Chegamos a Bruxelas lá pelas 20 horas de segunda-feira mas como só começa a anoitecer lá para as 22 horas, ainda deu para ver muita coisa. Tenho de admitir que achava que Bruxelas era uma cidade de negócios (e é), mas desconhecia o lado profundamente histórico da mesma. No autocarro, a caminho do hotel, fiquei com a impressão de que era uma cidade cinzentona, escura, bem ao estilo do Porto. Não deixa de ser verdade... mas também é encantadora.
Os prédios de escritórios, todos em vidro, são imensos e imponentes. No entanto, Bruxelas também é muito verde, com pequenos jardins em tudo o que é lado. Também importa referir que tem imeeeeeensas estátuas. E o rei Leopold II deve ser um dos ídolos cá da zona, que tem direito a estação de metro e a imensas estátuas.
Depois de arrumadas as malas, fomos jantar. O grupo tinha imensos empresários e decidiram alapar-se numa marisqueira. Bom, eu não sou adepta de marisco (e muito menos do preço), mas lá sentei. Abrimos a carta... e tínhamos mexilhões, mexilhões, marisco, mexilhões... carne quase não havia. Eu até nem sou uma pessoa forreta, mas pagar quase 50 euros para comer mexilhões, no way. Um outro jornalista teve o bom senso de sugerir ir a outro sítio e, do grupo de 20, 5 acabaram por fugir para outras paragens - eu incluída. Ficamos num italiano mesmo muito simpático, comi uma carbonara deliciosa.
Uma coisa muita estranha de Bruxelas: fecha tudo muito cedo. 23 horas e os cafés estão todos a fechar. Aliás, aqui não há cafés. Só têm cervejarias. Tentamos entrar numa cervejaria e pedir um café... e fomos literalmente postos na rua.
Passamos ainda pelas maravilhosas Galeries Royales St Hubert, um espaço de lojas mais caras. Absolutamente lindo. Passei lá imensas vezes e ficava sempre fascinada, um sítio especial.
Acabamos a noite no Delirium, uma das cervejarias mais famosas de Bruxelas, com milhares de cervejas diferentes. Ambiente muito bom, animado, com muitos jovens. A decoração, com posters e quadros alusivos às cervejas, estava mesmo muito bem conseguida.
Nessa noite deitei lá para as 4 da matina. Um dia em cheio.