quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Viver em apartamentos #1


Isto de viver em apartamentos é uma coisa engraçada, tenho de reconhecer, mas é preciso ter alguma sorte com os vizinhos.

Cá no meu prédio até parecem ter uma relação aceitável com os animais, o que agradeço, porque era o que me faltava ter de lidar com gente que não percebe que o facto de não apreciarem animais não significa que os outros não possam apreciar - desde que os animais não perturbem dentro da normalidade.

Aqui há uns meses mandaram um testamento anónimo para todos os moradores, com uma data de "regras", que incluía pérolas do género "não deixar os cães sozinhos à noite, porque ficam transtornados e choram" ou "verificar se os cães não trazem lixo da rua".

Pode ser que um dia deixe o seguinte recado: "Caro anónimo que escreveu a carta: agradeço a sua preocupação com o bem-estar geral e a higiene dos cães em particular. No entanto, deveria dirigir-se aos porcos de duas pernas que deixam os panfletos de publicidade nos elevadores e que enfiam papéis de bolos nas frinchas dos elevadores. Garanto que o meu cão Pirata não é adepto das publicidades da Worten nem tem permissão para ir comprar bolos ao Continente".

A resposta ficou-me entalada, mas optei pelo silêncio, assim como a outra dona de um cão (existe um terceiro dono, mas eu nunca vi o terceiro cão, em dois anos e meio que cá vivo...), pois está bom de ver que só um pateta poderia ter escrito aquela carta, visto que solicitava também que "evitassem andar de saltos altos nas áreas comuns, como o hall e as escadas" e até pedia que "evitassem usar o elevador durante a noite, para não incomodar os vizinhos", mesmo tendo o prédio cinco andares. Até as conversas nas partes comuns do prédio imcomodam esta alma.

Há gente muito... peculiar.



67 comentários:

  1. Olha, hoje assisti a uma discussão entre um morador numa vivenda cujo muro está todo mijado dos cães, indignado com uma senhora que passeava uma cadela com as mamas quase a bater no chão (a cadela lol). Este pormenor é importante, na medida em que permite a qualquer pessoa minimamente inteligente, identificar o sexo do animal.
    Pelo que facilmente se depreende que o imbecil nem sabe que as cadelas não levantam a perna e não mijam nos muros. eheheheh

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    1. Epá... não é bem assim. Não é comum mas a minha Husky alçava a pata :)

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  2. As escadas? Ahahaha! Estou a imaginar as senhoras a descer as escadas em meias ou chinelos e calçarem-se na rua! É cada uma!

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  3. A regra dos saltos altos também se aplica aqui no prédio :P

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  4. E que evitassem circular nos espaços comuns não? É muito mais aceitável se o dono de cada apartamento saltar pela janela quando quer chegar ao rés-de-chão. :D

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    1. Podemos sempre içar-nos com uma corda...

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  5. S*, permite-me discordar de ti e mostrar-te o ponto de vista de alguém que, não sendo particularmente fã de animais (não escolhi ser assim, se pudesse escolher acredita que seria), é incapaz de lhes fazer mal, e é incomodada com os cães dos vizinhos (também vivo num apartamento).
    Ao criticares a "gente chata que não percebe que o facto de não apreciarem animais não significa que os outros não possam apreciar" estás a fazer o mesmo que achas que essa gente faz, que é não te pores no lugar delas. E também te esqueces que há uma diferença entre a "gente chata que não aprecia animais" das pessoas que gostam de animais, mas não gostam particularmente de ter que, não tendo cães num apartamento porque acha que não tem condições para isso, ter que ouvir os cães dos outros a chorar e a atirar-se que nem loucos para a porta de casa, literalmente a cada três segundos, durante horas. Durante a semana normalmente só estou em casa mais tempo depois das 20h, mas ao fim-de-semana (e muitas vezes às 23h, meia noite) temos que ouvir durante horas o cão do vizinho ou a atirar-se para a porta da entrada que nem louco, ou a ganir. E quando é de noite torna-se particularmente incomodativo, sim, pelo que só posso concordar a 200% com esse "pérola" que recebeste a pedir para não deixar os cães sozinhos em casa à noite. Lamento, mas ter um animal implica responsabilidades. E eu própria, da maneira como destesto a ideia de incomodar seja quem for, garanto-te que se tivesse um cão não conseguiria sair de casa de noite relaxada para fazer fosse o que fosse se soubesse que ele ia ficar a incomodar os meus vizinhos da forma como eu sou incomodada com esta situação.
    Nunca me queixei nem penso fazê-lo porque acho que, apesar de tudo, uma pessoa quando arranja um cão não sabe como é que ele vai reagir quando ficar sozinho e claro que tem que continuar a viver a sua vida, mas não é por isso que deixa de ser muito incomodativo. Que é. E digo-te também que a opinião do meu namorado, que adora animais tal como tu (mas não entra em radicalismos) é exatamente igual à minha neste aspeto.

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    1. Gelatina, mas tu estás a partir do principio que a carta corresponde à verdade. E é mentira! Aliás, é mentira que os cães tragam lixo. É mentira que façam barulho de forma habitual. É mentira que os vizinhos se reúnam para conversetas no hall. É mentira que o elevador ande no sobe e desce toda a noite.

      Mas, se for verdade, é a parte má de viver num apartamento. As pessoas têm o direito de usar elevador, de usar saltos altos e de falar - sem gritar - nos halls.

      Quanto ao resto, dou-te toda a razão no que toca à chatice que pode ser ter um cão que ladre muito no prédio. No entanto, cá isso não acontece.

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    2. Não têm sequer qualquer direito em impor regras nas zonas comuns a não ser que seja decidido e aceite por todos em reunião de condóminos. Mas não faz qualquer sentido, é surreal o tipo de pedidos. Eu uso saltos altos e tenho o cuidado de os tirar sempre que chego a casa, nas zonas comuns sou menina para andar em bicos dos pés se já for muito tarde, acho que é uma questão de me colocar no lugar dos outros e acredita que tenho vizinhos que se estão pouco importando. No meu prédio há um cão que gane, que se atira contra a porta e que por vezes ladra, nada de mais, é normalmente quando os donos estão a chegar a casa ou quando quer muito ir à rua, para mim perfeitamente compreensível, mas compreendo que possa incomodar outras pessoas. A mim incomoda-me que deixem o lixo do lado de fora da sua porta, que não tenham cuidado com a roupa pendurada dos outros e lhe fumem para cima, deixando cair cinzas e pior, que se achem o dono dos prédios (sim, tenho uns vizinhos assim, que por serem os que moram lá há mais tempos, se acham os donos da coisa toda...). Enfim, tudo com bom senso e é importante pensarmos também nos outros.

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    3. Gelatina de morango, com fanáticos não vale a pena pois consideram tudo normal. Mesmo que não seja.
      Eu pessoalmente chamaria a policia se o barulho fosse persistente após as 22h e chamava a protecção de animais e de saúde pública se tal se mostrasse necessário.

      O meu sogro teve um vizinho que tinha um porco em casa e achava normal também. (num apartamento minusculo). O ministério da saúde não concordou com os vizinhos dele (e, sim, foi ele que alertou as autoridades para o espetaculo deprimente).

      Actualmente há um labrador que vive por cima do apartamento dele (um cão daqueles num apartamento minúsculo) que vem à rua de 15 em 15 dias se tanto.
      Não faço ideia onde o cão faz as necessidades mas na rua não é.

      late o dia todo. Assim como outros cães da vizinhança, alguns adoradores de caezinhos até fazem o favor de os colocar na varanda o dia todo e os cães latem de manhã à noite, ininterruptamente.
      Eu tenho é pena dos idosos que vivem ali, muitos completamente desesperados porque não conseguem descansar nem de dia nem de noite por causa do egocentrismo dos outros.

      Mas claro que eles "amam" os animais e acham que têm todo o direito a tê-los.
      Eu para ser honesta sou completamente contra a existência de gatos e cães fechados em apartamentos. Acho que quem o faz não gosta de animais, gosta é de dizer que gosta mas na realidade só se preocupa com o próprio umbiguismo.
      Mas além disso, demonstram claramente em textos como estes o completo desrespeito pelos outros: "eu quero posso e mando". Eu quero ter um animal? Vou tê-lo. Se tenho tempo, condições ou se vou incomodar todo o restante prédio? Que se lixem as pessoas, até que se lixe as condições dos meus animais, EU É QUERO e por isso vou ter!

      Nós temos a versão da S*, sabe-se lá que tipo de coisas as pessoas donas dos animais andam mesmo a fazer no prédio dela. E, se calhar, a carta anónima até pode ter toda a razão.

      Até porque, havendo lixo proveniente de pessoas, já lhe dá o direito de encher as zonas comuns com o lixo ou dejectos dos animais dela? Desde quanto é que 2 coisas erradas fazem a outra certa?

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    4. Anónimo das 11h40, mas você é parvo ou faz de conta?

      Por obra de quem é que diz que o meu cão traz dejectos e lixo para as zonas comuns do prédio? Isso nunca aconteceu. Não invente. É mentira sua, coisas que escreve com o único intuito mentiroso de me atacar.

      Nunca aqui ninguém escreveu que os animais NÃO INCOMODAM. Alguns efectivamente incomodam. No entanto, aqui no prédio, esse problema não existe - os cães não ladram, não fazem necessidades nas áreas comuns (???) nem coisas semelhante. Se ladram de vez em quando? Claro que sim! Mas não passam os dias a ladrar, a ganir e a chorar, como algumas pessoas aqui descreveram e eu SEI que acontece. Nesses casos, lamento, mas evidentemente que os vizinhos têm direito a reclamar... mas, por outro lado, também não sei como funciona a lei, visto que é impossível um dono que trabalhe todo o dia controlar os latidos do cão. Portanto, sei que pode acontecer, sei que é muito chato, não sei como se resolve... mas aqui não acontece.

      Quando quiser valer o seu ponto de vista, faça-o. Não seja mentiroso para se fazer valer.

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    5. Bárbara, eu acho que o bom senso é muito bonito. Como já escrevi diversas vezes, o meu cão não ladra. Não tem esse hábito, felizmente. No entanto, quando eu chego a casa (ao almoço, ao fim do dia - lá pelas 19), eventualmente ladra de felicidade, sim, de vez em quando - não sempre. Mas é coisa de 10/15 segundos. Não me parece que isso dê legitimidade a alguém para reclamar, porque estamos a falar do horário diurno, porque é um barulho curto. Se fosse um cão de ladrar todo o dia, provavelmente eu seria a primeira a tentar arranjar uma casa. Detesto incomodar os outros.

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  6. Alguns deviam era de ir morar para outro lado, assim numa ilha deserta onde só eles existissem. O problema é que rapidamente teriam companhia de outras abéculas e ficariam a saber como é ter de aturar tolinhos. Tem de haver regras mas respeito e civismo acima de tudo. Ah e muita paciência.

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  7. eu vivo num apartamento e felizmente nao tenho desses dramas :D

    beijinho
    TheNotSoGirlyGirl // Instagram // Facebook

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    1. Sorte. É raro encontrar bons vizinhos.

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  8. Tanta regra quando o que basta é o bom senso de todos. Felizmente os meus vizinhos são pessoas calmas e simpáticas; nunca tive problemas com ninguém, não fazem barulho, nem os bebés (quando os havia) ouvia chorar. Sempre foi tudo numa paz... Tirando um casal que tinha uma filha insuportável com quem gritavam de manhã à noite. Isso e o homem do casal por vezes chegar tarde a casa e bater com a porta de entrada, fosse a que horas fosse. Felizmente moraram lá pouco tempo e os restantes apartamentos são comprados, logo, a não ser que os vizinhos pacatos que lá moram decidam vender ou lhes dê a travadinha, penso que continuaremos nesta paz mútua de ninguém chatear ninguém.

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    1. Aqui no prédio metade são velhotes. É super tranquilo... daí que a carta não faça sentido.

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    2. Porque são quase todos velhotes? É assim tão antigo o prédio?

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    3. Anónimo, eu não escrevi que "são quase todos velhotes", mas sim "metade", o que é diferente. :D E não tem mesmo nada a ver, pois o prédio não é propriamente antigo. Tem mais a ver com o facto de, felizmente, ser um prédio de proprietários, gente que efectivamente é dona do espaço. Os arrendatários são dois ou três, o que evita o entra e sai de gente, a mudança de vizinhos, obviamente conferindo mais tranquilidade.

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  9. Ai, por amor da santa -.- há com cada um! Não são felizes nem deixam os outros ser :P

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  10. Já me chateia casas em cima umas das outras em que não podemos falar à vontade sem que haja vizinhos a escutar, como é no caso da da minha mãe, quanto mais se ainda me viessem dizer que não podia usar o elevador à noite para ir para um quinto andar... isso quer dizer que é um dos vizinhos dos andares de baixo... a minha veia CSI em acção :)

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  11. Bem, esta pessoa parece-me completamente obcecada! Gente assim deveria viver numa bolha ou quiçá numa vivenda isolado do mundo, com um graaande jardim e de preferência, num condomínio fechado sem vizinhos! Xiça!

    Quanto às 'regras' para quem tem animais, infelizmente algumas vezes são precisas, há pessoas que perdem a noção. Por exemplo, vivo num apartamento que adoro de paixão mas a minha vizinha do lado... é um terror! Ela vive num T1 (que nem varanda tem) e acomoda na casa: 1 casal de chinchilas, 3 gatos e 3 cães... num T1 sem qualquer espaço exterior! Não imagina o cheiro que era no meu corredor, tinha que pôr queimadores, incensos, velas, spray... tudo e mais alguma coisa. Eu tinha um labrador antes de casar (vivia numa moradia com 4 pisos e jardim - o cão tinha todo o espaço do mundo), contudo, quando vim viver no meu apartamento, sabia que não teria coragem de impingir essa vida restrita ao meu cão, então deixei-o em casa da minha mãe (a 5 km da minha casa) e por vezes trago-o para cá ao fds ou assim, mas para viver não acho certo. Nenhum animal de porte médio/grande deveria viver confinado num apartamento, acho uma crueldade.

    E é por causa de gente assim, sem grande noção de espaço, que infelizmente os vizinhos precisam criar regras estúpidas que não seriam precisas se as pessoas tivessem um pouco de bom-senso.

    Eu conheço os dois lados: o de 'dona de cães' e o de 'vizinha incomodada por animais' e sei que muitos problemas seriam evitados se as pessoas tivessem um pouco de noção.

    Um beijinho
    Anne

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    1. Anne, eu tenho quatro gatos e um cão e a minha casa é perfumada. Higiene e uma bola aromatizadora são remédio santo. Evidente que nos casos em que as coisas estão mal feitas as pessoas se devem queixar... mas deixar cartas anónimas no correio de todos os vizinhos com regras inventadas por UMA pessoa é apenas falta de respeito...

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    2. Se a casa for limpa não precisa de perfumes...

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    3. Os animais têm o seu cheiro, isso não tem a ver com limpezas. :)

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    4. Esqueça, Anónimo 15h30m. Se pensa que a "pura" limpeza evita cheiros, é porque não tem animais dentro de casa. Por mais imaculados que estejam - casa e animais -, a respiração, transpiração, comida e camas têm sempre cheiro. Convém usar ambientador.

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  12. Eu, que gosto bastante de animais, confesso que não acho descabido que se estabeleçam regras de convívio comum num condomínio, até porque o bom senso falta imensas vezes aos donos dos animais (assim como também falta a quem não os tem).
    O barulho que alguns animais fazem, horas a fio, quando os donos se ausentam de casa é perturbador e não entendo donos de animais que os têm mas que se pretendam desresponsabilizar de tudo o que lhes diz respeito.

    Não estou a dizer, naturalmente, que seja o seu caso, estou a dizer que há vários casos de donos de animais que são irresponsáveis quando toca à convivência dos seus animais com as demais pessoas que vivem no mesmo espaço.

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    1. Anónimo, eu sei perfeitamente que essas coisas acontecem. No meu prédio não acontecem. Mas no prédio da frente existe um cachorro que chora bastante porque dorme na marquise.

      Mas o post não era apenas sobre animais. Era sobre o facto de alguém achar que pode mandar na vida dos outros. :)

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  13. Bom, concordando em absoluto contigo na parte disparatada que é evitar usar o elevador ou os saltos altos nas partes comuns do prédio, parece-me que o facto de haver quem deixe a publicidade espalhada no elevador não invalida que cães a trazer lixo da rua ou a uivarem noite dentro não seja um incómodo. :) É que até pode ser alguém que goste de animais mas não goste destas duas situações em particular. E mesmo que não goste de animais...a verdade é que quem gosta também tem de perceber que há quem não goste, e vivendo todos no mesmo prédio, há que respeitar quem gosta e quem não gosta. ;)
    Por exemplo, eu gosto de animais (e gostava de ter um cão mas não gosto de ter cães em apartamentos) mas incomodava-me bastante que a vizinha de cima só levasse a cadela à rua quando ela já estava tão aflita que a pobre acabava por urinar pelas escadas abaixo. Claro está que a senhora nunca limpava nada. Da mesma que gostando de crianças, não achava piada quando as filhas da vizinha largavam os papéis dos rebuçados para o chão como se este fosse um caixote do lixo.

    Esse teu vizinho meio amalucado até pode voltar a reescrever o recado incluindo os papéis no elevador mas não perderá a razão quanto às suas queixas em relação ao animais (assumindo que elas de facto acontecem, claro. Não conheço o prédio). :)

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  14. Olá Tété. O engraçado é que os dois cães visíveis (há um que nunca vi, mas ouço de tempos em tempos) são super calmos. Este papel já tem uns meses, só me lembrei agora de escrever e o segundo cão até se mudou do prédio, nos entretantos. :)

    A pessoa em questão nitidamente não tinha muito com que se entreter, pois as "regras" eram uma patetice pegada. O segundo cão nunca andava de elevador porque vivia no primeiro andar. O meu cão nunca trouxe lixo da rua. Só se a pessoa acha que o lixo que os porcos humanos deixam no elevador é responsabilidade dos cães.

    As outras regras são apenas algo descabido. Eu nunca ouvi ruídos no prédio. Dizer às pessoas para não falarem ou usarem saltos é surreal...

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    1. Como é que os cães não trazem lixo da rua? Explique lá isso

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    2. Anónimo, o lixo que se vê no elevador são panfletos publicitários e afins... ora bem, como expliquei acima, só o meu cão anda de elevador e ele NUNCA anda com papéis na boca sem eu ver. ;)

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  15. Tem que haver algum bom senso quando se vive num prédio... da parte de toda a gente. Essas regras... lol. Francamente! Tem que se aguentar algumas coisas, é impossível viver num prédio sem absolutamente ruídos nenhuns à volta... vá para uma gruta!

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  16. Gente que não tem o que fazer, portanto ....
    Beijinho :)

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  17. Eu descia com meu cachorrinho no colo, senão ele mijava nas escadas pra eu limpar!

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  18. Eu tenho um cão aqui no prédio que felizmente, é raro incomodar, é uma paz. Mas por outro lado, vizinhas que andam de saltos principalmente à noite já acho muito incomodo e uma enorme falta de respeito. Eu cães e criancas Tolero, mas a sério, aquele toc toc toc dos saltos dá cabo dos nervos. Aliás eu como também uso saltos altos, nem percebo como é que ao fim de um dia em cima deles, a primeira coisa não seja tirar logo os sapatos para um calçado mais confortável (e silencioso). Isto tudo para dizer, que sou solidária com a regra dos sapatos, em qualquer área da casa, isto a partir de uma certa hora.

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    1. Anónimo, o que diz é acertado... mas a regra pedia para não usarem saltos no hall e escadas, o que é impensável. Ninguém se vai descalçar no corredor. :)

      Na minha casa até a tv ponho mais baixo a partir de certa hora... e sinto-me mal em secar o cabelo antes das 8 e tal...

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    2. Sim sim, concordo essa regra em concreto e com essas exigências específicas é descabida. Quem me dera que a minha vizinha de cima também pusesse o som da TV mais baixo, principalmente à uma da manhã, ninguém merece. Em suma, o seu vizinho gosta de implicar pq sim está visto.

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  19. Algo que também costuma incomodar algumas alminhas é o choro dos bebés ou o barulho das crianças no andar de cima ou assim... Esta gente nunca teve filhos, queres ver? Sim, existe gente muito peculiar, gente que não tem o mínimo de bom senso e que atiram a primeira pedra a quem não tem culpa nenhuma mas esquece-se de olhar para o seu próprio umbigo. Civismo precisa-se!

    Cump's
    Ricardo
    www.opinguimsemasas.blogspot.pt

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    1. Como adoro uma boa comparação entre bebés e cães. Demonstra sempre uma boa capacidade de argumentação e grande maturidade.

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    2. Cara Dani

      Não pretendia fazer comparação entre bebea e cãe. Apenas acrescentei que algo que também mete muita confusão a algumas pessoas que vivem em apartamentos é o choro dos bebés.

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    3. Eu tenho uma filha de 1 ano e continuo a não gostar de barulho de crianças no andar de cima. :) Também não gosto de choros de bebés mas aí sempre achei que não havia grande maneira de evitar, assim como choros de birras e assim. Agora ter, como eu tive, miúdos a andar de skate dentro de casa, a jogar futebol dentro de casa, etc...lamento, mas não, posso ter 10 filhos e nunca compreenderei tal coisa.

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    4. Tété, durante uns anos a minha mãe teve como vizinhos um casal - muito simpático - com cinco ou seis filhos. Era uma gritaria... e jogavam berlindes a toda a hora. ahahah

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    5. Que horror! Nem me incomoda o número de filhos porque a verdade é que as pessoas têm os filhos que querem. Mas jogar berlindes é de doidos. Também pode ser um pouco devido à educação que tive: sempre vivi em apartamento e os meus pais sempre tiveram o cuidado de impedir certas brincadeiras em casa devido ao barulho que faziam e que podia ser incómodo para os vizinhos. Talvez por isso me irrite tanto que os outros não pensem nisto. :)

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    6. Tété, o número de filhos é irrelevante, a falta de noção é que era atroz. ahahahah

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  20. Há gente muito maluca isso sim.
    Tenho um vizinho em frente de casa (nem sequer viuve no prédio, vive na casa do outro lado da rua com o quintal para a nossa janela) que reclama com a minha filha bebé a chorar e no outro dia chamou a polícia, às 20h00, porque o meu namorado estava a tocar viola e a cantar para a filha. É preciso ser chanfrado.
    Já tinha as duas miúdas a dormir, nem 21h00 eram, quando 3 polícias tocam à minha porta. Nem sei quem é mais doido, se a polícia ou o vizinho. :D

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  21. Credo! Deviam ter uma vizinha louca como eu tive na casa anterior...Viver num apartamento têm que ter sempre bom senso, como em tudo na vida em sociedade. Agora extrapolar para as áreas comuns já me mete nervos, andar de elevador e sapatos de tacão alto, durante a noite? é de alguém que terá mesmo o sono muito leve, ou uma cabeça muito complicada...

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  22. Eu já tive animais e vivo num prédio. Quase todos os meus vizinhos têm animais de estimação (gatos ou cães) e quando temos algo a incomodar, dizemos directamente à pessoa em questão para terem mais cuidado, já aconteceu!! Infelizmente há pessoas que se esquecem que quando têm animais, são eles que têm de tratar deles e serem responsáveis! Nada de cartas anónimas hilariantes como a que recebeu Lolol Essas dos saltos altos nas escadas é fantástica ahahahahah

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  23. Olá! Realmente, a pessoa que escreveu essa carta acha que pode pôr toda a gente em reclusão total para que não haja o mínimo incómodo - como se tal fosse possível! É que viver num prédio é acima de tudo uma questão de bom senso. Eu, no meu, já tive um pouco de tudo: vizinhos que deixavam o lixo (com areia de gato) à porta de casa durante dias, vizinhos com labradores que nunca causaram nem um único ruído, vizinhos sem animais que gritavam uns com os outros fosse qual fosse a hora do dia... mas admito que ultimamente tenho tido problemas muito chatos com a vizinha de baixo. Num prédio que sempre teve cães e nunca teve problemas, desde que ela chegou que o patamar cheira constantemente mal, o cão faz chichi no hall e à porta de outro vizinho que tem cadelas e ela não limpa, o cão passa horas a ganir (geralmente em horas impróprias, depois das onze da noite e antes das sete da manhã)... mas o problema não é do animal, é mesmo da pessoa! As filhas dela atiram coisas pela janela, fartam-se de gritar quando discutem e usam um palavrão em cada frase. Logo, o problema são os vizinhos e não o pobre cão, que me incomoda, muito, que é chato e porquinho, mas com aquela dona não seria de esperar outra coisa não é?
    Por isso, e como já li aqui em algum comentário, bom senso por favor. Se no teu prédio o há, realmente essa carta é apenas uma anedota que te permite rir um pouco. No meu, infelizmente, nem cartas dessas (sem a parte dos saltos e das conversas e do elevador, etc.) funcionam :(

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    1. Alexx, que bichos, coitada!!

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    2. Estamos a tentar resolver, pode ser que seja para breve :)

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  24. Credo, que pessoinhas mais esquisitas. Nem se deve conseguir "viver normalmente" com tanta imposição.
    É tão bom viver numa casa, com um quintal enooooorme!
    Beijinhos S* e "hang in there"

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  25. Toda a gente atura situações um pouco mais chatas, mas é a vida em sociedade. A minha vizinja de cima também deixa água a escorrer, que bate na minha floreira e molha a roupa que tenho no estendal - mas isto acontece de vez em quando, e é por causa do design da varanda.

    Também aturo a concertina do vizinho do lado todos os fins de semana de manhã.

    Claro que não é o ideal, mas são situações esporádicas. :)

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    1. Ahahahah a concertina! Pobre "coisas"! Uma amiga minha queixava-se do vizinho, que aos Sábados de manhã bem cedo arranjava o jardim mesmo em frente à janela do quarto dela, sempre a cantar alto e bom som. Pelo que ela lhe pediu para parar, por vezes. Quando me contou, tive pena do senhor... até ao dia em que dormi no quarto dela! Até gritei ao homem para parar de cantar. Não se aguentava!

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  26. Não acredito que ele pediu para não usarem elevador à noite. A culpa de ele ouvir o elevador é do mau isolamento. Deveria era queixar-se a quem construiu o prédio.Há gente mesmo muito maluquinha!!
    Beijinhos*
    http://confissoespecadora.blogspot.pt/

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  27. Não é só em apartamentos. Vivo numa vivenda e só tenho vizinhos de um lado. Ou seja, só a casa do lado esquerdo à minha está ocupada. E saíram-me cá um artistas... Entre outras coisas, têm dois cães que ladram sempre que passa alguém na rua. SEMPRE! Dois pastores alemães com um ladrar potente! À noite dormem dentro de casa mas ele só os recolhe às 23h00/ 23h30. Isso incomodávamos ao inicio mas agora já é tão normal como o silêncio. A minha filha nasceu e cresceu a adormecer com esse barulho e hoje em dia parece que a embala :) Agora vou ter outra bebé e espero não ter de me chatear :)

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  28. Não tendo muito a ver com o post de hoje, vou contar uma experiência tida ontem. Moro na aldeia, e ontem ao final da tarde fui dar um passeio com os meus filhos pequenos (eles foram de bicicleta). Em determinado ponto ficamos parados, sem conseguir continuar porque numa vivenda dois cães começaram a ladrar enraivecidamente e atirar-se pelo muro acima. Muro este que se quisessem facilmente saltavam. Pareciam feras, ainda que não saltem, assustam e muito. Resultado, apesar de ser um trajecto bonito não arrisco a passar lá. O que me faz confusão é que os que não têm animais não compreendem o ponto de vista dos outros, mas o que têm animais não se colocam no lugar dos que não têm.

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    1. Andrea, entendo perfeitamente o seu lado e receio... mas também entendo o do dono dos cães, já que estes estão a ladrar de dentro da propriedade e apenas "fizeram barulho", sem saltar o tal muro, como poderiam ter feito (o que seria gravíssimo). Da parte dos animais, numa aldeia é normal serem cães de guarda. Estão apenas a proteger, da maneira que sabem, o seu território. Não há certos e errados, neste caso. :)

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    2. Desculpe mas tenho de discordar num ponto... não pode haver a minima hipotese de eles saltariem... se o muro fosse alto o suficiente para os impedir aí concordaria consigo. Assim, mesmo achando que eles não vão saltar (que é só para assustar) não posso arriscar a minha vida, e sobretudo, a dos meus filhos..

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    3. Andrea, eu nunca disse que não haveria a mínima hipótese de saltarem... claro que há essa hipótese e claro que não deve arriscar. :) Apenas indiquei que os animais estão, da forma que podem, apenas a proteger o território onde vivem - não é nada contra si, certamente. :)

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  29. Graças a Deus que vivo numa casa xD é que com tanta exigência já me tinha passado dos pirulitos

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  30. Já vivi num prédio com um vizinho desses. Além dos saltos altos e das conversas no hall, este meu vizinho ia ao cúmulo de pedir que evitássemos usar o autoclismo durante a noite (!) porque o barulho ao puxar o acordava.


    Outra: eu na altura tinha 14/15 anos e tinha o hábito de ouvir música na aparelhagem durante as tardes de fim-de-semana. Pois que ele vinha bater à porta de casa e pedir à minha mãe que eu tivesse a consideração de baixar o volume da música porque a sua filha estava em Medicina e não estava a conseguir estudar para os exames. Olha que isto! :D

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