quarta-feira, 21 de abril de 2010

Dos caixotes que todos carregamos

Hoje falaram-me de um texto. Um texto que leram algures, não se lembram bem onde. Um texto que faz uma analogia perfeita entre a nossa vida e os caixotes.

Todos temos caixotes. Temos caixotes carregados de recordações. Carregados de emoções antigas, que já passaram e não mais voltam. Todos temos caixotes que transbordam de sentimentos do passado, memórias do que já vivemos e saudades do que já não temos.

Temos também sacos. Sacos onde guardamos as músicas que nos lembram de algo. Onde guardamos os livros que nos fazem choramingar por alguém que já não volta. Sacos onde carregamos os filmes que nos fazem chorar e as fotografias que nos fazem lamentar.

Vamos na rua. Debaixo de um dos braços temos uma dessas caixas, carregadinha de emoções passadas. No outro temos um saco, com todas as coisas que nos lembram de alguém.

À nossa frente alguém cai.

O problema é que temos os braços ocupados com as coisas do passado. E talvez não tenhamos tempo de pousar as Memórias e deitar as mãos ao Presente.

14 comentários:

  1. Gostei! É bem verdade..

    Beijinhos :)

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  2. Adorei o texto...

    Bjs,
    http://medeixagozar.blogspot.com/

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  3. Talvez u dia nos aconteça o mesmo... Ou até não!

    Percebo o simbolismo dos caixotes.
    Não nos conseguimos desligar do passado e a memória não resolve a tangibilidade da sua construção.
    É realmente preciso ter um caixote -- Coisa física -- para acalentar parte do nosso quotidiano...

    Bjs

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  4. Eu cá tenho uma caixa onde guardo as recordações "materiais". As cartas de amor, as flores que deixei secar, bilhetes e pequenos objectos que me marcaram e que fizeram parte de momentos/pessoas que me foram importante.

    Mas deixo-os ficar na caixa. Não os deixo ocuparem-me "as mãos" :)
    Quando sinto saudades do passado ou me sinto mais triste, abro a caixa e deixo-me voar no tempo.

    ...e tento evitar ao máximo que essas vivências passadas enfluenciem o meu presente, apesar de por vezes ser inevitavel...

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  5. E quem é que não tem uma caixa dessas?! Eu tenho mais que uma, por exemplo. Adorei este post porque falaste de algo que quase toda a gente tem mas que nunca se lembra de escrever, ou faz querer esquecer essa existência.

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  6. .......................
    ............,|)......I\ EU
    ............/|)......|)\ ESTAVA
    .........../.|)......|).\ NAVEGANDO
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    ....'\==-,,;,,;,,;,,,,,,,-==;7~.~.~.~.~.~
    ...~.\__....__...__.....__/~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~

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  7. Costumo dizer que no "sótão" da minha memória guardo um baú de recordações. Nele, bem embrulhadas e protegidas do pó, estão as situações bem resolvidas, das emoções e afectos vividos intensamente e que, de quando em vez, vou abrir para ver o quanto cresci e o quanto aprendi. Na "dispensa" da memória retenho um pequeno "caixote" onde guardo as coisas mal resolvidas e que, de quando em vez, me dá algumas "alergias" devido ao pó acumulado. Mas há algo que nunca aceitei: ficar presa ao passado. Todos os dias dou um passo em frente mesmo que ele se dirija para uma situação que vá recair no "caixote".

    :)

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  8. às vezes estamos tão presos ao passado que não conseguimos aceitar o presente. Adorei a analogia dos caixotes e da nossa vida.

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  9. Solução para estas coisas...MOCHILA!!! Guardas lá dentro as coisas, andas com elas na mesma e não te impede de deitar as mãos ao presente! ;)

    A vida quer-se mais prática... ;)

    BEIJOOOOOOOO

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  10. Como é tão verdadeiro este texto...

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  11. Quando o conseguirmos fazer, tudo será bem melhor!

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