segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Continuam a cair que nem tordos...

"O ex-secretário das Obras Públicas declarou, de 2001 a 2011, vencimentos que totalizam 1,2 milhões de euros, segundo dados a que o 'Correio da Manhã' teve acesso. Estão em causa 111,3 mil euros, em média, por ano; ou, dividindo por 14 meses, 7971,7 por mês. 

 Os números não deixam de ser surpreendentes, escreve o jornal, considerando que recentemente, em entrevista à SIC, Campos revelou que vive dos rendimentos da profissão, confessando até que recebe ajuda monetária. "Tenho 47 anos e sou apoiado pelos meus pais, enfim, para dar uma boa educação aos meus filhos", afirmou". 

DN 

Não sei como raio os nossos políticos continuam a cair na ridícula asneira de se porem a dizer que, coitadinhos, ganham mal e não conseguem pagar as despesas. O Presidente da República disse o que disse, e agora tem sido sistemático.

O senhor Paulo Campos, coitado dele, ganhou uma média de oito mil euros por mês nos últimos dois anos. No entanto, vejam só, diz que tem de pedir ajuda aos pais para dar uma boa educação aos filhos.

Amigo, tens noção de que há por aí milhares e milhares de portugueses que não ganham oito mil euros num ano? Ninguém nega que toda a gente sente a crise, pobres e menos pobres, mas estas declarações caem imensamente mal num país onde tanta gente passa fome.

33 comentários:

  1. Se ele acha que tem dificuldades o que será das outras pessoas que ganham pouco ou até mesmo nada, enfim, essa gente devia era de estar caladinhos pois só se enterram cada vez que abrem a boca.

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  2. É vergonhosa a falta de vergonha que têm para vir dizer certas coisas em público. Porque, claro está, em privado nem ousam.. tal é a babuseira! Este país há de dar a volta, vai demorar é um bom bocado a livrar-se da escumalha e entrar no ritmo. Uma pena!

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  3. Como diria a minha mãe "Isto é uma pouca vergonha!"

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  4. Cegueira social!! Estes gajos comem é merda às colheradas, todos os dias e sem interrupção.

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  5. Ele sabe lá o que diz... a classe política é só escória.

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  6. Amiguinhos, acho que estamos aqui a confundir as coisas. O senhor não disse que passava dificuldades económicas, não disse que não tinha um tecto, que passava fome, que não tinha onde cair morto. O senhor disse que precisava de ajuda monetária para a educação dos filhos. Ora especulando suponho que se referirá a propinas da faculdade, a estadias em Erasmus, a mestrados, doutoramentos, casa, carro, passes... Que eu saiba os filhos dos secretários das Obras Públicas também pagam e precisam destas coisas! E eu não sou ninguém para julgar se os 8 mil euros em média por mês cobrem estas despesas ou não. Mas não me faz confusão nenhuma se não cobrirem. Algum dos esclarecidos comentadores tem consciência de qual é a anualidade de um doutoramento?!? Estou sempre pronta para criticar disparates políticos mas neste caso acho que já é implicar um pouquinho... Não? Até porque num país onde tanta gente passa fome, também é chato falar de casacos de 70 euros, de viagens a Madrid ou de decorações de Natal a meio de Outubro(epá queres ver que me contagiaram com essa coisa de implicar? :p).

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  7. Anónimo, olha olha... até poderia estar tudo muito bem nesse seu comentário, mas é ridículo pôr-se a fazer comentários sobre o meu rico dinheiro. Ganho pouco, como a grande maioria dos portugueses, e se faço um grande esforço para poupar dinheiro e ir de férias, até devia ter vergonha de se pôr a fazer reparos desses. O senhor Paulo Campos ganha mais num mês do que eu ganho num ano. Vai daí, se eu POUPO, não me parece que deva meter-se no assunto.

    Quanto ao senhor Paulo Campos, ex-secretário de estado, coitadinho, vive uma crise que eu sei lá.

    Por acaso um doutoramento não é assim tão caro, minha cara. Costuma rondar os 2000/3000 euros. Eu paguei, do meu bolso, com um part-time de dois dias por semana, as propinas do meu mestrado, de 1350 euros. 3000 euros divididos por 10 meses corresponde a 300 euros por mês. Quer ver que não pode dar 300 euros por mês para a educação dos filhos, tendo em conta que recebe 8000?

    E já agora, se quer criticar, informe-se. O senhor Paulo Campos tem 47 ou 48 anos e duvido que tenha filhos na faculdade. Se os tiver, não é nenhum valor absurdo - a não ser que os meta na privada, mas isso aí é opção dele.

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  8. Lamento que não tenhas percebido que o meu último comentário foi uma piada. Achava que era evidente e não especifiquei. Mas cá fica se ainda houver dúvidas: era para ridicularizar o facto de se criticar as despesas de uma pessoa que não se conhece. Soa familiar? Até pus um smile, caramba!

    Quando ao resto... Esta frase parece-me de uma hipocrisia imensa e não acredito que não a reconheças: 'é ridículo pôr-se a fazer comentários sobre o meu rico dinheiro'... Ou ainda 'devia ter vergonha de se pôr a fazer reparos desses'... E já agora 'não me parece que deva meter-se no assunto'. Além disso, quem sou eu para dizer que o senhor Paulo Campos não faz uma boa gestão do seu dinheiro, como tu garantes que fazes do teu? Eu não faço a menor ideia das despesas do senhor! Torno a dizer que é atacar pelo simples prazer de atacar. It's not a big deal.


    E S*, relaxa. A sério. Faz-me imensa confusão pessoas que fazem posts a atacar pessoas particulares, que referem nomes, ordenados, fazem especulações sobre a vida familiar, sobre a educação pública ou privada dos filhos mas quando lhes toca a si ficam toooodas ofendidas, insurgem-se, levam a mão ao peito, rezam um Pai Nosso e ainda dizem a quem critica para se meterem na sua vida! As críticas tocam a todos.


    P.S.: Na minha área (Saúde) um doutoramento é bem mais caro. Bem mais caro. 'Se quer criticar, informe-se'.

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  9. Oh Anónimo, a sério, tu não consegues ver que estas declarações só são patéticas por serem feitas por um ex-governante? Um ex-governante bem pago e que ajudou a enterrar o país.

    Qual a diferença entre isto e as declarações ridículas do Cavaco, quando disse que a reforma da sua Maria era uma miséria?

    Uma coisa são figuras públicas, políticas, governantes... outra coisa são pessoas comuns como eu, como os leitores, como o anónimo.

    Quanto ao resto, volto a dizer: não se meta no meu dinheiro.

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  10. Eu fico muito sensibilizada para as dificuldades financeiras desses senhores. Cheia de pena ...
    Há pessoas que só são bonitas de boca fechada.

    Bjokas

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  11. Anónimo das 21:33
    O que se discute é a total ausência de consciência social desta classe política. Toda a gente tem despesas, que as tem. Mas comparemos o vencimento mensal deste político e o esforço económico financeiro deste para fazer face às despesas que o Anónimo indicou, e verificar-se-á que em nada é comparável à taxa de esforço de pessoas da classe média que, com um rendimento muito menor, também têm de fazer face a essas mesmas despesas. A indignação vem daí! Pessoas que vivem mensalmente de duodécimos, a contar tostões, e têm as mesmas despesas que esse senhor e, depois, têm de cortar em certos "luxos", como Erasmus e mestrados e doutoramentos, para poderem ter pão em casa e manter os filhos a estudar.
    Por isso não é implicância, trata-se de uma questão de decência social que parece que falta, há muito, na nossa classe política. Por isso, preocupe-se com os discursos daqueles que, ganhando balúrdios, não sabem gerir a própria carteira e depois são postos a gerir o erário público.

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  12. Olhe Carlita, é isso tudo. As cantinas sociais estão cheias e não conseguem dar resposta. Tem pais que não têm dinheiro para dar de comer aos filhos. Os roupeiros sociais têm milhares de pedidos. As pessoas não têm dinheiro para comprar o livro dos filhos, roupa para os filhos. As pessoas não têm dinheiro para casar e nem podem sonhar ter filhos. As pessoas passam os meses com o coração nas mãos, com medo do desemprego. As pessoas andam com botas furadas e com roupa que precisa de ser deitada fora. As pessoas não têm dinheiro para comprar óculos, medicamentos, coisas essenciais.

    Posto isto, tenho uma pena lixada de quem ganha 8 mil euros por mês.

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  13. Para finalizar a minha participação nesta não-discussão, resta-me reiterar o que disse inicialmente. O senhor fez um comentário mais do que legítimo sobre as suas próprias finanças. Não é obrigado a dizer mais do que a própria verdade. Interpretações e generalizações para além disso cabem no campo da especulação e eu opto por acreditar que o senhor tem plena consciência social e económica. O seu mísero comentário não revela que desconhece a situação de muitas pessoas que passam dificuldades nem se tenta nivelar por elas ou fazer comparações. Se assim fosse, ninguém que ganhe mais do que o ordenado mínimo e esteja acima do limiar de pobreza se pode manifestar sobre os seus esforços económicos por decoro civil e solidariedade... Ou por receio de indignações. Acho que há coisas mais importantes com que nos preocuparmos do que declarações descontextualizadas e a apelar à polémica. Os políticos não são sempre os maus da fita. :)

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  14. Anónimo, continue a viver no País das maravilhas. Eu cá vivo em Portugal.

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  15. A minha questão é mais: onde é que eles vão buscar estas pessoas que nunca sabem estar caladas? Eu fazia um trabalho tão melhor, é só fechar a boca e não dizer asneiras :P

    Beijinhos!

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  16. O que falta a esta gente é vergonha, é o que é.

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  17. Independentemente do que ganhou, o facto é que é uma afronta para a maioria das pessoas estes ordenados exorbitantes quando comparados com a forma com que vivemos.
    Se o ex-secretário das obras públicas tiver os filhos a estudar num colégio privado que já não pode pagar, coloque-os na escola pública, ou reduza o número de actividades em que estão inscritos.
    É um corte que muitos já estão a fazer.

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  18. Partilhassem metade do ordenado deles com quem efectivamente pouco ou nada tem ao final do mês, faziam melhor do que estarem a queixar-se de barriga cheia!!!Que nervos*

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  19. Depois de ler o Anónimo fiquei naquela... será que com 1500€ meus e dos meus pais por mês (1500 que fazemos juntando o rendimento de cada um!), eu deslocada a estudar, as minhas outras duas irmãs a estudar também, o Sr. Paulo Campos tem de cortar nos mesmos "luxos" que os meus pais? Não será pelo valor dos estudos certamente que tem de pedir emprestado. É claro que é muito mais fácil pedir emprestado para a educação do que para a conta de casas de férias, de viagens, de carros e por aí. Não digo que os tenha, mas com 8000€ por mês, eu tinha.

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  20. Choca-me o facto desse vencimento sair dos cofres do estado e o Murcao
    Ainda se queixar. Ele devia ganhar o Smn E já era bem bom, atendendo à merda que fez.

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  21. não têm vergonha de fazer declarações dessas! que gente..

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  22. Carolina. pois... se toda a gente aperta o cinto, ele que aperte também um pouco o cinto. No caso dele, um botão chega.

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  23. Só um comentário à laia de esclarecimento. De facto um doutoramento custa neste momento entre 4000 a 5000 euros. Um mestrado sim, já custa 2000 euros. Mas no doutoramento estamos a falar de 3/4 anos e o mestrado de 2 anos. Não é uma fortuna mas também não é barato confesso. A verdade é que se compararmos com o que se passa lá fora, isto de fazer mestrados e doutoramentos tem o seu quê de caro (e deveria ser caro). Não por uma questão de elitismo, não por uma questão de segmentismo, mas porque estamos a formar pessoas altamente qualificadas. E em saúde, investigação científica e afins... quanto não custam determinados produtos, reagentes, materiais? As coisas não são assim tão simples. Pena que nós só estejamos a pensar no nosso umbigo quando lá fora só a escolaridade obrigatória é que é gratuita. De resto paga-se e paga-se bem.

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  24. O senhor devia apanhar um par de estalos para ver se acorda para a vida! não pode dizer estas coisas em público. simplesmente parece estar a gozar com a cara de quem não tem dinheiro para conseguir pôr comida na mesa! concordo com tudo S*!

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  25. Manuel, desculpe mas o meu mestrado custou 1350. Como andei a pesquisar doutoramentos para mim, há doutoramentos a 2750 euros na Universidade do Minho. Nem todos os doutoramentos são doutoramentos em saúde e áreas mais técnicas, logo nem todos têm o mesmo valor.

    Posto isto, acho a educação incrivelmente caro. Ou, pelo menos, o Estado não apoia como deveria.

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  26. Eu nem digo quanto ganho com 3 filhos para criar, porque se dissesse, alguém me ia pedir o NIB para me ajudarem. Bah! :(

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  27. Sabes, o pior não é dizerem isso. O pior é dizerem-no e tudo continuar na mesma. Eles dizem-no porque sabem que o podem fazer, ninguém os irá responsabilizar. É simples. *

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