quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Dos fracos exemplos

Sem ofensa a quem o faz (mas já "ofendendo"...), mas choca-me ver pais a fumar à frente de filhos. Não digo "à frente" de filhos adultos, que já sabem pensar por si. Mas choca-me ver pais a fumar despreocupadamente à frente de filhos pequenos. Acho irresponsável.

Filhos esses numa idade em que são muito influenciáveis. Filhos que vão achar que só pode ser bom fumar, visto que os pais o fazem. Filhos que provavelmente vão querer experimentar, pelo menos para saber como é, e que poderão ficar viciados no maldito tabaco que tantas vida ceifa.

Os meus pais sempre fumaram. Agora nenhum fuma. Mas eu só soube que fumavam quando já conseguia pensar nas coisas. A primeira vez que vi a minha mãe fumar, eu devia ter uns 13 anos. Sei que fiquei mesmo surpreendida com a descoberta, não imaginava tal coisa. O meu tio fumava dois ou três maços por dia, e também nunca o vi com um cigarro na mão.

Coincidência ou talvez não, somos três irmãos, nenhum dos três fuma. E, tanto quanto eu sei, nenhum de nós alguma vez o texperimentou fazer. 

68 comentários:

  1. A coisa não é assim tão simples... ( não estou a defender-me porque não fumo):)

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  2. Isso não é mesmo nada linear.
    Acho que as maiores influências nesse campo são os amigos, não os pais.
    Os meus pais fumam, sempre fumaram, eu sempre soube e nunca quis fumar. Nem eu, nem a minha irmã.

    ateaos30ficoboazona.blogs.sapo.pt

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  3. Pode ter a ver, pode despertar a curiosidade mais cedo a criança! Mas não é regra...
    Os meus pais nunca fumaram e eu acabei por ser fumadora! Hoje já não fumo, felizmente.

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  4. Não acredito que influencie. Os meus pais nunca fumaram nem temos familiares próximos que fumem e em 4 filhos 3 fumam/fumaram.
    Mas compreendo. Quando eu e o marido decidimos ter um filho 1º deixamos de fumar. Era incapaz de fumar estando grávida e ambos também incapazes de fumar na presença dum filho!!

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  5. Parabéns a prima então --'
    Somos tao boas pessoas porque não fumamos. E nem sequer experimentamos, que nojo sentimos dos fumadores, eu e os meus irmãos somos mesmo imaculados.

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    1. Que disparate de comentário. Se não tem nada de jeito para escrever, não escreva.

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    2. A S* não poderá sentir assim tanto nojo pois ela própria já admitiu que o namorado fuma. Há a quem faça mesmo confusão ter alguém que cheire mal, com mau hálito, dentes amarelos, má pele, e isto são apenas as coisas visíveis....

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    3. Também já admitiu que o tentou obrigar a parar. Tenham juízo.

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  6. Também me faz confusão mas o que me faz ainda mais confusão são aqueles pais que dizem imensos palavrões à frente dos filhos pequeninos!
    beijinhos
    http://direitoporlinhastortas-id.blogspot.pt/

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  7. Ninguém disse que é taxativo e decisivo. Mas acredito que seja uma valente influência. ;)

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  8. Nada disso, mesmo nada disso.
    Os meus sempre fumaram à minha frente, o meu avô paterno também, tios também. Basicamente cresci rodeada de fumadores e era uma fundamentalista enorme!! Completamente anti tabágica, a sério era mesmo. Até ao dia em que quando já devia ter idade para ter juízo (19 anos), experimentei um cigarro, naquela deixa cá experimentar para ver a que sabe. E pronto.....comecei a fumar por estupidez minha e nada mesmo nada por influência de outros.

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  9. Os meus pais sempre fumaram sem preocupações algumas à minha frente e eu sempre fui contra esse vicio..

    Não me parece que esse hábito tenha muito a ver com a educação, mas sim nas escolhas (boas ou más) que cada um faz para si. Acredito que mais facilmente se começa a fumar por influência de amigos ou dos média do que dos pais.

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  10. O pior é ainda os que fumam dentro do carro com os filhos lá dentro sem se preocuparem com os malefícios. Enfim....

    http://finddyourway.blogspot.pt/

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  11. Eu acho que os filhos não vão fazer por achar que está bem, têm simplesmente de perceber que os pais nao são perfeitos, também fazem asneiras e deve servir-lhes de exemplo para não o fazerem. Afinal, os filhos devem sempre tentar ser melhores que os pais

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  12. Concordo plenamente com a Filipa Santos.

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  13. também acho irresponsabilidade dos pais fumarem em frente aos filhos! irresponsabilidade e falta de respeito!

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  14. Eu comecei a fumar muito cedo, quando engravidei deixei de fumar, depois recomecei, e a verdade é que a minha filha é hoje adulta e ela própria foi uma grande influência para que eu deixasse de fumar de vez. Neste caso acho que ela sempre detestou o cheiro do tabaco embora eu nunca tivesse fumado dentro de casa. O meu marido nunca fumou, portanto eram dois contra uma...:-) E ainda bem!
    xx
    Nada é linear nesta vida.

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  15. Sinceramente, acho que não tem nenhuma relação. A menos que seja comportamento que se promova.

    O meu pai fuma e sempre o ouvi dizer que não o deveria fazer, mas que tendo começado tinha ficado viciado, e que o mal foi ter começado e inconsciente. Sempre me disse que não o deveria fazer, por colocar a minha saúde em risco e, consequentemente, também a minha saúde.

    Apesar dele fumar, sempre me disse que era "errado" e porquê. Além de que os meus pais também diziam que embora procurassem agir o melhor possível, às vezes erravam e tomavam más decisões ou comportavam-se menos bem, o que não significava que eu lhes pudesse seguir as pegadas.

    Como alguém referiu, acho que os pares são as maiores influências no que respeita a fumar. Talvez esteja errada, mas acho que ninguém fuma porque vê o pai ou a mãe a fumar, mas se for o melhor amigo, ou o colega mais in da escola...

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    1. *o mal foi ter começado jovem

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    2. *também a minha vida (:P)

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    3. Melissa, os nossos pais acabam por ser figuras de referência. Eu achei responsável que a minha família não tenha mostrado que fumava, embora o fizesse. Assim não cresci habituada ao cheiro do tabaco e a ver os pais e tio de cigarro na mão.

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  16. Olha os meus pais fumam desde que me lembre mas nunca o fazia ao pé de mim iam para o quintal e isso não me influenciou não fumo é apenas o meu ponto de vista não te estou a criticar. Mas já vi pessoas a fumar com crianças ao colo e acho isso inadmissível enfim.

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  17. O que me choca mais nem é o mau exemplo, ē fumarem ao pé dos miúdos como se nada fosse. Fumadores passivos logo desde nascença. :/

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  18. Fumar em frente a uma criança, obrigando-a a inalar o fumo mau. Mas não vejo que um filho saber que o pai fume o vá levar a fazer o mesmo. Os meus pais não fumam, a minha mãe fumou, mas nunca me lembro de ver, e eu sou fumadora. Comecei porque fui parva, porque os amigos fumavam, etc. Acho mesmo que uma coisa não leva a outra. Muito pelo contrario. Acho sempre que os filhos de pais fumadores são completamente anti tabaco e muito mais conscientes do mal que faz, do mau cheiro, do mau hálito... Mas pronto isto tb não e uma verdade cientifica.

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  19. Tens toda a razão S*! Péssimo exemplo para as crianças. Mas mais ridículo ainda é ver uma grávida fumar ou uma mãe com uma criança de meses no carrinho e vai a fumar e a empurrar o carrinho! É uma imagem linda! E eu infelizmente vejo tantas!

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  20. Discordo completamente. Não se pode generalizar. Os meus pais sempre fumaram à minha frente e da minha irmã, assim como tios e tias e ambas sempre abominamos o tabaco. Até hoje, já adultas. No meu caso, acho até que o facto de eles fumarem nos influenciou no sentido de não o fazermos.
    Tudo depende da nossa cabeça.
    M.

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  21. Que pensamento tão pequenino. Achas mesmo que é melhor uma criança com 13 anos, que não, ainda não passou a idade de ser influenciável ( muito pelo contrário ), descobrir com espanto que a mãe fuma do que crescer com essa realidade apresentada de forma natural? Eu por acaso acho que se só tivesse descoberto aos 13 anos que o meu pai fumava, aí sim, ia achar a maior curiosidade. Se o meu pai "começou" a fumar, então deve ser espectacular, era o que o que pensaria. Como já deu para perceber, o meu pai sempre fumou, também sempre perdeu tempo a explicar-me as repercussões disso, perdeu tempo, muito, a educar-me em todos os sentidos, no esclarecimento dos vícios também. Nem eu, nem a minha irmã fumamos alguma vez na vida. Nem tivemos curiosidade, convivemos com isso, não se apresentou como uma surpresa nem despertou curiosidade. Sempre tivemos uma relação honesta com os nossos pais. Acharia um disparate enorme o meu pai andar a fumar às escondidas. Para isso, que tivesse força de deixar de fumar, se pensasse que me iria influenciar negativamente. Isso sim, era de valor. O meu pai nunca escondeu e também nunca nos influenciou. Acredito que se achasse que íamos fumar por unicamente vê-lo fumar, então largaria o vício em vez de o esconder até à madura idade dos 13 anos.

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    1. Se o seu pai fuma à sua beira, acho irresponsável. E acho mau exemplo, sim. Pensamento pequeno ou grande, é o meu.

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    2. Conheço muita gente que começou a entrar quando entrou para a faculdade. E lá está, pela influência dos colegas - e estamos a falar de gente de 18 anos. Digamos que no secundário lá se livraram da "influência" porque no grupo de amigos ninguém fumava, o que não se passava na faculdade - deviam achar que isso era o último passo para entrada da vida adulta.
      Até conheço um rapaz com 30 e poucos anos que se deixou levar pela nova namorada e começou a fumar! E os pais nunca fumaram. Por isso, no geral, concordo que o grupo de pares é, sem dúvida, a derradeira influência para alguém começar ou não a fumar, e não os familiares.

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  22. Opiniões à parte, fumar à beira de crianças, tornando-as fumadores passivos, parece-me uma irresponsabilidade. Por isso defendo que os pais/tios/primos/o que for, se afastem para o fazer.

    Na minha casa não se fuma. O namorado fuma na varanda. Eu não tenho de sair prejudicada por ele.

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    1. Isto devia ter sido o teu post, fumar junto de crianças e torna-las fumadoras passivas é horrível e uma falta de respeito, mas os filhos saberem que os pais fumam não é grave e duvido que influencie. Quem influencia são os amigos e os namorados, não os pais.
      E aos 13 anos não passou a fase mais influenciável, essa é precisamente a fase em que mais facilmente os miúdos se deixam levar pela curiosidade, principalmente porque de repente vê a mãe a fazer algo fora do comum, e é precisamente o facto de não ser vulgar que os pode levar a querer experimentar

      AnaC

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    2. Mas esse é outro assunto, S*! Ninguém defende - acho eu - que é muito bonito e espetacular fumar em espaços fechados onde estejam crianças ou sequer animais (que também são fumadores passivos e podem sofrer muito com isso, sabias?). É uma irresponsabilidade e uma estupidez! Agora na rua ou na varanda, como o teu namorado, ou a tal mãe que vai a empurrar o carrinho e a fumar que alguém aí referiu, não vejo qualquer problema à excepção das consequências nefastas para a saúde da pessoa fumadora. Os meus pais fumavam quando eu era pequena, embora sempre tenham fumado pouco - um ou dois cigarros por dia, um pouco mais se estivessem num ambiente social, como um jantar de amigos. Nunca fumavam dentro de casa. O meu avô, os meus tios, também fumavam. E eu via. Sempre me explicaram que não o deveria fazer porque era tóxico e viciante e explicavam que eles próprios, se conseguissem, gostavam de deixar de fumar. A minha mãe acabou por deixar mesmo. S*, eu acho que é muito melhor exemplo para os filhos mostrar que os pais não são perfeitos, não os colocando numa redoma e explicando que os pais que amam os seus filhos também têm comportamentos negativos. Acho muito mais positivo do que criar os filhos a achar que os pais são imaculados e depois aqueles chegarem à adolescência e descobrirem, de forma chocada, que afinal não, que os seus pais tinham comportamentos maus e ainda por cima que o faziam às escondidas. Lembro-me de ser pequenita e pedir aos meus pais para deixarem de fumar, dizer que detestava cigarros, coisas que aprendi com eles porque, apesar de serem fumadores, sempre me explicaram que o tabaco era algo negativo. Eu própria, que em pequena sempre soube que os meus pais fumavam, só vim a experimentar fumar no fim do secundário - lá está, provando que a influência dos pares/amigos é bem maior nestes assuntos - e fumei durante alguns anos, embora muito pouco. Depois deixei totalmente, não me custou nada e hoje não fumo de todo. O meu marido fuma socialmente e nunca dentro de casa, porque nenhum de nós gosta do cheiro empestado a tabaco na nossa casinha e porque temos um cão que não tem que ser prejudicado por maus hábitos dos donos. Em conclusão, S*, hoje não estou de acordo contigo.

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    3. S, essa do "faz o que eu digo, não faças o que eu faço", não me convence, desculpa. Dizer às crianças que não devem fumar, mas fumar, não é argumento que me convença. Acho que se puderem evitar mostrar que são fumadores, o devem fazer. ;)

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    4. S*zita, podes não te convencer à vontade porque eu não gosto de impor as minhas ideias a ninguém, mas aponto só à tua resposta que "faz o que eu digo não faças o que eu faço" é precisamente o que os pais que fumam às escondidas dos filhos fazem, agravando um mau exemplo - que fumar é, sem dúvida, embora não ache como já expliquei que vá ser isso a fazer dos filhos fumadores - com um exemplo muito pior que é o da mentira!! Mentira essa que, mais cedo ou mais tarde, vai ser descoberta, provavelmente por um adolescente e precisamente na fase mais influenciável da sua vida em que vai ser muito mais chocante para ele descobrir 1. que os pais fumam e 2. que os pais lhes mentiram. Estás a ver o mal da coisa, não estás? Hoje, agree to disagree :)

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    5. É que eu, com as crianças, sou muito apologista da verdade - em tudo. Acho errado escudá-los do mundo. Acho péssimo os pais que não contam, por exemplo, a um filho que o cão morreu. Que lhe dizem que foi para o veterinário ou para uma quinta morar. É estúpido, é mentira (mais uma que vai ser descoberta cedo ou tarde) e é não preparar as crianças para lidarem com as coisas da vida, como a morte e os maus hábitos. Claro que se pode suavizar a coisa (dizendo, por exemplo, que o cão foi para o céu dos cães e é lá uma estrelinha ou um anjinho canino ou uma coisa assim) para não traumatizar os miúdos, mas mentir é que não :)

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    6. S*, não me leves a mal mas já estás a mudar de conversa. Uma coisa é um filho não saber que os pais fumam, devido às influências, outra é os pais fumarem ao pé dos filhos, devido à saúde da criança.
      Como eu disse acima, sempre soube que os meus pais fumam, mas nunca fumaram perto de nós, por uma questão de saúde ;)

      ateaos30ficoboazona.blogs.sapo.pt

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  23. Concordo contigo. Não por achar que seja o acto em si que vá provocar alguma curiosidade, mas sim porque podem ver naquilo como uma forma de escape, percebes? Uma forma de lidar com as situações mais complicadas (conheço um caso assim). Claro que (e falo por experiência própria) a maior influência e, algumas vezes, pressão(!) vem da parte dos amigos. Fui pressionada várias vezes mas, claro, soube pensar por mim mesma. E claro, acho horrível alguém fumar ao pé de quem não fuma (ainda para mais se for criança). Eles têm todo o direito de fazer o que quiserem, mas nós temos direito de não levar com o fumo.

    http://miscelaneathesecond.blogspot.pt/

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  24. S*, este teu comentário das 08:43 é uma tentativa de virar o bico ao prego. Se estamos a falar de fumar perto de crianças e torná-las fumadoras passivas, o assunto é um. Se estamos a falar de influência e do facto de, na tua opinião, ver os pais fumarem aumentar grandemente a probabilidade de os filhos fumarem, o assunto é outro. No teu post falas apenas de exemplo, de influência. Em relação a este novo argumento, digo-te que o meu pai não fuma dentro de casa. Nunca fumou. Mas sempre soube que ele fumava. Foi nisso que baseei o meu comentário. Reitero que, se a tua mãe te escondeu o vicío é porque acreditava que poderia ter uma influência negativa em ti. Mais bonito do que esconder, era tê-lo deixado, já que era essa a sua convicção. O meu pai nunca acreditou que, pelo facto de fumar, eu fumaria ou teria maior probabilidade de o fazer, por isso não o escondeu, nem o enalteceu, educou-me e não fumou perto de mim porque, felizmente, é uma pessoa suficientemente inteligente para perceber os prejuízos associados a esse comportamento. E com 13 anos ninguém tem maturidade para pensar convenientemente acerca de vícios. Nem fisiologicamente conseguimos prever as consequências ou ter noção de risco (o córtex pré-frontal não está amadurecido). Por isso, mais vale ser exposto a uma realidade desde cedo e não a estranhar nem fazer grande coisa disso, do que ser exposta a ela aos 13 anos e lidar com todas as questões que surgem sem maturidade para tal.

    Anónima das 07:31.

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    1. Anónima, a minha mãe já deixou de fumar. Mas adiante. Eu, se fumasse, não o faria à frente dos meus filhos. E o meu namorado, quando tiver filhos, certamente não o fará à frente de crianças. Pelo mau exemplo que EU julgo que dá, e pelos efeitos na saúde das crianças. Acho errado. Mas isso sou eu... cada um sabe de si. Eu acho que é um vício tão feio e prejudicial que qualquer "exemplo" deve ser evitado.

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  25. Tudo uma questão de princípios, há quem fume junto dos filhos pequenos tal como há pais que molham as chupetas no copo do vinho antes de a meterem na boca das crianças...
    Impõe-se que quem fuma respeite tal como se deve dar a liberdade de opção fumar . Diga-se que comecei a fumar com 13 anos quando fui estudar para o ex- Liceu Gonçalo Velho assim foi acontecendo até aos 17 anos, quando aprendi na boca de alguém que "beijar alguém que fuma pode assemelhar-se a lamber um cinzeiro"....e desta forma, hoje são quatro adultos em casa(ainda não há crianças) e ninguém fuma, quando nos juntamos cá em casa com amigos que fumam a regra é conhecida de todos, não há cinzeiros, portanto fumar é na varanda ou no quintal.

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  26. Também confesso que é algo que me faz tremenda confusão


    Sónia
    www.tarasemanias.pt

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  27. Fumar ao pé de crianças só por si é desprezável :|

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  28. Concordo! E digo mais, não gosto que fumem ao pé de mim e já sou adulta.

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    1. Também sou assim, apesar de já ter fumado e muito! Há quase 10 anos que não fumo e detesto levar com o fumo dos outros!

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  29. É grave, mas há situações bem piores!...

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  30. Então beber vinho ou cerveja ao pé dos filhos também os infliencie e tornar-se-ão alcoolicos???
    Por favor

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    1. Não. Obviamente que não. Mas eu não acho bonito nem responsável fumar ao pé de crianças, por tudo o que isso implica.

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    2. Obviamente que não porquê? É exactamente a mesma coisa! Aliás,o alcoolismo em Portugal é um flagelo muito mais grave e que muito mais vidas ceifa que o tabagismo! Então se juntares as situações de violência doméstica e mortos na estrada causados pelo alcool upa upa!! É o mesmo mau exemplo e a meu ver mais uma coisa que não se deve esconder dos miúdos,mas sim falar sobre isso,explicar que não se deve abusar,enumerar os perigos e malefícios...enfim,falar com sinceridade e de forma adequada com as crianças sobre tudo é uma grande ferramenta pedagógica. Não é muito coerente defender que um mau exemplo se deve esconder e outro não.parece-me que isto é mais uma opinião fundada nas tuas experiências pessoais (porque te esconderam serem fumadores e tu nunca fumaste mas se calhar até beberam uns copos de vinho e cervejas à tua frente e não foi por isso que te tornaste alcoólica) do que uma opinião pensada sobre um tema.mas como viste a tua experiência empírica é diferente da de muita gente (arrisco dizer da maioria das pessoas). S

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    3. Oh anónimo das 19.17, a sua argumentação não faz sentido uma vez que se eu beber 1 cerveja, não fico bebeda nem "alegre", portanto não coloco em causa a segurança da criança. Ao fumar, ela está a inspirar os fumos tóxicos e cancerígenos. Mais, a maioria das pessoas bebe com moderação e não como uma adição: se lhes for pedido para parar param, sem quaisquer sintomas de abstinência. No tabaco isso não acontece: ele tornasse rapidamente um vicio!
      Ana

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    4. Olá Ana, fui eu que comentei ontem às 19:17 - pois saiba que o que diz não é verdade, um cigarro ou dois por dia é inofensivo para a saúde. Tanto que os médicos até permitem às mulheres grávidas fumadoras que fumem essa quantidade, mas permitem-lhes ZERO álcool, porque é muito mais tóxico para o feto, sabia? É assim. Fumar nessas quantidades não é mais prejudicial à saúde do que morar numa cidade com a consequente poluição. Quanto ao vício não generalizemos, eu fumei durante alguns anos uns poucos cigarros por dia e nunca fui viciada, quando quis deixar deixei e não me custou nada. Nem todos os fumadores são viciados e nem todos os bebedores são alcoólicos (mas muitos são, ao contrário do que pensa). Mas ambos são maus exemplos para as crianças. Como é óbvio, não se deve fumar perto das crianças porque o fumo lhes faz mal, ninguém defende o contrário, mas o post da S* não é sobre isso, é sobre o exemplo.

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    5. S*, por que é que não respondes a comentários como o das 19:17 e das 10:03 (os dois da mesma pessoa, pelos vistos)? É que estes explicam o que é que está errado no teu pensamento mas tu escolhes ignorar. E já agora, é um bocado parvo estares a sugerir que alguém aqui acha aceitável que os pais puxem fumaças do cigarro para cima das crianças. Não se depreende isso de nenhum comentário, mas tu, de alguma forma, talvez por te ser conveniente, depreendes. Mas olha que é apenas desonesto da tua parte.

      Quanto a mim, sempre convivi com familiares fumadores (não com eles a mandarem fumo para cima de mim, obviamente!), eu e mais três irmãos, e nenhum de nós deu para fumar. Mais facilmente experimentaria atrás do pavilhão da escola, com os meus colegas, para me "integrar" - mas como eu não papo desses grupos, também não me deixei influenciar, embora tivesse sido fortemente levada a isso. Mas mesmo que experimentasse, não vinha mal nenhum ao mundo. Não sei onde é que foste buscar essa ideia de que uma pessoa que experimenta fumar tem uma alta probabilidade de ficar viciada. Para muita gente que se inicia nisso só apetece fumar com o elemento social à mistura.

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    6. S, o que disse não está cientifica e medicamente correto (e digo-o porque é a minha área de formação). Quanto ás grávidas, os médicos não lhes proíbem o tabaco por uma única razão: os sintomas de abstinência são desagradáveis e são mais perigosos para a grávida e para feto do que alguns cigarros (porque é-lhes aconselhada uma redução do nº de cigarros). Quanto ao álcool, os médicos proíbem o álcool como medida preventiva: de facto, a síndrome alcoólica fetal só foi verificada em estudos cujas grávidas tinham uma forte dependência do álcool e de outras drogas. Não sou a única a defender este ponto de vista, inclusive o Dr. Hipólito Reis (professor jubilado da Faculdade de Medicina do Porto) transmite estas ideias nas suas aulas. Ou seja, apesar de não ser dito ás grávidas, beber esporadica e moderadamente não acarreta riscos para os fetos
      Discordo consigo neste ponto (e aqui admito que não é uma verdade científica, mas sim uma opinião pessoal): beber moderadamente e esporadicamente não é um mau exemplo para as crianças. A proporção de fumadores/ fumadores aditos é muito superior à de consumidores de bebidas alcoólicas/alcoólicos.
      (no meu comentário em cima é torna-se, não tornasse: erro meu!)
      Ana

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    7. S desculpe mas está errada. Os médicos permitem 2 cigarros porque há pessoas que engravidam sem querer (ou são inconsequentes e engravidam de forma planeada antes de pararem de fumar) e como os sintomas de abstinência + o stress provocado pela falta de cigarros provocam MUITOS problemas ao feto eles permitem um máximo de 5 cigarros para as grávidas que são extremamente dependentes do tabaco. O mesmo se dá com pais toxicodependentes - nenhuma droga pode ser retirada na totalidade de um momento para o outro mesmo estando a pessoa grávida.
      É um mal menor, calculado para tentar minimizar os efeitos na criança e no seu desenvolvimento mas trás quase sempre algum efeito secundário para a criança, sim.
      O tabaco é tratado como uma droga e só não é retirado de imediato porque os sintomas de abstinência são muito mais prejudiciais ao feto do que os 2 cigarros. Mas ambas as soluções podem trazer sérios problemas ao feto.

      Falar sem conhecimentos médicos é algo muito grave e dá nisto: desinformação.

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  31. Não posso falar muito porque fui fumador e naquela altura não havia esse tipo de preocupações. Mas não me parece que seja por aí que os filhos começam a fumar. A minha não fuma, apesar de nós nunca termos escondido que éramos fumadores. Assim como eu não me tornei alcoólico por ver o meu pai sempre perdido de bêbedo. :-)

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  32. Concordo contigo, nem só pelo exemplo como até por causa do fumo.
    beijinhos

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  33. A mim choca-me mais ver as grávidas a fumar...

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  34. O meu pai sempre fumou. À minha frente, à frente do meu irmão, à frente da minha mãe. Eu comecei a fumar com 16 anos (porque os meus amigos fumavam e eu achava que era fixe). O meu irmão nunca fumou. Nunca tocou num cigarro. Qual é a justificação? Será que eu sou mais influenciável que o meu irmão? É óbvio que sou. Será que foi por culpa do meu pai que eu comecei a fumar? Não.Eu lembro-me muito bem do sermão que levei quando ele descobriu que eu fumava. Três anos depois.

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  35. Por fezes isso influencia, outras vezes são os colegas. Acho que depende um pouco do ambiente ou com quem convivemos.

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  36. Já muita tinta correu nestes comentários. A minha opinião é apenas mais uma, certamente, igual a muitas outras que por aqui tens (porque não li todas) e vale o que vale. Isso não é linear. Tanta gente há q não fuma e são filhos de fumadores (e sempre o souberam) e vice-versa. Não acho q seja por aí, mas isso sou eu!

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  37. Querida, dizem que filho de fumador raramente fuma. Não concordando em absoluto com esta teoria, não posso concordar também com o que dizes já que posso dizer-te que a minha mãe desde sempre fumou à nossa frente e nós não podemos com cigarros.

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  38. o meu avô sempre fumou á minha frente e eu detestava. cresci e continuo a detestar, nunca sequer experimentei nem tenho curiosidade. já me disseram que devia experimentar para ter a certeza mas acho completamente desnecessário. o meu ex namorado fumava e sempre que falavamos no futuro, a regra era: só pensava em filhos depois dele deixar de fumar. sou completamente contra. mesmo que não fumem á frente da criança, mesmo que fumem fora de casa, não me interessa. infelizmente perdi o meu avô por causa do cancro do pulmão e isso só veio ajudar a minha decisão de não construir vida com alguém que se mata todos os dias um pouco. por isso concordo contigo, por motivos de influenciar ou por ser mau para a saúde.

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  39. Muito honestamente, acho que isso vai de cada um. O meu Pai sempre fumou à minha frente...e fumava como um cavalo e no entanto eu não fumo nem tive vontade para isso...acho que por o ver a fumar tanto que ganhei impressão!!

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  40. S* antes de ser má influencia é péssimo para as crianças conviverem com esse hábito, especialmente no que toca à saúde. Saber-se ou não que os pais fumam vai de pessoa para pessoas mas acho "errado" que o façam no carro, em casa, ao almoço... com os filhos presentes. Mas sou adepta que todo o santo assunto deve ser falado e desmistificado. Porque nada pior que a pressão dos amigos. Todos nós passamos por isso e nem toda as pessoas tem a "força"/"conhecimento"/"vontade" de dizer que não querem. Porque, sejamos francos este não é um vicio que dê benefícios... E se há gente que se está nas tintas para o que os supostos amigos pensam dela por não querem perguntar há pessoas que precisam dessa aprovação. E para isso a influencia dos pais na adolescência vale pouco. Importa é na construção da personalidade das pessoas incuti-lhes valores necessários para que sejam capazes de pensar pela sua própria cabeça e que façam o seu próprio julgamento. E ai, sim! A influencia dos pais quando eram pequenos do não fumar pode ter algum efeito e favorcer a escolha face a um criança que sempre achou normal fumar.

    Eu pessoalmente não fumo e tenho um certo "desprezo" pelo vicio. E agradeço que na minha presença não o façam porque não gosto que me mandem fumo para cima (cheiro e malefícios) mas lá está quando não me sinto bem despeço-me e dou meia volta para a minha vidinha porque não sou obrigada a estar lá.

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