesmo de observar...

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    1. Também aproveito praticamente tudo. Faço omeletes...

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  15. Respostas
    1. Um ultraje, nos dias que correm.

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    2. Eu devo ter tido muita sorte : nunca me deparei com comida que não se pudesse comer. Muito pelo contrário! Sempre adorei a comida das cantinas onde comi! Acho muito triste alguém chamar nojenta a comida! Uma coisa e dizer que nao se gosta. Outra é chamar nojenta. No meu secundário via pratos a serem deixados inteiros e lembro-me de pensar "como e possível alguém nunca gostar de nada ? "A comida era para mim quase sempre deliciosa! Pensava que aquilo era coisa de adolescentes, mas qual não é a minha tristeza quando agora vejo que os meus colegas de trabalho (adultos) classificarem a comida de nojenta aqui no trabalho... Quando a comida é variada e muito boa! E todos os dias ouvem-se críticas ! Todos os dias deixavam montes de comida no prato. As vezes quase tudo. O que fizeram agora é que metem a comida à disposição e funciona como self-service. Cada pessoa se serve e acaba m por estragar menos. Não trabalho em Portugal. Trabalho num Hospital em França. Acho mesmo muito triste e lamentável!

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    3. O que diria de comida que sabe a detergente da loiça? Nojento é ter empresas a lucrar e a ter contratos com o estado e apresentarem comida intragável que nem a porcos se oferece...

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    4. Sim, há comida objetivamente nojenta, e mesmo que viola regras de segurança alimentar, servida por vezes em cantinas.

      « No meu secundário via pratos a serem deixados inteiros e lembro-me de pensar "como e possível alguém nunca gostar de nada ? » Quem é que lhe disse que esses pratos eram da mesma pessoa? Uns não gostam de umas coisas, outros de outras.

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    5. Já soube de uns quantos casos de pessoas que achavam que a comida sabia a detergente, quando na verdade tinha simplesmente coentros. Há uma percentagem de pessoas que nascem com um gene que faz com que os coentros lhe saibam a detergente.

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    6. Eu como coentros e gosto. Aquilo era detergente e todos os que foram à cantina disseram o mesmo. Todos. Professores incluídos.

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  16. A cantina da minha faculdade nao era das melhores. Havia dias que tinha comida comestivel, mas por norma era mazinha (ainda me lembro do sabor dos croquetes macrobioticos, sabiam a terra. Horriveis mesmo). Mesmo assim, era raro deixar comida no prato, ate porque dizia muitas vezes que nao podia pedir muito por menos de 2e (que incluia sopa, prato e sobremesa/fruta). No ultimos dois anos deixei de comer na cantina e levava de casa. Arranjei um termo para por a comida, se houvesse muita gente a usar o microondas na sala da associacao de estudantes, comia directamente do termo que a comida ainda se estava morna.

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  17. Ó S*, não eras tu que deixavas as couves (e, provavelmente, outros vegetais) a apodrecer no frigorífico?
    https://daspalavras.blogs.sapo.pt/a-prova-dos-nove-as-minha-pequenas-173558

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    1. Então pela lógica os estudantes universitários podem também ainda estar nessa fase e num futuro próximo poderão evoluir!
      Esse argumento é válido para toda a gente

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    2. Pelo teu post, dir-se-ia que sempre tiveste respeito pela comida. Talvez os outros também tenham que chegar aos 27/28 anos para aprender a não desperdiçar.

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    3. oh pah, tive de ir ver...como é que alguem se lembra de um post de 2015?!

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    4. Anónimo das 16:11, não é difícil. Basta não ter a memória curta que as bloggers tanto apreciam nos seus leitores.

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    5. Não andava aqui nessa altura. Acho bastante hipócrita que exista quem se sinta no direito de julgar os outros de forma tão veemente quando deixou que comida estragar-se na própria casa (onde manda no que compra e no que come). Enfim...

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  18. Vou dar um exemplo prático em relação ao meu filho. anda no 6º ano e todos os anos tenta comer na cantina da escola com "esperança" que a comida tenha melhorado. Optamos empre ao fim de um mês de tentativas enviar marmita para aescola.
    Agora passo a informar casos reais:
    desde ter unhas na sopa
    lagartas e outros bichos na salada
    frango cru, etc,etc.
    Outra informação bastante engrançada, a cantina tem um microondas para um batalão de crianças aquecerema comida, logo a solução é comeres o almoço de casa frio.
    E caso te tenhas esquecido dos talheres, não te emprestam, logo comes com a mão.
    E isto porquê? Porque o espaço é da escola mas quem serve é uma empresa contratada, logo todo o material pertence à mesma. Hilariante, não é? ou seja imaginam o cartel que deve ser...
    Ora devem contratar a empresa que faz as refeições ao preço mais baixo, mas pensem comigo, se os miudos pagam 1,46€ pela refeição como é que essas empresas podem oferecer comida/serviço de qualidade se daí tiram o valor da matéria prima e pagam salários dos funcionários.
    É só uma curiosidade.....

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    1. Peço desculpa pela intromissão mas as refeições são co-subsidiadas. Ou seja, o aluno paga um X e a escola cobre o restante. A empresa não recebe 1,46€ por refeição, recebe mais (quanto não sei). À escola convém que esse "a mais" seja o mínimo possível porque é aí que podem poupar :-)

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    2. O Estado comparticipa as refeições. A empresa não recebe apenas 1,46€ por cada refeição. A verdade é que ainda ganham dinheiro, e muito, caso contrário não haveria candidatos. Servem lixo aos miúdos para ganharem dinheiro. Como é evidente este tipo de serviços nunca podem ser assegurados por empresas privadas.

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    3. A comida da minha escola era excelente até ao dia em que contrataram empresas externas.
      Isto já foi há quase20 anos e continuam a servir uma bela m****.

      O meu filho neste momento está numa primária onde a cantina é assegurada directamente pelas contratacções da CM e não por empresas externas. A comida é boa, têm cuidado com alunos que apresentam alergias, há compreensão e há um cuidado por parte dos professores e auxiliares em garantir acompanhamento aos meninos mais novos e que não sabem como funciona uma cantina na primária.

      No entanto, já ouço queixas muito más sobre a alimentação das secundárias da cidade. Aparentemente estão todas sobre a tutela duma empresa e as associações de pais já se estão a unir para tentar expulsar esta empresa da cidade. Aqui também há registos (video e foto) da má qualidade, da comida por cozinhar, dos pratos praticamente vazios, até houve um caso de intoxicação alimentar dos quais vários alunos foram vitimas...

      Não é brincadeira nenhuma. Não há sequer opção dos alunos levarem as marmitas de casa.
      Temos pais a alterar rotinas para poderem ir buscar os miudos, pais que se estão a organizar para irem à vez buscar os filhos e amigos e trocarem com outros pais noutras semanas.... Há pais que não têm essa possibilidade, há crianças com NEE, com dificuldades especificas que não têm acompanhamento obrigatório por lei, etc, etc,etc...

      A alimentação é saúde (ou falta dela). Em escolas publicas temos pais com mais e menos possibilidades. Para muitas crianças aqueles alimentos serão provavelmente os únicos que terão acesso o dia inteiro e são eles os mais prejudicados.
      O problema não serão os "mimados". Esses pegam diariamente numa nota dos papás e vão aos restaurantes da cidade comer algo em condições. Não são estes que ficam com fome ou mal-nutridos.
      E eu também falo de "barriga cheia" porque se a cantina não melhorar, entre os avós que o podem ir buscar e alimentar ou (se não puderem ocasionalmente) também tenho capacidades para lhe dar dinheiro para se alimentar convenientemente num dos restaurantes da cidade.

      E quem não tem? E quem não tem dinheiro a mais? E as crianças que já só contam com a refeição da escola como a mais nutritiva e completa do dia??
      Em vez de olharmos para o nosso umbigo devemos olhar para o bem-estar da população em geral. As crianças são o nosso futuro e elas merecem as melhores condições possíveis para atingirem o seu potencial máximo. Ninguém é bom aluno com fome e há coisas que são intragáveis.

      Choca-vos dizerem que há comida nojenta? A mim choca-me mais que algumas pessoas sejam capazes de ver que a comida é um valente nojo e a consigam meter à frente de crianças e adolescentes para que eles a comam.
      Esse tipo de pessoas nunca deveriam estar numa cantina, muito menos a servir crianças.
      Ponham uma pessoa dessas a servir um PM ou o PR e vamos ver se eles "comem e calam"...

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