quinta-feira, 7 de junho de 2012

Os "burros" também têm direito ao amor

Ontem, no Shiuuuu, o que me chocou não foi o segredo em si, foram as respostas. No segredo, uma mulher dizia que tinha vergonha, visto que considerava o namorado intelectualmente inferior - e, digo eu, talvez isso provocasse algumas situações mais embaraçosas. Em momento algum disse que o amava menos por isso, apenas que isso, por vezes, a embaraçava.

Logo surgiram as críticas, os comentários. "Se o amasses, não tinhas vergonha dele". "Se o achas burro, porque namoras com ele?".

Minha gente, todos temos defeitos. Por mais que amemos alguém, julgo que devemos ser capazes de reconhecer os defeitos do/a amado/a.

Se eu gostava de namorar com alguém que eu considerasse intelectualmente inferior? Não. Mas o amor não escolhe isso. E se a pessoa for fantástica para mim, honesta, carinhosa, tudo o que eu quero... menos nesse ponto? É por isso que vou deixar de o amar? Os mais burros, por acaso, não têm direito ao amor?

Se eu acho bem que se tenha vergonha do parceiro? Não. Mas a vergonha não se consegue evitar... e julgo que a mulher em questão não deve deixar de amar o parceiro só porque ele não é o mais inteligente do mundo - certamente, em dados assuntos, ele até sabe mais do que ela.

66 comentários:

  1. C'est vrai. Aqui é ele mais inteligente que eu sobretudo a nível de geografia. Aliás, não é questão de ser mais ou menos inteligente. É uma questão de cultura. Eu sou mais culta que ele noutros assuntos. Se me incomoda não saber onde fica o Azerbaijão? Não. Tenho-o ao meu lado para me dizer. E sinceramente acho que há coisas mais importantes que a cultura. A cultura aprende-se. Mas há outras coisas que ou se têm ou nunca se vai ter.

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  2. Também li esse segredo, mas li os comentários...
    Concordo com tudo o que dizes!
    O amor não se escolhe e porque não podemos gostar de pessoas burras?
    Beijinhos

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  3. Infelizmente para muitas mentes iluminadas dos blogs(autores e comentadores) só se tem direito ao Amor se se for perfeitinho.
    Tem que se ser magra, super linda, super inteligente... se não se for lá se vai o Amor. O que vale é que na "vida real" as coisas não são assim.

    Em relação aos comentários do Shiuuuu, acredito que metade daquelas pessoas, principalmente os anónimos, estejam a mentir.
    ;)

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  4. Esse segredo fez-me lembrar uma amiga minha que namorava com um rapaz que na altura andavamos todos na mesma turma do secundário e que era MESMO burrinho.Para além de ser péssimo em termos escolares, não se conseguia ter uma conversa com ele, era capaz de não saber o nome do Presidente da República, não fazia a mínima ideia de quem era Luís de Camões por exemplo e dizia à frente de quem fosse que nunca leu um livro e que nunca lê jornais ou vê telejornais. Não era capaz de saber nada sobre a actualidade e não tinha opinião sobre nada. Ahh e ler textos escritos por ele era mesmo uma comédia de tantos erros que tinham em palavras básicas.
    Acabaram invitavelmente o namoro. Ele era bom moço, simpático para toda a gente, divertido mas acho que é o que toda a gente diz: só serve para namorar pessoas ainda mais burras que ele (lol).

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  5. Claro que sim. Quando nos apaixonamos por alguém, aquela paixão mesmo inicial, normalmente nem conhecemos assim tão bem a pessoa. Mas se depois de a conhecermos, essa paixão cresce e transforma-se em algo superior, isso não quer dizer que não consigamos ver os defeitos dele. Por acaso nunca conheci ninguém que assumisse tal coisa pela sua cara metade. E sim, parece-me estranho, mas ao menos é sincera!

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  6. O que è o shiu S*?
    Ela apaixonou-se por ele por alguma razao....se nao se sente confortavel garanto que não ira longe....ele acab por se aborrecer dela o chamar inferior ou ela acaba nos braços de algum bom de "lábia"....

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  7. Ainda há uns tempos, numa aldeia da Beira-Baixa vi dois burros a amarem-se. Aquilo era um sarrabulho do caraças, mas ao mesmo tempo era bonito :)
    Todos têm direito ao amor. Digo eu, que sou burro.

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  8. Eu começo a ler os comentários do Shiuuu e desisto ao 2º ou 3º. Aquilo irrita-me, as pessoas querem sempre parecer tão moralistas, tão perfeitas, tão cheias de soluções para os outros. Pergunto-me se vivem no mesmo mundo que eu ou se, realmente, já viveram alguma coisa.

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  9. Quase nos entas, é um blogue mesmo giro, só com segredos. As pessoas mandam o seu segredo, sempre anónimo, e eles publicam. Já deixei o link no texto. :)

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  10. Algumas pessoas continuam á espera da perfeição que não existe!

    A seguir ;)

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  11. no meu caso nunca gostaria de alguém intelectualmente inferior, mesmo que fosse muito boa pessoa, a inteligência é o facto mais importante para mim.

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  12. enfim ... é tão fácil apontar o dedo :(

    beijocas**

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  13. Eu, por olhar para o segredo como tu, preferi não comentar o segredo em si, mas a imagem :$ que sejamos realistas: está divinal! ahah

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  14. Enfim, aqui aplica-se "só quem está no convento, é que sabe o que lá vai dentro!" ;)

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  15. joana, que sejas feliz assim. Eu prefiro que me amem, que me tratem bem, que sejam honestos, boas pessoas, carinhosos, divertidos, de bem com a vida. Inteligentes? Tanto melhor. Estimula mais uma pessoa. Daí a ser a coisa mais importante...

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  16. Obviamente que se a característica que eu mais valorizo em mim e nos outros é a inteligência e é a única que me faz ter vontade de conhecer alguém, não vou manter uma relação com alguém que me enfada. A minha selecção é simples, se não é inteligente é boring e por isso fico restrita aos que são inteligentes e depois espera-se pelas restantes boas características e confesso que nesse aspecto tenho bastante sorte já que o meu namorado tem o QI acima da média.

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  17. Ora nem mais S*. E o amor não escolhe pessoas, inteligências, feitios. Não me venham com essa!

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  18. Fui conhecer esse Shiuu e reparei que é a revista "Maria" versão blogspot :) é um conceito que vende!

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  19. O mal de muita gente, ou melhor da gente que faz esse tipo de comentários, é partirem logo para a crítica negativa sem sequer pensarem sobre o assunto e/ou colocarem-se na posição da pessoa do segredo, mas enfim.... resumindo, concordo a 100% contigo :) kiss

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  20. joana se é a ÚNICA característica que te faz querer conhecer alguém, espero que realmente namores o Einstein. Cada um é feliz da sua maneira. Eu valorizo mais o lado humano.

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  21. Martini, isso não é culpa deles, é culpa dos que mandam os segredos. ahahah

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  22. a inteligência é "o lado mais humano"

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  23. eu adoro o Shiuuuu, mas o que me chateia são os comentários muitas vezes lá deixados. as pessoas apressam-se logo a julgar, a criticar, a tirar conclusões que em nada têm a ver com o assunto ou que nunca foram explicitadas. a pessoa em questão pode amar de morte o namorado e ainda assim sentir-se envergonhada, por situações em que ele possa demonstrar menos inteligência. é normal. amamos mas não somos cegos nem estúpidos a ponto de não ver as coisas negativas do outro.

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  24. joana, a sério? eu pensava que o lado humano estava relacionado com o coração. Pelos vistos está ligado ao cérebro.

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  25. Olá S* :)

    É realmente uma questão curiosa. Dos dois namorados que tive (o anterior e o actual) o anterior era nitidamente inferior a mim a nível intelectual. Isso incomodava-me? Não. Ele tratava-me bem, dava-me todo o carinho do mundo (até chegava a ser peganhento), tinha sentido de humor e apoiava-me.

    O meu namorado actual é nitidamente mais inteligente que eu (e que a maioria da população portuguesa diria até) :P Isso incomoda-me? Não. Ele trata-me bem, dá-me todo o carinho do mundo, tem sentido de humor, apoia-me e ensina-me um monte de coisas interessantes ;) Há tanta coisa mais importante que a inteligência... É claro que convém não termos uma relação com pessoas com a cultura de um tijolo, mas de resto eu acho que isso é um bocado secundário ;)

    Beijinhos :)

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  26. coração todos têm, cérebro é que não. Afinal de contas o intelecto é a única distinção entre o animal racional e o irracional.

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  27. joana, sê feliz com a tua escolha. Eu prefiro uma boa pessoa a uma pessoa inteligente.

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  28. eu simplesmente acho que nunca me conseguiria apaixonar por alguém que não fosse minimamente inteligente e culto. não consigo conceber a ideia de não se poder ter uma conversa sobre boa música, bons livro, bons museus, sobre atualidade, sobre mil e um assuntos de cultura geral. pelo menos para mim...

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  29. Eu concordo contigo mas, pessoalmente, acho que seria difícil manter um namoro com alguém que não me estimulasse intelectualmente (o mínimo). Mas é óbvio que ser honesto, carinhoso, dedicado e trabalhador são qualidades que contam, e muito. Para mim a inteligência também é importante (falo do mínimo de inteligência, não de um Einstein da vida, que inteligência a mais vem sempre atrelada a outros problemas como esquizofrenia e que tais). :p

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  30. Aqui não existe esse problema, a burra sou mesmo eu. Portanto ele que se aguente:)

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  31. Não podia estar mais de acordo contigo!

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  32. Eu não só a pessoa com o maior QI deste mundo mas já me envolvi com pessoas "lentas de compreensão", se bem que as coisas entre nós não correram mal por ter vergonha que eles assim fossem mas sim porque conversas mais rebuscadas tornavam-se difíceis de manter, e se há coisa que adoro fazer é falar.

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  33. Uma coisa é intlectualmente inferior, é normal que assim aconteça.
    Há imensos casais com niveis de instrução e conhecimento dispares, e não é por isso que deixam de ser felizes.
    Esse pode apenas ser um dos problemas entre o casal mas acho que com amor tudo se supera. pois

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  34. Concordo ctg, S.
    Se não está bem com o namorado, que deixe para outra, decerto o QI dele é compatível com o de outra pessoa que o vai achar o máximo.
    Acho isso uma parvoíce. Eu sei de certos assuntos mais do que o meu namorado, e ele sabe de certos assuntos mais do que eu. Não me interessa quem é mais inteligente ou mais burro. Acho que numa relação isso não interessa nada.

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  35. De facto quando as pessoas deixarem de olhar para a perfeição com tamanha ânsia é que um dia as mentalidades vão mudar...

    O que é facto é que todos somos inteligentes nuns assuntos e em outros nem por isso. No entanto encontrarmos alguém exactamente á nossa medida é complicado, até porque eu gosto que o meu namorado me dê inputs de assuntos que eu não estou tão à vontade, assim como ele me pede para eu lhe fazer o mesmo.

    Seremos os dois burros? lool...

    Que idiotice pegada :|

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  36. P.S. Eu acho que, nos comentários, as pessoas estão a confundir inteligência com cultura. São duas coisas completamente distintas, embora, habitualmente, andem associadas.

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  37. Também me irritaram bastante os comentários e não me contive de deixar a minha opinião, que vale o que vale.
    O mais importante aqui não é a pouca inteligência, mas sim se ele tem vontade de aprender ou não. A humildade de admitir o pouco favorecimento intelectual e de tentar mudar isso é um grande acto de coragem e pode ser o caso deste rapaz. Além disso, concordo que o amor não escolhe inteligência, tal como não escolhe idade, sexo, raça, religião ou qualquer outra diferença. Cada um é como é e se a rapariga está com ele é porque algo de bom aquele rapaz deve ter. Há por aí tantos homens "sobredotados" a nível intelectual e que se formos a ver tratam mal as mulheres, acham-se os donos da verdade, e, desculpem o termo, nunca servem para merda nenhuma. Tal como há aqueles "sobredotados" que são o máximo, mas sempre desconfio de tanta "perfeição", penso sempre que o mal só pode estar debaixo dos lençóis. Hihihi
    Por isso, há que valorizar o que o rapaz tem de positivo, ajudá-lo a melhorar e estimulá-lo para actividades que o façam aprender. No final de contas, acredito que ela até vai perceber que ele percebe muito de determinados assuntos e que nos mesmos ela é um zero à esquerda. Afinal, ninguém sabe tudo e todos os dias aprendemos coisas novas, com pessoas menos prováveis disso acontecer.
    As minhas anteriores relações em que tal aconteceu não acabaram por falta de inteligência, mas sim por falta de iniciativa ou de ambição. Mais do que intelectualmente pouco favorecida, é importante que a pessoa tenha objectivos de vida, ambições e lute por eles.

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  38. Confesso que para mim seria de todo impossível namorar com alguém que não fosse inteligente e minimamente culto. Que iria conversar com ele? Que pensamentos partilhar? Falar do tempo, dos outros, de frivolidades? Paramim não dava. Mas reconheço que o intelecto de uma pessoa é deveras importante. Não adianta ser-se inteligente e culto se não se for íntegro e altruísta.

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  39. Nem mais! Eu tive formação superior e adoro museus e livros. O meu namorado até a escrever dá erros! É muito básico e sei que no meu ambiente afoga-se. Mas se me fizer feliz... no início também me fazia confusão mas quando se ama aprende-se a dar valor a outros gestos.

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  40. Ps: vi que havia quem dissesse que o lado humano é o cerebro e a inteligencia. Joana, já pensei assim e olha que um dia verás o quão errada estás. Sempre tive uma educação acima da média e mais cultura que os meus colegas. E isso fez de mim uma querida adoravel? Não. Era tão inteligente que os demais me aborreciam e tornei-me arrogante e estupidazinha. Podia ser a mais inteligente, mas era a pior pessoa. Até crescer e perceber que toda a gente tem o seu valor. Um sapateiro pode não saber quem foi Dali mas sabe arranjar coisas que eu não sei. Com o tempo entenderás o que a S* disse. Um coração com bons valores faz tudo.

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  41. isso de que o amor acontece é muito idealizado, até parece que as pessoas não têm critérios e se apaixonam por pessoas que normalmente cumprem esses mesmo critérios. Quem namora com alguém com pouca instrução é porque claramente esse não é um critério valorizado. E a questão aqui nem se prende com conhecimentos ou instrução escolar ou sequer cultura, prende-se com inteligência e tanto quanto se sabe o QI não é tão manipulável quanto isso. Portanto, se ele for burro no sentido de ter um QI baixo ou abaixo da média, não haverá grande vontade de aprender que o ajude. As pessoas claramente não sabem o que significa inteligência.

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  42. Raven, é isso. Sabes, eu nem falo por mim, que graças a Deus o namorado é todo inteligente e bem mais culto do que eu (que sei distinguir uma coisa da outra). No entanto, conheço vários casos de casais cuja diferença intelectual é óbvia. Acho que isso nunca os impediu de se amarem. Claro que não estamos a falar daquelas pessoas mesmo mesmo limitadas, mas sim de casais em que um é nitidamente mais desenvolvido intelectualmente (provavelmente porque teve oportunidade de estudar mais, porque teve uma família mais estimulante, sei lá...). E nunca conheci um casal que se separasse por causa disso. Se o namorado não é tão inteligente, aposto que compensa noutras qualidades - caso contrário não estava com ele.

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  43. Quando de ama, é tudo. Pode-se não gostar de certas coisas, mas é na aceitação em paz que está a capacidade de ultrapassar esses "defeitos". Há que ser sempre um pouco racional, senão, não se sobrevive só com o "amor".

    :)

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  44. "e julgo que a mulher em questão não deve deixar de amar o parceiro só porque ele não é o mais inteligente do mundo - certamente, em dados assuntos, ele até sabe mais do que ela." claramente não sabes o que é inteligência, não tem a ver com conhecimentos.

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  45. @Raven: dude, lá estás tu a confundir cultura geral com inteligência. Inteligência não é tão moldável, a menos que andes a beber xarope ou drogas que tais para te tornares mais diminuída intelectualmente. O erro da tua parte é assumir que toda a gente é como tu, não generalizes. Eu procuro rodear-me por pessoas que me interessam e mesmo em contacto com as restantes pessoas não as maltrato nem sou má pessoa por considerar que me interessam menos, agora não as vou seleccionar obviamente para fazerem parte da minha rede de apoio.

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  46. joana, se tiveres um filho com um QI baixo, o que lhe fazes?

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  47. dou-lhe pedigree.

    jk.

    não quero filhos.

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  48. desculpa, joana, mas a única pessoa que não entende o que é inteligência és tu. Em primeiro lugar, deverias saber que o QI é extremamente impreciso e cada vez menos aceite como "medidor de inteligência". Caso não saibas existem diversos tipos de inteligência e nem toda cai na mesma categoria. Concordo que a inteligência é definitivamente uma característica a ter em conta, entanto, não passa disso: uma característica. De grande importância, certamente, mas está longe de ser tudo! Lamento a frontalidade, mas só alguém muito pouco inteligente e ignorante em relação à vida e ao mundo real é que julga o valor de uma pessoa pelo QI.

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  49. Em primeiro lugar não me conheces para assumir que sou "muito pouco inteligente" (primeiro erro); segundo erro, em momento algum eu determinei que o QI que eu concebo é avaliado segundo a visão clássica; terceiro erro, leste-me certamente mal, porque eu disse que a inteligência é o meu ponto de partida para manter relações, não disse ser o único. E por fim, em último lugar, gostava de saber onde é que está determinado que alguém muito pouco inteligente é que avalia os restantes pelo QI, se me mostrares estudos científicos que atestem o teu conhecimento popular eu redimo-me à tua superioridade.

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  50. "e julgo que a mulher em questão não deve deixar de amar o parceiro só porque ele não é o mais inteligente do mundo - certamente, em dados assuntos, ele até sabe mais do que ela." claramente não sabes o que é inteligência, não tem a ver com conhecimentos.

    E tu não sabes o que é o Amor. :)

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  51. Santo Deus! Gente tão novinha e já com tantos clichés!(estou a flar só para quem acha que não pode amar alguém menos inteligente). Volta Einstein! tens aqui alguém que se apaixonará por ti só pelo nome! Ainda bem que o AMOR é superior a essas tretas todas.... e à sobranceria também. E já agora, conheço gente muuuiiiito inteligente (pelo menos na opinião delas próprias) e que são intragáveis. Só teriam alguma hipótese se fossem o único espécie do género à disposição, hihihi...

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  52. clichê
    (francês cliché)
    s. m.
    1. [Fotografia] Chapa fotográfica de negativo.
    2. Folha estereotipada.
    3. Matriz reprodutora de estampas.
    4. [Figurado] Molde ou vulgaridade que a cada passo se repete com as mesmas palavras. = CHAVÃO, LUGAR-COMUM

    penso que está comentado. Em segundo lugar nem sabes a minha idade. Em terceiro lugar, sempre é melhor inteligentes intragáveis do que burros intragáveis, mas cada um tem a liberdade de escolher o que melhor lhe apraz.

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  53. Só uns reparos:

    1º - uma pessoa ser intelectualmente inferior a quem quer que seja não faz dela automaticamente burra ou ignorante. Neste sentido, acho que estão a sobrevalorizar a inteligência. Eu considero-me uma pessoa capaz, com destreza mental, no entanto reconheço que estou longe de atingir as sinapses do Bill Gates, por exemplo. E isto pode dever-se a uma miríade de razões, entre as quais a idade, experiência de vida, etc. (que sim, ao contrário do que vem sendo dito, a inteligência é algo moldável ao longo da vida.)

    2º - inteligência em nada se prende com cultura geral. Cultura geral prende-se, essencialmente, com armazenamento de factos, enquanto que a inteligência, entre outras coisas, prende-se com a capacidade de interpretar esses factos à luz de algo relevante, relacioná-los com outros conceitos, etc.


    Mais importante que a inteligência per si, é a inteligência emocional, que estou a achar sobejamente descurada por parte de certas pessoas aqui. Eu posso formular opiniões ajuizadas e interessantes sobre algo, e até ter a destreza mental suficiente para jogar xadrez de costas voltadas para o tabuleiro, mas se tenho um nível de emoção equivalente ao de um garfo, sou só uma merda de pessoa. E é por aqui que passa o lado mais humano de que já falaram aqui.

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  54. myrottennews, adorei. :)

    É a tal coisa... as pessoas não nascem burras ou inteligentes - pelo menos não a 100%. São as circunstâncias, o meio, as experiências que nos fazem desenvolver mais ou menos a capacidade intelectual. Portanto, acredito que alguém mais inteligente pode ir perdendo essa capacidade ao longo do tempo, assim como alguém mais limitado pode melhorar - se se esforçar.

    Quanto à cultura, é algo completamente diferente. Não basta ser inteligente, tem de existir capacidade de aprender, vontade de ler, de conhecer, de beber cultura. E isso, para dizer a verdade, parece-me mais trabalhoso.

    Inteligência emocional, como bem dizes, não é para todos. Isso é aquilo que nos define como pessoas, como ser humanos. É o que está dentro do coração, o bom e o mau - e isso é o mais importante.

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  55. Só agora é que reparei nisto da parte um dos comentadores:

    "isso de que o amor acontece é muito idealizado, até parece que as pessoas não têm critérios e se apaixonam por pessoas que normalmente cumprem esses mesmo critérios. Quem namora com alguém com pouca instrução é porque claramente esse não é um critério valorizado.

    Porque, antes do nível de instrução do parceiro vir à baila, há outros aspectos mais importantes que se elevam, outro tipo de compatibilidade que não tem necessariamente que ser justificado pelo grau de instrução do outro. Portanto, ser ou não um critério valorizado é irrelevante. Eu, pelo menos, não perguntei logo ao meu namorado quais eram as habilitações académicas dele mal nos conhecemos, para poder riscar na minha lista de critérios. Isso é parvo, pois o grau de interesse de uma pessoa não se vê assim.

    "Portanto, se ele for burro no sentido de ter um QI baixo ou abaixo da média, não haverá grande vontade de aprender que o ajude."

    Isso é altamente redutor, o nosso QI não é a nossa inteligência, e não se pode especular acerca da vontade de aprender de alguém unicamente com base no seu QI.

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  56. myrottennews

    quer dizer... na primeira conversa que tive com o namorado consegui perceber que ele sabia falar, sabia estar, era interessante. Mas olha, não sabia que não gosta de ler - não gosta. Gostar de ler, dizem os armados em intelectuais, é sinónimo de inteligência. O namorado não lê, eu adoro ler, mas isso não me faz mais culta do que ele, por exemplo. Cada um adquire conhecimentos à sua maneira. :)

    Estava bem tramada se apenas quisesse alguém pela inteligência... podia-me calhar um vazio de coração.

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  57. Ler não faz nada por nós se não conseguirmos interpretar o que lemos, e de alguma forma relacionar as mensagens com as nossas vivências e motivações pessoais (uma manifestação da inteligência). Portanto, ler, por si só, não nos torna mais inteligentes ou outra coisa qualquer. Temos primeiro que estar receptivos àquilo que um livro nos pode oferecer para a leitura surtir algum efeito na nossa vida, ao nível da nossa postura perante ela, as nossas perspectivas, etc.

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  58. É isso. :)

    Não importa onde adquirimos conhecimento, desde que gostemos de o fazer. Pode-se aprender com tudo. Livros, filmes, séries, documentários, em conversas, em entrevistas, em experiências do dia-a-dia. O que importa é estar receptivo à aprendizagem.

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  59. Claramente nunca trabalhaste com crianças com défices cognitivos, independentemente de um trabalho sistemático de vários profissionais, os avanços que a criança faz ao longo do tempo são bastante reduzidos pois a sua capacidade de compreender e integrar as novas informações são bastante reduzidas. E estamos a falar de intervenção precoce, por isso o factor genético é o único considerado pois os factores externos são potenciados no sentido de melhorar as competências que ela detém.

    Mais uma vez volto a dizer que claramente estão a utilizar um extremismo para refutar uma ideia. Em momento algum disse que isolaria a inteligência ou qual seria o tipo de inteligência ao qual estaria a referir-me, pois o QE está englobado no QI nas novas definições de inteligências múltiplas.

    Por fim, o conceito de "ler" implica a compreensão do conteúdo do texto, logo se existe leitura, terá de existir forçosamente compreensão, caso contrário não se considera que o indivíduo seja capaz de ler. Tal acontece igualmente na escrita, um macaco consegue desenhar letras, mas não sabe escrever porque a escrita implica a transmissão de uma mensagem. Isto naturalmente segundo as definições científicas de ambos os conceitos, tendo em conta os processos neurológicos e linguísticos que lhes estão associados.

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  60. Bem, que leitura tão exageradamente literal e a despropósito. Está-se a falar de inteligência enquanto desenvolvimento mental normal de um indivíduo típico; obviamente que os casos anormais não se de todo a questão aqui. Acho que o extremismo não vem da nossa parte.

    Em relação ao conceito de ler, obrigada pelo rigor na definição (que, penso, é de conhecimento geral), mas, novamente, not the point. Podes ler, e embora compreendas a sequência de caracteres que vês escrita (clap clap), podes não reter nenhum ensinamento útil ou prático para a tua vida, e foi nesse sentido que eu disse que ler poderia não nos trazer nada de novo, se não soubermos o que fazer com as possíveis mensagens transmitidas, ou não estivermos interessados em retê-las.

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  61. Lá está um exemplo de quem não consegue ler além do que óbvio, os casos extremistas são os que nos permitem compreender mais facilmente o funcionamento cerebral pois reduzem o número de variáveis com as quais estamos a lidar. Quando há um caso de deficiência mental isolada, claramente a estimulação de que falam deveria ser o suficiente para aumentar a inteligência e atingir a normalidade e tal não acontece.

    Quanto ao facto de a definição de ler ser de conhecimento popular estas enganada e não fosse o teu pedantismo e terias compreendido que a maioria das pessoas considera ler a leitura da mensagem mesmo sem que ocorra a assimilação do seu conteúdo. Quanto a leituras do exemplo que forneceste, não vejo qual seria a lógica de alguém se empenhar em ler um texto quando não procura adquirir conhecimentos a partir do mesmo, a menos que seja uma leitura impingida.

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  62. Não foi pedido para estudar a lógica da minha afirmação (leitura passiva não me parece ser um fenómeno estranho ou descabido), ela foi feita apenas para refutar a ideia de que ler faz de nós pessoas mais inteligentes. Não havia mais nada por onde pegar aqui e tu pegaste, pelo que o pedantismo não veio certamente da minha parte.

    Por último, casos de deficiências mentais são eventos extremamente infelizes pelos quais não somos responsáveis, pelo que não faz sentido estarmos a equacioná-los nesta discussão. Um indivíduo, em circunstâncias normais, pode incrementar o seu grau de inteligência, se considerarmos esta uma ferramente essencial para a diversidade de situações que nos aparecem à frente e que exigem fluida capacidade de problem-solving e pensamento mais além. Com a idade e experiência de vida podemos melhorar estas habilidades, ou não fossemos mais sabedores aos 30 anos do que quando tínhamos apenas 10. A tendência é estarmos sempre a evoluir, se houver disposição para tal.

    Como isto já está a entrar numa fase de "much ado about nothing", em que já pegas em pormenores de conceitos que em nada se relacionam com a discussão, com o objectivo de te fazeres "ouvir", fico-me por aqui.

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  63. Lá está outro exemplo de que não sabes o que é a inteligência, o que aumenta geralmente com a idade são os conhecimentos e a experiência.

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