terça-feira, 7 de junho de 2011

Motivos para o Flirt

A propósito deste post do Arrumadinho... a ideia era tentar encontrar explicações para o facto de algumas pessoas comprometidas optarem por andar a fazer joguinhos de sedução com outras pessoas. Optarem, sim, porque é uma opção. Não é uma coisa que cai no céu. No texto em questão, um homem queixava-se de ter visto no Facebook da namorada conversas de sedução com outro homem. O meu comentário foi este (com algumas alterações):


"O motivo para tal parece-me muito óbvio, tal como a ti: uma questão de ego. Depois de uma relação de algum tempo, parece que algumas pessoas têm necessidade de se sentirem "vivas" e "desejadas pelo mercado". As pessoas parecem necessitar de ser bajuladas a todo o momento, daí que entrem nesses joguinhos de sedução que, alegadamente, não fazem mal a ninguém. Mas fazem. Fazem muito mal. Fazem mal ao que entra nos jogos, porque pode perder o controlo da situação. Principalmente, faz mal ao parceiro, que está a ser enganado e vive na ignorância.

Quando estou numa relação, corto o mal pela raiz. Sei que esses jogos têm a sua graça e, por isso mesmo, corto todos os contactos que me possam levar a eles. Não é justo para quem está ao meu lado. Mas já o fiz, durante uma relação completamente deteriorada que durou demasiado tempo... e fazia-o por uma questão de ego, para me sentir querida, desejada, estimada. Não podemos dizer "desta água não beberei", porque quando as coisas estão más, estão más. Mas se houver amor as fases más não serão destruídas por vaidades e necessidades supérfluas.

Não gosto de desconfianças e não gosto de desconfiar. Não quero que o meu namorado mexa nas minhas coisas... mas, se o fizer na minha frente, não morro. Não tenho nada a esconder. Mas fazê-lo nas minhas costas magoar-me-ia... Sei que não tenho nada a esconder, logo ele também deveria sabê-lo."


E vocês, que pensam disto? Jogos de sedução, por mais inofensivos que pareçam ser, merecem ser perdoados? Fazem-nos? Qual o motivo?

32 comentários:

  1. O meu ex namorado fazia muito isso quando nos chateávamos. A desculpa era sempre a mesma: "estava em baixo". Se merece ser perdoado? Eu perdoei sempre e acabei por me arrepender disso, agora nem todos os casos são iguais. Depende muito da situação.

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  2. Irónicamente ou não, vejo mais gente comprometida a fazê-lo do que gente livre o que não deixa de ser lamentável.

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  3. Sei que isto vai soar super abstracto,mas tudo depende das circunstâncias. As pessoas são falíveis e quanto mais depressa dizemos aiii não eu não faço isso mais depressa a vida nos faz fazê-lo. Eu por acaso acho que amar também é perdoar. Depende é muito da situação real, e das coisas a que preferimos dar valor. Eu perdoaria um flirt com uma femme desconhecida linda de viver que se flirtou no restaurante, por exemplo. Bem em suma...tudo depende das pessoas e dos casos concretos. Mas uma coisa é certa: numa traição muitas vezes há apenas um culpado e uma vítima. Mas tantas outras há dois culpados e duas vítimas.

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  4. Jogos de sedução sim senhora, mas só com o meu namorado. Com outras pessoas não concordo, nem por uma questão de levantar o ego nem por outra qualquer. Não acho correcto só isso. Não condeno quem o faz, mas da mesma forma que não tenho nada a esconder, nem quero ter, espero que quem está comigo tenha a mesma atitude. E se soubesse que o meu namorado faz esse tipo de coisa com toda a certeza ia ficar magoada e não ia gostar.

    Beijinhos***

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  5. Eu acho que depende de muita coisa: do tempo de relacionamento, do tipo de abertura do relacionamento. Se o teu namorado pouca ou nenhuma atenção te dá e tu não estás na fase de entender que se assim é, mais vale terminar, acabas por aceitar essas palavras de conforto e subida de ego vindas de outos lados.

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  6. A traição tem muitas formas e para mim esta é uma delas. Não acontece em segundos, é premeditada e de forma consciente...logo...não há perdão. E digo isto porque já por lá passei.
    beijos

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  7. Bem, eu não sei se sou a pessoa mais correcta para comentar pois sou bastante ciumenta! No entanto dispenso bem joguinhos de sedução numa relação minha. Aliás, felizmente esse nunca foi o problema da minha antiga relação, mas hoje em dia vejo tanto disso que me pergunto como é que é possivel continuarem juntos. Porque sinceramente seduzir alguém que não o nosso mais que tudo é basicamente trair o nosso mais que tudo a meu ver, e sinceramente não gostaria nada de me encontrar numa situação destas mas claro está, temos de confiar no nosso "homem". E se percebemos que ele está a ser seduzido e não o contrário aí damos um voto de confiança e verificamos no fim se de facto é um homem de confiança ou não e certamente que acaba por ser pois, o amor verdadeira não deixa simplesmente uma pessoa cair na tentação. Eu falo por mim... jamais faria uma coisa dessas! É como um teste de confiança.

    http://realdreams-liliana.blogspot.com/

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  8. Só numa palavra: traição. É uma forma de traição para mim. Se estamos com uma pessoa e dizemos que a amamos, não precisamos de todo de levantar o nosso ego com outros!

    Beijo*

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  9. Nunca fui de entrar ou aceitar esses "jogos". Acho desonesto. E não, não considero que sejam perdoáveis.
    O "flirt" acaba sempre por ferir alguém, por magoar, por fazer todo o mal...

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  10. Se alguém tem necessidade de fazer jogos de sedução com outra pessoa, é porque é pessoa insegura e que procura validação fora do relacionamento provavelmente porque aquele relacionamento já n o/a satisfaz. Não merece perdão e mais cedo ou mais tarde, acaba por fazer o mesmo.

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  11. Não quero ser hipócrita ou politicamente correcta. É claro que não me desagrada saber que outros, para além do meu namorado, me acham bonita ou interessante. Mas paramos por aí. Não me sinto confortável que me olhem, muito menos que venham com falinhas mansas. Obviamente, também não faço o mesmo nem concordo. Estamos numa relação para estarmos melhor. Se quisermos andar por aí com joguinhos, então o melhor mesmo é estarmos sozinhos. Não é justo para nós, para o nosso par nem para os outros.

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  12. Quanto a mim flirt só se não estiver numa relação. Numa relação passa a traição. Se estamos bem com a nossa relação o nosso companheiro chega para nos alimentar o ego, podemos sempre "flirtar" com ele!

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  13. O motivo como bem o disseste é o "sentir vivas/ego" no entanto o problema é quando se perde todo o controlo (o que acho inevitável) e de jogo de sedução passa-se à realidade...e aí é traição...

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  14. Gostei do texto e achei-o bem escrito, porém penso que estas coisas não são tão lineares. A questão da sedução e do erotismo é bem mais ampla e complexa, mas entendo quem pensa assim, pois é o amor e suas âncoras em conflito com a sedução, a aventura e a pulsão de vida. Precisamos de ambos. Como equilibrá-los? Nem sempre será dessa forma, cortando o mal pela raiz, caso assim fosse o problema estaria quase que resolvido e os índices de casos de sedução iriam ser menores. O que instiga o ser humano? O que o mantém vivo? Uma relação muitas vezes não dá conta disso. Ninguém tem que dar conta da necessidade e demandas dos outros e ao mesmo tempo a pessoa pode querer, necessitar de mais vida, de mais aventura.

    Estas reflexões são parte de um workshop que assisti de uma pesquisadora de New York. Gente de ponta escrevendo sobre o assunto. Irei postar sobre o assunto tão longo tiver tempo. O que sei é que tem aprendido é que nada é linear, nada.

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  15. Tal como disseste, não digo "desta água não beberei" e acho sinceramente que a ocasião em certas circunstâncias pode fazer o ladrão.
    Mas por norma diria que se uma relação estiver saudável não sentes necessidade de te meter nesses joguinhos com outras pessoas. E, acima de tudo, acho que é uma questão de respeito pela outra pessoa (que à partida o merecerá, se escolheste ter uma relação com ela).

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  16. Assino por baixo...sem alterar uma vírgula!

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  17. Concordo em absoluto contigo. Os joguinhos não são assim tão inofensivos, e devem ser cortados pela raiz. Se alguém inicia esse tipo de jogos com uma pessoa comprometida, ela não deve dar azo a que as coisas continuem. Nesse sentido, também acho que é uma questão de opção. E se optei pelo meu marido, optei por não andar (nem sequer a flirtar) com mais ninguém. E mais, sei que ele pensa da mesma forma. Confiamos um no outro, não andamos a verificar os mails ou telemóveis um do outro - isso já me soa a violência doméstica! Mas não temos nada a esconder. Se assim não fosse, não me teria casado.
    Há muitos casais que convivem bem com o flirt, e até com relações abertas. E se são felizes assim, melhor para eles. Mas apenas quando ambos estejam de acordo com essas premissas.

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  18. Quando se está numa relação e se alimentam jogos deste tipo com outras pessoas, que não aquela com que nos relacionamos , estamos a ser egoístas e desrespeitamos o que temos com aquela pessoa e também a ele... Acho que o que acaba por faltar muitas vezes é a coragem de assumir de frente que as coisas não estão bem, os quaisquer que sejam os motivos para este tipo de atitudes...

    (já leio o teu blog à algum tempo mas só hoje decidi comentar... desculpa a intrusão :))

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  19. Já perdoei uma traição. Mas não perdoei quando, anos depois, espionou as minhas coisas todas (pc, telemóvel, msn, gmail,...) sem eu ter dado motivos de desconfiança.
    Depois disso, foi bye, bye, não só por estes dois motivos, mas porque o que existia era mais uma amizade do que outra coisa qualquer e prolongar aquela relação não fazia sentido.

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  20. Não faço e nem o perdoaria... Uma relação é uma relação a dois, não há cá 3ºs...

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  21. concordo contigo... quando estamos com alguém este tipo de jogos não fazem sentido nenhum...

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  22. Não gosto... se querem sentir-se vivas então que façam um passeio, uma viagem, qualquer coisa diferente com a cara metade e não coisas que possam afectar a confiança.

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  23. Eu cá acho que isso só acontece quando as pessoas se desinteressam pelo companheiro/a. Caso contrário, o amor verdadeiro não nos permite ter olhos para mais ninguém. Quem anda nessas vidas já anda com vontade de saltar fora e procura conforto para o fazer. Mas vá, é apenas a minha opinião.

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  24. Julgo que quando se procura este tipo de emoção, por mais ingénua que possa ser, fora de um relacionamento, é porque de uma forma muitas vezes inconsciente esse relacionamento não é sólido, nem satisfaz a parte que procura essa mesma adrenalina emocional noutro lugar. Por mais que as pessoas digam que não foi por mal ou que não era para ir muito mais longe, no meu ponto de vista só o facto de o terem feito já é como uma traição, pois se não havia intenção, não o faziam. Muitos podem achar que as coisas não são assim tão lineares, mas para mim são. Eu não perdoava.

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  25. Eu acho que depende da situação.
    Considero que se esses flirts forem feitos com o intuito de "deixa cá ver se ainda tenho charme" não têm mal (dentro de certos limites), fazem bem ao ego e sempre é uma escolha que se faz "eu podia estar com este mas em vez disso estou com o meu namorado" mas caso sejam feitos quando se está chateado com a cara metade julgo que o caso muda de figura porque aí o intuito é magoar o outro, é o "deixa cá pôr este de molho caso o meu namoro dê para o torto".
    Eu não sou de fazer isso mas a verdade é que por vezes nos vemos em situações de flirt num piscar de olhos e sem dar por ela, quando me começo a aperceber dessa situação afasto-me depressa, estou bem com quem estou e não tenho problemas de ego.
    Mas no geral acho que é tudo muito relativo, depende das situações e cada caso é um caso.

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  26. Seguia este blog ao inicio e depois pensei que tinha desistido de escrever.
    Quanto aos jogos de sedução:nunca fiz e nem reparei se me fizeram ou fazem, sou muito mas muito distrída.

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  27. Seguia este blog ao inicio e depois pensei que tinha desistido de escrever.
    Quanto aos jogos de sedução:nunca fiz e nem reparei se me fizeram ou fazem, sou muito mas muito distrída.

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  28. É complicado... cada caso é diferente!

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  29. Bem...há um ditado que já praticamente toda a gente conhece e que nasceu por causa de histórias como estas...
    - "A brincar, a brincar, é que o macaco fez um filho à mãe".

    O Ego é a desculpa mais comum, mas a finalidade, essa, é sempre a mesma. É dar uma.

    Já chega ou ainda preciso vos dizer mais?

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