Domingo, 31 de Maio de 2009

Hum...


Primeiro dia de praia de 2009.

Eu nem sou gaja que aprecie praia, mas gostei. O destino? Leça da Palmeira. Companhia? Mãe.

Estava calor, mas não se estava a cozer tipo lagosta. Não soprava vento. A areia estava quietinha, no sítio devido.

Eu acho é que estou doente. Tenho a doença do sono. Mal me deito na toalha e sinto o sol queimar-me o corpo pumba, adormeço. A única coisa que perturbou o meu sono foi mesmo um miúdo a gritar pela mãe lá ao longe.

Maravilha.

Sábado, 30 de Maio de 2009


Ah e tal, eu dizia que andava com saudades do Verão. Que queria tempo quentinho e tudo mais. Dizia!

Serei a única a achar este tempo demasiado quente? Eu estou a morrer abafada e ainda nem saí de casa.

Acaba-se de tomar banho e daí a dez minutos já nos sentimos porcos. Detesto isso.

Se me deito na cama, tenho calor. Se me levanto e vou até ao terraço, tenho calor. Se ouso sair à rua, pior é. Não estou bem de maneira nenhuma.

Queria comer melancia. Ou cerejas. Ou morangos. Ou qualquer outra fruta fresca do género. Mas, para além de não ter visto nada de jeito, sinto pavor só de pensar em sair da toca.

O meu lindo cabelo tem de andar preso o santo dia todo, sob risco de me sentir demasiado acalorada.

Onde está a brisa fresquinha, que nos permite andar pela rua de forma agradável?

"Estoy muriendo de tanto amor" dizia aquela gaja na publicidade a um filme. Eu estou é a morrer de calor porra!

PS: Basset Hound, o cão dos meus sonhos. Quando tiver emprego e casa, arranjo um.

Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Missão cumprida

Último dia de estágio. Pelo menos do que conta para nota. Sinal que a missão foi cumprida e eu não podia estar mais orgulhosa.

Três anos, muitas cadeiras. Ética e Deontologia e Jornalismo Comparado foram as que mais me interessaram. Gosto de investigar. E se for com bons modos, tanto melhor. Economia, a cadeira que mais me assustou.

Três anos, muitas canseiras e tantos outros trabalhos. Mas missão cumprida. Só falta fazer um relatório sobre o meu estágio. Mas a sensação de alívio é inqualificável.

Gostei do curso desde o primeiro dia. Não precisei de faltar a aulas. Não precisei de repetir cadeiras. Não precisei de fazer directas. Adorei o curso, por inteiro. Foi agradável.

Os jornalistas são um bicho lixado. Há quem os odeie, há quem não viva sem eles. Ao longo destes três meses de estágio fui tímida e perdi a vergonha. Errei e fiz tudo como devia de ser. Fui maltratada e bajulada. E é isso mesmo que adoro nesta área: a bela da instabilidade que nos deixa sempre ansiosos pelo passo seguinte.

Evoluir na ciência ou regredir na moralidade?

Se há coisinha que me assusta mesmo é a evolução da ciência. A quantidade de coisas que se criam, a toda a hora, é assustadora. Parece que a ciência não tem limites (e não tem mesmo)

Todos nós sabemos que a mente humana nem sempre é boa. Todos sabemos que muitas vezes o Homem cria coisas más, com más intenções.

Quando pelos vistos não têm muito para fazer, entretém-se a brincar com a vida alheia. Agora inventaram macacos que brilham. Um grupo de investigadores japoneses criou macacos geneticamente modificados com uma proteína verde fluorescente.

Digam-me lá, como se eu fosse muito burra, qual o interesse para a sociedade de ter macacos que brilham? Quando falhar a luz é suposto iluminarem a cidade? Vão servir de candeeiro? Vão iluminar a selva? É estúpido.

Já há uns meses tinha visto uma notícia de que dizia terem sido criados gatos que brilhavam no escuro.

Qual é o interesse disto? Cria-se só por criar? Inventa-se só por inventar? Ainda por cima nem consigo imaginar as atrocidades que fazem a estes animais. Certamente que os macacos não começaram a brilhar de um momento para o outro. As experiências devem ter sido mais do que muitas, e certamente nada boas para os pobres bichos.

Não sou a favor de testes em animais. Acho macabro e injusto. Eles não nos deram "autorização" para brincar com a sua vida. Não nos pediram para alterar a sua espécie.

Consigo tentar perceber que se façam testes em animais. Fazem-no em prol da saúde humana. Testes para medicamentos e afins. É um mal (talvez) necessário.

Mas abusar dos animais, que nenhum mal nos fizeram, só "porque sim" é cruel. Isto choca-me tanto como a maquilhagem que é testada em animais. De vez em quando consulto a lista de marcas que não testam produtos em animais. E é dessas que tento comprar. The Body Shop é a minha favorita por diversas razões, incluindo o facto de não utilizar animais.

E não, eu não sou maníaca por animais. Não passo a vida a falar de animais (embora pareça). Preocupo-me. Não consigo virar a cara e fingir que as injustiças não acontecem.

Quinta-feira, 28 de Maio de 2009


Savage Garden - To the moon and back. Porque gosto!

Ontem conheci a P* e a M*. E adorei.

Conversas, cusquices, baboseiras, gargalhadas e rissóis no café Império. Obrigada meninas. Há pessoas com quem nos damos naturalmente bem.

Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

"You will never know what you're missing until you try..."

A inocência das crianças (dizem que) é uma coisa maravilhosa. As crianças brincam, correm, têm liberdade. Mas as crianças também fazem asneiras, também se portam mal. No entanto tudo lhes é perdoado. Afinal, são crianças. E as crianças nem sempre têm noção do que dizem e do que fazem.

As crianças podem ser pestinhas que nunca vão conhecer a força de uma verdadeira reprimenda. Daquelas reprimendas que nos magoam a alma.

Quando crescemos, deixamos de ter desculpas para as nossas falhas. Não podemos mais dizer que somos crianças. Ou que não raciocinamos. Ou que não somos conscientes dos nossos actos. Ao mínimo erro, levamos logo com críticas. Não somos poupados por ninguém.

Não me deixo abater pelas críticas com facilidade. Mas quando as críticas vêm de família, o caso muda de figura.

Sim, talvez ande meio parva. Para esquecer momentos menos felizes, dei por mim a fazer coisas que nunca imaginei fazer. Chamo a esta fase a fase da parvalheira.

Sinto que quis aproveitar tudo o que tinha ao meu alcance ao mesmo tempo. O que não foi bom para mim enquanto pessoa. Não é algo de que me possa orgulhar.

Quantidade nunca foi, e nunca será, sinónimo de qualidade.

"You will never know what you're missing until you try..."

I've tried. It wasn't worth it.



Deixei de ser Sanxeri. Passei a ser somente S*.



No início achava-a até bastante irritante. Mas aprendi a gostar da música.

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

Uma mãe é isto?

Eu nem me choco com as palmadas. Eu levei muitas palmadas quando era pequena e não morri.

Choco-me sim com as palmadas dois ou três dias depois da menina ter ido para um país que não conhece e ter ficado sem a família que amava.

A mãe a fumar à frente da criança é horroroso. Mas mais horroroso ainda é o tom de voz, agressivo e desprovido de amor.

É assim tão mau que a menina peça para ver a irmã? Pelos vistos para esta cabra é. Dá logo direito a espetar dois bofardos à menina e empurrá-la.

Dizer mal da "família" da miúda é mau, mas dizer "vendê-la para tirar órgãos ou mandá-la para uma casa de prostitutas" como se fosse uma coisa muito normal é... enfim... triste.

Se é assim à frente das câmaras, imaginem no recato do lar.

Para que conste eu NÃO tenho as pernas magras. Estava a ser irónica meus amores.

Como diria uma certa pessoa, são fofinhas. Fofinhas! Sou só eu que acho "fofinho" ofensivo?

:P

Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Reparo que sou hipocondríaca e que tenho mesmo uma mania das doenças...

Quando depois da consulta às minhas perninhas (magrinhas, magrinhas...) ando cheia de dores.

Nunca senti as pernas cansadas. Nunca tive dores. Mas foi só ir à consulta e ouvir a médica dizer "você tem problemas nas veias, pode sentir dor e cansaço"... que os sintomas trataram de aparecer!

Há coisas fantásticas, não há?

Domingo, 24 de Maio de 2009

E as mulheres é que são complicadas?

Ainda a propósito da ida ao IKEA (ou diz-se A IKEA?)...

Os homens são uns esquisitinhos do pior.

Nós, gajas, ficamos satisfeitas com qualquer mobília que apareça numa revista ou num folheto. E lá vamos nós à loja à procura do que queremos.

Os homens não! Gostam de se armar em génios da bricolage. Tem de ser sempre alguma coisa especial de corrida. Têm de projectar a coisa, como se se tratasse de uma grande obra.

E ainda por cima insistem que não precisam de ajuda para montar as coisas. Gostam de dizer "isto é fácil de fazer, não preciso de que ninguém monte por mim". Pensam que são mestres de obras e recusam pedir ajuda a alguém.

Adoram fingir que sabem fazer tudo. Rebentam os canos? Eu resolvo isso. A lâmpada fundiu? Eu meto uma nova. Recusam chamar um canalizador ou um electricista. Deve afectar o seu orgulho de macho.

O meu irmão, por exemplo, resolveu que queria uma secretária de dois metros para pôr no seu quarto. Dois metros! Não sei que raio quer ele pôr em cima de dois metros de madeira...

Não podia comprar uma secretária normal. Nada disso! Teve de montar uma a seu gosto... Tivemos de escolher o tampo, a estrutura, as pernas, o encaixe, mais uma aba lateral toda xpto. Modernices.

O meu irmão, coitado, chegou a um ponto em que até já falava com os parafusos. Como se os parafusos tivessem alguma culpa da falta de jeito dele. É que ainda por cima são suecos, logo não entendiam o que ele lhes dizia. :P

Resultado? Uma tarde perdida. Horas seguidas a montar a secretária, com muitos palavrões à mistura.

Não era tão mais simples escolher uma secretária do catálogo, não? Queres ver que nenhuma das 1001 opções era boa o suficiente?

Mais engraçado que tudo isto, é que depois de três horas a olhar para as secretárias, resmungam com as mulheres por querer ver lojas durante uma horinha. Quando é para verem televisões, PDA's, GPS's e telemóveis não se queixam vocês.

Cambada de enjoados.

Sábado, 23 de Maio de 2009

Tuga style

Eu não sei se nós, portugueses, somos únicos. Não sei se somos incomparáveis. Mas sei que somos especiais. Há coisas que parecem só nossas, de mais nenhum povo.

Adoro ser portuguesa, tenho um orgulho imenso na minha nacionalidade. Vivemos num país bonito e que não tem assim tantos problemas. Podemos ter crise, mas não temos guerras. Podemos ter políticos ladrões, mas não temos nenhum Hitler. Apesar de tudo, o nosso país é um bom país para viver.

Mas há situações que me fazem ficar tão envergonhada que até me encolho toda para não darem por mim.

O meu irmão meteu na cabeça que queria uma secretária nova para o seu quarto. Considerando que a minha mãe faz anos hoje (love you mum!) fomos os quatro ao IKEA. Mãe galinha e seus três pintainhos.

Começando pelo início (dah!), não fomos os únicos tugas a ter tal ideia. Aquilo estava cheio. Parece que não têm amor à cama, xiça. Se eu pudesse, ficava a dormir até ao meio-dia. Há crise, há crise, mas o estabelecimento estava cheio de gente. A passear pela loja e pelo shopping. Portuga que se preze adora passear nos shoppings ao fim de semana.

Tuga que se preze, também gosta de quebrar as regras. Estão a ver aqueles pilares que não nos deixam meter os carrinhos de supermercado nas escadas rolantes? Eles existem. Mas muitas pessoas gostam de fingir que eles não estão lá e toca a tentar forçar a passagem com o carrinho das compras. Os mais arrojados tentam até meter o carrinho do bebé na escada rolante. É perigoso? Who cares?? Pega-se no carrinho e passa-se por cima dos pilares. Devem achar-se os maiores por quebrar as regras.

No IKEA compramos um copinho e temos direito a encher o dito recipiente com a bebida quantas vezes nos apetecer. A ideia é gira. Saímos sempre a lucrar. Mas mesmo assim, há quem não ache suficiente. Os "burros" dos suecos compram um copo para cada pessoa, e conforme querem vão encher. Os tugas são muito mais espertos. Compram um copo e enchem para a família inteira. Oh my god. É de deixar os cabelos em pé.

Melhor, melhor, é na zona de restauração. A maioria insiste em não ser civilizado. Nos shoppings anda-se com o tabuleiro da comida. Tudo muito bem. Mas a maior parte dos portugueses esquece-se de colocar o tabuleiro da comida nos locais correctos, no final da refeição. Podiamos ser limpinhos. Podiamos respeitar os outros e facilitar o trabalho das senhoras empregadas. Mas não! Temos de nos armar em espertos e deixar a lixeira que fizemos toda espalhada na mesa.

Qualquer semelhança com deixar o lixo nos pinhais, depois de um piquenique, é pura coincidência.

Sexta-feira, 22 de Maio de 2009


Sit down, give me your hand
I'm gonna tell you the future...
I see you, living happily
With somebody who really suits ya
Someone like me...


Não é o que todos procuramos?

E é assim que eu gosto de dar as mãos. Dedos entrelaçados. Com firmeza, segurança. Com Amor.


Skye - Love Show
Ando numa fase meio estranha para mim.

Sinto que estou a mudar muito depressa nos últimos tempos. Aprendi imenso. Fiz também muitas asneiras. Caí e levantei-me sozinha.

E ando numa fase meia estúpida. Eu, que costumo ser uma pessoa de ideias bem definidas, ando confusa. Não sei o que quero para mim.

Tenho conhecido pessoas, dou maior abertura, tenho sido mais sociável. E isso é bom.

Mas não consigo dizer claramente o que quero. Tenho muitas dúvidas. Num dia quero uma coisa, no dia seguinte quero outra. E isso é mau.

Não me consigo decidir. Não me reconheço em algumas atitudes minhas. Quando me ponho a pensar, penso que não tenho sido a menina dos últimos vinte anos.

Estou mais fria, mais irónica, mais corrosiva. E mais leviana. Às vezes parece que só me preocupo comigo. E tenho vergonha disso.

Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Palavras


Eu sou tímida. Coro imenso. Tenho montes de tiques. Mas também falo muito. Quando me sinto à vontade, sou tagarela para caraças. Falo pela frente, falo pelos cotovelos, falo alto e sussuro logo de seguida. Mas sou poupadinha nas palavras.

Como já escrevi por diversas vezes, não me afeiçoo a todas as pessoas. Para dizer a verdade, acho muito estranho e suspeito quando uma pessoa simpatiza com toda a gente. Alguma coisa não bate certo. É impossível gostar-se de toda a gente.

Eu tenho as minhas escolhas. Sei o tipo de pessoas das quais gostos. E sei aquelas que quero longe da minha vida. Tenho "amigos" (ou espécie de...) muito diferentes. Uns mais próximos, outros mais afastados. Uns mais faladores, outros mais calados. Mas sei aquilo com que posso contar de cada um deles. E acho que eles sabem aquilo que podem esperar de mim.

Sou realista. Não me considero amiga de toda a gente. Tenho gente em quem confio. Gente com quem me sinto bem. Mas neste momento tenho apenas uma amiga verdadeira, para toda a vida: a minha irmã.

Tudo isto para dizer que não gosto de falar dos meus sentimentos. Nunca gostei. Sou meiga. Demonstro afecto quando o sinto realmente. Sou fraca com as palavras. Prefiro os actos.Se gosto, acho que sou imensamente meiguinha. Ok, sou mesmo melosa. E chata. E ainda mais remelosa.

Mas apesar da meiguice dos actos, há palavras que me ficam entaladas na garganta, e insistem em não sair. Poupo-as para pessoas especiais. Para momentos especiais.

Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

video

Tenho uma paixão imensa por animais. Gatos em particular. E o meu Tobias está meio doentinho, pelo que fico cheia de saudades.

Não, não é um vídeo estúpido sobre gatos. É uma música bem gira que um dono talentoso fez para o seu bichano.


Os meus gatos só fazem asneiras. Partem tudo, roem tudo. Toda a porcaria que eles puderem fazer - garanto-vos! - eles fazem.

Um deles bebe da sanita. E gosta.

Têm duas ou três camas espalhadas pela casa, mas recusam dormir lá.

Os brinquedos andam espalhados por tudo o que é lado.

Fazem as suas necessidades na varanda. Ou no puff do meu quarto. É conforme o humor!

Fazem porcaria e depois ficam com aqueles ar de anjos a olhar para nós.

Roubam comida. Especialmente os mais novos. São peritos na arte de bem roubar.

MAS...

Dormem connosco todas as noites. E dão turras sempre que ficamos tristes.

Cheiram maravilhosamente bem. São sociáveis. Adoram as visitas. Pulam logo para o colo dos convidados. Pelo menos dois deles.

São cuscos. É só termos qualquer coisa na mão e eles vêm a correr ver o que é. E se for de comer, é certo que experimentam um bocado.

À hora de jantar, apresentam-se os três na cozinha. Para olharem para nós. Saltam para o colo e tentam roubar qualquer coisa.

São uma fonte inesgotável de alegria.

Terça-feira, 19 de Maio de 2009

Mas está tudo louco?

Quando eu tinha 12 anos brincava com barbies.

Quando eu tinha 12 anos comecei a usar soutiens. O meu primeiro tinha a pequena sereia.

Quando eu tinha 12 anos jogava "às escondidinhas" com as crianças da minha rua.

Quando eu tinha 12 anos, passeava com um urso de um lado para o outro.

Quando eu tinha 12 anos, achava que dar um beijo na cara de um rapaz era uma coisa do outro mundo.

Hoje em dia, os miúdos de 12 anos vão ter preservativos nas escolas. Oferecidos. Para que os meninos e as meninas se entretenham a ter sexo. Naquela idade ainda mal sabem o que é o sexo, mas se vêem na televisão, acham engraçado imitar.

Educação sexual obrigatória não existe. Mas dão-se preservativos, para as criancinhas experimentarem umas coisas diferentes. Concordo que se deva ensinar os alunos a utilizar métodos contraceptivos e tudo mais, que isto hoje em dia está cada vez pior. Mas ao menos opte-se pela formação destas crianças. Dar preservativos sem dar formação sexual não faz sentido.

Mas desde quando é que o sexo é uma brincadeira? Quando não há nada mais giro para fazer, 'bora lá ter sexo!

Ide mas é brincar com bonecos pah!

Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Naivety - that's my middle name

Eu às vezes gosto de me armar. Armo-me em forte. Tento mostrar uma força e uma firmeza que nem sempre tenho. Gosto de dizer "eu controlo bem os meus sentimentos".

Mas palavras, como estou farta de dizer, levam-nas o vento. E no final, faço sempre o papel da ursa burra que se deixa esmagar pelas emoções.

Gosto que me dêem atenção. Gosto de me sentir protegida. É inconcebível, para mim, partilhar a minha vida com alguém que não me ponha em lugar de destaque. Eu sei que o mereço. Por isso exijo-o.

Gosto de mensagens de "bons dias". Gosto de telefonemas "só para ouvir a tua voz". Gosto do "nosso café", da "nossa música" e das nossas coisas. Gosto das brincadeiras que só duas pessoas percebem. Das piadas privadas. Das remelosices a dois.

Só a dois é que eu consigo ser remelosa. Eu até me armo em durona, digo que não gosto cá de lamechices. Mas são tretas. Com a pessoa certa, no momento certo, sabem deliciosamente bem.

Gosto dos cheiros. Pode parecer parvo, mas tenho uma certa obsessão por perfumes. Não os esqueço. Marcam-me.

Gosto das borboletas no estômago. Do nervosismo que se apodera de mim.

Gosto dos beijos, dos abraços. Das mãos dadas, dos olhares que se cruzam. Gosto dos toques, dos roçares de dedos. Do arrepio que me causam.

Gosto das palavras sussuradas. Mas gosto mais ainda dos momentos de silêncio que revelam mais que mil palavras juntas.
Recebido do Swadharma (meu "mais-que-tudo" na blogosfera). Ahahahah! Só para te embaraçar. Toma e embrulha. :P

Regras:

1. Publicar a imagem do selo e linkar o blog que o passou.
2. Escolher 5 situações da vida que mereciam ser repetidas em slow motion e explicar porquê.
3. Passar o desafio e o selo a 12 blogs.

Swadharma, darling, considera-te linkado.

Situações para repetir em slow motion...

1 - O dia em que tive alta clínica. 14 anos depois, lá tive eu alta por ter sido operada ao coração. Que é como quem diz, estou como nova. Lembro-me de me estarem a fazer os exames e eu a chorar desalmadamente com os nervos. Injustificados. Ufa. :)

2 - Qualquer uma das adopções dos meus bichanos. A primeira vez que peguei em cada um deles foi única e especial. Distingo o cheiro de cada um deles...

3 - O dia em que fui colocada na minha primeira opção, na Universidade. Acordei com a minha mãe a dar-me um beijo e a dizer, simplesmente, "Parabéns".

4 - Os abraços daquela pessoa. Apesar de tudo, merecem ser recordados.

5 - Para o futuro, acho que vou querer recordar over and over again o meu casamento. É suposto ser um dia único. E 24 horas vão saber-me a muito pouco. Sou uma eterna insatisfeita. Óbvio que preciso de desencalhar. Não pretendo ficar para tia. Casório nunca fez parte dos meus sonhos mas (deve ser da idade) ando mais romântica.

12 blogues... Ai que preguiça.

Domingo, 17 de Maio de 2009

Ódiozinho de estimação número 2

Pessoas que se esquecem que têm filhos.

Um divórcio não deveria implicar deixar de prestar atenção aos filhos. Mas em alguns casos implica.

Um divórcio não deveria implicar ver os filhos de três em três meses. Mas em alguns casos, implica.

Um divórcio não deveria implicar dizer à mãe dos filhos "governa-te". Mas em alguns casos, implica.

Sou a favor do divórcio, depois de esgotadas todas as tentativas para salvar a relação. Mas divorciar-se da mulher/do marido não deveria significar divorciar-se dos filhos. Não deveria significar deixar os filhos para segundo plano.

Não deveria. Não é assim que as coisas devem acontecer. Não é suposto. Mas grande parte das vezes é assim que acontece.

E choca-me. Choca-me profundamente.

E quando um dia, os pais/mães se lembrarem de ser verdadeiros pais e mães, pode ser que seja tarde.

Cada um colhe aquilo que semeou.

"Arrumar a casa"

Gosto de ser clara como água. Gosto de ter a certezas de tudo aquilo que quero e não quero. Por isso ando a "arrumar a casa". Peguei numa caixa. Na mais especial que já tive. A mais bonita. Aquela de que mais gostei. E percebi que essa caixa, embora especial, já é velha.

Depois de limpar o pó às caixas, decidi guardá-las. Peguei na velha caixa e coloquei-a numa prateleira. Numa prateleira bem alta, quase inacessível. Mas não tão inacessível assim que não me permita pegar-lhe de vez em quando.

Tenho a casa arrumada. Estou cansada.

Mas arrumei a minha casa.

Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

Instabilidades


Sou muito instável. Diz aí ao lado no meu perfil. Sei-o e assumo-o.

Sou alegre, simpática e brincalhona. Pelo menos com algumas pessoas. Depende do grau de intimidade e da confiança que essa pessoa me transmite. Há gente que conheço há anos e às quais não ligo um corno. São-me indiferentes. E depois há aquelas pessoas que mal conheço mas que me transmitem segurança. Tranquilidade.

Mas há dias em que fico impossível de aturar. Discuto com toda a gente, chateio toda a gente e não tenho paciência para ninguém. Ontem foi um desses dias. Porquê? Hormonas? Personalidade? Loucura? Não sei.

São fases. Ando chorona. Irritada. Cansada.

Sinto-me triste.

Sinto-me frágil.



Voltarei à escrita quando a inspiração e alegria voltar. Boa sexta-feira ***

Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

"Sway my way..."


video

Vou ali enroscar-me na cama. Estou sem pachorra. E profundamente irritada. E lamechas. E remelosa. E desanimada. E tenho sono. Por isso vou-me meter na cama, a ver se a coisa passa. Amanhã volto a ser risonha. Até porque não tenho motivos para não o ser. Bic Runga - Sway.



Don't stray, don't ever go away

I should be much too smart for this

You know it gets the better of me

Sometimes, when you and I collide

I fall into an ocean of you, pull me out in time

Don't let me drown, let me down

I say it's all because of you

And here I go, losing my control

I'm practicing your name so I can say it to your face

It doesn't seem right, to look you in the eye

Let all the things you mean to me

Come tumbling out my mouth

Indeed it's time to tell you why

I say it's infinitely true

Modernices

NO Pinhal Novo, uma escolinha decidiu que a partir de agora os estudantes têm de se vestir de maneira apropriada à sala de aula. Quer isto dizer que não são permitidas saias curtas nem decotes exagerados.

Chamem-me tacanha, mas eu acho muito bem!

Uma escola não é um desfile de moda. Óbvio que temos o direito de usar o que bem queremos, quando bem queremos. Mas há gente que não tem dois dedos de testa. E há pais que parece que não vêem as figuras tristes dos seus filhos.

Os gajos é mais aquela coisa das calças a cair pelo rabo abaixo. São modas. Modas que não aprecio. Mas as ladies... Ui... Fico mesmo chocada.

As meninas de 12 ou 13 anos andam com cada roupa mais arrojada que eu sei lá! "Eu ainda sou do tempo" em que as raparigas se vestiam como os rapazes. Iamos para a escola confortáveis, de calças e tshirts largas que nos permitissem andar a correr de um lado para o outro. Hoje em dia, é o "mostra que não mostra" que toda a gente sabe.

É vê-las de calças de cintura tão baixa que, mal se sentam, ficam com metade do rabo (e das tangas) de fora. Cada decote mais profundo que revela o que (às vezes) ainda nem existe. E mini-saias que mais parecem cintos.

Todos nós já vimos figuras destas nas ruas. Olhamos para algumas raparigas e pensamos "oh coitada, esqueceu-se das calças em casa". Eu, se já fosse mãe, não permitia que filha minha andasse com roupas assim tão provocantes no meio da rua. Muito menos na escola, local de aprendizagem.

E não me venham com a conversa do "vivemos numa sociedade livre". Isso já eu sei. Mas mesmo as sociedades democráticas têm regras. Ninguém vai a um casamento com a roupa que anda por casa. Ninguém vai para o trabalho com a mesma vestimenta que sai à noite, para uma discoteca.

E como manda a elegância, ou mostras as pernas ou mostras o decote. As duas ao mesmo tempo pode não ser uma boa opção. Não é coisa que me preocupe muito, é verdade. Mas isso sou eu, que sou uma gaja recatada. :P

Os exageros podem levar a faltas de respeito e a bocas foleiras do género "estás mesmo a pedi-las". Eu, não sendo tacanha ou conservadora, concordo que tudo tem o seu limite. Não pelos outros. Mas por nós.

Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Lapas

Não suporto gente tipo lapa, que não se larga nem um minuto. Aqueles casais irritantes que fazem questão de demonstrar todo o seu amor e fofura em público. Incomoda-me. Só ainda não consegui perceber se me incomoda porque é realmente irritante... ou se porque tenho inveja.
Ora bem, como parece que o último texto gerou alguns mal-entendidos, deixa-me cá corrigir a coisa.

Eu não vou fechar o blogue. Não era a isso que me referia. Se já pensei fazê-lo? Sim, já pensei. Já senti que me expus demasiado, já senti que disse mais do que devia ter dito. Já senti que havia gente que me conhecia (assustadoramente) bem somente por ler o meu blogue.

Tenho um problema. Sou uma pessoa de extremos. Se gosto, gosto muito. Se não gosto, não gosto mesmo nada. Ou sou preto ou sou branco, não sou apologista dos cinzentos.

E eu gosto do meu blogue. Já me permitiu conhecer umas quantas pessoas com quem me dou bastante bem no mundo virtual. Também já estrapulei os limites do virtual e já optei por conhecer pessoas no "mundo real" através do blogue. Por isso mesmo, pelas relações que me permitiu criar, não pretendo fechá-lo tão cedo.

Ok, tenho alguns anónimos mais antipáticos. Mas com isso posso eu bem.

Eu gosto de escrever, gosto de ler outros blogues, gosto das relações que se criam. Gosto de falar na internet com a Petra e lê-la dizer que me considera sua amiga. Gosto, pronto. Mais do que um blogue, é um meio que me une a pessoas por quem nutro carinho.

Depois da lamechice matinal, ora tenham um bom dia!

Terça-feira, 12 de Maio de 2009

"Há gente que fica na história da história da gente"

Tudo tem um princípio, um meio e um fim. Há coisas que fazem mais sentido do que outras. Há relações que têm mais nexo do que outras. E há pessoas que nos marcam mais que outras.

Mas nem todas as pessoas que nos marcam ficam connosco para sempre. Há gente que fica na nossa história, que nos toca de uma forma especial. E apesar de seguirem um caminho oposto ao nosso, ficamos com um bocadinho delas sempre no nosso coração.

Ao longo da nossa vida vamos fazendo opções. Vamos escolhendo diversos caminhos. Podemos optar pelo caminho mais fácil, aquelas estradas lisas, sem falhas, onde tudo rola na perfeição. Ou optamos pelo mais penoso, pelas estradas esburacadas. São lixadas de ultrapassar e muitos de nós ficam a meio do percurso. E há outras situações em que por mais que queiramos escolher um caminho, por mais que insistamos, o sentido é proibido.

A minha estrada? Fechada para obras.


Post sem comentários.

"Sonices"

"Sonices": termo inventado pela minha mãe para definir todos os disparates que eu (alegadamente) faço.

Sonices são, por exemplo, dar uma patada na cama porque ando feita louca a correr pela casa. Sim, dá-me para isso de vez em quando. Sonices são eu partir louça (alegadamente) a torto e direito. Sonices é eu perder coisas. Deixo-as em sítios dos quais depois não me recordo.

Eu cá acho que isso tão tudo calúnias. Excluindo a família, ninguém diria que eu sou trapalhona. Sou até bastante observadora e tranquila. Digo eu. Mas ninguém nos conhece melhor que a nossa mãe, certo?

Agora vamos ao termos que eu uso. São palavras que algumas pessoas conhecem... mas que pelos vistos só eu uso! Eu e a minha irmã, que entre nós tudo é partilhado.

Enfardar - Meus amigos, significa comer. Gosto do termo. Acho-lhe piada.
Morfar/Morfes - Morfes é a mesma coisa, comida. Logo, morfar é equivalente ao verbo comer.
Xonar - Que é como quem diz, vou ali meter-me na cama e já volto. Dormir, pronto.
Fosga-se - Junção entre o "fogo!" e o "f*da-se". Não conheço mais ninguém que o use. Especial de corrida, portanto.
Remelosices - Toda a gente sabe o que significa. Lamechas. Mas eu adoro o raio da palavra.
Froufrices - Froufrices tem como origem a expressão "froufrou". Froufrou é tudo aquilo que é assim a modos que abichanado. Vindo da minha boca, é dito de forma carinhosa.
Bofardo - Estalada, sopapo, coisas pouco agradáveis portanto. Basicamente, é levares com uma mão nas fuças.


Frase mesmo gira que aprendi com a mãe. Se alguém fez asneiras e há possibilidade de ficares chateada durante algum tempo, podes sempre dizer assim:

"Quer-me cá parecer que alguém vai comer arroz de trombas durante uma semana."


E vocês? Quais as palavras raras que utilizam?
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Mensagem aos machos: Como deu para reparar pela caixa de comentários do post anterior, o mulherio chora muito com o "Diário da Nossa Paixão". Vá rapazes, ide lá a um clube de vídeo alugar o filme. Armem-se em sensíveis. Nós até gostamos.

lol

Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

"O Diário da Nossa Paixão"

"Volta. Olha-me mais uma vez, dá-me só mais um abraço, beija-me por um segundo que seja. Sorri-me em toda a nossa cumplicidade, mostra-me de novo esse paraíso no teu olhar. Enfeitiça-me ainda com esse perfume só teu, queima-me com os arrepios do teu toque. Faz-me rir, faz-me chorar, faz-me querer partir e não ir. Agarra-me, só para me largares no instante seguinte. Ri-te, chora – mas ri-te e chora comigo. Traz-me de novo sonhos pintados no céu, dá-me só mais uma vez a lua daquela noite, regressa para um único amanhecer apenas. (...)

Odeia-me, ama-me; permite-me amar-te, odiar-te, sentir todo um turbilhão demente de emoções. Ignora-me, ouve-me, desaparece e chama-me. Traz-me essa tua voz tímida só mais uma vez. Esquece-me, não me ames... mas volta. Volta."


O "Notebook" ou "O Diário da Nossa Paixão" foi dos filmes que mais me tocou até aos dias de hoje.

É remeloso? É.

É lamechas? É.

É uma utopia? Possivelmente.

Mas tem das histórias mais bonitas que já vi.

Inspirado no livro de Nicholas Sparks, este filme conta a história de um jovem casal. E é uma história real, inspirada no amor dos avós do próprio escritor. Ela menina rica, ele rapaz pobre. Apaixonam-se mas inevitavelmente são separados por uma sociedade demasiado preconceituosa. Tema muito batido, eu sei.

Mas eles ficam juntos até velhinhos. E ela fica doente, e esquece-se do que se passou. A doença não lhe permite recordar-se. Mas todas as manhãs ele lê para ela uma história de amor. Um ritual que se repete diariamente no lar de idosos onde ambos vivem agora. E ela deixa-se envolver pela magia da presença dele, do que ele lhe lê, pela ternura dele. E recorda-se. Por breves momentos, ela recorda.

Já vi o filme umas três ou quatro vezes e de cada vez que o revejo choro horrores. Baba e ranho, literalmente.

Domingo, 10 de Maio de 2009

Não gosto de me sentir subestimada.

Eu quero. Eu posso. Eu consigo.

Eu sei que tenho um arzinho de miúda de 15 anos. OK, já percebi. Já me disseram isso um milhão de vezes. Mas esta menina aqui até é lutadora. E, até hoje, conseguiu sempre aquilo que quis.

Posso ter um ar frágil, mas não sou tão xoninhas assim.

"Harder, Better, Faster, Stronger"

Já conhecia o vídeo há uns mesitos. No início parece não ter piadinha nenhuma, mas é viciante. Bem que tentei fazer igual, mas baralhei-me toda. Dediquem 3:44 minutos a ver o vídeo e valerá a pena.

Daft Hands

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E Daft Bodies, para quem não achar piadinha a ver mãos. Ainda por cima as meninas são jeitosas (cabras pah!). :P

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Work It harder... Make It better. There is no doubt about it. :)

Sábado, 9 de Maio de 2009

Emoção e Significado

Às vezes pergunto-me o que quero para mim. Não me refiro aquilo que quero neste momento, não falo de desejos fugazes. Pergunto a mim mesma o que quero para mim, para o meu futuro, para a minha vida.

Alguns textos que li defendem que queremos duas coisas: emoção e significado. Muitos dos nossos desejos passam pela emoção, pela nossa vontade de nos sentirmos vivos e realizados. E depois também há a outra parte - o querer que as coisas façam sentido.

O que não faz sentido nenhum é este texto. Psicologias baratas não fazem o meu tipo. Mas olhem, foi para o que me deu. :P

Estou na fase de passagem de menina para mulher. Começo a olhar para o lado, a tentar perceber o tipo de pessoas que prefiro, quais os meus objectivos de vida. O que é que eu quero para mim?

Quero uma família. É a base de tudo. Quero continuar a estar perfeitamente enquadrada na minha família, nos meus. E quero também começar a construir a minha família.

Marido? May be. Alguém que me ouça, que me entenda, que me valorize. Alguém que me ame. Isso resume tudo, certo?

Não sou muito maternal, mas sei que com o passar dos anos este vai começar a ser um desejo meu. Tenho colegas minhas que deliram com bebés, eu sinceramente não lhes ligo grande coisa. Para dizer a verdade, os pirralhos assustam-me. Mas parece-me inevitável, passado algum tempo, olharmos para o nosso parceiro/a e começarmos a questionar-nos se seria um bom pai/uma boa mãe. Já se passou comigo.

Quero um emprego que me faça sentir completa. Esta é uma daquelas coisas que todas as pessoas querem. Um emprego não deve ser somente uma fonte de rendimento. Deve ser, se tivermos muiiiita sorte, uma fonte de prazer. Há dias melhores e dias piores, mas acho que seria feliz se conseguisse ser jornalista. Gosto mesmo disto.

Estabilidade financeira. Pois, nem é preciso explicar nada.

Saúde. Fundamental, como todos sabemos.

E quero ter sempre o desejo de saber mais. Se há coisa que eu gosto em mim é a vontade incessante de aprender mais. Gosto de pesquisar, de aprender. Não me importo que me corrijam ou que me tentem ensinar alguma coisa. Sei que tenho várias lacunas e gosto de sentir que, a pouco e pouco, essas lacunas vão sendo preenchidas.

E tu? O que é que queres para ti?

Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

Num café...

Hora do almoço. O trabalho não é muito. Pego em mim e vou dar uma voltinha, visito umas lojas, queixo-me de estar gorda (típico...). Mas não me queixo o suficiente e vou para um café enfardar. Quatro mulheres conversam na mesa ao lado. Eu, à falta de melhor, lá ia captando o que se passava à minha volta. Cusca. Uma delas diz esta pérola:

"O Zé foi o gajo que me viu sem maquilhagem e mesmo assim disse que eu era bonita".

Primeiro pensamento: deve-te ter mentido, oh filha. Não és bonita nem com toda a maquilhagem do mundo.

E começo a analisar a minha pessoa. Comprei uma caixinha de maquilhagem daquelas todas xpto, mas os resultados não são os melhores. Quando tento pôr rímel, fico a parecer um panda. Se ponho batôn, pareço um palhaço.

Resumindo e concluindo, não me sei maquilhar. Não sei, não quero, e não me esforço por aprender. Ando sempre de cara lavada. Gostava de saber pôr-me mais bonita e essas coisas todas. Mas não sei.

Segundo pensamento: estou lixada.

Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

Ódiozinho de estimação número 1

Não gosto de circos. Nunca gostei.

Nunca achei piadinha nenhuma aos palhaços. Tudo o que seja forçado para mim perde a piada. De cada vez que algum daqueles palhacinhos se mete comigo na rua, dá-me uns nervos que nem imaginam.

E não, não sou traumatizada. Como qualquer criança, ia ao circo com a escola. Mas não gramava aquilo nem por nada. Os meus colegas riam-se imenso. Eu ficava ali com cara de frete.

Depois, já mais velha, comecei a ver filmes de terror. Filme de terror que se preze tem um palhaço assustador. A partir daí o ódiozinho de estimação aos circos aumentou.

Além disso, não gosto de circos porque acho que utilizam as fraquezas das pessoas para conseguir lucro. Quem já não ouviu falar da mulher barbuda, do homem anão, ou do homem com 3 metros? Que é isto? Um desfile de anormalidades. Faz-me espécie que se use e abuse dos defeitos de cada um. As pessoas merecem respeito.

Pior é quando o assunto são animais. Pobres animais que não escolheram estar ali, à mercê de uma cambada de humanos irracionais que se divertem às suas custas.

Elefantes amestrados. Há lá coisa mais ridícula que isto? Os elefantes querem-se na selva, não fechados em jaulas pequenas, a dar a patinha e a rebolar pelo chão, como se de cães se tratassem.

O leão branco, do Circo Cardinali. Que espécie de tintas terão posto no pêlo do leão para ficar assim? Nojo, nojo, nojo.

E os cãezitos a saltarem por entre arcos de fogo. Conseguem imaginar quantas vezes aqueles cães se queimaram?

Tudo o que envolva animais deixa-me sensível. Mas se cobrirem os maus-tratos com uma capa de ouro, como se fosse tudo bonito e perfeito, enoja-me ainda mais.

Isto é Inglaterra


Sanxeri foi ao cinema ontem à noite. Cheia de sono, cansada como tudo, mas lá fui eu. Há coisas mais interessantes do que ficar em casa. Pipocas e Iced teas à parte, gostei do filme.

"This is England - Isto é Inglaterra" é um filme passado em 1983. Shaun é um miúdo problemático, que não gosta de si. Apesar dos seus 12 anos, já passou por algumas situações complicadas. Teve de lidar com morte do pai na guerra das Malvinas e é o alvo favorito dos colegas da escola. Gozam com ele a torto e a direito e o rapaz é infeliz.

Thomas Turgoose é o miúdo que faz o papel principal. Um rapaz absolutamente desconhecido, a quem foi dado o papel principal.

Um dia encontra um grupo de skinheads que o ajudam e acolhem no seu seio. Parecendo improvável, o rapaz loiro é acolhido pelos skinheads.

Este grupo de skinheads distingue-se pelas cabeças rapadas e pela forma de vestir. As famosas botas Doc Martens são a imagem de marca do grupo. Apesar disso, o grupo não tem ideais racistas. Milky, um jovem negro, é um dos elementos do grupo.

Inicialmente Shaun começa a divertir-se junto de miúdos mais velhos do que ele. O grupo de skineads trata o rapazito de uma forma quase paternal. Protegem-no a toda a hora. Apesar de serem skinheads, não são racistas. O grupo é unido e conseguem ser simpáticos aos nossos olhos.

Entretanto o filme dá uma reviravolta com a chegada de Combo. Combo é um outro tipo de skinhead. Mais velho, já na casa dos trinta, com tendência para a violência. Combo gera conflitos no seio do grupo inicial e acaba por dividir Shaun.

Combo é aquilo a que se chama um gajo venenoso. Consegue separar o grupo inicial, destrói a amizade existente entre todos e afecta a trajectória de Shaun.

O filme fala de desemprego, dos problemas sociais e do preconceito em relação aos imigrantes. Mostra-nos uma Inglaterra muito violenta.

A violência gratuita para com os "monhés" é assustadora. Batiam-lhes simplesmente pelo prazer de lhes bater. A certa altura só me apetecia espetar um bofardo nas fuças daqueles idiotas. Ser nacionalista é uma coisa. Ser racista e estúpido é outra completamente diferente.

Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

Meus amigos,

Vamos ajudar o próximo. Vamos ser solidários.

O Histats afirma que alguém veio parar ao meu blogue através da pesquisa "quais as coisas que acontecem com pessoas que perdem a virgindade".

Citando um conhecido, é um momento de união espiritual suprema.

Fora isso, que raio acontece às pessoas?

Aconteceu-vos alguma coisa?
Oferecido pela Elle e pela Only Words. Obrigada minhas senhoras.

REGRAS:
Colocar o selo no blog
Indicar 10 blogues que adoro
Infomar os blogues que receberam este prémio
Dizer 5 coisas que adoramos na nossa vida e porquê.

Ora bem, you know I hate rules, portanto vamos só à parte gira, que é a parte das cinco coisas que me agradam particularmente.

1 - Família. Nem todas as palavras do mundo seriam suficientes para dizer quando amo a minha família. Tenho a família mais unida e mais adorável do mundo. Os meus tios são o meu maior orgulho. A minha mãe é a pessoa mais bonita que eu conheço. E a minha irmã? Que dizer da minha irmã? Dava a minha vida por ela num piscar de olhos.

2 - Os meus animais. OK, chega. Não vos vou torturar mais. Sabem que gosto deles. Ponto.

3 - Sorrisos. Gosto de ver gente feliz, gente que sorri abertamente. Gosto de conviver com gente que gosta da vida que tem.

4 - O meu curso. Adoro jornalismo. Adoro as rotinas, os telefonemas, as entrevistas. Enche-me de orgulho.

5 - Last but not least, adoro as pessoas que se têm revelado minhas amigas.

Terça-feira, 5 de Maio de 2009

Coisas que me deixam possessa

Se há coisa que me irrita solenemente é a mania das grandezas. É eu fazer uma entrevista via telefone a um senhor, tratá-lo bem, ser educada (as always), mas pelos vistos não ser lambe-botas. E no final ouvir isto:

"A senhora anda na universidade? Pois, nas universidades não se ensinam boas maneiras. Sabe que não é a mesma coisa falar com um trolha ou com um professor catedrático, que é o meu caso".


Peço desculpa vossa excelência. Para a próxima eu ponho-me de joelhos e beijo-lhe as mãos, enquanto lhe agradeço tamanha disponibilidade.

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Eu não sei, que mais posso ser
Um dia rei, outro dia sem comer
Por vezes forte, coragem de leão
Às vezes fraco assim é o coração.

Eu não sei, que mais te posso dar
Um dia jóias noutro dia o luar
Gritos de dor, gritos de prazer
Que um homem também chora
Quando assim tem de ser.

Foram tantas as noites sem dormir
Tantos quartos de hotel, amar e partir
Promessas perdidas escritas no ar
E logo ali eu sei...

(Que) Tudo o que eu te dou
Tu me dás a mim
Tudo o que eu sonhei
Tu serás assim
Tudo o que eu te dou
Tu me dás a mim
e tudo o que eu te dou...

Sentado na poltrona, beijas-me a pele morena
Fazes aqueles truques que aprendeste no cinema
Mais peço-te eu, já me sinto a viajar
Pára, recomeça, faz-me acreditar...

"Não" dizes tu, e o teu olhar mentiu
Enrolados pelo chão no abraço que se viu
É madrugada ou é alucinação
Estrelas de mil cores, ecstasy ou paixão
Hum, esse odor, traz tanta saudade
Mata-me de amor ou dá-me liberdade
Deixa-me voar, cantar, adormecer...



Apeteceu-me.

Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

Life as It is

Não sou exigente em relação às coisas materiais.

Gosto de coisas simples, fico satisfeita com coisas banais. Não preciso de pompa e circunstância para me sentir feliz.

Gosto de ver as notícias da RTP1 de manhã. Sento-me na cama, eu mais as minhas torradas, a ver um bocado de televisão. Aqueles quinze minutos de sossego preparam-me para o resto do dia. E sabem tão bem...

Não preciso de grandes viagens, de grandes festas, de grande espalhafato. Sou feliz com o que tenho, embora muitas vezes me pareça pouco e insuficiente.

Há gente que fica tremendamente aborrecida com as coisas simples. Há gente que precisa de inovação constante, que precisa de fazer coisas diferentes todos os dias. A vida não é sempre uma festa, não é sempre uma alegria. É feita de coisas chatas e menos chatas. Ter uma vida de sonho é uma utopia.

Gosto da minha casa. Os sofás têm fios puxados das horas de sono que os meus gatos lá passam. A carpete da cozinha tem nódoas, de atirarmos pedaços de carne aos gatos. Não é uma casa de sonho, mas é a minha casa. Espelha aquilo que nós somos, e os laços fortes que unem a minha família.

Gosto de tomar banho e besuntar-me de cremes. Sim, eu gosto! Gosto de pintar as unhas (ainda que de cor neutra), de esticar o cabelo e de escolher a roupa para o dia seguinte.

Gosto de me sentar numa esplanada, a ler uma qualquer revista de cusquices. Gosto de me sentar na varanda, rodeada dos meus gatos, a apanhar sol e a ler um livro.

Não, não tenho tudo o que quero. Não tenho a pulseira que queria, a bolsa que me apetecia e os sapatos que desejava. Não faço a viagem que queria fazer nem tenho o telemóvel que queria ter. Ok, por acaso este até tenho. :P Mas também não preciso dessas coisas. São complementos. Não são a base da minha felicidade.

Gosto da minha almofada, do cheiro dos meus gatos e do abraço da minha mãe. Gosto de entrar em casa e ouvir a minha irmã descer as escadas para vir ao meu quarto e dizer qualquer coisa sem o mínimo de importância.

Mas sou exigente em relação às pessoas.

No meu mundo só entra quem eu quero, quem eu permito. Já aqui disse diversas vezes que sou selectiva. Posso até sair com dezenas de pessoas, posso ter atitudes levianas, mas no meu mundo são poucos os que entram.

E ainda são menos aqueles que saem. Porque quando entram, tenho dificuldade em deixá-los partir. Fazem já parte de mim.

Sábado, 2 de Maio de 2009

Intimidades


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"I wrote this for my prettiest friend
Who while trying not to prove that I care
Trying not to make all my moves in one motion and scare her away
Well she can't see she's making me crazy now
I don't believe she knows she's amazing how
She has me holding my breathe
So I'd never guess that I'm a none such unsuitable, suited for her"


Ok, hoje estou remelosa. Admito! Mas esta musiquinha faz muito sentido, está bem? Porque antes de sermos namorados/amantes/ou coisa do género, é importante as pessoas serem amigas.

Não sinto saudades de uma relação. Não sinto saudades do envolvimento físico que uma relação inclui. Do que eu gosto mesmo são as conversas. Os olhares. Os sorrisos. A confiança que uma relação pressupõe. O saber que há alguém que se importa connosco, que nos quer bem. Alguém que nos ouve sempre que precisamos. Que nos dá a mão quando caímos. Alguém que nos abraça, nos encosta ao peito e nos diz que vai ficar tudo bem.



Agora vou ali pegar num pacote de bolachas. Ou se calhar num chocolate. Hum... Pensando melhor, uma fatia de pizza até nem era má ideia. Texuga.

Disseram-me...


"És um anjo".


Claro que sou. Só me faltam as asas.

AHAHAH

Quanto ao resto das ladies eu não sei... Mas detesto que me chamem anjo. É tão... tão... pão sem sal?

Será que o tipo acha que eu sou mesmo inocente? Será que acha que eu sou uma pessoa muito boazinha? Ou será que o disse por causa do velho mito de que os anjos não têm sexo? No me gusta nenhuma das opções.

Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Tenho asma. Pronto, está dito.

Após 20 anos de existência, quarta-feira deu-me um ataquezinho de asma que me enviou para o hospital. Depois de quase 24 horas a respirar mal como o caraças, lá fui eu ter com o senhor doutor.

Ir a um hospital é uma experiência macabra. Cheguei lá, quase a ter um xelique por não poder respirar, fiz o meu ar mais sofrido e puseram-me uma pulseirinha laranja. Reencaminhada para a sala de espera, alapei-me, já a pensar que ia passar horas naquele martírio. Dez minutos depois lá fui chamada pelo senhor doutor. O ar sofrido deu resultado.

Depois metem-me numa sala cheia de velhotas com agulhas espetadas nos braços e máscaras de oxigénio. Nice. O que vale é que o enfermeiro que tratou de mim era amoroso e muito atencioso com todos os doentes. Daquelas pessoas que realmente têm vocação para lidar com pessoas. Em termos de profissionais de saúde, fiquei agradavelmente satisfeita.

Fui alvo de várias acusações de ser uma rapariga resmungona. Ai que mentira! O senhor doutor (not bad at all...) disse-me que eu fui a doente mais resmungona que ele já conheceu. Não admira. Ao enfiarem-me um catéter no meu bracinho, comecei a choramingar. E depois de me dizerem que me queriam espetar uma agulha no pulso comecei a a resmungar. De qualquer forma, quatro nebulizações de oxigénio, uma agulha espetada no braço durante horas e uns comprimidos depois, estou como nova. Ou quase.

Mas não é do meu drama que vou escrever. Sou uma gaja cheia de sorte, apesar de me queixar da minha triste sina muitas vezes. Haja pachorra para me aturar!

Ora bem, apesar da simpatia do pessoal aquilo metia dó. Havia lá uma senhora que estava lá sentada desde as oito da manhã, e fartava-se de se queixar de que "não estava ali a fazer nada" porque ninguém olhava para ela.A mulher estava visivelmente transtornada.

Outra mulher estava lá a dizer que tinha de levar choques no coração, e que estava com medo daquilo. Deve ser horrível saber que vais para uma intervenção da qual podes não sair com vida.

Mas o que mais me chocou foi uma velhota que esteve lá durante a tarde. "Criei três sobrinhas e agora vejo-me sozinha. Não tenho ninguém, vivo sozinha". Mas as pessoas são pessoas... ou são trapos que se deitam fora quando ficam velhos? Como é possível descartar assim os nossos pais, tios e avós?

Pessoas que nos criam, que nos alimentam, que nos dão educação, atirados para a solidão quando ficam velhos.

Que esperar de um povo que recambia os seus velhos para o hospital, para poder ir passar férias?