Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Mentirinhas

"Look into my eyes
Can't you see they're open wide
Would I lie to you baby
Would I lie to you?
Don't you know it's true
Girl there's no one else but you
Would I lie to you baby?"

E vocês, o que acham das mentirinhas numa relação?

Não me refiro às mentiras grandes. Óbvio que essa são terríveis. Matam a relação. Óbvio que se devem evitar ao máximo.

Refiro-me antes àquelas mentiras que parecem inofensivas. Mentiras pequenas. Mentiras que se podiam evitar, mas que se dizem talvez por amor ao outro. Mentiras caridosas. Mentiras supostamente desinteressadas.

Esquecermo-nos de dizer que almoçamos com aquela colega de trabalho para não aturar a ciumeira da namorada. Negar que demos o nosso número de telemóvel ao vizinho do lado (sem segundas intenções).

São o "não estás nada gorda" e o "eu não olho para mais nenhuma mulher que não tu". São o "és a mulher da minha vida" e o "nunca conheci um homem como tu". Dizêmo-las porquê? Acreditamos realmente nelas? Ou dizêmo-las para roubar um sorriso à pessoa que está ao nosso lado?

Ou... Fazem parte da natureza humana?

Charles & Eddie - Would I Lie To You

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Diz que somos felizes...

Ontem deu na televisão que grande parte das famílias portuguesas vive com menos de 900 euros por mês. Não me recordo bem os números, mas julgo que quase 60% das famílias vive com menos de 900 euros por mês. E 20 % vive com menos de 5oo euros mensais.

Segundo este estudo, cerca de 20% da população está abaixo do limiar da pobreza, e não consegue pagar as contas da casa, alimentação e despesas com a educação dos filhos.

Apesar disso, parece que somos dos povos mais felizes.

Há crise, podemos não ter grande dinheiro, mas temos de ver o lado positivo do nosso país. O nosso país tem tanta coisa boa que muitas vezes nem nos lembramos que existem. É um país seguro. Excluindo casos pontuais, não há por que recear viver em Portugal. Não temos guerras nem máfias ou coisas do género. Temos um bom clima. Temos boas cidades, locais lindos para viver e visitar.

No entanto, não entendo muito bem estes números. Segundo a reportagem, somos todos muito pobrezinhos e o dinheiro não dá para nada. Sendo assim, porque é que mal apanham dois feriados fazem mini-férias? Como é que os voos para os destinos ditos "de sonho" estão sempre cheios? Não é uma crítica. Nada disso. É mesmo uma dúvida que eu tenho. A crise dizem que é muita, mas às vezes não se dá por ela.

Se tivesse a opção de viver em qualquer lugar, acho que me ficava mesmo por aqui. Não conheço os outros países, mas sei que o nosso é um bom país para viver.

Agora sermos assim tãoooo felizes, pode ser consequência de algum conformismo por parte da população. Ou então é da boa disposição que marca os países latinos.

Ver reportagem da RTP1 aqui.

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Se choras sem razão...

Se choras sem razão, eu dou-te uma razão para chorar.

A lógica da minha mummy (a melhor do mundo!) para educar os seus três filhos foi esta. Se faziamos birras patetas, uma torcidela discreta das orelhas fazia-nos ficar logo em sentido.

Hoje somos três adultos calmos, bem comportados e sem problemas de maior. Sim, modéstia à parte, somos três adultos mentalmente sãos.

Não ficamos traumatizados com chapadas nas fuças ou sapatadas no rabo. Se faziamos porcaria, ela olhava para nós com aquela expressão e nós fechávamos logo o bico. Já nem era preciso bater. Nós viamos nos olhos dela que já estavamos a abusar. E parávamos.

Hoje fui à médica. E, obviamente vi lá miúdos birrentos que gritam a toda a hora, sem motivo ou justificação.

Incomodam-me crianças que não páram quietas um minuto. Incomoda-me que os pais deixem os bebés a correr livremente pelos restaurantes, afinal as outras pessoas têm direito a almoçar em paz. Incomoda-me que os deixem gritar como se estivessem a ser torturados. E fico possessa da vida quando vejo os filhos a maltratar os pais só porque não lhes foi dado o brinquedo que pediam. Era o que mais faltava!

E não, não sou eu que detesto crianças. Gosto do meu baby brother de 20 meses, que se sabe comportar e não chateia ninguém. Mas para putos mal educados, tolerância zero. Os miúdos mal educados são fruto de pais mal preparados.

Dar uma palmada nas crianças pode não resolver o problema. Mas acalma os meus ouvidos. Eu já estava nervosinha por ir tirar sangue, escusava de estar a ser incomodada por gente que não sabe estar. Sim, sou meia froufrou e reclamo bastante. E daí?

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Michael Jackson morreu? Ou é boato?

Eu não sei se é um simples boato ou se uma notícia real. Mas, a ser real, é muito triste. Inesperado e triste. A ser um boato, é puro mau gosto.

O site TMZ.com anunciou que Michael Jackson morreu por problemas cardíacos. Sinceramente fiquei muito chocada. Ninguém tinha ouvido falar de problemas de saúde relacionados com este senhor. Ele lá tem as pancas dele, mas não imaginava tal coisa. Já a CNN anuncia que o cantor está em coma.

É bom que seja boato. Morrer com 50 anos é profundamente injusto. Aliás, morrer, por si só, é injusto.


Bolo na caneca

O que é que sefaz numa tarde de molenguice, em que as pingas de chuva teimam em querer cair? ... Bolos!

Para os mais preguiçosos, aqui está uma óptima solução para a gulosice, experimentada por mim há pouquinho. Não acreditava que a coisa fosse correr bem, mas ficou engraçadinho, como se vê na fotografia. A receita é individual. Faz-se um bolinho por pessoa. Ladies and gentlemen, bolo na caneca com calda.

Ingredientes:

3 colheres (de sopa) de chocolate em pó
3 colheres (de sopa) de óleo
4 colheres (sopa) de leite
4 colheres (sopa) de açúcar
1 ovo
4 colheres (sopa) de farinha
1 colher (café) de fermento

Para a calda:

2 colheres (sopa) de chocolate em pó
2 colheres (sopa) de leite
2 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (chá) de manteiga

E agora vamos ao trabalho...

Numa caneca, coloca-se o ovo e bate-se com um garfo. De seguida, juntam-se as quatro colheres (rasas) de açúcar, o chocolate, o leite e o óleo. Mexe-se tudo muito bem. Acrescenta-se depois a farinha e o fermento, voltando a mexer.

Coloca-se no microondas durante cerca de 2 minutos - se preferirem o bolo meio cru por dentro - ou 3 minutos - se preferirem mais cozido. O meu está bem cozido.

Se forem gulosos (como eu) podem ainda fazer uma calda para colocar por cima do bolo ainda quente. Para tal, basta misturar todos os ingredientes e levar ao microondas durante cerca de 30 segundos.

O belo do bolo cresce e, garanto-vos, enche pra caraças. É bem bom e bem mais fofo que muitos bolos de chocolate que compramos na pastelaria. Além disso, se ele não se agarrar à caneca, podemos colocá-lo num prato e espalhar-lhe a calda em cima (como eu fiz). Se se agarrar à caneca, não insistam. Comam-no mesmo da caneca. :P

Do Homem do Farol recebi um dos meus prémios favoritos.

«O selo deste prémio foi criado a pensar nos blogs que demonstram talento, seja nas artes, nas letras, nas ciências, na poesia ou em qualquer outra área e que, com isso, enriquecem a blogosfera e a vida dos seus leitores.»

Fico muito contente que alguém ache que o meu blogue enriquece a blogosfera. Muito mesmo. Faço um esforço para publicar textos minimamente bem escritos e (preferencialmente) com interesse.

Outros sete a quem quero dedicar este prémio? Seriam muitos mais. Mas sete são sete, e eu escolho:

- Agente Provocadora, pela ousadia com que fala de assuntos supostamente tabus.
- Chizendo, porque escreve bem e diz que tem jeito para a política.
- Mau Feitio, faz-me rir. Retrata bem a mulher de hoje em dia.
- Paraíso das Ninfas, são liberais e muito divertidas.
- Acatar, um cavalheiro. Inteligente e interessante.
- Mais que Imperfeita, amorosa e com uma escrita apaixonante.
- O Ogre Afinal Fala, um blogue que acompanho há pouco tempo, mas que me cativa pela forma de escrever.

Obrigada. :)

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Antigamente é que era bom...


Eu posso ser uma gaja nova. Posso apreciar modernices e coisas que tal. Mas também gosto de cavalheirismo.

Somos todos iguais, temos todos os mesmos direitos e deveres. Homens e mulheres deviam ser tratados da mesma forma. Certo, muito certo, certíssimo.

Mas qual é o mal deles serem queridos e tratarem bem as mulheres?

Gosto que me abram a porta do carro.

Adoro que me puxem a cadeira para me sentar à mesa.

Derreto-me com um "deixa-me ajudar-te a vestir o casaco".

E acho gracinha a um ramo de flores de vez em quando, acompanhado de um cartão com uma mensagem bonita. Escrita à mão e assinada pelo próprio, de preferência.

E podem-me elogiar (sinceramente), que eu também aprecio. Não me faço de esquisita.

Algumas mulheres dizem que o cavalheirismo está associado a um sentimento de posse que os homens têm sobre as mulheres. Que o fazem apenas com o intuito de nos saltarem em cima e que passado uns meses se deixam dessas coisas.

Mas eu acho que o jogo da sedução devia ser permanente. E a preocupação, o carinho e a educação nunca passam de moda. Se souberem estar e agir educadamente uma mulher baba-se toda.

Não me armo em dona de verdade, mas arrisco dizer que todas as meninas e mulheres gostam dessas coisas. E as que dizem que não gostam é porque não têm um homem que lhes mostre que o cavalheirismo pode ser delicioso.

Além disso, dá-vos um charme que nem imaginam.

Sigam os meus conselhos que eu não duro sempre...

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

E tu, que tipo de estrada preferes?

Entre conversas e vivências, tenho-me apercebido de que existem tipos de estradas na nossa vida: as estradas confortáveis e as estradas repletas de curvas e contracurvas.

Isto é como quem diz: podemos optar por uma vida lisinha, plana e segura. Ou podemos optar por uma vida cheia de momentos inesperados.

As estradas lisas, rectas, são mais seguras, mas corremos grande risco de adormecer a meio. São chatas de conduzir. Não muda nada. Nunca muda nada e a condução é muito previsível. Mas isto não é mau. A estabilidade não é necessariamente má. Pode ser aborrecida, mas não é má, só temos de saber lidar com ela. É segura.

Depois há as estradas perigosas, as grandes curvas. Cheias de adrenalina e de manobras excitantes. No entanto, o risco de te espetares e lixares é muito maior. Basta um pé no sítio errado ou uma curva mal feita e podes estragar tudo.

Por um lado temos o conforto e a segurança aliado à rotina. Por outro lado, temos a adrenalina perigosa que nos pode lixar a qualquer momento.

Tu? Que tipo de estrada preferes?
Momento nervosinho do dia: estar a preparar-me para ir ter uma conversinha amigável com o o meu futuro chefão, na TSF cá do Porto. A partir de dia 1 começo o meu estágio lá. E os nervos são mais que muitos. Até agora estava relaxada, mas neste momento estou perto de ter um xelique. E eu sinto-me pequena. Muito pequena para me enfiar na TSF.

Anda uma pessoa a estudar três anos e é neste momento que acredita que não aprendeu o suficiente para "o mundo real". Tenho medo que me achem criança. E burra. Ursa.

Domingo, 21 de Junho de 2009

A grande consequência de nos lixarem o coração é ficarmos com medo de voltar a amar.

Uma vez ouvi uma colega dizer que quando alguém a magoa consegue esquecer facilmente. Que a desilusão a faz esquecer a pessoa. Tão simples quanto isso. A mim a desilusão não me deixa esquecer coisa nenhuma. Põe-me é mais esperta e de olhos bem abertos.

Quando nos magoam, quando nos atiram para o lado como se fossemos um pedaço de lixo, ficamos com medo. Medo da intimidade. Da confiança. Do sentimento. Ficamos com medo de nos deixar envolver de novo. De sermos magoados de novo.

E assim preferimos ficar sozinhos. E ouvimo-nos dizer coisas como "eu estou tão bem sozinha" ou "melhor só que mal acompanhada".

É que quando nos partem o coração, demora o seu tempo a apanhar os cacos e a juntar novamente todas as peças.

There's a life out there for me...

Lamechice do dia. Agora vou comer, que o meu mal deve ser fome.

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Vocês estão cegos ou quê?

Post para gajas. E para o fim-de-semana, que se quer leve e divertido.

Eu gosto de ver sites de cusquices. Gosto, acho piada. Uma pessoa tem de estar informada sobre tudo, incluindo estas coisas muito (pouco) importantes. E então hoje, no Sapo Fama, tem lá uma lista dos 18 homens mais bonitos do mundo, segundo os leitores da "Vanity Fair". Adivinhem quem ganhou?

Este menino aqui... Robert Pattinson. Ok que o filme "Twilight - Crepúsculo" entusiasmou muita gente. Ok que quem perde tempo a votar nestas coisas são adolescentes. Mas PORRA, isto é o mais lindo do mundo?



Ainda mais absurdo é que nesta lista também está o Javier Bardem. Quer dizer, até podem ser famosos. Até podem ter algum charme. Mas daí a serem as melhores coisas deste mundo. Hum... No entanto o Brad Pito está em terceiro lugar e eu sou obrigada a concordar.
Vou ali e já venho. É que até na rua se vê coisas melhores que alguns desses meninos. E não, não vou falar do meu caixote de lixo. Garanto que tem coisa melhor que alguns dos que fazem parte dessa lista. Pelo menos para o meu refinado (refinadíssimo) gosto. :P

Ainda uma alminha me há-de explicar porque raio algumas pessoas levam o portátil para a praia. É que nem relaxar sabem!

Depois queixem-se que os romances acabam. Depois queixem-se que os filhos não têm atenção. Põe a porra do trabalho em primeiro lugar e olha, ignoram os momentos em família. Eu sei que sem trabalho não há dinheiro para a família e para os putos. Mas se programarem bem o tempo, não há necessidade de fazer tal coisa.

Até porque é estúpido. É só vir um bocadinho de vento e vai a areia voada para cima do portátil.

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

"You gotta be bad, you gotta be bold
You gotta be wiser, you gotta be hard
You gotta be tough, you gotta be stronger
You gotta be cool, you gotta be calm
You gotta stay together
All I know, all I know, love will save the day"


Por mais ingénuo e puro que queiras ser, a vida vai-te encarregar de fazer de ti uma pessoa mais forte. Mas insensível. Mais canalha.

Por mais anjinhos que sejamos, vai chegar uma altura em que vamos ser os cabrões que lixam os outros.

Ninguém fica puro para sempre. Puro significa "desprovido de maldade". Puro significa bonito. Puro significa boa pessoa. E por melhores pessoas que sejamos, todos somos capazes de agir de forma indecente. Menos boa. Mais feia.

"Fazer pela vida", "puxar a brasa à sua sardinha", "salve-se quem puder". É esse o espírito.

Na vida há os rochas. E há os anjinhos.

Os rochas são os insensíveis, os sem escrúpulos, os que não olham a meios para atingir os fins.

Os anjinhos são aqueles muito cuidadosos, incapazes de cometer uma injustiça. Não atam nem desatam. Têm tanto medo de agir mal que ficam parados, sem se mexer. São aqueles a quem todos lixam primeiro. Porque os anjinhos não se queixam e são incapazes de dar um grito e dizer "basta". Conheço dois ou três assim.

Está-se mesmo a ver que os rochas, apesar de merecerem o nosso desprezo, são aqueles que se safam. São os que sobem degraus. Os que vingam na vida. Os anjinhos são anjinhos, mas não voam alto.

O ideal é ser um bocado de cada um. Ser anjo, justo e de boa personalidade. Mas forte. Lutador. Audaz.

A vida assim nos obriga.

Música: Des'ree - You Gotta Be

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Lápis azul

Visto que temos um Anónimo mal educado cá no burgo, vou ter de apagar certos comentários. Não queria fazê-lo, porque respeito todas as opiniões.

Caro Anónimo, podes vir chamar-me gorda, feia, mal feita, burra e estúpida. Aceito os teus comentários desde que não tenham palavrões. Mas NÃO publico comentários que insultem leitores meus.

É irónico. Eu sou feia, gorda, mal feita, ignorante... E mesmo assim não me largas. É Amor.

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Ódiozinho de estimação número 3

Gente que só está bem a dizer mal do que é dos outros, mas que não olha por si abaixo.

Não tenho por hábito dizer mal dos blogues dos outros. Se não gosto, vou ali ao X do canto superior direito e assunto arrumado. Mas também não sou hipócrita. Nem xoininhas. Se tiver de dizer mal, digo. Com fundamento. Posso até estar errada, mas fundamento. Corrijam-me.

Na blogosfera ninguém gosta de falar das suas desgraças. Há umas semanas tive uma visita de uma mulher que tem um blogue em que fala do seu problema: excesso de peso. Fiquei contente por ver um blogue diferente. Com defeitos. Arrojado. Comentei, claro.

Há blogues que são constantemente massacrados por gente estúpida. Apontam-lhes defeitos que muitas vezes nem existem. E tentam meter-se na vida pessoal das pessoas em causa. Não entendo a relevância da coisa. Podem dizer mal do meu à vontadinha, desde que não seja apenas com o intuito de ofender. Um blogue existe para ser lido, não para ser bajulado ou odiado.

Irritam-me ainda mais os falsos púdicos na blogosfera. Estes são aqueles que passam a vida a dizer que esta ou aquela são porcas, oferecidas ou coisa do género. Porquê? Porque sim. Supostamente não se pode falar de sexo. Shiuuu, é segredo.

Eu não tenho problemas desses, que segundo o Anónimo ninguém me pega. Sendo assim, não posso falar de sexo. Oh.

Eu às vezes falo deste e daquele, mas a verdade é que eu sou a criatura mais preguiçosa que conheço. Sim, sou mesmo eu.

Durmo todo o santo dia e mesmo assim estou sempre cansada. Agora, que estou de férias, durmo todos os dias até às onze horas. Levanto-te, como umas torradas, e volto a descansar. "Passar pelas brasas", como se costuma dizer.

Depois almoço e, de papo cheio, volto a aninhar-me na cama. Pego num dos meus gatos e pimbas, toca a meter-me na cama mais um bocadinho.

À noite, por mais que eu queira nunca vejo nada de jeito. As séries interessantes só dão depois da meia-noite e eu estou sempre muito cansada para poder esperar. Vou para a cama cedo e levanto-me tarde. Todos os dias.

Agora com o tempo quente, pior estou. Uma moleza... Tenho o relatório de estágio para fazer em duas semanas. Ainda nem o comecei. "Faço amanhã", digo a mim mesma todos os dias. O código? Já devia ter feito exame de código há três meses. Sou preguiçosa. E desmotivada. Não consigo ser daquelas pessoas que quando metem alguma coisa na cabeça não desistem até conseguir.

Serei doente? Deve haver qualquer doença relacionada com o sono em excesso...

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009



"Tell me your secrets, And ask me your questions"

Não há tempos mais excitantes que os do início. A descoberta. O entusiasmo. A paixão.

As borboletas no estômago, os sorrisos parvos só porque sim. Os olhares tímidos e as conversas nem sempre interessantes. Tudo é novo, tudo é entusiasmante e interessante.

18 meses dizem. 18 meses é o tempo médio de duração da paixão. 18 meses os que têm sorte. E depois disso? Depois disso "vazámos ou ficamos", que é como quem diz, passamos à fase seguinte, ou vai cada um para o seu lado.

Eu também sou defensora da ideia de que a paixão pode durar toda a vida, blá blá blá, mas os especialistas dizem que não. Que o nosso corpo tem de se defender de si próprio. Que a paixão nos deixa distraídos, sem fome, sem forças, sempre a pensar no outro. Por isso tem de ser uma fase relativamente curta.

Os melhores tempos, esses são o da solidificação. O reforço. O Amor.

Domingo, 14 de Junho de 2009

Diz que foi muito bom. Diz que muito português esteve de mini-férias esta última semana. Diz que foram para a passeata, até à praia e coisa e tal. Mas acabou meus amigos. Acabou.

Como diria o outro, Vai mas é trabalhar! Ide mas é trabalhar, fazer alguma coisa de útil para a sociedade.

Nuno Lopes, impossível não gostar.



Oh God, chamei-lhe Nuno Melo. Isto de andar a ouvir falar muito de políticos está-me a fazer mal à cabeça.

Sábado, 13 de Junho de 2009

Peniche em fotos


A égua Boneca. Eu só fui com estes trajes porque não sabia o que ia fazer. Não sou assim tão parva para ir de calções andar de cavalo. :P


Costa...


Montada na bela da bicicleta.


Berlengas.

Berlengas e a estranha forma de um elefante.

Guess who's back?

Voltei. :)

Tenho apenas para dizer que os feriados foram dias especiais, pelas mais diversas razões.

Fui até Peniche. Aquilo é lindo, uma delícia de localidade. Acho que se pudesse viver lá, me mudava já hoje. As casas coloridas, as ruas planas, as praias lindas. Turístico mas sossegado. Um sítio maravilhoso.

Passeei por lá, andei de bicicleta. Quilómetros a dar às pernas, sem cabeça para me cansar. Soube-me mesmo bem. O escaldão que apanhei nas fuças é que não está a saber nada bem.

Montei a cavalo pela primeira vez. A Boneca, a égua que me levou, era castanha e mansa. Mansa mas não me livrou de um susto quando começou a correr na direcção oposta. Eu bem que lhe dei ordens, mas a bicha ignorou-me. Pernas e rabo doridos. Mas valeu bem a pena.

No dia seguinte, visita às Berlengas. O sítio é lindo, as paisagens muito bonitas. O melhor foi o baptismo de mergulho. OK, ia morrendo de medo nos primeiros cinco minutos. Tinha medo de não conseguir respirar. Receava que me saísse a máscara. Doíam-me os ouvidos. Mas quando cheguei lá abaixo e vi os peixinhos, as plantas e a areia branca, relaxei. E adorei a experiência.

Estou como nova. Alegre. Risonha.

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Querido blogue, vamos dar um tempo. Uns dias. É daquelas frases irritantes em qualquer relação, mas vai ter de ser. O problema não é teu, é meu.

Depois da treta inicial, vamos lá ser sinceros... Vou fazer umas coisas. E assentar a poeira. E arrumar a cabecinha. Ando complicada todos os dias. Muita coisa tem acontecido. E tudo ao mesmo tempo. E é impossível dizer um "sim" sem ter de dar um "não" a outra situação. É enervante.

Afastarmo-nos é bom. Ajuda-nos a ter uma melhor perspectiva do que está à nossa volta.


See you soon ***

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009



Hum... :)

Duffy - Warwick Avenue

Viver numa varanda


Há gente que não tem noção das coisas. E depois há gente que trata os animais como coisas.

E também há gente (reles), como os meus vizinhos, que põe o cão a viver na varanda. Mudaram-se há cerca de um mês para o prédio ao lado do meu. A varanda está ao lado da minha. Faça chuva ou faça sol o pobre animal lá está. Até pode cair pedraço que os anormais não lhe abrem a janela. Persiana corrida e lá está o pobre bicho, a viver numa varanda de 4 ou 5 metros. Quase como esse aí da foto (retirada do google).

Se disser que o cão em causa é um pastor alemão, a situação ainda se torna mais ridícula. Um animal de porte grande a viver numa varanda... Enfim. Pensei que seria uma situação temporária, mas pelos vistos não era. Obviamente várias vezes reparei que tinha fezes na varanda. E os estúpidos parecem não se importar.

O animal é amoroso, farto-me de lhe fazer festas. É dócil. Vem sempre que o chamo (ou vinha...). Já os donos nem olham para ele.

Enerva-me que as pessoas não percebam que SÃO responsáveis por um animal a partir do momento em que o recebem em sua casa. E se decidiram ir viver para um apartamento deveriam ter tido o cuidado de ver se tinham condições de levar o pastor alemão consigo. Se eu mudar de casa, os meus três gatos vão comigo. O espaço pode ser menor, as condições podem não ser tão boas... Mas ao menos amor e carinho não lhes havia de faltar. Já esta gente é tão estúpida que para não estragar os móveis e os sofás põe o bicho a viver na varanda. Não sou eu que sou boazinha. São eles que são insensíveis. E reles.

E agora o animal desapareceu. E eu não sei o que se passou. Se calhar mudaram-se. Ou se calhar mudou-se só o cão. É o mais provável.

Domingo, 7 de Junho de 2009

Comeu e não pagou...

Eu tinha metido um vídeo remeloso, mas este é bem mais divertido!

Please, vejam!

"Cinco reais para fazer caridade..."

Sábado, 6 de Junho de 2009

Dirty Talk

A menina Corset pediu o dirty talk dos livros Harlequin. E eu gosto de satisfazer os meus leitores. Há que estimar a clientela.

É tudo muito pomposo neste tipo de livros. Não há dirty talk. O sexo é sempre intenso e coisas boas do género. Vamos lá ao que interessa... "Cativos do desejo - A saga continua". Leitura não aconselhável a gente sensível. :P

Ora bem, não se diz que os queridos estão a ter sexo. Não há cá sexo por sexo. É tudo com muito amor... Estão a "celebrar o amor" ou a "mostrar toda a intensidade do seu desejo". Bonito...

"Michalis acariciou-a mais uma vez, até que a única coisa que April desejou foi que a possuísse. Cobriu o último gemido dela com os seus lábios quando a fez sua.
Era como estar no centro de uma tempestade violenta e doce ao mesmo tempo, presa nas ondas do desejo que lhe acariciavam a alma."

WOW. Também quero que me levem às estrelas.

As gajas estremecem com um simples roçar de dedos. Ficam malucas só com o tom de voz dele. Imaginem então com sexo. Pudera! Repressão sexual é lixada.

E ele não fica excitado. Ok, falando português, o gajo não fica com tesão. Nah... Fica "a mostrar toda a intensidade do seu amor" ou até a "voracidade do seu desejo". Também costumam chamar-lhe "protuberância" ou "membro tumefacto". Ou "intumescido". Está-se mesmo a ver uma gaja a virar-se para o gajo e a dizer "Amor, deixa-me cá meter-te a mão no membro tumefacto". Lindo!

Já elas têm sempre corpos perfeitos.... E adivinhem lá como se chama a dita cuja? Ninho do amor. Sim, que os livros são da altura em que as gajas ainda tinham direito a ter pêlos na dita cuja. Ninho do amor é fantástico. Mas "triângulo do amor" ou "centro da feminilidade" também é muito bom.

A sério, comprem! Não sabem a comédia que estão a perder.

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

"Cativos Do Desejo"



Aviso aos leitores: Post estúpido a caminho. OK, foram avisados. Agora não se queixem.

Sabem aqueles romances de bolso? Os "Harlequin"? Os livros da Corín Tellado? Esses livritos pequenos que se compram nas estações de serviço, nas tabacarias? Ou aqueles que se encontram no sotão, nas caixas da mãezinha? Pois é desses que eu vou queria falar.

Quando eu tinha aí uns 13 aninhos andava na fase em que era curiosa e queria aprender o que era o Amor e essas coisas todas. E li muitos livros destes. Lia os que a minha mãe tinha no quarto dela, já muito velhinhos. Ou comprava para mim na Feira do Livro. Neste momento tenho um gavetão cheio deles, certamente mais de duzentos.

Lia-os com uma voracidade inexplicável. São pequenos livros de 180 páginas e eu chegava a ler três ou quatro por dia. Estava viciada mesmo. OK, aquilo são histórias sempre iguais mas geralmente até estão mais ou menos bem escritas.

A historiazinha era sempre a mesma: ele era rico, distante, frio e seguro de si. Geralmente alto e muito moreno, feições rígidas.

Citando o meu livro favorito: "Os seus olhos eram negros de azeviche e a cara parecia esculpida em rocha. Era interessante, mas de uma maneira que assustava, como uma estátua que tivesse vida. A sua voz era dura, rouca e inflexível." Ui... Estão a sentir a tensão? Este aqui era o Michalis, e era grego.

Ela era inocente, linda mas tímida, quase sempre virgem. Um anjo. E conheciam-se e odiavam-se sem motivo aparente. Elas achavam que eles eram arrogantes. Eles acham que elas eram metediças. Mas afinal o ódio era desejo reprimido!

"Michalis não tinha feito outra coisa senão olhá-la com desprezo. April sentia-se capaz de o tratar directamente se tivesse a vantagem de ser um pouco mais alta, ainda que não se aproximasse da altura dele. Era tão alto e magnifíco como um deus grego. Também os seus ares de superioridade pareciam divinos."

"Michalis era assustadoramente másculo, sensual de uma maneira muito rude. Nas poucas ocasiões que sorria, o seu rosto era perigosamente atraente."

A lengalenga era sempre a mesma. No fim ficavam juntos, claro. Mas o melhor, meus amigos, é mesmo o vocabulário. Quando chegavam aos finalmentes as autoras não diziam "e foram dar uma queca". Não! Enrolavam aquilo de tal forma que se tornava numa coisa muito pomposa e cheia de vocabulário arrojado sem ser ousado.

Primeiro, a menina era sempre muito inocente e não tinha consciência do desejo que provocava. Esta aqui deitou-se a descansar só de lingerie e adormeceu.

"Adormeci - April agarrou no lençol e nem se defendeu de tão envergonhada que estava.
- Isso , finge - sugeriu ele com ironia - Agora compreendo o desespero do meu irmão (irmão!!) para te voltar a ver. És muito desejável April.
Ela estava tão envergonhada que não conseguia olhá-lo nos olhos..."

Pobrezinha, tão tímida...

"Obrigou-a a abrir os lábios, o beijo foi mais profundo, até que April deixou de lutar e soltou um gemido. Quando ele lhe levantou a cabeça tudo o que ela fez foi olhá-lo, hipnotizada."

"O desejo reflectiu-se no seu rosto varonil quando admirou a beleza dos seios perfeitos. Ela estava tão sensível que não pode reprimir um grito."

Já não se fazem coisas destas...

Deixei as partes mais tórridas para depois... Não quero que tenham um xelique.

Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

É que é preciso ter lata...

Incomodam-me as pessoas que sobem escadas à custa dos outros. Incomodam-me as pessoas que utilizam os demais para subir na vida, para fazer cadeiras, para concluir trabalhos. Incomoda-me a injustiça.

E eu sempre fui muito burra em certos aspectos.

Desde pequenita, aí desde o quinto ano, sempre tive colegas que se colavam a mim para fazer os trabalhos. Não sou nenhum génio, mas sempre tive boas notas. E tinha sempre coleguinhas que se aproveitavam da minha ingenuidade e da minha incapacidade de dizer "não".

Alguns colegas mal me falavam. Mas na altura de escolher um grupo de trabalho, gostavam de trabalhar comigo. Pudera! Eu e mais um ou dois trabalhavamos. E os "colas" ficavam a olhar. A brincar. A rir. E a lucrar com o nosso esforço.

Passaram-se anos e veio o liceu. Mesma situação. Continuei a ser a burrinha que emprestava apontamentos a tudo o que era gente. Eu ia às aulas. Nunca me baldava. Estava atenta, tirava óptimos apontamentos. E depois armava-me em Madre Teresa e cedia-os aos preguiçosos. E eles tiravam (quase) tão boas notas como eu.

Entrei na faculdade. E a situação continuou. Emprestava apontamentos a uma pessoa e essa pessoa tratava de os espalhar pelo curso inteiro. E eu não me queixava. Até que calhei no grupo de quatro malandros. Nenhum deles mexia uma palha. E eu fiz um trabalho final sozinha. O trabalho de cinco foi feito por um. Valia metade da nota final. Tiramos 15. E eles passaram à cadeira às minhas custas. Mas nem obrigada me disseram. E foi aí que eu me tornei mais esperta e comecei a seleccionar melhor as pessoas com quem trabalhava.

Não é defeito. É feitio. Há coisas para as quais sou mesmo estúpida.


Filme Madagáscar. Adoro esta música. :D A vida não são só dramatismos.

Dietas

As minhas dietas são ultra-rápidas. Acreditem, nenhuma dieta é mais rápida e funcional que a minha.


Dura só 5 minutos.

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

I don't do cute


Há dias em que me dá para reclamar e dizer tudo o que penso. Sou mansinha, mansinha, mansinha. Não chateio ninguém. A bem dizer, nunca me queixo.

Mas quando me chega a mostarda ao nariz, sou menina para me irritar. E para dizer tudo o que penso. E para dizer o que os outros gostam e não gostam de ler/ouvir.Não deixo créditos por mãos alheias, ora essa! Sou pacífica mas não sou cega, surda e muda. Nem sou estúpida. Posso ser calminha, mas quando não gosto não digo que gosto só para fazer figura bonita.

Nunca gostei de fazer o papel da burra tansa que deixa que a pisem, embora o faça de vez em quando.

E sim, ando mais senhora do meu nariz. O que não me agrada está a ser tudo arrumado para canto.

Terça-feira, 2 de Junho de 2009

Os desgraçadinhos

Os desgraçadinhos são aquele tipo de pessoas que acham que são os maiores infelizes do mundo. Sentem-se uns injustiçados e falam como se a sua situação fosse um verdadeiro drama.

Geralmente não é.

Incomoda-me que as pessoas sejam pessimistas e que não vejam o lado bom da vida. OK, escusamos de ser saltitões e alegres tipo João Baião no Big Show Sic, mas também escusamos de ser trombudos.

Ainda por cima, os desgraçadinhos têm tendência para o exagero. Ai que eu estou tão gorda, e preciso de perdir dez quilos. WOW! Dez quilos é mesmo uma coisa estrondosa.

Ai que eu sou tão pobre, e não posso comprar aquela bolsa de cinquenta contos. Compra uma de vinte euros que o efeito é o mesmo.

Aque eu não arranjo namorado. E? Para este drama, só tenho um conselho: compra um vibrador. E isto não é conselho meu, é conselho de família.

Olhemos por nós abaixo...

Podemos não ser lindos de morrer (que não somos), mas somos saudáveis.
Podemos não ter corpos magníficos, mas não temos problemas de maior.
Podemos não ser ricos, mas também não somos sem-abrigo.
Podemos não ter dinheiro para comprar roupa todos os dias, mas não andamos nus certamente.
Podemos não ter o melhor emprego do mundo, mas ao menos temos um. Se não temos, havemos de arranjar!

Não, não sou da opinião de que nos devemos conformar com pouco. Não sou, e espero nunca ser, daquele tipo de pessoas que só precisa de Amor e uma cabana. Gosto de aproveitar a vida, claro. Gosto de dar os meus passeios, de ir ao cinema, comprar farpelas e ir aqui e ali.

Mas essas coisas não são fundamentais e detesto ouvir pessoas a queixar-se dos dramas que não têm.

Se passearem à noite, pela vossa cidade, vão-se cruzar com gente se casa. Com drogados. Com gente sem família. Com doentes. Gente sem rumo, com a vida toda lixada. Ontem vim para casa a pé, perto das 23 horas. É chocante.

Façam-no. Pode ser que assim comecem a valorizar mais o que têm.


--> Post dedicado em exclusivo aos xoininhas que insistem em armar-se em vítimas. Não posso convosco, pah. Eu sou feliz porra! E não tenho nada de especial. Mas sou feliz.

Roupa para um mês


Vou estar um mês de "férias". De férias é como quem diz "vou estar em casa mas a estudar para tirar o código (só código né dono do blog?) e a fazer o relatório final de estágio". Anyway, vou de malas aviadas para Viana.

E eis que chega a altura de fazer a mala. A mãe dá-me conselhos do género "traz roupa para um mês" mas eu não percebo muito bem o que isso quer dizer. Roupa para um mês? Hum, parece-me pouco. Eu vou mesmo levar comigo toda (todinha!) a roupa de Primavera/Verão que tenho.

Eu sou uma gaja que detesta imprevistos. E nunca sabemos do que vamos precisar. E se levamos dez calças, mas não aquelas calças que ficavam também para aquela saída? Não pode ser. Era um drama.

Sendo assim, a minha mala vai cheia. Vai tudo comigo. Faço uma lista detalhada de tudo aquilo que levo comigo, para que quando regressar nada seja esquecido. E levo quatro ou cinco bolsas, que eu não sou menina para andar com a mesma muito tempo. Preciso de uma bolsa neutra, daquelas que dá para usar todos os dias, com qualquer roupa. Eu sei. Ando a micar lojas, para escolher uma em tons de bege que me agrade.

Nós gajas somos assim, temos necessidade de levar toda a farpela connosco. Nunca deixamos nada para trás, pois nunca se sabe se vamos precisar. Tudo é mesmo tudo, brincos e pulseiras incluídas. E cremes, não podemos esquecer os cremes.

Isto não é futilidade. É vaidade. E, no meu caso, tem também transtorno obsessivo compulsivo à mistura. Maníaca, portanto.

Sim, a maioria de nós adoraria ter um daqueles closets enormes. Organizados por peça de roupa, calças, saias, calções e tshirts. Por cores. Por tecido. Por estação do ano. Um verdadeiro paraíso. Eu sou organizadinha, mas um closet seria uma coisa totalmente diferente. E maior. Com mais roupa.

Mais nunca é de mais.

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Voltar à infância

No Dia da Criança tenho tendência a recordar as coisas boas que vivi quando era pequerrucha. Não teria mudado coisa nenhuma na minha infância, mesmo as coisas menos boas.

Sim, fui operada ao coração. Sim, era mais pequenita que a minha irmã. Mas sempre fui tratada de maneira igual. Sempre me deixaram correr, pular e brincar à vontade. Nunca fui presa. Deixavam-me esfolar os joelhos à vontade. As meias calças nunca voltavam a casa sem um fio puxado ou um buraco nos joelhos. E isso é bom. É sinal que brincava muito.

Sempre fui uma criança risonha. Mesmo quando me faltavam dentes e era fanada, eu andava de tacha arreganhada. Sou naturalmente alegre.

Quando fazia asneiras, batiam-me. Eu chorava, como se estivesse a ser torturada. Logo de seguida, com ar de safada, fazia merd* pior. :P

Que saudades de lanchar na cozinha, sempre na companhia da minha irmã. As duas a comer bolachas com açúcar e canela, mais uma fatia de queijo. As duas sentadas juntinhas a ver o Dragon Ball.

Depois a Baywatch. Delirava com as aventuras dos nadadores-salvadores. Era uma loucura e sei que tinha uma paixão por um dos morenaços da série.

As SailorMoon. Sabia as musiquinhas todas e adorava o gato Luna.

A Malhação. Eu tinha uma verdadeira obsessão por esta "novela". Não perdia um episódio e até contava os minutos para saber quanto tempo ainda tinha para ver a novela.

Mas o que me deixa mais saudades é sem dúvida isto: Dartacão e os três Moscãoteiros! Até me arrepio...



"Era uma vez os três
Os famosos moscãoteiros
Do pequeno Dartacão
São bons companheiros
Os melhores amigos são
Os três moscãoteiros
Quando em aventuras vão
São sempre os primeiros

Quando eles vão combater
Já não há rival algum
O seu lema é um por todos
E todos por um
O amor da Julieta
É o Dartacão
E ela é a predilecta
Do seu Coração..."