Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009


Se há coisa que eu não entendo é a vulgaridade com que algumas pessoas tratam as palavras (e os sentimentos).

Num mundo cada vez mais frenético, onde se vive a 1000 à hora, a facilidade com que se utilizam certas palavras é algo de absurdo para mim. Acho inconcebível que alguém diga "amo-te" sem o sentir, que faça promessas sem as querer realmente.

Pode-se brincar com tudo, menos com os sentimentos.

Sou romântica, acredito no amor à primeira vista. Acredito nas almas gémeas, nos amores impossíveis, nas relações que lutam contra tudo e contra todos. Mas não acredito na leviandade.

O amor é um sentimento tão nobre, tão raro que prefiro preservá-lo só para mim. Prefiro guardá-lo, evitar mencioná-lo.

Sou assim, prefiro guardar as coisas realmente especiais, prefiro dar-lhes uso só de vez em quando. Não sou pessoa de dizer que amo sem amar. E, mesmo amando, também não consigo dizê-lo facilmente. Porque quando digo, é realmente especial.

Quando eu digo que amo, não digo que amo naquele momento. Quando eu digo que amo, não digo só que gosto de estar com a pessoa. Digo que quero construir a minha vida, e o meu futuro, ao lado da pessoa. Digo que amo ontem, hoje e amanhã, acima de tudo, apesar de tudo.

Porque é assim que eu sinto o amor. E acho que é assim que o amor deve ser sentido. Com tranquilidade e segurança.

Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009


Hoje estou feliz. E apeteceu-me escrevê-lo, simplesmente.

Mimos


Como eu sou uma sortuda, fui hoje mimada pela Ana Moreira, do blog "A Preto e Branco" .

As regras deste selo são:

Exibir a imagem do selo
Linkar o blog pelo qual se recebeu a indicação
Escolher outros blogs a quem entregar este prémio

E eu ofereço este selo (o meu primeiro!) a:

MonaLisa
Cisne Negro
Puzz
Pó de Diamante
Desbloqueador de Conversa
Falamos depois SFF

E a muitos mais ofereceria, mas deixo para selos futuros.

Obrigada Ana! :)

Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

Há quem diga que os portugueses são um povo pouco dado a conversas e muito fechado no seu mundo. Há quem diga que os portugueses são recatados e protectores do seu espaço. Mas eu sou da opinião que os portugueses gostam é de conversa, de companhia.

A bem dizer, acho que somos bastante expressivos, fazemos amizades facilmente e gostamos bastante de meter conversa com os demais. A necessidade que sentimos de falar é uma variável que aumenta na mesma proporção em que aumenta a nossa idade.

Não é raro estarmos numa loja e alguém fazer um comentário para o ar, à espera que alguém responda e daí se desenrole uma conversa. Não é raro estarmos na paragem do autocarro (ou camioneta, como preferirem) e as pessoas começarem a falar umas com as outras, como se se conhecessem há muito tempo. E também não é raro (como tive oportunidade de comprovar hoje) estarmos no centro de saúde, a tentar despachar aquilo, e ter uma velhota a meter conversa connosco.

E o que é que uma pessoa faz nestas alturas? Pode dar trela e desenrolar uma conversa, ou fazer como eu, acenar timidamente e responder com um "pois..." a tudo aquilo que a senhora diz.

"Ai que o meu marido teve uma trombose ontem e eu não sei se devo continuar a dar-lhe os medicamentos que ele já tomava ou se só lhe dou os que a médica receitou". Pois, se a senhora não sabe, eu também não sei. Não sou médica.

"É que eu quero despachar-me porque tenho de almoçar em casa. E tenho de preparar o almoço para os meus filhos e para as minhas noras". Incomoda-me notar que as pessoas se sentem solitárias, mas eu não sou a melhor opção para dar duas de treta. Fico acanhada e não sei bem o que dizer.

"As minhas noras não fazem nada. tem de vir a velha, depois de uma manhã no trabalho, fazer o comer para elas. No meu tempo não era assim, as mulheres cumpriam as suas obrigações". Nesta parte deixei de ouvir o que a senhora dizia, e abanava a cabeça, concordando com tudo o que ela dizia.

Conversadores, ou somente solitários?

Domingo, 25 de Janeiro de 2009

Em dia de referendo, tive de andar com a minha mãe à procura do local onde era suposto votarmos. Acabei por ter de visitar as três escolas em que andei.

Primeiro o Carmo. Que saudades de escola, do recreio, das primeiras leituras e a descoberta dos números. Espreitei para as salas de aulas, 15 anos depois estão exactamente a mesma coisa.

A salinha pequena onde guardavam aquelas grandes bolas pinchonas, amarelas, com orelhas de coelho para nos ajudar a manter o equilíbrio. A mesma salinha onde, todas as tardes, íamos buscar um pacote de leite achocolatado para o lanche. Os corredores grandes onde brincava, a sala da directora... Tudo na mesma.

Depois a Frei. O mesmo estilo que se vê no resto do país, o pavilhão amarelo, o vermelho e o azul a separar os diferentes ciclos. O pavilhão maior, com o bar e a cantina, onde passava os intervalos a jogar ping-pong ou a conversar com colegas.

As festas de fim de ano, que acabavam às onze da noite, mas que faziam sentir gente adulta. As feiras anuais, onde vendíamos fruta, vegetais e coisas "da aldeia".

O bar, onde gostava de comer folhados de chocolate, que entretanto foram proibidos por alegadamente fazerem mal à saúde. O chocolate branco que devorava em cinco segundos, os croissantes de queijo e fiambre colocados em diferentes cestos.

A biblioteca, no segundo andar, com a escada em caracol, de cor verde a precisar de segunda mão. As grandes janelas onde gostava de me sentar, a ler os jornais do dia.

E o Liceu. Velhinho, a precisar de obras, mas muito acolhedor. As salas velhas, as mesas riscadas, o chão a ranger por falta de tacos. A biblioteca cheia de livros, pequena mas agradável.

Saudades. Muitas saudades (e ainda só tenho 20 anos).

Sábado, 24 de Janeiro de 2009

As relações marcam-nos sempre, de uma maneira ou outra. Aprendemos sempre qualquer coisa, ganhamos sempre algo, perdemos sempre outra coisa qualquer.

Com o meu ex-namorado aprendi que as histórias de amor têm de durar exactamente o tempo que duram. Podemos chorar e desejar que fossem eternas, mas a verdade é que a vida raramente se engana.

"Ficamos amigos" é uma opção sem cabimento, no meu caso. Quando nos magoam a amizade deixa de ser possível. É impossível ficar amiga de alguém que, mal ou bem, significa demasiado para mim.

Mas fez-me feliz durante uns meses. Corrijo: fez-me muito feliz. Pela primeira vez na vida estive apaixonada, com aquela sensação de alegria permanente. O dia podia estar a ser desastroso, mas se ouvisse a voz dele sabia que tudo ficaria melhor.

Gostava da excitação que sentia sempre que o via. Passado quase um ano, continuo a senti-la. O nervosismo, os risos histéricos, podem parecer parvos mas para mim faziam todo o sentido.

Se não deu resultado, é porque não estavamos destinados a ficar juntos. Eu sou o género de pessoa que pensa a médio e longo prazo. Não vejo uma relação como um passatempo e quando me envolvo, envolvo-me a sério. Talvez tenha sido esse o erro. Não reparei que não queríamos o mesmo tipo de relação, não reparei que não desejávamos o mesmo.
Há dias em que me apetece esquecer o mundo e pensar só em mim. Sinto vontade de esquecer os comentários, as críticas e os avisos. Pensar em mim, só em mim, e naquilo que me faz (embora momentaneamente) feliz.

E depois há aqueles dias em que me sinto incapaz de perdoar e seguir em frente. Dias em que tudo me irrita. Hoje estou num desses dias.

Preciso de tempo e espaço para mim. Para pensar.

Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

Astrologias e coisas que tal

Não sou pessoa que ligue muito aos signos e astrologias, mas de vez em quando vou ver como anda o panorama. Encontrei esta descrição. A melhor que vi até hoje. :)

Escorpião

"Paixão ao mais alto nível, emoção à flor da pele, intuição quase que paupável, um ritmo alucinante, uma verdade contundente e uma noção de justiça muito própria. Talvez seja o signo mais assustador do Zodíaco , ou melhor com mais má fama.

Pouco revelam de si, por mais extrovertidos que sejam. O seu lado mais profundo .não revelam a ninguém e não gostam de se sentir invadidos. Poucos serão os eleitos que eles deixarão ir mais além.

Não têm muita capacidade de aceitar as coisas e as pessoas como são, e adoram mudá-las ou pelo menos tentar muda-las. Se não conseguem, mudam-se eles, com armas e bagagens!

Sentem-se estimulados pelos obstáculos, por um confronto, e pelo perigo. Tudo vale à pena, desde que não seja para viver de uma forma insípida, incolor e inodora.

Ciumentos e possessivos …Claro que sim!!! E porque não? Perguntarão eles. A sua maior dificuldade é não saber viver o meio termo. As coisas são sim ou não! Amam com a mesma intensidade com que detestam. Conseguem ter imensa autoridade sobre os outros, mesmo que não queiram. È uma autoridade natural. Até quando estão a ser a mais doce das criaturas (lol).

Devido a sua tendência a exagerar, devem tomar imenso cuidado com as suas tendências auto-destrutivas. E evitar exagerar em comportamentos nocivos que fazem vir à tona os seus diabos mais escondidos, que virão à tona muito facilmente (Exagerada... Eu?).

Os escorpiões gostam de seduzir e do poder que exercem sobre o ser amado. Mas não como os balanças que necessitam de se fazer amar, os nativos de escorpião gostam de deixar o outro completamente rendido, aos seus pés (a mulher até sabe do que fala...).

A mulher de escorpião quando encontra um parceiro que admira irá dedicar-se a ele à 100%, ajudando-o muito mais do que qualquer outra seria capaz. Mas se ele a decepcionar, será literalmente pulverizado (hummmm...).

No mais, convém lembrar que o escorpião é capaz de fazer tudo o que quiser – se o quiser, é claro. E que a calma que aparenta superficialmente é para esconder o fervilhar que existe no seu interior. Interior que ele consegue esconder melhor do que ninguém, principalmente pela sua capacidade de dominar a sua personalidade. Cá entre nós o Escorpião só é mauzinho quando quer ser mauzinho."

Heloisa Miranda, no sapo.pt.
Já vos disse que detesto gente irresponsável?

Eu sou crente, muito crente. A bem dizer, em alguns casos sou mesmo pasmona. Não gosto de discutir com as pessoas e faço por não me chatear. Acho que devemos evitar chatear-nos por coisas pouco significantes, mas o que é de mais irrita.

E porque é que eu me lembrei disto? Ora bem, porque tinha um trabalho de grupo marcado para hoje de manhã, às 11. E hora e meia depois da hora marcada, só cá estou eu.

É incrível como gente prestes a terminar um curso consegue ser tão irresponsável assim. Podiam não ter aparecido por motivos de saúde, aceito. Mas não aparecerem e nem sequer darem satisfações a ninguém é, no mínimo, uma faltinha de respeito.

Somos 7, sete! E dos sete, só eu é que apareci. Depois queixem-se do facto do professor não gostar do nosso grupo. Depois queixem-se de não termos um bom trabalho. Queixem-se. Eu vou estar cá para me rir (ou não) quando saírem as notas.

Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Há quem lhe chame bullying, eu prefiro chamar-lhe estupidez.

Ao que parece, o número de casos de bullying tem aumentado consideravelmente nos últimos anos. O nosso país nunca foi propriamente marcado pelos conflitos, mas este problema já chegou cá.

O bullying é, como a maioria já sabe, uma forma de agressão na qual há um desequilíbrio de poder entre o agressor e a vítima, sendo que o primeiro é sempre mais forte que o segundo. O bullying pode ser directo ou indirecto e pode ocorrer nos mais variados contextos, sendo o mais comum entre crianças e jovens, na escola.

É o insultuzinho idiota ao "gordo", ao "caixa de óculos" ou coisas que tal. É a insinuação racista, a piadinha maldosa, o pontapé supostamente inofensivo. A verdade é que isto pode criar graves danos na criança, principalmente a nível psicológico.

As pessoas vítimas de bullying tornam-se tendencialmente depressivas, mal-humoradas, com falta de concentração e consequentemente com más notas.

E eu pergunto-me... Qual é o gozo que isto pode dar a alguém? Não concordo quando fazem das criancinhas seres totalmente inocentes e desprovidos de maldade. Uma criança que se diverte a gozar e a bater noutras crianças mais "fracas" não pode ser boa criança. E acho que isto aqui não tem nada a ver com a educação, tem a ver somente com estupidez e necessidade de auto-afirmação.

Lembro-me de ter gozado, umas vezes, com um colega meu quando tinhamos 10 ou 11 anos. Lembro-me de ver a cara dele quando eu o gozei. E lembro-me da vergonha que senti por o ter feito sentir mal. Foi a primeira e última vez que gozei com alguém.
Acabo de ouvir, nas notícias da RTP1, que foi descoberta uma pasta com informações sobre o caso Casa Pia. A dita pasta tinha depoimentos de Ferro Rodrigues e investigações a Jorge Ritto, em 1982. Como raio se PERDE uma pasta com informações destas?

Como raio se negligencia um caso destes, de nítido interesse público, e se perdem informações fulcrais como estas? Há coisas, que só no nosso país.

Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

Eu gosto do Inverno.

Identifico-me mais com o Inverno. Com o tempo instável, um tanto ou quanto irritante.

Não me custa passar pelo frio, pela neve, pelo nevoeiro, pedraço ou (para os que têm sorte) pela neve.

Gosto de estar no meu quarto, deitada na cama a ler, e ver a chuva lá fora. É relaxante.

Gosto de me munir de cachecóis e luvas acriançadas.

Gosto de caminhar pela rua, sentir um arrepio e apertar mais o casaco.

Gosto de tomar chá à meia-noite, para dormir mais quentinha. Faz-me bem, adoro o ritual. Durante a semana, não prescindo disto.

Faz-me bem chegar a casa e preparar, com mais cuidado, o lanche. Sentar-me a comer e deixar passar o tempo.

No Inverno sinto sempre mais vontade de cozinhar, de fazer bolos e biscoitos. E eu gosto tanto destas coisas. De me sujar com a farinha e a margarina. Mesmo que o resultado final deixe muito a desejar, gosto do "processo".

Gosto de me aninhar no sofá, durante a tarde, pegar nos meus gatos e dedicar-me a não fazer coisa nenhuma.

Gosto dos aconchegos durante a noite. Abraçar a outra pessoa, à procura de calor.

:)

Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

Desejos 2009

Pois, eu sei que já passou um tempinho desde o início do ano, mas as resoluções podem ser feitas quando bem nos apetecer. Desafiada pela Mimi, aqui vai a minha lista de 8 desejos para 2009.

1 - Terminar o meu curso e fazer um bom estágio
2 - Tirar a carta de condução (finalmente!)
3 - Ter estabilidade financeira (agradecia...)
4 - Viver um grande amor
5 - Arranjar um emprego
6 - Tornar-me uma pessoa mais calma e altruísta
7 - Viajar
8 - Fazer quem me rodeia feliz

E é isto, coisinhas simples que eu sou uma rapariga que não exige lá grandes coisas. E porque tem de ser...

Lanço o desafio:

Puzz
Cisne Negro
Mona Lisa
Mente Sonhadora
Lize
Charmoso
Salcomdoce
O Renascer da Fénix


As regras são :

1 - Pensar e fazer uma lista com 8 coisas que queremos que se concretizem em 2009;
2 - Convidar 8 bloguistas a responder ao mesmo;
3 - Comentar no blogue de quem partiu o desafio.
4 - Comentar no blogue de quem desafiamos;
5 - Mencionar as regras.

Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

PECADOS CAPITAIS - desafio

As regras do desafio são as seguintes:
* Revelar a nossa relação com os pecados capitais;
* Nomear outros 8 blogues para responder ao desafio.


Gula: Sim, sou menina para comer bastante. Sou gulosa e como mais do que o necessário. Só cozinho coisas boas e isso acaba por se reflectir. :)

Avareza: Não sofro deste pecado. Pelo contrário, tenho tendência a gastar mais do que devo.

Inveja: Às vezes tenho inveja de algumas pessoas. Mas é coisa para durar poucos minutos, não me afecta. É uma inveja saudável, que faz com que tente superar-me a mim mesma.

Ira: Não me chateiem, senão posso tornar-me realmente desagradável.

Soberba: Nah, não me atinge.

Luxúria: De vez em quando, não digo que não... Não considero que seja pecado.

Preguiça: Confesso, é o pecado de que mais sofro. Quando trabalho, trabalho a sério. Mas até arrancar demoro um pedaço. Deixo sempre para amanhã aquilo que posso fazer hoje.

Dúvidas existenciais

Meus caros, estou com uma dúvida existencial. Preciso da vossa ajuda.

Depois de uma noite mal dormida (se é que se pode chamar aquilo "dormida"), lá fui eu para a reunião de estágios.

O panorama é o seguinte: eu quero estagiar em rádio. É mesmo a área que me fascina, acho que tenho um certo jeito para a coisa. Estou em terceiro lugar em termos de médias, ou seja, antes de mim, tenho dois colegas com prioridade.

A questão dos estágios é a seguinte: as empresas, neste caso as rádios, concedem determinados estágios divididos em dois turnos. Geralmente cada rádio só fornece um estágio (forretas) em cada turno. O primeiro turno é Março-Maio, o segundo Junho-Agosto.

Os dois colegas que estão à minha frente vão ocupar, no primeiro turno, a Rádio Renascença e a TSF. É o que eles querem e como têm melhor média, vão na frente. :)

Se eu quiser estagiar na primeira fase fico então, como hipóteses, com a Antena 1 e a Rádio Clube Português. São boas rádios mas o panorama é diferente. A professora diz que na Antena 1 nada faço, só observo os colegas. Pelo contrário, na Rádio Clube passados uns dias as minhas peças entram para o ar. Assim... A nível nacional, para o ar, ao fim de uns dias. Assustador. Experiência a menos é chato, experiência a mais faz-me correr riscos.

Por outro lado posso concorrer à segunda fase. Na segunda fase já sou a pessoa com melhor média e, se quiser, entro na TSF. Só que estagiar no segundo turno implicaria perder o Verão e ficar sozinha (m-e-d-o!) no Porto. Só eu, sozinha, sem parceiras de casa. Sentir-me-ia desamparada.

Portanto, precisava da vossa ajuda. Que me aconselham?

RCP ou Antena 1? Das pessoas que ouvem rádio, qual vos parece mais séria e interessante? Acham melhor ter um estágio em que só observo? Ou um estágio que me mata de trabalho?

Ou devo ficar a estagiar na faculdade e só entrar na segunda fase... Ficando colocada na TSF? Um pormenorzinho... Entraria todos os dias às 4 da matina.

Help me. Tenho até ao final do mês para decidir.

Insónias

Acho que esta foi a pior noite da minha vida, no que diz respeito ao sono. Não me lembro de entrar em tal estado de desespero.

Ontem deitei-me tarde, é certo. Era duas da manhã e estava eu a meter-me debaixo dos cobertores. Já me doía a cabeça há algumas horas, mas o que passei de noite foi inqualificável.

Sabem aquelas dores localizadas e agudas? O lado direito da minha cabeça parecia que ia explodir, latejava e só conseguia aliviar a dor se pressionasse a fronte.

Passei a noite cheia de dores, com os olhos a arderem e sem conseguir dormir. Enjoada, muito enjoada. Quando tenho enxaquecas dá-me para vomitar mas infelizmente tal não aconteceu e tive de gramar com as dores até de manhã.

Chorei, chorei e chorei. É horrível termos sono e não conseguirmos adormecer. Logo eu, que gosto tanto de estar na cama.

Eram 5 da matina e ainda não tinha adormecido. Acordei, depois de dormitar cerca de uma hora, e continuava a dor de cabeça. Agora ainda tenho o raio da dor de cabeça.

Em época de trabalhos finais era mesmo o que vinha a calhar. Estou cansada, muito cansada. Tenho reunião de estágios esta tarde. Desconfio que quando chegar a casa me enfio na cama a descansar.

Pela primeira vez na vida, tenho olheiras.

Domingo, 18 de Janeiro de 2009

Porque é que as mulheres hão-de sempre gostar dos homens que lhes fazem mal?

Hum... I don't know. Mas incluo-me no grupo.
Estou constipada.

Remelosa, ranhosa, sempre a espirrar. E de péssimo humor.

Sábado, 17 de Janeiro de 2009

Cheguei hoje à brilhante conclusão de que o ginásio é um péssimo sítio para se fazer engates.

Sempre que uma pessoa diz que vai ao ginásio ouve a pergunta da praxe: "Então, há lá gajos jeitosos?". Pode até haver, mas sinceramente não estou a reparar muito nisso.

Vejamos:

No ginásio geralmente vestimos roupita mais larga, mais sem graça. Excluindo as mulheres que vão para lá vestidas de calças brancas e fio dental preto, o resto do pessoal está bastante simplório.

Depois de um bocado de exercício fica-se todo suado. Eu detesto sentir-me suada. Acho que ninguém gosta. Logo, não nos sentimos propriamente motivados para ir meter conversa para ninguém.

Depois de 30 minutos de passadeira, temos o rosto todo ruborizado, o cabelo completamente despenteado e estamos tudo menos atraentes.

Mas o melhor dos melhores é na piscina.

Quando me preparo para a piscina fico mesmo sem graça. Os fatos de banho desportivos são feios que dói, escuros e sem piadinha nenhuma. Ficam mal que se farta e não valorizam ninguém. Mas a cereja no topo do bolo é a bela da touquinha que as senhoras têm de usar. Fica um must.

Por isso, please, não perguntem a ninguém que vá ao ginásio se há por lá homens/mulheres jeitosos/as. Sinceramente, acho que ninguém está lá muito atento a isso.

Fim-de-semana livre, para descansar, pela primeira vez em muitos meses.

Até me canso de tanto dormir.

Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009


"This just might hurt a little
love hurts sometimes when you do it right
Don't be afraid of a little bit of pain
pleasure is on the other side"

John Legend - Save Room

O senhor sabe do que fala. Adoro.

The Curious case of Benjamin Button


Ontem foi dia de estreias no cinema. Desde que vi o trailer tinha decidido ver The Curious case of Benjamin Button. O filme não me desiludiu.

É um drama baseado no clássico romance homónimo escrito por F. Scott Fitzgerald na década de 1920. O filme conta a história de Benjamin Button, um homem que nasce com características de velho mas que misteriosamente começa a rejuvenescer e passa a sofrer as bizarras consequências do fenómeno.

A história passa-se na New Orleans pós-Primeira Guerra Mundial. Button, cresce como velhote mas, quando chega aos seus 80 anos algo acontece e este começa a ficar mais jovem. A cronologia do tempo segue normalmente, só Button parece estar a voltar atrás.

Mais do que um caso extraordinário, é uma história de amor muito bonita. Mostra como é possível apaixonarmo-nos apesar de sabermos que é impossível concretizar esse amor. A força de um relação que não é afectada pela diferença de idades.

É um filme dirigido por David Fincher o que, só por si, já é garantia de qualquer coisa de bom.

Eu não percebo ñada dessas coisas, mas achei a produção e a fotografia fantásticas. Tinha imagens fortes e muito bonitas. Um filme tocante. Passei os últimos vinte minutos amarrada aos lenços de papel, a limpar as lágrimas.

Cate Blanchett (está linda!), Brad Pitt e Julia Ormond nos principais papéis. Mas o Brad Pitt (AKA Brad Pito), só por si, já justifica a visita ao cinema.

Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

Vai mas é trabalhar!


Se há coisa que me incomoda é gente preguiçosa. Não suporto que as pessoas não se esforcem e, ainda por cima, se colem aos outros para conseguir os seus objectivos.

Todos os dias passo pelo Pingo Doce, no caminho para a faculdade. Todos os dias, faça chuva ou faça sol, seja de manhã ou de tarde, estão lá dois ou três pedintes.

Uma é uma senhora já de uma certa idade. Ok, poderia ter pena dela, afinal já é velhota e a reforma deve ser pequena. Mas não tenho. Não tenho porque sempre que a vejo dentro do supermercado está a comprar pacotes de vinho.

Depois há uma mulher que deve ter à volta de quarenta anos. Em vez de procurar emprego, nem que seja uma coisinha qualquer, está ali todo o santo dia a pedir esmola. Tem idade e capacidade para trabalhar, mas prefere estar ali alapada a chorar-se.

E agora, para cúmulo dos cúmulos, apareceu lá um rapaz. Estilo hippie, rastas no cabelo, a pedir dinheiro. Tens bom corpo para trabalhar rapaz, deixa de ser preguiçoso e faz-te à vida. Está ali todo o dia e, patético, usa um copo de cerveja para pedir esmolas. Assim ninguém te vai dar credibilidade... Tens um copo de cerveja na mão! Nem para pedir esmola tens jeito.

E vai daí, como o copo de cerveja não comove ninguém, resolveu trazer um gatinho com ele. Hoje lá estava ele, sentado no chão, embrulhado numa manta mais o gato. Ora, eu sou uma acérrima defensora dos animais e fico possessa com esta "nova moda" de utilizar animais para comover as pessoas.

Pegam em gatos ou cães, sempre bebés (que é para dar mais impacto) e colocam-nos ao ombro para comover as pessoas. Se o animal colaborar, é até capaz de estar a segurar num copinho de plástico.

Tenho pena das pessoas que não têm casa, evidente. Mas não tenho pena de quem pede dinheiro por preguiça ou, pior, que pede dinheiro para a seguir se enfrascar com alcool ou comprar uma dose de droga. Chamem-me insensível, mas não tenho pena.

Antes de mais nada, obrigada pelos comentários de ontem. Não vos conheço mas fez-me bem na mesma. :)

Agora aproveito para me queixar dos senhores condutores que não têm respeito por quem se desloca a pé.

Acordei, tomei o meu banho e decidi cuidar de mim. Vestido, botas, casaco, tudo impecável. Ia entretida a ouvir música enquanto me dirigia à faculdade e zás... Um condutor (tão querido) decide que era boa ideia passar a 100 à hora por cima da bela da poça de água.

O vestido, as botas e o casaco, outrora impecáveis, ficaram logo todos badalhocos e eu encharcada. Há gente com sorte, mas eu não sou uma dessas pessoas.

O que vale é que hoje acordei tão bem disposta que nem isto me incomodou. Deu-me para rir. :)

Hoje regresso a casa.

Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009


Eu sou como a lua, tenho fases. E hoje a minha lua está em quarto minguante. Nem é uma coisa, nem é outra. Nem sabe o que quer, nem o que não quer. Está ali no meio.

Hoje fiz uma coisa que já não fazia há muito tempo. Fui, sozinha, lanchar a um café. Pode parecer ridículo, mas eu geralmente não gosto de estar sozinha. Hoje apeteceu-me. Fui sozinha, sentei-me no café, pedi a minha torrada e galão, fiquei somente a pensar na vida.

E como já disse, hoje a lua está minguante. Dei por mim a chorar no meio do café. Sem razão ou motivação.

Eu sou meia inconstante, sei disso. Num momento sorrio como se fosse a pessoa mais feliz do mundo, mas no minuto a seguir fico cabisbaixa. Amanhã isto já passou... mas hoje estou deprimida e a precisar de companhia.

Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009


Apple Crumble

Eu gosto de cozinhar. Acho muito relaxante pôr o avental e fazer o almoço ou o jantar (porque não tenho de o fazer todos os dias, está claro). Divirto-me com essas coisas. A maior parte das coisas que eu sei fazer não são propriamente light, mas são bem boas.

Ontem fiz Apple Crumble. A mummy ensinou-me e eu resolvi experimentar. Rápido, simples e muito bom. Para quem quiser, aqui vai a receita:

- 6 maçãs
- 250 gramas de farinha
- 100 gramas de açúcar
- 125 gramas de margarina
- Sumo de meio limão

Descascam-se as maçãs e partem-se em pequenos cubos. Colocam-se as maçãs numa pequena panela e rega-se com o sumo de meio limão. Polvilha-se com um pouco de açúcar e leva-se e põe-se a cozer cerca de 15 minutos. No final, quando estiver cozido, esmagam-se as maçãs para ficar tipo polpa (ou pode-se deixar mesmo aos bocadinhos).

Entretanto mistura-se a farinha (250 gramas) com o açúcar (100 gramas). Depois de bem misturado adiciona-se a margarina. Para ser mais fácil misturar, partir a margarina em bocadinhos e ir misturando.

No final, esta mistura de farinha+açúcar+margarina tem de ficar com o aspecto de bolacha esmigalhada. Se for preciso, acrescenta-se mais açúcar e farinha. Tem de ficar bem seco.

Quando as maçãs estiverem prontas, colocam-se num tabuleiro de vidro de ir ao forno. Polvilha-se com a mistura de farinha+açúcar+margarina por cima. Polvilhar, não calcar!

Colocar no forno previamente aquecido a cerca de 200ºC. Deixar no forno cerca de 15/20 minutos até ficar douradinho por cima.

E está pronto.

PS: Está decidido. Se não arranjar trabalho como jornalista, vou para chef de cozinha. :P
Critérios de selecção

Eu não sou uma pessoa muito exigente no que toca aos homens. Há só duas ou três coisinhas que eu gosto...

- Inteligência
- Que sejam honestos
- Que sejam meigos
- Que me tratem bem
- Que me tratem MESMO bem
- Que sejam cavalheiros (podem-me abrir a porta do carro, eu gosto)
- Que tenham carácter (lugar de mosca morta... é na parede)
- Que sejam confiantes
- Que me façam sentir confiante
- Que gostem de falar comigo
- Que gostem de animais
- Que tenham maneiras (cuspir para o chão não, please...)
- Que sejam independentes
- Que sejam atenciosos (sem exageros)
- Que me atraiam

Coisa pouca, portanto. Mas se há coisa há qual eu dou imenso valor, imenso mesmo, é ao facto de serem limpos e cheirosos. Se há coisa da qual eu gosto, é de gente cheirosa. Podem usar cremes de mãos, cremes de rosto, cremes de corpo e todas essas (supostas) inutilidades. O mulherio aprecia. :P

E tudo isto a propósito de quê? Ora bem, eu fui dar uma voltinha hoje de tarde e, quando vinha no metro, vi lá um casal de namorados.

Ela era só amor... Toda agarradinha a ele... Beijos e mais beijos. Eu olhei para ele e pensei "nem que me pagassem muito bem eu tocava num mendrulho daqueles".

O rapaz era horrendo. Horrendo não em termos de beleza física (que isso cada qual é como nasce) mas em termos de aspecto. O cabelo já não devia ver água há mais de um mês, aquelas roupas todas sujas e rotas, as unhas pretas (pretas!) de lixo, e uns dentes que metiam medo ao susto.

Deus me livre.

Estou cansada.

Passei a última semana agarrada aos livros e preparar-me para o exame. Deitei-me à uma da manhã e completamente desperta. Sono? Nem vê-lo. Se dormi quatro horas foi muito.

Quem vive comigo já devia estar fartinho de me ouvir falar em resultados líquidos, volumes de negócios, margem EBITDA e custos operacionais. Chato. Muito chato.

Sempre que passava por um quiosque... "Olha a Sábado, a newsmagazine da Cofina. A Cofina é liderada por Paulo Fernandes". Ligava a televisão... "A SIC pertence à IMPRESA, que é detida pela Impreger, que por sua vez tem como accionista maioritário o Pinto Balsemão". E a rádio? "A Renascença nasceu em 1937. É o grupo líder de mercado e tem a RR, a RFM, a Mega FM e a recente Rádio SIM".

Mas agora já está feito. E correu bastante bem. Sensação de dever cumprido.

Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

Taras e manias

Eu tenho alguns comportamentos obsessivos. Sou uma pessoa calma, bastante normal, digamos assim. No entanto, existem partes de mim que não são tão normais assim.

Sou meio obcecada. No meu quarto, no meu espaço, tudo tem uma ordem. A roupa é colocada sempre pela mesma ordem (ordenada por preferência), as pantufas são colocadas sempre na mesma posição e o pijama dobrado da mesma maneira. Na minha mesa-de-cabeceira tudo tem um sentido: telemóvel à direita, pílula ao meio (para me certificar de que a tomei) e caixa de lentes à esquerda.

Tenho de repetir determinados "rituais" todos os dias, numa dada altura. Se não cumprir com esses hábitos sinto-me nervosa e não consigo relaxar. É parvo? Sim. É irracional? Sim. Mas a verdade é que estou habituada a que assim seja e quem me conhece bem sabe que há coisas que não mudam.

Quando estou a estudar a obsessão torna-se assim maior. Utilizo sempre canetas de cores para sublinhar os apontamentos. Coloco, sempre à minha direita, caneta, lápis, safa, corrector, caneta rosa, caneta roxa e borrona cor-de-rosa. As cores vão mudando, mas a ordem é sempre a mesma.

Este ano tive um professor que fazia a mesma coisa com as suas canetas e ouvia os meus colegas a gozarem com isso. Pois bem, eu sou igual.

Em fases de maior ansiedade e nervosismo torno-me ainda mais metódica e, por isso, já sei que as épocas de exame são sempre assim.

Saio sempre da cama pelo lado direito, incomoda-me sair pelo lado esquerdo. Motivos para tal? Desconheço-os.

Tenho também a mania da organização. Não viajo de Viana para o Porto sem fazer uma lista detalhada, tim-tim por tim-tim, de tudo o que coloco no saco. Desde o perfume às cuecas, tudo é escrito numa folha. Não suporto esquecer o que quer que seja, nem que a "viagem" só dure um dia.

Tarada? Maníaca? Obcecada?

Hum... Prefiro dizer que sou organizada. :)

Domingo, 11 de Janeiro de 2009

Mudanças

Estou numa fase da minha vida em que muita coisa muda ao mesmo tempo. Sinto que, nos últimos meses, por circunstâncias da vida, cresci imenso enquanto pessoa.

Daqui a um mês e pouco já vou estar a estagiar. Estou quase quase a acabar a minha licenciatura e fico muito orgulhosa disso. Vejo-me sozinha emocionalmente pela primeira vez. Penso mais em mim, no que quero e preciso. Ando mais calma. Grito menos, discuto menos, pondero mais. Essas "pequenas" coisas marcam-me. A bem dizer, acho que estou na fase em que passo de menina a mulher.
Esta semana o cinema esteve na ordem do dia.

Segunda-feira, "Madagáscar 2". Filme leve, divertido e muito querido. O leão, a zebra, a hipopótamo, a girafa... Gostei bastante.

Quinta-feira, "Austrália". Já escrevi aqui sobre este filme. Uma história bonita, boas interpretações, mas nada de muito emocionante.

Sábado, "Sim!". Bem ao estilo de Jim Carrey, um filme divertido e que proporciona hora e meia de boa disposição. Gostei.

Três dias de cinema, três dias a encher-me com pipocas. Faz parte. :)

Agora o que eu quero mesmo mesmo ver é o filme "A troca", de Clint Eastwood. Mas antes de voltar ao cinema vou ter de me dedicar ao estudo que tenho exame na próxima terça-feira. :P

Sábado, 10 de Janeiro de 2009

"Tears Dry On Their Own", Amy Winehouse

All I can ever be to you,
Is a darkness that we knew,
And this regret I've got accustomed to,
Once it was so right,
When we were at our high,
Waiting for you in the hotel at night,
I knew I hadn't met my match,
But every moment we could snatch,
I don't know why I got so attached,
It's my responsibility,
And you don't owe nothing to me,
But to walk away I have no capacity[

He walks away,
The sun goes down,
He takes the day but I'm grown,
And in your way, in this blue shade
My tears dry on their own,

I don't understand,
Why do I stress A man,
When there's so many bigger things at hand,
We could a never had it all,
We had to hit a wall,
So this is inevitable withdrawal,
Even if I stop wanting you,
A Perspective pushes true,
I'll be some next man's other woman soon,

I shouldn't play myself again,
I should just be my own best friend,
Not fuck myself in the head with stupid men,

He walks away,
The sun goes down,
He takes the day but I'm grown,
And in your way, in this blue shade
My tears dry on their own...


Estou com esta música na cabeça desde manhã.
Há lá coisa pior que a frustração? Sentir que não demos o melhor de nós, sentir que podiamos ter sido bem mais, feito bem mais, conseguido bem mais. Irrita-me profundamente (e irrita-me estar sempre a dizer "irrita-me").

Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

“Somewhere over the rainbow

Way up high,

There's a land that I heard of

Once in a lullaby.

Somewhere over the rainbow

Skies are blue,

And the dreams that you dare to dream

Really do come true.”

Munida do meu fiel companheiro, o pacote das pipocas, fui ver “Austrália”, do realizador Baz Lurhman. É impossível não sair da sala de cinema sem traulitar um pouco de “somewhere over the rainbow”.

Austrália é uma aventura épica e romântica, passada no início da segunda guerra mundial. O filme conta a história de uma aristocrata inglesa, Lady Sarah Ashley. A lady viaja até à Austrália para evitar que o seu marido venda o seu último bem: uma quinta de gado chamada "Faraway Downs". Ao aterrar descobre que o marido foi assassinado e tudo muda na sua vida. É então guiada por “Drover”, Hugh Jackman, um homem rude que está habituado ao convívio com o gado.

Nullah, uma criança aborígena surge então na vida de Sarah. Nullah revela a Sarah que o responsável pela quinta, Neil Fletcher tem uma parceria secreta com o maior proprietário de gado, King Carney, e juntos tentam apoderar-se de Faraway Downs.

E é este o mote para uma história que fala de magia, de amor e de convicção. Quando se quer muito uma coisa ela acaba por se tornar realidade, é a lógica do filme.

Não é um filme do outro mundo, não o considero propriamente excitante. Toda a história era previsível. No entanto, é um filme bonito e enternecedor, que nos mostra o poder do amor. O amor aparece nos momentos mais estranhos e consegue mudar tudo.

O filme vale, em muito, pelos seus actores. Temos uma Nicole Kidman diferente dos papéis que costuma interpretar e um Hugk Jackman que mesmo todo sujo consegue ser um regalo para a vista. :P As paisagens australianas são magníficas. Valeu a pena.

Quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009

Relações

"De tudo quanto alcança, de nada abre mãe, seja no campo material seja no campo afectivo" -Isto está escrito num daqueles papéis que dizem o significado do nosso nome. Isto está escrito a propósito do meu nome, e eu não podia concordar mais.

Não gosto de abdicar das coisas e das pessoas que amo. Não dou muita importância a quem passa pela minha vida. Como disse há uns posts atrás, não sou uma pessoa de grandes afectos. Talvez por isso, quando me entrego, entrego-me a sério. E custa-me a abdicar.

Infelizmente, no relacionamento entre duas pessoas, não podemos controlar tudo. Há sempre coisas que estão fora do nosso controlo.

Todos nós gostaríamos de ter uma fórmula perfeita para o amor. Gostaríamos de escolher a pessoa que amamos, as qualidades que teria, os defeitos também (fazem parte!). Mas o amor não se controla e pode fugir-nos da mão de um momento para o outro.

Ninguém gosta de estar sozinho. As pessoas podem apreciar a liberdade, a falta de compromisso, mas chegará o dia em que vão querer mais do que uma companhia ocasional. E é aí que entra o amor.

Podemos dizer que gostamos de ser livres, descomprometidos, mas há dias em que sentimos que a casa é demasiado grande para nós e a cama demasiado vazia.
Troca de valores


Hoje de tarde fui lanchar com a minha mãe. Ao passar por um café vimos, à porta, uma senhora dos seus quarenta anos. A mulher era loira, vistosa, muito elegante para a idade. Uma mulher bonita, mesmo.

Depois de passarmos por ela a minha mãe disse-me que essa tal mulher bonita era casada, há já muito tempo, com um senhor que tem tendências... para os dois lados. Pelos vistos o senhor gosta de homens, toda a gente sabe que ele aprecia homens, e a esposa não se importa.

Não entendo bem porque o faz. Mas talvez se torne mais fácil de entender se acrescentar à história um pormenor pequenino - o dito senhor tem dinheiro.

O que leva alguém a casar com uma pessoa por dinheiro? Ela era uma mulher bonita, não me parece que tivesse de se casar com o primeiro que lhe calhou na rifa. Submeter-se, durante anos de casamento, à humilhação que é estar com alguém que nos trai é incompreensível. Ainda por cima com outro homem. :P

Não acredito que esta mulher seja feliz. Não pode ser feliz sabendo que é traída e muito menos feliz pode ser por saber que as tendências sexuais do seu marido seguem outros caminhos que não o seu. A senhora deve ter uma cabeça muito mal resolvida para se humilhar assim.
Ginásio

Esta menina está decidida a fazer da sua vida algo diferente em 2009. Vai daí, voltei a inscrever-me no ginásio. Vou estar por Viana, sem aulas, durante os próximo dois meses e vou ocupar o meu tempo com aquilo que me faz bem.

Às 18:30 estarei de partida, mais a mãe, para o ginásio. Passadeira, step, remo e natação são as actividades que me irão ocupar durante cerca de hora a meia (com várias pausas para descanso, está claro).

Meta: perder cinco quilos (estou a ser simpática). :D

Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009

Era uma vez…

Era uma vez um passarinho. O passarinho era pequeno e frágil, com muito medo de novas experiências.

Mas um certo dia o passarinho encheu o peito de ar e ganhou coragem para tentar. Muito vagarosamente, com muito cuidado, abriu uma asa, depois a outra. Num impulso o passarinho saltou, deu às asas e voou.

Neste seu primeiro voo, o passarinho viu um mundo que nunca tinha visto. Um mundo feliz, embora não fosse perfeito.

Só que o passarinho não reparou que alguns voos podem ser turbulentos. Alguém lhe atirou uma pedra e o passarinho partiu uma asa. A esquerda, a que está mais perto do coração.

Durante dias, semanas, o passarinho sofreu com a dor. Piava baixinho, quando ninguém o ouvia, pois não queria que os outros soubessem que sofria.

Até que, um certo dia, o passarinho acordou diferente. A sua asa já estava quase curada. E com muita força, com muita (muita) vontade, nesse dia o passarinho voltou a voar.
:)
Sentimentos estranhos

Se estivermos atentos aos videoclips das “cantoras” mais “in” do momento, vamos acabar por perceber que nem todas as pessoas sofrem de maneira igual. Chorar? Lamentar? Gritar? Depressão? Nada disso.

Na maioria das vezes, as meninas têm músicas de amor, a falar dos seus desgostos amorosos. A letra é tão emotiva que faz chorar as pedrinhas da calçada. Taditas. A dor é tanta que acabam por se despojar de todos os bens materiais (roupa incluída) para mostrar como estão desgostosas.

É vê-las a chorar-se em lingerie, a rebolarem-se na cama. Toda a gente que já teve um desgosto amoroso sabe que isto é muito realista. Quando nos magoam tudo aquilo que nós queremos é vestir a nossa roupa mais sexy a rebolar-nos na cama o mais possível. Pois… É isso mesmo.

Eu, quando estou deprimida visto o meu pijama mais fofinho, aquele que me faz ficar parecida com um texugo. Pego na caixa de lenços, no pacote das bolachas e enfio-me na cama a lamentar o facto de ser a pessoa mais infeliz do mundo. Mas isso sou eu, que não sou sexy.

Minhas queridas, o ar de cãozinho abandonado não é suficiente para mostrar que estão em profunda agonia. Enquanto insistirem nas roupas atrevidas, nas jóias e nas poses sexy, ninguém vos vais ver como meninas sofridas.

E não, não digam ao homem que não o querem ver mais enquanto usam somente um wonderbra e o cinto de ligas mais sexy que tiverem em casa. Ele não vai acreditar. Não é convincente.

Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

"Onde estás ó meu amor
Que te não veja ap'recer?
Para que quero eu os olhos
Se não servem pra te ver?

Que m'importa a luz suave
Dos olhos que o mundo tem?
Não posso ver os teus olhos
Não quero ver os de ninguém."

Florbela Espanca
Trocando Olhares

Sou só eu que acho isto lindo? :)
Como diria a minha mãe,

Há três coisas que não se impõem: os gostos, as vontades e os sentimentos.

Sorte de cão

Pelos vistos, hoje é um daqueles dias em que não deveria ter saído da cama. Deixei-me dormir até às nove e meia e eis que recebo um telefonema. Era o namorado da minha irmã (que é um querido) a oferecer-se para servir de motorista à minha pessoa.

Lá fomos os dois até ao NorteShopping para finalmente imprimir o meu precioso jornal. Esperei, esperei, esperei, até que finalmente fui atendida. Pedi uma versão teste, a preto e branco, e a versão final a cores. O rapaz não percebia nada do assunto, balbuciava e acabou por errar no tipo de impressão a fazer. Depois de finalmente imprimir a versão teste olha para mim e diz "a máquina a cores não está a funcionar... já não funciona desde que fui de férias". És um querido, meu rapaz. Obrigada por não me teres dito logo isso.

Lá fui eu mais o meu chofer particular até ao shopping do Bom Sucesso. O atendimento foi rápido e eficaz mas... Tem de haver sempre um mas! O senhor pergunta-me onde podia ler a notícia intitulada "Ranking das escolas portuguesas" e eu toda entusiasmada... "Ai é na página 5". Começo a folhear o jornal e eis que a notícia não aparecia. Conclusão: Pus-me a fazer alterações de última hora e esqueci-me de alterar a capa.

Um velhote que estava lá ficou todo entusiasmado a olhar para o meu jornal. A perguntar-me onde o podia comprar (:D) e a dizer que eu devia publicá-lo a sério. Que era muito bonito e diferente. Obrigada pela simpatia, mas se há coisa que o meu jornal não é, é original. Na verdade, é uma mistura arranhada de JN e de Público.

Fui até à faculdade para alterar a capa... Instalo-me no computador, tento abrir o ficheiro e... "a versão do seu documento não está actualizada". Bonito. Lindo. O meu documento não podia ser aberto porque o programa que eu tenho no portátil não é o mesmo que está na faculdade. Haja sorte!

Voltei para casa e já corrigi o trabalho. Já "só" tenho de voltar à reprografia para imprimir. A ver se é desta. :P

Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009


Voluntariado

O voluntariado é uma hipótese muito presente na minha vida. Já pensei em fazê-lo por diversas vezes mas nunca dei o passo em frente. De boas intenções está o mundo cheio, por isso acho que em breve irei alistar-me numa qualquer associação. Isso faria de mim uma pessoa mais altruísta, mais completa.

Para mim, voluntariado liga-se muito à questão dos animais. Tenho uma paixão enorme por animais e gostaria de tornar essa dedicação mais visível. No último ano tive contacto com duas associações de animais e fiquei com uma imensa vontade de fazer parte duma causa como esta.

Mas eu choro por tudo e por nada, ligo-me demasiado a eles. A morte dos meus animais já me deixou bastante deprimida. É preciso ser muito forte para enfrentar situações como estas diariamente, e eu não sei se o sou.

Outra questão que me chama a atenção é a dádiva de sangue. Confesso que tenho pavor de agulhas e da última vez que fiz análises quase desmaiei. Tenho horror, mesmo, mas a causa é tão nobre que pretendo experimentar para ver como me sinto. No entanto, considero que se as pessoas não se sentem suficientemente motivadas para dar sangue, era obrigação do Estado aumentar os benefícios concedidos aos dadores de sangue. Já que não são voluntários a bem, são voluntários por interesse. :D De qualquer forma, são voluntários, o que permite salvar muitas vidas.

Afectos

Não sou uma pessoa muito "humana", digamos assim. Sou boa pessoa, preocupo-me com os outros, mas não consigo demonstrar afecto facilmente.

Não me lembro sequer da última vez que dei um abraço à minha irmã, que é a pessoa que mais amo nesta vida. Gosto dela, ela sabe que eu gosto dela, fazemos tudo uma pela outra mas afecto, que é bom, nada.

O voluntariado podia ser uma maneira de preencher essa lacuna emocional, mas reconheço que não tenho muito jeito para lidar com pessoas. Não sou muito comunicativa e fecho-me no meu mundinho demasiadas vezes.

Voluntariado, para mim, seria com velhotes. Os velhos (não tenho pudores em usar a palavra) fazem parte da nossa vida e merecem o máximo dos respeitos. Fui criada com a minha avó e, talvez por isso, dou muita importância à "terceira idade". Tudo o que os mais velhos querem é sentir-se úteis e amados, não um trapo velho ao qual deixaram de dar importância. Por isso gosto de conversar com a minha avó, rir-me para ela, ouvi-la dizer pela milionésima vez que tenho os dentes muito direitinhos e um sorriso lindo... :)

A minha família, quem me criou, é fantástica. Somos poucos mas bons. Todas as sextas-feiras almoçamos juntos e no Sábado o clã McSilva volta a reunir-se. Conhecemos os defeitos e as virtudes uns dos outros e respeitámo-nos tal e qual como somos. Posso não o dizer muitas vezes, mas sabem perfeitamente que os amo. A minha mãe é a melhor mãe do mundo, disso não tenho dúvidas.

Apesar de tudo, dos problemas, dos desgostos amorosos, estou rodeada de pessoas que me amam. E por eles, sobretudo por eles, sou feliz.

Domingo, 4 de Janeiro de 2009

Hoje o dia foi de limpeza geral. Limpei o meu mundo de tudo aquilo que o podia perturbar. Alívio. :)
Caríssimos...

Se há coisa que não me agrada minimamente são as chamadas "palavras caras". Melhor dizendo, eu não tenho nada contra as palavras refinadas, mais pomposas e coisa e tal. Mas tenho tudo contra as palavras que são utilizadas para "parecer bem".

Acho que para se escrever bonito não é necessário empregar palavras vindas directamente de um dicionário, daquelas que ninguém percebe. Claro que adornar um texto com uma palavra mais sofisticada pode ter o seu "quê" de interessante, mas tudo o que é demasiado acaba por enjoar.

Quando leio algo gosto de perceber esse algo. Alguns escritores optam por um vocabulário mais rico, mais difícil de entender. Não tem nada de mal. Qualquer pessoa com dois dedos de testa entende que a escrita de Saramago tem tendência a ser mais sofisticada do que a da Margarida Rebelo Pinto.

Não querendo cair em pretensiosismos, julgo saber o motivo. A Margarida é uma escritora mais comercial, muito preocupada com o lucro. Para lucrar e vender tem de ser acessível às massas e, para tal, tem de recorrer a uma linguagem mais "vulgar", chamemos-lhe assim. Já o Saramago, com a idade e experiência que tem, está numa fase em que quer ser visto (legitimamente ou não) como um escritor de elites, um escritor para "os mais cultos". Assim sendo, e para se distanciar do leitor dito normal, precisa de enveredar por caminhos mais controversos e difíceis de perceber.

Mas voltando ao início, entendo que certos escritores utilizem essa técnica de "diferenciação"... Mas não entendo aquelas pessoas que insistem em escrever ou falar de maneira demasiado polida. Meus caros, usar palavras caras não é sinónimo de inteligência. Muitas vezes é, lamento informar, sinónimo de ridículo.

Tenho dito.


Primeiro post assumidamente lamechas cá do blog... São lindos os meus três príncipes. :')

Sábado, 3 de Janeiro de 2009

E se...?

Sou uma pessoa um bocado medrosa. Não gosto de arriscar, não gosto de me lançar de cabeça a nada. Tenho medo de tudo aquilo que desestabilize a minha rotina, que interfira no "meu mundo". Talvez por isso não tenha uma vida muito agitada. Tento agir calmamente, pondero bem sobre todos os passos a tomar. Vai daí, não são raras as vezes em que me questiono "e se" tivesse arriscado?

Se por um lado tenho medo de arriscar, por outro martirizo-me diariamente por não ter sequer tentado. "Arrependo-me de tudo aquilo que não fiz" acaba por ser a lógica, em tudo.

Já deixei de comprar roupa arrojada por ter algum receio do que é diferente. Já deixei de discutir com uma pessoa por vergonha de me queixar. Já recusei encontrar-me com uma pessoa por receio do que poderia vir a sentir. E no final o resultado é sempre o mesmo: frustração. Ser racional é bom, mas ser demasiado racional torna-se imensamente aborrecido.

Sinto que não aproveito a vida já que me condiciono imenso com esta forma de agir. E era isto, somente um desabafo.

Beijo ***
Há coisas que nunca mudam...

Por mais que nós queirámos, há certas coisas que nunca mudam. Nós podemos pedir muito, rezar muito, mas elas são sempre iguais. A inevitabilidade de certas coisas é quase tão óbvia como a morte. Não se pode fugir delas, ninguém escapa delas.

Hoje, a propósito de uma conversa, cheguei à brilhante conclusão de que tu também nunca mudarás. Podes tentar convencer-te de que sim, podes tentar convencer-me a mim de que mudarás, mas tal não é verdade. Eu sei, tu sabes. :)

Por isso, hoje quem mudou fui EU (que é quem mais interessa).

Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009

Duas faces de uma mesma moeda

O amor é um sentimento curioso. Desperta as mais variadas reacções, molda-nos, torna-nos seres completamente diferentes. Esta lógica é ainda mais evidente quando estamos a falar dos jovens. Analisando o que me rodeia, creio que os adolescentes/jovens levam os seus sentimentos ao extremo. São complicados, amam de formas estranhas.

Existem dois tipos de adolescentes apaixonados: os remelosos ou os modernaços.

Os remelosos são os casais muiiiiiiiiiiito apaixonados, transbordam amor por todos os poros, é uma loucura. São aqueles casalinhos que vemos na rua, a olhar embevecidos um para o outro. Sempre de mão dada (porque adoram sentir o toque um do outro), sempre abraçados, sempre a beijarem-se. Mais agarrados que as lapas às rochas. Vivem única e exclusivamente um para o outro e não vêem mais nada no mundo.

Ora isto é tudo muito bonito, mas o que é demais enjoa. Acabam por sufocar-se um ao outro e o amor louco dá lugar a uma relação desastrosa.

Hoje quando vinha da terra de José Régio tinha uma rapariga sentada à minha frente a falar ao telemóvel. Ela ria-se, ela contorcia-se, ela estava entusiasmadíssima. "Bebézinho" para ali, "amorzinho" para acolá... Os nomes carinhosos são engraçados e aconselháveis, mas vá, não exageremos. Torna-se piroso.

Por outro lado temos os modernaços, os que mais parecem que se querem matar um ao outro do que assumir uma relação. Esta espécie é vista em acção principalmente no seio do grupo onde se insere. Identifica-se facilmente pela forma como fala entre si, geralmente cheia de neologismos difíceis de decifrar.

O rapaz é geralmente o cabeça de casal. Ele dita as regras do jogo e a "sua gaja" amocha e mais nada. Não há cá carinhos para ninguém pois consideram essas coisas muito abichanadas e parolas. Preferem tratar o namorado/a namorada pelo apelido ou então por minha gaja/meu homem (particularmente engraçado quando o rapaz não tem mais de 14 anos).

Falam de modo agressivo um com o outro, raramente se tocam. Se tivermos sorte (eu tenho!) conseguimos vê-los a trocar murros supostamente "carinhosos" entre si. :S Yap, murros carinhosos. Há gostos para tudo.

O amor é ridículo. Sim, é. Mas ainda mais ridículas são as figurinhas tristes que fazemos quando amamos alguém. :)


Gosto da sensação de conseguir superar-me a mim mesma. É sinal de que ainda tenho muito para aprender e isso agrada-me. :)


Hoje lá fui eu rumo a Vila do Conde ter com uma colega minha (mil vezes obrigada!) para me dar umas lições de Adobe InDesign. Para o comum dos mortais, o nome pouco ou nada significa. Mas para os estudantes de jornalismo é mais uma das quinhentas ferramentas que os professores exigem que nós conheçamos.


Aqui me confesso uma ignorante no que diz respeito à informática. Não percebo nada da coisa, não tenho jeito para a coisa e... pior... Não estou interessada na coisa. Vai daí, sempre que me marcam um novo trabalho vejo-me às aranhas para perceber como este funciona.


Cheguei a casa da minha amiga, instalei-me e comecei a ouvi-la falar sobre o programa. Daí a um pedaço já estava ambientada com aquilo e, como o professor diz, é realmente intuitivo. :P É giro, gosto de mexer naquilo, e se tivesse mais tempo creio que ia adorar passar horas a descobrir tudo aquilo que pode fazer.


O meu jornal impresso estábem encaminhado. Está simples mas bem organizado, que é o que mais interessa.


E eu muito orgulhosa de mim mesma por ter conseguido vencer mais uma batalha com a informática. :D


Quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009


E hoje deu-me para a escrita. É aproveitar enquanto tenho vontade já que amanhã estarei muito ocupada por terras de Vila do Conde.

Sou uma pessoa com pouca paciência.

Não gosto de esperar por ninguém. Se a pessoa se atrasa cinco minutos começo logo a bufar, a bater o pézinho, mão na anca... Tenho de me controlar, bem sei.

Não tenho paciência para actividades muito paradas. É giro ver teatro, é giro. Mas depois de meia-hora já estou saturada de ter o rabo alapado na cadeira.

Detesto fazer compras acompanhada por uma simples razão: é um processo moroso. Demora a encontrar aquilo que quero, no tamanho que quero, na cor que quero. Ninguém suporta fazer compras comigo. Ando horas às voltas, de loja em loja, e acabo por ir comprar aquela peça que tinha visto na primeira loja em que entrei.

Ainda agora estava no Messenger a falar com uma pessoa. Coitado, não disse nada de mal. Não fez nada de mal, mas a conversa era tão interessante que estava aborrecida. Percebi que o caso era preocupante quando dei por mim a bocejar de tédio. Peguei no rato e click... Bloqueei-o.

Daí a um minuto arrependi-me. Vá Sónia, agora que 2009 começou tens de ser melhor pessoa, mais tolerante, mais paciente com os menos favorecidos em termos de inteligência. E cá estou eu a conversar com a pessoa em questão. Pode estar a ser chatinho (que está!), mas sempre dá para passar o tempo.
Agora que entramos no novo ano é altura de nos sentarmos bem sentadinhos e de pensarmos no que poderia ter sido mas não foi. É altura de reflexão, de avaliarmos tudo aquilo que deveriamos ter feito mas (como sempre) não fizemos. Em 2009 eu quero:


- Acabar o meu cursinho que amo de paixão. Fazer um bom estágio, num bom órgão de comunicação social.
(reparem como eu sou uma pessoa realista... Só peço um bom estágio, não um emprego :P )

- Tirar a carta de condução. Pôr as mãos no volante e ganhar coragem para pôr o pé no pedal.

- Voltar a fazer desporto. Natação parece-me ser uma boa hipótese, mesmo que só aos fins-de-semana.

- Pegar em mim e ir dar um passeio sozinha. Ir para qualquer lado sozinha. Passar uns dias sozinha, a ver como me safo.

- Tornar-me voluntária numa qualquer associação de animais. Sou mais ligada aos animais que às pessoas, sorry.

- Dedicar-me seriamente à escrita. Criar um blog ao qual me dedique mesmo, todos os dias.

- Ver o meu Benfica a ser campeão. Ir ao Estádio da Luz ver um jogo, toda artilhada com o meu cachecol e o urso benfiquista da minha irmã.

- Deixar de ser pasmona. Pôr o orgulho de parte e dar um passo em frente. Se vir alguém interessante, porque não? Ok, sei que isto vai acontecer no dia de São Nunca à Tarde, mas é isso mesmo que as resoluções de ano novo são - uma grande treta.


Bem-vindo 2009.

...

"Fico admirado quando alguém, por acaso e quase sempre sem motivo, me diz que não sabe o que é o amor.Eu sei exactamente o que é o amor. O amor é saber que existe uma parte de nós que deixou de nos pertencer. O amor é saber que vamos perdoar tudo a essa parte de nós que não é nossa. O amor é sermos fracos."


José Luís Peixoto, in "A Criança em Ruínas"

Os bichos



Quem me conhece um bocadinho sabe que eu tenho uma obsessão considerável pelos animais. Os meus animais formam uma parte considerável da minha vida e enchem-me de orgulho. E não sou a única a sentir-me assim.




«I ask my Master and Mistress to remember me always, but not to grieve for me too long. In my life I have tried to be a comfort to them in time of sorrow, and a reason for added joy in their happiness. It is painful for me to think that even in death I should cause them pain. Let them remember that while no dog has ever had a happier life (and this I owe to their love and care for me), now that I have grown blind and deaf and lame, and even my sense of smell fails me so that a rabbit could be right under my nose and I might not know, my pride has sunk to a sick, bewildered humiliation.

I feel life is taunting me with having over-lingered my welcome. It is time I said good-bye, before I become too sick a burden on myself and on those who love me. It will be sorrow to leave them, but not a sorrow to die. Dogs do not fear death as men do. We accept it as part of life, not as something alien and terrible which destroys life.(...) One last word of farewell, Dear Master and Mistress. Whenever you visit my grave, say to yourselves with regret but also with happiness in your hearts at the remembrance of my long happy life with you: "Here lies one who loved us and whom we loved." No matter how deep my sleep I shall hear you, and not all the power of death can keep my spirit from wagging a grateful tail.»

"The last will and testament of Silverdene Emblem O'Neill", de Eugene O'Neill

PS: O cão é meu. :)

Coisas de futura jornalista (hope!)



“Os Cínicos não Servem para Este Ofício” é um livro do escritor e jornalista polaco Ryszard Kapuscinski. Tive de ler esta obra para a realização de um trabalho universitário mas o que encontrei, ao longo de cada página, de cada história, foi muito mais do que um livro: é um guia indispensável para quem gosta de jornalismo.

Este é um daqueles livros que faz os estudantes universitários suspirar pela profissão, que faz os mais cépticos tornarem-se apaixonados pelo ofício do jornalismo. É um livro que nos inspira, que nos dá alento numa época em que o jornalismo é tantas vezes desconsiderado.

Kapuscinski consegue captar a nossa atenção com cada história, com cada palavra e pormenor. Com o passar das páginas vamo-nos entusiasmando, querendo saber mais sobre a vida deste mestre do jornalismo.

No livro, Kapuscinski enuncia três requisitos para o exercício do jornalismo. O primeiro é o sacrifício e a dedicação que esta profissão exige dos seus trabalhadores. Este é um trabalho sem tempo nem espaço. Exige dedicação em lugares absurdos e a horas impensáveis. É por isso que o amor e a dedicação a este ofício são tão importantes. O outro requisito é ter paciência pois é preciso um jornalista dar o tempo necessário para mostrar (ao público) o valor do seu trabalho. O terceiro é a formação contínua.

Durante a sua longa carreira, Kapuscinski este presente um 27 revoluções e viveu em 12 frentes de guerra. Foi o único jornalista a cobrir a tomada da capital angolana pelo MPLA. Esta vasta experiência de vida (e de jornalista) está bem explícita neste livro. Cada entrevista revela um poço sem fundo de sabedoria e a maneira como se expressa mostra uma enorme cultura.

“Os Cínicos Não Servem para Este Ofício” é um livro em jeito de conversa sobre o trabalho dos jornalistas, as suas dificuldades e exigências, as regras e as responsabilidades da profissão. Ryszard Kapuscinski põe a tónica na responsabilidade de quem se dedica à informação nos dias que correm. A informação pode mudar o mundo e por isso é necessária que esta seja envolta em cautela.

Além de uma entrevista com Maria Nadotti, o livro inclui uma conversa com Andrea Semplici sobre os acontecimentos que levaram à emancipação africana do domínio colonial e um diálogo com o crítico de arte John Berger. As três conversas juntas revelam-nos um admirável mundo do jornalismo, com vários encantos mas muitas mais maçãs podres. Sem dúvida um livro recomendável a todos aqueles que se interessam por jornalismo.

A caixa

Para ela, ele era uma descoberta incrível. A primeira paixão, o primeiro desejo, o primeiro grande amor.

Para ele, ela era diferente. Uma boa amiga, uma boa companhia, uma pessoa especial.

Para ela, ele tornou-se rapidamente tudo. O melhor amigo, o confidente, o companheiro de todos os momentos especiais.

Para ele, ela continuava a ser a amiga, a companhia mas, pouco a pouco, tornou-se algo mais que isso. A amiga virou namorada.

E assim ela criou o seu sonho cor-de-rosa, imaginando reinos e castelos, vendo príncipes encantados onde eles não existiam.

Já ele, continuou com a sua vida colorida, os seus castelos nunca chegaram a ser construídos.

Porque para ela, ele era o melhor dos melhores, a conquista mais impossível, o mais terno dos sentimentos.

Mas para ele, as coisas não eram assim tão lineares, o que parecia branco era afinal negro e os sentimentos eram meio acizentados.

E foi assim que ela descobriu que afinal os sonhos cor-de-rosa não existiam, que os príncipes podiam ser afinal sapos, e que o mundo não é sempre como nós queremos.

E foi então que ela criou uma caixa imaginária. Abriu-a, apesar de tudo com carinho, e colocou lá dentro todas as boas recordações. As conversas, os risos, os passeios, os momentos a dois.

E, nesse dia, ela ganhou coragem para fechar a caixa. Pegou nela, com muito cuidado, e trancou-a com uma chave. Deu uma última espreitadela, um último sorriso, e atirou a chave ao mar.

:)

O meu blog

Este é o meu terceiro blog. Confesso que não tenho muita paciência para manter um blog actualizado e provavelmente este terá o mesmo destino que os outros: o esquecimento.

Não é um blog intelectual, não é um blog crítico, é apenas o meu blog. Um blog com as minhas opiniões, ambições e desejos. Um blog à minha imagem: inconstante.


Espero que gostem *