Dos salários

Estou aqui numa "discussão" com o namorado.

Ele acha que alguém que cumpre a mesma função numa empresa deve ganhar o mesmo, independentemente das diferenças no tempo de trabalho na empresa. Quer isto dizer, alguém que esteja há vinte anos numa empresa e alguém que entrou há um mês devem ganhar o mesmo, se cumprirem a mesma função, visto que o esforço e o trabalho é supostamente o mesmo.

Ora bem... Eu penso diferente. Eu acho que uma empresa deve valorizar "os da casa", os que já lá estão há alguns anos. Para mim, uma empresa devia respeitar/acarinhar os trabalhadores que, ao longo dos anos, se esforçaram por uma empresa. Por exemplo: não me pareceria justo que eu, que estou há um ano no meu local de trabalho, ganhe o mesmo que a minha colega que já lá está há vinte anos, embora tenhamos a mesma função e façamos a mesma quantidade de trabalho. Oh pah, acho que a antiguidade deve ser mesmo um posto, respeitado, até porque um funcionário que já está há algum tempo na casa tem outro conhecimento de como as coisas funcionam. Isto não significa que seja melhor ou pior do que os mais novos, apenas tem, naturalmente, mais conhecimento.

E ele perguntou: então se eu for trabalhar para uma loja tenho de ganhar menos que alguém que já lá está há 5 anos? Para mim, sim. Acho que deveria haver uma diferenciação. O patronato deveria valorizar a fidelidade, a continuidade... e suponho que gostem do funcionário, caso contrário não o tinham lá anos (não estamos a falar de incompetentes).

Para mim, uma empresa deveria aumentar, nem que fosse em 0,5% ou 1% os funcionários, todos os anos, para que, com o tempo, ao longo dos anos, eu me sentisse mais valorizada. Quer dizer, quão justo pode ser um funcionário com 30 anos de casa ver um miúdo, acabadinho de chegar, a ganhar o mesmo que ele?

Já sei que há profissões onde existe progressão na carreira e categorias mas, na maioria, tal não existe. Para mim, deveria existir. A antiguidade deveria ser mesmo um posto.

E vocês, que pensam disto?

Comentários

  1. Só concordo com essa ideia no sector privado, porque no público gente com "20 anos de casa" não fazem nenhum.

    Vou-te dar um exemplo: Há uns anos em ainda na faculdade, arranjei um part-time nos CTT na área da videocodificação. Nós tinhamos apenas 10 minutos de descanso a cada hora e meia, algo pesado pois o trabalho exigia muita concentração. Nesses mini intervalos as vezes ia a cafetaria dos CTT e era ver aquele "pessoal" da casa lá a pastar, visto q o contrato deles era daqueles efectivos, para além de só falarem mal dos patrões e apenas estavam interessados em reclamar. Porque é que ninguém os meteu na videocodificação?!
    Simples, para já não tinham escolaridade nem habilidade, só sabiam separar correspondência e andar com caixas na mão, e depois porque iriam reclamar e meter os CTT em tribunal caso lhes dessem outras funções. Então os CTT exploravam os estudantes em trabalhos de rigor ali, enquanto aquele pútrida "prata da casa" que ganhavam o triplo de nós, não queriam mover uma palha. Antiguidade a ser distinguida?! Só no privado...

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  2. o meu comentário pode ser meio confuso, mas não encontro maneira melhor de dizer :$ ora bem... eu até concordo contigo! é óbvio que tem que haver uma diferença entre quem trabalha há anos numa empresa e quem entra 'agora'... e não sei se é uma questão de maneira de dizer, mas acho que há uma diferença entre "ganhar menos que alguém, ou alguém ganhar mais que nós"... enfim! fica a ideia de que concordo contigo lol

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  3. Concordo contigo, a antiguidade numa empresa deve ser valorizada e respeitada:)

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  4. Eu concordo contigo. Acho justo que quem está há mais tempo ou tenha mais experiência ganhe mais. Se assim não for as pessoas "da casa" acabam por ficar desmotivadas. Pelo menos eu que sou uma das mais novas no meu "cargo" e ganho menos, acho justo.

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  5. Eu concordo contigo. Acho justo que quem está há mais tempo ou tenha mais experiência ganhe mais. Se assim não for as pessoas "da casa" acabam por ficar desmotivadas. Pelo menos eu que sou uma das mais novas no meu "cargo" e ganho menos, acho justo.

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  6. Não concordo. Claro que deve haver uma estabilização à medida que a idade avança, no entanto, acho que se deveria ganhar pela função que desempenham, pela responsabilidade que têm. Essa de a antiguidade ser um posto, é um pensamento um bocado retrógrado, é por isso, que os monos das empresas continuam nas mesmas e que o pessoal mais novo podia dar mais, e, não dá, porque a antiguidade é um posto. Se eu for mais responsável, mais competente que um gajo que está numa empresa há 20 anos, ele não tem o direito de ganhar mais do que eu (se desempenhamos a mesma função, claro). Eu, supostamente, com melhor formação que ele (contando que as pessoas "antigas" não se actualizam e se encostam)... não faz sentido!!

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  7. Ora aí está um tema um bocadinho delicado. Há muitos factores a ter em consideração mas a minha opinião é mais parecida com a do teu namorado. Conheço quem já trabalha há anos em empresas e não façam já praticamente nada porque não estão para se esforçar exactamente porque o tal posto de antiguidade é um dado adquirido. Quem entre para a mesma função, e se dedique realmente, deverá ganhar menos só porque está há menos tempo na empresa? Não me parece justo.

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  8. O pior é quando quem lá está é ultrapassado, em termos de conhecimentos, desenvoltura, rapidez, etc, por quem aparece agora.

    Eu sou a favor da existência de uma tabela que indique o valor base para cada cargo. Os aumentos, prémios, regalias, etc, serão atribuídas consoante o mérito, nunca segundo a antiguidade.

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  9. Reparem que eu referi que estava a comparar pessoas competentes mais velhas e pessoas competentes mais novas. Claro que, no público, há muita gente acomodada (tal como haverá no privado, certamente) e que não são despedidos porque as indemnizações seriam grandes e coisa e tal. Não é isso que eu quero comparar. Quero comparar pessoas competentes com alguém que já está há muitos anos no mesmo sítio e também é competente.

    Quer dizer, eu não acho nada esquisito que eu vá ganhar o salário mínimo, apesar de saber que cumpro a mesma função que a minha colega. Ela está na empresa há muito tempo, tem estatuto, tem uma notoriedade e, se calhar, credibilidade que eu ainda não tenho. Não acho injusto que a antiguidade sena empresa seja melhor paga... supostamente, tempo de empresa deveria significar mais e melhor conhecimento da empresa e do trabalho. Supostamente!

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  10. Não acho este tema nada delicado. Para mim é simples, se está na empresa há mais tempo deve ganhar mais. Se não houver perspectivas de crescimento como conservar um bom funcionário? Alguém que acaba de chegar não vai desempenhar o trabalho tão eficientemente como alguém que já conhece os cantos à casa. Depois de um tempo pode-se avaliar a situação do novato, mas no início concordo contigo.

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  11. Não concordo com a tua opinião, acho que os anos de trabalho não representam um estatuto, nem se encontra tal designação no código do trabalho. A atribuição monetário dever-se-à sempre à categoria profissional e funções desempenhadas, além de que uma medida dessas, que forçaria os empregadores a pagar mais por um funcionário que desempenha as mesmas funções que um recente, apenas faria com que não existisse estabilidade nas empresas, havendo constante renovação de empregados para não se pagarem o excesso anual. Teoricamente compreendo a tua posição, na prática não tem viabilidade. Trabalho mede-se em desempenho de competências, não em permanência em postos de trabalho.

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  12. S*, partindo do pressuposto que enunciaste, concordo contigo.

    E pedindo desculpa pelo "testamento", e devido a um ou outro comentário, eu acrescento: a competência e a incompetência existem no exercício de toda e qualquer função e independentemente de ser exercido no sector privado ou público. E eu sei do que estou a falar porque já trabalhei em ambos os sectores.

    É verdade que no sector público muitos funcionários desmotivam-se ao fim de alguns anos. Mas a maioria não é por uma questão de comodismo. É por uma questão de profunda desmotivação porque ao longo dos anos trabalharam, investiram na sua formação, demonstraram ser competentes e vêem-se ultrapassados por verdadeiros incompetentes que ganham mais do dobro só porque têm o cartão de uma determinada cor. Mas mesmo nessas pessoas competentes mas desmotivadas há aqueles que tentam "remar contra a maré" e colocam a sua dignidade e brio profissionais à frente de tudo.

    No privado a competência é mais valorizada e bem paga.

    Eis a grande diferença.

    Estou há 25 anos numa empresa. Todos os anos faço auto-formação (porque a empresa não me dá), de forma a actualizar e aprofundar os meus conhecimentos. Quando são assuntos complicados é para a "je" que mandam alegando que sou a única com a experiência, formação e conhecimentos adequados.

    E, acreditem, quando vejo colegas com menos 10/15 anos de experiência e menos formação do que eu a ganhar o dobro, a vontade de me "acomodar" é enorme.

    Beijo

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  13. S*, partindo do pressuposto que enunciaste, concordo contigo.

    E pedindo desculpa pelo "testamento", e devido a um ou outro comentário, eu acrescento: a competência e a incompetência existem no exercício de toda e qualquer função e independentemente de ser exercido no sector privado ou público. E eu sei do que estou a falar porque já trabalhei em ambos os sectores.

    É verdade que no sector público muitos funcionários desmotivam-se ao fim de alguns anos. Mas a maioria não é por uma questão de comodismo. É por uma questão de profunda desmotivação porque ao longo dos anos trabalharam, investiram na sua formação, demonstraram ser competentes e vêem-se ultrapassados por verdadeiros incompetentes que ganham mais do dobro só porque têm o cartão de uma determinada cor. Mas mesmo nessas pessoas competentes mas desmotivadas há aqueles que tentam "remar contra a maré" e colocam a sua dignidade e brio profissionais à frente de tudo.

    No privado a competência é mais valorizada e bem paga.

    Eis a grande diferença.

    Estou há 25 anos numa empresa. Todos os anos faço auto-formação (porque a empresa não me dá), de forma a actualizar e aprofundar os meus conhecimentos. Quando são assuntos complicados é para a "je" que mandam alegando que sou a única com a experiência, formação e conhecimentos adequados.

    E, acreditem, quando vejo colegas com menos 10/15 anos de experiência e menos formação do que eu a ganhar o dobro, a vontade de me "acomodar" é enorme.

    Beijo

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  14. Bem, fiquei um pouco dividida. Acho que tudo depende da competência da pessoa.
    Se alguém mais velho do que eu se encostar no trabalho, basicamente não fazer nenhum, e continuar lá apenas porque "já é da casa" e o patrão não consegue moralmente despedi-lo, acho injusto ganhar mais que eu. Eu que dou o litro, que me esforço e mostro competências, ganho X, e outro que exerce as mesmas funções, mas que trabalho muito menos por dia, é muito menos competente, ganha mais que eu. Óbvio que o patrão não lhe vai baixar o salário, apenas irá igualar o meu ao já estipulado para o dele.
    Se por outro lado, na mesma posição que eu estiver alguém competente e impecável naquilo que faz, mais velho que eu por sinal, acho injusto ganhar o mesmo que ele. Talvez essa pessoa quando começou ganhava o mesmo que eu ganho quando agora comecei, e o facto de agora essa pessoa ganhar mais, só é o resultado de um bom trabalho ao longo dos anos e um "prémio" dado pelo patrão. Se à semelhança de tal pessoa, eu fizer um bom trabalho, irei ser recompensada da mesma maneira. Sendo assim, alguém que se junte a mim com menos anos de trabalho em determinado local, é injusto ganhar o mesmo que eu, visto que aquilo que eu ganho é o salário base mais uns pontos pelo meu bom trabalho.
    Nestas perspectivas, as minhas ideias baralham-se um pouco, mas visto que falas em competência, concordo contigo. Mas se e só se a pessoa em questão for competente. Caso contrário, i'm out! :P

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  15. Como é óbvio quem está a fazer um trabalho há 10 anos sabe mais do que alguém que entrou ontem, deve haver uma diferença, mas não uma diferença abismal. Por outro lado há quem entre e por ser "sangue novo" consigo inovar em relação aos que estão, aí também deverá haver uma atenção. O grande mal de tudo isto é falta de bom senso, de quem é patrão, de quem trabalha há 10 anos e de quem entra. Para mim a única de alguém novo receber mais por alguém da casa deve acontecer justamente se houver mais competência ainda que menos anos de trabalho.

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  16. Concordo com a valorização de quem trabalha há mais tempo no mesmo sitio!

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  17. Concordo ctg! Desde que seja para gente competente, como disseste.

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  18. Ramalhete, eu sei que é complicado de complicar... mas, tal como a Merenwen escreveu... que raio de ambição pode alguém ter se ao fim de dez anos de trabalho na mesma empresa vai ganhar o mesmo que alguém que acabou de entrar? Não me parece justo. Sei que isso seria difícil de implantar e aplicar, até porque, como bem disseste, faria com que os patrões andassem sempre a "rodar" os funcionários... eu é que gosto de ter uma visão cor-de-rosa do mundo e acho que os patrões justos e honestos existem.

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  19. NI, é muito isso. Vai da consciência de cada um. Eu bem sei que existem pessoas que se acomodam... tenho casos bem próximos. Mas também sei que a minha mãe trabalha há 30 anos na mesma coisa e ganha a mesma porcaria que ganhava quando começou a trabalhar. Como motivar alguém nestas condições? Ela tem 30 anos no mesmo ramo, sabe fazer coisas que ninguém mais sabe, tem contactos que ninguém mais tem... isso é uma mais-valia, constitui valor acrescido para a empresa. Não pode ser ignorado. :/

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  20. Por exemplo, na minha área, jornalismo... um jornalista com 30 anos de carreira tem uma agenda de contactos gigantesca... a minha, ao fim de um ano de trabalho, é boa mas nada grandiosa. Um jornalista com carreira tem fontes fantásticas, sabe onde "esgravatar" para conseguir informação valiosa. Um jornalista acabado de sair da universidade, por melhor que seja, não consegue esses contactos, essas fontes, não tem a mesma credibilidade juntos das fontes institucionais. Se a minha colega ligar a um político, ele diz-lhe tudo o que ela quer saber. Se eu ligar, ele pode ainda não me conhecer ou, se me conhecer, ainda não confia em mim. E isto não é culpa mim... a antiguidade, neste caso, traz credibilidade. Não me parece que não deva ser distinguida.

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  21. O exemplo que deste à Ni mostra competências diferentes no desempenho da mesma tarefa, ou seja, estás a demonstrar que um é mais competente do que tu. E aí esta discussão não faz sentido porque ele está mais apto do que tu para desempenhar as tarefas. Não se trata de ser justo, ninguém mantém uma empresa com boas graças, independentemente de seres uma pessoa justa ou não, tens de decidir o que promove a tua sobrevivência, assim como a dos teus funcionários (se falir não há trabalho, parece-me mais importante do que valorizar empregados monetariamente para que não se sintam desmotivados). A motivação não é só monetária, existem quase sempre novas funções que se pode desempenhar, caso se mostre interesse em fazê-lo.

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  22. Desta vez não concordo contigo :)
    Na minha opinião os ordenados deviam ser decididos de acordo com a produtividade e dedicação de cada trabalhador. Ter "casa" nem sempre significa saber mais e ser melhor, apenas quer dizer que está mais acomodado ao trabalho e ao tipo de serviço que a empresa implica. Ás vezes trabalhadores mais antigos são os que têm menos produtividade e são mais resistentes a mudanças e inovações. O que pode resultar numa pior adaptação a novas funções. Uma pessoa que esteja à menos tempo numa empresa deve receber a mesma coisa ou mais, se a sua produtividade e volume de trabalho efectuado for igual, melhor e /ou maior que a dos trabalhadores mais antigos.

    Beijinhos *

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  23. eu concordo contigo ... também considero que as empresas deviam ter uma atenção aos mais antigos na 'casa'...
    **

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  24. Desculpa, mas vou ter que votar no teu namorado! :D

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  25. Pois eu acho que a existência de noção de "carreira" por antiguidade é precisamente um dos grandes problemas que enfrenta a função publica e por consequência o sistema de reformas. Não é um sistema sustentável. Nem todos por mais antigos que sejam podem ser remunerados crescentemente. Uns (os melhores) serão-no os outros não. Nota que isto não tem nada a ver com o respeito pela idade e pela experiência. Esse respeito tem de existir mesmo que essa pessoa faça o mesmo trabalho e ganhe exactamente o mesmo durante 20 anos. Uma remuneração melhor apenas pode ser justificada por mais responsabilidade ou por melhor produtividade nunca por antiguidade e nunca mas nunca será "universal". Não é sustentável - se quiseres é quase como o esquema da Dona Branca. Por isso desculpa mas estou de acordo em absoluto com o teu namorado.

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  26. Ramalhete, honestamente, não me parece que isso signifique a colega é mais contente que eu (não o vou discutir). Acho que são conhecimentos que só se criam com o passar dos anos... por inerência exactamente ao tempo passado na função. :)

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  27. Concordo que a produtividade é que deva ser paga, sem dúvida. Mas custa-me, honestamente custa-me, que alguém que trabalhe há vários anos num sítio receba o mesmo que alguém que lá trabalhe há poucos meses. Parece-me injusto, pronto. :)

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  28. Injustiça é a fome e a sede, a doença e as catástrofes naturais, entre numerosas outras. Isto é o mercado do trabalho, nada mais.

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  29. Eu concordo contigo. Falo por mim claro, mas custa-me muito trabalhar à 6 anos, dar tudo pelo o meu trabalho para cumprirmos os objetivos que temos, nunca ter faltado uma vez que seja, de fazer horas extra mesmo sabendo que não são pagas e no fim receber quase o mesmo do que pessoas que faltam, chegam atrasadas, que não se importam minimamente, que se estão a marimbar para os objetivos e só querem ver o ordenado ao fim do mês. Custa-me muito.

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  30. a realidade que conheço é esta: quem ganha mais normalmente está há menos de 20anos na empresa e já mudou algumas vezes de empresa. uma pessoa com 20 anos de casa já apanhou alguns vicios enquanto que alguém mais recente vai ver sempre as coisas como um novo desafio. tenta implementar melhorias, vê opornidades onde outros vêm rotina e chatice. mas claro que isto deve diferr de ´sector para sector, público, privado, isso já desconheço.

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  31. Ramalhete, se isso é "só" o mercado do trabalho, suponho que a fome e a sede seja também só uma chatice causada pelo azar de termos nascido num local ou numa família menos afortunada.

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  32. Ganhar o mesmo que uma pessoa mais recente é comparável a fome, sede, morte? Não para mim.

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  33. Anos de casa dão experiência. e a experiência deve ser valorizada!

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  34. Ramalhete, se é comparável? Claro que não. Mas não é por ser comparável que não é injusto.

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  35. Eu penso que a antiguidade e, por isso, a evolução do salário premeia a experiência e o enraizar da cultura da empresa. Quem entra de novo, com as mesmas funções que um outro trabalhador mais antigo, traz consigo a incerteza da sua competência. À medida que vai evoluindo e mostrando-se à entidade patronal vai tendo a recompensa por isso - quando tem!

    Se repararmos, pessoas que já têm no seu currículo bastante experiência na área em causa podem ter uma maior capacidade negocial mesmo sendo a primeira vez que o fazem naquela empresa. Mas se é dos primeiros trabalhos do género, o patronato joga pelo seguro e depois terá mais margem de manobra para premiar com aumentos salariais.

    É a minha visão das coisas. E aqui excluo o caso dos postos de trabalho antiquíssimos da função pública, onde a reciclagem dos conhecimentos é muito difícil.

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  36. Concordo contigo,

    acho que uma pessoa deve ser aumentada na proporção do seu esforço. Mas não só porque tem x anos de casa, mas porque, efectivamente, é uma pessoa produtiva e que merece ser agraciada por isso.

    Se devemos, logo de início, ser todos equiparados? não me parece, na minha opinião isso só serve para promover a preguiça e a falta de necessidade de se esforçar para chegar a algum lado.

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  37. Permitam-me apenas acrescentar o seguinte: o exemplo que dei restringiu-se apenas e tão só à questão monetária porque de uma forma geral foi nessa perspectiva que o post foi elaborado. Mas o que está em causa é a competência. Mas que competência? É que eu entendo que para além das competências técnicas, não são de menosprezar as competências relacionais e de comunicação. Mas falamos igualmente de produtividade, de empenho e de entrega, da capacidade de inovar. No fundo, de crescer.

    Não me preocupa minimamente que outra pessoa ganhe mais dinheiro do que eu se for melhor do que eu.

    Agora, quando vejo alguém a assumir funções de responsabilidade sem reunir as competências que enunciei anteriormente para o exercício de tal cargo isso já me irrita profundamente. Mas, acima de tudo, desmotiva qualquer um.

    Beijos a todos.

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  38. Faz a mesma pergunta ao teu namorado daqui a dez anos (se continuar na mesma empresa)! É possível que o ponto de vista tenha mudado...
    É apenas uma opinião...

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  39. A remuneração deve ser de acordo com o grau de exigência e responsabilidade das funções.
    Se alguém tem mais tempo de casa é natural que acumule tarefas extra, mesmo que ocupe a mesma função. E aí sim, deve ganhar mais.
    Caso contrário devem ganhar o mesmo. Antiguidade não é prova de produtividade e isso é o que faz a empresa mexer.
    E se reparares por vezes contratam pessoas que na prática fazem o mesmo, mas em teoria uma tem um nome para a função diferente da outra. Exactamente para promover o "tempo de casa" e justificar discrepâncias salariais.

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  40. Pois aqui euzinha acho que deve de haver diferença, entre quem já está á anos a TRABALHAR e quem entra mais tarde.
    Aqui na minha empresa isso não se aplica, bom nem percebo os critérios até para quem entra depois receber mais do que quêm já cá estava, e não me digam que é porque produzem mais que não
    é verdade, bem pelo contrário.(têns dúvidas pergunta a fulano que já sabe como se faz!...) (talvez por isso agora esteja a despedir pessoal ..)

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  41. Eu cá estou de acordo contigo, a antiguidade é um posto...

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  42. Concordo com o teu namorado!
    Toda a gente que começa a trabalhar tem de começar por algum lado! Depois o tempo vai passando. Segues e vão entrando pessoas novas... e assim vai o circulo de trabalho. Mas se aparecem colegas teus que fazem o mesmo que tu, eles não têm culpa de ter 20 anos e tu 50, entendes? Para mim o que conta é o trabalho e a competencia, não o ano de nascimento e de assinatura do contracto de trabalho.

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  43. injusto é saíres da faculdade e não teres emprego. Isto é uma ninharia comparado com o estado actual do mundo.

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  44. Ramalhete, pronto, deixa lá, já percebi que és 8 ou 80. :) Felizmente, tenho emprego na minha área e sou bem tratada, apesar de mal paga.

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  45. Concordo contigo e com a observação do Martini. Interessante o aumento em percentual por ano.

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  46. Não precisas de ser condescendente para provares um ponto, não sou oito nem oitenta, acho apenas uma frivolidade estar-se preocupado com remunerações de pessoas que têm emprego garantido, quando há milhões de desempregados.

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  47. Ramalhete, frivolidade? Bom, depende se és tu quem se sente injustiçado ou não. Eu comecei agora a trabalhar, aceito com naturalidade ganhar o salário mínimo, honestamente. Já aceitei que o país é isto que tem para me oferecer. Mas revolta-me que a minha mãe, depois de 30 anos a trabalhar, ganhe pouco mais do que eu.

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  48. Felizmente não limito a minha visão ao meu próprio ego ou necessidades.

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  49. Ah? Ramalhete, parece-me óbvio que gostas de desconversar. O meu post inicial, bem pelo contrário, era muito preocupado com os outros, não comigo. Não sei qual a tua necessidade de implicar.

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  50. "Bom, depende se és tu quem se sente injustiçado ou não."

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  51. Peço desculpa mas também sou da opinião de que as pessoas devem ser remuneradas pelo trabalho que fazem e não pelos anos a que já estão numa determinada empresa. Há muitas pessoas que podem estar há mais anos mas fazem menos do que os que acabaram de entrar, se ganhassem mais não seria justo, mas isto é só a minha opinião :)

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  52. Sendo duas pessoas competentes, acho que aquela com mais experiência e mais rodagem, deve ganhar mais e, não propriamente uma pessoa que fez sempre a mesma coisa toda a vida, ou que tenha estado na empresa toda uma vida. Não pelo número de anos na empresa, mas sim pela experiência... Mesmo que venha de fora... mesmo que ja tenha estado em 409823028320 empresas, isso, no meu ponto de vista, enriquece muito mais profissionalmente que uma pessoa que tenha estado 30 anos na mesma empresa. Deve-se ganhar pela experiência, pela responsabilidade e pela competência. Ou seja, não vejo qualquer problema em que uma pessoa que tenha chegado há um ano ganhar exactamente o mesmo que outra que já está na empresa há 15... Quem chegou há um ano, pode ter tanto ou mais experiência que a outra pessoa com 15 anos de empresa. :x

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