sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Isto do amor

O meu companheiro não é o homem mais meigo do mundo. Aliás, em abono da verdade, é difícil recordar-me da última vez em que ele se tenha virado para mim e me tenha dito algo de romântico. Também não é propriamente um homem de beijos e abraços nem está sempre a encostar-se a mim.

Eu também nunca fui uma fofura. Até o ter. Depois passou-me isso, virei uma mulher carinhosa e que gosta de se enroscar, de dar as mãos, de fazer conchinha e tudo aquilo a que tenho direito. Lá está... São precisos dois para dançar o tango, pelo que, muitas vezes, tenho de lhe 'pedir' para se enroscar em mim ou quase meter um requerimento para ouvir um 'Amo-te'.

Mesmo assim, ele é o melhor do mundo. Em seis anos juntos, nunca duvidei, nem por um dia (por umas horas, admito que sim...) que ele me amasse. É daquelas coisas que se sente. 

Não é o mais carinhoso, mas é o mais presente. Não é o mais beijoqueiro, mas é o mais preocupado. Não é o mais querido-e-fofo, mas é o melhor sorriso do mundo e aquele que me aceita toda maltrapilha e desarranjada, enfiada em pijamas de homem para andar por casa.

Mais do que isso, é aquele que sei que será o melhor pai do mundo. E isso é certamente aquilo que me faz amá-lo mais.

19 comentários:

  1. Não precisamos de ser todos amor-e-abraços-e-beijinhos para termos uma relação feliz. Eu sou de abraços, beijos, adoro andar de mãos dadas, quero mimos, distribuo carinhos, queria estar sempre colada. Ele não. Para o fazer falar de coisas mais pessoais, íntimas, é um deus me acuda (utilizo tantas vezes as minhas técnicas de psicóloga :p). Ultimamente nem me posso queixar, que anda um meloso. Mas de resto, não vivemos num conto de fadas. Ele não passa a vida a dizer coisas fofinhas ou românticas nem é dado a beijos e cenas, mas faz-me sempre o lanche, manda-me ir calçar quando ando descalça, não deixa que passe frio, faz-me as vontades (quase) todas, ouve o que eu digo com atenção às mais pequenas coisas, e, acima de tudo, deixa que eu seja melosa mesmo que o chateie :) Essas coisas contam mais do que uns "amo-te" ditos porque tem que ser ou beijinhos e abraços forçados. Ter alguém que cuida de nós e que nos ama incondicionalmente (mesmo que não ande sempre a dizê-lo!) é bem melhor do que estas demonstrações de amor por palavras.

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  2. O meu mais que tudo é muito parecido... Mas há sempre aqueles momentos em que sabes que te ama mais do que tudo! (E eu agora também já sei que é um pai do melhor)

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  3. Apesar de às vezes as palvras confortarem, os actos valem muito mais! :)

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  4. As coisas importantes sentem-se. Não é preciso andar sempre a escrever "AMO-TE", nas paredes e nos muros acabados de pintar lol.

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  5. Ohhh! Definitivamente o que conta são o atos, as ações do dia a dia, os comportamento que tem para consigo, e para com aqueles que gosta! O dizer "amo-te" muitas vezes não significa que de facto o sinta. Por isso, e para mim, é muito mais importante senti-lo do que ouvi-lo!

    https://jusajublog.blogspot.pt/

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  6. Dizem os entendidos que há 5 "linguagens amorosas" e que cada um de nós é caracterizado por uma delas (ou uma combinação). Ou seja, cada um de nós dá e "sente" amor de forma diferente. Há quem seja mais verbal, há quem prefira tempo de qualidade, há quem seja mais afectuoso fisicamente, há quem o demonstre de forma mais prática (resolver problemas) e há quem dê presentes e coisas do género :) http://www.sheknows.com/love-and-sex/articles/1059295/What-are-the-5-Love-Languages

    Eu não sei qual é a minha linguagem mas suspeito que seja ao contrário do teu mais-que-tudo! ;)

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  7. Desde que sejam felizes é o que importa <3

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  8. É isso mesmo, tu sabes que o teu marido te ama quando, mesmo indo para a cama com uma T-shirt velha dele e umas calças debotadas ainda faz conchinha contigo....

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    1. Anónimo, esse comentário é parvinho. Obviamente que é o meu companheiro, apesar de não sermos casados.

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  9. Eu é que não sou a pessoa mais romântica do mundo. Bom... até sou em sentimentos mas não em gestos. Acredito em grandes amores, apaixonados, loucos e seria capaz de muito por amor mas nunca fui muito de gestos românticos.
    Mas gosto do meu namorado mais do que gostei alguma vez de alguém e a prova disso é que eu, que nunca quis ter filhos por ser demasiado egoísta, tenho duas com diferença de dois anos, e depois de noites e noites sem dormir, sinto-me a pessoa mais sortuda do mundo! O amor tem destas coisas. E ainda bem. :D

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  10. Francamente, o que é importante no fundo é isso que acabas de descrever. Saberes que ele está lá para ti. Saberes que te ama e que podes sempre contar com ele. É porque, apesar de tudo o que dizes que ele não é, sabe como mostrar-te que te ama ;)

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    1. Cada pessoa tem a sua forma de demonstrar amor. Comparando, a minha irmã também não é a mana mais cutxi-cutxi, mas é a mais presente do mundo, a mais preocupada. É que nem tem comparação! :)

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  11. Eu assumo, gosto de ouvir, ver e sentir amor. Calhou-me um como o teu, se bem que nos últimos meses tem-se deixado levar mais e está muito mais meloso, até para tirarmos fotos era um sarilho.
    Mas se há coisa que eu aprendi com ele, é que não dizerem com frequência que nos amam, não andarem sempre agarrados e aos beijinhos, não significa que não sintam. Antes um assim mas que está lá para tudo, do que um que anda a gritar ao mundo que nos ama e depois deixa-nos nas piores horas.

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  12. nunca duvidei (....) que ele não me amasse???

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  13. É mesmo isso, concordo com cada palavra, e já pude confirmar a parte do melhor pai. Não é preciso ser sempre o mais carinhoso quando se é efetivamente o melhor pai (e marido vá) do mundo!! :) beijinho.

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