Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

"Aqui e agora" - Sexualidade dos portugueses

Uma senhora jornalista/cronista convidada para o debate da Sic acabou de dizer:

"A maior proeza de uma mulher (no sexo) é fingir que tem um orgasmo." E ri-se. E diz que as gajas dizem isso às amigas.

Rodrigo Guedes de Carvalho pergunta-lhe se é uma questão de vingança e ela diz...

"É estar a sofrer horrores mas não ter coragem de o dizer."

Ora bem: toda a gente acaba por exagerar um bocadinho no prazer que tem, uma vez por outra. I get it. Às vezes nem é por não estar a gostar... É mesmo para massajar o ego ao parceiro. Acho que se entende e que não é errado. Mas fazer disso regra é triste. Se não gostas assim, dizes, e passas a ter assado. Digo eu.

Mas proeza? Eu ficava desapontada. Não me ria nem achava piada absolutamente nenhuma. Fazer fretes não é comigo.

Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Musiquinhas inesquecíveis


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"Quem tem amor a seu jeito, colha a rosa branca, ponha a rosa ao peito!"

Mariza - Rosa Branca. Música mais linda para eu andar a cantarolar pela casa.

Eu não sou uma pessoa com especial paixão pela música. Gosto de ouvir música, mas não sou daquelas pessoas que dizem não viver sem música.

A música adequa-se sempre ao meu estado de espírito. Se estou mais em baixo, prefiro baladas. Quando estou mais alegre, prefiro músicas com mais ritmo. Todas as manhãs, a caminho da faculdade, é ver-me de headphones nos ouvidos a saltitar pela rua fora. De manhã ouço sempre coisinhas animadas, para começar bem o dia.

Depois há aquelas músicas que nos marcam. Aquelas músicas que nos fazem recordar momentos especiais, lugares especiais, pessoas especiais.

Sempre que ouço "Have I you lately that I love you?", de Rod Stewart, é inevitável lembrar-me do meu primeiro namorado. Era a nossa música e nunca me esquecerei disso. As relações podem terminar, mas pode (e deve) ficar um carinho pelos bons momentos partilhados.

"She" de Elvis Costello. Babo-me a ouvir esta música, causa-me arrepios.

Gipsy Kings recorda-me a minha infância. A minha mãe tinha a cassete dos Gipsy Kings e sempre que iamos para o rio ouviamos esta música no carro. Ainda hoje fico radiante com o "Volare" e o "Bamboleo".

Os meus gatos. Lembro-me sempre deles quando ouço "What's new Pussycat?", de Tom Jones. Sempre que esta música estava no leitor de cd's, eu pegava em um ou dois dos meus gatos e dançava com eles. Eles detestavam, óbvio.

Eu ficava deliciada.

Como eu sei que o mulherio costuma apreciar (and so do I!)... Jason Mraz volta a Portugal em Julho, para o festival Marés Vivas, em Gaia.

Terça-feira, 28 de Abril de 2009

O que me leva a ler um blogue


Já várias vezes me perguntaram o que me leva a ler um blogue e a não ler outros. A verdade é que a blogosfera está repleta de sites, sites esses repletos de contéudos. Pode até não parecer, mas eu não leio toda a porcaria que me aparece à frente.

Sendo assim, o que me leva a ler um blogue?

Antes de mais nada (e porque os olhos também comem...) a imagem do próprio blogue. À partida, há blogues com aspecto mais sério e outros blogues com aspecto mais foleiro, vá. Não tem de ser um blogue todo xpto, mas um aspecto agradável é um bom convite à leitura.

A organização. Coisas confusas cortam-me o interesse. Um blogue bonitinho, organizadinho desperta-me logo a atenção.

A escrita. Obviamente, este é o ponto mais importante. Um blogue bem escrito, com uma linguagem agradável de ser ler fazem-me logo ficar alerta. Não gosto de abreviaturas nem de erros ortográficos. Quando vejo os primeiros sinais de que a coisa não é bem escrita, dirijo-me logo ao botão X ali do cantinho superior direito.

Os temas. Pode-se escrever bem e não dizer nada de interessante. Perfeito, é quando se alia uma boa escrita a um bom tema. Todos nós temos preferências e eu não fujo à regra.

Gosto de ler textos divertidos, relaxados. Também acompanho blogues mais sérios, mas na internet é mais comum ler coisas mais leves. Até porque nem sempre tenho pachorra para textos com bastante contéudo, admito.

O facto de me identificar com o que é escrito no blogue também me faz voltar. Se houver identificação com as histórias do bloguista, vou ficar com vontade de "voltar mais tarde". É sempre bom perceber que não somos as únicas pessoas no mundo com problemas, defeitos e dramas.

Gosto de fazer a ronda pela blogosfera, a ver o que se passou de novo nos blogues que acompanho. É uma forma de leitura. Uma forma de ler diferente, mas mesmo assim uma forma de leitura.


PS: Comentários anónimos serão gentilmente eliminados. :) Até porque há uma ferramenta querida e fofa que me ajuda a saber de onde vêm.

Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Clube das Virgens


Sim, ele existe. Há mesmo um clube de virgens neste nosso Portugal. Ao ler o Diário de Notícias de hoje vi, na última página, em letras grandes "A virgindade é sobretudo uma escolha pessoal".

Margarida Menezes é a mulher que decidiu fundar o Clube das Virgens. Eu acho muito bem. Se querem ser virgens, sejam-no. Sentir-se orgulhosas do facto é que me faz um bocadinho de espécie. Não há nenhum motivo de orgulho (ou de vergonha) no facto de sermos ou não sermos virgens. Não muda nadinha de nada.

Este clube é apenas de mulheres. Também está mal. Podem existir homens com a mesma opção e também deviam ter direito a falar desta "escolha pessoal".

Diz ela que há uma grande pressão da sociedade. "Os amigos pressionam, gozam porque os rapazes e raparigas ainda são virgens", diz Margarida. Por experiência pessoa, eu não senti nunca nenhuma pressão. E tenho colegas minhas que são virgens, e assumem-no sem rodeios.

Nunca tive qualquer problema. Mas isso deve ter sido porque eu não andava a gritar aos sete ventos se era ou não era virgem. Ninguém tem nada a ver com isso, ora.

Esta senhora, a Margarida, diz que ainda é virgem por "um misto de vontade, de falta de oportunidade". Diz que ainda não surgiu a pessoa certa e que "está sempre à espera que chegue a pessoa perfeita, o amor perfeito".

"Ainda tenho um bocado a ideia de que um dia irá aparecer um príncipe encantado num cavalo branco". Já não existem príncipes encantados. Já não existem o "e foram felizes para sempre". O máximo que encontras, é um modelo defeituoso que aparenta ser perfeito.

Minha cara Margarida, a pessoa que parece estar a colocar demasiada pressão no assunto és mesmo tu. Estás a idealizar o momento. Entendo que haja gente a dar mais valor que outros à virgindade. Entendo que para algumas mulheres (e alguns homens) seja um momento especial.

Mas esperar pelo amor perfeito parece-me demasiado.

PS: Prometo que nos próximos dias não volto a falar de sexo. Este é um blogue sério. Ahahah
PS 2: Para quem quiser ler a bela da notícia, aqui. A entrevista está nas notícias relacionadas, no lado direito da notícia.

Domingo, 26 de Abril de 2009

Primeiro encontro: quais os limites?

Além de ser um blogue, quero que este seja um espaço onde se podem debater temas, ideias e coisas que tal. Assim sendo, e porque tem sido uma questão da qual tenho falado com alguma regularidade nos últimos tempos, gostaria de contar com a vossa colaboração.

Então, quais são os vossos limites num primeiro encontro? Uma simples conversa, ou algo mais? Até onde vos parece correcto avançar? Sexo no primeiro encontro é uma questão a considerar, ou eliminada por completo?

"You expect me to just let you hit it
But will you still respect me if you get it?"

Ou não há regras? É conforme vos apetece? Depende da pessoa, de como a coisa correu ou da disposição do momento?

E no caso de haver realmente sexo no primeiro encontro, parece-vos justo que isso vá condicionar o resto da relação? Ficam com má impressão da pessoa com quem se envolveram ou isto é uma questão absurda? Se forem mulheres, como agir?

"What kind of girl do you take me for?"

Digam-me o que pensam. Para eu ser uma gaja mais informada. :P


Música citada: "Promiscuous", Nelly Furtado feat. Timbaland

Sábado, 25 de Abril de 2009

Eu não sou ninguém para dar conselhos... Mas dou na mesma!

Se há coisa que o mulherio aprecia são homens confiantes. Portanto, mesmo que não o sejam, toca a tentar sê-lo. Confiem em vocês mesmos e no vosso valor. Poucas qualidades são mais interessantes que ser uma pessoa segura e confiante. Eu disse ser confiante. É diferente de ser pedante e convencido.

Uma pessoa confiante acredita mais em si. Valoriza-se mais. Gosta mais de si. E, quando assim é, isso torna-se óbvio para os outros. Eu acho atraente. E as mulheres gostam de homens confiantes.

É, ou não é, meninas?


Adenda: Como fez questão de me relembrar o senhor Valete, é bom que sejam confiantes. Mas é ainda melhor que sejam de confiança. ;)

Sexta-feira, 24 de Abril de 2009

Histerismos

Eu sou uma rapariga calma. Tento estar relaxada, calminha, viver sem grandes stresses. Ando até mais ponderada.

Mas também sou muito nervosinha.

Hoje fui a uma consulta e tive aquilo que se chama um dandruff attack. E o que é um dandruff attack, perguntam os meus caros leitores? Ora bem, é um ataque de caspa. Eu digo em inglês, que é para parecer uma coisa mais espectacular.

Como estava a dizer, fico nervosa com grande facilidade. E começo a tremer, a estalar os dedos, a mexer as mãos. E se for caso para eu ter um dandruff attack, começa-me a tremer o queixo.

Se começo a ficar nervosa, ainda mais nervosa fico. E daí a segundos começo a choramingar. Quanta mais força faço para me controlar, mais nervosa fico e mais choro.

Rsumindo... Hoje fiz figuras tristes. Sanxeri Maria foi a uma consulta para ver se tem algum problema nas veias das suas pernocas. Coisa gira e agradável, portanto.

Estive o dia todo nervosa com aquilo. De cada vez que me lembrava tinha um xelique. Cheguei ao consultório e só de sentir aquele cheiro-desagradável-pra-caraças-típico-dos-hospitais quase desmaiei.

Sim. Sou uma verdadeira Drama Queen.

Entrei no consultório e a doutora manda-me subir para cima da cama. Eu fui e mal ela me toca nas pernas eu desato a tremer. Mexia-me por tudo o que era lado.

"Pois, isto realmente não parece nada bem". Calma Sanxeri. Respira. 1, 2, 3. Respira. 1, 2, 3. Respira.

"Parece ter uma insuficiência a nível das veias". Ok, aqui eu passei-me e desatei a chorar. E não foi a chorar levezinho meus amigos. Eu fiquei histérica!

Passados cinco minutos estava fora do consultório, com a prescrição de uma ecografia. Mas pensam que me acalmei? No way. Passei as duas horas seguintes a choramingar, como se realmente me tivessem feito algum mal.

Tudo isto para dizer que eu não me passo só porque quero. Eu não desato aos gritos só porque quero. Eu não choramingo porque quero. Não é feitio. É mesmo defeito.

Xiça. Sou mesmo drama queen. Até tive necessidade de vir contar aqui o horror que vivi.
Marcar a diferença

Eu gosto de gente simpática. Gosto de pessoas de sorriso fácil, de pessoas que me tratam bem. Não gosto de simpatia a mais. Soa-me a tremendamente falso, já aqui o escrevi. Mas gosto de carinhos, de gestos de afecto sinceros.

Aqui no curso, acabamos por nos render todos aos encantos da Dona Manuela. A Dona Manuela e o seu marido, o senhor Manuel, têm um cafézinho modesto pertinho da faculdade. É um café pequeno, sem grande aspecto.

Mas a comida é caseira, o ambiente é caseiro e as pessoas simpáticas.

A Dona Manuela faz uma festa sempre que nos vê. É uma velhota amorosa, brasileira, que sorri e fala muito.

Trata-nos muitíssimo bem. Somos os seus "amorzinhos", "filhotes" e "meninos". Olha para nós com carinho e atende-nos ainda melhor. Até nos pergunta o que queremos para sobremesa do dia seguinte. Como quem lá vai são mais os estudantes de jornalismo, ela tenta sempre saber o que nós queremos e gostamos.

Oferece-nos rebuçados e chicletes. E pede-nos sempre para voltar.

E nós voltamos. Não pela comida. Não pela beleza do espaço. Mas pela pessoa. Especialmente pela pessoa.

Quinta-feira, 23 de Abril de 2009

Ele não está assim tão interessado

Ontem à noite fui ao cinema. Quando me foi perguntado "que filme queres ver?" eu comecei a maturar. Tenho sono como o caraças, tive um dia estafante, quer-me cá parecer que vou ter de escolher um filme mais relaxante.

"He is not that into you" é uma comédia romântica que reúne várias histórias de um grupo de pessoas de Baltimore. Acho que é impossível sair daquele filme sem nos identificarmos com pelo menos uma das personagens. É um filme que foge ao cliché. Correcção: o filme tenta fugir ao cliché mas no fim vai dar tudo ao mesmo. :P

Mostra-nos os problemas que existem nas relações amorosas. Foge aos romantismos exagerados e aos "e foram felizes para sempre". Claro que no fim alguns casalinhos ficam juntos e muito felizes. Mas, mesmo assim, pareceu-me um filme bem realista.

Uma mulher à espera de um príncipe encantado, Gigi. A Gigi é daquelas mulheres que acredita no príncipe encantado, que se apaixona diversas vezes. Meio obcecada, parece não entender os sinais de que "ele não está assim tão interessado em ti". Se ele não lhe telefona, ela convence-se de que existe alguma justificação plausível para isso. É uma rapariga que procura desesperadamente o homem da sua vida. Acaba por se iludir e cria à volta de cada encontro ou simples conversa, uma ilusão de que ele está interessado nela.

Um casal que luta para manter a relação estável. Namoraram 7 anos, viviam juntos. Ele estava bem sem papéis e assinaturas. Mas ela quer ter o mesmo que as irmãs têm. Quer dar o next step e casar com o homem da sua vida. Mostra-nos a importância da cedência mútua.

Janine vive um casamento aparentemente feliz. Dão-se bem, não se zangam. Ela começa a suspeitar das mentiras do marido e de uma relação que parece estar a andar para trás. O marido Ben depara-se com uma tentação extraconjugal. Tinha um casamento jeitoso, com uma mulher jeitosa. Mas a Scarlett Johansson engatou-o. Nesta relação temos dois erros: o dele, por ter posto em causa o seu casamento por uns passeios por fora. E o da "amante", que se fez a ele forte e feio. A mulher perdoa-lhe a traição. Mas não lhe perdoa o facto de lhe mentir. Ele dizia-lhe que não fumava, mas fumava. Foi a gota de água numa relação pautada por mentiras.

A amante era Anna. Ela era a típica mulher que quer sexo. Uma mulher insatisfeita, sedutora, que não consegue decidir entre o homem casado que trai a esposa e o homem certinho que gosta dela. Tinha o seu melhor amigo apaixonado por ela. Um homem que a apoiava, que cuidava dela e lhe dava toda a atenção do mundo. Mas bah, não tinha piada. Engatar um casado deve ser mais giro.

Alex é gerente de um bar. Totalmente desacreditado no amor. Sabe perfeitamente quais os passos que existem numa relação homem-mulher. Torna-se amigo de Gigi, a desesperada pelo amor da sua vida.

Para este céptico, a regra é uma mulher ficar desiludida quando espera um telefonema que nunca chega. Segundo ele, as mulheres adoram dramas e por isso imaginam um interesse que nunca existiu. A excepção é o homem estar realmente interessado na mulher. Quando ele está interessado, ele mostra-o. Fugindo ao que diz, Alex acaba por se interessar pela maníaca Gigi. Apaixona-se pela mulher com quem não houve qualquer "faísca", mas que pode muito bem ser a tal.

Portanto, mulherio. Não criem ilusões.

Queremos acreditar ser a excepção. Mas, na maioria das vezes, somos a regra.

Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

"Procuro um amor que seja bom para mim
Vou procurar
Eu vou até ao fim
E eu vou trata-la bem
Para que ela não tenha medo
quando começar
A conhecer os meus segredos"

EZ Special, "Segredos". Eu não sou fã do grupo, mas gosto desta música. Para mim, faz todo o sentido.

Todos nós temos segredos. Pequenas imperfeições que só o tempo nos permite descobrir. Quando se entra numa relação é raro uma pessoa expôr logo os seus defeitos. Poucos são os que aceitam "o pacote inteiro".

A maioria apenas se apercebe do superficial. Da capa. Do que está mais à superfície, mais à flor da pele. Poucos são o que conseguem conhecer o seu parceiro na totalidade (se é que tal é possível!).

E a maioria de nós tem dificuldade a dar a conhecer o seu "lado lunar" ao seu companheiro/a. Raramente nos sentimos amados o suficiente para nos abrirmos completamente perante o outro. Ser aceite pelas nossas qualidades é fácil. Ser aceite apesar dos nossos defeitos, não é tão fácil assim.

Eu tenho os meus defeitos. Bastantes, até. Alguns (ainda) nem sei que tenho. Mas da maioria eu estou bastante consciente e costumo assumi-los sem rodeios.

Sou impulsiva até dizer chega. Não peço explicações. Se algo me desagradou, parto para o ataque. Só depois perco o meu tempo a ouvir explicações (que, modo geral, nunca me agradam).

Sou desconfiada. Tremendamente desconfiada. A vida já se incumbiu de me mostrar que nem tudo o que reluz é ouro. Não gosto cá de amizades com amigas. Já me lixaram uma vez com a conversa do "ai que é só uma amiga". Não caio nessa duas vezes.

Às vezes o defeito nem está na pessoa que está ao meu lado. :P O defeito está mesmo em mim. Posso ser um bocado nariz empinado e andar na rua com cabeça (bastante) erguida. Mas tenho uma certa crise de auto-confiança. Resultado? Gosto de me façam sentir bem. Exijo isso.

Gaja que vos diga que não sente necessidade de ouvir elogios, mente-vos com todos os dentes que tem na boca. Nós não precisamos que os machos digam que somos bonitas para nos sentirmos bonitas. Mas se o NOSSO namorado nos disser tal coisa, sabe maravilhosamente bem.

Tenho pequenos (grandes) defeitos que nem todos estão dispostos a aturar.

E isso é bom. Porque afasta aqueles/as que não interessam.

E ficarão ao meu lado as pessoas realmente importantes.

PS: Ultimamente ando a armar-me muito em Doctor Love. Ai ando, ando.

Terça-feira, 21 de Abril de 2009

"Frankly, my dear, I don't give a damn"

Talvez das frases mais famosas do filme "E tudo o vento levou", de 1939.

Frase dita por Rhett Buttler a Scarlett O'Hara.

Não vi o filme, mas conheço a história. E tenho muita vontade de ver.

Ele amou-a toda a vida. Ela nunca lhe ligou patavina. Até que um dia ela precisou dele e aproveitou-se da paixão que ele lhe tinha. Scarlett viu-se pobre e sem nada nem ninguém. Decide então conquistar o homem que sempre a amara, o rico Rhett Buttler.

Casam-se e ela continua a desprezá-lo, como afinal sempre fizera. Têm uma filha, e a filha torna-se no motivo da felicidade de Rhett.

Entretanto a menina cai do pónei que os pais lhe tinham oferecido e morre. No final do filme, Scarlett percebe que gostava de Rhett. Em desespero pergunta-lhe "Where shall I go? What shall I do?".

A resposta dele mostra que finalmente ele desistira dela. Finalmente desistira de a conquistar, de lutar pelo Amor dela.

"Frankly, my dear, I don't give a damn."
E eu posso dizer o mesmo.

Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

Virtualidades

Sugeriram-me que escrevesse sobre as relações que existem no mundo virtual.

Ora bem, desde os meus 12 anos que ando no mundo virtual. Comecei a navegar na internet por mera curiosidade. Visitava uns fóruns, comentava, e pouco mais.

Graças a Deus (e à minha cabecinha ajuízada) nunca fiquei "viciada" no mundo virtual. As salas de conversação podem ser terrivelmente viciantes por isso nunca lhes dei grande importância. Já conheci várias pessoas através da internet, quando era mais nova. Hoje em dia tento ser mais selectiva. Escolher melhor as pessoas que deixo entrar "no meu mundo".

Criei o blogue como forma de escape, é um modo de me entreter, de comunicar mais.

E tem sido uma surpresa agradável. Não só porque me ajuda a "arrumar a cabecinha" mas também porque me tem permitido conhecer pessoas muito diferentes. Tem sido uma experiência enriquecedora.

Gosto mesmo de visitar certos blogues. Tenho carinho pelas pessoas que me lêem e gosto particularmente de alguns bloguistas. Já me disseram que estava obcecada por isto, mas essa pessoa estava completamente enganada. Não é uma obsessão, é uma diversão.

O blogue tem-me permitido falar com mais pessoas, distrair-me um pouco. Nos últimos meses, mais do que nunca, precisava disso.

E tem-me permitido conhecer pessoas (seja no mundo virtual, seja no mundo real) com quem espero criar laços mais fortes. Pessoas de quem conheço já um bocadinho, que isto dos blogues permite-nos perceber um bocadinho como funcionam as pessoas. Como pensam, que carácter têm.

Gosto de blogues sinceros. Blogues que admitem as suas fraquezas e os seus defeitos. Não gosto de mundos perfeitos e de pessoas demasiadamente simpáticas. Soa-me a falso.

E sinto que já conheço relativamente bem algumas das pessoas do mundo virtual. Óbvio que posso estar redondamente enganada, mas em alguns casos penso que isso não acontece. Por isso falo imenso com algumas pessoas: sinto que já as conheço bem.

E quando o contacto passa do mundo virtual para o mundo real, a empatia mantém-se. E sinto-me à vontade para falar com certas pessoas porque parece-me (se calhar, erradamente) que já as conheço há muito tempo.

Por isso já me apelidaram de "cesta rota". Quando me sinto à vontade com alguém, falo, falo e falo.

Gosto do meu blogue. E gosto das pessoas que conheci através dele.

E gosto de ler textos destes, sobre o meu blogue. É por textos assim, e por pessoas assim, que eu gosto de andar na blogosfera. Obrigada Ele Diz.
Anda eu a passear-me pelo Twitter quando leio este título, do Público.

Afinal quem decide o que é tortura?

Eu digo-vos o que é a tortura.

Tortura é andar com os sapatos novos que comprei. Isso, meus caros, é que é uma verdadeira tortura.

Domingo, 19 de Abril de 2009

Post tremendamente idiota

Acabo de ouvir, naquele programa interessantíssimo chamado "Fama Show" a menina Orsi Fehér a perguntar às ladies quando tempo é preciso saírem com um gajo antes de passarem aos "finalmente" (como diz a minha avó).

Bem, a maneira dela falar é, por si só, bastante engraçada.

Mas mais engraçado que isso foi a resposta da Isabel Figueira: "Até sentir que se conhece bem a pessoa. Uns 2 ou 3 meses."

AHAHAHAHAHAH

Não sei porquê, mas achei piada.

Eu avisei que era idiota.

Sábado, 18 de Abril de 2009

33 Coisas minhas

Desafiada pela Mona Lisa, do blogue "Black & White"

1)- Nome? Aqui no blogue, Sanxeri.

2)- Porque lhe deram esse nome? Fui eu que escolhi. Não tem nenhuma história engraçada. Li numa tshirt qualquer coisa deste género. Gostei e ficou. Já lá vão aí uns 8 anos.

3)- Você faz pedidos às estrelas? Em caso de desespero, faço pedidos a tudo. Santos, santinhas e tudo o que me passe pela cabeça.

4)-Quando foi a última vez que chorou? Ontem.

5)- Gosta da sua letra? Eu gosto. Mas toda a gente diz que é horrorosa. No entanto, eu gosto. Acho que é perceptível.

6)- Gosta de pão com o quê? Pão quente com manteiga. Pão com tulicreme.

7)- Quantos filhos tem? Excluindo os gatos, nenhum. :P

8)- Se fosse outra pessoa seria seu amigo? Não tenho qualquer dúvida que sim. Sei que tenho grande valor, enquanto amiga.

9)- Saltaria de bungee-jump? Tenho vertigens. No way.

10)- Desamarra os sapatos antes de tirá-los? Não. Ficam sempre cheios de nós. E daqueles nós que são difíceis de desfazer.

11)- Acreditas que és uma pessoa forte? Pensei que fosse mais. Ultimamente há dias em que me sinto fraca. Mas acredito que sou forte, sim. Já passei por algumas situações complicadas e aprendi a viver (bem) com elas.

12)- Gelado favorito? Marcha tudo, não sou esquisita. Prefiro chocolate.

13)- Vermelho ou preto? Preto.

14)- O que menos gostas em ti? Sou um bocado bruta na minha forma de agir e falar. Gostava de conseguir controlá-lo, mas por vezes é complicado. Gostava de ser mais suave.

15)- O que mais gostas em ti? Sou sincera. Meiga. Obstinada, mas no bom sentido. Amiga.

16)- De quem sente saudades? Hum, não sou muito saudosista. Se as pessoas não estão comigo por opção própria, problema delas.

17)- Descreva que roupa e calçado está a usar agora. Bem, um pijama ridículo às riscas verdes e rosas. Com gatos.

18)- Qual foi a última coisa que comeu hoje?Uma tosta de queijo. Coisas light.

19)- O que estás a ouvir agora? Katie Melua, "The closest thing to crazy".

20)- A última pessoa com quem falou ao telefone? A minha mãe. Chamada às duas da manhã, para saber se eu já estava em casa. Podia eventualmente ter sido raptada. Quem tem a mãe mais fofa do mundo? Eu! :P

21)- Bebida favorita? Laranjada. Sumos naturais, adoro.

22)- Comida? Lasanha. :D Bacalhau com natas. Cordon bleu.

23)- Último filme que viu no cinema e com quem? "Che Guevara". Com o meu falecido.

24)- Dia favorito do ano? O Natal. Já disse que adoro festas de família?

25)- Inverno ou Verão? Verão.

26)- Beijos ou abraços? Abraços. Não sou muito de beijos. Prefiro abraços sentidos. E mãos dadas. E olhares que se cruzam.

27)- Sobremesa favorita? Apple crumble.

28)- Que livro está a ler? Ando há meses para ler Emily Bronte - "O morro dos ventos uivantes". Ainda não passei das primeiras páginas.

29)- O que tem na parede do seu quarto? Hum, um relógio acriançado. Com uma vaquinha e flores.

30)- Filmes favoritos? "Sin City", "A Raiz do Medo", "Diamante de Sangue", "O Diário da nossa Paixão". Gosto de filmes intensos. Que me façam chorar.

31)- Onde foi o lugar mais longe que já foi? Sei lá. Nunca fui muito longe. Sou pouco viajada.

32)- Uma música? John Legend - "Save Room". É o toque do meu telemobile.

33)- Uma frase? "Fico admirado quando alguém, por acaso e quase sempre sem motivo, me diz que não sabe o que é o amor. Eu sei exactamente o que é o amor. O amor é saber que existe uma parte de nós que deixou de nos pertencer. O amor é saber que vamos perdoar tudo a essa parte de nós que não é nossa. O amor é sermos fracos." José Luís Peixoto
Coisas de bloggers

Aproveito o fim-de-semana para responder aos desafios que me fizeram.

A prova dos 9, proposta pelo bloguista A Teoria do Kaos. Que é como quem diz, digo 9 coisas sobre mim... E três são mentira. Cabe-vos a vocês descobrir quais são.

1. Tenho pavor a aranhas e afins;
2. Tenho 3 gatos;
3. Já chumbei na escola;
4. Sou alérgica a chocolate;
5. Já pensei em desistir do curso e seguir veterinária;
6. Gosto de desporto;
7. Sou boa a matemática;
8. Adoro fazer compras;
9. Sou maníaca por cremes e afins.

Sintam-se desafiados.

Da menina Only Words recebi o selo "É tão bom que até arrepia!". Obrigada querida. Já se sabe que eu sou maluca por gatos, pelo que este selo fica mesmo giro ali na montra. ;) Regras? Aqui não há.

Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Quatro responsáveis do site de partilha de ficheiros Pirate Bay foram condenados a um ano de prisão e ao pagamento de uma indemnização por andarem a fazer partilha ilegal de ficheiros.

O tribunal sueco achou por bem condenar os responsáveis do site por violação da lei sobre propriedade intelectual.

Foram acusados de "promover as violações por outras pessoas das leis que protegem os direitos de autor", diz o JN. Foram ainda condenados ao pagamento de uma indemnização de cerca de 2,7 milhões de euros a várias empresas como a Warner Bro e a Sony Music Entertainment.

Os representantes das empresas atingidas exigiram perto de 10,6 milhões de euros (xiça!) como compensação devido aos milhões de ficheiros descarregados através do site. Oh tadinhos, ficaram pobrezinhos. Vamos lá indemnizar os mais necessitados.

Ora bem, até aqui nada de errado. Acho um bocado idiota, visto que era mais simples fechar o raio do site.

O que me surpreende é que eu li, hoje de manhã, que um rapaz foi condenado a três anos de prisão por homicídio negligente. Matou um "amigo" de apenas 15 anos. A juíza deste caso disse que a moldura pena para este tipo de crime só vai até dois anos. What?? Matas alguém e apanhas dois anos de choça?

O rapaz agora condenado apanhou três anos porque não auxiliou a vítima. Deixou-o sozinho 6 horas, até morrer. Ah bom... A juíza disse que tudo isto foi "uma brincadeira tola".

Quer-me cá parecer que a justiça portuguesa é muito levezinha. Lá na Suécia apanha-se um ano de prisão por "somente" fazer uns downloads ilegais. Aqui apanham-se três anos por alvejar uma pessoa e deixá-la a morrer. É de mim, ou isto é absurdo?

Quinta-feira, 16 de Abril de 2009

"Ela não passa cartão a ninguém"

Esta frase foi dita por uma amiga da minha irmã. Referia-se a mim.

Sou simpática. Sou conversadora. Mas não passo confiança. É complicado, para mim, dar confiança aos outros. Deve ser por isso que sou pouco sociável.

A verdade é que não sou daquelas pessoas que tem grandes grupos de amigos. Tenho dois ou três.

Ultimamente ainda tenho sido mais recatada. Estou mais calma, mais calada. Só abro um espacinho para a entrada de alguém que realmente se mostre merecedor/a do meu afecto.

Quando eu gosto, gosto muito. E não, não me refiro a namorados. Refiro-me a amigos e amigas. Quando sou Amiga, sou mesmo amiga. Daquelas chatas que mete conversa e que fica na treta durante horas.

Estou mais cuidadosa. Há gente que parece boa pessoa, mas que se revela uma valente porcaria. Por isso me torno muito selectiva no contacto que tenho com os outros.

Não esqueço datas. Não esqueço lugares. Não esqueço momentos.

Há dois dias fui dar uma volta com um amigo meu. Ele não passava de um conhecido. Na terça mostrou ser meu Amigo. Quando alguém passa três horas a ouvir-me falar, só para me ouvir falar, merece ser valorizado. Alguém que me abraça enquanto eu choro, merece ser valorizado.

Eu - Estou a ser uma chata do caraças, não estou?
Ele -Tu és minha amiga. E eu gosto de ti. És como se fosses a minha irmã mais nova. Por isso fala. Eu ouço.

Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Qual a palavra que melhor define os portugueses?

Não, não é saudade.

A palavra que melhor define o espírito português, segundo um site inglês, é o desenrascanço.

Esta palavra foi eleita por um site inglês como a palavra estrangeira mais fixe de que a língua inglesa precisa.

E o que é o desenrascanço? Obviamente, é uma arte dominada pela comunidade portuga. É aquilo a que se chama encontrar a solução à última da hora. Não planeias nada mas à última da hora lá arranjas solução para o teu problema. Convenhamos, isto é mesmo tipicamente português.

Diz o site inglês que enquanto a cultura inglesa defende o "prevenir e estar preparado para todas as eventualidades", a cultura tuga diz precisamente o contrário.

Deixamos andar... Deixamos rolar... Mas no final arranjamos solução. Soluções impressionantes à última da hora. Somos criativos ou quê? :P

Está-nos no sangue. Deixamos para amanhã o que podemos fazer hoje. Adiamos o inadiável até ao último minuto.

Até se ensina esta arte de desenrascar nas universidades. No mundo das forças armadas, por exemplo, é uma "disciplina" muito importante.

"Fuck preparation. They have desenrascanço."

Ler aqui.
E como eu sou uma lady um bocado apressada, ando cansada para caraças. E amanhã estou de folga. Tenho dito.

Terça-feira, 14 de Abril de 2009

Sabem o que é que eu adoro?

É a surpresa que algumas pessoas ainda demonstram quando me vêem/ouvem/lêem chateada. Sabem aquela coisinha ali ao lado, o meu perfil? Quando eu digo que sou inconstante é isso mesmo que eu quero dizer: que sou inconstante.

Tanto sorrio imenso (demasiado), como ponho umas trombas maiores que a de um elefante.

Tanto sou a pessoa mais querida-e-fofa-e-amorosa do mundo, como me passo.

Tanto sou ternurenta, como me dá uma coisinha má e parto para a agressividade.

Ando muito menos tolerante perante a idiotice alheia. Não faço fretes a ninguém. Se a comida não me agrada, não sou obrigada a comer.

E irrita-me que me chamem fofinha. E que me dêem graxa. Não vale a pena. Se eu não estou interessada, nem toda a graxa do mundo me vai convencer.

Quando eu digo que sou inconstante, não duvidem. É isso mesmo que eu quero dizer.


PS: TPM meus amigos. Deve ser por isso que estou assim irritadiça.

Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Há sonhos maus. Há pesadelos. E depois há aqueles pesadelos que me fazem acordar a chorar histericamente. Que me deixam nervosa o resto do dia. Que me fazem estar com uma dor de cabeça infernal. São raros, mas existem.

Tive um desses. Haja sorte para vocês, que eu não tenho. Dói-me a porra da cabeça desde manhã. Nem pachorra tenho para falar.


Falando de coisas boas, o "As Minhas Pequenas Coisas" atingiu os 10 mil visitantes.

Pode não ser o blogue mais interessante. Certos textos não interessam ao menino Jesus. Mas não é tão mau como me tentaram fazer acreditar que é.

Mas ele cá anda. E eu gosto dele. E há quem me leia.

Obrigada.

Domingo, 12 de Abril de 2009

Uma questão de honestidade

Ando numa de reflectir sobre as relações entre as pessoas. A tentar decifrar porque raio tantas relações dão errado. Ando a armar-me em Doctor Love, basicamente.

Não tive grandes relações, mas avalio pelo que vejo nos outros casais.

Penso que é tudo uma questão de honestidade.

Logo no início, há mentiras. As pessoas tentam fingir ser aquilo que não são. Os homens mostram-se cavalheiros. Esforçam-se por abrir a porta às senhoras, por ser educados. Elas esforçam-se por se mostrar correctas e senhoras de si. O primeiro encontro é, regra geral, uma mostra falsidades. Claro que há excepções. Mas tentamos sempre mostrar uma perfeição que, na realidade, não existe.

Depois do primeiro encontro ou, até, durante o primeiro encontro, vem o primeiro envolvimento. Há homens que tentam passar a imagem de "ai que eu sou tão sério, não vou tentar 'papá-la' no primeiro encontro".

Já elas, para passarem a imagem de boas meninas, evitam o sexo. "Que vai ele pensar de mim? Vai achar que sou fácil. Não vai querer uma relação séria comigo se tiver logo sexo com ele".

Estas coisas passam pela cabeça de qualquer uma, pelo menos uma vez na vida. Pela minha já passou, sim.

Mas, se são adultos, responsáveis e racionais, porque não?

Depois do primeiro encontro, vem o dia seguinte. É aqui que as meninas mais erram. Evitam contactar os homens para não parecer desesperada. "Ele se quiser, que me ligue". A vontade tem de vir de ambos os lados. E a iniciativa pode partir de ambas as partes.

Assumo a minha culpa, neste ponto. Gosto que me procurem. Gosto de ver interesse da parte dele. Só aí me sinto à vontade para procurar.

Depois de uns encontros, chegam os exageros. Os "ai que é para toda a vida", "nunca conheci ninguém como tu", "és especial para mim". Se não sentem, pelo amor da santa, não digam. Enganar os outros é feio. E a ilusão é condenável.

Se é SÓ sexo, não há problema. Diz-se isso. Assim ninguém sai frustrado. Agora andar com tretas e mentiras que apenas magoarão a outra pessoa, é de uma grandessíssima falta de carácter.

Claro que neste ponto também temos de tentar perceber com que tipo de pessoa estamos a lidar. Se há homens/mulheres para quem o sexo é algo banal, há outras pessoas para quem o sexo implica sempre "fazer amor". Estas pessoas são fáceis de reconhecer. Algum tacto e bom senso evitarão muitos corações partidos.

Há que ser claro e honesto. "Foi bom enquanto durou, mas não te quero para mais nada a não ser uns encontros esporádicos". Se ela/e quer, quer. Se não quer, põe-se a andar.

Quando entramos numa relação propriamente dita, um namoro, um compromisso, ou como queiram chamar-lhe, há outros pontos a considerar. Meus amigos e minhas amigas, se a relação deixou de fazer sentido diz-se isso ao parceiro. Ninguém morre de amor. Garanto-vos isso. ;)

"Ela/e vai sofrer, vou magoá-la, vou desiludi-la". Sim, é verdade. Ela/Ele vai chorar, vai estrebuchar, vai deprimir-se. Mas daí a uns tempos vai perceber que, ao menos, a/o respeitaste.

Para mim, é um sinal de respeito dizer a alguém "já não te amo". É honesto, é sincero. É correcto. Mostra que existe consideração por aquela pessoa.

Agora entrar num jogo de mentiras, de traições, de faltas de respeito... Nunca levou, nem nunca levará, a lugar nenhum. Vai terminar sempre da mesma maneira: com sofrimento.

Ninguém merece ser enganado. Ninguém merece ser traído nas costas. Ninguém merece que lhe mintam na cara. Ninguém merece ser magoado pela pessoa que se ama. Ninguém.

É puro egoísmo.

Sábado, 11 de Abril de 2009

Não entendo muito bem a maneira de pensar de algumas pessoas.

Num minuto acham alguém uma besta, no minuto seguinte já é bestial. Um segundo pode mudar muito coisa, é verdade, mas custa-me a entender mudanças de opiniões demasiado rápidas.

Vejamos o caso do Frederico Gil, o "nosso" tenista. Há duas ou três semanas NINGUÉM sabia quem o rapaz era. Óbvio que já tinha valor, que já sabia jogar ténis. Mas nenhum portuga sabia da sua existência (excepção feita para os que realmente se interessam por este desporto).

Há uns dias joga com o Nadal e torna-se o "ai Jesus" do nosso Portugal. Já é um grande tenista, um verdadeiro fenómeno. Houve até quem parasse de trabalhar para acompanhar o joguinho dele com o espanhol. Ao menos eu assumo que não percebo um corno de ténis. Fico como uma burra a olhar para um palácio, a ver a bola passar de um campo para o outro.

Eu tenho uma teoria: é porque o Nadal é espanhol. É o melhor do mundo, é certo. Mas também é espanhol. Nós armamo-nos muito, ai que eles são nuestros hermanos, mas essa treta toda esconde uma concorrência forte. Se jogamos contra Espanha, ficamos ainda mais entusiasmados. Dá-nos um gozo especial ganhar-lhes. Neste caso não ganhamos, mas deu para perceber a ideia.

O mesmo sentimento é partilhado com o Brasil. Ai que e o país irmão... Mas se há uma partida de futebol contra eles, toca a dizer mal dos brazucas. Típico. Eu sou igual. :P

Já se sabe que o país é de modas. Agora virou-se para o ténis. Atitude sensata, já que o futebol anda fraquito.

Mas como eu estava a escrever, o Frederico Gil era um completo desconhecido há poucas semanas. Agora só se fala no rapazito. Todos os santos dias saem notícias sobre ele. E até já é o número 70 a nível mundial. O melhor português de sempre no ténis. Teve uma ascensão fantástica o rapaz.

Podemos ter perdido contra Espanha. O Nadal deles é melhor que o nosso Frederico a jogar ténis. Mas o nosso é mais bonito. Ah pois é!

Sexta-feira, 10 de Abril de 2009

Estou a terminar uma reportagem sobre a adopção de crianças em Portugal. O objectivo é tentar perceber como corre o processo de adopção, os seus defeitos, as suas virtudes.

Tenho ficado muito surpreendida (e emocionada) com as respostas que tenho obtido.

Entrevistei três adoptantes. Um homem e duas mulheres. Os três adoptaram crianças negras. Crianças que, à partida, vão ser discriminadas pela nossa sociedade. Crianças que, à partida, ninguém quer.

Crianças que merecem tanto ou mais que as outras. Crianças que passaram por experiências de vida chocantes, que nem o mais maduro dos adultos conseguiria suportar de ânimo leve.

O senhor já vai na segunda adopção. Na segunda criança negra. Uma das senhoras adoptou uma menina de 8 anos, naquela idade em que geralmente já não são desejadas. A outra senhora adoptou uma criança negra com Trissomia 21.

Estes homens e mulheres não querem bebés de cabelos loiros e olhos azuis. Querem um filho. Um filho que possam amar.

Se há dias em que me acho boa pessoa... Há outros em que me sinto tão incrivelmente pequenina.

Quinta-feira, 9 de Abril de 2009


Texto sem qualquer tipo de interesse para o mundo em geral, e para vocês em particular

Esta menina adorável (eu, portanto!) está de mini-férias.

Os próximos 5 dias vão ser dedicados a uma actividade muy nobre e mui difícil que se chama... não fazer nenhum.

Planos -->

Habituar-me ao raio da franja.

Dormir até ao meio-dia.

Acordar e ficar na ronha mais os três senhores gatos.

Comer as coisas boas que a mãe faz.

Andar de bicicleta.

Ler um bocadinho de código da estrada.

Fazer umas comprinhas. Afinal, é Páscoa e tenho de mostrar aos padrinhos o que comprei com o graveto que me deram.

Sorrir muito, muito.

Posto isto, esta menina está bem. Bem consigo mesma. Bem com a vida que tem. E isso basta.

Quarta-feira, 8 de Abril de 2009

video

Vamos esquecer a letra. Vamos esquecer que o senhor diz coisas como:

"She always ready, when you want it she want it

Like a nympho, the info I show you where to meet her

On the late night, till daylight the club jumpin'

If you want a good time, she gone give you what you want "


Vamos esquecer que ele diz a frase romântica...


"I'm tired of using technology,

Why don't you sit down on top of me? "


E que termina sugerindo...


"We can switch positions

From the couch to the counters in my kitchen "

Vamos esquecer que isto é uma música que se refere à prostituição. E ao gozo que o gajo tira disso. E do facto da menina estar sempre disponível para lhe fazer "o favor". Esqueçamos isso. Vamos aproveitar a voz do senhor. E o ritmo. E tudo e tudo. Porque eu gosto.

Recebi o selo Papo Calcinha (nome estranho...) da O Renascer da Fénix. Obrigada!

Da menina O Efeito da Borboleta recebi o selo Roxie.

Achei que os dois desafios eram bastante parecidos, pelo que juntei os dois num só.

VIDA – Aproveito-a o melhor que sei, que quero, e posso. Nada há de mais importante que a minha vida.

CINEMA – Gosto imenso de cinema. Vejo de tudo, mas perco-me com um bom drama. Choro desalmadamente.

LITERATURA – Leio de tudo. Jornais, revistas, rótulos de garrafas. O meu gosto pelos livros é igualmente variado. Mas prefiro livros baseados em histórias reais.

VIAGEM – Viagem de sonho, provavelmente Grécia e Itália. Gosto de países com história, com coisas "velhas" para ver e sentir.

AMOR – Amo a minha família. Amo-os incondicionalmente. E tenho muita sorte, tenho uma família espectacular. Agora o macho da minha vida (lol), ainda não encontrei.

SEXO – Imprescindível.

Nomear 6 meninas é chato. Nomeio todas aquelas que acompanham o meu blogue.

Aproveito támbém para agradecer à Teresa, do blogue Here with Me, pelo selo dos amigos. Porque isto da internet cria laços, e eu sinto carinho por todas/os as/os que me lêem.

Terça-feira, 7 de Abril de 2009

A artista Amy Winehouse não quer divorciar-se de Blake, o seu mariducho. A cantora diz que o senhor é o homem da vida dela e que não podem separar-se.

Blake Fielder-Civil, o hombre, pediu o divórcio a Amy Winehouse. E porquê? Ora, porque a cantora lhe foi infiel quando esteve nas Caraíbas, onde estava para tentar livrar-se da sua dependência de álcool e drogas. Aproveitando a deixa, WineHouse é um nome que lhe fica muito bem. A menina sofre de sede.

Amy admite que traiu o seu companheiro. “Bem, é verdade que me diverti com uma homem bonito, mas foi só um romance de férias. Não quero nenhum homem para além de Blake”, disse ela numa entrevista. Ah bom, assim não faz mal. Foi diversão.

Garantiu também que o seu problema com as drogas foi ultrapassado e que está a levar uma vida mais tranquila. Está bem, vamos fingir que acreditamos.

A britânica está decidida a lutar pelo seu casamento. Faz finca pé e diz que o marido é o homem da sua vida. “Não permitirei que Blake se divorcie de mim. Ele é a versão masculina de mim própria. Fomos feitos um para o outro”. É por isso que ele é assim lindo que dói.

É o seguinte, minha querida, já olharam bem para vocês? Dois jovens com vidas estragadas, perdidos nas teias da fama, e com um aspecto nojento. Acho que fazes muito bem. É de maneira que só se estraga uma casa.

Do I need to say something else?

Se não me lerem, não pensem que morri.

Hibernei.

Segunda-feira, 6 de Abril de 2009

video
Keira Knightley é a protagonista da última campanha publicitária, lançada no Reino Unido, para alertar a população sobre a violência doméstica contra as mulheres.

O anúncio tem a duração de dois minutos e foi realizado por Joe Wright, o realizador de «Expiação». A actriz aparece como se tivesse sido agredida pelo seu marido, depois de regressar do trabalho.

Eu não tenho grande simpatia pela menina em causa, que me parece sempre um pãozinho sem sal. Mas o vídeo está fantástico, com uma fotografia óptima e uma mensagem muito clara.

É que nem só as anónimas pobres levam porrada dos maridos. Neste meio, diz quem sabe, há muita menina a levar uns tabefes. Não é preciso relembrar o caso Rihanna, pois não?

As imagens terminam com uma pergunta: "Não seria tempo de alguém gritar corta?".

Pedalar para salvar animais

Quem me conhece sabe que eu tenho um fraquinho (fracão!) por animais. Logo, não podia deixar de reparar nesta notícia, que vem na última página do JN de hoje.

Toni e Sabine deixaram os seus empregos, a família e o conforto de um lar para lutarem por uma causa. Esqueceram as mordomias e embarcaram numa missão: percorrer a Europa de bicicleta. O objectivo desta missão é simples e louvável - alertar para o problema dos animais abandonados.

Vão pedalar 14 mil quilómetros, ao longo de cerca de 14 meses.

O casal Toni (italiano) e Sabine (alemã) começaram a recolher animais de rua há cerca de oito anos e, pelos vistos, o Amor é enorme. Pensaram nesta ideia há um ano e da teoria à prática pouco demorou. Fizeram-se à estrada acompanhados por três dos dez animais abandonados que adoptaram.

Os cães Mona, Whisky e Fido, acompanham os donos nesta missão.

Vejam como tem corrido aqui:

Percurso em Portugal: Faro, Lagos, Aljezur, Sines, Troia, Setúbal, Barreiro, Lisboa, Santarém, Leiria, Figueira de Foz, Aveiro, Porto, Viana do Castelo. Pelos vistos andam na zona centro do país, mas ainda vão à minha terrinha.

Portanto, não se admirem se virem nas ruas das vossas cidades um casalinho de meia-idade de bicicleta, acompanhado por três cães. Eles andam mesmo por aí. :)

Nota: Imagem retirada do site do casal. Captada em Portugal.

Domingo, 5 de Abril de 2009

Agora que estou solteira, tenho de começar a cozinhar. Sim, que a minha avózinha diz que eu não arranjo homem se não cozinhar. Oh que chato.

Bem, passando ao que é realmente importante Esta menina aqui é muito prendada. Ui, cozinhar é comigo. Vai daí, hoje decidi fazer coquinhos.

Aqui está a receita:
- 200 gramas de coco ralado
- 200 gramas de açúcar (150, para os menos gulosos)
- 2/3 ovos inteiros
- 1 colher de sopa de manteiga derretida

Pré-aquece-se o forno a 170º graus.

Derrete-se a manteiga.

Numa tigela, misturam-se os ovos com o açúcar.

Junta-se o coco.

Adiciona-se a manteiga derretida.

Tem de ficar uma mistura húmida. Há quem acrescente raspas de casca de limão, para um paladar mais apurado.

Polvilham-se as forminhas com um bocado de farinha. NOTA: Só as forminhas. Escusam de fazer como eu, que sujei o tabuleiro todo.

Levam-se ao forno aí uns 20/25 minutos, até ficarem dourados.

Alguém me devia ter dado umas dicas sobre as quantidades. Considerando que esta semana estou sozinha no Porto, 28 coquinhos parece-me um bocadinho de mais.

Mas não fiquem apoquentados, garanto-vos que consigo comê-los todos. Texuga.

E não comentem o aspecto deles. Para primeira vez, até ficaram bem bonitos.

Sábado, 4 de Abril de 2009

Quando pensamos que as pessoas não nos podem surpreender mais, pimba. Levamos outra chapada a ver se aprendemos.

Frase do dia, roubada descaradamente daqui:

Não procures o príncipe encantado. Procura, antes, o lobo mau: ouve-te melhor; vê-te melhor; e ainda te come.

Teve piada, não teve?

Sexta-feira, 3 de Abril de 2009

Teorias

Um conhecido meu decidiu armar-se em psicólogo. Diz ele que eu sou demasiado nova para amar alguém. Que na minha idade é tudo uma questão de atracção, de sexo e, pasme-se, de hormonas. Diz ele que o meu suposto "amor" passa-me daqui a uns dias.

Disse-me ainda que é fácil deixar de amar alguém de um dia para o outro. Que quando um lado quer, não vale a pena insistir. Que é só criar resistências, capacidade de auto-defesa, e a coisa controla-se. Digam-me como. Quero aprender.

Não concordo.

Quando se sente demasiado carinho, demasiada preocupação, demasiada consideração e respeito, não me parece que seja uma questão de química.

Quinta-feira, 2 de Abril de 2009

Relações & Ralações

Já todos devem ter ouvido falar do caso dos namorados que andam em tribunal por causa do Euromilhões.

Eram um casalinho feliz e apaixonado... Até ganharem o primeiro prémio do Euromilhões. A partir daí pegaram-se e começaram a discutir a quem pertencia o dinheiro. O namoro acabou, obviamente.

Luís Ribeiro, o namorado, moveu um processo à ex-namorada Cristina Simões e aos seus pais por não aceitarem dividir a verba em partes iguais. O rapaz garante ter "total disponibilidade" para o acordo. No entanto a menina tem-se mostrado irredutível, reivindicando a totalidade da quantia. É caso para dizer, grande cabra.

Não ficava contente com uns milhões, não?

Isto é estúpido e egoísta. Andam há imenso tempo nisso e ninguém vê a cor do dinheiro.

O rapaz apostou 4 euros e a lady 2 euros. Só que ela insiste que foi na parte dela que estava o prémio agora disputado.

Por sua vez, o advogado do namorado, argumenta que não há nehum documento escrito que prove uma sociedade de jogo entre o ex-casal de namorados.

O caso segue vai para julgamento. O valor das custas judiciais pode atingir centenas de milhares de euros, dado o elevado montante em apreciação. Andam a gastar o dinheiro em questões idiotas.

Ou eu sou muito estúpida, ou não consigo entender isto. Se eu amasse alguém, tinha o maior gosto em dividir o dinheiro ganho com essa pessoa. Mesmo que me separasse dele, ficava contente por saber que a sua vida iria ser melhor (assim como a minha).

Mas isso devo ser eu, que sou ingénua. E burra.

Quarta-feira, 1 de Abril de 2009

Há gente que anda confundida nos dias. O dia das mentiras é só hoje.

Lição do dia: Dar ouvidos à família e aos amigos.

Não posso dizer que não me avisaram.

C'est la vie.