quarta-feira, 12 de setembro de 2012

"É tudo normal"

Eu sei que estamos no século XXI, eu sei que é fixe ser moderno. Mas minha gente, nem tudo é normal. Posso respeitar, posso aceitar, posso entender, mas não é normal.

Não, não é normal existir gente que tem relações a três. E não me refiro à parte das taradices, mas sim a relações emocionais. Já ouvi falar de casos assim, em que são felizes a viver com mais do que uma pessoa. Eu cá não me sinto incomodada, mas não é normal.

Também não é normal haver quem goste de sado-maso. Ei, nada contra, se gostam de levar e de dar uns açoites, é para o lado que durmo melhor. Mas não é normal.

Para não me perder com 1001 exemplos, também não é normal andar hoje com um e amanhã com outro. Eu ainda sou do tempo (cof cof cof) em que isso se chamava outra coisa, não normalidade.

36 comentários:

  1. não és tu quem define a normalidade e muito menos se considera que a normalidade não é um conceito flutuante.

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  2. Acho que a ânsia por ser diferente, por cortar com o passado por tentar estar sempre um passo à frente tem tornado as questões morais muito dúbias.

    Mas é como tu dizes, aceito (já não sei é se respeito!), mas não acho normal.

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  3. Mas quem é que define o que é normal? A única coisa que ninguém pode negar que existe é a diferença. Sinceramente não gostava de viver num mundo onde não houvesse diversidade, onde não houvesse quem praticasse sadomaso, onde não existissem relações plurais, onde não houvesse quem não se sinta realizado numa relação monógama e prefira mudar regularmente de parceiro mesmo que isso implique ser apelidado de 'outra coisa'. Imagina que eramos todos casados com o nosso primeiro amor, faziamos sexo considerado tradicional e pensavamos todos da mesma forma. Que p### de tédio! Acho que há muita coisa que está errada no mundo, mas definitivamente a disparidade nos conceitos de 'normalidade' não é uma delas :)

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  4. Oh rapariga, tu ainda não tens um quarto de século de idade... ainda vais mudar muitas vezes de opinião...
    (isto foi só para me meter contigo, que também não acho nada disso normal... Mas isso sou eu que ainda não levo Um terço de século de idade...)

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  5. Eu também não acho normal isso. E muito menos andar hoje com um amanha com outro e ainda ter orgulho nisso. Mas pelos vistos já estamos ultrapassadas. Pfiuuu

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  6. Há coisas que só entendem depois de se passar por elas... quanto ao emocional. Embora também me faça confusão.

    Em relação às taradices, entre paredes cada um faz o que quer. E tenho a sensação que não são anormalidades do século XXI, mas sim que foram tabus nos outros séculos.

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  7. Na minha familia existe um tio que tem duas familias!
    Se soubesse que o Bu me fazia isto, capava-o. Simple as that!

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  8. Lololol para nós algumas das coisas mencionadas não são nada normais, mas para outras são as coisas mais banais deste mundo... haja gostos ,o)

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  9. And again, podia ser eu a escrever isso... Chamam-lhe mente antiquada, mas a mim tanto me dá, há coisas que não me caem bem no raciocínio e pronto.

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  10. Olha, cada um que faça o que quer e depois que se lixe. Isso das relações a 3 acaba sempre em merda, altas confusões e não me venham cá dizer que é moderno. Somos animais, embora racionais. E, como tal, somos territoriais em tudo que fazemos e com as pessoas com as quais nos relacionamos. Isso do sado-maso, também não me conquista nadinha. Mas melhor, melhor, S, é aquele pessoal que come merda e acha que é de um erotismo sem precedentes. Para tudo Freud tinha uma explicação! :D

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  11. no meu ponto de vista, preferia que tivesses dito por exemplo «para MIM, não é normal». porque se automaticamente classificas essas práticas como anormais, não estás propriamente a «entender, aceitar, respeitar». para isso mais valia dizeres: «nada contra quem o faz, mas não entendo e não acho normal».

    mas hey isto é só a minha opinião e não pretendo causar discussões :)

    e não, não tenho nenhuma relação a três nem pratico sado-maso, e sou até uma pessoa bastante tradicional, mas já vi tanta coisa que muito pouco é o que me choca ou me faz dizer «bolas, isto não é normal!». A mente humana é um sítio mágico, hehe!!

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  12. In fact... concordo contigo... tb n sou amigo dessas badalhoquices todas!.... ahahahhaah
    Mas cada um sabe de si... desde que não me metam ao barulho na altura dos açoites e das taradices... tasse bem! :P

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  13. E aqueles que fazem vidas duplas? Pois, também são casos que eu conheço. E sou como tu, não acho nada normal. :S

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  14. Acho que a coisa não é tanto uma questão de normal ou anormal, é mais uma questão de quem entra por certos caminhos cuja maioria desconhece ou estranha. Aqui há cinquenta anos não era normal as raparigas não irem virgens para o casamento, talvez daqui a uns tempos sabe-se lá o que passa a ser normal!

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  15. Não é normal no nosso conceito mas no dessas pessoas é altamente normal e aceitável. É como tudo, cada um come onde gosta ;)

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  16. Anónimo das 17:41, nem tentei fazê-lo, como me pareceu bastante óbvio. Para MIM não é normal. Se para os outros é, c'est la vie.

    A.S., honestamente isso parece-me redundante. Creio que ficou bem óbvio no meu texto que esta é apenas e somente a minha opinião.

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  17. Sabes que não sei muito bem o que dizer sobre isto... Mas acho que normal é uma palavra que não pode ser aplicada para adjectivar nada. Porque afinal, o que define "normal"? Não existe uma definição universal, o que é normal para mim pode não ser para ti, na verdade acho que partilhamos dos mesmos valores, mas talvez quem more lá no outro canto de um outro continente veja como normal coisas que nós achariamos absurdas. Por exemplo em Fortaleza garanto-te que é normal a poligamia. E é normal porque? Porque eles cresceram assim. Porque os avôs tinham mais que uma mulher, os pais também tinham, e os filhos também vão ter. Não ter é que seria anormal para eles. Eu sei que o teu post não descreveu o Brasil, nem o Afeganistão, que muito provavelmente descreves coisas que se passam à tua volta e que portanto não casam com os principios do nosso país e com os valores com que supostamente fomos todos educados já que não vivemos num país de terceiro mundo. Ainda assim eu aprendi que "normal" não é uma palavra que eu possa usar para aplicar aos outros, porque é um conceito com definição muito pessoal.
    Posto isto, posso dizer que concordo. Também não acho natural essas escolhas de vida, mas a verdade é que as há, oh se as há!
    Não sei, talvez para ele seja... normal!
    ahah deus, que testamento.

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  18. Eu acho que cada pessoa deve fazer o que lhe der na cabeça, desde que não se metam na minha vida não quero saber. Como disse à minha amiga, na brincadeira, claro, não venham cá atirar pedras, "faz o que quiseres da tua vida. Se queres namorar com um cão, namora, só não leves pulgas para casa"

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  19. Anónimo das 19:53, adorei essa das pulgas! :D

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  20. O que é normal é muito subjectivo, bem como vai variando ao longo dos tempos. Porém, claro que aquilo que nos distingue de outros animais é o facto de nos regermos por uma série de valores. Infelizmente a linha entre a chamada liberdade e a falta de valores é cada vez mais ténue.

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  21. Acho que a normalidade dos outros não é um conceito que se possa avaliar assim. Anormal acho, por exemplo, pais que violam filhas ou maridos que espancam mulheres. Estas situações de que falam, eit, tanto se me dá. Se as pessoas estão bem, não provocam danos em terceiros e acham normal, eu também acho normal :) (o que não quer que o deseje para mim, claro!)

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  22. este teu post fez-me lembrar de um programa de tv americano que eu vi aí há uns dias sobre famílias polígamas.. mostrava o casamento da 4.ª mulher de um relacionamento com um só homem. E viviam os 5 na mesma casa e super felizes ... coisas que me ultrapassam

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  23. A cena do "normal" é naquela. Mas confesso que nesse aspecto sou conservadora, era incapaz de partilhar o meu amor com alguém. Precisamente porque é o MEU amor. De mais ninguém.

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  24. Faço a apologia da velha máxima que "dois é bom, três é demais".
    E sim, sado-masoquismo faz-me confusão, mas cada um sabe de si.
    Mas aí não me apanhavam....

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  25. O conceito de normal varia de pessoa para pessoa, como é óbvio. Para alguns também não é normal ser-se homossexual, por exemplo. Não podemos obrigar os outros a viver a nossa normalidade (e calma, que não estou a dizer que tu o estás a fazer).
    Se alguém é feliz a levar tau-tau no acto, então óptimo. A mim não me incomoda nada.

    Paula

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  26. Acho que pela primeira vez estou em total e completo acordo não com um, mas com dois anónimos.
    S* judgementalisms à parte(que me fazem um bocadinho de espécie per se), o que é normal?
    Para mim a tentativa de normalização ou tipificação numa sociedade contemporânea e democrática é absolutamente anormal. Se és conservadora, tudo bem, como a Anouc diz e eu sou a maior apologista do lema, whatever works and live and let live. Sem julgamentos. Acho que se perde muito tempo a criticar e a julgar os outros sem se olhar para dentro e ver que e calhar também não se é normal aos olhos dos outros.... Eu por acaso, não acho estes posts que surgem assim do nada, nada normais, mas pronto...como vês, a minha normalidade é diferente da tua. E devo ainda dizer que da mesma forma como te chocam todas as coisas que referiste, também me choca um bocado que tenhas essa posição tão discriminatória (sim, não meramente opinativa; julgadora e moralista e condenatória) de como os outros devem viver as suas vidas e do que é certo ou errado, normal ou anormal.
    Além de que o que escreves é uma contradição: "Posso respeitar, posso aceitar, posso entender, mas não é normal"
    desculpa S*, mas se não achas normal, não entendes não respeitas e nao aceitas, porque todas estas três permissas pressupõem a dispensabilidade de preconceito e discriminação. O teu post está pejado de proposições dedutivas em asserção do julgamento moral dos teus valores e dos teus códigos morais (eu diria preconceitos) contra vivências ou experiências diferentes na perspectiva daquilo que é considerado colectiva e tradicionalmente em sociedades normativas como marginalidade, embora (adoro este paradoxo, porque encerra um dilema quase ontológico em si) a própria sociedade seja heterogénea com classes, grupos e interesses bem diferenciados.
    Eu posso não concordar com muita coisa, mas sou essencialmente pela liberdade na esfera privada e social, sou pela transformação de dogmas e pelo direito à diferença, que é um direito humano natural e universal independentemente de qualquer julgamento (desde não viole nem negue nenhum outro direito universal e natural). Acho que sou pela reflexão conclusiva de que a marginalidade não equivale a perda de dignidade, a marginalidade é apenas um caminho oposto, mas que não significa que esse não seja o caminho certo, é só outro caminho.
    Não gosto nada deste tipo de posts, parece que são para extravasar ódiozinhos e frustrações que ficam entupidas e depois não tem por onde sair e depois saem estes posts, sem justificação aparente. Tinha de dizer o que penso, fico bastante incomodada com este tipo de posts.

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  27. Xuxi, absolutamente toda a gente tem preconceitos, pelo que não entendi todo esse teu dramatismo. E também não me parece bem que metas palavras na minha boca. Não, não acho normal o swing, o sado-maso e as relações a três. Se me incomodam? Claro que não, é para o lado que durmo melhor. São opiniões.

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  28. Não concordo minimamente. O conceito de normal ou anormal não muda de pessoa para pessoa. Assim como se uma coisa é cor-de-rosa, é dessa cor para todas as pessoas, não é amarela para uns e rosa para outros.

    Hoje em dia tudo é considerado normal. Mas na minha opinião já é dificil é encontrar pessoas com atitudes normais. Pegou-se na anormalidade e juntou-se uma pitada de liberdade peace&love e tudo parece bem. Mas não é.

    Daqui a pouco, ser travesti é normal, roubar é normal, etc...

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  29. Cada um sabe de si, desde que não me incomodem, 'tá-se bem. Mas, pessoalmente, não sou adepta do número três, não gosto de palmadinhas - nem no rabo, nem nas costas! -, e não mudo de namorado como quem muda de roupa interior.

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  30. Blog da S. Para a Xuxi é! Normal e obrigatoriamente aceitável, tudo que venha do comportamento humano como a argumentação dela defende ao considerar normal a marginalidade.
    Normal enquanto essa mesma marginalidade não a raptar, violar e maltratar, enquanto sob ameaça de uma faca não a obrigarem a esvaziar o MB, enquanto não lhe roubarem a carteira, enquanto não sentir na pele a normalidade da marginalidade.
    Lá está, é como diz alguém por aqui: as coisas são como são e pimenta no cu dos outros é refresco

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  31. Concordo contigo S*, mas pelos vistos há no nosso Mundo muita gente a achar normal, tanta anormalidade (para mim), mas bem é como dizes, são opiniões, cada um tem a sua! :-)
    Não sou púdica, nada disso, mas fico chocada ao ver a facilidade com que hoje em dia esta juventude, namora hoje com um, amanha com outro, e quando não é com dois ao mesmo tempo!Mas enfim...serei eu a anormal??

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  32. S* isto e um mero comentario ao teu post e nao meti palavras na tua boca; sei que nao deves ter gostado do meu comentario (o que entendo) mas nao interpretes e nao assumas coisas que nao existem.

    O blog da S.
    eu posso explicar-te que o conceito de normalidade é um conceito vazio e que nem tem verdade absoluta per se, nem tem existencia real. Apenas desempenha o seu papel de determinação valorativa na esfera social e a sua função é relacionar essa "norma" com a existência do conceito de valor que se estabeleceu para ela. Se te consideras normal, optimo, eu considero que sofres de NORMOSE.
    Raciocinando com todo o rigor, a normalidade não existe (ela nem tem realidade do ponto de vista empirista ou realista), porque ela sera sempre vista do conceito de comportamento normativo de um tipo ideal e de uma determinação valorativa baseada em valores, estereótipos ou hábitos de pensar de uma maioria em comum, que nao aceito como padronizante nem unica.
    o racismo e o esclavagismo eram considerados normais ha uns seculos atras, quem pensava de forma contraria era anormal... agora é normal? Eu podia continuar mas vou perder tempo e nao vai valer de nada...
    Eu nao sou normal, eu sou diferente e ainda bem.

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  33. Só vivemos uma vez. Só temos 'uma' oportunidade de fazer as coisas. Podemos tentar repetir amanhã, mas isso não irá apagar o dia de hoje. Devemos viver preocupados em ser feliz e viver na máxima de que um dia será o último na nossa vida. Estando no mundo de passagem, considero que o normal é fazer por ser feliz, realizado, satisfeito com os passos que damos, as coisas mais diversificadas que fazemos. Desde que respeitemos o espaço de liberdade daqueles que connosco se cruzam, não há anormalidades.

    Idealmente.

    Mas todos temos pré-conceitos. É assim mesmo. Não faz de nós más pessoas ou intolerantes! De todo! São esses pré-conceitos que nos guiam na vida.

    Contudo, não nos devemos guiar pelos pré-conceitos alheios no modo de condução da nossa vida!

    Respeitando os outros, devemos fazer tudo o que nos faz feliz. Isso é que é, para mim, o normal.

    Mas lá que há coisas muuuuito estranhas há ;) Isso da poligamia, a mim, perturba, por exemplo. Não levo a sério como relação amorosa, peço desculpa. Acho que se trata de pura promiscuidade. Já não acho nada de anormal o sado-masoquismo, ou menages a 3, ou gostar de sexo a ponto de ter vários parceiros em tempo record.

    Não o quero para mim, mas isso é porque a mim não me faz feliz, se fizesse era toda uma outra história ;)

    Beijinhos *

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  34. O normal é relativo. Não há uma definição de normal. Tudo o que é normal para ti, não é para mim, concerteza. E ás vezes, é preciso passar por certas coisas para passares a vê-las como "normais".

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