terça-feira, 3 de novembro de 2015

À Marta

Agora o que está a dar é gozar com a Marta Rebelo. A Marta, segundo li, sofre de depressão. Mas, mesmo que não sofresse, as emoções dela, a dor dela, não deixariam de ser válidas.

A Marta viu o seu gato Benny desaparecer. Segundo diz, desapareceu por desmazelo do namorado. A Marta não aguentou, não conseguiu perdoar, e pôs o namorado fora de casa.

A Marta escreveu uma carta repleta de amor ao seu gato desaparecido. Uma carta que não é para ser lida com os olhos, mas com o coração. Uma carta onde ela revela os nomes carinhosos que usava para chamar o gato. Uma carta que desvenda o amor intenso que tinha por aquele animal.

Alguns dizem que é patético. Outros gozam e dizem que o namorado se livrou de boa.

Eu cá acho que há gente que, de facto, tem uma pedra no lugar do coração.

A minha gata Princesa desapareceu duas semanas, este ano, como muitos se recordarão. Se a minha gata tivesse desaparecido por negligência óbvia do meu companheiro, ficaria muito magoada. Se alguém me dissesse "é só uma gata", iria receber um sorriso amarelo e um pensamento feio em resposta. Se o meu companheiro não se desse ao trabalho de a procurar, mesmo sem ter tido culpa do desaparecimento, ia mostrar que não merece o meu tempo. Obviamente que não defendo o fim da relação, mas parece-me que há mais aqui do que ela nos quis contar. 

As emoções são pessoais. Cada um sabe o que sofre, como sofre. Se a Marta sofre, há que respeitar. Por mais estúpido e irracional que o texto vos pareça. É AMOR. O amor não é para ser racional.


A carta. Com esta carta, fiquei a gostar um bocadinho da Marta. Estou solidária com ela. 

59 comentários:

  1. As pessoas desvalorizam tanto as relações que temos com os animais não sei porquê! Não percebo!
    Bj S

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  2. Eu tb estou. Os meus animais são meus filhos de 4 patas :) ♥ e quem não entende o sentimento q se lixe.

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  3. Sei bem o que é perder um animal que gostamos bastante, é parte de nós que vai. Infelizmente, o meu namorado perdeu o cão há poucos meses por negligência do pai dele, dói mas perdoar é o que há a fazer. Acredita que é uma dor que ainda dura, foi o nosso menino.

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  4. Já passei por duas situações semelhantes, com dois animais que fugiram de nossa casa. E é sempre 'culpa' de alguém. Porque deixa a porta aberta, porque deixa a janela aberta, porque deixa a varanda aberta, porque não agarra a trela com força suficiente e um puxão basta para o cão fugir... E perder um animal (mesmo que temporariamente, mas muito mais quando é a longo prazo) é horrivelmente doloroso, mas não é motivo para culparmos alguém (porque perfeito ninguém é, erros todos cometemos e distracções todos temos). No meio disto tudo, a pessoa que pior se sente é sempre aquela que acha que tem alguma espécie de 'culpa'.

    Mas não estou por dentro da situação e não conheço a Marta Rebelo de lado nenhum. Não acho a carta patética (embora não negue que a psiquiatra em mim achou interessante) mas também compreendo quem não empatiza com este sofrimento. As pessoas não sentem todas o mesmo em relação aos animais ;)

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  5. Eu acho uma patetice, ponto.
    E atenção, adoro animais e curiosamente adoro gatos.
    Mas pôr fora o namorado porque o gato fugiu? Se o namorado maltratasse o bichinho, eu era a primeira a aplaudir ele levar um pontapé no rabo.... Mas foi um acidente. E não perdoar o acidente só prova que o relacionamento não era baseado em amor.
    E gato = filho? Calma lá com isso. Os meus gatos sempre foram tratados que nem reis, parte integrante da familia. Mas nunca na vida os tratei como filhos. E a S* que é tia recente, não me diga que os seus animais andam ali taco a taco com o amor que sente pelo seu sobrinho.

    A única "desculpa" para esta carta é a senhora estar numa depressão profunda e não entender que tudo tem conta e medida.

    Amor pelos animais sim. Tratar bem os animais sim.
    Colocar os animais à frente de tudo, não.

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    1. Madalena, cada um sabe do seu coração. O meu sobrinho é, provavelmente, o membro mais importante da família, neste momento. <3 No entanto, o meu cão é bem mais importante - para mim - que alguma família.

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    2. Até que enfim alguém coerente. Eu adoro a minha gata de paixão, mas comparado ao que sinto pelo meu filho não é nada.
      E também concordo que se fosse um caso de maus tratos veria toda a razão do lado da senhora, agora um acidente? Que pode acontecer a qualquer um inclusive a ela? Acabar uma relação que se supunha de amor por isso? Não me parece de todo normal.

      AnaC

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    3. S* e aquilo que a senhora veio agora dizer sobre os portugueses?
      Por amor da Santa...a senhora tem patologia psiquiátrica.

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    4. Madalena, estou totalmente de acordo.

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  6. Chorei que nem um bebé, a ler isto. Já tive muitos animais e é sempre muito difícil quando eles morrem mas acredito que seja muito mais difícil ficar sem saber onde eles estão, se estão bem ou não. Estou solidária com ela e,se calhar, acaba por fazer o mesmo...
    Beijinhos*

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  7. Já li a carta e realmente é triste, muito triste e eu sei porque também já me aconteceu. Essa "gente" que fala mal dela é gente sem coração e que nem merece o ar que respira. Mas ele vai aparecer.

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  8. É preocupante que te identifiques com a forma de pensar e agir de uma pessoa que sofre de patologia mental. Eu tenho um cão. Antes de ter este cão tive duas cadelas. Antes de ter as cadelas tive vários gatos. Sempre adorei de coração todos os meus animais de estimação e chorei baba e ranho após a sua morte ou desaparecimento. Comparar a perda de um animal de estimação à perda de um filho ou de outra pessoa igualmente próxima (irmão, pai, avô) é de alguém perturbado. Dizer que qualquer ligação ao gato é superior à ligação que se tem com um namorado é de alguém que sofre de uma qualquer forma de sociopatia e precisa de ajuda. Eu fiquei triste quando os meus animais morreram, mas uma parte de mim morreria se alguém da minha família (namorado incluído) morresse. Percebe a diferença e o motivo de tanto alvoroço? Agora deixa-me ir ali dar uma festinha de boa noite ao meu cão já que vou daqui a achar que afinal não tenho coração.

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    1. Anónimo das 02:37,"É preocupante que te identifiques com a forma de pensar e agir de uma pessoa que sofre de patologia menta". A sério? A sério que é isso que tem a dizer, quando eu claramente só quis dizer que me identifico com o enorme amor que tem pelos bichos?

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    2. Sim, é preocupante se achares que os teus animais de estimação estão ao nível dos teus filhos/sobrinhos e se sentires a mesma coisa por ambos.

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    3. Anónimo das 13.52h a S* foi a pessoa que disse que entre o cão dela e uma criança não sabia quem salvaria primeiro... por isso...

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  9. ai por favor que exagero é preciso sermos razoáveis!!!! acabar com o namorado por deixar a porta aberta? ridiculo !!!

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    1. Acho que isso é um pensamento muito redutor, nós não estávamos lá, não sabemos o que se passou, que relação tinham, etc.
      Já que toda a gente dá a sua opinião, eu que tenho gatos que adoro e a quem nada lhes falta (comida de gama alta, areia biológica boa para o ambiente e para o sistema respiratório deles porque não larga pó, vacinas e desparasitações a tempo e horas, blá blá blá), também vou dar a minha. Respondo a este comentário, mas também podia ser a outro do género:
      Primeiro, é do conhecimento geral o estado emocional/mental/psiquiátrico da Marta Rebelo, e SÓ por isso, as pessoas podiam tentar não partir logo para o enxovalhamento. Nunca simpatizei com ela, mas consigo manter a isenção para analisar as situações – um bocadinho de compreensão para com uma pessoa que está, obviamente, fragilizada, tanto pela depressão, como pelo desaparecimento do animal, é o mínimo que se pode pedir.

      Segundo, eu já tive o meu gato desaparecido umas horas. Foi um sufoco, um pânico, a sensação de incerteza e de dúvida é avassaladora. O meu namorado teve responsabilidade na situação. Temos uma relação de 6 anos e vida conjunta há dois anos. A situação teve um final feliz – dormi mal nesse dia, mas o alívio foi chegando gradualmente. Se não tivesse reavido o gato certamente que a minha relação amorosa não acabaria – não foi algo que na altura tivesse, sequer, pensado – mas ficaria profundamente triste e magoada com o meu namorado. Amo-o demasiado para me separar dele – mas quantas pessoas, por assuntos menores, não ficam a remoer nos culpados das coisas, e depois evocam esses pensamentos recalcados à luz de uma discussão mais acesa?
      Não sabemos que relação a Marta Rebelo tinha com o namorado. Se calhar ele é uma pessoa irresponsável de forma geral – a carta dá a entender que ela já o tinha chamado a atenção várias vezes por causa de descuidar o gato – se ele a desrespeitou neste sentido, de não cuidar e se preocupar com algo importante para ela, porquê continuar com alguém que desrespeita os nossos sentimentos? E se a relação deles não era sequer muito séria, ou se até já estava por um fio, e isto foi a gota de água? Não creio que se possa julgar toda uma situação somente com base numa causa-efeito: gato desaparecido = fim de namoro, pois muito mais estará por trás.

      Finalmente, eu ainda não tenho filhos, por isso, sim, o meu gato acaba por ser tratado como um membro da família, como uma criança – no sentido em que lhe dou amor, carinho, me preocupo ao máximo com o que lhe dou a nível de alimentação e com cuidados de saúde, eu e o meu namorado brincamos quase todos os dias em conjunto com ele (como devem saber, os gatos são muito fáceis de entreter, e extremamente cómicos de se apreciar no seu divertimento). Quando um dia tiver filhos, estou certa que o amor de mãe suplantará tudo, os gatos não deixarão de ter a sua atenção, mas não serão equiparados a irmãos.

      Querida S*, desculpa este longo testamento, que daria uma também uma carta =)

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  10. Eu concordo contigo...a carta é muito bonita mesmo, cheia de sentimento, até à parte onde ela diz que expulsou de casa o namorado, e as razões!

    Odeio as pessoas que criticam outras sem filtros sem se aperceberem que não é uma pedra que estão a afectar.

    Imagino a dor de perder um animal. Eu própria que nunca tive gatos,tinha um de um vizinho que vinha sempre dormir para o meu quarto, e era a coisa mais doce. Mas ele foi adoecendo, e eu pensei que os donos estavam a cuidar dele, mas não o levaram ao veterinário. Quando ouvi que ele morreu chorei até mais não, e ainda hoje tenho saudades do bchinho...fiquei com raiva dos donos pela negligência, mas passou...não consigo guardar rancor!

    Agora, imagina o namorado, (parece) a não fazer de propósito, e a deixar fugir o animal? Também ele não se sentirá culpado?
    Parece-me um exagero total terminar o namoro por isso. Eu podia ficar um mês sem lhe dirigir a palavra, mas porquê iria abandonar alguém que amava? Acho que as pessoas também se chocaram por isso...por ela largar o namorado.

    Eu não passei a gostar mais dela por isso, aliás, pelas polémicas, e pelas atitudes dela, acompanhamento é o que ela precisa...para mim gostar de pessoas e animais é algo que deveria ser normal...não de louvar, o carácter não se define assim na minha opinião!

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    1. Marlene, parece-me redutor acharmos que terminou a relação assim de ânimo leve, "só" por causa do desaparecimento do animal.

      Eu não passei a gostar dela, mas identifiquei-me com a causa dela.

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    2. S* não sei o que se passa dentro de casa dela, e a ser verdade que ela tenha depressão crónica muito possivelmente não será fácil para ela, nem tão pouco para quem se relaciona com ela, digo de experiência própria, que doenças do foro mental, não são fáceis! Mas o que dá a entender a quem possa ler o texto, é que foi por causa do gato...logo, é por isso que digo que seria exagero...eu antes de criticar tento (nem sempre) colocar-me nos sapatos dos outros...

      Mas assim como tu, acho bonito o amor dela ao animal, pois possivelmente era uma companhia essencial no mundo dela! :/

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    3. Eu acho que aquela carta só demonstra um distúrbio emocional e psicológico grave, nada mais do que isso. Aquilo não é amor. Amor não é nada daquilo. Uma pessoa que põe um animal à frente de um namorado e em paralelo com um filho não sabe absolutamente nada sobre amor. E está doente.

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    4. Claro que demonstra anónimo. Como disse, ela precisa de um acompanhamento sério. Mas no mundo dela, ela tinha naquele animal um apoio (exagerado), e temos de entender que não tem o discernimento total. Eu acho qualquer tipo de radicalismo seja sobre a alimentação, animais, filhos,etc...uma parvoíce!

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    5. Concordo em pleno com o Anónimo das 13:01. Uma pessoa não precisa de chamar "filho" ao animal de estimação para as pessoas aplaudirem e dizerem "sim senhora, gosta de animais, logo é boa pessoa". O namorado esqueceu a porta aberta. O gato fugiu. Não foi uma criança que fugiu e foi raptada ou atropelada. Foi o gato. Um erro. Condenável com terminar o relacionamento? Muuuuito exagero. Muito.

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    6. E quantos homens não terminam com as suas namoradas só porque sim? Esta pelo menos teve um bom motivo para o fazer (no entender dela, claro). Em resumo: cada um sabe de si.

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  11. Atenção: eu não disse, em lugar algum, que entendia o fim da relação por causa da fuga do gato. Mas parece-me perfeitamente redutor achar que foi "só" isso. Talvez ela já não estivesse assim tão interessada, talvez achasse que o companheiro negligenciava os animais... ela e ele é que sabem. Nós apenas podemos supor. :)

    Quanto ao facto de humanizar os seus animais, quem sou eu para criticar? Faço o mesmo.

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  12. Para além do absurdo que acho tratar os animais por filhos... Não ficaria muito satisfeita se os meus pais chamassem os nossos animais de estimação de filhos, ou seja, seriam meus irmãos?? A questão é se havia necessidade de expor a situação como a Marta o fez. Se as pessoas querem expor opiniões e a vida delas na net, têm de estar preparadas para ouvir a opinião dos que lêem.

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    1. O que vale é se só quem não tem filhos é que faz essas "comparações"... ao menos valha-nos isso

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    2. Pois anónimo das infelizmente não são. Aliás nem é dizer, é mesmo na forma de agir... eu conheço um caso que a criança não morreu por sorte (porque a mãe, que sabia que tinha um cão que atacava pessoas por tudo e por nada o desculpava... anos depois ainda continuo a ver fotos do cão dela no facebook a dizer que sente muitas saudades, que perdeu um filho... "engraçado" que nunca lá escreveu que ele foi abatido depois de ter atacado 5 adultos e de ter tentado matar o filho - biológico - dela).

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  13. Uma Maluca daquelas????? Só cria polémicas??? Sorte a do namorado ver-se livre dela!!!! Agora tudo se desculpa com depressão!!! Vá-se tratar!! ou o dinheiro como deputada não lhe chega????? Este país qualquer dia não tem crianças!!! Agora a moda é os "filhos" cães e gatos!!! TRISTEZA!!!!Quando estivermos todos velhos,são os cães e gatos que fazem os descontos para a S.Social!!! e não me venham atirar pedras que não gosto de animais!! Quem não gosta é quem os tem e quando vão de férias os ABANDONAM NA ESTRADA!!! ISSO SIM CORTA O CORAÇÃO!!!!!

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    1. O pior é que estes malucos são deputados...

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  14. Acho um exagero certas coisas!
    Mark Margo
    www.markmargo.net (site cor de rosa com celebridades, cinema)

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  15. Desculpem lá... Eu só preciso saber uma coisa... Quem é a Marta rebelo?! (para além da pessoa que escreveu uma carta, etc..). É alguém "conhecido"?! Por que razão?! Nunca ouvi falar de tal pessoa.

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    1. É uma ex-deputada do PS à assembleia da república.

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    2. Ex-assistente (e péssima) na faculdade de direito da universidade de Lisboa. Pelos vistos os alunos livraram-se de uma boa, o país livrou-se de uma boa quando deixou de ser deputada, e agora o namorado (ou ex).

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  16. Gostava que a S* comentasse a nova publicação no blogue da senhora.

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  17. Que dirá a uma mãe que perde um filho? Que desaparece sem deixar qualquer rasto, durante algumas horas, dias ou até uma vida?
    Comparar um filho a um animal de estimação é simplesmente ridículo

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    1. Acho que qualquer pai já passou por aquele milissegundo em que olha e não vê o filho onde esperava que ele estivesse. É inimaginável a dor de não saber de um filho, comparar isso a um animal é gozar com o desespero alheio.
      Ela que vá dizer aquilo à mãe do Rui Pedro, por exemplo.

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    2. O que pensará a mãe do Rui Pedro ao ler uma merda daquelas, gente triste.

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    3. Ou uma mãe no geral. Chega a ser ofensivo.

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  18. Enquanto as pessoas não entenderem que os animais não são pessoas vão continuar a fazer estas figuras ridículas.
    Tratar os animais por filhos???
    O namorado dela é que se livrou de uma pessoa que deve sofrer de um distúrbio qualquer.

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  19. 1 - sempre achei que a dor de um animal desaparecido é maior do que um animal que nos morre.
    2- eu também sou muito "totó" com os meus animais e não lido NADA bem com a morte. Mas sei que me devo resguardar o mais que conseguir quanto a isto (ao facto de ser muito totó com os meus animais).
    3 - se o meu namorado não tivesse o amor, preocupação, compaixão que tem pelos animais... é muito provável que já não namorássemos porque éramos completamente incompatíveis: - Percebe, apoia e respeita a minha enorme dor quando um animal meu parte. - Ajuda-me quando eu não posso dar de comer aos de rua (sem dono). - Já ficou tantas vezes como fat com animais que encontrei. Etc.
    4 - uma vez a minha mãe perdeu o nosso cão (calma, ele apareceu dias depois) que ainda era cachorro. Ela estava de rastos e eu nos primeiros minutos compreendia-a e reconfortei-a mas depois... quando o medo, a angustia, a dor e tudo e tudo começou a apoderar-se de mim eu nem conseguia olhar para a minha mãe. Eu sabia que ela não tinha feito de propósito e via como ela estava de rastos mas mesmo assim e sem eu querer os sentimentos menos bons (da minha parte) vieram ao de cima.
    5 - para terminar. o amor, como tudo, é relativo e só diz respeito ao coração de cada um!

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    1. Sendo sincera, o ponto 4 revela que realmente há alguma coisa de muito estranho em si. Assim como outras coisas. Não acha que isso é uma obsessão? É que, pelo texto, parece que tudo na sua vida se centra de volta de animais e que mete em segundo plano tudo o resto, incluindo as relações com as pessoas que lhe são próximas.

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    2. Não acho. Tenho a minha vida bem estruturada e amor suficiente para partilhar com os meus de 4 patas e os de 2 pernas, ao contrário da grande maioria. ;)

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  20. Bom, se a minha Biazinha desaparecesse (como já aconteceu uma vez) eu ia ficar tristíssima, mesmo. Porque adoro a minha bichaninha. Mas compará-la ao meu filho???!!!! Jamais! Se tivesse de escolher entre os dois, ou mesmo entre ela e o meu marido...opá, mil vezes a gata! Msas está tudo doido? Comparar um animal (por muito que se adore) a um FILHO???!!! Gente maluca, só pode! Tenham filhos e depois falamos. Ou, se calhar, não. Continuarão a preferir os animais, quem sabe? Se assim for, façam um favir a vós e à Humanidade: não procriem e fiquem-se pelos animais de estimação. Ah, e já agora, tratem-nos bem e, sobretudo não os abandonem quando quiserdes ir de férias (ouço tantos (as) a falar dos seus animais com tanto empenho e quando têm de ir de férias (um hotel para eles não é barato) tumbas.... olho da rua! Tê-los próximo de nós (e a minha não sai de casa que eu quero que ela dure o máximo de tempo possível e não a quero perder, nem que ande à luta com outros gatos e fique magoada) tratá-los bem, levá-los ao veterinário sempre que necessário e dar-lhes miminhos é suficiente para se fazer um animal feliz. A minha é! Tem uma vida que até eu gostava: come, brinca, dorme, brinca, come, dorme e assim sucessivamente, sem preocupações. Do resto trata aqui o staff dela.

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    1. Mas em que é que lhe afecta a "vizinha do lado" tratar e falar do animal de estimação como um filho? Nada! Não percebo essa revolta e azia. Enfim. Acho mesmo que é preciso mais meia dúzia de filhos para esta gente toda ficar mais ocupadita e não ter tanta energia para andar a espalhar veneno.

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    2. Mas qual vizinha do lado???? Se tivessem filhos e muuuito que fazer com eles, de certeza que essas cabecinhas funcionariam melhor! Tratem-se! Deteste fundamentalismo, seja na política, na sociedade ou no amor (!!!????) exarcebado pelos animais. Eu gosto muito da minha gata, mas não a amo! Amor é outra coisa. Pôr o amor pelos animais ao nível do amor pelos filhos é de gente doente. E já agora, faça um favor a si própria e à humanidade: não tenha filhos (é que eles dão muito trabalho, sabe? São noites sem dormir,é o aparecimento dos primeiros dentes, as idas às urgências a meio da noite por causa de qualquer virose (que na cabeça dos bons pais se transforma num drama), as muda das fraldas, a alimentação a tempo e horas, as birras, etc, etc. E depois como teria tempo para tratar os animais, também como filhos (com o que isso implica, claro....) Não, os animais não são como os filhos. É muito giro dizer-se que sim mas a verdade é que não dão nem metade do trabalho, mesmo que sejam muitos. Por isso é que muita gente em vez de ter um filho, adota um animal. Quero ver daqui a uns anos quem trabalha para sustentar a SS. Talvez os cães e os gatinhos, não? Um pouco de bom senso não faz mal a ninguém e... precisa-se. Urgentemente!

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  21. Acho incrível como as pessoas se sentem no direito de julgar outras, mesmo sem estar na pele dessas mesmas pessoas. E se a senhora realmente considerar o gato um filho? E se o amar mais do que qualquer pessoa? Quem somos nós para julgar?! Só ela sabe as pessoas que estão na vida dela, so ela sabe o que passou na vida, só ela sabe como o gajo a faz sentir. Que mania de julgar aqueles que não conhecemos.

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    1. Então basicamente vive a sua vida sem ter opiniões sobre nada?

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    2. ter uma opinião sobre determinado assunto não é bem a mesma coisa que andar a chamar pessoas de malucas na internet porque elas dizem que amam o seu animal de estimação. M

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    3. Mas isso é a sua bitola, e já reparou que também faz um julgamento nos mesmos moldes dos que condena?

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    4. Pelos vistos há gente que não tem opinião sobre nada (ou não dá o direito dos outros terem opinião, o que ainda é pior). Vai-se a ver e passam o tempo a opinar. Que raio pensa que está a fazer quando diz "Que mania de julgar aqueles que não conhecemos."?

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  22. Eu recordo-me de um namorado ter agarrado o Eros pelo pescoço e de como foi dificil perdoar e digerir a situação. Por isso se o tivesse deixado fugir... não sei se conseguiria voltar a olhar para ele. Estou solidária com a Marta.

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    1. Então ajuda a procurar o bicho! Tanta solidariadadezinha na net, caramba, mas no terreno é que vos queria ver...

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  23. Uma coisa eu consigo retirar disto tudo que é dito em relação à tal carta.: em Portugal, critica-se muito mais as pessoas que têm verdadeiro afecto pelos seus "amigos" de 4 patas do que as pessoas que maltratam e abandonam esses mesmos "amigos" de quatro patas.
    Por isso, é que as associações que protegem e salvam animais estão sempre a rebentar pelas "costuras" porque não conseguem ter lugar para recolher tantos animais vítimas da "amizade" dos humanos.
    Tal como Leonardo da Vinci dizia: "virá o dia em que a matança de um animal será considerado crime tanto quanto o assassinato de um homem". Espero que esse dia venha depressa. No entanto, por aquilo que tenho assistido, em Portugal esse dia virá muito depois.

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    1. A meu ver, o grande mal de Portugal é as pessoas darem mais beneficios a cães e gatos do que a crianças.
      Nunca em nada que envolva um acidente com uma criança e um animal é protegida a criança. Os fanáticos só se preocupam com o animal... ai coitadinho... e a criança?! Dessa nem o nome sabe e se ficar para o resto da vida com problemas, ou se morrer?! Que se f*** a criança! O que interessa é o animal.
      Acho que revela muito realmente.

      (e eu não sou a favor que se maltrate animais. Mas acho qualquer pessoa que seja capaz de fazer mal a uma criança só para beneficiar um animal, repugnante )

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    2. Eu acho o comentario inicial horrivel, comparar o assassinato de uma pessoa com o matar de um gato ou uma mosca parece-me absurdo.

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  24. Acho um exagero. Sim gosto de animais, tenho um que amo de paixão mas daí a tratar por filho, não me parece razoável! Cada macaco no seu galho!
    Ela não devia gostar muito do namorado, tenho a certeza que o rapaz não fez de propósito e deve ter sofrido também!
    Compreendo o sofrimento dela, mas a reação acho exagerada e vir para as redes sociais com uma carta acho estapafúrdio!

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    1. Exatamente! A dor, se é verdadeira, é privada! Muito privada! quem está a sofrer não o espalha aos quatro ventos. Recolhe-se. Normalmente fecha-se na sua "conchinha". E, também a "roupa suja" lava-se em casa. Vir falar mal do namorado e contar a sua vida pessoal só demonstra que a senhora precisa de tratamento. Meu Deus, agora tudo se põe nas redes sociais. Porra, já não há decoro. Deve ser uma espécie de catarase. É bom, assim já não precisa de pagar ao psicólogo.

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  25. Tás enganada... o Benny (que, entretanto mudou de nome para não lhe apalparem o rabo - agora adoptou o nome de Gingão), não está no sofá de nenhuma Conceição. Amantizou-se com a Ranholas, uma gata boazona dos subúrbios que é louca por sexo.
    Manda dizer para não contares mais com ele.Que já nem podia com o cheiro dessa m**da das latinhas de salmão. Agora está mais virado para novos sabores: cabeças de chicharro, tripas de sardinha e petiscos do género.

    Agora o gato é que está feliz... Azar do rapaz que se calhar apaixonou-se por esta Marta Rebelo e por causa de um descuido vai sofre. Rapaz ultrapassa esta maluca e procura uma mulher que te ame a sério. Nota eu adoro animais, mas há que separar as coisas... A não ser que ele tivesse feito de propósito que não aprece o caso que ela nunca o acusou disso.

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