sábado, 16 de julho de 2016

Pokémon GO

Ontem o senhor meu cunhado introduziu-me ao maldito jogo do momento. Sinceramente, ouvia falar do jogo, lia notícias, mas ainda nem tinha percebido o que era. Ontem chegou a Portugal.

Por um lado, parece-me uma tremenda infantilidade. Por outro, sempre tem a vantagem de obrigar a malta a sair de casa, a explorar as cidades. 

Já estou farta de ler sobre atropelamentos e acidentes de carro à custa dos tontos que querem apanhar Pokémons e nem sequer reparam nos perigos. 

Pode ser que um dia as nossas crianças, jovens e adultos voltem a saber quão divertido era brincar na rua, com os amigos. Ter hora para voltar (cá em casa, eram as 23 horas). Ficávamos todos juntos na rua, a correr, a jogar às escondidinhas, ao verdade ou consequência e coisas do género. Pode ser que um dia o mundo volte a saber que não há nenhuma tecnologia com mais valor do que o calor humano.

53 comentários:

  1. Pá... ha que haver um equilíbrio. Eu comecei a jogar quando saiu nos EUA. Eu ando na rua normalmente... simplesmente vou olhando para o tlm e apanhando as coisas que me aparecem... mas faço o meu trajeto normal... ahahah nao ando a procura deles xD os que apanhar apanhei :P acho engraçado agora o pessoal andar todo a sair à rua e a discutirem sobre o jogo :) pelo menos discutem pessoalmente e nao num forum qlq na net :P e sempre obriga o pessoal a andar ou a andar de bibicleta pois se querem chocar um ovo tem de fazer X km :) tenho 26 anos e a minha infância foram os pokemons... pronto. Nao tive como nao ir sacar a app e ver o que era xD mas tmb sou das que tirei eng informatica... sou um bocado geek vá...

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  2. Adorei crescer nos anos 80, mas creio que esse tempo não voltará nunca.
    Acho esse tipo de socialização muito importante, e acho que os pais também têm muita responsabilidade naquilo que ensinam e deixam os filhos fazer. Se os estimularem e mostrarem como brincadeiras não tecnológicas podem ser divertidas e interessantes em vez de lhes pôr nas mãos um tablet para os calar/entreter... Quantas vezes vejo na rua bebés (bebés!) no carrinho e com um tablet nas mãos, juro que não consigo achar normal. Não acredito que uma criança depois de ter acesso a este tipo de diversão consiga gostar ou ter um igual interesse por brincadeiras de rua...

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    1. Eu cresci nos anos 90 e ainda brinquei muito na rua... :) infelizmente começaram a haver desculpas para que os miúdos não pudessem sair de casa para brincar... entao, meteram-nos à frente das novas tecnologias. Eu tinha de tudo... tardes em que brincava na rua ate tarde. Outras tardes em que brincavamos em casa no excel a fingir que eramos contabilistas... lol. Hoje em dia fecham os putos em casa... todos os dias.

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    2. Tive uma sorte desgraçada por crescer numa casa com um quintal enorme. Só me lembro de ver o Son goku e o Dragon Ball, quando apareceu, porque estava sempre no quintal e na horta, enfiada na terra com a minha irmã, na piscina de plástico com a cadela Sheeva.

      Quando mudei para apartamento tinha 12 anos de idade, mas rapidamente nos juntamos aos outros meninos da rua. Todaaaas as noites ficávamos juntos na rua, a brincar, até às 22 ou 23 horas. Nunca saíamos da nossa zona.

      Tenho 27 anos, não foi assim há tanto tempo... é uma tristeza perceber que há crianças (eu ouvi!!!) que não sabem o que é uma galinha, só viram fotos.

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  3. Já no teu tempo havia crianças que não sabiam o que era uma galinha, S.

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    1. Claro. Também existem crianças que nunca viram o mar. Mas deveriam ser excepções...

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  4. Sou à favor de que não se permita crianças brincarem soltas, na rua, por exemplo, hoje em dia, afinal este mundo anda mais podre do que nunca... O que há de pedófilos e outras "coisas" soltas por aí... É demais! Todo cuidado é pouco. Se os tivesse(filhos) brincariam em casa, sem essas parafernálias tecnológicas todas, brincadeiras e brinquedos à moda antiga, mas em casa.

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    1. Desculpe mas depende da localidade onde mora. Não podemos viver com medo. Qualquer criança, em determinada altura, tem de estar sozinha. Na rua, a apanhar o autocarro, no recreio... não podemos viver em redomas nem achar que conseguimos proteger sempre as crianças. Temos de os ensinar, de lhes dizer para não aceitarem nada de estranhos, para ligarem aos pais se sentirem medo...

      Posto isto, entendo a sua ideia, mas Viana ainda é uma excelente cidade para crescer. :)

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    2. Não me referia à Viana, até porque não a conheço, mas aos lugares, ao mundo como um todo. Continuo defendendo veementemente que crianças sejam cuidadas e assistidas, se não der o tempo todo, ok, mas nos momentos em que for possível sim. Para mim não é viver em uma redoma, mas sim ter o cuidado que a realidade pede. Eu sofri vários abusos quando criança, marcas que se leva para o túmulo, exatamente por falta de cuidado e de uma família de verdade. Meus filhos não brincarão na rua, a não ser que eu possa estar a acompanha-los, quem quiser achar exagero que ache, mas é melhor ser um pouquinho mais protetora que ser de menos e acontecer o pior. Há pouco tempo vi um vídeo de uma menina a ser arrastada por um pedófilo numa loja dos Estados Unidos, coisa inacreditável, e não fosse a mãe que junto estava e se agarrou a ela, bem... Já sabemos qual teria sido a sina da menina. Não vale arriscar. Quem sofreu abusos sabe o quanto se deve proteger os filhos, para que por ventura não passe o que passamos. Não ponho a mão no fogo por nada nem ninguém.

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    3. Anónimo, lamento a sua infância e compreendo totalmente o seu receio. Vi o tal vídeo de que fala, do homem a arrancar a criança da loja. Lá está, naquele caso não se podia ter feito nada para evitar - a não ser o que a mãe fez, correr! Por isso, para os outros casos, temos de proteger as crianças através do ensino! Dizer que não podem conversar com estranhos, que não podem aceitar coisas, que não podem ir com estranhos. É a única defesa que temos.

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    4. Anónimo/a,

      Concordo com tudo, quem sofreu abusos vê o mundo de maneira diferente e está constantemente em alerta. Sei o que isso é, infelizmente, e o que é viver com isso. Espero, no entanto, conseguir ter a capacidade de não proteger demasiado os meus filhos - quando os tiver - em consequência directa de más experiências minhas. Sei que nunca vou sossegar, sei que provavelmente, com filhos meus, viveria com muito medo de certas coisas, mas espero conseguir dar-lhes também a liberdade que precisarem.

      S*, não acho que os tempos sejam os mesmos, sabe-se muita coisa que antigamente não se sabia. Ter cuidado e vigilância contínua não é uma coisa má, desde que não se transmita valores errados ou que se tolere dependências (tecnologias).

      Um beijinho

      Mira

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  5. Outra coisa, S*, tem um vídeo-pesquisa muito interessante na internet onde um "estranho" se aproxima de crianças e adolescentes em um parque, com a autorização dos pais que lá também estavam, mas momentaneamente afastados, e apesar dos pais afirmarem ensinar com regularidade e veemência os filhos a não aceitarem nada de estranhos nem a acompanharem estranhos, todas as crianças e pré-adolescentes abordadas pelo mesmo vão com ele para ver um cachorrinho que ele afirma ter. Não se pode esperar de crianças a maturidade é bom senso de um adulto, é de certa forma inocência achar que dizer para não fazerem resolve tudo e que assim não o farão, cabe aos pais estarem sempre alertas para evitar o pior. Pedófilos e afins existem, e não são poucos, nos quatro cantos desse mundo, desde países de terceiro mundo até as sociedades mais modernas e preparadas.

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  6. Não consigo perceber o encanto deste jogo. Não consigo mesmo =p

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  7. Eu nasci nos anos 80 e não cresci a brincar na rua. Nem tal era possível visto ter crescido numa avenida bastante movimentada, numa grande cidade. Mas vinha da escola a pé no ciclo, apanhava o autocarro quando precisava de ir a algum lado. E por muito que eu queira que a minha filha o faça um dia, tenho receio. Acho que no nosso tempo havia mais crianças/adolescentes a fazê-lo, havia companhia. Enquanto adolescente, a caminho de casa, tinha de passar por uma zona pouco frequentada, assustadora no Inverno em que anoitece cedo e onde se algo me acontecesse dificilmente alguém me acudiria. Mas a maior parte das vezes tinha a companhia de colegas que moravam na mesma zona que eu. Onde moro agora, a escola é mesmo ao fundo da rua (5 min) e eu não vejo crianças a irem sozinhas, ou vão de carro ou vão a pé com os pais. Se um dia puser a minha filha na rua para brincar, provavelmente não encontrará ninguém para o fazer com ela. E pessoalmente acho que uma criança sozinha chama muito mais a atenção para quem tem más intenções do que um grupo, ou pelo menos, havendo outras crianças na proximidade.

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    1. Tété, tudo tem de ser adaptado à nossa realidade. Pois claro que quem mora numa cidade grande não pode andar pela rua como quem mora numa cidade pequena... mas é uma agonia ouvir (tantas e tantas vezes) "oh, eu dou-lhe o tablet e ele fica a tarde toda entretido". É uma dor de alma perceber que as crianças não correm, não brincam, não jogam.

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    2. Sem dúvida. A Mini-Tété tem 9 meses e não vê televisão nem brinca com o ipad como vemos outras crianças a fazer. Isto porque não achamos que o benefício exista nesta idade e porque queremos educa-la a brincar. Queremos mais tarde levá-la a parques, ir de férias com os avós para brincar nas quintas. Mas isto é diferente de ir para a rua brincar sozinha.

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    3. Tété, eu brincava sozinha na rua com 11, 12 anos, sempre com a minha irmã. Não tinha 3 nem 4 anos. ;) Além de que sempre fomos meninas responsáveis. Depende da criança, do sítio, da cidade, do facto de se ter companhia ou não. Nunca brincávamos sozinhas... éramos 7 ou 8 crianças, sempre. :D

      Há uns dois anos fui ao Di Casa, um restaurante em Vila Nova de Gaia com uns amigos... dois casais estavam a jantar e um dos casais tinha dois meninos. Um dos meninos devia ter dois ou três anos, o outro tinha aí uns 8 anos... pois os dois meninos passaram pelo menos duas ou três horas sentados à mesa (na minha frente) sem abrir a matraca. Cada um com o seu tablet. Para os pais acredito que tenha sido uma solução fácil para ter as crianças quietas enquanto os pais se divertiam... mas custava ver aquilo. Ainda por cima o Di casa é enfiado numa zona com um jardim enorme, os meninos podiam perfeitamente ter estado a brincar no jardim - o restaurante tem esplanada, estava uma noite óptima. Enfim.

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    4. Eu concordo contigo. :) O que quis dizer é que mesmo quando ela tiver 11 ou 12 anos, não a poderei provavelmente mandar para a rua brincar porque não terá com quem. :) Brincadeiras na rua serão portanto quando os pais tiverem disponibilidade para isso, o que convenhamos, não será todos os dias. :)

      Também não concordo com telemóveis e afins à mesa, tanto que em minha casa, nem eu nem o meu marido mexemos no telemóvel durante as refeições. As mensagens são lidas depois e os telefonemas devolvidos a seguir. É a hora da família e faz parte também do nosso plano para que a Mini-Tété cresça num ambiente não consumido por tecnologias. Já passei jantares infernais em que todos os adultos e adolescentes estavam agarrados ao telemóvel e ninguém conversava comigo. Se é para isto, prefiro ficar em casa.

      No fundo concordo contigo: cada vez mais vês bebés a comerem a sopa apenas se tiverem um ipad, computador ou televisão à frente para distrair. Antes pouco opinava mas agora com uma bebé de 9 meses posso dizer que não, ela não come a ver seja o que for para a distrair, como eu sempre quis que fosse. Dá trabalho? Dá, seria muito mais simples plantar-lhe um ecrã à frente. É mais simples passar um tablet para as mãos de um miúdo de 8 anos do que ter o trabalho de o entreter e conversar com ele durante um jantar. É mais fácil colocar uma criança a ver desenhos animados uma tarde inteira do que ir brincar com ela. É simplesmente mais fácil. Agora se é o mais correcto...

      Isto para dizer que realmente por muito que alguns pais gostassem que os filhos fossem brincar para rua, isso nem sempre é possível, mas isso também não significa que estejam em casa agarrados a tecnologias. :)

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  8. Tenho muito boas recordações do tempo em que brincava na rua. E é com alguma tristeza que vejo que as nossas crianças poderão não saber o que isso é e a alegria que nos dava encontrar os amigos na rua. Hoje em dia é tudo muito diferente.

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  9. Estou como tu, já tinha ouvido falar mas não sabia o que era, soube agora por ti :)
    Mas isso das crianças brincarem na rua, pouco ou nada se vêm, onde moro não as vejo, só quando vou à minha mãe. Os tempos mudaram, é certo e às vezes ouço dizer que hoje não há tempo para os pais brincarem com as crianças e como tal "espetam-lhe com a tecnologia. Pois a minha infância também foi, o brincar às escondidas, à cabra cega, ao prego com os cromos etc e sempre na rua. Não existiam sequer as tecnologias de hoje, muito longe disso. Quando hoje ouço pais dizeram que não têm tempo, o que seria dos meus e outros, numa altura em que não havia desemprego, mas havia amor para dar aos filhos.

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  10. Vai haver sempre essa ideia de que as crianças deviam era brincar na rua (e que eu concordo!) em vez de estarem enfiadas em casa todo o dia. Mas a verdade é que, para muitas crianças, isso é mesmo impossível devido aos locais onde vivem. Eu tive a sorte de passar a minha infância em casa da minha avó. Na rua mesmo, raramente brincamos, mas no quintal dela era um fartote. Nas férias, chegando as 9h da manhã, era tudo escorraçado para o jardim. Desenhos animados e tv só quando chovia e e... Eramos mais saudáveis e mais responsáveis, mandavam-nos fazer recados perto de casa, íamos ao pão, ao supermercado... Hoje vejo pelos meus primos mais novos, que moram com a mesma avó: passam o dia enfiados em casa, nos quartos, no telemóvel, pc ou tv; raramente saem para o jardim. Coisas tão simples como ir jogar à macaca, correr, às escondidas, acho que eles nunca fizeram nada disso em casa (talvez na escola, sim). São miúdos que nem ao pão vão sozinhos (a mais nova já tem 12 anos!) porque não estão habituados a sair de casa.

    Tenho pena que estas coisas aconteçam. E sei que "os locais agora são mais perigosos do que antes" não pode ser desculpa. Há parques. Os pais que os levem lá e os deixem a brincar com outros miúdos, com a sua supervisão. Levem-nos a conhecer sítios novos, planeiem saídas, piqueniques, sei lá! Depois vêm com a cena da crise e que não há dinheiro para passeios, ok. Mas com criatividade tudo se arranja. Andar a pé ainda é grátis! Façam caminhadas em família, sempre se combate a obesidade infantil (que está diretamente ligada a estes novos hábitos de vida das nossas crianças). Tudo menos enfiarem-lhes tablets nas mãos para passarem todo o dia caladinhos e entretidos.

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    1. Verdade. Infelizmente sei que as ruas já não são o que eram... mas há primos, amigos, conhecidos... juntem-se as crianças no parque. Precisam de correr. :)

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    2. Com isso concordo. Desde que os pais supervisionem idas à parques, por exemplo, é maravilhoso. Tablets nem pensar também. Livros, isso sim.

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  11. Estes jogadores agora estão nas ruas mas é como se continuassem em casa: isolados. Enquanto andam nessa caça desenfreada por pokemons, estão completamente alienados do mundo e dos outros (daí os acidentes). Eles não "exploram as cidades", não contemplam coisa nenhuma. Mais valia permanecerem em casa, sem pôr os outros em perigo nem desrespeitar os lugares com jogos parvos (caçar pokemons em cemitérios, igrejas, etc... Auschwitz já pediu para ser excluído do jogo).

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    1. Sim, claro que não é tão bom como efectivamente brincar na rua e sair de casa para conviver... no entanto, sempre parece melhorzinho do que estar enfiado em casa.

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  12. Estou quase tentada eu também!! eheh

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  13. Fui instruída a andar sempre com a turma(malta)! Tive uma infância bem normal - graças a Deus!!

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  14. "Ah, no meu tempo é que era." Não tenho paciência para este discurso. Eu brincava na rua sim, sempre resguardada dos perigos porque tinhamos um quintal enorme e não havia necessidade de sair de lá para termos espaço.

    As minhas filhas brincam menos na rua do que eu? Sim, mas eu comecei a ter Ed. Fisica a partir do 5º ano, a minha filha tem desde o Jardim de Infância.

    Não sei onde vocês moram mas aqui os parques estão sempre cheios de crianças a brincar e a correr.

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    1. Também não suporto este discurso, e giro é ver que vem sempre de quem não tem filhos. Ai "é deixar as crianças na rua", e depois são atropeladas abusadas e sei lá que mais e vem todos apontar o dedo aos pais, que as crianças têm é de estar em casa resguardadas. Ou então vem a conversa da supervisão... mas alguém acredita que uma mãe/trabalhadora/dona de casa pode simplesmente passar uma tarde na rua a supervisionar os miúdos?
      Abstenham-se de comentar realidades que não conhecem.

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    2. Carla, sim, aqui os parques também estão cheios. No entanto, muitas vezes, no parque vejo as crianças sentadas nos bancos com os telemóveis na mão. Não somos nós que inventamos este discurso. É a realidade.

      Anónimo das 18h49, a sério? Ninguém disse para a mãe trabalhadora e dona de casa passar a tarde na rua a olhar para os filhos... mas dizemos SIM para que estimulem os filhos a brincar. Ao fim-de-semana, pelo menos, levem-nos ao parque, ao rio, à praia. Não lhes enfiem os tablets na mão a toda a hora. Até nos restaurantes as crianças estão com os tablets, em vez de estarem com a família! Se não entende este "discurso", o problema está em si. Apenas queremos que as crianças brinquem mais.

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    3. E uma pessoa nao tem de tratar da roupa, limpeza da casa, compras, refeições etc etc etc. Podemos passar o fim de semana todo nos parques. Ok. Deves ter uma vida maravilhosa. Mas nao é a da maioria das pessoas.

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    4. Uma mãe não pode passa uma tarde no parque com os filhos porquê? Então tratar da casa, refeições e compras leva um fim de semana inteiro?...Não pode por exemplo o companheiro ficar em casa a fazer a lida enquanto a mãe vai ate ao jardim com os miudos e/ou vice-versa?E que faz essa mãe que passa o fim de semana todo a tratar da roupa, limpeza da casa, compras, refeições etc etc etc no que respeita aos filhos?Mete-os á frente da tv? A sério? A maioria das pessoas faz isso?

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    5. Mas talvez passem horas a fio em frente à tv em vez de saírem com as crianças até a um jardim...

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    6. Anónimo das 22h50, poupe-me ao dramatismo. Não me diga que os pais não têm 30 minutos por fim-de-semana para levar um filho ao parque... ora a mãe, ora o pai. Idealmente os dois, pois claro.

      Anónimo das 10h32, claramente que o anónimo de cima só queria implicar. Lá está, é mais fácil deixar as crianças em frente à tv. A minha mãe criou 3 filhos praticamente sozinha, porque o meu pai sempre trabalhou fora. Não me venham com conversas de que não têm meia hora para levar os filhos ao parque. Pode não ser que algumas vezes não consigam... mas não digam que é sempre. Salvo infelizes excepções (que as há), a maioria das pessoas pode e tem tempo para fazê-lo. Pode é preferir outras coisas... mas isso já é outra história.

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  15. Realmente este jogo tem estado em todo o lado, além dos perigos, espero que pelo menos seja uma boa maneira de os jovens começarem a retomar o hábito de estar ao ar livre!

    Bjxxx
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  16. Eh eh eh
    No trabalho os meus colegas andam loucos com o jogo!!!!
    Andam pela baixa no passeio e a apanhar Pokémons :D

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  17. o meu namorado agora joga a isso também...

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  18. estou curiosa. confesso. confesso.
    será que ficou viciada?! hahhaha
    abraço

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  19. Esse jogo é completamente parvo, mas se calhar sou eu que não entendi alguma parte...

    Os meus filhos mais velhos nasceram nos finais dos anos 90, vivemos nos arredores de uma cidade do interior, numa zona calma, onde quase toda a gente conhece quase toda a gente, numa rua onde só passam os moradores.
    Tiveram uma ótima infância, brincaram imenso na rua, de dia, e de noite no verão e em casa uns dos outros, mesmo se eu ficava de cabelos em pé quando os outros voltavam para as suas próprias casas.

    Já eu, cresci numa grande cidade no estrangeiro e bem pertinho do seu centro. Até uma certa idade, vivi praticamente enclausurada e raramente me deixavam ir brincar com as outras crianças.

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    1. Anónimo, não digo aos pais para serem inconscientes. Digo é para estimularem as crianças a brincar na rua. Pode não ser sempre, mas ao menos ao fim de semana... é tão triste ver, mesmo no rio (onde estive hoje) as crianças amarradas às tecnologias.

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  20. No meu tempo (que era o mesmo tempo que o teu e também em Viana) havia muitas mas mesmo muitas crianças a brincar no meu bairro. Brincávamos de tarde e brincávamos de noite. Com 6 anos ia buscar o pão que ficava a uns 100 metros de casa (isto em Darque). Depois mudei para mais perto do centro da cidade e a coisa continuou. Continuo a viver no mesmo sítio e conto pelos dedos de UMA mão as tarde que vi crianças este Verão a brincar na rua. É triste. Ah! E no "meu tempo" também havia perigos, lembrei-me de parar um carro com 3 ou 4 homens na casa dos 40/50 a aliciar-nos a entrar e nós éramos miúdas com uns 11 ou 12 anos. Um exemplo entre muitos.

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    1. Sim. Eu e a mana vivemos em Darque até aos 12 anos. A minha tia garantia que entrávamos no autocarro da Avic. O Sr. Coelho, o condutor, olhava por nós. Saíamos na paragem da escola do Carmo. Ao fim do dia ficávamos na entrada da escola à espera da mãe... isto com 7, 8, 9 anos. A verdade é que numa cidade mais pequena tudo isto parece mais fácil. :) Nós sempre o fizemos tranquilamente. Quando mudamos para a cidade, lá está, continuávamos a andar juntar tranquilamente. Perigos acredito que existam sempre... mas eu nunca os senti.

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  21. A tecnologia torna as crianças mais solitárias...

    Isabel Sá
    Brilhos da Moda

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  22. Eu instalei, apanhei um bixaroco na minha sala e pronto.Foi essa a minha incursão no jogo.Nunca mais me lembrei :D

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  23. eu queria instalar mas não tenho internet fora de casa!

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  24. Anda tudo doido com esse jogo!
    Eu ainda não me aventurei...

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  25. Não se fala de outra coisa. que ridículo....concordo inteiramente com a tua última frase ;)

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  26. belo texto dear, a última frase diz tudo. <3

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  27. Que cena! Chegam aos extremos!

    beijinhoss

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  28. Não percebo esta febre à volta do jogo. Ainda por cima, já me disseram que há um desses monstros no sofá da minha casa. Oi? Um jogo fixe, fixe é o Geocaching. Também obriga as pessoas a saírem de casa, à caça de tesouros. Tesouros escondidos em sítios bonitos e não perigosos.

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  29. Não percebo muito sinceramente o fervor à volta desse jogo... adorei a última frase :)

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  30. não aderi ao jogo, mas todos justificam o facto de "ao menos saimos de casa". A sério, não compreendo. Quando está frio, ai que está frio e que estamos cansados deste tempo, agora está calor, ai que está calor e os perigos do sol e bla bla bla.
    Vivo em Moçambique, em miúda em Portugal brincava na rua, e no verão apanhava o transporte para a praia onde ficava lá o dia todo. com 14 anos. A liberdade era dada pelos meus pais, acredito que havia perigos, como hoje, apenas não falados. Bom, estava a dizer, aqui em Moz é tudo ao sol a todas as horas, não há coisinhas de rua/perigos/pessoas más...isso temos em todo o lugar, temos é que ensinar, não vivermos numa bolha. E acreditem viajo muitas vezes para a africa do sul, onde a taxa de raptos de crianças é altissima comparada com Portugal. A verdade é que se quiserem fazer mal é só verem as rotinas da familia, da escola e facilmente fazem mal, é só querer.

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  31. Verdadeiramente alienante, ou nem por isso?! Depois. Com mais esse "entretenimento"(?!) que tempo resta às crianças para interagir, falar, brincar sem novas tecnologias pelo meio?
    O mundo está um tudo ou nada louco, ou é apenas impressão minha?

    Bj

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