quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Todos os dias, 12 adolescentes dão à luz em Portugal

Não questiono se são boas ou má mães, isso não tem nada a ver. 

Mas choca-me, em pleno século XXI, termos das piores médias da União Europeia, no que diz respeito à gravidez de adolescentes. Mas quais serão os motivos? Não acredito na falta de informação, isso não existe na maioria dos casos. Talvez falta de cuidado, desmazelo? Não sei. Mas assusta-me.

65 comentários:

  1. É mais aquela mentalidade de que só acontece aos outros :s

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  2. Existem estudos que mães em idade precoce foi o exemplo que tiveram também da sua mãe.
    Mas que choca, choca.

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  3. Morangos com Açúcar, casa dos segredos, qualquer artista de música pimba neste pais...são só alguns exemplos do problema. É fixe fazer tudo aos 12-14.

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  4. 12 por dia é imenso... e pode ser um indicador negativo de muitas coisas vão mal por aqui...:(

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  5. Eu acho é desmazelo até porque as consultas de planeamento dão contraceptivos.Elas não querem saber e devem pensar que com elas não acontece.

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  6. Ainda há muita falta de informação. Há miúdas cujas mães as tiveram ainda em adolescentes e que crescem num meio em que é naturalissímo ser-se mãe aos 12 anos, há miúdas que aos 14 já têm dois filhos. Na minha opinião as escolas deviam ajudar muito nesta informação. Infelizmente há muitas miúdas que em casa não conseguem ter esta informação. É uma realidade muito triste, mas é real

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  7. Concordo... num país como o nosso, em que a pílula é gratuita nos centros de saúde, (assim como os preservativos, será) não há qualquer tipo de explicação para isto acontecer...

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  8. Por mais incrível que pareça... sim, existe falta de informação.

    mas a maior parte até é porque querem... ou porque não quiseram saber, ou porque não se importam...

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  9. Gente, ouvi na reportagem que a maioria dos casos é na Grande Lisboa. Se me falassem de falta de informação na aldeia da Maria Caxuxa... agora na Grande Lisboa?

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  10. Sim, acredito que seja essa mentalidade do "só acontece aos outros".

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  11. isso é muito assustador! Claro que eu não sou ninguém pra julgar nem sei o que se passa com todas elas para engravidarem. Mas quer-me parecer que, tirando uma pequena percentagem para quem os métodos contracetivos possam ter falhado, se trata de irresponsabilidade. Miúdas com 13 ou 14 anos já têm relações sexuais com tudo o que mexe (claro que não são todas, obviamente), sempre naquela do "só acontece aos outros" ou mesmo por falta de responsabilidade, no calor do momento nem se lembram de nada. Enfim. Acho mesmo triste e é reflexo da falta de educação para estes assuntos. Que adianta haver métodos contracetivos grátis nos centros de saúde etc se ninguém tem realmente "a conversa" com os filhos? Além disso, acho que hoje em dia, cada vez mais, os adolescentes passam para a "ação" muito cedo, sem se conhecerem bem, sem evoluirem enquanto pessoas primeiro, sem crescerem. São crianças a fazer crianças, literalmente. E depois é isto que se vê.

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  12. No ano passado uma rapariga da minha escola teve um bebé, e de certeza que deve ser bastante complicado para ela ...
    Beijinhos :)

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  13. Às vezes é por acidente... temos que ter em conta que acontecem.

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  14. Infelizmente não é só em Portugal.

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  15. Acho que tem tudo a ver com o serem boas ou más mais sim S*, se me permitires discordar de ti, porque à maioria destas miúdas foi-lhes dada uma educação tão má que elas não percebem o quanto isto é errado. Essa é a educação que darão às suas crianças que, no futuro, regra geral, passrão pelo mesmo. Portanto sim, parte tudo da educação do ser-se boa ou má mãe/pai.

    É verdade que as pessoas se podem descolar um bocado da educação que tiveram em casa mas isso não está ao alcance de todos e não é uma coisa comum. Por isso isto é um ciclo vicioso.

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  16. Eu acho que é irresponsabilidade tanto dos jovens como dos pais, que muitas vezes dão desde muito cedo muita liberdade compouca responsabilidade.

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  17. Assusta me imenso com tanta informação e não aproveitam nada, as meninas de hoje são tão precoces, crescem tão depressa, com 13 e 14 anos pensam que já sabem tudo, e donas da sua palavra e nem 1/3 sabem de nada!
    Assusta me até pela adolescente que temos em casa e não sabemos bem o que vai naquela cabeça.

    Querem ser mulheres sem terem o palmo de terra na mão.

    bjs

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  18. Anónimo das 21:42, é um facto que a maioria das mães adolescentes são de classes económicas baixas e têm fraca escolaridade - isso foi dito na reportagem. Mas creio que isso não é determinante para o facto de serem boas ou más mães, embora concorde que se torna um ciclo vicioso.

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  19. Nos USA, uma nação supostamente tão desenvolvida, o cenário é ainda pior.. há umas noites atrás tive a ver um documentário sobre isso e realmente é assustador..

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  20. Sim, há muita falta de informação ainda. Principalmente nos meios mais rurais, onde toda a gente se conhece e onde essas miudas, mesmo tendo alguma informação, sentem vergonha de ir ao centro de saúde porque sabem que a empregada vai comentar. O médico está obrigado ao sigilo, mas a empregada nem por isso. E comenta, e aumenta... (sei do que falo). E depois há crianças que crescem literalmente sozinhas, porque os pais trabalham por turnos, mal se vêem, mal se falam, não há diálogo nenhum.
    E depois, tal como já alguém referiu aqui, quando se permitem programas como a casa dos segredos, porque se espantam com gravidezes precoces e outras coisas que tais?!

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  21. Parece que, nas escolas, há educação sexual mas uma coisa é educação sexual outra coisa é educar para a sexualidade. E se os pais se desresponsabilizam em tantas coisas também se demitem de educar a este nível.

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  22. Parece que, nas escolas, há educação sexual mas uma coisa é educação sexual outra coisa é educar para a sexualidade. E se os pais se desresponsabilizam em tantas coisas também se demitem de educar a este nível.

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  23. Há uns tempos, ouvia numa conversa de ginásio uma mãe a dizer a uma amiga que estava muito preocupada com a filha porque já tinha sexo com o namorado. E tinha medo que ela engravidasse.
    E porque não levar a filha ao centro saúde, a uma consulta de planeamento familiar? E que tal optar pelo implante? Acho que muitos pais (mais mães) sabem da actividade sexual das filhas mas acabam por não aconselhar.

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  24. Pinup Me, querida, acabei de eliminar o teu comentário. Ups. :/

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  25. Falta de informação, desmazelo, "só acontece aos outros" e falta de educação sexual!!
    Vivemos num país com muitos mitos neste assunto, os velhos ditos:
    da primeira vez não acontece nada,
    ou se parar antes de ejacular não acontece, com o período não acontece....

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  26. Inês, agora é que disseste tudo. Essas tretas continuam a ser tidas como verdades... assusta-me ouvir mulheres feitas dizerem que não podem engravidar porque ele "tira fora" antes. Deus meu, eu com 13 anos já sabia que isso não era assim. Tinha uma mãe consciente e lia coisas.

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  27. Infelizmente, ainda existe muita falta de informação. E muita falta de educação. Educação para a sexualidade segura: em casa e nas escolas. Ainda (sim ainda e que conheço histórias) existem muitos tabus relacionados com a sexualidade e nao, não acontece só em familias menos instruídos, apesar de o acontecer nesses mais com mais frequencia.

    Por isso devemos apostar na educação das crianças e jovens nas escolas. Porque os pais falham muito nesta matéria. Para além de que, como se disse, acontece muito com meninas filhas de também maes adolescentes. Ora muitas destas mae acham tudo muito normal. Não vivo numa cidade pequena e vejo isto em muitas famílias. Se elas também tiveram filhos com 16 anos e "sobreviveram" a isso, as filhas também serão capazes, ora!

    Gente ora demasiado retrogada para ter uma conversa decente sobre sexo e amor com os filhos (porque o sexo não é uma coisa negativa, a evitar ao máximo) ora muito à frente por achar que se acontecer, aconteceu, nem é mau!

    E é! Porque muitas mães adolescentes são excelentes mães, que cuidaram e educaram impecavelmente dos seus bebés, mas outras nem tanto, principalmente porque eram ainda elas próprias umas crianças!

    Fundamentalmente, existe ainda muita ignorância. Penso nalgumas coisas que fui ouvindo e acho mesmo que a ignorância é o pior inimigo também destas adolescentes.

    Recordo-me de, durante o liceu, ter assistido a uma palestra dada por médicos sobre vários temas, incluindo sobre a sexualidade segura. Ora aquela médica, que defendia que só quem tem maturidade para receber um filho não planeado, deve ter relações sexuais, contou-nos o caso de duas meninas, que estava a acompanhar naquela altura, que tinha DOZE aanos! Meninas que hoje terão 18 anos e filhos na primária!

    Hoje ainda há quem ache que não se engravida na 1ª vez, que ache que se lavar logo a seguir não há problema, entre muitos outros mitos! Há muita falta de educação e informação! E, nos tempos que correm, é triste!

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  28. Essa de se lavar logo a seguir mata-me, Mel... :(

    Quando eu tinha 12 ou 13 anos tive, na escola, umas aulas de educação para a sexualidade. A certa altura a professora falou dessa tal ideia de que "tirando fora" não se engravidava... e eu, que era uma menina que adorava ler e aprender, expliquei os motivos pelos quais isso não era válido. Claro está que tive de ouvir os risinhos parvos dos coleguinhas.

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  29. Os papás deixam os filhos fazer tudo sem antes lhes darem educação básica sobre respeito e contenção, e depois aparece esta geração YOLO.

    (não me admira nada que seja maior em Lisboa, são os mais choramingas e mimados do país)

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  30. Os papás deixam os filhos fazer tudo sem antes lhes darem educação básica sobre respeito e contenção, e depois aparece esta geração YOLO.

    (não me admira nada que seja maior em Lisboa, são os mais choramingas e mimados do país)

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  31. Sim, em Lisboa há bairros problemáticos em que vês preservativos estendidos nas cordas a secar para serem utilzadps novamente....

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  32. Os mitos sobre sexualidade são terríveis pelas suas consequências. Aparentemente, teve uma mãe que soube, no tempo certo, falar consigo, ajudou ser curiosa e procurar, por si, informação. Mas há tantas meninas que, no máximo, lêem a bravo e em casa só ouvem falar da crise!

    Para além de que já li em vários locais que pessoas melhor informadas sobre sexualidade, têm a sua primeira experiência sexual mais tarde. Isto é, não agem por impulsos imaturos, curiosidade infantil, etc.

    Já para não falarmos de doenças sexualmente transmissíveis! Isso são outros quinhentos!

    (reli o meu anterior comentário, e podia estar melhor escrito ;) peço desculpa aos leitores, mas ando cansadaaa! :P)

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  33. é preocupante sim... não há necessidade se houver cuidado e não acredito que seja falta de informação. esta malta anda é muito precoce! beijinho S*

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  34. Tu já viste este filme?

    http://meublogcafecomcanela.blogspot.com.br/2012/12/17-girls.html

    Pois bem, há vários possíveis fatores que incidem nesta proporção. Descuido, achar que não irá acontecer com ela (pensamento mágico do adolescente que nada o atinge), querer algo só seu, uma confusão do ser menina e brincar de boneca, uma fase de itensos hormônios e pouco controle de tudo, etc.

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  35. Eu tenho 22 anos e tenho amigas que são mães desde os 16 e 18 anos. O que me apercebo é que do meu grupo de amigas de sempre as que foram para a universidade têm uma vida "normal" , as outras que não prosseguiram com os estudos engravidaram e outras casaram só. Não entendo! :s

    *

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  36. Da minha experiência em Obstetrícia a razão é essencialmente a irresponsabilidade. Há casos absolutamente chocantes, tal é a falta de noção, a falta de preocupação, a falta de consciência sobre o que será o futuro com uma criança nos braços. "E não usaste preservativo?". "Não, não calhou". Aaaaaahhh!

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  37. Tem razão quando menciona que existe muita informação, mas ela por si só não serve.

    É necessária informação de qualidade, e disponibilidade para a consultar e/ou transmitir.

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  38. Pois, triste média...
    tenho uma pequena teoria para o facto... Creio que a moral dos nossos jovens está bastante defraudada com os tempos de crise, que enfrentamos... a noção de futuro brilhante, para eles, não existe. não se ouve por aí ninguém dizer que quer ser médico, engeneiro ou afins, simplesmente sabem que as possibilidades económicas não são viáveis para olhar para esse tipo de futuro. os próprios pais não sabem se ficam cá, ou fazem as malas, e eles vivem (e abusam) o carpe diem enquanto são sustentados e têm tempo para tal (não têm idade para trabalhar)...
    a educação sexual nas escolas é, para eles, apenas um motivo de chacota e os poucos que se interessam são os que não constam dessas estatísticas...
    Posso estar errada, e usar a crise, como desculpa cliché, mas noto, que entre a minha geração (25) e a actual (15) as coisas ficaram muuuito pretas para responder à pergunta "o que é que queres ser, quando fores grande?"

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  39. A única coisa que me ocorre dizer é que agora as crianças são muito precoces!!

    Com 12 anos ainda jogava à bola e nem me ocorria se quer maquilhar-me!

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  40. E ainda ouvi eu piadas porque tive um filho aos 23... tivesse tido aos 13 e o que ouviria?

    Ai S*, sou de Lisboa e ainda há muita, muita, muita gente a acreditar que só acontece aos chunguinhas. O que se passa é que a malta mais beta vai abortar e os chunguinhas não tanto.

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  41. No Reino Unido, na década de 80 do século 20, o número de gravidezes na adolescência era um absurdo, porque as meninas engravidavam de propósito para que o Estado lhes desse uma casa porque – sendo a maioria da classe baixa (vide a personagem Vicky Pollard, que o Matt Lucas tão bem interpreta na serie Little Britain) – não tinham condições para viver em casa dos pais.

    Actualmente a situação em Portugal não é muito diferente: um dia, vai ao Serviço de Ginecologia/Obstetrícia do Hospital Amadora/Sintra... 90% das utentes são jovens, 70% adolescentes, de classe baixa, que acham que ter sexo é bué da fixe e uma cena muito adulta. Claro que muitas não estudam nem trabalham, mas acham que o Estado tem que lhes dar subsídios. Oh yes! E nem vou falar em raças ou etnias, porque há mentalidades que não mudam com anos, precisam de décadas e quiçá séculos.

    E ainda te digo mais: no referido hospital, o abandono de recém-nascidos é uma realidade muito triste.

    E sim, há consultas de planeamento. E sim, há distribuição grátis de contraceptivos. DST??? Naaa... ó pá, isso não interessa nada! 'Bora lá dar "uma", depois logo se vê, ´tá?

    (eu deixei de fazer voluntariado com esta gente porque cansei-me... não sabem, não querem saber, e têm raiva a quem sabe!)

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  42. Por vezes é falta de informação, outras descuido, outras simplesmente porque vão atrás dos ditos mitos. Já ouvi cada uma que nem é bom.
    Conheço casos que os próprios pais não estão preparados para falar, outros casos porque acham que nada lhes acontece e que é "fixe" arriscar.
    Eu tive pais que sempre falaram comigo, sempre percebi muito bem as coisas, deram-me livros para eu saber mais ainda, na escola tive aulas onde me explicaram tudo também.
    Hoje em dia fico sem palavras quando ouço miúdas a dizer que já "foram para a cama com este e aquele", e só assim é que são "fixes". Mas também acho que muitas fazem para ter os filhos tão novas.. assim começam a cair subsídios em casa. É triste mas é a realidade.

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  43. a national geografic tem um trabalho sobre a maternidade na adolescência em vários países, o campeão na Europa é a Inglaterra aqui em Portugal acho que deve ser porque eles ainda não contribuem com impostos para o governo porque quando o fizerem estão F......
    aponto como causa para esses casos continuarem a suceder na sua grande maioria porque elas querem sair do jugo dos pais mas ao fim e ao cabo acabam por arranjar mais trabalho e encargos para aqueles que queriam deixar.

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  44. Acho que falta de informação não, com tanto que se fala hoje em dia sobre isso, acho que o problema é mesmo o desmazelo, o não querer saber, o não se interessar, e depois maioria das vezes são os avós que têm de acarretar com as responsabilidades dos netos.

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  45. S* eu tinha uma amiga. Uma rapariga informada, família unida, os pais atentos e tudo o mais que se poderia considerar que tinha a cabeça no sítio. Tínhamos 16 anos na altura e ela tinha uma namorado.
    Uma vez pediu-me ajuda na marcação de um ginecologista porque estava com medo de estar grávida.
    Eu pergunto-lhe: "Mas tu não usas preservativo?" ao que, surpreendentemente, ela me responde "Oh achas...claro que não" Eu pergunto como não. Ela responde "Achas?? Não vou obrigá-lo"
    Eu fiquei chocada.
    Estar grávida podia ser a coisa menos grave que lhe podia acontecer, mas era o que mais a preocupava. Não eram DST, era apenas a gravidez que lhe atormentava o pequeno cérebro...
    Enfim...e podemos ver na MTV o 16 and Pregnant que mostra a vida daquelas miúdas e no que se torna a vida delas...

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  46. Olha, eu venho de uma terra onde isso acontece todas as semanas. Não sei muito bem o que dizer porque isso aconteceu a amigas minhas, eu via miúdas sem estudos, sem relações sérias a de repente aparecerem grávidas. Eu acho que é uma questão de mentalidades. Eu fui criada em Lisboa e aquilo é pessoal... como é que eu hei-de explicar? Olha, é pessoal que diz "vaias", não sei se me faço entender =)

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  47. Sinceramente também acho que passa muito pela irresponsabilidade de algumas pessoas e o clima de promiscuidade com que se vive hoje em dia.

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  48. Tb me questionei sobre isso.
    Podia ser "normal" há 30 anos atrás, mas hoje? com toda a informação disponível? Assusta, sim.

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  49. S*, boas mães também não serão. Não têm maturidade, estrutura familiar e psicológica para o serem. E nem se espera isso de cachopas. Acho que não é falta de informação. É a mentalidade tosca do povo português, o tal "acontece só aos outros" e a fé no "tudo se cria". Sinceramente, essas moças não me compadecem nadinha. O aborto é permitido e têm inclusive apoio psicológico se assim o quiserem. Esse pessoal devia focar-se em coisas mais importantes do que 'pinar' atrás dos balneários das escolas e achar que, com 15 anos, encontraram o "homem das suas vidas". Já chega!

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  50. Não percebes tu nem percebo eu.
    Assustar não me assusta... não sou eu que os vou criar nem é a minha vida que fica limitada logo na adolescencia...
    É muita falta de juizo, só pode!

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  51. Eu penso que é mesmo a falta de cuidado e a liberdade excessiva que as adolescentes têm hoje em dia, os pais nao conseguem controlar como antigamente.

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  52. Infelizmente é uma grande realidade e muito assustadora. Há muita informação mas que nem sempre é falada e conversada em casa de forma clara e aberta. Tem de haver preocupação dos pais em falar com os filhos sobre o assunto e explicar que nem tudo o que se vê na televisão é o que está certo e explicar porquê. Acredito que mesmo com pais cuidadosos e preocupados as coisas podem acontecer. Mas talvez não em tão grande numero.
    beijinhos grandes

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  53. S* acho que não é apenas por isso, mas acredita que, apesar de tudo, ainda há muita gente mal informada! Pior, que acha que está bem informada, que 'domina' o tema, e depois acha que, por exemplo, não é possível engravidar na primeira vez... Acredita que isto foi proferido por alguém com cerca de 19 anos, supostamente bem formado e informado. Para além disto, as crianças começam a ter sexo cada vez mais cedo - sim, crianças, que eu com 10/11 anos só queria brincar e pouco mais - e isso, parecendo que não, influencia esta média. É normal que uma aos 12 anos não se tenha a mesma maturidade e capacidade de ver para além do momento. Quem diz 12 diz 15. Querem aquilo, querem no momento, não lhes apetece usar preservativo, não 'calha', pílula ainda não tomam porque os pais nem desconfiam que já andam nestas 'andanças'... e não pensam nas consequências do acto, do prazer do momento.

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  54. Os putos não encontram qualquer motivação na escola... só faltam só se metem com quem não devem... as amigas da minha filha, uma grande parte delas( miudas de 17 e 18 anos) já são mães... uma tristeza :(

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  55. Falta de educação sexual. Apesar de se querer passar a ideia contrária, o sexo ainda é visto como um tabu. Quando se fala de sexo nas escolas ou até mesmo em casa é sempre com floreados aqui e ali. Claro que as conversas têm de ser adaptadas à idade, mas os adolescentes de hoje em dia são cada vez mais precoces e têm acesso a conteúdos que os nossos pais, por exemplo, não tinham.
    E depois há aqueles que simplesmente nem querem saber! Em pleno século XXI, apanhei rapazes com DSTs na consulta de Urologia a dizerem com toda a naturaliade que não usar preservativo é a regra, e não a excepção. A "ajudar" a isto estão as parceiras que, com medo de serem rejeitadas, vão na cantiga. E temos todos os ingredientes reunidos para uma gravidez na adolescência.

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  56. Imaturidade! Acham que dar prazer ao corpinho é tão bom que se não tiverem preservativos à mão não há problema, uma só vez não deve dar em nada... E o argumento "é só esta vez" vai-se acentuando.

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  57. Penso que seja uma mistura de factores. Faz-me impressão como as raparigas começam a ter relações sexuais tão novas, sem a mínima noção das coisas. Eu perdi a virgindade aos 20 anos e utilizei sempre preservativo. Até hoje só tive um parceiro sexual, o meu namorado. No entanto, por duas vezes o preservativo rebentou e tive de tomar a pílula do dia seguinte, precisamente por saber que o fluido pré-ejaculatório pode engravidar. Se fosse ignorante em relação a esse assunto, provavelmente tinha engravidado. Comecei a tomar a pílula para evitar estes acidentes e tenho a maior atenção em nunca me esquecer de a tomar, até tenho despertador a tocar para a hora. Outra coisa que as pessoas por vezes não sabem é que, mesmo tomando a pílula, existem outros medicamentos que cortam a sua eficácia. Quantos médicos se esquecem de o dizer? A médica que me receitou a pílula não mencionou o assunto e eu só soube porque tive o trabalho de ler a bula da pílula do princípio ao fim, duas, três vezes para não cometer erros. As meninas jovens que começam a ter sexo, não só não percebem nada do assunto como não se dão ao trabalho de tentar perceber. Em casa não se fala sobre o tema e elas vão buscar informações às amigas que sabem pouco ou nada do assunto. Depois vão ver pornografia e é raríssimo ver-se um preservativo nesses vídeos. A troca de parceiros é constante e, visto que também não têm grandes perspectivas de futuro, se ficarem com um bebé, paciência.

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  58. Assusta e muito! Quando perguntei a uma adolescente porque não tinha usado preservativo ou a pílula ela ficou ofendidíssima e disse-me: "o meu namorado não me deixa usar essas coisas,não sou nenhuma p***!
    Caíram-me os queixos!

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  59. Estando eu na área que estou fico ainda mais chocada...
    :/
    Vou roubar a notícia, se houver algum inconveniente avisa.

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  60. infelizmente ainda há por ai muitos paizinhos a achar q conseguem impedir os filhos do q quer q seja, em vez de lhe darem uma verdadeira educação para a vida ''real''...

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  61. Os putos esforçam-se mas a verdade é que continuamos a ser um pais com cada vez mais idosos.. Devia-se incentivar a rapaziada do interior a seguir o exemplo da capital e começar a engravidar ao 12 com swag. Combater a baixa taxa de natalidade!

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  62. Embora haja muita informação na zona litoral e das grandes cidades, essa informação é fornecida essencialmente pela net, e portanto, se os miudos estiverem dispostos a procurar. A sexualidade continua a ser um tabu em casa, ou então os pais não estão nem aí, depende das circunstâncis familiares. E a meu ver cometeu-se um erro grave a despenalizar a interrupção voluntária da gravidez, porque está-se a invertir em abortos, em vez de se investir numa boa educação sexual na escola, que actualmente é praticamente inexistente, por exemplo, explicar nas escolas aos miudos as implicações de se ter um filho, não vão eles achar que é um brinquedo que podem deixar com os pais (avós dos bebés) quando querem.

    O cancro da mama diminuiu drasticamente nos ultimos anos, não pela melhoria das tecnologias para operar casos em fazes finais, mas pela prevenção, porque atingindo dterminados estágios não há tecnologia que resolva. Portanto para mim a palavra-chave é PREVENÇÃO, algo que não fazem relativamente à sexualidade/gravidezes dos adolescentes.

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