sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Animais, cafés, restaurantes e a polémica do costume!


Diz que a partir de Maio os cafés e restaurantes vão poder decidir se aceitam ou não animais dentro dos estabelecimentos. Realço: vão poder decidir. Não são obrigados a nada, ninguém obriga um proprietário a aceitar cães, gatos, iguanas, roedores ou qualquer bicho. Será sempre uma opção do proprietário, como teria obviamente de ser.

Mas, de repente, vejo centenas de comentários de pessoas chocadíssimas com esta possibilidade. Chocadas com o facto de um proprietário poder decidir no seu espaço. Chocadas com a possibilidade de existirem pessoas que efectivamente gostam ou não se importam com animais em cafés e restaurantes. Como se fossem obrigadas a frequentar espaços que aceitem animais. Como se não tivessem opção de escolha. Como se a escolha delas fosse melhor ou superior à escolha dos outros - os que escolhem querer os animais consigo. Há liberdade. Há direito de escolha. Para quê tanto alarido?

Da minha parte, podem crer que pretendo sinalizar os espaços que, na minha cidade, vão permitir a entrada do meu cão. Serão o meu local de eleição. Farei questão e gosto de "agradecer" o facto de verem os animais como seres sensitivos e não como "coisas" que apenas incomodam.

31 comentários:

  1. Concordo contigo (acabei de escrever um post exactamente por causa disto). Embora a minha posição seja a oposto à tua (no sentido que eu procurarei restaurantes sem animais), concordo que não há motivo para este alarido todo.
    Se as pessoas já escolhem restaurantes/cafés onde podem ou não fumar, porque não fazer o mesmo com restaurantes/cafés com ou sem animais?

    P.s. Eu não vejo os animais como "coisas" que incomodam. Mas também não acho que sejam sempre bem-comportados, limpos, respeitadores, etc (até porque depende muito do dono). E mesmo que estivessem ali tipo estátuas sem incomodar ninguém, evitaria na mesma devido ao medo que a Mini-Tété apresenta ter. Medo esse frequentemente contrariado (explicando que os cães são simpáticos, levando a ver cães de família, etc) mas que não a deixaria comer descansada com um cão mesmo ao lado.

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    1. Respeito. Totalmente. Cada uma de nós frequentará o espaço onde se sente melhor... mas cada uma terá o mesmo direito. :)

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    2. Concordo com a Tete.
      Não acha que os animais sejam coisas mas também não são pessoas e não têm os mesmos hábitos de higiene. Já para não falar de animais que são mal educados e inconvenientes.
      Eu tenho amigos a casa dos quais nem vou porque deixam os animais trepar para cima das crianças enquanto comemos e o meu filho tem um medo desgraçado deles (e nós temos 2 cães, um de porte grande e outro pequeno) mas não entram nos nossos quartos, nem na zona de refeições e também não se deitam / sentam nos nossos lugares.
      Isso é too much para mim... Serei das que passará ao lado de qualquer lugar que tenha animais lá dentro, tal como fujo dos locais com fumadores.

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  2. Não sei porque estas pessoas são tão retardadas quanto a aceitar novas ideias ! São tão a favor do direito dos animais mas depois não aceitam medidas destas? Que gente hipócrita .

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  3. Isso é mt bonito se tivermos mtas opcoes. Onde moro tenho 1 padaria ao pe de casa, se eles decidirem permitir animais tenho de ir a outra a 1,5km , obviamente ja nao vou a pe , tenho de ir de carro, procurar estacionamento, demoro mais tempo e isso afecta a minha rotina diaria. Continuo a achar q as pessoas têm mais valor q os animais, portanto nao concordo com medidas q vao tirar direitos e opcoes para as pessoas. E sim, tenho 2 caes, q estao no espaço deles, sendo q por ocasiao de natal, festas de anos etc, estao connosco na sala a jantar, mas é completamente diferente numa sala grande ter 2 caes q ate ficam afastados da mesa do q num restaurante poder ter dezenas de caes mesmo encostados ás cadeiras, por obviamente falta de espaço

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    1. Dezenas de cães?! Parece-me um exagero. Se num restaurante com capacidade para 50 pessoas, se estiverem meia dúzia de animais vai ser muito.

      A não ser que seja nas imediações de uma exposição canina, custa-me conceber a ideia de num restaurante estarem em simultâneo dezenas de cães. É que nem num parque, num belo dia de sol, se encontram concentrações de dezenas de cães.

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    2. Mirone, além de que a lei define que cada estabelecimento pode ditar o número máximo de animais que admite. Se instituírem, por exemplo, 5, está resolvido. :)

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  4. E ja agora, alguem sabe se a nova lei apenas se refere a caes e gatos ou a qualquer tipo de animais de companhia? Ou seja, um tipo pode entrar num restaurante c uma jiboia ou aranha e dizer q é animal de companhia?

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    1. Todos os animais são de companhia desde que encarem como tal, nao?

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    2. Continuo sem perceber... qual é a definiçao de animais de companhia? Ha pessoas q têm aranhas como animais de companhia. Ou um rato.

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    3. E até ratazanas. São todos animais de companhia.

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  5. Isso é quase como o tabaco, há donos que decidem que se deve fumar no estabelecimento e há donos que não o permitem, depois depende a cada um de nós tomar a decisão de frequentar ou não esse espaço. No meu caso, eu tenho fobia de cães, eu até os acho giros e fofinhos e quero gostar deles, aliás, eu sinto que gosto deles mas quando se aproximam eu não consigo evitar e acredita que gostava mesmo muito de não ser assim... Beijinhos*

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    1. Tem de conhecer a minha Hoshi. Ela tb tem tanto medo de pessoas que se calhar faziam terapia juntas eheheh

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  6. Concordo. Preocupem-se com coisas mais importantes. Isto trata-se de uma opção. Quem quer vai quem não quer, não vai. Exatamente igual à questão do tabaco.
    https://jusajublog.blogspot.pt/?m=1

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  7. São bem piores os estabelecimentos que deixam entrar as moscas. eheh

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  8. Muito bem dito Sónia! Clara e sucinta! Ninguém é obrigado a nada! Apenas...mais opções de escolha! Pessoalmente não sei se prefiro os que permitem ou não permitem. Porque o bom senso e o respeito para com terceiros é coisa muito relativa para a maioria das pessoas. E ele há pessoas e pessoas, e cães e cães, e situações em que até o mais bem comportado cão...pode ser desastroso. A minha cadela é um doce, mas com outro cão ali na mesa do lado...não sei se teríamos (nós e os outros) algum sossego. E depois há os pêlos pelo ar. Ela nem precisa se coçar...a minha cadela basta respirar e há nuvens de pelo pelo ar :) Depois, 2ª questão: a necessidade de levar um animal ao restaurante?! Situações muito pontuais, no meu entender. No meu entender está-se a fazer uma tempestade num copo de água... mas é do que o povo gosta: mostrar uma força e firmeza, em conversas de café e redes sociais, em assuntos de merda principalmente.

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  9. Não compreendo o alarido, mas compreendo a preocupação. Existem humanos que não têm filtros e que não sabem educar o seu animal. Só espero que essas pessoas - que não têm mão no seu animal - tenham consciência e respeitem o outro.

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  10. Em suma, as pessoas ficam chocadas com a possibilidade de ver alguém exercer a sua opção de escolha numa sociedade supostamente democrática e essa opção poder colidir com a sua...

    Continua tudo igual nesse caso. Nada parece ter mudado em portugal.

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  11. Tenho mixed feelings em relação a este assunto. Se por um lado acho bem as pessoas que têm animais, terem mais sitios por onde escolher ir jantar, tomar café, etc, por outro lado imaginando que estou habituada a ir a determinado sitio, e não sou propriamene simpatizante de animais, se passarem a ser "animal friendly" possivelmente com pena, deixo de ir a esse sitio. Respeito quem goste, mas para mim acho um nojo estar a comer e ter animais ao lado num espaço fechado.

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  12. Se por um lado parece que vivemos numa era em que há polémicas novas todos os dias, por outro, parece que os dias mudam e a conversa continua a mesma.

    Quanto a este assunto, nem sei porque há polémica. Sermos cada vez mais livres de decidirmos o que queremos fazer com as nossas casas, estabelecimentos e vidas, só pode ser bom! Eu sempre levei a minha cadela a cafés e restaurantes com esplanada, sem reservas. Agora, com a nova lei, provavelmente vou continuar a agir da mesma forma, porque ela é bastante grande e muito nervosa, logo acho que não ia gostar de entrar num sítio cheio de gente. Mas se entrar num restaurante e estiver lá um cãozinho com os donos, vou apenas e só ficar contente com isso. Porque adoro animais, adoro vê-los nas lojas e centros comerciais (é muito comum lá fora), por isso gostarei ainda mais de os ver em mais sítios comuns.

    O que se pede, claro, é bom senso. Nada de cães mal comportados a dar cabo do jantar de alguém, ou em cima das mesas, ou a ladrar o tempo todo. Mas isso já se pede normalmente a toda a gente, não são só os animais que fazem porcaria, não é verdade?

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  13. Ponto prévio: acho muito bem o direito de escolha e irrita-me os indignados de sempre com tudo e mais alguma coisa.
    Mas... espero muito poder contar com o bom senso dos donos de animais para perceberem que não faz qualquer sentido levar um cão/gato para um restaurante. Nem o animal se vai sentir melhor do que se estiver na sua casa ou num parque, nem a situação me parece que assegure minimamente as normas de segurança e higiene que se exige num local fechado onde convivem muitas pessoas que não se conhecem e onde, ademais, se fazem refeições.
    E, sinceramente, o que mais me assusta é perceber que, em nome da defesa dos direitos dos animais - aos quais atribuo toda a legitimidade, atenção! -, se ultrapassam limites para uma sã convivência em sociedade, com respeito pelo próximo.
    E um animal é um animal. Uma pessoa é uma pessoa. Cada um tem o seu lugar. Todos dignos. Todos com direitos, cada um no seu género: os direitos das pessoas e os direitos dos animais.
    Cláudia

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  14. Se até o Patife aceita cadelas nas camas, não estou a ver o problema de aceitarem cães nos cafés. ;)

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  15. Lugar de cachorro não é na praia, no parquinhos das crianças e muito menos em restaurantes! Vai que levanta a perninha e...

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    1. Lugar de cachorro não é na praia? Porquê, porque você não quer que seja? Muitos cães adoram a praia e o mar, deviam ter tanto direito como nós de usufruir dele :)

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    2. Podem ir para a praia sim e os donos podem apanhar os cocós dos seus bichos. O problema é que boa parte dos donos são porcos e não apanham porcaria nenhuma e depois é ver cocó fresquinho pelos jardins, passeios, praias...
      A culpa não é dos animais, a culpa é dos humanos e custa quando os miúdos dão uma corrida por uma zona relvada e chegam ao pé de nós com o calçado tão, mas tão imundo que nem sabemos bem por onde lhe pegar.

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  16. vocês já alguma vez foram a algum restaurante dog friendly? não achem que vai ser o paraíso canino, porque não é. acham que os cães vão ficar sossegaditos aos vossos pés, enquanto vocês comem? estou a imaginar o cenário: entra no restaurante com os seus donos o matulão do pastor alemão, controla a labradora que está na mesa do canto, e enquanto os donos se sentam, ele vai lá dar a primeira cheiradela. pelo caminho, dá um picing na mesa ao pé da janela, onde está distraído a salivar com o frango assado, que está na ponta da mesa do lado, um dogue argentino que, não achando graça ao descaramento do pastor e, desistindo dos intentos relativamente ao frango assado, se manda em vôo picado sobre a labradora, como vingança, e lhe arranca metade da orelha...opá, tenham juízo! vocês comem em casa com os cães à mesa? eu não. se deixasse o meu cão entrar na divisão onde se almoça, acabava ali a refeição, é mais forte que os bichos, eles não resistem.

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    1. Até que enfim, um comentário normal!

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  17. Ora bem, se bem entendi, estão (quase) todos a favor, mas TODOS (os que estão a favor) a contar com o bom senso alheio. É isto? Oh pá, mas em que país é que vocês vivem? Não é em Portugal, pois não? S*, os teus leitores são do tipo que acredita no Pai Natal.

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  18. Aposto que a maior parte das pessoas que estão contra esta nova lei são aquelas que atiram os papeis para chão na praia.
    Um beijinho grande*
    Vinte e Muitos

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