Terça-feira, 31 de Março de 2009

Vi isto num blogue que acompanho, há já umas semanas. Estava em inglês. Vou traduzir as 9 ideias, e dar a minha perspectiva da coisa. Tenho de admitir que algumas coisinhas são verdade!

NOVE EXPRESSÕES QUE AS MULHERES USAM

Todos nós sabemos que as ladies são peritas na arte de bem discutir. Há expressões que utilizam com grande frequência. Leiam e, no caso das mulheres, revejam-se. :P

1 - Tudo bem.

Este é o argumento que as mulheres usam quando não têm mais argumentos. Basicamente, tu, homem, precisas de te calar neste momento. No minuto a seguir, ela parte para o ataque.

2 - Cinco minutos.

Se ela se está a vestir e diz que demora "só cinco minutinhos", isto significa pelo menos meia-hora. Cinco minutos só significam realmente "cinco minutos" se ela te concedeu os ditos cinco minutos para terminares de ver o jogo de futebol. Passado cinco minutos, não há mais tolerância. Nem mais um minuto.

3 - Nada.

Esta é ó momento de calma antes da tempestade. Quando uma gaja te diz que não se passa "nada", tem muito cuidadinho. Especialmente se ela já estiver de trombas. Toda a cautela é pouca. Compete-te a ti, macho, insistir até ela finalmente te dizer o que a deixa amuada.

4 - Pronto, faz lá isso.

Basicamente isto quer dizer "nem te atrevas a fazer essa porcaria!". Mas, como são educadas, metem a pressão no lado do homem.

5 - Suspiro profundo.

Quando a fêmea começa a suspirar profundamente, é porque já a conseguiste irritar. Nesta altura ela já te acha um valente idiota e questiona-se porque raio perde o seu tempo a tentar fazer-te entender o seu ponto de vista.

6 - OK.

Esta é das expressões mais perigosas vindas da boca de uma mulher. Meu amigo, quando ela diz "OK", não está ok porra nenhuma. Quando ela diz "OK", apenas significa que ela quer pensar melhor sobre como se vai vingar da porcaria que eventualmente tenhas feito.

7 - Obrigada.

Quando uma mulher te agradece, não questiones nem desmaies de tanta emoção. Agradece e não digas mais coisa nenhuma.

Acrescento mais uma coisinha... Se ela disser "muitíssimo obrigada", não está a ser honesta. Está a ser sarcástica e a gozar com a tua cara.

8 - Como queiras.

Se uma mulher te disser "como queiras", está a mandar-te à m*rdinha baixinho.

9 - Não te preocupes, já tratei disso.

Outra expressão muito perigosa quando dita pelo sexo feminino. Significa que ela te pediu inúmeras vezes para fazer qualquer coisa, e que tu não a fizeste. Logo, ela agora irá tratar do assunto. Basicamente, és um inútil. Vai amuar e fazer birra. E tu vais perguntar o que se passa.

E sabes o que ela te vai responder?


Ponto 3 - NADA.

Segunda-feira, 30 de Março de 2009

"I'm easy, are you?"

Nada de novo. Os jovens de hoje em dia são muito mais levianos no que toca ao sexo. Antes as meninas eram tímidas, ingénuas... Hoje não é bem assim. Sentem-se tão à vontade com a sua sexualidade quanto os homens.

Até aqui, nada de errado. O problema está quando se entra na leviandade.

Saiu hoje no Público uma notícia sobre sexting. Sexo + mensagens de telemóvel = sexting.

Acho que a maioria de nós sabe o que são, pelo que não vou perder tempo com explicações.

O pior, é quando as mensagens/fotografias vão parar a sítios errados. As mensagens enviadas para namorados e amigos coloridos vão muitas vezes parar a telemóveis indesejados. Sim, que há muita pessoa mázinha por este mundo fora.

Há por aí muito rapazinho imaturo que se diverte a expôr a amiga/namorada ao rol de amigos. Já se sabe, a mulher é que é vista como a galdéria. Galdéria é um eufemismo. É o mínimo.

Podemos estar a trocar mensagens de conteúdo sexual mesmo nas barbas de pais, amigos, conhecidos. É tão fácil de o fazer, que se torna quase inevitável entrar no "jogo".

Um estudo revela que 1 em cada 5 jovens participa em actividades do género. 20% é muita coisa.

Não tenho nada contra este tipo de actividade, desde que haja cautela. Não se vai enviar uma fotografia ao Zé Manuel que se conheceu há umas horas. E, como a confiança não é palpável, é melhor ter alguns cuidados. Não mostrar as fuças no raio das fotografias, parece-me ser a regra base.

Nos States, Jessie Logan foi vítima da maldade alheia. Enviou fotos suas, nua, ao rapaz com quem saía. Pelos vistos ele não gostava tanto dela assim, e vai daí reencaminhou a fotografia para quatro amigas. Toda a gente passou a gozar com ela.

Semanas depois, a rapariga de 18 anos pegou numa corda e enforcou-se.

Brincadeiras inocentes para uns. Maldade pura para outros.

Domingo, 29 de Março de 2009

Regra geral, o francês dá-me uns certos nervos. Reconheço que é uma língua bonita, mas a sonoridade incomoda-me. O espanhol tem o mesmo efeito em mim. Irritava-me... Até ficar deliciada com esta musiquinha da senhora Sarkozy.

Gosto da voz dela, gosto da simplicidade da música. E adoro a letra. :)


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Sábado, 28 de Março de 2009

Desafiada pela Sofia Flor, vou dar a conhecer os meus sete segredos de beleza. Vai ser um bocado foleiro, que eu não tenho assim nada de especial. Além disso, se eu tivesse segredos de beleza. era suposto ser realmente uma beleza (just kidding). Mas há coisas das quais não abdico.


- Banho matinal. Nunca saio de casa sem o meu banho. Faz-me sentir fresca;


- Cremes da The Body Shop. São óptimos, macios e cheiram divinalmente;


- Exfoliante pelo corpo todo aí duas vezes por mês. Devia ser mais, para eliminar a pele morta. Mas duas vezes não está mal;


- Cuido muito bem do meu cabelo. É, talvez, a coisa que mais gosto em mim. Herbal Essences e as suas fragâncias;


- Antes de me deitar, limpo sempre o rosto e pescoço com água de rosas. E de manhã também o faço;


- Endurecedor de unhas. Ok, eu roo as unhas. Mas o endurecedor faz as unhas mais fortes e, consequentemente, mais bonitas;


- Gosto de arranjar as unhas dos pés. :D Geralmente estão pintadas, nem que seja de verniz transparente.


E pronto, é isto, nada mais simples. O meu único segredo é mesmo ter consciência do meu valor. Sei o que valho enquanto pessoa, e sei o que valho enquanto menina/mulher. :) Caros leitores e leitoras, sintam-se desafiados.


Quinta-feira, 26 de Março de 2009


As câmaras de gás nazis foram um "pormenor"

Jean-Marie Le Pen decidiu voltar às suas declarações polémicas. Para quem não se recorda, Le Pen é um líder nacionalista francês e candidato ao Parlamento Europeu.

E o senhor achou por bem dizer que "as câmaras de gás foram um pormenor da história da II Guerra Mundial".

Peanuts.

Entretanto, a oposição já acusou Le Pen de ser um "velho fascista" e um "negacionista do Holocausto". Tenho de concordar.

A Liga Internacional contra o Racismo e o Antisemitismo pondera até apresentar queixa contra ele.

O senhor já tem 80 anos. Toda a gente sabe que com a idade podemos perder capacidades mentais. Mas, por favor. Estamos a falar da vida (e infelizmente da morte) de milhões de pessoas. Não pode dizer coisas destas só porque lhe apetece.

Se pesquisarmos um bocadinho sobre as câmaras de gás, descobrimos coisas bem macabras.

Nos campos de concentração era realizado um trabalho cuidadoso para que as vítimas pensassem que iam entrar na câmara para tomar banho. Os alemães ordenavam às pessoas que tirassem a roupa e depois cada vítima recebia um cabide numerado onde podiar colocar a sua roupa. Assim dava a impressão que depois do "banho" iam puder reavê-las.

As pessoas eram obrigadas a levantar os braços ao entrar para que houvesse espaço para acomodar mais pessoas.

Antes de entrar na câmara, cortavam-lhes os cabelos. Um espectáculo para os nazis. Às vezes até chamavam uma banda de música para entreter os prisioneiros antes de irem para a câmara.

Assim que as portas se fechavam, a luz era apagada e o famoso gás "Zyklon B" começava a invadir a câmara. Muitas vezes as paredes tinham de ser lavadas cuidadosamente após cada utilização, pois no desespero, muita gente se atirava contra a parede.

Um pormenor da história.

Quarta-feira, 25 de Março de 2009

Rapaz de 11 anos arrisca ser condenado a prisão perpétua

Americanices, claro está. Naquele país acontecem as mais incríveis coisas.

Um rapaz de 11 anos, acusado de homicídio, corre o risco de ser julgado como adulto num tribunal norte-americano. Caso seja julgado como adulto, o rapazinho arrisca-se a uma pena de prisão perpétua.

Na Pensilvânia, um juiz decidiu que este rapaz, Jordan Brown, não deve ser julgado como menor.

E "porquê?", perguntam vocês.

O miúdo matou a namorado do pai. A senhora estava grávida de 9 meses e a "criança" andava enciumada. Vai daí, enquanto a senhora dormia, o rapaz deu-lhe um tiro na cabeça.

A mulher, não sobreviveu. O seu bebé também não pôde ser salvo, pois o homicídio não foi descoberto de imediato. A senhora vivia com duas filhas, de 7 e 4 anos, na casa do namorado Chris Brown e do filho.

Ao que parece, Jordan escondeu a espingarda com um cobertor e disparou contra a mulher. Depois saiu de casa e foi para apanhar o autocarro escolar. Não me parece normal que tenha agido com tanta frieza. :S

Segundo fontes próximas da família, Jordan Brown teria ciúmes da namorada do pai e do futuro filho.

Fico parva. OK, o miúdo agiu por maldade. Foi mau, premeditou o crime. Certamente não acordou de manhã e disse "ai que vou matá-la". Foi uma coisa pensada, o que é ainda mais grave. Deve ser condenado sim, na minha humilde opinião.

O facto de ter 11 anos não o desculpabiliza. Na nossa sociedade, aos 11 anos as crianças já são bastante crescidas e conseguem distinguir o certo do errado. Não pode sair impune.

Mas prisão perpétua, aos 11 anos? É absurdo, no mínimo. O miúdo foi mau, foi estúpido. Mas ainda está em fase de crescimento e pode perfeitamente tornar-se uma pessoa melhor.

Condenado, sim. Mas prisão perpétua parece-me totalmente descabido.

Terça-feira, 24 de Março de 2009


No estágio tenho contacto com realidades das quais nunca me lembrava. A crise, o desemprego, a pobreza estão na ordem do dia. Não há um único dia em que não tenhamos de nos debruçar sobre estes problemas.

Hoje, mais uma vez, deu-se importância à pobreza extrema, aos sem-abrigo. Gente que deambula pelas ruas, sem destino, apenas a ver passar a vida. Revolta-me extremamente que haja gente com família a viver nas ruas. Acho completamente desumano.

Segundo o JN de hoje, "cada vez há mais pessoas que recebem ajuda alimentar de várias instituições nas ruas da cidade". A crise tem gerado um aumento considerável de pessoas a viver nas ruas. As instituições de solidariedade multiplicam-se, os voluntários são muitos, mas mesmo assim não são suficientes para ajudar todos aqueles que necessitam de apoio.

Para além dos sem-abrigo amarrados pelas teias da droga ou do álcool, as ruas deste nosso país recebem pessoas que nunca imaginaram sequer ver-se numa situação destas. Ex-empresários, pessoas que viram o seu negócio falir... Pessoas com uma situação financeira estável que se vêem, de um momento para o outro, sem nada.

Para poupar a família, por medo ou vergonha, deixam a sua casa.

Isto revolta-me. E deixa-me com vergonha de não fazer mais.

Segunda-feira, 23 de Março de 2009

Desafiada pela Corset do blogue: No Mundo dos espartilhos de Seda.

Se eu fosse um mês seria: Junho. Nem muito quente, nem muito frio. Está ali no meio termo. E o meio termo é que é agradável.

Se eu fosse um dia da semana seria: Domingo. Não se faz nada. Gosto disso.

Se eu fosse um numero seria: 7. Gosto.

Se eu fosse um planeta seria: Desconhecido. Numa outra galáxia.

Se eu fosse uma cidade seria: Veneza. Eternamente romântica.

Se eu fosse um movél seria uma: Uma mesa redonda. Para permitir o encontro de pessoas, o cruzar de olhos.

Se eu fosse um liquido seria: Ice Tea.

Se eu fosse um pecado seria: Algures entre a preguiça e a luxúria.

Se eu fosse um pedra seria: Mármore. Forte.

Se eu fosse um metal seria: Aço.

Se eu fosse uma árvore seria uma: Laranjeira.

Se eu fosse uma fruta seria: Uva.

Se eu fosse uma flor seria uma: Girassol. Daqueles enormes. Lindos.

Se eu fosse um clima seria: Amena.

Se eu fosse um instrumento musical seria uma: Não percebo nada de instrumentos. Mas seria suave.

Se eu fosse um elemento seria: Fogo.

Se eu fosse uma cor seria: Fucsia.

Se eu fosse um animal seria um: Gato. Of course.

Se eu fosse um som seria uma: Grito.

Se eu fosse uma canção seria: "She", Elvis Costello.

Se eu fosse um estilo de musica seria: Balada.

Se eu fosse um perfume seria: "Femme", Hugo Boss.

Se eu fosse um sentimento seria: Amizade.

Se eu fosse um livro seria: Um diário. Fechado à chave.

Se eu fosse uma comida seria: Lasanha!

Se eu fosse um lugar seria uma: Uma cidade velha. À primeira vista, sem interesse. Depois de explorada, agradável.

Se eu fosse um defeito seria: Nervosismo.

Se eu fosse uma qualidade seria: Meiguice.

Se eu fosse um sabor seria: Agridoce.

Se eu fosse um cheiro seria: Maresia.

Se eu fosse uma palavra seria: Ternura.

Se eu fosse um verbo seria: Partilhar.

Se eu fosse um objecto seria uma: Livro. Para descobrir página a página.

Se eu fosse uma roupa seria: Calções.

Se eu fosse uma parte do corpo seria: Mãos. Para mexer em tudo, tocar em tudo, sentir tudo.

Se eu fosse uma expressão seria: Sorriso.

Se eu fosse um filme seria: "O Diário da Nossa Paixão".

Se eu fosse uma estação seria: Primavera.

Se eu fosse uma frase seria: Se amares, ama intensamente.

Domingo, 22 de Março de 2009

Morreu aquela estrela de TV que tinha cancro. Sim, aquela que andava a mostrar o seu sofrimento a todas as revistas (atenção, não estou a criticar).

Jade Goody era o nome dela. Apareceu há uns anos, no Big Brother. Sempre gostou da fama, usava e abusava da sua imagem. Entretanto acalmou, teve filhos, mas a sua popularidade continuou em alta.

O namorado estava preso. O pai das crianças, desse nunca mais se ouviu falar.

Há uns tempinhos, num outro reality-show, descobriu que tinha cancro. Foi-lhe dito em directo, perante milhões de pessoas. Fez vários tratamentos, até que os médicos lhe disseram que não tinha hipóteses.

A mulher não baixou os braços e resolveu "aproveitar" o seu sofrimento para deixar bastante dinheiro aos filhos. Começou a dar entrevistas atrás de entrevistas, a aparecer em inúmeros programas de TV, assinou até um exclusivo para que acompanhassem as suas últimas horas.

A minha primeira reacção? Nojento, doentio. Mas depois comecei a tentar pensar como ela. Se eu tivesse dois filhos pequenos, sem pai, como agiria? O "padrasto" estava preso e as crianças, com 4 e 5 anos, precisavam de dinheiro para poderem viver.

Vai daí, ela expôs-se da forma mais macabra possível. Expôs a sua dor, a sua doença, a sua morte. Tudo para deixar dinheiro aos filhos.

Esmaguem-me, pisem-me, humilhem-me. Mas os meus, aqueles que amo, ficarão bem. Consegui entendê-la.

Sábado, 21 de Março de 2009

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Gosto imenso da música. Adoro a letra. É daquelas músicas que nos fazem acreditar que é possível.

O vídeo, olhem, foi o que se encontrou. :P

Agora vou recolher-me aos meus aposentos. Constipações de Primavera são lixadas.

Sexta-feira, 20 de Março de 2009

Depois de um dia de trabalho, cansada e cheia de calor (meteorologistas mentirosos!), caminhei até casa. Ansiosa por um banho refrescante, uma bebida fresca, até já conseguia ouvir a minha caminha a chamar por mim.

Chego perto de casa, tiro as chaves da bolsa, e meto-as na porta. Dou uma volta, dou duas voltas e nada. Volto a repetir. Uma volta, duas voltas. Nada. Dou outra volta, repito e NADA, a m**** da porta resolveu que não queria abrir.

As duas horas seguintes foram passadas no meio da rua. Se calhar os meteorologistas eram capaz de ter razão... Ficou fresquinho. Duas horas à espera que o senhor carpinteiro cá viesse, desse umas marretadas na porta e ela, como que por milagre, fez-lhe a vontade e abriu.

Eu sou muito calminha. Mas hoje, não me chateiem.

Quinta-feira, 19 de Março de 2009

Hoje celebra-se o Dia do Pai.


E eu quero celebrar o facto de ter a melhor mãe do mundo.

PS: Blogadinha, obrigada pelos selos. Já estão na montra de exposição.

Quarta-feira, 18 de Março de 2009

Coisas giras que se aprendem no estágio…

Se há coisa que me fascina no trabalho de jornalista é a possibilidade de entrar em contacto com diferentes realidades. Faz de nós pessoas mais cultas, mais interessantes. Ficamos a saber um pouco de tudo.

Para mim, tem sido uma aprendizagem enorme.

Hoje, o meu dia de trabalho foi dedicado a conferências sobre a sexualidade. Estava na Faculdade de Farmácia, entre pessoas que percebem muito da coisa. E eu ali, sem perceber a ponta de um corno do assunto. Apesar de não ser um tema propriamente fácil de entender, adorei.

Assisti a duas conferências. A primeira sobre infertilidade e a segunda sobre disfunção eréctil. A segunda foi mais interessante, na minha opinião. O médico que deu a conferência era jovial, divertido, relaxado. Esclarecedor, sem ser demasiado exaustivo na abordagem.

Os motivos podem ser tantos… físico, hormonal, psicológico. É complicado diagnosticar.

Fiquei a saber, por exemplo, que as discussões no seio de um casal são o factor número 1 que leva à disfunção sexual. Óbvio que a idade também tem muito a ver com a doença, mas parece que a relação entre o casal é mesmo fulcral.

Por isso é que há aquela frasezinha meia parvinha, mas que faz todo o sentido: “em casa não dá, mas fora de casa já funciona”. Pois, os problemas, as tensões, os conflitos estão em casa. Fora de casa, com outra pessoa, é mais fácil relaxar.

Este problema diminui a qualidade de vida do homem, abala a sua auto-estima. Isto vai, evidentemente, diminuir a qualidade de vida do casal. A maior parte dos homens recusa assumir que tem um problema e opta por afastar a companheira. Nada mais errado. Mulher que ame o seu parceiro só tem é de o apoiar.

Em Portugal, cerca de 500 mil homens sofrem desta doença, mas só 15% consultam um médico. Há vergonha, há medo, há receio. Há esperança que seja um problema passageiro.

Como disse o médico convidado, ainda há muito a mentalidade do “macho latino” que recusa dizer que tem um problema sexual.

O maior problema dos portugueses é mesmo esse: a mentalidade.

Terça-feira, 17 de Março de 2009

Perante a profissão que escolhi, sou obrigada a ler os jornais nacionais todos. DN, JN, Público, Correio da Manhã, Jornal de Negócios, desportivos. Tudo me passa pelas mãozinhas logo às oito da matina.

Vá... O 24 horas eles não compram. Não sei porquê, mas dizem que não vale a pena. :P

Apesar do Público ser o jornal politicamente correcto e de ficar em (e bonito) dizer que se lê o dito cujo... eu acho-o um bocadinho chatinho. Assumo que é um bom jornal, gosto de ler, mas não tenho pachorra para o ler de fio a pavio. O meu favorito sempre foi o Jornal de Notícias. O meu tio compra-o todos os dias, desde que eu sou pequenita. Cresci a ler o JN e habituei-me ao estilo (que nem sempre é o mais correcto).

O Correio da Manhã, já se sabe, é o jornal de maior tiragem, é o que mais vende. Mas há lá qualquer coisa que não me agrada. É capaz de ser isto:


Título bonito. Expressivo. Comovente. De fazer chorar as pedrinhas da calçada.

Que é que importa que a família do miúdo esteja a sofrer? Bora lá fazer disto uma tragédia grega e aproveitar para tirar umas fotos ao Simãozinho. Assim como quem não quer a coisa, ainda se faz uma caixa de texto para dizer que o drama serviu para aproximar o Simão Sabrosa do irmão. Tinham-se zangado, depois do Sabrosa ter acusado o irmão de lhe fanar 300 mil contos. Coisa pouca.

E ontem ainda era mais bonito.

Uma criança de meses caiu a um poço, morreu, e eles espetam no jornal o nome da criança, as fuças dos pais e ainda fotografias dos irmãos. Fotos de crianças, ilegal perante a lei.

Os pais, coitados, nitidamente pobres e com um aspecto algo duvidoso... A contarem o drama que foi encontrar o filho morto no poço.

Como diria a minha professora de Ética...

Pornografia dos sentimentos.

PS: Agora deixa-me calar, que sou capaz de ir parar a uma destas redacções. Se tiver sorte. Se não tiver sorte, fico mas é em casa.

Segunda-feira, 16 de Março de 2009

Ele há coisas...

Os ciganos nunca foram bem acolhidos pela sociedade portuguesa. Para a maioria das pessoas, a comunidade cigana está muito ligada às feiras. São sempre vistos como ladrões e criminosos. O preconceito que envolve esta etnia é muito forte, e por mais honestos que sejam há sempre quem insista em discriminá-los.

Admito ter um certo preconceito em relação aos ciganos. Fui criada numa sociedade preconceituosa, por isso é normal que alguns dos "pré-conceitos" me sejam passados. Tento evitá-los ao máximo. Posso tê-los, mas estou consciente de que são injustos. Menos mal.

Mas isto, meus amigos, isto é ridículo.

Crianças ciganas com aulas em contentor separadas das outras, lê-se no site da TSF.

Numa escola básica em Barqueiros,a direcção da escola achou que os meninos ciganos não tinham o mesmo direito que os meninos ditos "normais". Posto isto, decidiu colocar 17 alunos ciganos a ter aulas num contentor no recreio do estabelecimento de ensino.

Pelos vistos, achou que as crianças ciganas eram inferiores, e decidiu separá-las dos outros estudantes. As crianças ciganas têm entre 9 a 19 anos.

A directora da escola em causa recusa explicar esta situação. Óbvio. Que raio de explicação podia ela dar para o facto de meter crianças a ter aulas num contentor? Têm alguma doença? São bichos? São selvagens? Ou... são simplesmente de outra etnia?

Domingo, 15 de Março de 2009


Eu gosto de guardar as coisa que me marcam.

Gosto de guardar as pequenas coisas, as pequenas lembranças, as coisas supostamente insignificantes.

Tive um diário, daqueles em papel, com cadeado e tudo, até aos 18 anos. Escrevia lá todos os dias, nem que fosse um simples "hoje o dia correu-me bem". Gostava de escrever as minhas vivências, por mais parvas e insignificantes que fossem, para não correr o risco de as esquecer.

Só deixei de lá escrever quando aquilo deixou de ser um diário e passou a ser uma obsessão. Deitei-o fora.

Tenho óptima memória quando essas memórias envolvem sentimentos. Lembro-me de tudo, de todos os pormenores.

Cartas, bilhetes de cinema, bilhetes de comboio, papéis de embrulho, talões de compras importantes, fotografias. Guardo tudo.

Tenho uma caixa onde guardo as coisas importantes na minha vida. Não gosto de deitar as coisas fora. Tenho medo de sentir falta delas mais tarde.

Sábado, 14 de Março de 2009

A donzela do blog The Stars Are Shining passou-me um desafio engraçado. O desafio consiste em escrever 3 coisas boas e 3 coisas más sobre um vizinho/uma vizinha. Tenho pano para mangas meus caros. :P

Na minha casinha, no andar de cima, vivia uma família bem grandita. A senhora brasileira, o marido português e para aí 7 putos. Uma família simpática mas um tanto ou quanto irritante.

Coisas boas:

- Simpáticos. Sorriam sempre que passavam por mim;

- O pai de família era atencioso, segurava a porta quando passava por ele;

- Apesar de tudo, nunca causaram problemas.

Coisas más:

- 7 putos em casa... como é óbvio era um barulho impressionante. De manhã cedo já se ouviam os berlindes a rolar pelo chão;

- Além dos filhos, tinham também um cão. O bicho vivia fechado na varanda, fizesse chuva ou fizesse sol;

- A mulher insistia em lavar a varanda e atirar a água para o meu terraço. Consequências? O xixi do cão vinha parar à minha varanda. Nice.

Mudaram-se há cerca de uma semana. Oh shame! Quem quiser, roube o desafio.

Sexta-feira, 13 de Março de 2009


Nunca gramei o Verão.

Nunca fui adepta de praia. O sol a mais incomoda-me. O calor a mais faz-me sentir desconfortável.

Mas este ano estou mesmo entusiasmada com este calorzinho que já se faz sentir. Que bem me sabe passear pela rua, sem nada para fazer. Adoro sentar-me num qualquer café, a beber o meu Ice Tea (invariavelmente de manga), a preparar as notícias para o dia seguinte.

Gosto de sair a trabalho, e sentir o sol a bater-me no rosto. Até trabalho com mais gosto, com mais entusiasmo. Depois de horas enfiada na redacção e em estúdios de gravações, sabe mesmo bem sair à rua.

Tenho saudades das melancias (devoro uma em dois dias), dos morangos, das cerejas e das ameixas brancas. Das uvas, dos limonadas, e dos abacaxis.

Ando a apreciar as roupas leves, os cabelos soltos. Os sorrisos mais fáceis, as pessoas mais disponíveis.

Acho que pela primeira vez desde há muitos anos, ando ansiosa pelo Verão.

A música tem o seu quê de triste, mas é absolutamente maravilhosa. Leiam com atenção. Procurem no Youtube. Ouçam. Sintam. :)

Chuva - Mariza

Composição: Jorge Fernando

As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

Quinta-feira, 12 de Março de 2009

As maravilhas da Internet

Há umas semanas foi-me recomendado que visse uma reportagem na RTP1 sobre o Twitter. Não liguei muito à coisa, mas como vi que os jornalistas andavam malucos com aquilo, resolvi inscrever-me.

Se entrei no site cinco vezes, foi muito. Não percebia nada daquilo. Sabia mandar mensagens, mas não sabia como ler as respostas. Ao que dizem, é a ferramenta ideal para os jornalistas. Curto, conciso e em tempo real.

Basicamente envias uma mensagem que tenha até 140 caracteres. Podes digitá-la directamente no site do Twitter ou então podes "twitar" via telemóvel. Envias uma sms do teu telemóvel e ela é publicada na tua conta do Twitter na internet. Parece confuso, mas é até bastante simples. Qualquer pessoa pode fazê-lo. É giro para conhecer pessoas diferentes.

E o que é que isto tem a ver com o trabalho do jornalista? Tudo.

Foi-me pedido que fizesse uma reportagem sobre a Bimby. E o que é a Bimby?

Segundo o site da Bimby em Portugal, é uma "ajudante de cozinha, imbatível, doze vezes patenteada, inovadora e sem rival, combina numa só máquina funções de dez processadoras. A Bimby tem capacidade para fazer quase tudo a uma velocidade inacreditável. Pica, rala, corta, bate, amassa, mói, tritura, pesa, emulsiona e cozinha! E......até cozinha a vapor. "

É uma maquineta de sonho para qualquer cozinheira. Vai daí, eu decidi pegar no tema Bimby e analisar a sua utilização por parte dos machos (já vos disse que adoro esta palavra?).

É complicado fazer uma reportagem sobre homens que utilizem a Bimby porque eu não conheço nenhum homem que tenha a dita bicha. Em conversa com uma colega, ela disse-me para perguntar no Twitter.

"Preciso de entrevistar homens que tenham uma Bimby". Escrevi qualquer coisa como isto no Twitter. Nada mais.

Daí a 5 minutos já tinha respostas, sugestões de pessoas com quem falar, homens que têm Bimby's, fanáticos pela Bimby...

Isto, meus amigos, não é apenas útil para um jornalista.

É uma verdadeira maravilha.

Quarta-feira, 11 de Março de 2009


O gigolo das ricaças

Parece que um tal de Helg Sgarbi andava com falta de dinheiro. Vai daí, arranjou um esquema para conseguir algum carcanhol.

O suiço decidiu que o modo mais fácil de ganhar uns milhões era engatar umas milionárias, descobrir os segredos delas e depois chantageá-las.

As mulheres envolvidas neste esquema conseguiram manter o anonimato, já que Sgarbi confessou. A acusação não teve então de recorrer aos seus testemunhos em tribunal. Ora bem, isto é positivo. Foram poupadas a essa humilhação pública.

No entanto, houve uma mulher que se expôs, e desencadeou a investigação policial que resultou na prisão de Sgarbi: a mulher mais rica da Alemanha, a herdeira de uma parte da BMW, Susanne Klatten. Pelos vistos a senhora era casada e mãe de três filhos, mas andou enrolada com o dito gigolo. Olhando para a foto, (não) conseguimos perceber o que viu nele. Devia ter qualidades secretas...

O senhor contava sempre a mesma historiazinha da treta: que tinha estado recentemente nos EUA onde tinha atropelado uma menina de uma família da máfia, que lhe exigia uma certa quantia para cuidar da menina, que tinha ficado paralítica. Depois de fazer as milionárias ficarem apaixonadas pelos seus atributos, pedia-lhes o dinheiro. Estamos a falar de milhões.

O homem era tão bom, mas tão bom, que uma das mulheres chegou mesmo a comprar alianças após uma proposta de casamento de Helg e outra senhora começou um fundo de rendimento de milhões de euros em nome de Helg.

Voltando à herdeira da BMW... O engatatão filmou encontros amorosos com a senhora para depois a chantagear. Só que a mulher arranjou coragem e contou ao marido da sua facadinha extraconjugal.

Sgarbi começou a ameaçar a mulher de enviar um vídeo para a comunicação social... Em troca do seu silêncio queria 49 milhões. No dia 14 de Janeiro, Sgarbi esperava o pagamento numa área de descanso de uma auto-estrada na Áustria. Mas foi detido por uma unidade especial da polícia austríaca e logo extraditado para a Alemanha, onde foi julgado.

Armou-se em esperto, e acabou condenado a seis anos de prisão.

No entanto, os 9 milhões que entretanto conseguira extorquir a outras mulheres desapareceram... Mistérios.

Já agora... Sou só eu que acho o gajo magricelas e sem a mínima piadinha? É o que eu digo, encantos secretos...

Terça-feira, 10 de Março de 2009

Num blogue que costumo acompanhar, foi colocada esta música. Johnny Nash, "I can see clearly now". Obrigada.

Esta semana estou a tentar adoptar um outro espírito. Há dias em que me custa muito, dias em que me custa sequer mexer o corpo. Dias em que o meu coração está tão pesado que até me impede de respirar. Dias em que revejo todas as fotografias, uma a uma. Em que recordo o que foi bom, com carinho.

Mas não posso obrigar ninguém a gostar de mim. :)

E eu mereço o melhor que a vida tem para me oferecer, como se farta de dizer a minha mãezinha.

"I can see clearly now, the rain is gone
I can see all obstacles in my way
Gone are the dark clouds that had me blind
It's gonna be a bright (bright), bright (bright), sun shiny day! "
Na redacção...

O editor chefe vira-se para o chefe de redacção e pergunta:

"Não achas que Sanxeri anda um bocado mal disposta? Ela costumava ser mais alegre."

E o que é que uma pessoa responde a isto?

Nada.

Está sol, está calor, hoje é um bom dia. :)

Segunda-feira, 9 de Março de 2009

Hoje fui almoçar à Faculdade de Direito, onde estuda a minha irmã. Fica mesmo ao lado da minha e, tendo em conta que o meu curso é tão deprimente que nem bar tem, Direito acaba por ser uma boa opção.

Estava eu na fila e aproximam-se duas raparigas...

Rapariga 1 - Olá. Olha, tu não tens uma irmã que estuda na minha turma?
Eu - Tenho.
Rapariga 2 - Pois, nós estavamos aqui a comentar que vocês eram realmente muito parecidas, só que tu és mais novinha.
Eu - ...
Rapariga 1 - E estudas o quê?
Eu - Jornalismo, aqui ao lado.
Rapariga 1 - Ah, olha que giro. Estão ao lado uma da outra. E tu em que ano estás?
Eu - No terceiro. Somos gémeas.
Raparigas - Ah! Pois, pareces mais novinha que ela.

Deve ser por conversas como esta que a minha família me vê como a "mais pequena". :P

Estou doente. Uma enxaqueca horrível, alternada com crises de vómitos. Era o que eu mais precisava.

Aproveito para agradecer a quem me tem apoiado, mesmo que pela internet. :)
Recentemente Viana do Castelo (que orgulho!) tornou-se a primeira cidade do país declaradamente anti-touradas. Tinhamos "apenas" uma tourada no ano, e mesmo essa era alvo de protestos.

A maioria socialista na Câmara Municipal de Viana, decidiu não permitir a realização de qualquer "espectáculo" tauromáquico no espaço público ou privado do município, sempre que este dependa de qualquer autorização da autarquia.

Como se lê no Público, segundo o Presidente da Câmara Defensor Moura, a medida faz todo o sentido por ir de encontro ao perfil de cidade saudável. "Para além do respeito pelos direitos humanos, preservação do património natural e promoção dos valores ambientais, o executivo socialista considera que o espírito, de cidade moderna e progressista, deve estender-se ao respeito pelos direitos dos animais", cita o jornal.

“A defesa dos direitos dos animais não é compatível com a realização de espectáculos de tortura, que provocam sofrimento injustificado”, disse Defensor Moura. E eu fiquei contente por ler.

Espero que brevemente mais cidades tenham a mesma atitude, em defesa de um mundo melhor.

Ok, dizem que isto não é fruto só da bondade do presidente. Pelo que investiguei, existem fortes interesses económicos no terreno da Praça de Touros, que se localiza junto ao rio e ao parque da cidade. Óbvio que isto tem fortes possibilidades de ser verdade, mas não me interessa muito. Se deitarem abaixo o mamarracho da Praça de Touros para construirem casinhas para ricaços, não tenho pena nenhuma.

Por outro lado...

"São cada vez mais os bracarenses que entregam, no canil de Braga, cães e gatos para abate, por não conseguirem suportar os encargos inerentes à criação desses animais", diz o site do Jornal de Notícias.

Como é possível alguém despachar assim um animal? Eu entendo que as pessoas têm problemas e às vezes têm de optar. Mas abandonar um animal, atirá-lo para um canil, não me parece (de todo) a melhor opção. Esgotem-se todas as hipóteses antes de se enveredar por medidas drásticas.

Anabela Veloso, vice-presidente da Associação Bracarense Amigos dos Animais (ABRA), disse ao JN que a maior parte das vezes o destino deste animais é a morte.

"Cerca de 90 por cento dos animais que se encontram no canil são entregues pelos donos e os restantes são recolhidos nas ruas. Com estes últimos a lei obriga a um período de oito dias, para ver se o dono aparece a reclamar. No caso das entregas, implica que o dono pague a taxa de abate e o destino é certo".

Como é que alguém é capaz de pagar uma taxa para abaterem um animal que lhe pertence?

Há coisas que eu não consigo entender, por mais que me esforce.

E agora vou trabalhar, que não é para isto que me pagam. Não sei se deu para reparar, mas era uma piada. Não me pagam mesmo. Regalias de estagiário. :D

Domingo, 8 de Março de 2009

"Um peixe e um pássaro podem se amar. Mas onde viveriam?"

Há amores assim, impossíveis. Mas eu acredito em milagres.

E não, não estou a falar de mim. Não posso estar sempre a bater na mesma tecla. O meu amor, já deu o que tinha a dar.

Sábado, 7 de Março de 2009


Como disse no último post, a minha família é bastante protectora. No entanto, apesar de me proteger, a famelga sempre me deu liberdade para viver a vida na sua plenitude. Deixam-me sair à vontade, nunca me prenderam ou proibiram de fazer o que quer que fosse.

Como se sabe, o fruto proibido é o mais apetecido. Talvez por sempre ter usufruído dessa liberdade, nunca me senti tentada a fazer coisas "mais incorrectas". Nunca experimentei fumar, nunca experimentei drogas e também não sou menina que aprecie álcool.

Nunca me senti inclinada para certas coisas, porque sempre me foi dada liberdade para as experimentar. Sempre me senti diferente dos meus colegas por causa disso.
Em contrapartida, há crianças que são criadas em redomas de vidro, como se fossem frágeis e se partissem a qualquer momento. Nunca puderam sair, nem aproveitar a sua juventude.

O problema deste cuidado excessivo é que, à primeira oportunidade de libertação, agarram-se a esta com unhas e dentes. É por isso que tanta gente se perde quando vai para a faculdade, quando está longe dos pais.

Tenho uma amiga assim. Andou em colégios privadas e foi das melhores alunas do liceu. Marrava imenso, não aproveitava a vida. Para os pais dela, um teste em que tivesse menos de 19 era um mau teste. Exigiam demasiado dela e ela tentava agradar-lhes em todos os sentidos.

Quando entrou na faculdade, a sua atitude mudou. No primeiro ano ainda se portou em condições mas de repente mudou radicalmente. Quando arranjou um namorado, foi a loucura.

O namorado não é nenhum maluco, longe disso. Mas ela está demasiado presa a ele e esqueceu as amigas. Mudou imenso.

As notas começaram a baixar vertiginosamente. Soube recentemente que já teve tantas negativas que não vai conseguir fazer o curso nos 4 anos supostos. Pelo menos vai ter de ficar mais um ano no curso, pois tem demasiadas cadeiras em atraso.

Mais recentemente, fez um piercing sem dizer aos pais. Chegou a casa e foi um choque, claro. Ralharam-lhe, claro. Mas pelos vistos não surtiu qualquer resultado.

Há uns dias apareceu na faculdade com uma bruta tatuagem nos ombros. Assim, sem mais nem menos. Sem nunca sequer ter falado nisso. Os pais? Não sabem. Não lhes disse e anda a esconder o facto. "A minha mãe não tem nada a ver com isso", diz ela. "E ela que nem ouse reclamar". Triste.

Agora decidiu que quer fazer uma tatuagem pela barriga abaixo. Está maluca. Quem a conhecia há uns anos atrás, não consegue reconhecer a pessoa que ela é agora.

Deixou de falar comigo e com a minha irmã porque o namorado não gosta de nós. Eramos as irmãs que ela nunca teve, dizia. Pelos vistos mudou de opinião.

Sinceramente, preocupa-me o futuro dela.

Sexta-feira, 6 de Março de 2009

"A mais pequena"

A minha família é a melhor, não me canso de dizê-lo. Carinhosa, muito atenta, preocupada. Sempre protectora.

Somos três irmãos. O rapaz mais velho e eu a minha minha irmã gémea. Naturalmente o primogénito é o "menino" da família. Tratam-no como se tivesse 5 anos, apesar de ir a caminho dos 25. Comigo e com a minha irmã foi diferente. Sempre fomos mais independentes, mais alegres, mais espevitadas.

Mas há um ponto em que eu sou tratada de forma diferente... Sempre me viram como "a mais pequena". Não sei porquê, mas de vez em quando a minha família trata-me como se eu tivesse algum atraso mental. :P

Lá porque tenho menos uns centímetros que a minha irmã, isso não implica que eu seja "a mais pequena" (apesar de efectivamente o ser). Às vezes falam como se eu fosse meia choné ou coisa do género.

"Sanxeri, tu não abras a porta a estranhos". Com vinte anos, acham mesmo necessário dizer-me isso?

"Sanxeri, tu tem cuidado que ainda deixas o gás aberto e explodes com a casa". Sim, isso acontece todos os dias. Deixar o gás aberto é a minha especialidade.

"Sanxeri, tu não mexas nas panelas que ainda te queimas". Claro... Aqui no Porto eu não cozinho. Vivo do ar.

"Tu não pegues na faca que ainda cortas um braço". WTF? Corto um braço? Nem vou comentar.

Tudo o que acontece de errado em minha casa acaba por bater à minha porta. Perde-se um tabuleiro, fui eu. Parte-se alguma coisa, fui eu. Quer dizer, neste caso a culpa varia: ou fui eu, ou foram os gatos. A parede está suja, fui eu. Não há outra hipótese, fui eu e mais nada. Desde que era pequena que assim é.

Até me rio com tudo isto.

E quando eu fico sozinha no Porto? Ui, aí é uma verdadeira tragédia grega.

Se a minha irmã fica sozinha em casa, não há problema nenhum, ela é forte e aguenta-se bem. Mas se sou eu, o caso muda de figura.

Se eu fico sozinha, é certo que tenho a minha mãe e a minha tia a ligarem-me. "Estás bem? Fechaste a porta? Desligaste o gás? Não deixaste as torneiras abertas? Tens roupa suficiente na cama? Tens comida?"

Não. Deixo a porta escancarada, convido uns patifes para dormirem comigo, e ainda por cima deixo o gás e a água abertos.

Famelga da minha vida, tenho uma coisinha a anunciar:

Já não me espeto no chão todos os dias, já não rasgo as meias todas as vezes que uso um vestido. Já não sou a menina de 5 anos que usava um penteado tipo palmeirinha no cabelo.

Cresci.

PS: E hoje sou capaz de ficar sozinha em casa. O drama, o horror. :P

Quinta-feira, 5 de Março de 2009

Ele há coisas...

É por isso que eu não sou muito católica. Ou melhor, eu sou católica, não sou é estúpida.

Menina de nove anos está grávida de gémeos do padrasto de 23 anos

Mais um caso de abuso sexual infantil. No Brasil, uma menina de apenas nove anos está grávida de gémeos do padrasto de 23 anos. Que raio de prazer tem um homem de 23 anos com uma menininha de 9 anos? É preciso ser muito porco.

A criança foi abusada sexualmente pelo padrasto durante três anos, desde que tinha seis anos. O padrasto confessou que também abusava da enteada mais velha, de 14 anos, que tem (ainda por cima!) uma deficiência física. Porco, porco, porco. Mil vezes porco.

A mãe das menores, tem 39 anos, e disse que ficou surpresa e revoltada. Pelos vistos é tendência geral gostar de gente mais nova. Metem-se com miúdos parvos, dá nisto. A mãe das meninas é aposentada e cuida das filhas. Aposentada aos 39 anos? Gargalhada. Cuida das filhas? Gargalhada ainda maior, se isto fosse caso para rir. Se há coisa que ela não fez, foi cuidar das filhas.

O caso só foi descoberto quando a mãe levou a menina ao médico. A criança reclamava de dores abdominais, de dores de cabeça, enjoos e tonturas. O médico percebeu logo que a menina tinha uma barriguinha mais ou menos... Mas a mãe não tinha dado por ela. Gente atenta é outra coisa.

Quase tão chocante quanto tudo isto, é a atitude da igreja. Defendem que a menina não deve abortar, que uma criança é sempre uma bênção.

Violada desde os 6 anos pelo padrasto. Uma bênção do caraças.

Não é o fim do mundo, mas abalou o meu mundo. Preciso de um abraço. De um carinho. De uma palavra, de um apoio.

E sim, o texto é só isto. Banal, simplório, sem qualquer tipo de piada. Não tenho nem cabeça, nem coração, para mais. Pode ser que mais tarde a inspiração volte.

Quarta-feira, 4 de Março de 2009

O que não nos mata, torna-nos mais fortes

Há uma expressão que encaixa na perfeição no nosso dia-a-dia. O que não nos mata, fortalece-nos.

O bom e o mau, o óptimo e o horrível, tudo contribui para aumentar as nossas resistências às vicissitudes da vida. Cair obriga-nos a levantar. A verdadeira força provém daí: das quedas.

Há quedas que nos deixam mais em baixo que outras, que nos fazem pensar que nunca vamos ser capazes de nos levantar. Quedas que nos fazem sentir miseráveis, como se fossemos os maiores infelizes por este mundo fora. É sempre bom relembrar: não somos.

O que hoje parece uma tortura, acaba por passar. Pode demorar dias, semanas, meses, anos, mas acaba por passar.

E existem dias melhores e dias piores. E vamos chorar muito mais, barafustar muito mais, sofrer muito mais. Mas eventualmente há-de passar.

Havemos de ter dias em que parece que não aguentamos sofrer tanto, em que dói tanto que até custa respirar. Mas depois virão dias melhores, mais serenos.

E com esta certeza, esta menina decidiu hoje fazer alguma coisa por si abaixo. Levantou o rabo da cama e preparou-se para enfrentar a realidade. E a realidade nem sempre é meiga... Mas é a realidade. Nada se pode fazer para a alterar.

E já agora...

Como estamos em tempo de mudanças, acho que vou cortar o cabelo. Fazer franja, talvez. Mas considerando que eu não tenho cabelo, mas sim juba (that's my middle name), é capaz de ser arriscado.
Desafio milionário

O blog Os Meus Saltos Altos desafiou-me. E como eu estou a precisar de pensar em coisas boas, aceitei.

"Sem dúvida que acertar em 5 números e 2 estrelas , não é tarefa fácil. Esta semana há Jackpot especial de 100 MILHÕES... Se ganhasses, que farias?"

Regras: Enumerar 5 coisas que faria se me saísse o prémio e escolher outros 3 bloguers a quem passar este desafio.

O que faria?

1 - Distribuía dinheiro pela famelga. Para eles o melhor, sempre.

2- Dava uma boa parte para solidariedade. Não preciso de 100 milhões para ser feliz, mas ficava com alguns para mim, pois não sou parva nem a Madre Teresa.

3 - Abria um canil/gatil.

4 - Construía uma casa ao meu gosto e arranjava um jeitoso para viver comigo, que isto de viver sozinha não tem piada nenhuma. E com 100 milhões, não havia de ter falta de candidatos. :D

5 - Viajava muito. Londres, Paris, Milão, Madrid, Veneza, Nova Iorque...

Desafio os blogues




Terça-feira, 3 de Março de 2009

1º dia de estágio

Foi giro e eu gostei bem mais do que alguma vez pensei que fosse gostar. Apesar de ter passado 11 horas a trabalhar, deu-me gozo.

Reunião às 8:30 da matina. Viu-se o que estava marcado em agenda, quais as notícias do dia e distribuíram-se as peças. Calhou-me uma reportagem sobre a utilização dos telemóveis.

Como tinha de arranjar uma perspectiva diferente, decidi comparar a utilização do telemóvel por parte de idosos e crianças. Não é uma perspectiva tão original assim, mas foi o que de melhor se arranjou. Deveria ter falado com uma psicóloga, mas não encontrei nenhuma disponível. Fiz o melhor que sabia, com o que tinha.

De manhã saí à rua e andei a entrevistar a terceira idade. Foram todos simpáticos comigos o que ajudou a quebrar o gelo. O meu maior problema é não ter à-vontade suficiente para falar com as pessoas. :)

De tarde fui a uma escola primária falar com crianças. Óbvio que não me permitiram gravar, mas recolhi depoimentos de alguns deles e falei com uma professora. Sei que esta parte ficou fraca, pouco interessante, mas tudo o que envolve crianças é muito complicado. Não podemos gravar sem a permissão dos pais, não podemos tirar-lhes fotografias de rosto, temos de pedir autorização a meio mundo.

Depois voltei para a redacção e pus-me a escrever a peça. Rapidinho, correu bem. Não está fantástica, mas após dez horas a cabeça já não funcionava tão bem como devia. Se alguém se interessar, ver aqui.

Amanhã, uma nova aventura me espera.

Há temas que me incomodam. E depois desses, existem ainda os temas que me deixam nervosa, que me fazem sentir um arrepio frio pelas costas. A mutilação genital feminina é um desses temas.

Um estudo da Amnistia Internacional apresentado em Fevereiro revela que somente 13% dos médicos e enfermeiros têm conhecimento da prática da mutilação genital feminina (MGF) em Portugal.

Este estudo revela que há “um número significativo de casos de MGF no nosso país”. Para piorar o cenário, o estudo revela a existência de falta de preparação dos médicos e enfermeiros portugueses no que diz respeito a esta prática. Talvez por ser um assunto pouco falado no nosso país, a verdade é que os profissionais de saúde não estão preparados para o enfrentar.

Pelos vistos, somente 13% dos profissionais de saúde possui formação específica para actuar nestes casos. Um número demasiado baixo, convenhamos.

Esta é uma prática retrógada e profundamente desumana, pelo que considero inconcebível que coisas destas ainda aconteçam pelo mundo fora.

Como a maioria de nós sabe, esta é prática muito mais comum no continente africano e em certas comunidades de países asiáticos. Mas pelos vistos, segundo este estudo, no nosso país também acontece.

A MGF consiste na excisão do clítoris sem anestesia e com objectos não esterilizados como facas ou pedaços de vidro. E porque é que fazem isso? Crenças... Isto é visto como sendo um ritual simbólico da passagem de menina a mulher, e tem como objectivo assegurar a pureza da mulher e a fidelidade ao marido. Naqueles países a mulher é vista como um ser inferior, e por isso não merecedora de qualquer tipo de prazer.

A consequência mais directa é obviamente a eliminação do prazer sexual. Para além disso, devido às condições horrorosas em que este "ritual" é praticado, muitas vezes a prática resulta em infecções ou mesmo na morte da menina.

Claro que já existe legislação para proibir a MGF em muitos países africanos, mas a tradição persiste.

A Organização Mundial de Saúde estima que entre 110 e 140 milhões de mulheres já tenham sido submetidas a este processo e que três milhões estejam em risco de o ser.

Segunda-feira, 2 de Março de 2009

A felicidade dos outros

Nunca fui menina para me meter na vida dos outros. Já tenho a minha vida que, mal ou bem, me dá muito trabalho. Por isso nunca perdi o meu tempo a "zelar" pela vida alheia.

Isto vem a propósito da discussão sobre o referendo que permitirá, ou não, o casamento homossexual. Já aqui disse, e repito, que não tenho preconceitos desse tipo. São absurdos e retrógados. São pessoas normais, apenas têm tendências sexuais diferentes. Tendências, não opções. Não me parece que alguém opte ser homossexual (apesar de nada ter de errado).

Uma pessoa não vira homossexual de uma hora para a outra. A homossexualidade nasce com a pessoa, por isso não pode ser evitada. Se algum homossexual ler este texto, agradeço que confirme ou desminta esta minha ideia. Posso eventualmente estar errada.

As pessoas não se fazem, pelo que me parece errado criticar os outros.

Tudo isto me leva à questão do casamento homossexual. A felicidade dos outros nunca me incomodou. Não sei porque é que algumas pessoas são contra o casamento entre gays ou lésbicas. Afinal, o que raio temos nós, resto de Portugal, a ver com isso??

Ai a ideia de casamento é a união de duas pessoas para a reprodução por isso os homossexuais não deviam casar... Blá blá blá whiskas saquetas. Por favor, já não estamos no século XV. Até parece que os casais ditos normais só se casam para procriar.

Que eu saiba, o facto de dois homens quererem casar-se não vai alterar a vida do resto do país. Sendo assim, oporem-se à sua união só revela uma coisa: egoísmo. Puro egoísmo.

Se duas pessoas se querem casar, força aí! Felicidades! Isso não me incomoda, não vai fazer de mim menos feliz. Pelo contrário: fico mais feliz se viver rodeada de pessoas felizes.

Domingo, 1 de Março de 2009

A partir de amanhã estarei a estagiar aqui:

É o site do meu curso. :) http://jpn.icicom.up.pt/

Entre Julho e Agosto, se tudo correr bem, estarei aqui:


Estou em pulgas para o raio do estágio. Sei que vou errar muito, que vou fazer muita porcaria e bater com a cabeça na parede "N" vezes. Mas espero aprender muito.

Já sei que será difícil algum dia conseguir trabalhar como jornalista, visto que o mercado está lotado, mas enquanto há vida, há esperança.

Civismo

Quando o sol começa a espreitar, gosto de pegar na minha bicicleta e dar uma voltinha pela cidade. Gosto da liberdade que transmite, da rapidez. Permite-me apreciar a paisagem enquanto faço exercício. Adoro.

Sabe-me mesmo bem, num dia de sol, pôr uma mochila às costas e andar de bicicleta por aí. Depois sento-me numa qualquer esplanada, a beber um Ice Tea. Banal, eu sei. Mas sabe-me mesmo bem.

No meio desta maravilha toda, claro que tem de existir um "mas". Infelizmente, Portugal não é um país que respeite muito as bicicletas. As ciclovias escasseiam e estão, regra geral, mal sinalizadas.

Na minha cidade só temos ciclovia no centro, junto ao rio. Geralmente é esse o percurso que adopto, por ser o mais seguro. No Porto, a zona da Foz tem uma grande ciclovia mas infelizmente é complicado levar a bicicleta para lá.

Tenho a certeza de que se existissem melhores condições, mais ciclovias e parques de estacionamento para bicicletas, muitas mais pessoas utilizariam este meio de transporte. E lá está, assim poupar-se-ia muito mais combustível e ajudar-se-ia o ambiente. Só coisas boas, portanto.

Para além da mudança nas infraestruturas, o nosso país também precisa de uma lavagem cerebral, para que se mude a atitude face a quem anda de bicicleta. É impressionante como as pessoas não respeitam quem se desloca em bicicletas.

As ciclovias estão invariavelmente ocupadas pelos trauseuntes. Podem ter um passeio de cinco metros, mas gostam de ocupar a faixa dedicada às bicicletas, skates e afins.

Melhor: imensas vezes sou abordada por velhotas (quase sempre velhotas) que resmungam comigo por andar de bicicleta "nos passeios", pois os passeios "são para as pessoas". Eu ainda perco o meu tempo a dizer que são ciclovias, mas deve ser complicado de entender.

Posto isto, a minha mãe arranjou uma campainha de pôr na bicicleta. Quando estou sem pachorra, vou na ciclovia a fazer barulho, para ver se saem do meio do caminho. Não me podem acusar de não ter avisado. :P