terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Nos políticos, nos líderes, como na vida...


Quando morrem ou estão perto de morrer, parece que viram santos. Ninguém os critica. Não falo do Mário Soares, nem do Fidel Castro (não estou a comparar um e outro - para evitar os deturpadores do costume), nem de ninguém em particular - mas falo de todos, ao mesmo tempo. Até daqueles anónimos que todos conhecemos e que foram maus em vida, mas viram bons na morte.

Parece que a morte ou a iminência da mesma apaga todos os erros do passado e todos os defeitos existentes.

Se fosse assim tão fácil...

28 comentários:

  1. Não devemos ler as notícias nos mesmos sítios...
    Relativamente a Mário Soares, que Deus o ajude, tenho lido coisas muito desagradáveis, que nem valem a pena serem reproduzidas, uma tristeza.
    Também não tenho sido fã dele, nunca fui, nem nunca serei, aconteça o que acontecer, mas não é por isso que lhe desejo o pior. Antes pelo contrário. Antes de qualquer outra coisa, é uma pessoa! E como tal, merece ser respeitado!!
    Somos mesmo um povinho triste e sem caráter, com 2 caras, consoante o vento...

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    1. Anónimo, há uma diferença: uma coisa são as bacoradas anónimas que as pessoas postam nos sites de notícias, outras são as que escrevem publicamente no Facebook. Tendo eu centenas de contactos de comunicadores e políticos, fiquei fascinada com o facto de toda a gente parecer adorar o senhor - é irrelevante a minha opinião, a questão não é essa... mas parece-me óbvio que ele nunca foi uma figura unânime.

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    2. S* mas qual é a admiração de muita gente adorar ou pelo menos admirar Mário Soares? Quer se goste dele ou não ou das suas ideias politicas será sempre um grande senhor associado à "Liberdade/25 de Abril" do nosso pais. Foi por homens como ele que lutaram contra um regime ditatorial e sem liberdade que hoje podemos estar neste blog a escrever livremente e a dar a nossa opinião. Antes de se falar mal ou bem ou falar mal de tudo e todos no nosso pais é importante conhecer a história e respeitar quem fez história e vai ficar nela para sempre.

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    3. Uma página no Facebook que se intitula un "vídeo-jornal" de Braga publicou um comentário muito pouco respeitoso e até sem lógica nenhuma - tanto que acabou por editar o post e reduzir a dimensão do que tinha inicialmente escrito. Quando uma pessoa está doente, seja figura pública ou não, há sempre uma tendência normal para só falar do bom. Enfim, faz parte da vida e acaba por fazer também parte do jornalismo, embora na época da pós verdade já encontremos exemplos do contrário, como aquele que falei. A propósito deste assunto, foi recentemente publicado um estudo da Universidade do Minho sobre os perfis publicados depois da morte de algumas figuras e é realmente muito interessante para perceber, em parte, o que escreveu no seu post.

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    4. Anónimo das 11h33, mas eu não disse que me admirava... acredite que não me admiro. Eu é que não o admiro, porque ainda me fui informando sobre a velha história do tráfico de diamantes em Angola e o filho também não me suscita qualquer simpatia. O que não significa que não respeite completamente a sua ligação e luta pela liberdade. Mas não o considero admirável. :)

      Mas a questão nem era sobre ele, em particular. Juro que fiquei bem mais chocada com os sentimentalismo em torno do Fidel Castro, que não deixou de ser um ditador, apesar da luta pela revolução. Nem todos os fins são justificados pelos meios. :)

      Anónimo das 12h06, acho que todos nós vamos percebendo que existem pruridos em criticar os mortos ou doentes. Eu entendo que seja respeito, mas também acho que há muito boa gente que nada fez para merecer esse respeito, em vida.

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    5. Fidel era um ser execrável! A maldade e crimes hediondos dele foram/são gigantescas. E como não podia deixar de ser vindo deste tipo, morreu praticamente BILIONÁRIO, o comunista vil e hipócrita. Que queime no inferno, caso exista mesmo um.

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  2. É verdade... Se fosse assim tão fácil! Mas não é, e não compreendo como as pessoas conseguem apagar da memória algumas das ações destes mesmo políticos!
    https://jusajublog.blogspot.pt

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  3. nunca ouviste um ditado popular: «se queres ser bom, morre ou vai-te»? É o que acontece... o povo é sábio nos ditados!

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    1. Não conhecia esse ditado heheheh...«se queres ser bom, morre ou vai-te»

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  4. É mesmo assim. Mas não é só com os políticos.

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  5. http://luisalvesdefraga.blogs.sapo.pt/em-agonia-129056

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  6. Eu acho que é uma questão de respeito, "não se fala mal dos mortos". A verdade é que quem morreu ou está moribundo até pode ter sido um verdadeiro filho da mãe mas não é na sua morte (ou na eminência de) que essas coisas devem ser faladas. Haverá sempre alguém a sofrer ou a chorar estas pessoas e é por respeito a elas que de repente "se parece esquecer tudo". Respeita-se o momento. Já houve e haverá tempo de se falar dos podres todos, mas não agora.

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    1. Tété, infelizmente, deves concordar comigo quando digo que, em alguns casos, a malta só pensa "ufa, ainda bem que se foi, menos um maldoso no mundo". É que ninguém teve problemas em celebrar a morte do Bin Laden. ;)

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    2. Ah, sim, haverá sempre excepções à regra. :)

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  7. Eu devo ser mesmo má pessoa. Sinceramente só me lembrei que se ele morrer agora vamos deixar de pagar uma reforma milionária a uma pessoa que destruiu a vida a muito boa gente e nos fez muito mal a todos (os portugueses). Se ele não estivesse ainda a auferir tudo o que recebe por mim era-me completamente indiferente, como ainda vive uma vida de luxo e de fora de lei (tal como mandar os seus motoristas em excesso de velocidade num local onde é suposto andar a 50km/h)...tenho muita pena mas acho que já iria tarde.
    Obviamente que nunca diria isso a um familiar dele, por exemplo, por respeito e por sentido de humanidade. Mas não é propriamente um segredo o meu ódio por esse "senhor" para qualquer pessoa que me conheça.

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    1. Anónimo, não lhe desejo a morte nem nada do género, mas acho que ele e a família dele são um bando de 'tachos' que vivem de mordomias injustificadas.

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    2. Não se deseja morte a ninguém. Mas concordo plenamente que este senhor e a sua família são uns parasitas. E não consigo compreender os constantes diretos para saber como o senhor está.

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    3. Eu desejo a morte a algumas pessoas, ou que pelo menos sejam reduzidas à insignificância. Desejaria sempre que pessoas como Hitler, Kim Joung-un, etc entre outros ditatores e assassinos morressem. Por isso não acredito muito na teoria de não se desejar a morte a ninguém.
      Mas o Mário Soares para mim nem é desejar-lhe a morte, é mais desejar que deixe de viver à custa de todos os portugueses. E o facto de o consideram boa pessoa e disserem que ele foi muito importante no 25 de abril enoja-me bastante.
      Não gosto do homem, nunca o achei boa pessoa e não lhe reconheço mérito nenhum, reconheço-lhe antes uma boa capacidade de ser dissimulado e de saber retirar partido de tudo o que teve ao seu alcance.

      Mas percebo que por exemplo para a familia e amigos a morte dele seja complicada e que gostem dele. Se até Hitler tinha pessoas que o adoravam...

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    4. Por causa dele ainda hoje não vou votar. Aquilo que ali está é a hipocrisia em forma de gente.

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  8. A minha sogra dizia:
    - Se queres ser bom, morre ou ausenta-te.
    Alguns já devem décadas à cova. E estou a falar, entre muitos outros, do Mário Soares e do Fidel Castro eheheh.
    Fazem cá tanta falta como uma viola num enterro eheheheh.

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  9. Muitas vezes é mesmo isso que acontece, infelizmente...
    Beijinho
    Cris

    www.lima-limao.pt

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