Sábado, 28 de Fevereiro de 2009


Agradeço à Ana Moreira o selo que me deu. As regras deste selo são as seguintes:

. Escrever uma lista com 8 características minhas
. Convidar 8 blogs para responder
. Comentar no blog de quem nos convidou e dos convidados, para que estes saibam que foram convocados
. Mencionar as regras

Características minhas? Hum...

- Sou obsessiva. Tenho manias que ninguém percebe, que só para mim fazem sentido;
- Sou meiga;
- Choro imenso. Umas vezes porque estou triste, outras simplesmente porque me "apetece";
- Sou muito selectiva nas minhas relações;
- Sou honesta;
- Exalto-me facilmente;
- Apesar de ser meiga, não demonstro afectos muito facilmente;
- Sou obstinada.

Não vou cumprir as regras e seleccionar 8 blogues para continuarem o desafio. Lanço-o a todos aqueles que apreciam o prazer de ler um bom livro.

Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009


Na minha ronda diária por estes blogues fora acabei por embater numa realidade que me chamou a atenção: a falta de esforço.

Hoje em dia as pessoas estão mal habituadas, esforçam-se pouco e esperam que as coisas lhes caiam do céu. São comodistas, conformadas, não lutam a sério pelos seus objectivos. Vejamos:

O povo português queixa-se todo o santo dia dos seus governantes, mas nada faz para alterar a situação. Não se exaltam, não rodam a baiana, não fazem uma revolução (à moda do 25 de Abril, sem armas). Ficam ali parados, cabisbaixos, como quem consente.

E esta mesma falta de esforço verifica-se nas relações. Hoje em dia é tudo muito fácil: casam-se facilmente, por tudo e por nada. Uma paixão fugaz de um mês resulta, imensas vezes, numa casamento ainda mais fugaz. Divorciam-se também com extrema facilidade, como se fosse entrar numa loja e trocar uma peça de roupa que tem defeito.

Também não entendo as relações com prazo de validade. Passado uns anos as relações terminam porque as pessoas preferem um novo brinquedo, mais jovem e engraçado. A novidade é fascinante, claro, mas pouco tempo depois deixa de o ser.

Não há esforço, não há entrega, não há dedicação. Não há o "na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, até que a morte nos separe" (acho que é assim...). Ao primeiro abanão, divórcio. É mais fácil, claro que é. Mas não é o mais correcto.

Até a pessoa mais adorável tem defeitos. Até a pessoa perfeita nos irrita de vez em quando. Até a pessoa perfeita nos enerva ao ponto de nos apetecer "explodir" de raiva. Mas eu sou daquelas pessoas que acreditam no Amor, com maiúscula. Uma relação implica muita vontade, imensa vontade. Vontade essa que nem todas as pessoas têm. Ninguém atura o parceiro 24 horas por dia com facilidade.

Uma relação (que pode implicar ou não o casamento) constrói-se com esforço, com cedências de parte a parte. As discussões, os gritos, fazem parte. Quem nunca se exaltou que atire a primeira pedra. Quem nunca teve vontade de mandar o parceiro à merdinha, que se acuse. Óbvio que as discussões não têm de fazer parte da vida do casal, mas todos acabam por tê-las, umas vez por outra.

Quem está mal, muda. Muda para conseguir que a sua relação resulte. A conversar é que a gente se entende.

As relações só são eternas enquanto duram. Mas acredito que possam existir relações que durem uma vida.

A pessoa perfeita não existe. O que existe é uma pessoa imperfeita que, com esforço e amor, pode encaixar em nós na perfeição.

Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009


Eu não sou pessoa de me queixar (pouco), mas há situações que me irritam.

Há cerca de cinco anos atrás eu disse à minha mãe que não conseguia ler as legendas dos filmes, pois via tudo nublado.

Como pessoa crentes que somos, resolvemos marcar uma consulta de oftalmologia no hospital, pela caixa. Finalmente, há cerca de um mês, fui chamada. Cinco anos de espera, coisa pouca. Óbvio que pelo caminho já comprei uns óculos e comecei até a usar lentes de contacto.

Hoje lá fui eu à minha (tão esperada) consulta. Fizeram-me um exame que durou cinco minutos e pronto, foi isso. O médico resolveu então implicar comigo por eu usar lentes, porque não devia ter começado a usá-las sem falar com um médico. Ah sim, eu ia andar aos apalpões às coisas durante cinco anos, enquanto aguardava pela minha consulta.

Conclusão do senhor doutor: "Tem de usar óculos". Não me diga! Eu já tinha chegado a essa brilhante conclusão, e não foi preciso tirar nenhum curso de medicina.

No final da consulta diz a minha mãe... "E agora para a consulta de revisão, como fazemos?". Resposta do médico: "Vai ter de passar pelo mesmo procedimento. Volta a marcar consulta e vem quando a chamarem." Eu sei que o médico não tem culpa nenhuma, mas a situação parece-me inadmissível..

Pensavamos, na nossa ingenuidade, que após a primeira consulta o processo seria mais célere mas, nada disso! Talvez daqui a cinco anos voltasse a ser atendida.

Não me apanham mais lá para consultas externas. Mas vale pegar no meu dinheirinho e ir a um privado. Bah!

Mimos
Este é um post de agradecimento a quem me tem dado mimos nos últimos dias. Primeiro agradeço à O Renascer da Fénix, pelos três selos (lindos) que me passou há uns dias. Já estão no seu devido local.

E em segundo lugar, agradeço à Mundo dos Tesourinhos pelo selo que me ofereceu hoje. É um selo especial, visto que premeia os blogs que nos fazem sorrir. Quem me conhece sabe que eu ando sempre de tacha à mostra, pelo que fico muito feliz com a oferta.

As regras deste selo implicam dizer 7 coisas e 7 blogs que nos fazem sorrir. As 7 coisas que me fazem sorrir são:

1 - A minha família e todos aqueles que são especiais para mim;

2 - Animais, especialmente se forem os meus;

3 - Tomar um daqueles banhos que duram uma hora;

4 - Massagens;

5 - Um bom filme, com a companhia certa;

6 - Cuidar de mim;

7 - Cozinhar.

E os sete blogs a quem passo este selo são:

Ervilhas Albinas

Cheirinho a éter

Só me apetece cobrir!

Falamos depois sff...

Guia das mulheres para totós

Rafeiro Perfumado

Desbloqueador de conversa

Eu sei que alguns destes bloguistas não têm por hábito expor os seus selos. Mas está dado. O que é dado não se devolve. :D

Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009

Serve o presente email para confessar que hoje fiquei mais ternurenta.

Eu não sou rapariga que deseje ser mãe. Os putos, regra geral, irritam-me. Choram demasiado, gritam demasiado, babam-se demasiado.

Mas hoje, no desfile de Carnaval, era vê-los vestidos de joaninha, de abelha, de tigre, de burro, de girafa... Oh... Derreti.

Se calhar o defeito está em mim, mas não acho piadinha nenhuma ao Carnaval.

Quando era pequenita, tinha sempre umas fatiotas muito giras. Princesa, abelha, cigana, cowboy, palhaça... Era giro. Mas com o passar dos anos perdi o entusiasmo com esta época do ano. Não consigo ficar entusiasmada nem ter motivação alguma para arranjar um disfarce.

Se for um Carnaval tradicional, ainda aprecio. As matrafonas, os carros alegóricos, as sátiras, são coisas muito nossas, muito portuguesas, e eu gosto delas. Mas parece-me que há uma necessidade de abrasileirar o nosso Carnaval, o que acho deplorável.

Aqui em Viana do Chateaux, o corso é uma mistura de homens vestidos de mulheres, cabeçudos, críticas aos nossos políticos... E lá pelo meio vêm uns carros com música brasuca, com umas meninas despidas a (tentar) dançar samba.

No desfile do ano passado tivemos cães da ALAAR (Associação Limiana dos Amigos dos Animais de Rua) vestidos a preceito. Tivemos um Spider Dog, um BatDog, um cão enfermeiro, um cão disfarçado de abelha. Giríssimos.


O que é nacional é bom, certo? Temos o caso dos Caretos, muito usuais nas aldeias portuguesas. Os caretos são normalmente um grupo de jovens mascarados, que perseguem as pessoas nas ruas e declamam versos sobre a população da aldeia, brincando com os seus vícios e defeitos.

Creio que é isto que o povo gosta de ver. Gente divertida, despreocupada, com fatiotas mais ou menos ridículas. E é isto que o Carnaval deve ser: uma festa de diversão, de gozo. Por isso não gosto das imitações de samba, não se enquadram na nossa tradição.

Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009


Ai que eu fiquei tão contentinha com o resultado dos Óscares 2009. Só no Euromilhões é que eu não tenho tanta pontaria. :P

Sean Penn recebeu o oscarzinho de Melhor Actor. Gostei, adorei, fiquei contente. Merecidíssimo. Um actor deve ser isso mesmo: alguém que consegue sair da sua pele e viver a vida de outra pessoa. O Brad Pitt é bom actor, pois é. É bastante jeitoso, pois é. Mas não me aquece nem arrefece com as suas interpretações.

Kate Winslet voltou para casa com o prémio de Melhor Actriz. Não vi o filme, mas gosto dela e acho que tem amadurecido a cada filme que faz.

Heath Ledger ganhou o prémio póstumo de Melhor Actor secundário, adorei ainda mais. Ao que parece a Penelope Cruz ganhou na categoria de Melhor Actriz secundária, mas não posso avaliar. Oh.

Melhor filme: Slumdog Millionaire. Eu gostei do filme, mas acho que foi sobrevalorizado. Até o Seven Pound, com o Will Smith, foi mais excitante.

O Benjamin Button ganhou três estatuetas, mas nenhuma delas de grande relevância. Acho justo. A história era bonita, o filme era bonito, mas não é daqueles filmes que nos fazem sair do cinema meios atordoados (que é o que um bom filme é suposto fazer).

E não, não vou comentar os vestidinhos que as senhoras usaram na passadeira vermelha. Já há demasiados posts sobre o "acontecimento" dentro do acontecimento. Além disso, bah, nenhum me agradou.

Os Óscares à La Sanxeri seriam mais ou menos estes, mas teria dado o prémio de melhor filme ao "Milk" que foi, de todos, o que mais me marcou.

PS: Perdi 4 seguidores num só dia. Uau. Poucos mas bons. :P

Domingo, 22 de Fevereiro de 2009

Peço desculpa mas apeteceu-me partilhar isto com quem perde o seu tempinho a ler-me. Para acabarmos o Domingo com um grande sorriso. Pelo menos eu rio-me sempre imenso quando vejo isto!


video

Homens, prestem atenção à coreografia. Com o domínio da técnica, qualquer mulher vos cai aos pés.

Sábado, 21 de Fevereiro de 2009


Eu sou uma pessoa orgulhosa. Sou mesmo muito orgulhosa.

Não peço desculpas, não gosto, incomoda-me mesmo. Acho sempre que tenho uma pontinha de razão e é esse resquício de razão que não me permite ceder. Mesmo quando não tenho razão, não gosto de pedir desculpa. Se eu pedir desculpa é porque fiz porcaria (e das grandes). Casos raros, é muito raro eu achar que não tenho razão (estúpido, bem sei).

E sempre fui o género de rapariga de nariz empinado que dizia "eu não permito isto", "eu não admito aquilo" e eu "nunca perdoarei tal coisa".

Dizia. A vida dá muitas voltas e somos obrigados a engolir muitos sapos. E tenho aprendido muito nos últimos tempos. Nem sempre as coisas correm como queremos e esperamos.

Nem sempre as pessoas se comportam como nós esperamos. E, mesmo assim, as coisas são possíveis. Mais difíceis, bastante mais difíceis, mas mesmo assim possíveis.

Pelo menos quero acreditar que sim.

Bom fim-de-semana *

Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

O primeiro namorado

Todos nós tivemos os nossos namoricos na escola primária, no secundário, no liceu. O primeiro beijo, o primeiro passeio de mãos dadas, no fundo, o primeiro amor. Hoje dei por mim a recordar o meu primeiro namorico.

Chamava-se (e ainda se chama) Miguel Afonso. Era o típico menino betinho, riquinho e inteligente. Giro, com olhos à chinês (que com a idade foi perdendo). Cantava muito bem, participava naqueles concursos tipo "Chuva de Estrelas" lá na escola, e chegou a ganhar um deles.

Começamos a namorar de repente, sem gostarmos minimamente um do outro. Tinhamos aí uns 11 anos. O primeiro beijo foi absurdamente estúpido, com toda a turma escondida atrás de uma parede para poder assistir. Rápido e sem qualquer tipo de emoção.
Namoramos um tempinho, um bocado às escondidas. Os jogos de escola eram sempre um bom pretexto para trocarmos um beijo, assim como quem não quer a coisa.

Até que um dia eu notei os meus colegas diferentes. Perguntei, perguntei, até que o Fábio me disse "ah, acho que o Miguel quer falar contigo". Adivinhei logo o que estava para vir.

No final do dia, depois de andar a dizer a toda a gente o que se passava, o Miguel decidiu-se a falar comigo. Fomos para um cantinho, atrás da cantina. Recordo-me como se fosse hoje.

Ele - Precisava de falar contigo.
Eu - Diz.
Ele - A Daniela, da Pedro Barbosa (outra escola) disse a uns amigos que está interessada em mim. Então eu queria falar contigo, porque eu queria poder estar com ela para ver o que acontece
Eu - (a fazer-me de forte) Está bem.
Ele - De certeza?
Eu - Claro.

Foi aí que lhe virei costas e corri para casa. Chorei, chorei e chorei. Não tanto por ter sido trocada por outra, mas pela humilhação. Toda a escola sabia, menos eu. Ainda por cima a tal de Daniela era burra que nem uma porta, e eu achava aquilo insultuoso.

Nunca lhe "perdoei". Estudamos juntos até ao 9º ano e foram raras as vezes em que lhe dirigi a palavra.

No 9º ano o caso agravou-se. O menino betinho juntou-se ao grupo dos drogados lá da escola, e começou a enveredar por caminhos pouco certos.

Um certo dia eu estava sentada sozinha num banco e ele veio para a minha beira. Fez-me uma pergunta que me magoa até aos dias de hoje. Foi mau. Foi muito mau. Demasiado mau para uma criança de 14 anos. A partir daí cortei definitivamente relações com ele.

Nos dias seguintes ele percebeu que me magoara e tentou pedir desculpa. Pegava na minha mochila e levava-a para a sala de aulas, para eu não ir carregada. Falava meiguinho para mim, era atencioso.

Mas a verdade é que nunca o perdoei. No liceu frequentamos a mesma escola, embora em áreas e turmas diferentes. Passei a ter uma péssima imagem dele. E, ainda hoje, passados quase dez anos, não gosto dele.

Dizem que o primeiro namorado nunca se esquece. Digo o mesmo, mas por razões diferentes.

Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009


Decidi que está mais que na altura de aprender a conduzir. Ontem fui mais a minha outra metade (AKA irmã gémea) a uma escola de condução à procura do código da estrada. O português, meu amigos, pode ser um bicho muito traiçoeiro.

Sanxeri e irmã entram na escola de condução. Sanxeri dirige-se ao senhor que estava no balcão, à conversa com um dos professores da escola.

Sanxeri - Vendem o código de condução?
Senhor da escola - Podemos vender...
Irmã da Sanxeri - O código da estrada.
Senhor da escola - Ah, sim. Vendemos.

Só hoje me apercebi do real significado daquele (inocente) diálogo.



"Amor Cão"


Amor é Traição,

Amor é Angústia,

Amor é Pecado,

Amor é Egoísmo,

Amor é Esperança,

Amor é Dor,

Amor é Morte.

O Que é o Amor?


É esta a sinopse do filme que mais me marcou, até aos dias de hoje. Não é um filme que se deva ver no conforto do cinema. É um filme intenso, que se vive, que se sente. Um filme que nos afecta, é impossível ficar-lhe indiferente.

Do realizador Alejandro González Iñárritu, responsável por filmes como "21 Gramas" e "Babel", este é um daqueles filmes que não esquecemos facilmente.
Três histórias, três mundos ligados por um acidente de carro. A princípio a história é meio confusa, mas com o passar dos minutos torna-se bastante claro todo o significado do filme.

Octávio quer fugir com Susana, mulher de seu irmão. O seu cão Cofi é utilizado como o caminho mais fácil ( e mais cruel) de conseguir o dinheiro para a fuga. Daniel, um homem de meia idade deixa a mulher e filhas para ir viver com Valeria, uma bela modelo. Valeria acaba por ser vítima de um brutal acidente, o que põe em causa a relação do casal. El Chivo, um sem abrigo, aproxima-se do acidente e resgata Cofi, o cão utilizado nas lutas de sangue. Um assassino profissional com um passado demasiado doloroso para ser recordado.

O filme desenvolve-se à volta da busca pelo significado do verdadeiro amor. Não é um filme fácil, que se veja de ânimo leve.

Este é um filme sobre as vidas miseráveis que muita gente tem pelo mundo fora. A pobreza, o desespero, as paixões e os enganos. Somos confrontados com o horror das lutas de cães, com o drama que é perdermos a pessoa que amamos, com as desavenças familiares. Um filme que nos mostra que tudo pode mudar numa questão de segundos.


Realizador: Alejandro González Iñárritu

Actores: Emilio Echevarría, Gael García Bernal, Goya Toledo, Álvaro Guerrero, Vanessa Bauche, Jorge Salinas, Marco Pérez, Rodrigo Murray...

Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009



Toda a gente já deve ter visto a bela da foto do jovem casal. Ele, 13 anos. Ela 15. Crianças a cuidarem de outra criança.

Eu já nem vou comentar o facto de ele parecer (e ser!) demasiado novo para ter sexo. Eu já nem vou dizer que há uma diferença abismal entre a compleição física deles. Eu já nem vou comentar o facto de me fazer rir o facto de imaginar um miudinho assim a ter sexo.

Vou antes comentar o facto de outros três rapazes terem afirmado que tiveram sexo com Chantelle, a mãe. Ela tem quinze anos... Sou só eu que acho isso demasiado promíscuo?

Mas vá lá, ela diz que era virgem. Fico mais aliviada em pensar que assim era.

Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

Homens das Grutas


Acabei de ver no telejornal da SIC uma reportagem com o nome "Homens das Grutas". Como sempre acontece, fiquei chocada com a miséria em que algumas pessoas vivem.

Pelo que diz na reportagem, existem pelo menos 1200 sem-abrigos só na cidade de Lisboa. 1200 pessoas que vivem nas ruas, faça chuva ou faça sol. Pessoas que comem os restos que encontram no lixo, que vestem roupa em péssimas condições, que dormem no chão dia após dia.

Não consigo imaginar o desespero destes homens e mulheres. Deve ser frustrante viver na mais absoluta miséria e sentir que ninguém lhes deita a mão.

Que tragédia lhes terá acontecido para acabarem assim, sem família, sem amigos, sem trabalho, sem nada?

Mário e João são os nomes dos homens que ousaram dar a cara para mostrar este flagelo às portas de Lisboa. Rostos cansados, frustrados, sem esperança. O primeiro não tem família, mas assegura ter amigos que tentam ajudá-lo. Mas o segundo caso chocou-me mais: tem família.

João disse à jornalista que tem família, tem filhos e estes sabem onde ele vivem. Mas mesmo assim, em três anos, nunca o visitaram. Deve ser preciso um coração de pedra para saber que o nosso pai, filho, irmão, primo, tio, vive numa gruta, rodeado de ratos e de cobras, e não fazer nada para o ajudar.

Mário não vai ao médico, mesmo quando fica doente. Procura medicamentos no lixo das outras pessoas, e é com eles que combate as doenças. Enfim. Já João tem para almoçar somente um pão. Sem mais nada, só um pão.

Quando a jornalista lhe pergunta quando dinheiro tem consigo, João é rápido a contá-lo. 31 cêntimos. Somente 31 cêntimos. "Eu não roubo nada a ninguém", garante.

Não entendo como é que se consegue ficar indiferente a situações destas. É preciso ser muito desumano para não ajudar o próximo.

Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009


Numa visita diária pelo site do Público, deparei-me com esta fotografia. Segundo a legenda, a fotografia mostra-nos um homem a descansar numa praia de Tenerife depois de uma viagem num barco com 78 pessoas que tentavam migrar para Espanha. Também segundo o Público, a embarcação onde o dito homem viajou foi a terceira embarcação que alcançou a costa da ilha das Canárias desde a madrugada de ontem.

Eu tenho uma visão muito peculiar sobre a emigração ilegal. Não sei se é a mais justa ou correcta. Tenho noção de que é até uma visão bastante inocente.

Penso que o Mundo a todos pertence. Apesar de existirem barreiras geográficas, apesar de existirem limites geográficos, vilas, cidades, países, continentes, eu sinto que todos nós somos, acima de tudo, cidadãos do Mundo. Todos nós pertencemos ao planeta Terra, e o planeta a todos pertence por igual.

Sendo assim, sou um bocado contra esta mania de impor limites à nossa deslocação. Eu posso ter nascido em Portugal, mas tenho tanto direito como um espanhol de viver em Espanha. Posso ter nascido em Portugal, mas julgo que mereço tanto como um africano viver em África. E vice-versa.

Incomoda-me ser confrontada com fotografias e textos relativos à emigração ilegal exactamente porque acho (e sinto) que todos nós, seres humanos, temos o direito de estar onde bem entendemos, quando bem entendemos (é evidente que esta frase não se aplica aos criminosos, esses estão muito bem na prisão).

Sendo assim, não sei porque raio colocam tantas restrições à emigração vinda de fora de África. É por serem africanos? É que se é, o caso torna-se ainda mais grave.

Nunca percebi bem o porquê de se dificultar tanto a entrada na Europa a cidadãos vindos dos outros continentes.

Eu sei que é uma utopia pensar que o mundo é um grande planeta onde todos podemos viver em harmonia. Eu sei que nem todos podem ser europeus. Mas acho que todos os seres humanos têm o direito a uma vida boa. E se para isso precisarem de sair do seu país, porque não acolhê-los de braços abertos?


Fotografia: Santiago Ferrero/Reuters, in http://www.publico.pt/

Domingo, 15 de Fevereiro de 2009


Insanidade Mental

Há gente muito pobrezinha de espírito neste mundo. Digo mais, há gente muito estúpida neste mundo.
Para quem não sabe, o mundo da música teve de enfrentar mais uma escandaleira nos últimos dias. Ao que parece, o casalinho Rihanna & Chris Brown (esses grandes artistas) chatearam-se. O rapazolas, novito como é, tem 19 anos, quis dar uma de macho e deu uns sopapos na rapariga. Foi um "chega para lá" que a fez denunciar o caso e ainda teve de receber assistência médica.

Em vários sites dão-se palpites sobre o que aconteceu. Pelos vistos, o casalinho não era muito adepto da fidelidade e pulava a cerca um ao outro. É só amor.

Ainda mais absurdo que tudo isto, é ler os comentários do povo a este episódio. Há aquelas mensagens de apoio ridículas à Rihanna, como se fossem os seus melhores amigos. Oferecem-lhe a casa para ela poder descansar em sossego, oferecem-se para lhe fazer os curativos, prometem-lhe amor eterno, coisas de fanáticos.

Mas o mais impensável de isto tudo, é que o cabra-macho (adoro esta expressão!) do Chris Brown tem sido muito apoiado pelos seus fãs. O rapaz confessou, apresentou-se na polícia, saiu sobre fiança. Mas mesmo depois de se saber que é culpado, ainda há quem lhe dê apoio. Inqualificável.

Aqui, podemos ler coisas tão patéticas como:

"eu acho um abesurdo cancelarem contratos e deixarem de passar as musicas de chris brown nas radios, se chris teve essa atitude e porque a motivos.... estou do teu lado e nao quero que nada de mal o aconteça....chris fica forte, o melhor remedio para tudo e o tempo...."

Esqueçam os erros de português, que são só por si bastante graves. Concentrem-se no conteúdo. "É porque há motivos?"... Ainda gostava de saber qual é o motivo suficientemente forte para ele espancar a namorada.

"Meeu por maais que o Chris esteja errado ele tem que ser perdoado porque ele assumiu a culpa e não fujiu das suas responsabilidades ;)É isso o que eu penso...Sou fã dele e sou fã da Rihanna...Achei errado,mais e dai meu ele se responsabilizou...bom é assim que eu penso e ninguém pode mudar isso.!E não é por isso que vou deixar de ser fã dele.!Vou continuar a amando como sempre ameei ;)"

"Achei errado, e daí? Ele se responsabilizou." Ah bom!! Ele assumiu as culpas. Então está perdoado. É um santo.

"ele nao pode moprrer c nao eu tbm vou de chorar eu sou apaixonada por ele ele e lindo tem uma voz linda tudo dele e lindo as musicas.....sim ele ta errado de ter batido em sua naomorada mas todo mundo merece uma chance ne?????nao e a primeira vez.....entao bjx chiz eu te amo"

Pelos vistos o agressor já foi ameaçado de morte pelos amigos da cantora. Tadito, merece uma segunda chance. Não fez por mal.

Há gente muito idiota neste mundo. Oh se há!

Sábado, 14 de Fevereiro de 2009

Dia dos Namorados

Já toda a gente sabe que o dia de São Valentim (ou Dia dos Namorados, como queiram) é uma celebração muito pirosa.

Já toda a gente sabe que os coraçõezinhos vermelhos a encher tudo o que é loja são remelosos.

Já toda a gente sabe que o jantar a dois neste dia tão supostamente especial é, em muitos casos, um frete.

Já toda a gente sabe que este é um dia de consumismo desenfreado, qual versão atrasada do Natal.

Já toda a gente sabe que as declarações de amor neste dia acabam por soar um bocado falsas.

Já toda a gente sabe que o Amor (com maiúscula!) deve ser celebrado todos os dias, a pouco e pouco, e não numa data estipulada.

Mas mesmo assim, e apesar de não achar piada ao dia, também não tenho nada contra a sua existência.

É que, se pensarmos um bocadinho, todo e qualquer pretexto para dizermos ao nosso parceiro que o amamos, é um bom pretexto.

Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

A amante do século XXI

Segundo uma notícia publicada no IolDiário, a tecnologia é a amante do século XXI. Ao que parece, as novas tecnologias têm gerado muitos problemas entre os casais. Roubam espaço ao à família, ao amor e até ao sexo.

E agora eu pergunto: quem é que, no seu perfeito juízo, troca a companhia da família/mulher/filhos, por umas horas ao computador?

Segundo a notícia, há muita gente com pouca cabecinha. Há quem dê prioridade ao mundo virtual. Há quem perca demasiadas horas ao computador, seja a trabalhar ou a conversar nas mais variadas ferramentas de conversação (que todos nós conhecemos).

O facto de passarem tantas horas na companhia desta nova "amiga", a internet, pode levar a atitudes menos positivas por parte dos indivíduos. Do virtual ao real é um pequeno passo. Ocultam-se coisas, mente-se, trai-se. Tudo isto com a ajuda da internet.

Pelos vistos, o computador e a internet são inimigos das relações pois levam o casal a afastar-se um do outro. Cada um dos elementos acaba por se isolar no "seu mundo", nas suas coisas, e deixa de dar atenção ao parceiro.

Parece também que o estilo de vida do século XXI, frenético e repetitivo, abala a vida sexual dos casalinhos. Pelo que diz a notícia, a falta de tempo faz com que a vida sexual dos casais seja automática e sem qualquer tipo de erotismo. É que nem para isso têm tempo.

Resumindo e concluindo, estamos lixadas. Além de termos de ter cuidado com as vizinhas, com as colegas de trabalho, as companheiras de estudo, as amigas, a boazona do café da esquina, agora também temos de ter cuidado com a internet (essa malandra!).
Licença parental aumenta para 6 meses

Pelos vistos, o Governo aprovou hoje o aumento da licença parental para seis meses, subsidiando com 83 % do salário bruto. No caso da licença ser de apenas cinco meses (partilhada por pai e mãe) pode ser subsidiada em 100% . Acho bem. Acho muito bem mesmo.

Não é só dizer que o país está envelhecido, que temos cada vez mais velhotes e cada vez menos crianças. Palavras levam-nas o vento, o que acaba por ficar são os actos. Por isso acho muito bem que se apoie a natalidade.

Vieira da Silva, responsável pela pasta do Trabalho e da Solidariedade Social anunciou hoje a medida (finalmente).

"Procede-se ao aumento do período de licença parental para seis meses subsidiados a 83 por cento ou cinco meses a 100 por cento na situação de partilha da licença entre mãe e pai, em que este goze um período de 30 dias ou dois períodos de 15 dias em exclusividade". Até agora, o subsídio por maternidade/paternidade apenas previa o pagamento de 120 dias a 100% ou 150 dias a 80%.

Com a crise que vivemos, com os salários baixíssimos e as condições de vida medianas, ser mãe/pai é uma tarefa difícil, pelo que toda a ajuda é de louvar.

Na minha opinião, o mais louvável nesta medida é o apoio que se dá à figura do pai. Os direitos do pai são mais protegidos pelo novo sistema, pois passa a ter a possibilidade de gozar 20 dias totalmente subsidiados pela segurança social. Isto, meus caros, eu acho ainda melhor. Que eu saiba a criancinha não é feita só pela mãe, e o pai tem tanto direito como a mãe a acompanhar os seus primeiros dias.

Pode não parecer uma ajuda assim tãooo grande. Mas melhor que nada. :)

Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

O cinema português é ridículo. É um facto.

Antes, há uma década atrás, tinhamos bons filmes. Lembro-me de ver o ""Amo-te Teresa" e de ter achado a história linda. Recordo-me vagamente do "Adeus pai", que me fez chorar um bom pedaço. O "Alice", mais recente, com o Nuno Lopes.

Mas estes filmes já não vendem. Nos últimos tempos fomos invadidos por uma vontade ridícula de inovar, de querer ter o passo maior que a perna. Os filmes portugueses, pelo menos os que chegam às salas de cinema, são deprimentes e caem no ridículo.

Qual a receita? Mulheres nuas, claro. Soraia Chaves, Claúdia Vieira, Liliana Santos ou qualquer outra menina jeitosa. Essencial para um filme português.

Cenas de sexo despropositadas e exageradas, que não lembram nem ao Menino Jesus. Nus completamente fora de contexto, sexo às três pancadas, só para mostrar que em Portugal somos arrojados.

Perseguições de carro ao melhor estilo hollywoodesco, armas todas xpto, uma autêntica loucura.

E os palavrões? Filme português, para ter sucesso, tem de ter imensos palavrões. Em cada frase tem de haver, pelo menos, um palavrão. Ai que arrojados somos, até me passo. É ridículo meus senhores.

Invistam em filmes DE QUALIDADE, com bons actores e boas histórias. É certo que provavelmente não vão ter os 300 mil espectadores que "O Crime do Padre Amaro" teve. É certo que não vão ter milhares de portugueses a correr para o cinema para ver as mamas e o rabo da Soraia Chaves.

Mas se investirem na qualidade vão ter, a longo prazo, duas coisas bem mais importantes: credibilidade e prestígio.

Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009


Eu sou o género de pessoa que diz piadas que só eu percebo. E rio-me bastante sozinha.

Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

Eu ouvi dizer...

Que o Lisandro López vai concorrer aos próximos Jogos Olímpicos na categoria de natação. Tem jeito para o mergulho, o homem.
Desafiaram-me e eu respondi.

Já todos percebemos que Portugal é um país repleto de gente importante, de gente com status. Portugal é um país cheio de doutores e engenheiros e essa gente importante gosta de se fazer notar. Em nenhum outro país há este fervor pelos cargos, pelos títulos.

É incrível mas há quem exija que antes do seu nome venha o belo do "Dr." nos cartões de crédito. É que se não estiver lá escrito, o senhor (ou a senhora) pode achar que não tem o mesmo valor. Um direito que lhe assiste, está certo. Uma futilidade bem foleira, digo eu.

Também é comum telefonarmos para determinado sítio e dizermos "Queria falar com o Jorge Nunes". Depois de um tossir bem esclarecedor somos brindados com um "Queria falar com o Doutor Jorge Nunes?". Sim, isso faz toda a diferença. Se não dissermos Doutor, podem eventualmente confundir o nosso médico/banqueiro/advogado/... com o senhor que mora no 3º andar do número 181 da rua de baixo. Uma falta de respeito atroz. O Doutor faz toda a diferença.

Há uma necessidade incrível de exibir os títulos, no nosso país. Fazem-se reservas em hóteis em nome da Doutora X, abre-se uma conta num banco em nome do Engenheiro Y, há uma palestra numa faculdade com a presença do Professor Doutor Z. Se não estivessem lá os títulos, as pessoas podiam pensar que não lhes davam tanto valor. Tsc tsc.

Na Inglaterra toda a gente é tratado por "You". Não há cá "tu" e "você". Todos são tratados da mesma forma, com um jeito informal. Os ingleses preferem um tratamento mais informal, e quem recebe o título de doutor são só os médicos.

Em Portugal qualquer pessoa é doutora. Doutorada em quê? Muitas vezes em nada. Manias. Eu quando me licenciar não vou ter direito a tão importante tratamento. Nunca se ouviu ninguém dizer "A senhora doutora jornalista X". Tenho de reivindicar.

Maniazinha chata dos portugueses, num país a viver de aparências.

Domingo, 8 de Fevereiro de 2009

Desafio do Blad3...

Eu digo sempre que me recuso a responder a mais desafios, mas este não pretende desvendar a minha vidinha. É giro, é interessante, e eu quis aceitá-lo.

Regras:

1º- Agarrar no livro mais próximo
2º- Abri-lo na página 161
3º- Procurar a quinta frase completa
4º- Publicar essa frase no meu blog
5º- Passar para cinco pessoas, à escolha.

Ainda por ler... "O Morro dos Montes Uivantes", Emily Bronte. Edição brasileira velhinha, tão velhinha que nem arranjei foto.

"O vestido era de seda fina e colava-se-lhe ao corpo, úmido como estava, e os pés achavam-se protegidos apenas por leves chinelos".

Desafio:

Puzz
A Preto e Branco
Cisne Negro
Bocadinhos Meus
Digo Eu

PS: Aprendam a escrever húmido sem "H". Vá lá, façam um esforcinho que vão ver que não dói nada.

Slumdog Millionaire - Quem quer ser milionário?

Provavelmente dos filmes que mais gostei, desde que aprecio cinema. Uma história forte, actores fantásticos, um amor comovente. Os ingredientes certos para um grande filme.

Um jovem de um bairro pobre de Bombai, na Índia, decide participar num programa de perguntas e respostas na televisão, o famoso "Quem quer ser milionário?". Mesmo sendo quase analfabeto, ele surpreende tudo e todos ao ganhar o jogo, o que levanta suspeitas de que pode ter feito batota. No final percebemos que o seu objectivo nunca foi ganhar dinheiro. O rapaz queria apenas conquistar a mulher que sempre amara, desde que eram crianças.

A riqueza indiana, em contraste com a miséria das favelas. Uma história forte, que nos mostra o horror em que algumas crianças são obrigadas a viver e tudo aquilo que têm de suportar. As crianças feitas escravas, usadas como mendigas, a quem tiram a capacidade de ver com o objectivo de ser tornarem mais lucrativas.

Como é que um jovem iletrado, de apenas 18 anos, sabe todas as respostas do concurso? Hum, com o filme vemos que um pouco de sorte pode ajudar e muito. A vida de Jamal Malik deu-lhe lições suficientes para o ajudar a vencer o concurso. Foi o destino, como eles tão bem disseram. Porque eu acredito que existem histórias destinadas a acontecer.

Nos Globos de Ouro, a 11 de Janeiro, o filme arrebatou quatro galardões, entre eles o de melhor filme. Foi nomeado em dez categorias nos Óscares, menos duas do que o filme "O Estranho caso de Banjamin Button", o seu principal concorrente. Todos estes prémios levam-nos a crer que estamos perante um bom filme (o que é verdade). Este é, sem dúvida, um filme bem mais marcante do que o Benjamim Button, que também vi (e gostei).

Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

Porquê jornalismo?

Desde pequena que me senti incentivada pela família a desenvolver o meu cérebrozinho. Antes de entrar na primária já escrevia muito bem o meu nome, já conhecia as letras e sabia os números até ao 50. Lembro-me tão bem de estar na cama dos meus tios, sentada com a minha tia, a dizer os números. "Um, dois, três... dez... vinte... trinta... quarenta... quarenta e nove... qual é o outro a seguir tia?".

Tentaram desenvolver em mim gosto pela escrita, pela leitura, pelas coisas que poderiam fazer de mim uma criança esperta. O meu tio, desde que me lembro, sempre leu o "Jornal de Notícias". Todos os dias trazia para casa o jornal e eu gostava de folhear o papel, de olhar para as letras e para as imagens. A minha avó dizia-me, quase todos os dias, que parecia o meu avó (já que ele sempre teve o hábito de ler o jornal).

Não, o jornalismo não foi uma paixão de criança. Não foi um sonho, uma ambição. Foi antes uma escolha tranquila. Numa altura em que não sabia bem o que queria para mim, o jornalismo pareceu-me uma opção óbvia.

Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009


Toda a gente sabe que as mulheres possuem alguma maldade. Toda a gente sabe que as mulheres têm o espírito crítico muito mais desenvolvido que os homens, pelo menos no que diz respeito a crítica de moda. Eu não fujo à regra.

Admito que de vez em quando sou mázinha. Rio-me quando vejo uma rapariga com quilinhos a mais e roupa a menos, quando vejo botas brancas de verniz, quando vejo madeixas pirosas, quando vejo unhas de gel mal cuidadas. É de mim, gosto de criticar a parolice alheia.

Nem todos podem ser modelos, ter corpos fantásticos e rostos fenomenais. Mas acho que toda a gente tem espelho em casa e não há necessidade de sair à rua em certos preparos. Sim, ataquem-me. Eu sei que cada um usa o que gosta, que cada pessoa tem o direito a vestir-se à sua maneira. Mas, convenhamos, há maneiras muito pouco estéticas de sair à rua.

Já os homens não têm tanto jeito para essas coisas. É complicado encontrar um homem disposto a embarcar numa tarde de fofocas e maledicências. Eles não gostam destas coisas. Se calhar são mais politicamente correctos, sei lá.

Sou menina para criticar (baixinho) a falta de gosto alheia. Mas cada um usa aquilo que gosta. Afinal, como diz a Matinal... Se eu não gostar de mim, quem gostará?
PS: Por favor, não me matem. Sou novinha, digo baboseiras.

Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

Desafio Blogadinha

Regras do desafio -->

a) Linkar o blog que nos desafiou (feito!)
b) Reproduzir as regras do desafio (feitíssimo)
c) Contar seis coisas aleatórias sobre nós
d) Indicar seis blogues para o desafio
e) Avisar os mesmos de que foram desafiados

Coisas sobre mim...

1 - Sou obcecada por esquemas mentais. Organizo tudo na minha mente, muito bem organizado. Sou obsessiva compulsiva, resumidamente;

2 - Tenho uma irmã gémea;

3 - Sou apaixonada por animais, mas tenho especial amor pelos gatos;

4 - Tenho a mania da higiene. Chego a tomar 3 ou 4 banhos por dia, no Verão. Lavo os dentes pelo menos 3/4 vezes ao dia;

5 - Gosto de jogar futebol;

6 - Roo as unhas (e os dedos).

Desta vez vou seguir as regras. Passo o desafio a...

- Puzz
- Pó de Diamante
- Digo Eu
- Mente Sonhadora
- Bocadinhos Meus
- Mundo dos Tesourinhos

:)
No dentista...

"Não te assustes se sentires tudo a partir-se, é normal."

Assustar-me? Ora essa! Foi a frase mais tranquilizante que podia ter dito. Obrigadinha.

Já me arrancaste 3 dentes em menos de um ano. Que mal te fiz eu?

Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

Sou boa pessoa.

Não me acanho ao dizê-lo, não penso muito, não tento explicá-lo. Sei que sou boa pessoa, facto do qual me orgulho imenso. Tive uma educação fantástica, rodeada de uma família impecável que tentou enraizar em mim valores sólidos e fortes.

Tive (e tenho) uma mãe fantástica, uns tios adoráveis, uma avó muito querida. E estas quatro pessoas conseguiram rodear-me de muito amor e carinho ao longo da minha infância. Ensinaram-me a respeitar o outro, a preocupar-me com os outros, a olhar para os demais.

Tudo isto para dizer que fui educada de uma forma muito bonita. Não alteraria uma única coisinha na minha infância. Fui uma criança muito feliz, muito risonha e brincalhona. Acredito que as pessoas são, em grande parte, o resultado da educação que tiveram. E isto leva-me a uma outra questão: o respeito pelos outros.

Acabei de ler um texto de um outro blog cujo tema eram os preconceitos. Posso dizer, com convicção, que não sou uma pessoa preconceituosa (ou pelo menos tento não ser). Tento aceitar as outras pessoas, com os seus defeitos, virtudes e diferenças. Tento respeitar o outro, apesar do outro não ser igual a mim.

Todos temos preconceitos. Duvidamos do indivíduo que acabou de sair da prisão, excluimos os ciganos, os pretos (eu uso a palavra preto!), os gays, todos aqueles que nos parecem "inferiores".

Pelo menos nas coisas mais flagrantes, tento não ser assim. Não costumo ter problemas com os pretos (ou negros, ou de cor, como queiram chamar-lhe), tento não criar ideias erradas sobre os ciganos (afinal, só têm um estilo de vida diferente), e nutro especial simpatia pelos homossexuais. Sim, simpatia. Nutro simpatia por aqueles que têm "coragem" para se assumirem diferentes numa sociedade tão mesquinha como a nossa.

Não quero com isto armar-me em santa, longe disso. Estou só a defender uma qualidade muito importante para mim: o respeito.

Admito que posso ser ter certas atitudes preconceituosas, mas tento evitá-lo. Não gosto de faltar ao respeito a quem não me falta ao respeito a mim.

Recebi este mimo da MimiRose. É mesmo giro e eu gostei muito. Tento ser bem resolvida.

Passar? Passo a toda e qualquer leitora que goste de si e da vida que tem.

JS
Elite
Monalisa
Renascer da Fénix
Mundo dos Tesourinhos
Ana Moreira
Gata... ofereço-vos.

E já agora... alguém me sabe dizer como se metem os selos ali do lado direito, que eu ainda não aprendi? :P

Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009

"Have I told you lately that I love you?"

Quando o sentimos, devemos dizê-lo. Gritá-lo aos sete ventos ou dizê-lo baixinho, pouco importa. O que importa é dizê-lo.

Domingo, 1 de Fevereiro de 2009

Desafio... do Blad3

Os desafios podem ser uma coisinha chatinha mas gostei deste.

REGRAS
1.Colocar uma foto minha.
2.Escolher um artista ou banda favorita.
3.Responder às questões que se seguem, utilizando títulos de canções do tal artista ou banda escolhida.
4.Passar o desafio a 4 pessoas.


Artista --> Michael Bublé

Perguntas -->

És homem ou mulher: "You don't know me"

Descreve-te: "Nice ‘n Easy "

O que é que as outras pessoas pensam a teu respeito: "How Sweet It Is " (lol)

Como descreves a tua última relação: ""How Do You Mend A Broken Heart

Descreve o estado actual da tua relação: "Kissing a fool"

Onde gostarias de estar neste momento?: "Home "

O que pensas a respeito do amor?: "I've Got You Under My Skin"

Como é a tua vida?: "Feeling good "

O que pedirias se apenas tivesses um desejo?: "You and I "

Escreve uma frase sábia: "The Best is Yet to Come "


Correu bem. :)

Não vou passar o desafio a ninguém em particular, quem quiser que use e abuse.
Ontem fui a um a discoteca, coisa rara. Não gosto muito de discotecas e bares, não me sinto muito à vontade. Não gosto de dançar, e conversar (que é bom) é quase impossível.

Sendo assim, estive até às quatro da matina a observar a espécie humana e acabei por me divertir.

Em primeiro lugar, fomos lá porque um amigo dos amigos queria ver a Miss Playboy Brasil a dançar o créu. Para quem não sabe o que é a dança, ver aqui. Já viste? Então já deves perceber porque é que os homens queriam ir ver.

O espaço estava meio-cheio, mas quando chegaram as meninas para dançar, aquilo encheu. Eu estava no segundo piso, muito quietinha, e vi-me rodeada de homens que queriam ter uma melhor visão das dançarinas. Tão previsíveis...

Em segundo lugar, cheguei à conclusão que os machos são bem mais divertidos que as fêmeas. As mulheres estavam todas lindas, produzidas, mas muito paradas. Parecia que tinham medo de dançar. Já eles podiam estar igualmente lindos e produzidos, mas a pinchar na pista de dança.

Em vez do usual "dançar mulher com mulher", tinhamos um grupo de 5 homens no meio da pista (inicialmente vazia) abraçados, e a roçarem-se uns nos outros. Eram capaz de já ter bebido uns copos, é certo, mas ao menos estavam a divertir-se, e não a manter a pose.