sexta-feira, 19 de abril de 2013

Não entendo

Num país com uma costa absurdamente grande, quererem acabar com os Estaleiros Navais de Viana, os únicos com construção naval no país, é coisa para me deixar entre o revoltada e o enojada.

Só de pensar nas famílias daqueles 620 trabalhadores, até me arrepio. 

26 comentários:

  1. E quando achamos que estamos no fundo, arranjam mais uma ideia para descermos mais um pouco.

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  2. O governo foi eleito com maioria, portanto pode e deve exercer o mandado que lhe foi conferido pelo voto. :/

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    1. Almocreve, que eu saiba, não falavam em desaparecer com os ENVC no programa eleitoral. :)

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  3. E isto ainda há-de piorar... It's never so bad it can't get worse, já dizia o outro.

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  4. Tudo o que é público e bom querem vender aos privados.
    Mas neste caso a re-privatização já não vai ser feita.

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    1. Os ENVC não são públicos. Pertencem a uma empresa gerida pelo Ministério da Defesa. Os trabalhadores dos ENVC não são funcionários públicos!

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    2. Pedro, está a dizer asneira, visto que os Estaleiros são 100% públicos. São geridos pela Empordef, sendo que a Empordef é um holding do Estado. Eles são pagos pelo Estado, os trabalhadores recebem mesmo sem terem trabalho há dois anos.

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    3. S* não sabes do que falas.

      Eu trabalhei lá. O meu pai trabalha lá. Os ENVC não são públicos, são sim uma empresa com 100% de capitais públicos. Os salários dos ENVC não são pagos pelo Estado, são pagos pelo lucro da empresa, no entanto a mesma não tem trabalho há 2 anos e portanto não tem lucro, logo os Ministério das Finanças e o Ministério da Economia entram com o dinheiro para as despesas correntes. Por isso se fala tanto da dívida dos ENVC. Quem fica com a empresa, fica a dever 200 e tal milhões ao Estado Português.

      Outra coisa, nem todos os trabalhadores estão sem trabalho. Não tenho espaço aqui para te explicar todos os detalhes visto que estamos a falar de mais de 600 postos de trabalho. Além de que nenhuma das regalias dos funcionários públicos foi dada aos trabalhadores dos ENVC: ADSE, 35 horas de trabalho semanal, pensões no Estado, reformas antecipadas, etc.

      Convém saber do que se fala, quando se escreve. Não chega ouvir meia dúzia de badamecos comunistas que aparecem nas tv's. Sei que trabalhas numa rádio vianense e que bebeis muita informação através de alguns trabalhadores. Trabalhadores esses que estão mal informados e que são mal intencionados. Se um dia alguém me desse voz pública, muitos mitos sobre esse empresa iriam cair. Há lá boa gente mas também há muito malandro e muitos casos de polícia. Dos graves mesmo.

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    4. Pedro, os badamecos comunistas, como te referes aos teus colegas de trabalho, estão a lutar pela empresa. Se queres ter voz pública, nada te impede. Quanto aos casos de polícia, toda a gente ouve falar de histórias - mas entre o ouvir, o provar e o ser verdade, pode haver grande diferença.

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    5. Quanto ao resto, são preciosismos. Os ENVC são do Estado, são geridos pelo Governo português - através da Empordef, é certo, mas não deixam de ser do Estado. E, como tu próprio disseste, os salários estão a ser pagos pelos Ministérios do Estado - logo, por todos nós. Se não têm as regalias dos funcionários públicos (não têm, é certo), têm outras regalias (ou tiveram, no passado). E, como QUALQUER funcionário público, que eu saiba também perderam o subsídio de Natal - pelo menos foi o que os tais comunas me disseram.

      Posto isto, esta não é altura para criticares os teus alegados colegas.

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    6. Não sabes do que falas, ou melhor ouviste apenas uma parte. Tenho ideia que tiveste "Ética e Deontologia Profissional" na Faculdade. Pelo menos a minha irmã, que estudou no mesmo local teve.

      Não quero ser ríspido contigo, nem espero que te sintas ofendida pela minha forma de escrever sobre este tema. Toca-me bastante. A mim e à minha família. Não. Não. Mil vezes não. Os comunas não estão a lutar pela empresa. Nunca estiveram. As regalias que falas em nada se comparam às dos funcionários públicos. Só nos últimos 2 anos é que o Estado Português pagou salários. Antes era uma empresa autónoma. Existe uma diferença abissal entre empresa 100% capitais públicos e empresa do Estado. Pesquisa.

      A minha mãe, que não é funcionária pública também perdeu parte do subsídio de Natal. A minha irmã, que é Dra., nunca teve subsídios de Natal ou Férias desde que começou a trabalhar.

      És Vianense, mas eu também sou, portanto as histórias que tu ouves e vivi umas quantas enquanto funcionário dos ENVC.

      Para terminar eles não são meus colegas. São escumalha. Sabes porquê? Eu explico rápido:
      - Não trabalham
      - Criticam quem trabalha
      - Tentaram agredir a Administração posterior à que está em funções
      - Faltam ao trabalho
      - Roubaram(roubam) materiais à empresa.
      - Usam e abusam dos recursos da empresa para proveito pessoal
      - Não há ninguém a ganhar o salário mínimo lá.
      - O almoço por mês custa a cada trabalhador 8 euros. Leste bem. 22 refeições = 8 EUROS. 3 pratos à escolha. Sopa. Pão. Água. Diversas saladas. Quando vais almoçar já tens o prato por ti escolhido colocado no teu lugar. Acabas e não tens de limpar anda.
      - Picam o ponto e vão passear pela empresa.
      - Às 4h30, hora de saída, já se encontram na fila para picar o ponto
      - Se puderem deixar para amanhã ou para horas extras, o trabalho de hoje deixam


      Enfim estive lá 3 anos e meio. O meu pai está lá à 35 anos. Vi muita coisa. Não precisei que ninguém me contasse. Se houve má gestão? OBVIAMENTE. Mais uma quota parte dos problemas pertence aos trabalhadores, mais concretamente à escumalha comuna, aos sindicatos e a algumas comissões de trabalhadores.

      E eu sou de esquerda. Imagina as minhas críticas se não fosse.

      Bom fim de semana

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    7. Pedro, como qualquer vianense, também tive família a trabalhar lá. Há muita malandragem, como em qualquer empresa, mas não me parece que devas generalizar e chamar escumalha aos trabalhadores. Especialmente quando dizes que o teu pai trabalha lá.

      Quanto à ética e deontologia do meu trabalho, se faz favor, isso não é para aqui chamado. Nem tens nada que referir que eu trabalho aqui ou assado.

      Eu acho INADMISSÍVEL quererem extinguir uma empresa crucial para a região e para o país. Não conheço os trabalhadores, não sou amiga de nenhum deles. Mas acho inadmissível, tendo em conta a importância da construção naval e do mar, para o nosso país. Todas as tuas críticas podem ser legítimas - eu também conheço muitas histórias -, mas isso não tira a viabilidade e a pertinência da empresa.

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  5. lei do mercado. é cruel e duro mas é verdade. uma empresa que não tem lucro não pode funcionar.
    o que me leva a outro tema. agradeçam às cps e metros e taps (e outros) deste país que não podem perder um bocadinho para que muitos não percam tudo.

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  6. É ridículo. Mas há pra lá muita má gestão e aquilo vai de mal a pior...

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  7. O país está virado do avesso, as "costuras" estão à vista e notam-se os buracos nos bolsos ...

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  8. infelizmente não entendo também o que é que eles querem fazer com aquilo

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  9. Parece que ainda não está decidido, e espero bem que não esteja, acho que existe um problema qualquer com dinheiros europeus que foram lá injectados, e se houver uma privatização o estado português teria de devolver esse dinheiro...Daí um certo impasse. Foi o que ouvi na rádio

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  10. Fiquei parva quando li a noticia... horrivel.

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  11. Acabaram com a Engenharia no Brasil, não só a Naval, na última crise. Não faz muito tempo que as Engenharias, Civil, Naval, de Produção, de Petróleo e Gás, etc. ganharam força novamente.

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  12. É ridículo, de facto! Um país que se quer virar para o mar, mas que de montante a jusante só tem falhas. A começar no défice de informação e cartografia de batimetria (relevo em profundidade - mar e rios) e agora o encerramento do único estaleiro naval! Tal como dizes: Não entendo!

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  13. e triste mesmo :(
    o pouco q produzimos querem cortar, afinal querem deixar o que? servicos q nao trazem quase valor nenhum acrescentado para a economia? enfim

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  14. Este governo de merda só fecha, fecha...!! E incentivar à produção? Mas de onde acha o Passos que vem o dinheiro do país?!?

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