domingo, 24 de novembro de 2013

Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres

Celebra-se esta segunda-feira, dia 25 de Novembro.

Acabei de ouvir na Sic que, em média, uma vítima de violência doméstica vive com o agressor/a agressora cerca de 10 anos, até abandonar a pessoa que lhe faz mal.

Um cenário aterrador. Só queria que todas as vítimas tivessem toda a força que é necessária para se livrarem das teias cada vez mais complexas deste tipo de agressão. Agarrem-se aos amigos, à família, aos colegas. Contactem a APAV. Lutem.

19 comentários:

  1. Fiz ainda há dias um trabalho sobre esse mesmo assunto para uma cadeira da faculdade . É aterrador sem dúvida ..

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  2. estas campanhas são importantíssimas, mas é tão mais fácil falar quando se está de fora... Não consigo pôr-me no lugar dessas pessoas sem sentir um misto de sensações contraditórias. Não é fácil, imagino; pelo menos não tão fácil como fazem parecer. Mas é obvio que estão campanhas são importantes, estes "passa a palavra".

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  3. Fiz voluntariado com vítimas de violência domestica é incrível o que aquelas mulheres suportam e admiro muito quem consegue colocar um basta e sair da situação, porque apesar de parecer "fácil" é bem mais complexo do que parece. É uma família, é uma relação de anos, é uma dependência de anos, são os filhos, é o que as outras pessoas dizem, é o "levas porque gostas", é a dependência económica, é o medo da pessoa agressora é muito muito complicado.

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  4. Infelizmente é um drama que se mantém e vem até aumentando. Também vi a reportagem da Sic.

    Beijinho e boa semana

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  5. Boa S*! É por estas e por outras que nunca me farto de vir ao teu cantinho!
    A Violência Doméstica é um crime muito difícil de combater e na maioria das vezes é um crime silencioso e sem testemunhas!!
    As mulheres que sofrem este crime na pele, muitas vezes não denunciam, por não terem forma de subsistência, mas principalmente por MEDO!! Mas a APAV está a fazer um excelente trabalho no que toca a fazer crer a estas vitimas que vão ter o apoio necessário se denunciarem este crime, bem como as autoridades (sem esquecer mais uma vez a preciosa colaboração da APAV) estão prontas para ouvir e encaminhar a vitima para a ajuda necessária.

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  6. É um fenómeno socio-cultural acima de tudo. As mulheres que são violentadas pelos maridos, na grande maioria das vezes, vivem em ambientes onde essa prática é normativa. Claro que existem situações onde isso não acontece, e aí sim, são essas mulheres que acabam por tomar consciência e sairem dessa espiral de violência.

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  7. É uma situação complicada de se falar porque nunca se consegue compreender como é que as pessoas conseguem aguentar esse tipo de situações. Tanto mulheres como homens, porque não existe só violência para as mulheres, acreditamos sempre que é assim mas há homens que sofrem também. Mas para se denunciar ainda se metem em trabalhos porque os agressores acabam por tramar a vida a quem faz essa denuncia também.
    Mas quem consegue bater o pé e sair desta situação é um verdadeiro herói!

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  8. à primeira, são vítima, à 2ª, 3ª e por aí fora são voluntárias/os

    Ou num ditado antigo: à 1ª todos caem, à 2ª cai quem quer, à 3ª cai quem é parvo

    E sim, sei que há muito tipo de situação...(filhos, dependencia financeira ou outra, medos, sociedade, etc etc etc.) mas esta é a minha forma de ver as coisas. Só temos 1 vida, temos obrigação de vivê-la o melhor possível e há situações que não consigo conceber...

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    1. Muito fácil falar! Quero ver VIVER a situação!

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  9. O que mais me desgosta é ver que até em malta muito jovem, a violência acontece! Existem raparigas muito jovens que permitem essa violência por parte dos namorados Parece um ciclo que nunca mais acaba...Quem é que pode gostar de um rapaz que exerce chantagem psicológica e dá uns tabefes de vez em quando?...
    xx

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  10. Não há como fugir... A violênciasobre as mulheres será sempre um flagelo. . A solução: dar-lhes coragem para denunciar e penas pesadas para os agressores.

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  11. Um cenário horrível e tal como dizes complexo, já me passaram várias vitimas pelas mãos em contexto de trabalho e há histórias de arrepiar... Neste país infelizmente a lei ainda não as ajuda muito...

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  12. É um cenário aterrador. Nunca passei por isso mas tenho a certeza que não seria capaz de me subjugar. Há coisas que nunca permitiria que um homem me fizesse, nunca! Quisera ser dar a minha força a quem precisa.

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  13. Um predador só ataca se se sente em terreno de caça, se se sente superior.Não está a contar com confronto ou sequer reacção. É isso que as vítimas têm que aprender. Não corta o mal pela raiz, mas pode ajudar a contornar a situação e dar-lhes o espaço de vantagem que necessitam.

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  14. Deve ser horrível viver com alguém que não nos respeita. O problema maior é que quase nunca é apenas uma pessoa a sofrer, o agregado familiar todo sofre :(

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  15. Sei de um caso assim. E que a mulher não é capaz de deixar o marido. Já tem um filho da minha idade, por isso já vão uns valentes vinte e tal anos nesta vida. Infelizmente.

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  16. Este tema deixa-me revoltada, não entendo como é que há pessoas que vivem anos a serem mal tratadas e a única preocupação é esconder dos outros...tal como tu gostava que as vitimas de violência domestica tivessem força suficiente para denunciar o criminoso que têm dentro das portas e que na maior parte das vezes partilha a mesma cama!

    therainbowbyni.blogspot.pt

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  17. Dá-me nojo pensar que o namorado/marido (que devia apoiar e proteger) bate naquela que diz amar.

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