
Num mundo cada vez mais frenético, onde se vive a 1000 à hora, a facilidade com que se utilizam certas palavras é algo de absurdo para mim. Acho inconcebível que alguém diga "amo-te" sem o sentir, que faça promessas sem as querer realmente.




Hoje fiz uma coisa que já não fazia há muito tempo. Fui, sozinha, lanchar a um café. Pode parecer ridículo, mas eu geralmente não gosto de estar sozinha. Hoje apeteceu-me. Fui sozinha, sentei-me no café, pedi a minha torrada e galão, fiquei somente a pensar na vida.
E como já disse, hoje a lua está minguante. Dei por mim a chorar no meio do café. Sem razão ou motivação.
Eu sou meia inconstante, sei disso. Num momento sorrio como se fosse a pessoa mais feliz do mundo, mas no minuto a seguir fico cabisbaixa. Amanhã isto já passou... mas hoje estou deprimida e a precisar de companhia.
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“Somewhere over the rainbow
Way up high,
There's a land that I heard of
Once in a lullaby.
Somewhere over the rainbow
Skies are blue,
And the dreams that you dare to dream
Really do come true.”
Munida do meu fiel companheiro, o pacote das pipocas, fui ver “Austrália”, do realizador Baz Lurhman. É impossível não sair da sala de cinema sem traulitar um pouco de “somewhere over the rainbow”.
Austrália é uma aventura épica e romântica, passada no início da segunda guerra mundial. O filme conta a história de uma aristocrata inglesa, Lady Sarah Ashley. A lady viaja até à Austrália para evitar que o seu marido venda o seu último bem: uma quinta de gado chamada "Faraway Downs". Ao aterrar descobre que o marido foi assassinado e tudo muda na sua vida. É então guiada por “Drover”, Hugh Jackman, um homem rude que está habituado ao convívio com o gado.
Nullah, uma criança aborígena surge então na vida de Sarah. Nullah revela a Sarah que o responsável pela quinta, Neil Fletcher tem uma parceria secreta com o maior proprietário de gado, King Carney, e juntos tentam apoderar-se de Faraway Downs.
E é este o mote para uma história que fala de magia, de amor e de convicção. Quando se quer muito uma coisa ela acaba por se tornar realidade, é a lógica do filme.
Não é um filme do outro mundo, não o considero propriamente excitante. Toda a história era previsível. No entanto, é um filme bonito e enternecedor, que nos mostra o poder do amor. O amor aparece nos momentos mais estranhos e consegue mudar tudo.
O filme vale, em muito, pelos seus actores. Temos uma Nicole Kidman diferente dos papéis que costuma interpretar e um Hugk Jackman que mesmo todo sujo consegue ser um regalo para a vista. :P As paisagens australianas são magníficas. Valeu a pena.



PS: O cão é meu. :)